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UNIVERSIDADE ALTO VALE DO RIO DO PEIXE

LUCAS DOS REIS

PESQUISA SOBRE ISOLAMENTO ACÚSTICO - RESUMO

CAÇADOR
2019
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RESUMO
O artigo a ser resumido trata-se de uma implantação de um isolamento acústico em escolas.
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O presente trabalho pretende analisar e caracterizar a qualidade acústica em


escolas do 1º, 2 e 3º ciclo do Ensino Básico.
Foi dada especial atenção a escolas destinadas a crianças entre os 6 e os 11
anos de idade por se tratar da etapa mais importante e primordial da aprendizagem
obrigatória. A fadiga e o stress vocal dos professores provocado pela má qualidade
do ambiente sonoro em salas de aula também foram objetivo de análise.
As principais características acústicas relacionadas com o tema são o tempo
de reverberação, o ruído de fundo, a transmissão sonora entre espaços e a relação
sinal/ruído respeitante à voz do professor face ao ruído de fundo.
O tempo de reverberação ideal para que a inteligibilidade da palavra seja
óptima deve estar no intervalo entre 0,4 e 0,6 segundos para salas de aula onde o
diálogo, exposição de matérias e leitura são necessários.
O ruído de fundo das salas de aula deve ser controlado para evitar o desgaste
vocal dos professores e a distração dos alunos, uma vez que a relação sinal/ruído
necessária para cumprir os objetivos deve ser superior ou igual a 10 dB. Assim o nível
sonoro do ruído de fundo deve ser inferior a 35 dB(A).
A transmissão sonora entre espaços adjacentes depende das características e
funções que cada sala requer. Assim o isolamento sonoro a ruídos de condução aérea
(DnT,w) entre duas salas de aula deve ser superior ou igual a 40 dB enquanto que
entre um espaço ruidoso (ex: corredor) e uma sala de aula deve ser maior ou igual 55
dB.
No que respeita ao isolamento sonoro a ruídos de percussão (L’nT,w) devem
ser tidas considerações especiais nos pormenores de união e separação de
elementos e o valor máximo a obter é de 60 dB no caso de salas de aula.
É abordado um caso concreto de análise a duas tipologias de salas de aula.
Uma das tipologias abordadas refere-se a uma sala de aula num edifício escolar tipo,
fixo e perpétuo. A outra tipologia diz respeito a um edifício pré-fabricado amovível
normalmente apelidado de “contentor”. Dada a evolução das soluções adoptadas para
fazer face às novas exigências para que as escolas devem estar preparadas é muito
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importante a segunda análise, pois edifícios pré-fabricados são ainda atualmente uma
solução corrente em Portugal e raramente abordados como tal. A humanidade é
diariamente afetada, por poluentes que rompem o seu equilíbrio natural e ecológico.
O ruído é um deles.
O estudo acústico da edificação, ainda em fase de projeto, não é de costume, pois
os métodos mais conhecidos são complexos e demorados. Além disso, as
propriedades dos materiais e da técnica construtiva empregada não estão
caracterizadas, dificultando a previsão do comportamento acústico de um prédio.
Os altos níveis sonoros presentes, tanto em indústrias, quanto no meio urbano,
são a questão mais conhecida, por isso, a legislação de saúde e segurança no
trabalho contempla os riscos inerentes à presença de máquinas e equipamentos
ruidosos, visando resguardar a integridade das pessoas.
Quando se quer isolar um som deve-se ter o cuidado com reflexões sonoras,
pois estas produzem “eco” e, na maioria das vezes não é bem-vindo. Quando este
som produz ainda variação, tem-se reverberação sonora, a qual soa como vários sons
emitidos com certo atraso. Conhecido no meio eletrônico-acústico-musical como
delay. O que se faz necessário então, é um tratamento acústico para evitar o “eco”
dentro do estabelecimento com atenuadores de ruídos; que no caso escolhido, foram
do tipo persiano, fixado no teto.
Foram observados em experiências que é importante se terem várias barreiras
sonoras, que funcionaram como obstáculos de densidades diferentes a fim de obrigar
o som a mudar de velocidade de vibração molecular na refração (passagem da onda
sonora de um meio para outro). Estas, no caso estudado, foram feitas com materiais
comuns na “praça”, sem qualquer dificuldade de obtenção dos mesmos. São eles:
tijolos, isopor, argamassa de cimento, malha de ferro e carpete; fazendo assim a
diversidade de barreiras para propagação sonora do ambiente interno da igreja para
o externo, rua e vizinhança. Sendo importante frisar que os elementos usados como
isolantes não devem se tocar diretamente; usando para isso espumas e borrachas.
A grande questão discutida neste trabalho é de como pode ser feito um
isolamento acústico sem que se tenha uma gama de materiais de custo elevado
envolvidos neste fim. A falta de igrejas e templos e até casas de shows, com acústica
à prova de vazamentos, segundo os Códigos de Obras e Posturas, compromete a
convivência harmoniosa de vizinhos. A engenharia tem o papel de dar essa solução a
contento.
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Valendo-se de equipamento especializado para medição, foi apresentado no


artigo que com vários tipos de revestimentos comuns sobrepostos, de maneira a
dificultar a passagem sonora; o isopor, a argamassa, a malha de arame, o carpete e
a alvenaria colaboram no isolamento acústico para que um edifício mantenha a
intensidade sonora vibrante no seu interior e apenas o volume equivalente ao de uma
simples conversação chegue a pedestres e vizinhos.
Neste trabalho, obteve-se uma emissão sonora no interior do templo muito
acima da permitida; cerca de 60 db maior que a norma da ABNT. Mesmo assim, o
isolamento garantiu apenas 10 dB (irrelevante para padrões de volume captados por
ouvido humano) de extravaso da norma no passeio público e, sendo que, no terreno
vizinho a intensidade máxima de volume ficou 05 dB abaixo do máximo admitido pela
ABNT. Se houvesse aplicação de material mais específico e especializado do
mercado, ter-se-ia um isolamento mais eficiente ainda, deixando o som que chegaria
ao passeio dentro do máximo da ABNT, 55 dB.
Com tudo isso, fica o registro de que com um trabalho profissional eficiente e
um pouco de investimento em acústica, torna viável qualquer empreendimento que,
em um ambiente urbano fechado, precise de uma quantidade de público ouvindo e
produzindo sons em escalas mais elevadas.