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Demonstrações contábeis

De acordo com o CPC 26, as demonstrações contábeis proporcionam informação acerca da posição
patrimonial e financeira, do desempenho e dos Fluxos de Caixa da entidade.

Além disso, tais demonstrações apresentam os resultados da atuação da administração face a seus
deveres e a suas responsabilidades na gestão dos recursos.
Um elemento da demonstração contábil deve ser reconhecido se:

A mensuração é um processo que consiste em determinar os montantes monetários, por meio dos
quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no Balanço
Patrimonial (BP) e na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).
No momento da publicação das demonstrações contábeis, algumas informações devem ser
divulgadas em destaque. São elas:

O nome da entidade às quais as demonstrações contábeis dizem respeito, ou outro meio
que permita sua identificação
• Se as demonstrações contábeis se referem a uma entidade individual ou a um grupo de
entidades;
• A data de encerramento do período de reporte, ou o período coberto pelo conjunto de
demonstrações contábeis ou Notas Explicativas;
• A moeda de apresentação, tal como definido no Pronunciamento Técnico CPC 02 – Efeitos
das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis;
• O nível de arredondamento usado na apresentação dos valores nas demonstrações
contábeis.

Estrutura básica do Balanço Patrimonial

De acordo com as Leis nº 11.638/2007 e nº 11.941/2009, o BP é destinado a evidenciar em


determinada data a real situação financeira de uma entidade.

O Novo Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/2002) destaca


Portanto, o BP deve apresentar a
saúde financeira de uma entidade. Sua elaboração precisa atender as normas contábeis e estar de
acordo com os princípios da Contabilidade.

Sobre o BP, as demonstrações contábeis

Classificações das contas


De acordo com o artigo 178 da Lei nº 6.404/1976, as contas são classificadas do seguinte modo:

Os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo podem fluir para a entidade de diversas
maneiras. Por exemplo, o ativo pode ser:

1. Usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de bens ou na prestação


de serviços a serem vendidos pela entidade;
2. Trocado por outros ativos;
3. Utilizado para liquidar um passivo;
4. Distribuído aos proprietários da entidade

Ativo circulante
Trata-se das disponibilidades, dos valores a receber, dos estoques e de outros valores a receber
até o final do exercício subsequente.

O ativo será circulante quando satisfizer quaisquer dos seguintes critérios:


• Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido no decurso normal do
ciclo operacional da entidade;
• Está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado;
• Espera-se que seja realizado até 12 meses após a data do balanço;
• É caixa ou equivalente de caixa (conforme definido no Pronunciamento Técnico CPC 03 –
Demonstração dos Fluxos de Caixa), a menos que sua troca ou seu uso para liquidação de passivo
se encontre vedada(o) durante, pelo menos, 12 meses após a data do balanço.

Ativo não circulante


O ativo não circulante é divido em:
1. Realizável a longo prazo: Normalmente, trata-se de direitos que a entidade tem a seu favor e
que são realizados após o final do exercício subsequente.
Exemplo: Duplicatas a receber a longo prazo.

2. Investimentos: Participações permanentes em outras sociedades e direitos de qualquer


natureza, não classificáveis no ativo circulante e que não se destinam à manutenção da
atividade da companhia ou da empresa.
Exemplos:
• Obras de arte;
• Participações em outras empresas etc.
3. Imobilizado: Direitos que têm por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das
atividades da companhia ou da empresa, ou exercidos com essa finalidade – inclusive os
decorrentes de operações que transferem à companhia os benefícios, os riscos e o controle
desses bens.
4. Intangível: Direitos que têm por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da
companhia ou exercidos com essa finalidade – inclusive o fundo de comércio adquirido.
PASSIVO

A liquidação de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras, como, por exemplo, por
meio de:
1. Pagamento em caixa;
2. Transferência de outros ativos;
3. Prestação de serviços;
4. Conversão da obrigação em item do Patrimônio Líquido.
5. Substituição da obrigação por outra;

A obrigação também pode ser extinta por outros meios, tais como pela renúncia do credor ou pela
perda de seus direitos.

Passivo circulante
Trata-se das obrigações da entidade exigíveis até o fim do exercício subsequente.
O passivo será circulante quando satisfizer os seguintes critérios:
• Espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade;
• Está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado;
• Deve ser liquidado no período de até 12 meses após a data do balanço;
• A entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante, pelo menos,
12 meses após a data do balanço.

Os demais passivos devem ser classificados como não circulantes.

PASSIVO NÃO CIRCULANTE: Trata-se de empréstimos, financiamentos e outras obrigações com


expectativa de vencimento previsto após o término do exercício subsequente.
PATRIMONIO LIQUIDO: Valor das entradas de capital a título de investimento dos sócios mais as
reservas originárias de lucros retidos, além de estatutárias e outras que se fizerem relevantes.