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REGINA NAVARRO LINS


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Sociedades sexualmente conservadoras são as


mais inclinadas à violência
Universa
06/06/2019 04h00
Regina Navarro Lins
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Wilhelm Reich (1897-1957), importante psicanalista austríaco da primeira


metade do século 20, considera que as enfermidades psíquicas são a
consequência do caos sexual da sociedade, já que a saúde mental depende
da potência orgástica, isto é, do ponto até o qual o indivíduo pode se
entregar e experimentar o clímax de excitação no ato sexual.

Para ele, o homem alienou-se a si mesmo da vida e cresceu hostil a ela. 


Sua estrutura de caráter — refletindo uma cultura patriarcal milenar — é
encouraçada, contrariando sua própria natureza interior e contra a miséria
social que o rodeia.  Essa couraça de caráter seria a base do isolamento, do
desejo de autoridade, do medo à responsabilidade, do anseio místico e da
miséria sexual.

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No amor, distância impede vínculo e excesso de união elimina
independência

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mais felizes?

"Não me vejo como homem ou como mulher. A fluidez é meu traço


marcante"

Reich acredita que a unidade entre natureza e cultura continuará a ser um


sonho enquanto o homem continuar a condenar a exigência biológica de
satisfação sexual natural (orgástica). Numa existência humana ainda sujeita
a condições sociais caóticas, prevalecerá a destruição da vida pela
educação coerciva e pela guerra.

O homem seria, segundo ele, a única espécie que não satisfaz à lei natural
da sexualidade. A morte de milhões de pessoas na guerra é vista como
resultado da negação social da vida, que por sua vez seria expressão e
consequência de perturbações psíquicas e somáticas da atividade vital.

O neuropsicólogo James W. Prescott, do Instituto Nacional de Saúde Infantil


e Desenvolvimento Humano, de Maryland, EUA, publicou em 1975 o
resultado estatístico da análise de 400 sociedades pré-industriais e
comprovou algumas teses de Reich sobre o desenvolvimento humano e
social.

Ele concluiu que aquelas culturas que dão muito afeto físico a seus filhos e
que não reprimem a atividade sexual de seus adolescentes são culturas
pouco inclinadas à violência, à escravidão, à religião organizada — e vice-
versa.

Prescott afirma que uma personalidade orientada para o prazer raramente


exibe condutas violentas ou agressivas e que uma personalidade violenta
tem pouca capacidade para tolerar, experimentar ou gozar atividades
sensualmente prazerosas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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Sobre a autora
Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 12 livros sobre relacionamento
amoroso e sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda”, “O Livro do Amor” e
"Novas Formas de Amar". Atende em consultório particular há 45 anos e realiza palestras
por todo o Brasil. É consultora e participante do programa “Amor & Sexo”, da TV Globo, e
apresenta o quadro semanal Sexo em Pauta, no programa Em Pauta, da Globonews.
Nasceu e vive no Rio de Janeiro.

Sobre o blog
A proposta deste espaço interativo é estimular a reflexão sobre formas de viver o amor e
o sexo, dando uma contribuição para a mudança das mentalidades, pois acreditamos
que, ao se livrarem dos preconceitos, as pessoas vivem com mais satisfação.