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ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL

FERREIRA VIANA
CURSO DE ELETROTÉCNICA

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

PROF° RAED

2019 1
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

2
MÚLTIPLOS

3
SUBMÚLTIPLOS

4
ELETRICIDADE
Na realidade, a eletricidade é invisível.
O que percebemos são seus efeitos, como:

5
E ... ESSES EFEITOS SÃO POSSÍVEIS DEVIDO A:

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TENSÃO E CORRENTE ELÉTRICA

Nos condutores há partículas Para que estes elétrons livres


invisíveis, chamadas elétrons possam se movimentar de forma
livres, que estão posicionadas ordenada nos condutores, é
de forma desordenada. necessário ter uma força que os
empurre. A esta força é dado o
nome de tensão elétrica (U) ou
força eletromotriz (FEM) ou ainda
diferença de potencial (ddp).
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Esse movimento ordenado dos
elétrons livres nos condutores,
provocado pela ação da tensão,
forma um fluxo de elétrons. Esse
fluxo de elétrons livres é chamado
de corrente elétrica (I).

TENSÃO ELÉTRICA CORRENTE ELÉTRICA

É a força que É o movimento


impulsiona os ordenado dos
elétrons livres nos elétrons livres
condutores. Sua nos condutores.
unidade de medida Sua unidade de
é o volt (V). medida é o
ampère (A).

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POTÊNCIA ELÉTRICA

Agora, para entender potência


elétrica, observe novamente o
desenho.
A tensão elétrica faz movimentar os
elétrons de forma ordenada, dando
origem a corrente elétrica.

Tendo a corrente elétrica, a lâmpada se


acende e se aquece com uma certa
intensidade.

Essa intensidade de luz e calor percebida


por nós (efeitos), nada mais é do que a
potência elétrica que foi transformada em
potência luminosa (luz) e potência térmica
(calor).
9
É importante gravar
Para haver potência elétrica, é necessário haver:

Tensão elétrica Corrente elétrica

10
A unidade de potência elétrica é o produto da ação da tensão
e da corrente, a sua unidade de medida é o volt-ampère (VA).
A essa potência dá-se o nome de potência aparente (S).

S=U.I 11
A potência aparente (S) é composta por duas parcelas:
• potência ativa (P).
• potência reativa (Q).

A potência ativa (P) é a parcela efetivamente transformada em:

A unidade de medida da potência


ativa é o watt (W).

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A potência reativa (Q) é a parcela transformada em
campo magnético, necessária para o funcionamento de:

A unidade de medida da
potência reativa é o volt-
ampère reativo (var).

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TRIÂNGULO DE POTÊNCIAS
Em projetos de instalações elétricas os cálculos efetuados são baseados na
potência aparente e na potência ativa. Portanto, é importante conhecer a
relação entre elas, para que se entenda o que é fator de potência (cos ).

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FATOR DE POTÊNCIA
O fator de potência (cos ) é definido como a razão entre a potência ativa e a
potência aparente.

O fator de potência indica a porcentagem da potência total fornecida (kVA)


que é efetivamente transformada em potência ativa (kW). Assim o fator de
potência mostra o grau de eficiência do uso de um sistema elétrico. Valores
altos de fator de potência (próximos de 1,0) indicam uso eficiente da energia
elétrica. Valores baixos de fator de potência evidenciam seu funcionamento
inadequado, além de representar uma sobrecarga para todo o sistema.
Quando o fator de potência é igual a 1, significa que toda potência aparente é
transformada em potência ativa. Isto acontece nos equipamentos que só
possuem resistência, tais como: chuveiro elétrico, ferro elétrico, secador de
cabelo, torneira elétrica, lâmpada incandescente, fogão elétrico e outros.

P = S . cos  = U . I . cos 
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Todo equipamento que possui circuito magnético e funciona em corrente
alternada absorve esses dois tipos de energia: Ativa e Reativa.

Toda instalação elétrica que exige energia reativa elevada causa baixo fator
de potência, como:
• motores trabalhando em vazio durante grande parte de tempo;
• motores superdimensionados para as respectivas cargas;
• grandes transformadores alimentando pequenas cargas por muito tempo;
• lâmpadas de descargas (de vapor de mercúrio, fluorescente, etc.), que
utilizam reatores com baixo fator de potência;
• grande quantidade de motores de pequena potência.

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CIRCUITOS PURAMENTE RESISTIVOS

 = 0° FP = COS  = 1

17
REATÂNCIA INDUTIVA (XL)

É a oposição à passagem da corrente alternada em uma bobina; isto se deve


ao fato de existir em uma bobina o fenômeno de auto-indução, que é a
capacidade da bobina de induzir tensão em si mesma, quando a corrente
varia.

XL =  L
 = 2 f
Onde:
XL  reatância indutiva, em ohms (Ω);
  frequência angular ou velocidade angular, em rad/s;
f  frequência, em hertz (hz);
L  indutância, em henry (H).

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CIRCUITOS PURAMENTE INDUTIVOS

 = 90° FP = COS  = 0

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REATÂNCIA CAPACITIVA (XC)

Um capacitor é um dispositivo elétrico que acumula eletricidade, ou seja,


concentra elétrons. Os capacitores oferecem certa dificuldade à passagem da
corrente elétrica, que se denomina reatância capacitiva.

 = 2 f
Onde:
XC  reatância capacitiva, em ohms (Ω);
  frequência angular ou velocidade angular, em rad/s;
f  frequência, em hertz (hz);
C  capacitância, em farad (F).

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CIRCUITOS PURAMENTE CAPACITIVOS

 = - 90° FP = COS  = 0

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ENERGIA ELÉTRICA ATIVA

É aquela que efetivamente executa trabalho. Essa energia está presente nas
lâmpadas, resistores, motores, transformadores, geradores e outros.

ENERGIA ELÉTRICA ATIVA (Wh) = POTÊNCIA ATIVA (W) X TEMPO (h)

Unidade: Wh

É mais comum utilizar os múltiplos, como por exemplo: kWh, MWh, GWh,
TWh.

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ENERGIA ELÉTRICA REATIVA
Essa é uma energia diferente embora não se possa classificá-la de inútil, não
realiza trabalho útil e produz perdas por provocar aquecimento nos
condutores.

Essa energia está presente nos indutores e capacitores.

É aquela energia utilizada para produzir os campos magnéticos e elétricos


necessários para o funcionamento dos:
• motores;
• transformadores;
• geradores;
• reatores;
• capacitores, etc.

ENERGIA ELÉTRICA REATIVA (varh) = POTÊNCIA REATIVA (var) X TEMPO (h)

Unidade: varh

É mais comum utilizar os múltiplos, como por exemplo: kvarh e Mvarh


23
RESISTORES

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EFEITO TÉRMICO OU EFEITO JOULE

Um resistor transforma exclusivamente em térmica a energia elétrica recebida


de um circuito. Portanto, é comum afirmar que um resistor dissipa energia
elétrica que recebe do circuito.

Nos aquecedores elétricos em geral (chuveiros elétricos, torneiras elétricas,


ferros elétricos, secadores de cabelos), constituídos de resistores, ocorre a
transformação de energia elétrica em energia térmica.

O efeito da transformação de energia elétrica em térmica é denominado efeito


térmico ou efeito joule. Esse efeito pode ser entendido, considerando o choque
dos elétrons livres contra os átomos do condutor.

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26
RESISTÊNCIA ELÉTRICA

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RESISTIVIDADE ()

 (letra grega rô)

A resistividade () é uma grandeza que depende do material que constitui o


resistor e da temperatura.

A resistividade de um material varia com a temperatura. Para variações não-


excessivas (até cerca de 400ºC), pode-se admitir como linear a variação da
resistência com a temperatura. Nestas condições, a resistividade a uma
temperatura T é dada por:
 = 0 [ 1 +  ( T – t0 ) ]

Onde:   resistividade na temperatura final (T), em .m.


0  resistividade na temperatura inicial (t0), em .m.
  coeficiente de temperatura do material, em ºC-1.
T  temperatura final, em ºC.
t0  temperatura inicial, emºC.

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VARIAÇÃO DA RESISTÊNCIA ELÉTRICA
DE UM CONDUTOR COM A TEMPERATURA

Todos os condutores metálicos apresentam um aumento de resistência


elétrica com a elevação de temperatura. Se uma determinada corrente elétrica
aquecer um condutor, haverá uma diminuição desta corrente devido o
aumento da resistência elétrica do condutor, provocado pelo aumento da
temperatura.

R = R0 [ 1 +  ( T – t0 ) ]

Onde: R  resistência na temperatura final (T), em .


R0  resistência na temperatura inicial (t0), em .
  coeficiente de temperatura do material, em ºC-1.
T  temperatura final, em ºC.
t0  temperatura inicial, emºC.

29
RESISTIVIDADE DE ALGUNS MATERIAIS
À TEMPERATURA AMBIENTE (20°C)

30
COEFICIENTE DE TEMPERATURA ()
DE ALGUNS MATERIAIS

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PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR
DE CORRENTE ALTERNADA
Um gerador de corrente alternada funciona com base na indução de força
eletromotriz-FEM num condutor em movimento dentro de um campo
magnético. Para entender o seu funcionamento observe o esquema da figura
abaixo, onde uma espira gira dentro de um campo magnético, gerando uma
tensão (FEM) e uma corrente induzida.

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Gerador de corrente elétrica monofásica
e variação da f.e.m. em um período

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120  f
N (rpm) 
p

Onde:
N  velocidade, em rpm.
f  frequência, em hertz.
p  número de polos.

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GERADOR TRIFÁSICO CONECTADO EM ESTRELA

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37
A ORIGEM DO CONDUTOR
NEUTRO EM UMA
INSTALAÇÃO ELÉTRICA

38
TRANSFORMADORES

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40
41
TRANSFORMADOR

42
CARGA TRIFÁSICA EQUILIBRADA
LIGADA EM TRIÂNGULO (DELTA)

43
CARGA TRIFÁSICA EQUILIBRADA
LIGADA EM ESTRELA

44
EXERCÍCIO:
Uma carga trifásica equilibrada puramente resistiva, ligada na configuração
delta, solicita uma potência P da fonte. Ao mudar a configuração dessa carga
para estrela, a potência solicitada será de:
A resposta tem que ser comprovada, através de cálculo adequado.

(a) P

(b) 3P

(c) 𝑃 3

(d) 3𝑃

(e) P/3.

45
EXERCÍCIO:
Uma carga trifásica equilibrada puramente resistiva, ligada na configuração
estrela, solicita uma potência P da fonte. Ao mudar a configuração dessa
carga para delta, a potência solicitada será de:
A resposta tem que ser comprovada, através de cálculo adequado.

(a) P

(b) 3P

(c) 𝑃 3

(d) 3𝑃

(e) P/3.

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GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

UHE, PCH, CGH, UTE, UTN, EOL e SOL

UHE – UNIDADE HIDRELÉTRICA DE ENERGIA


PCH – PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA
CGH – CENTRAL GERADORA HIDRELÉTRICA
UTE- UNIDADE TERMELÉTRICA DE ENERGIA
UTN – UNIDADE TERMONUCLEAR
EOL – CENTRAL GERADORA EOLIELÉTRICA
SOL - CENTRAL GERADORA SOLAR FOTOVOLTAICA

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UNIDADE HIDRELÉTRICA
DE ENERGIA - UHE

48
49
UNIDADE HIDRELÉTRICA DE ENERGIA - UHE

50
UNIDADE HIDRELÉTRICA DE ENERGIA - UHE

A usina hidrelétrica é uma instalação que transforma a energia hidráulica em


energia elétrica. Para isso acontecer, é necessário existir um desnível
hidráulico natural ou criado por uma barragem, para captação e condução da
água à turbina, situada sempre em nível tão baixo quanto possível em
relação a captação.

A maior vantagem das usinas hidrelétricas é a transformação limpa do


recurso energético natural. Não há resíduos poluentes e há baixo custo da
geração de energia, já que o principal insumo energético, a água do rio, está
inserida à usina. Além da geração de energia elétrica, o aproveitamento
hidrelétrico proporciona outros usos, tais como: irrigação, navegação e
amortecimentos de cheias.

51
PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA - PCH
De acordo com a Resolução nº 652, de 09/12/2003, da ANEEL, PCH é toda
usina hidrelétrica de pequeno porte cuja capacidade instalada seja superior a
1 MW e igual ou inferior a 30 MW, destinado a produção independente (PIE),
autoprodução ou produção independente autônoma (APE). Além disso, a
área do reservatório deve ser inferior a 3 km².
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Uma PCH típica normalmente opera a fio d'água, isto é, o reservatório não permite a
regularização do fluxo d´água. Com isso, em ocasiões de estiagem a vazão disponível pode
ser menor que a capacidade das turbinas, causando ociosidade.

Em outras situações, as vazões são maiores que a capacidade de engolimento das


máquinas, permitindo a passagem da água pelo vertedor.

Por esse motivo, o custo da energia elétrica produzida pelas PCH’s é maior que o de uma
usina hidrelétrica de grande porte (UHE-Usina Hidrelétrica de Energia), onde o reservatório
pode ser operado de forma a diminuir a ociosidade ou os desperdícios de água.

Entretanto, as PCH’s são instalações que resultam em menores impactos ambientais e se


prestam à geração descentralizada.

As PCH’s, são menores, mais baratas e mais rápidas de se construir, em comparação com as
UHE’s.

Este tipo de hidrelétrica é utilizada principalmente em rios de pequeno e médio portes que
possuam desníveis significativos durante seu percurso, gerando potência hidráulica
suficiente para movimentar as turbinas.

53
CENTRAL GERADORA HIDRELÉTRICA - CGH
Unidade geradora de energia com potencial hidráulico igual ou inferior a 1 MW.
54
UNIDADE TERMELÉTRICA DE
ENERGIA - UTE 55
CHAMAM-SE TERMOELÉTRICAS OU TERMELÉTRICAS PORQUE SÃO CONSTITUÍDAS DE
DUAS PARTES, UMA TÉRMICA ONDE SE PRODUZ MUITO VAPOR A ALTÍSSIMA PRESSÃO
E OUTRA ELÉTRICA ONDE SE PRODUZ A ELETRICIDADE.

A ENERGIA ELÉTRICA É PRODUZIDA POR UM GERADOR.

O GERADOR POSSUI UM EIXO QUE É MOVIDO POR UMA TURBINA.

A TURBINA É MOVIDA POR UM JATO DE VAPOR SOB FORTE PRESSÃO. DEPOIS DO USO,
O VAPOR É JOGADO FORA NA ATMOSFERA.

O VAPOR É PRODUZIDO POR UMA CALDEIRA.

A CALDEIRA É AQUECIDA COM A QUEIMA DE ÓLEO COMBUSTÍVEL, GÁS OU CARVÃO. A


QUEIMA DO PRODUTO VAI POLUIR O MEIO AMBIENTE.
56
UNIDADE TERMONUCLEAR - UTN

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UNIDADE TERMONUCLEAR - UTN
A reação nuclear ocorre quando um neutron colide com o átomo de um elemento e é por este absorvido. O núcleo desse
átomo é levado a um nível de energia acima do normal; ou seja, fica excitado. Esse átomo tende então a se fragmentar, no
processo chamado “fissão nuclear".

Quando isso ocorre o átomo libera grande quantidade de energia térmica e junto de dois ou três novos neutrons, os
quais colidirão com outros átomos, produzindo mais fissões e mais neutrons. Esse processo denomina-se “reação em
cadeia".

A usina nuclear (ou termonuclear) difere da térmica convencional, basicamente, quanto à fonte de calor; enquanto em
uma térmica convencional queima-se óleo, carvão ou gás na caldeira, em uma usina nuclear usa-se o potencial
energético do urânio para aquecer a água que circula no interior do reator.

Uma usina nuclear possui três circuitos de água: primário, secundário e de água de refrigeração. Esses circuitos são
independentes um do outro; ou seja, a água de cada um deles não entra em contato direto com a do outro.

No interior do vaso do reator, que faz parte do circuito primário, a água é aquecida pela energia térmica liberada pela
fissão dos átomos de urânio. O calor dessa água é transferido para a água contida no gerador de vapor, que faz parte do
circuito secundário. O vapor então produzido é utilizado para movimentar a turbina, cujo eixo está acoplado o gerador
elétrico, resultando então em energia elétrica. A água do circuito primário é aquecida até cerca de 350ºC; sua pressão é
mantida em torno de 157 kgf/cm2 (1kgf/cm2 = 1 atmosfera), para que permaneça no estado líquido.

O vapor é condensado através de troca de calor com a água de refrigeração. A água condensada é bombeada de volta ao
gerador de vapor, para um novo ciclo.

Com o objetivo de controlar a reação em cadeia são inseridas barras de controle no núcleo do reator. Essas barras são
constituídas de uma liga de prata, cádmio e índio e têm a propriedade de absorver neutrons, diminuindo assim o número
de fissões. 58
CENTRAL GERADORA
EOLIELÉTRICA - EOL

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CENTRAL GERADORA SOLAR
FOTOVOLTAICA - SOL

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CENTRAL GERADORA SOLAR
FOTOVOLTAICA - SOL
A conversão direta da energia solar em energia elétrica ocorre pelos efeitos
da radiação (calor e luz) sobre determinados materiais, particularmente os
semicondutores. Entre esses, destacam-se os efeitos termoelétrico e
fotovoltaico. O primeiro caracteriza-se pelo surgimento de uma diferença de
potencial, provocada pela junção de dois metais, em condições específicas.
No segundo, os fótons contidos na luz solar são convertidos em energia
elétrica, por meio do uso de células solares.
Entre os vários processos de aproveitamento da energia solar, os mais
usados atualmente são o aquecimento de água e a geração fotovoltaica de
energia elétrica. No Brasil, o primeiro é mais encontrado nas regiões sul e
sudeste, devido a características climáticas, e o segundo, nas regiões norte e
nordeste, em comunidades isoladas da rede de energia elétrica.

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CENTRAL GERADORA SOLAR
FOTOVOLTAICA - SOL

69
CENTRAL GERADORA SOLAR
FOTOVOLTAICA - SOL

70
ESQUEMA GERAL DE UM SISTEMA
FOTOVOLTAICO RESIDENCIAL
COM ARMAZENAMENTO DE
BATERIA

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AQUECIMENTO SOLAR

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CAPACIDADE DE GERAÇÃO
NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CGH – CENTRAL GERADORA HIDRELÉTRICA UHE – USINA HIDRELÉTRICA
EOL – CENTRAL GERADORA EOLIELÉTRICA UTE – USINA TERMELÉTRICA FONTE: ANEEL
PCH – PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA UTN – USINA TERMONUCLEAR 09/03/2019 73
UFV – CENTRAL GERADORA SOLAR FOTOVOLTAICA
CAPACIDADE DE GERAÇÃO NO BRASIL
CGH – CENTRAL GERADORA HIDRELÉTRICA UHE – USINA HIDRELÉTRICA
EOL – CENTRAL GERADORA EOLIELÉTRICA UTE – USINA TERMELÉTRICA
PCH – PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA UTN – USINA TERMONUCLEAR
UFV - CENTRAL GERADORA SOLAR FOTOVOLTAICA CGU – CENTRAL GERADORA UNDI-ELÉTRICA
FONTE: ANEEL
09/03/2019 74
CAPACIDADE INSTALADA POR ESTADO

FONTE: ANEEL
09/03/2019

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SISTEMA
INTERLIGADO
NACIONAL -
SIN

FONTE: ONS
07/02/2015

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ESQUEMA DE UM SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA

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DIAGRAMA UNIFILAR DE UM
SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA

78
SISTEMA ELÉTRICO
DE POTÊNCIA

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CÁLCULO DA CORRENTE ELÉTRICA DE
MOTORES MONOFÁSICOS

Sendo:
I  corrente elétrica do motor, em ampères (A)
V  tensão elétrica, em volt (V)
  rendimento do motor
cos   fator de potência do motor

81
EXERCÍCIO
Um motor elétrico monofásico de 1 cv ligado em uma rede elétrica de 220V, está operando com
fator de potência 0,73 e com rendimento de 64,5%. Calcule a corrente elétrica que o motor
consome da rede.

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CÁLCULO DA CORRENTE ELÉTRICA DE
LINHA DE MOTORES TRIFÁSICOS

Sendo:
I  corrente elétrica de linha do motor, em ampères (A)
V  tensão elétrica de linha, em volt (V)
  rendimento do motor
cos   fator de potência do motor

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EXERCÍCIO
Um motor elétrico trifásico de 10 CV ligado em uma rede elétrica de 220V, está operando com
fator de potência 0,77 e com rendimento de 82,8%. Calcule a corrente de linha que o motor
consome da rede elétrica.

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ENQUADRAMENTO EM FAIXAS DE TENSÃO

Em termos práticos, o enquadramento em faixas, adotado no dia a dia pelos


profissionais das áreas de projeto, operação e manutenção na cultura elétrica
nacional, é uma mescla entre a ABNT/IEC e a ANSI/ NEMA/UL. Desta forma, a
classificação “informal” mais usada é:

• Até 1,5 kV – CC (inclusive): baixa tensão.

• Até 1 kV – CA (inclusive): baixa tensão.

• Acima de 1 kV até 69 kV (exclusive): média tensão.

• De 69 kV até 138 kV (inclusive): alta tensão.

• De 230 kV até 525 kV (inclusive): extra alta tensão.

• Acima de 525 kV: ultra alta tensão.


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NORMAS

Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT

Comissão Eletrotécnica Internacional - IEC

American National Standards Institute – ANSI

National Electrical Manufactures Association - NEMA

Underwriters Laboratories - UL

86
Fornecimento de
Energia Elétrica

87
Consumidor Monofásico

88
Consumidor Bifásico

89
Consumidor Trifásico

90
Planta Baixa da Entrada de Energia Elétrica

91
Entrada de Energia Elétrica

92
INSTALAÇÕES PARA ILUMINAÇÃO E APARELHOS DOMÉSTICOS
O documento fundamental sobre o qual este assunto se baseia é a Norma Brasileira ABNT: a NBR 5410:2004,
versão corrigida em 17/03/2008. Serão expostas, também, as definições usualmente utilizadas nos projetos de
instalações elétricas. Simultaneamente aplicam-se o regulamento da Light: RECON – BT – Regulamentação
para fornecimento de energia elétrica a consumidores em Baixa Tensão, de janeiro de 2019, que
estabelece as condições atualizadas para as instalações em sua área de concessão, bem como o Painel
Setorial INMETRO de 11 de abril de 2006, padrão NBR 14136 (novembro de 2002), que determina plugues e
tomadas a serem obrigatórios na execução das instalações.

Elementos Componentes de uma Instalação Elétrica


Para que se possa elaborar um projeto de instalações elétricas, é necessário que fiquem caracterizados e
identificados os elementos ou partes que compõem o projeto. É o que será feito a seguir. Além disso, deverão
ser utilizados os símbolos e as convenções, a linguagem normalizada dos projetos elétricos.

93
Circuitos Elétricos
O conjunto dos condutores de alimentação, com suas ramificações, constitui um circuito elétrico terminal. O
circuito terminal alimenta, portanto, diretamente, os pontos de utilização, os equipamentos e as tomadas de
corrente. Um circuito de distribuição alimenta um ou mais quadros de distribuição, partindo do quadro geral.
Os circuitos terminais partem dos quadros de distribuição designados por quadros terminais. Os circuitos de
distribuição dividem-se em “alimentador principal” e “subalimentador”, quando há quadros intermediários.

Esquema básico de instalação de um edifício. 94


Lei no 11.337, de 26 de julho de 2006
Determina a obrigatoriedade de as edificações possuírem sistema de aterramento e instalações elétricas
compatíveis com a utilização de condutor-terra de proteção, bem como torna obrigatória a existência de
condutor-terra de proteção nos aparelhos elétricos que especifica. O disposto nessa lei entrou em vigor em 1o
de janeiro de 2010.

Símbolos e convenções
Na elaboração de projetos de instalações elétricas empregam-se símbolos gráficos para a representação dos
“pontos” e demais elementos que constituem os circuitos elétricos. São apresentados a seguir os símbolos
mais usuais, com a representação consagrada pela maioria dos projetistas de instalações prediais. Na ABNT a
norma que trata do assunto é a NBR 5444:1989 – Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais.

95
A – DUTOS E DISTRIBUIÇÃO

96
A – DUTOS E DISTRIBUIÇÃO (CONTINUAÇÃO)

97
98
D – LUMINÁRIAS, REFLETORES E LÂMPADAS

99
E – TOMADAS

100
Carga prevista de iluminação
Na determinação das cargas de iluminação, como alternativas à aplicação da NBR 5413, pode ser adotado o
seguinte critério:

a) em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m2, deve ser prevista uma carga mínima de
100 VA;

b) em cômodo ou dependência com área superior a 6 m2, deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA para
os primeiros 6 m2, acrescidos de 60 VA, para cada aumento de 4 m2 inteiros.

Nota: Os valores apurados correspondem à potência destinada à iluminação para efeito de dimensionamento
dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas.

Ponto
É o termo empregado para designar aparelhos fixos de consumo para luz, tomadas de corrente, arandelas,
interruptores, botões de campainha. Por exemplo, luz com seu respectivo interruptor constituem dois pontos.

101
Ponto ativo ou ponto útil
É o dispositivo onde a corrente elétrica é realmente utilizada ou produz efeito ativo (p. ex.: receptáculo onde é
colocada uma lâmpada ou uma tomada na qual se liga um aparelho doméstico).

Os principais pontos ativos são os seguintes:


a) Ponto simples.
Corresponde a um aparelho fixo (p. ex.: um chuveiro elétrico). Constituído também por uma só lâmpada ou um
grupo de lâmpadas funcionando em conjunto, em um lustre, por exemplo.

b) Ponto de duas seções.


Quando constituído por duas lâmpadas ou dois grupos de lâmpadas que funcionam por etapas, ligadas
independentemente uma da outra.

c) Tomada simples (2P + T).


Quando nela se pode ligar somente um aparelho. Em geral, são de 10 A e 20 A - 250 V. Existem tomadas para
uso industrial de 30 A - 440 V.

d) Tomada dupla.
Quando nela podem ser ligados simultaneamente dois aparelhos.

102
TOMADAS DE USO DOMÉSTICO
Visando uma maior segurança das instalações elétricas e melhor padronização das tomadas de uso
doméstico, o mercado brasileiro padronizou dois modelos de tomadas, conforme figuras abaixo. Um para
tomada até 10A e outro para tomada até 20A. Conforme NBR 14.136 (Plugues e tomadas para uso doméstico
e análogo até 20 A/250 V em corrente alternada).
Esta característica de tomada vem de encontro ao que já era exigido: o uso do condutor proteção para todos
os pontos de tomadas.

103
Ponto de comando
É o dispositivo por meio do qual se governa um ponto ativo. É constituído por um interruptor de alavanca, botões,
disjuntor ou chave.

Os pontos de comando podem ser compostos por:


a) Interruptor simples ou unipolar.
Acende ou apaga uma só lâmpada ou um grupo de lâmpadas funcionando em conjunto. Em geral, são de 10 A e
250 V.
b) Variador de luminosidade (dimmer).
É um regulador de tensão intercalado entre um circuito alimentador de tensão constante e um receptor, para
variar gradualmente a tensão aplicada a este. Permite, por exemplo, variar a luminosidade de uma ou várias
lâmpadas, utilizando a variação de tensão. Existem três tipos: variador rotativo, variador deslizante e variador
digital.
c) Interruptor de duas seções.
Acende ou apaga separadamente duas lâmpadas ou dois conjuntos de lâmpadas funcionando ao mesmo tempo.
d) Interruptor de três seções.
Acende ou apaga separadamente três lâmpadas ou três conjuntos de lâmpadas funcionando ao mesmo tempo.
e) Interruptor paralelo (three-way).
Aquele que, operando com outro da mesma espécie, acende ou apaga, de pontos diferentes, o mesmo ponto útil
(10 A–250 V). Emprega-se em corredores, escadas ou salas grandes.
f) Interruptor intermediário (four-way).
É um interruptor colocado entre interruptores paralelos, que acende e apaga, de qualquer ponto, o mesmo ponto
ativo formado por uma lâmpada ou grupo de lâmpadas.
É usado na iluminação de halls, corredores e escadas de um prédio. 104
g) Sensor de presença.
Para o controle da iluminação e outros equipamentos, utiliza-se o sensor de presença. O sensor detecta
movimento por infravermelho, pela detecção do calor liberado pela pessoa, e aciona o controle da iluminação.
São muito utilizados em substituição às minuterias e podem controlar uma ou mais lâmpadas.

Há sensor de presença que acende automaticamente a iluminação logo que detectado um movimento (pessoas,
animais etc.) e apaga automaticamente a iluminação quando, após uma duração de tempo regulável de 15
segundos a 10 minutos, não há movimento dentro de seu campo de detecção. Possui sensibilidade de detecção
regulável e fotocélula que limita o funcionamento do sensor nos momentos em que o ambiente está com baixo
nível de iluminação (p. ex.: iluminação natural).

Tem chave seletora com três posições:


A - auto (automático);
I - ligado (lâmpada constantemente ligada):
O - desligado (lâmpada constantemente desligada).

Instalação embutida (em caixa de embutir na mesma altura dos interruptores e tomadas).

105
CAMPO DE DETECÇÃO DO SENSOR DE PRESENÇA

106
Ponto de utilização
Ponto de uma linha elétrica destinada à conexão de equipamento de utilização. Um ponto de utilização pode
ser classificado de acordo com a natureza da carga prevista (ponto de luz, ponto para aquecedor, ponto para
aparelho de ar condicionado etc.) e o tipo de conexão previsto (ponto de tomada, ponto de ligação direta).

Ponto de iluminação
Em cada cômodo ou dependência deve ser previsto, pelo menos, um ponto de luz fixo no teto, comandado por
interruptor.

Notas:
1. Nas acomodações de hotéis, motéis ou similares, pode-se substituir o ponto de luz fixo no teto por tomada
de corrente, com potência mínima de 100 VA, comandada por interruptor de parede.
2. Admite-se que o ponto de luz fixo no teto seja substituído por ponto na parede em espaços sob escada,
depósitos, despensas, lavabos e varandas, desde que de pequenas dimensões e onde a colocação do ponto
de luz seja de difícil execução ou não conveniente.

107
Recomendações da NBR 5410 para o
levantamento da carga de tomadas

Tomadas de Uso Geral (TUG)


Não se destinam à ligação de equipamentos específicos e nelas são sempre ligados aparelhos móveis
ou portáteis.

108
Pontos de tomadas
Número de pontos de tomadas
O número de pontos de tomadas deve ser determinado em função da destinação do local e dos
equipamentos elétricos que podem ser aí utilizados, observando-se no mínimo os seguintes
critérios:

a) Em banheiros, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada, próximo ao lavatório.

b) Em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos, deve ser
previsto um ponto de tomada para cada 3,5 m ou fração de perímetro, e acima da bancada da pia
devem ser previstas duas tomadas de corrente, no mesmo ponto ou em pontos distintos.

c) Em varandas, deve ser previsto um ponto de tomada.

Nota: Admite-se que o ponto de tomada não seja instalado na própria varanda, mas próximo ao seu
acesso, quando a varanda, por razões construtivas, não comportar o ponto de tomada, quando sua
área for inferior a 2 m2 ou, ainda, quando sua profundidade for inferior a 0,80 m.
109
d) Em salas e dormitórios, deve ser previsto um ponto de tomada para cada 5 m ou fração de
perímetro, devendo esses pontos serem espaçados tão uniformemente quanto possível.

NOTA: Particularmente no caso de salas de estar, deve-se atentar para a possibilidade de que um
ponto de tomada venha a ser usado para alimentação de mais de um equipamento, sendo
recomendável equipá-lo, portanto, com a quantidade de tomadas julgada adequada.

e) Em cada um dos demais cômodos e dependências de habitação devem ser previstos pelo menos:
– um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for igual ou inferior a 2,25 m2. Admite-
se que esse ponto seja posicionado externamente ao cômodo ou dependência, a até 0,80m no
máximo de sua porta de acesso;
– um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for superior a 2,25 m2 e igual ou
inferior a 6 m2;
– um ponto de tomada para cada 5 m ou fração de perímetro, se a área do cômodo ou dependência
for superior a 6 m2, devendo esses pontos serem espaçados tão uniformemente quanto possível.

110
Tomadas de Uso Específico (TUE)
São destinadas à ligação de equipamentos fixos e estacionários, como é o caso de:

Condições para se estabelecer a quantidade de tomadas de uso específico


(TUE).
A quantidade de TUE é estabelecida de acordo com o número de aparelhos de utilização que
sabidamente vão estar fixos em uma dada posição no ambiente. 111
NOTA: Quando se usa o termo “tomada” de uso específico, não necessariamente se quer dizer que a
ligação do equipamento à instalação elétrica irá utilizar uma tomada. Em alguns casos, como por
exemplo: a ligação dos aquecedores elétricos de água ao ponto de utilização deve ser direta, sem uso
de tomadas de corrente. Nestes casos, podem ser utilizados conectores apropriados.

Condições para se estabelecer a potência de tomadas de uso específico


(TUE).
• Atribuir a potência nominal do equipamento a ser alimentado.

112
Tomadas de uso específico (TUE)
Alimentam aparelhos fixos ou estacionários, que, embora possam ser removidos, trabalham sempre em um
determinado local. É o caso dos chuveiros e torneiras elétricas, máquina de lavar roupa e aparelho de ar
condicionado.

O projetista escolherá criteriosamente os locais onde devem ser previstas as tomadas de uso especial e preverá
o número de tomadas de uso geral que assegure conforto ao usuário.

Quando um ponto de tomada for previsto para uso específico, deve ser a ele atribuída uma potência igual à
potência nominal do equipamento ou à soma das potências nominais dos equipamentos a serem alimentados.

Quando valores precisos não forem conhecidos, a potência atribuída ao ponto de tomada deve seguir um dos
seguintes critérios:
• potência ou soma das potências dos equipamentos mais potentes que o ponto pode vir a alimentar, ou
• potência calculada com base na corrente de projeto e na tensão do circuito respectivo.

Nos casos em que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento (potência de saída) e não a
absorvida, devem ser considerados: o fator de potência e o rendimento.

113
POTÊNCIAS ATRIBUÍVEIS AOS PONTOS DE TOMADAS
a) Tomadas de uso específico (TUE).
Adota-se a potência nominal (de entrada) do aparelho a ser usado.
As tomadas de uso específico devem ser instaladas no máximo a 1,5 m do local previsto para o equipamento a
ser alimentado.

b) Tomadas de uso geral (TUG) (valores mínimos atribuídos).


A potência a ser atribuída a cada ponto de tomada é função dos equipamentos que ele poderá vir a alimentar e
não deve ser inferior aos seguintes valores mínimos:

a) em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos, no mínimo
600 VA por ponto de tomada, até três pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, considerando-se cada um
desses ambientes separadamente. Quando o total de tomadas no conjunto desses ambientes for superior a seis
pontos, admite-se que o critério de atribuição de potências seja de no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até
dois pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, sempre considerando cada um dos ambientes
separadamente;

b) nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto de tomada.

114
DIVISÃO DA INSTALAÇÃO
(a) Todo ponto de utilização previsto para alimentar, de modo exclusivo ou virtualmente dedicado, equipamento
com corrente superior a 10 A deve constituir um circuito independente.

(b) Os pontos de tomadas de cozinhas, copas, copas-cozinhas, área de serviço, lavanderias e locais análogos
devem ser atendidos por circuitos exclusivamente destinados à alimentação de tomadas desses locais.

(c) Em locais de habitação, admite-se, como exceção à regra geral, que pontos de tomada, exceto aqueles
indicados no item (b), e pontos de iluminação possam ser alimentados por circuito comum, desde que as
seguintes condições sejam simultaneamente atendidas:
(c.1) a corrente de projeto (Ip) do circuito comum (iluminação mais tomadas) não deve ser superior a 16 A.
(c.2) os pontos de iluminação não sejam alimentados, em sua totalidade, por um só circuito, caso esse circuito
seja comum (iluminação mais tomadas); e
(c.3) os pontos de tomadas, já excluídos os indicados no item (b), não sejam alimentados, em sua totalidade, por
um só circuito, caso esse circuito seja comum (iluminação mais tomadas).

Nota: Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de utilização que
alimentam. Em particular, devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para
pontos de tomada.
115
INSTALAÇÕES COMERCIAIS
a) Escritórios com áreas iguais ou inferiores a 40 m² - 1 tomada para cada 3 m ou fração de perímetro, ou 1
tomada para cada 4 m² ou fração de área (adota-se o critério que conduzir ao maior número de tomadas).

b) Escritórios com áreas superiores a 40 m² - 10 tomadas para os primeiros 40 m²; tomada para cada 10 m² ou
fração de área restante.

c) Lojas: 1 tomada para cada 30 m² ou fração, não computadas as tomadas destinadas a lâmpadas, vitrines e
demonstração de aparelhos.

Potência mínima de 200 VA por tomada.

116
Exercício: O quadro abaixo apresenta as dimensões de cada dependência de uma residência. Preencha os
espaços adequados com as quantidades mínimas de TUG e a potência mínima de iluminação, conforme
critérios estabelecidos pela NBR 5410.

117
A planta ao lado servirá
de exemplo para o
desenvolvimento do
projeto de instalações
elétricas prediais.

118
Preencher o quadro, prevendo a carga de iluminação da planta
predial utilizada no exemplo

Dependência Dimensões área (m2) Potência de iluminação (VA)

sala

copa

cozinha

dormitório 1

dormitório 2

banheiro

área de serviço

hall

área externa
119
Preencher o quadro, prevendo a carga de iluminação da planta
predial utilizada no exemplo

Dependência Dimensões área (m2) Potência de iluminação (VA)

sala

copa

cozinha

dormitório 1

dormitório 2

banheiro

área de serviço

hall

área externa
120
Preencher o quadro, prevendo a carga de iluminação da planta
predial utilizada no exemplo

Dependência Dimensões área (m2) Potência de iluminação (VA)

sala

copa

cozinha

dormitório 1

dormitório 2

banheiro

área de serviço

hall

área externa
121
Estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral e específico

Dimensões Quantidade mínima


Dependência
(m2) Perímetro (m) TUG TUE

sala

copa

cozinha

dormitório 1

dormitório 2

banheiro

área de serviço

hall

área externa
122
Estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral e específico

Dimensões Quantidade mínima


Dependência
(m2) Perímetro (m) TUG TUE

sala

copa

cozinha

dormitório 1

dormitório 2

banheiro

área de serviço

hall

área externa
123
Estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral e específico

Dimensões Quantidade mínima


Dependência
(m2) Perímetro (m) TUG TUE

sala

copa

cozinha

dormitório 1

dormitório 2

banheiro

área de serviço

hall

área externa
124
Estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral e específico

Dimensões Quantidade mínima


Dependência
(m2) Perímetro (m) TUG TUE

sala

copa

cozinha

dormitório 1

dormitório 2

banheiro

área de serviço

hall

área externa
125
Dimensões Quantidade mínima Previsão de carga
Dependência
Área Perímetro
TUG's TUE's TUG's TUE's
(m2) (m)
sala

copa

cozinha

dormitório 1

dormitório 2

banheiro

área de serviço

hall

área externa 126


Dimensões TUG's TUE’s
Potência de
Dependência
iluminação (VA)
Área (m2) Perímetro (m) Quantidade Potência (VA) Discriminação Potência (W)

sala
copa

cozinha

dormitório 1

dormitório 2

banheiro

área de serviço

hall

área externa

TOTAL 127
Dimensões TUG's TUE’s
Potência de
Dependência
iluminação (VA)
Área (m2) Perímetro (m) Quantidade Potência (VA) Discriminação Potência (W)

sala
copa

cozinha

dormitório 1

dormitório 2

banheiro

área de serviço

hall

área externa

TOTAL 128
QUADRO RESUMO

Circuito Potência Proteção


N° de Seção dos
Tensão Corrente
Local Quantidade x Total circuitos condutores N° de Corrente
N° Tipo (V) (A) Tipo
potência (VA) (VA) agrupados (mm2) pólos nominal (A)

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
129
À medida que o projeto vai sendo elaborado e se procede ao estudo luminotécnico com base na NBR 5413, vão
sendo definidos, com maior exatidão, os pontos ativos, com suas respectivas cargas, de modo que se possa, ao
final, dispor de elementos para o preparo de uma lista geral de carga, perfeitamente confiável. A estimativa
preliminar costuma ser feita partindo-se da densidade de carga (W/m² ou VA/m²) e das áreas que serão servidas
pela instalação.

Usam-se, em geral, tabelas de normas aprovadas ou de uso consagrado. Como visto anteriormente, há critérios
básicos para pontos de utilização:
• Pontos de tomada;
• Números de pontos de tomadas;
• Iluminância;
• Carga de iluminação.

No caso de escritórios, estabelecimentos comerciais e industriais, não se dispensa o projeto de iluminação,


principalmente se a iluminação for fluorescente, a vapor de sódio ou LED (fábricas, armazéns, pátios de
armazenamento).

A NBR 5413 – Iluminância de Interiores apresenta as prescrições quanto a cargas para iluminação, indicando o
nível de iluminância para vários locais.

130
131
132
133
134
135
136
137
138
139
140
141
142
SIMBOLOGIA DOS CONDUTORES

Os condutores que irão passar dentro dos eletrodutos, deverão ser representados graficamente através
de uma simbologia própria.

De acordo com a NBR 5410, o


condutor:
• neutro, necessáriamente, azul claro.
• de proteção (fio terra),
necessariamente, verde ou verde-
amarelo.

143
144
145
146
147
148
COMO INSTALAR O CONDUTOR PROTEÇÃO (TERRA)
A figura a seguir indica a maneira mais simples de instalar o condutor proteção em uma residência.

Normalmente, em uma instalação, todos os condutores de cada circuito têm a mesma seção, entretanto a NBR
5410 permite a utilização de condutores de proteção com seção menor.

Pode-se utilizar um único condutor proteção por eletroduto, interligando vários aparelhos e tomadas. Por norma,
a cor do condutor proteção é obrigatoriamente verde/amarela ou somente verde.

149
COMO INSTALAR O CONDUTOR PROTEÇÃO (TERRA)

150
Fiação
No traçado do projeto de instalações, é necessária a marcação dos fios contidos na tubulação, para determinar-
se o diâmetro desta e para orientar o trabalho da futura enfiação.

Para tanto, é necessário conhecer os esquemas de ligação e a denominação dos fios, segundo a função que
desempenham.

Definem-se primeiramente os condutores que transportam a energia dos pontos de comando aos de utilização.

Os condutores de alimentação podem ser divididos em:


• Condutores de circuitos terminais, que saem do quadro terminal de chaves de um apartamento ou andar, por
exemplo, e alimentam os pontos de luz, as tomadas e os aparelhos fixos.

• Condutores de circuitos de distribuição, que ligam o barramento ou chaves do quadro de distribuição geral ao
quadro terminal localizado no apartamento, no andar de escritórios ou no quadro de serviço.

• Condutores de circuitos de distribuição principal, que ligam a chave geral do prédio ao quadro geral de
distribuição ou ao medidor.

151
Os condutores de alimentação que constituem os circuitos
terminais classificam-se em:
a) Fios diretos.
São os dois condutores que, desde a chave de circuito no quadro terminal de distribuição, não são
interrompidos, embora forneçam derivações ao longo de sua extensão.

O fio neutro vai diretamente a todos os pontos ativos dos circuitos fase neutro.

O fio fase vai diretamente apenas às tomadas e pontos de luz que não dependem de comando, aos
interruptores simples e a somente um dos interruptores paralelos (three-way) ou intermediários (four-way),
quando há comando composto, cuja fiação será ilustrada mais adiante.

b) Fio de retorno.
É o condutor-fase que, depois de passar por um interruptor ou jogo de interruptores, “retorna”, ou melhor, “vai”
ao ponto de luz ou pontos de luz.

c) Fios alternativos.
São os condutores que existem apenas nos comandos compostos e permitem, alternativamente, a passagem da
corrente ou a ligação de um interruptor paralelo (three-way) com outro interruptor intermediário (four-way).
152
Esquemas Fundamentais de Ligações
Os esquemas apresentados a seguir representam trechos constituídos de um circuito de iluminação e tomadas,
e poderiam ser designados como “subcircuitos” ou circuitos parciais. O condutor neutro é sempre ligado ao
receptáculo de uma lâmpada e à tomada. O condutor fase alimenta o interruptor e a tomada. O condutor de
retorno liga o interruptor ao receptáculo da lâmpada.

Ponto de luz e interruptor simples

153
Ligação de uma lâmpada comandada por um interruptor simples

Ligar sempre:
• A fase ao interruptor.
• O retorno ao contato do disco
central da lâmpada.
• O neutro diretamente ao
contato da base rosqueada da
lâmpada.
• O fio proteção à luminária
metálica.

154
Ponto de luz, um interruptor de uma seção e uma tomada

155
Ligação de uma lâmpada comandada por um interruptor simples

156
Ligação de um ponto de luz, comandado por um interruptor simples,
pelo qual chega a alimentação

157
Ligação de duas lâmpadas comandadas por um interruptor simples

158
Ligação de dois pontos de luz, comandados por
um interruptor simples e uma tomada baixa

159
Ligação de dois pontos de luz, comandados por
interruptor de duas seções

160
Ligação de dois pontos de luz, comandados por
interruptor de duas seções e uma tomada baixa

161
Ligação de um ponto de luz no teto,
arandela e interruptor de duas seções

162
Ligação de dois pontos de luz, comandados por
interruptor de duas seções, pelo qual chega a alimentação

163
Ligação de dois pontos de luz, comandados por
interruptores independentes, de uma seção cada,
pelo qual chega a alimentação através de um deles

164
Ligação de um ponto de luz, comandado por
dois interruptores paralelos

LIGAÇÃO THREE-WAY

165
Ligação de um ponto de luz, comandado por THREE-WAY

166
Ligação de um ponto de luz, comandado por THREE-WAY

167
Ligação de um ponto de luz, comandado por THREE-WAY

168
Ligação de um ponto de luz, comandado por
dois interruptores paralelos e um interruptor intermediário

169
Ligação de um ponto de luz, comandado por FOUR-WAY

170
Ligação de um ponto de luz, comandado por FOUR-WAY

171
Ligação de lâmpada comandada por interruptor simples,
instalada em área externa

172
Ligações de tomadas de uso geral (TUG) monofásicas

173
Ligações de tomadas de uso específico (TUE)

174
175
176
ELETRODUTOS

Nos eletrodutos só devem ser instalados condutores isolados, cabos unipolares ou cabos
multipolares.

NOTA: Isso não exclui o uso de eletrodutos para proteção mecânica, por exemplo, de condutores de
aterramento.

As dimensões internas dos eletrodutos e de suas conexões devem permitir que, após montagem da
linha, os condutores possam ser instalados e retirados com facilidade. Para tanto:

a) a taxa de ocupação do eletroduto, dada pelo quociente entre a soma das áreas das seções
transversais dos condutores previstos, calculadas com base no diâmetro externo, e a área útil da
seção transversal do eletroduto, não deve ser superior a:
• 53% no caso de um condutor;
• 31% no caso de dois condutores;
• 40% no caso de três ou mais condutores;

177
b) os trechos contínuos de tubulação, sem interposição de caixas ou equipamentos, não devem
exceder 15 m de comprimento para linhas internas às edificações e 30 m para as linhas em áreas
externas às edificações, se os trechos forem retilíneos. Se os trechos incluírem curvas, o limite de 15
m e o de 30 m devem ser reduzidos em 3 m para cada curva de 90°.

NOTA: Quando não for possível evitar a passagem da linha por locais que impeçam, por algum
motivo, a colocação de caixa intermediária, o comprimento do trecho contínuo pode ser aumentado,
desde que seja utilizado um eletroduto de tamanho nominal imediatamente superior para cada 6 m, ou
fração, de aumento da distância máxima calculada segundo os critérios da alínea b). Assim, um
aumento, por exemplo, de 9 m implica um eletroduto com tamanho dois degraus acima do inicialmente
definido, com base na taxa de ocupação máxima indicada na alínea a).

Em cada trecho de tubulação delimitado, de um lado e de outro, por caixa ou extremidade de linha,
qualquer que seja essa combinação (caixa–caixa, caixa–extremidade ou extremidade–extremidade),
podem ser instaladas no máximo três curvas de 90° ou seu equivalente até no máximo 270°. Em
nenhuma hipótese devem ser instaladas curvas com deflexão superior a 90°.

178
ROTEIRO PARA DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTOS

Para o dimensionamento de eletrodutos, procede-se da seguinte forma descrita a seguir:


(a) Para condutores de seções diferentes, determina-se a seção total ocupada pelos condutores,
conforme tabela 11.4, e utilizando-se a seguinte equação:

 . 𝑫𝟐
𝑺𝒕 =
𝟒
Ou:
𝑺𝒕 = 𝑺𝒆
Sendo:
𝑺𝒕  Seção total ocupada pelos condutores no eletroduto, em mm2.
D  Diâmetro externo do condutor, em mm (Tabela 11.4).
𝑺𝒆  Seção externa ou área total de cada condutor, em mm2 (tabela 11.4).
179
b) Determina-se o diâmetro externo do eletroduto, em mm, consultando a Tabela 11.3, com o valor 𝑆𝑒
encontrado no item “a”.
c) Caso os condutores instalados em um mesmo eletroduto sejam do mesmo tipo e mesma seção nominal,
pode-se determinar o diâmetro externo do eletroduto consultando as tabelas 11.5 e 11.6.
d) Para se determinar o comprimento máximo dos eletrodutos para interligação de cada caixa de passagem,
utiliza-se a seguinte equação:

ℓ𝒎á𝒙 = 𝟏𝟓 − 𝟑𝐍

Sendo:
ℓ𝑚á𝑥  Comprimento máximo entre duas caixas de passagem, em metros (m).
N  Número de curvas de 90° existentes no trecho (0 a 3).

e) Na eventualidade de não ser possível a utilização de caixas de passagem dentro dos limites estabelecidos de
15 m e 30 m em linhas internas e externas, respectivamente, utilizam-se eletrodutos de diâmetro nominal
imediatamente superior para cada 6 m, ou fração, de aumento dessa distância. Para este caso utiliza-se a
seguinte equação:

ℓ𝒓𝒆𝒂𝒍 − ℓ𝒎á𝒙
𝑨=
𝟔

Onde:
A  Aumentos de diâmetros nominais do eletroduto.
ℓ𝑟𝑒𝑎𝑙  Comprimento real do trecho, em metros (m). 180
Nota: Utilizando este critério, a escolha do eletroduto pode ficar, eventualmente, com um n imediatamente
superior ao calculado pelo item “a”.

Exemplos de dimensionamento:

181
c) O comprimento máximo do trecho que interliga as duas caixas de passagem será:

ℓ𝒎á𝒙 = 𝟏𝟓 − 𝟑𝑵 = 𝟏𝟓 − 𝟑 × 𝟏 = 𝟏𝟐𝒎
182
3) Os condutores representados abaixo, são:
Cabos Pirastic Antiflan de 750V.
Circuito 1: 3#10 (10) mm2
Circuito 2: 3#25 (16) + PE 16mm2

Cálculo da Seção total 𝑺𝒕 dos condutores:

𝑺𝒕 = 𝑺𝒆 = 𝑵𝟏 × 𝑺𝒆𝟏 + 𝑵𝟐 × 𝑺𝒆𝟐 + 𝑵𝟑 × 𝑺𝒆𝟑

𝑺𝒕 = 𝟒 × 𝟐𝟕, 𝟑 + 𝟑 × 𝟓𝟔, 𝟕 + 𝟐 × 𝟑𝟕, 𝟒 = 𝟏𝟎𝟗, 𝟐 + 𝟏𝟕𝟎, 𝟏 + 𝟕𝟒, 𝟖 = 𝟑𝟓𝟒, 𝟏𝒎𝒎𝟐

Escolha do eletroduto
A Tabela 11.3, coluna 40%, indica o eletroduto de PVC com diâmetro externo nominal de 40mm.
183
Porém, devido ao comprimento excessivo, tem-se:
• Comprimento real total ℓ𝒓𝒆𝒂𝒍 = 𝟏𝟖𝐦
• Número de curvas = 3.
• A distância máxima entre as caixas deveria ser de:
ℓ𝒎á𝒙 = 𝟏𝟓 − 𝟑𝑵 = 𝟏𝟓 − 𝟑 × 𝟑 = 𝟔𝒎

Entretanto, verifica-se que que a distância real entre as caixas é superior a distância máxima.
Logo, deve-se calcular o número de “aumentos” do diâmetro externo nominal do eletroduto, ou
seja:
ℓ𝒓𝒆𝒂𝒍 − ℓ𝒎á𝒙 𝟏𝟖 − 𝟔
𝑨= = =𝟐
𝟔 𝟔

Conclusão:
Com o resultado obtido anteriormente, deve-se utilizar o 2° diâmetro superior a 40mm ou 𝟏 𝟏 𝟒”,
ou seja, de acordo com a Tabela 11.3, será adotado um eletroduto de 𝒏 = 𝟔𝟎𝒎𝒎 ou 2”, para
interligar as caixas CP-1 e CP-2, pois houve um aumento do diâmetro nominal (A=2).

184
185
186
187
ELETRODUTO DE POLIETILENO CORRUGADO

188
189
190
191
192
193
194
Bucha de
Redução com Prensa-Cabo
Rosca

195
196
197
198
199
200
201
POTÊNCIA INSTALADA, DEMANDA E FATOR DE DEMANDA
A potência instalada (Pinst) ou carga instalada 𝑪𝑰 , em kW, de um setor de uma instalação ou de
um circuito é a soma das potências nominais, em kW, dos equipamentos de utilização (inclusive
tomadas de corrente) pertencentes ao mesmo.

Na realidade, não se verifica o funcionamento de todos os pontos ativos simultaneamente, de


modo que não seria econômico dimensionar os alimentadores do quadro geral ao quadro terminal,
situado no apartamento, no andar de escritório, ou na loja, considerando a carga como a soma de
todas as potências nominais instaladas. Considera-se que a potência realmente demandada pela
instalação 𝑫𝒎á𝒙 , em kW, seja inferior à carga instalada 𝑪𝑰 , em kW.

O Fator de Demanda 𝑭𝒅 é a razão entre a demanda máxima 𝑫𝒎á𝒙 num intervalo de tempo
especificado e a carga instalada 𝑪𝑰 na unidade consumidora.

𝑫𝒎á𝒙
𝑭𝒅 =
𝑪𝑰

202
Intensidade da Corrente
No projeto de instalações, para se poder dimensionar os condutores e dispositivos de
proteção, deve-se calcular previamente a intensidade da corrente que por eles passa.
Podem-se distinguir duas conceituações para a corrente elétrica, aplicáveis ao caso.

Corrente nominal In : É a corrente consumida pelo aparelho ou equipamento de


utilização, de modo a operar segundo as condições prescritas em seu projeto de
fabricação. Em muitos casos, vem indicada na plaqueta, fixada no equipamento.

Corrente de projeto Ip : É a corrente que um circuito de distribuição ou terminal


deve transportar, operando em condições normais, quando não se espera que todos
os equipamentos a ele ligados estejam sendo utilizados, isto é, que funcionem
simultaneamente. 203
Corrente nominal In (ampères)
Pode ser calculada pelas seguintes expressões:
a) circuitos monofásicos (fase e neutro)

sendo:
Pn – a potência nominal das lâmpadas ou do equipamento, expressa em watts.
Corresponde à potência de saída do equipamento;
u (volts) – diferença de potencial ou tensão entre fase e neutro (120 V ou 127 V, por
exemplo);
η – rendimento, isto é, a relação entre a potência de saída Ps de um equipamento e
a de entrada Pe , no mesmo.

204
No caso de iluminação fluorescente, η se refere aos reatores que consomem elevada corrente reativa da
rede de alimentação. Em algumas tabelas é apresentada a perda em watts, e não o rendimento η. O uso
contemporâneo de reatores eletrônicos reduz as perdas em watts.

cos φ – cosseno do ângulo de defasagem entre a tensão e a corrente (fator de potência), conforme
descrito anteriormente.

Para lâmpadas incandescentes e equipamento puramente resistivo,


η = 1 e cos φ = 1, de modo que a corrente será dada por:

b) circuitos trifásicos (3 F e N) desequilibrados

u (volts) – tensão entre fase e neutro

c) para circuitos trifásicos (3F) equilibrados

U (volts) – tensão entre fases

205
Fornecimento às Unidades Consumidoras
A alimentação até o medidor no quadro geral e deste até o quadro terminal no apartamento, andar de
escritório etc. deve obedecer às seguintes exigências.

Deve-se procurar dividir os pontos ativos (luz e tomadas) de modo que a carga, isto é, a potência, se
distribua, tanto quanto possível, uniformemente entre as fases do circuito, e de modo que os circuitos
terminais tenham aproximadamente a mesma potência. Além disso, deve-se atender às seguintes
recomendações:

• Equipamentos com potência igual ou superior a 1.200 W devem ser alimentados por circuitos individuais.
• Aparelhos de ar condicionado devem ter circuitos individuais.
• Cada circuito deve ter um exclusivo condutor neutro.
• O condutor de proteção - PE (terra) pode ser instalado por circuito ou conjunto de circuitos.
• As tomadas da copa-cozinha e área de serviço devem fazer parte de circuitos separados para cada
dependência.
• Circuitos de iluminação e circuitos de tomadas deverão estar separados.
• Cada circuito partindo do quadro terminal de distribuição (quadro de luz do apartamento, p. ex.) deve
sempre que possível ser projetado para corrente de 15 A, podendo chegar a 20 A e, no caso de chuveiros
e torneiras elétricas em circuito fase neutro, para correntes nominais ainda maiores.

206
DETERMINAÇÃO DA CARGA INSTALADA
A carga instalada é determinada a partir do somatório das potências nominais dos aparelhos, dos equipamentos
elétricos e das lâmpadas existentes nas instalações.

No caso de não disponibilidade das potências nominais dos equipamentos e aparelhos eletrodomésticos,
recomenda-se a utilização da TABELA 9, que fornece as potências médias, aproximadas, dos principais
equipamentos e aparelhos.

No cálculo para determinação da carga instalada, não devem ser computadas as potências de aparelhos de
reserva.

Para determinação da potência de motores em kVA, considerar os valores nominais de placa informados pelo
fabricante. Quando não for possível essa verificação, considerar os valores das TABELAS 5A e 5B.

207
EXEMPLO DE DETERMINAÇÃO DE CARGA INSTALADA
Unidade consumidora residencial (220V/127 V)

208
Para efeito de atendimento das condições definidas na Resolução
nº 414 / 2010 da ANEEL, demais resoluções e legislações atinentes, a carga
instalada em kVA (CI kVA), deve ser expressa em kW (CI kW), considerando a
expressão:
CI (kW) = CI (kVA) x 0,92

Onde 0,92 é o fator de potência de referência que o consumidor pode admitir


em suas instalações sem estar sujeito a multas, conforme Resolução
nº 414 / 2010 da ANEEL.

De acordo com o exemplo anterior:


Carga instalada total em “kW” = CI (kW) = 12,28 kVA x 0,92 = 11,30 kW

209
Avaliação de demandas
A avaliação da demanda deve ser obrigatoriamente efetuada a partir da carga total
instalada ou prevista para a instalação, qualquer que seja o seu valor. Será utilizada
na definição da categoria de atendimento e no dimensionamento dos equipamentos
e materiais das instalações de entradas de energia elétrica monofásicas e
polifásicas.

Quando um determinado conjunto de cargas é analisado, verifica-se que, em


função da utilização diversificada dessas cargas, um valor máximo de potência é
absorvido por esse conjunto num mesmo intervalo de tempo, geralmente inferior ao
somatório das potências nominais de todas as cargas do conjunto. Nesse caso, um
bom conhecimento da utilização da instalação permite ao projetista a adoção e
aplicação de fatores de demanda ou diversidade na carga instalada, o que
proporcionará um refinamento no dimensionamento dos materiais e equipamentos
da instalação de entrada de energia elétrica, de forma a obter melhor
compatibilização técnica e econômica sem comprometer a confiabilidade e a
segurança.

210
A seguir, sugestivamente, é apresentada uma metodologia para avaliação de
demandas composta por duas seções aplicativas (Seções A e B), que podem ser
aplicadas de forma isolada ou conjuntamente dependendo da característica da
instalação. Todavia cumpre ressaltar, que a adoção de tal metodologia não subtrai a
responsabilidade técnica do projetista da instalação quanto ao indispensável
conhecimento das características operativas da carga que permita o
dimensionamento adequado dos materiais e equipamentos, o que pode implicar,
inclusive, na adoção de outros métodos de avaliação e/ou fatores de demanda que
não os apresentados no RECON BT da LIGHT, desde que tecnicamente justificado
e previamente submetido ao conhecimento e aprovação da LIGHT, considerando
ainda que o consumidor assuma todos os custos adicionais e inerentes à aplicação
da metodologia apresentada.

211
EXPRESSÃO GERAL PARA CÁLCULO DE DEMANDA – SEÇÃO A
Calcula-se a demanda, utilizando a seguinte expressão geral:

D (kVA) = d1 + d2 + d3 + d4 + d5 + d6

Onde:
d1 (kVA) = demanda de iluminação e tomadas, calculada com base nos fatores de
demanda da Tabela 1 , considerando-se o fator de potência igual a 1,0.

d2 (kVA) = demanda de aparelhos para aquecimento de água (chuveiros, boilers,


aquecedores, torneiras, saunas, etc) calculada conforme Tabela 2, considerando o fator
de potência igual a 1,0.

d3 (kVA) = demanda de aparelhos de ar condicionado tipo janela e similares (split, fan-


coil), calculada conforme Tabelas 3A e 3B, respectivamente, para uso residencial e não
residencial.

d4 (kVA) = demanda de unidades centrais de condicionamento de ar e similares (self


container), calculada a partir das respectivas correntes máximas e demais dados de placa
fornecidos pelos fabricantes, aplicando os fatores de demanda da Tabela 4.

d5 (kVA) = demanda de motores elétricos e máquinas de solda tipo motor-gerador,


calculada conforme Tabelas 5A e 5B.

d6 (kVA) = demanda das máquinas de solda a transformador e aparelhos de raios X,


calculada conforme Tabela 6.
212
TABELA 1 (MÉTODO DE
AVALIAÇÃO – SEÇÃO A)
CARGA MÍNIMA E
FATORES DE DEMANDA
PARA INSTALAÇÕES DE
ILUMINAÇÃO E
TOMADAS DE USO
GERAL

NOTA: Instalações em
que, pela sua natureza, a
carga seja utilizada
simultaneamente,
deverão ser consideradas
com fator de demanda
de 100%.

213
TABELA 2 – (MÉTODO DE AVALIAÇÃO – SEÇÃO A)
FATORES DE DEMANDA PARA APARELHOS DE AQUECIMENTO
(BOILERS, SAUNAS, TORNEIRAS E CHUVEIROS ELÉTRICOS)

Nota: Para o dimensionamento de ramais de entrada ou trechos da rede interna


destinados ao suprimento de mais de uma unidade consumidora, fatores de demanda
devem ser aplicados para cada tipo de aparelho, separadamente, sendo a demanda
total de aquecimento o somatório das demandas obtidas:

d2 = ∑dboilers + ∑dsaunas + ∑dtorneiras + ∑dchuveiros + …

214
TABELA 3A - (MÉTODO DE AVALIAÇÃO – SEÇÃO A)
FATORES DE DEMANDA PARA APARELHOS DE AR CONDICIONADO
TIPO JANELA, SPLIT E FAN-COIL (UTILIZAÇÃO RESIDENCIAL)

215
TABELA 3B - (MÉTODO DE AVALIAÇÃO – SEÇÃO A)
FATORES DE DEMANDA PARA APARELHOS DE AR CONDICIONADO
TIPO JANELA, SPLIT E FAN-COIL (UTILIZAÇÃO NÃO-RESIDENCIAL)

216
TABELA 4 - (MÉTODO DE AVALIAÇÃO – SEÇÃO A)
FATORES DE DEMANDA PARA EQUIPAMENTOS DE AR CONDICIONADO
CENTRAL, SELF CONTAINER E SIMILARES

217
TABELA 5A – (MÉTODO DE AVALIAÇÃO – SEÇÃO A)
CONVERSÃO DE CV PARA kVA

218
TABELA 5B – (MÉTODO DE AVALIAÇÃO – SEÇÃO A)
FATOR DE DEMANDA X N° DE MOTORES

OBSERVAÇÃO: Motores classificados como “RESERVA” não devem ser computados nos cálculos, tanto
de carga instalada, quanto de demanda.

219
TABELA 6 – (MÉTODO DEAVALIAÇÃO – SEÇÃO A)
FATORES DE DEMANDA PARA MÁQUINAS DE SOLDA E EQUIPAMENTOS
ODONTO – MÉDICO HOSPITALARES – (APARELHOS DE RAIO X,
TOMÓGRAFOS, MAMÓGRAFOS E OUTROS)

NOTA: Quando a demanda de um grupo de equipamentos for inferior à potência


individual do maior equipamento do conjunto, deve ser considerado o valor de
potência do maior equipamento como a demanda do conjunto.

220
TABELA 9
POTÊNCIAS MÉDIAS
DE APARELHOS
ELETRODOMÉSTICOS

221
TABELA 10A

222
TABELA 10B

223
TABELA 11A

224
TABELA 11A (CONTINUAÇÃO)

225
TABELA 11B

226
TABELA 11B (CONTINUAÇÃO)

227
TABELA 12 – DIMENSIONAMENTO DAS ANCORAGENS DOS
RAMAIS DE LIGAÇÃO

228
TABELA 13 - SEÇÃO MÍNIMA DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO

229
230
TABELA 14 – CAPACIDADE MÍNIMA DE INTERRUPÇÃO SIMÉTRICA
DOS DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO GERAL DE ENTRADA

231
TABELA 15 – CORRENTE MÁXIMA ADMISSÍVEL EM CONDUTORES DE
COBRE (AMPÈRE)

232
TABELA 16 – LIMITE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE PARA BARRAS
DE COBRE DE SEÇÃO RETANGULAR

233
TABELA 17 – FATORES DE CORREÇÃO PARA BARRAMENTOS
HORIZONTAIS OU VERTICAIS COM MAIS DE 2 (DOIS) METROS

234
TABELA 18 – ENTRADAS COLETIVAS – DIMENSIONAMENTO DE
MATERIAIS – Circuitos trifásicos em condutores unipolares de cobre,
isolação PVC 70°C – anti-chama – Tensão 220V / 127V

235
TABELA 19 – ENTRADAS COLETIVAS – DIMENSIONAMENTO DE
MATERIAIS – Circuitos trifásicos em condutores unipolares de cobre,
isolação PVC 70°C – anti-chama – Tensão 380V / 220V

236
TABELA 20 – ENTRADAS COLETIVAS – DIMENSIONAMENTO DE
MATERIAIS – Circuitos trifásicos em condutores unipolares de cobre,
isolação EPR OU XLPE 90°C – anti-chama – Tensão 220V / 127V

237
TABELA 21 – ENTRADAS COLETIVAS – DIMENSIONAMENTO DE
MATERIAIS – Circuitos trifásicos em condutores unipolares de cobre,
isolação EPR OU XLPE 90°C – anti-chama – Tensão 380V / 220V

238
EXEMPLO DE APLICAÇÃO DE CÁLCULO DE DEMANDA DE MOTORES

1) Verificação da demanda para 4 motores trifásicos de 5 cv, 1 motor trifásico


de 3 cv, 1 motor trifásico de 2 cv, 1 motor trifásico de 1 cv, totalizando 7
motores.

Solução:
Logo, utilizando as Tabelas 5A e 5B, temos:
Fator de demanda para 7 motores = 0,4714 (Tabela 5B).
Conversão de cv para kVA (Tabela 5A).
DEMANDA = CARGA INSTALADA (kVA) x FATOR DE DEMANDA
D = [ (4 x 6,02kVA) + (1 x 4,04kVA) + (1 x 2,70kVA) + (1 x 1,52kVA ) ] x 0,4714
D = [ 24,08 + 4,04 + 2,7 + 1,52 ] kVA x 0,4714
D = 32,34kVA x 0,4714 = 15,25 kVA

239
Atenção especial deve ser dada aos casos de demanda entre motores
diferentes, mas com diferença de potência entre eles acentuadamente
elevada.
2) Verificação da demanda para 1 (um) motor de 50 cv + 1 (um) motor de 5 cv,
onde nesse caso se a condição demandada for menor que a potência do
maior motor, deve prevalecer como demanda total a potência do maior motor,
ou seja, a inequação a seguir deve ser atendida:
S (potência aparente do maior motor) > D (condição demandada)

Onde:
S (potência aparente do maior motor) = Potência em kVA do maior motor.
D (condição demandada) = Demanda em função das Tabelas 5A e 5B.
Logo, para o exemplo em questão, tem-se:
D = (48,73 + 6,02) kVA x 0,75 = 41,06 kVA. Portanto, neste caso, como a
condição demandada foi inferior a potência do maior motor, deve-se
considerar a potência do maior motor como a demanda total. Logo, a
demanda total a ser considerada é:

D = 48,73 kVA

240
Exemplo 1 - Cálculo de Demanda
Residência isolada, área útil de 300m², com fornecimento de energia através
de ramal de ligação independente em tensão 220/127 V.

- Características da Carga Instalada:


• Iluminação e tomadas: 6,0 kVA
• Chuveiros elétricos: 3 x 4,4 kVA
• Torneiras elétricas: 2 x 2,5 kVA
• Aparelhos de ar condicionado: 2 x 1 CV
2 x 3/4 CV
• Motores monofásicos: 1 x 1 CV
1 x 1/2 CV
2 x 1/4 CV (1 reserva)

• Sauna: 9,0 kVA

241
Solução:

(a) Cálculo da carga instalada (CI)


Previsão mínima de iluminação e tomada pela Tabela 1:
CI = (0,030 kVA/m2) x 300 m2 = 9,0 kVA, ou seja, maior que o valor declarado
(6,0 kVA), logo o valor a ser considerado deve ser 9,0 kVA.

CI = 9 kVA + (3 x 4,4 kVA) + (2 x 2,5 kVA) + [(2 x 1CV) + (2 x 3/4 CV)] + (1 x 1 CV)
+ (1 x 1/2 CV) + (1 x 1/4 CV) + 9 kVA

CI = 9,0 kVA + (3 x 4,4 kVA) + (2 x 2,5 kVA) + (2 x 1,52 kVA) + (2 x 1,26 kVA) +
(1 x 1,52 kVA) + (1 x 0,87 kVA) + (1 x 0,66 kVA ) + 9,0 kVA

CI = (9,0 + 13,2 + 5,0 + 3,04 + 2,52 + 1,52 + 0,87 + 0,66 + 9,0) kVA = 44,81 kVA

CI [kW] = 44,81 k x 0,92 = 41,23 kW

Para a determinação da categoria de atendimento e o dimensionamento dos


materiais e equipamentos da instalação de entrada individual, é necessário
avaliar a demanda da instalação, a partir da carga instalada.

242
(b) Avaliação das demandas (kVA)
- Iluminação e tomadas (Tabela 1)
C1 = 9,0 kVA (mínimo conforme Tabela 1)
d1 = (1 kVA x 0,80) + (1 kVA x 0,75) + (1 kVA x 0,65) + (1 kVA x 0,60) +
(1 kVA x 0,50) + (1 kVA x 0,45) + (1 kVA x 0,40) + (1 kVA x 0,35) + (1 kVA x 0,30) =
d1 = 4,80 kVA

- Aparelhos de aquecimento (Tabela 2)


C2 = (3 x 4,4 kVA) + (2 x 2,5 kVA) + (1 x 9,0 kVA)
d2 = (3 x 4,4 kVA) x 0,70 + (2 x 2,5 kVA) x 0,75 + (1 x 9,0 kVA) x 1,0 = 21,99 kVA
N° de aparelhos de ar cond = 4
FD = 100%

- Aparelhos de ar condicionado tipo janela (Tabela 3A)


C3 = (2 x 1 CV) + (2 x 3/4 CV)
d3 = [(2 x 1,52 kVA) + (2 x 1,26 kVA)] x 1 = 5,56 kVA

243
- Motores (Tabelas 5A e 5B)
C5 = ( 1 x 1 CV) + ( 1 x 1/2 CV) + ( 1 x 1/4 CV)
1 CV = 1,52 kVA
1/2 CV = 0,87 kVA N° de motores = 4 – 1 ( reserva) = 3
Logo, FD = 63,33% (Tabela 5B)
1/4 CV = 0,66 kVA
d5 = (1, 52 + 0,87 + 0,66) kVA x 0,6333= 1,93 kVA

(c) Determinação da demanda total da instalação


Dtotal = d1 + d2 + d3 + d5
Dtotal = (4,8 + 21,99 + 5,56 + 1,93) kVA
Dtotal = 34,28 kVA

244
A entrada individual deve ser trifásica, atendida através de ramal de ligação
independente e a demanda total avaliada (D total) deve ser utilizada para o
dimensionamento dos condutores, da proteção geral e demais materiais
componentes da instalação de entrada.

CONFORME TABELA 10A


Categoria de Atendimento: T6
Diâmetro do eletroduto do Ramal de Ligação e/ ou do Ramal de Entrada (PVC
rígido ou polietileno corrugado) de 3’’
Proteção Geral: disjuntor termomagnético trifásico de 125A
Padrão de Medição: CSM 200 + CPG 200
Condutor do ramal de entrada (Cu PVC 70°C): 4(1x50 mm2) + PE 25mm2
Condutor de interligação do neutro à malha de aterramento Cu nu 25mm2

245
246
247
248
249
COBRE X ALUMÍNIO

250
Exercício: Um chuveiro elétrico de 5,5kW é alimentado por uma fonte de 220V
através de um circuito de fio de cobre de 6mm2. O comprimento máximo
desse circuito, em metros, para que nele a queda de tensão não ultrapasse
4 %, é de:

Dado: A resistividade do fio de cobre é de

251
FIOS E CABOS CONDUTORES
A maioria absoluta das instalações industriais emprega o cobre como o elemento
condutor dos fios e cabos elétricos. O uso do condutor de alumínio neste tipo de
instalação é muito reduzido, apesar de o preço de mercado ser significativamente
inferior ao dos correspondentes condutores de cobre. A própria norma brasileira NBR
5410:2004 restringe a aplicação dos condutores de alumínio, quando somente
permite o seu uso para seções iguais ou superiores a 16 mm2.

De fato, os condutores de alumínio necessitam de cuidados maiores na manipulação


e instalação, devido às suas características mecânicas. No entanto, o que torna
decisiva a restrição ao seu maior uso é a dificuldade de se assegurar uma boa
conexão com os terminais dos aparelhos consumidores, já que a maioria destes é
própria para conexão com condutores de cobre.

De maneira geral, as conexões com condutores de alumínio são consideradas o


ponto vulnerável de uma instalação, à medida que requerem mão de obra de boa
qualidade e técnicas apropriadas.

Os fios e cabos são isolados com diferentes tipos de compostos isolantes, sendo os
mais empregados o PVC (cloreto de polivinila), o EPR (etileno-propileno) e o XLPE
(polietileno reticulado), cada um com suas características químicas, elétricas e
mecânicas próprias, acarretando, assim, o seu emprego em condições específicas
para cada instalação, posteriormente detalhadas.
252
Os condutores são chamados de isolados quando dotados de uma camada isolante,
sem capa de proteção. Por outro lado, são denominados unipolares os condutores
que possuem uma camada isolante, protegida por uma capa, normalmente
constituída de material PVC.

Para efeito da norma NBR 5410:2004, os condutores com isolação de XLPE que
atendam à NBR 7285, compreendendo condutores isolados e cabos multiplexados,
são considerados cabos unipolares e cabos multipolares, respectivamente.

Os cabos unipolares e multipolares devem atender às seguintes normas:


• cabos com isolação em PVC: NBR 7288 ou NBR 8661;
• cabos com isolação em EPR: NBR 7286;
• cabos com isolação de XLPE: NBR 7287.

Os cabos não propagadores de chama, livres de halogênio e com baixa emissão de


fumaça e gases tóxicos podem ser condutores isolados, cabos unipolares e cabos
multipolares.

253
254
Quando um cabo é constituído por vários condutores isolados e o conjunto é
protegido por uma capa externa, é denominado multipolar, como mostrado na Figura
abaixo (cabo tripolar).

255
Os fios e cabos são conhecidos e comercializados normalmente através da marca de
seus respectivos fabricantes. Certos condutores, devido à sua qualidade e ao forte
esquema de marketing, já tornaram suas marcas extremamente populares, como é o
caso dos fios e cabos pirastic (condutor isolado em PVC) e, também, do sintenax
(condutor unipolar com isolação em PVC), ambos de fabricação Pirelli, atualmente
Prysmian.

Os cabos de média e alta tensão têm uma constituição bem mais complexa do que
os de baixa tensão, devido principalmente aos elevados gradientes de tensão de
campo elétrico a que são submetidos.

A isolação dos condutores isolados é designada pelo valor nominal da tensão entre
fases que suportam, padronizada pela NBR 6148 em 750 V. Já a isolação dos
condutores unipolares é designada pelos valores nominais das tensões que
suportam respectivamente entre fase e terra e entre fases, padronizados pela
NBR 6251 em 0,6/1 kV para fios e cabos de baixa tensão e em 3,6/6 kV – 6/10 kV –
8,7/15 kV e 12/20 kV para cabos de média tensão.

256
Condutor elétrico é um corpo constituído de material bom condutor, destinado à
transmissão da eletricidade. Em geral é de cobre eletrolítico e, em certos casos, de
alumínio.

Fio é um condutor sólido, maciço, de seção circular, com ou sem isolamento.

Cabo é um conjunto de fios encordoados, não isolados entre si. Pode ser isolado ou
não, conforme o uso a que se destina. É mais flexível que um fio de mesma
capacidade de carga.

Com frequência, os eletrodutos conduzem os condutores de fase, neutro e terra,


simultaneamente. Esses condutores são eletricamente isolados com o revestimento
de material mau condutor de eletricidade, e que constitui a isolação do condutor.

Um cabo isolado é um cabo que possui isolação. Além da isolação, recobre-se com
uma camada denominada cobertura quando os cabos devem ficar em instalação
exposta, colocados em bandejas ou diretamente no solo.

Os cabos podem ser:


• unipolares, quando constituídos por um condutor de fios trançados, com cobertura
isolante protetora.
• multipolares, quando constituídos por dois ou mais condutores isolados,
protegidos por uma camada protetora de cobertura comum.
257
A seção nominal de um fio ou cabo é a área da seção transversal do fio ou da soma
das seções dos fios componentes de um cabo. A seção de um condutor a que nos
referimos não inclui a isolação e a cobertura (se for o caso de possuir cobertura).

De acordo com a NBR 5410:2004 (versão corrigida em 2008), os condutores


elétricos são especificados por sua seção em milímetros quadrados (mm2), segundo
a escala padronizada, série métrica da IEC (International Electrotechnical
Commission). A seção nominal de um cabo multipolar é igual ao produto da seção do
condutor de cada veia pelo número de veias que constituem o cabo.

Material
• Em instalações residenciais só podem ser empregados condutores de cobre,
exceto condutores de aterramento e proteção.
• Em instalações comerciais é permitido o emprego de condutores de alumínio com
seções iguais ou superiores a 50 mm2.
• Em instalações industriais podem ser utilizados condutores de alumínio, desde
que sejam obedecidas simultaneamente as seguintes condições:
– Seção nominal dos condutores ≥ 16 mm2.
– Potência instalada ≥ 50 kW.
– Instalações e manutenção qualificadas.

258
259
16mm2

10mm2 condutor flexível

260
261
Tensões Nominais de Isolamentos Normalizados

Vo = valor eficaz da tensão entre o condutor e terra (tensão fase-terra).


V = valor eficaz da tensão entre condutores (tensão fase-fase).
262
263
264
265
266
267
DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES

Após o cálculo da intensidade da corrente de projeto Ip de um circuito, procede-se


ao dimensionamento do condutor capaz de permitir, sem excessivo aquecimento e
com uma queda de tensão predeterminada, a passagem da corrente elétrica. Além
disso, os condutores devem ser compatíveis com a capacidade dos dispositivos
de proteção contra sobrecarga e curto-circuito.

Uma vez determinadas as seções possíveis para o condutor, calculadas de acordo


com os critérios referidos, escolhe-se em tabela de capacidade de condutores,
padronizados e comercializados, o fio ou cabo cuja seção, por excesso, mais se
aproxime da seção calculada.

Em circuitos de iluminação de grandes áreas industriais, comerciais, de escritórios


e nos alimentadores nos quadros terminais, calcula-se a seção dos condutores
segundo os critérios do aquecimento e da queda de tensão. Nos alimentadores
principais e secundários de elevada carga ou de alta-tensão, deve-se proceder à
verificação da seção mínima para atender à sobrecarga e à corrente de curto-
circuito.

268
DIMENSIONAMENTO DO CONDUTOR SEGUNDO O CRITÉRIO DO
AQUECIMENTO

O condutor não pode ser submetido a um aquecimento exagerado provocado pela


passagem da corrente elétrica, pois a isolação e a cobertura do condutor poderiam
ser danificadas. Entre os fatores que devem ser considerados na escolha da seção
de um fio ou cabo, supostamente operando em condições de aquecimento normais,
destacam-se:

• o tipo de isolação e de cobertura do condutor;

• o número de condutores carregados, isto é, de condutores vivos, efetivamente


percorridos pela corrente;

• a maneira de instalar os cabos;

• a proximidade de outros condutores e cabos;

• a temperatura ambiente ou a do solo (se o cabo for enterrado diretamente no


mesmo).

269
270
MANEIRA DE INSTALAR

271
MANEIRA DE INSTALAR

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MANEIRA DE INSTALAR

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MANEIRA DE INSTALAR

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MANEIRA DE INSTALAR

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MANEIRA DE INSTALAR

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RESISTIVIDADE TÉRMICA DO SOLO
Nas tabelas 36 e 37, as capacidades de condução de corrente indicadas para linhas
subterrâneas são válidas para uma resistividade térmica do solo de 2,5 K.m/W.
Quando a resistividade térmica do solo for superior a 2,5 K.m/W, caso de solos
muito secos, os valores indicados nas tabelas devem ser adequadamente reduzidos,
a menos que o solo na vizinhança imediata dos condutores seja substituído por terra
ou material equivalente com dissipação térmica mais favorável. A tabela 41 fornece
fatores de correção para resistividades térmicas do solo diferentes de 2,5 K.m/W.

NOTAS
1 - O valor de 2,5 K.m/W é o recomendado pela IEC quando o tipo de solo e a
localização geográfica não são especificados.

2 - Os valores de capacidade de condução de corrente indicados nas tabelas 36 e


37 para linhas subterrâneas referem-se apenas a percursos no interior ou em torno
das edificações. Para outras instalações, quando for possível conhecer valores mais
precisos da resistividade térmica do solo, em função da carga, os valores de
capacidade de condução de corrente podem ser calculados pelos métodos
especificados na ABNT NBR 11301.
284
285
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287
288
289
290
291
SEÇÃO DO CONDUTOR NEUTRO
1 - O condutor neutro não pode ser comum a mais de um circuito.

2 - O condutor neutro de um circuito monofásico deve ter a mesma seção do condutor de


fase.

3 – Circuito bifásico ou trifásico com a presença das correntes de terceira harmônica:


(a) Circuitos trifásicos com neutro (3F + N), mesmo equilibrados:
(a1) Quando a taxa de terceira harmônica e seus múltiplos forem superiores a 15%
e não superiores a 33%, o condutor neutro deve ser igual ao dos condutores fase.

(a2) Quando a taxa de terceira harmônica e seus múltiplos forem superiores a 33%,
pode ser necessário um condutor neutro com seção superior a dos condutores fase.

(b) Circuitos com duas fases e neutro (2F + N)


(b1) Se a taxa de terceira harmônica e seus múltiplos não forem superiores a 33%,
o condutor neutro deve ser igual ao condutor fase.

(b2) Se a taxa de terceira harmônica e seus múltiplos forem superiores a 33%, pode
ser necessário um condutor neutro com seção superior a dos condutores fase.

292
293
Em que:
IN  Corrente no neutro em função da terceira harmônica, em ampères (A);
IP  Corrente de projeto do circuito, valor eficaz total, em ampères (A). A norma trata
como IB.
I1  Valor eficaz da componente fundamental, ou componente de 60Hz;
Ii , Ij ... In  Valores eficazes das componentes harmônicas de ordem i, j,...n
presentes na corrente de fase;
fh  É o fator retirado da tabela seguinte (F.1). Na falta de uma estimativa mais
precisa da taxa de terceira harmônica esperada, recomenda-se a adoção de um fh
igual a 1,73 no caso de circuito trifásico com neutro e igual a 1,41 no caso de circuito
com duas fases e neutro (tais valores se encontram na última linha da tabela F.1).

294
4 - Num circuito trifásico com neutro e cujos condutores de fase tenham uma seção
superior a 25 mm2, a seção do condutor neutro pode ser inferior à dos condutores
de fase, sem ser inferior aos valores indicados na tabela 48, em função da seção
dos condutores de fase, quando as três condições seguintes forem simultaneamente
atendidas:
a) o circuito for presumivelmente equilibrado, em serviço normal;
b) a corrente das fases não contiver uma taxa de terceira harmônica e múltiplos
superior a 15%; e
c) o condutor neutro for protegido contra sobrecorrentes.

295
296
QUEDA DE TENSÃO
Em qualquer ponto de utilização da instalação, a queda de tensão verificada não
deve ser superior aos seguintes valores, dados em relação ao valor da tensão
nominal da instalação:

a) 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT, no


caso de transformador de propriedade da(s) unidade(s) consumidora(s);

b) 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT da


empresa distribuidora de eletricidade, quando o ponto de entrega for aí localizado;

c) 5%, calculados a partir do ponto de entrega, nos demais casos de ponto de


entrega com fornecimento em tensão secundária de distribuição;

d) 7%, calculados a partir dos terminais de saída do gerador, no caso de grupo


gerador próprio.

Em nenhum caso a queda de tensão nos circuitos terminais pode ser superior a
4%.

297
QUEDA DE TENSÃO

298
299
300
SOMA DOS PRODUTOS
POTÊNCIAS (watts) X DISTÂNCIAS (metros), v = 110 volts
% de Queda de Tensão
Condutor série métrica
1% 2% 3% 4%
"Seção" (mm2)
S [P (watts) ℓ (m)]
1,5 5.263 10.526 15.789 21.052
2,5 8.773 17.546 26.319 35.092
4 14.036 28.072 42.108 56.144
6 21.054 42.108 63.162 84.216
10 35.090 70.100 105.270 140.360
16 56.144 112.288 168.432 224.576
25 87.725 175.450 263.175 350.900
35 122.815 245.630 368.445 491.260
50 175.450 350.900 526.350 701.800
70 245.630 491.260 736.890 982.520
95 333.355 666.710 1.000.065 1.333.420
120 421.080 842.160 1.263.240 1.604.320
150 526.350 1.052.700 1.579.050 2.105.400
185 649.165 1.298.330 1.947.495 2.596.660
240 842.160 1.684.320 2.526.480 3.368.640
300 1.052.700 2.105.400 3.158.100 4.210.800
400 1.403.600 2.807.200 4.210.800 5.614.400
500 1.754.500 3.509.000 5.263.500 7.018.000

301
SOMA DOS PRODUTOS
POTÊNCIAS (watts) X DISTÂNCIAS (metros), V = 220 volts
% de Queda de Tensão
Condutor série
métrica "Seção" 1% 2% 3% 4%
(mm2)
S [P (watts) ℓ (m)]
1,5 21.054 42.108 63.163 84.216
2,5 35.090 70.180 105.270 140.360
4 56.144 112.288 168.432 224.576
6 84.216 168.432 253.648 336.864
10 140.360 280.720 421.080 561.440
16 224.576 449.152 673.728 898.304
25 350.900 701.800 1.052.700 1.403.600
35 491.260 982.520 1.473.780 1.965.040
50 701.800 1.403.600 2.105.400 2.807.200
70 982.520 1.965.040 2.947.560 3.930.080
95 1.333.420 2.666.840 4.000.260 5.333.680
120 1.684.320 3.368.640 5.052.960 6.737.280
150 2.105.400 4.210.800 5.316.200 8.421.600
185 2.596.660 5.193.320 7.789.980 10.360.640
240 3.368.640 6.737.280 10.105.920 13.474.560
300 4.210.800 8.421.600 12.632.400 16.843.200
400 5.614.400 11.228.800 16.843.200 22.457.600
500 7.018.000 14.036.000 21.054.000 28.072.000

302
Roteiro para Dimensionamento pela Queda de Tensão
Método da Queda de Tensão Unitária

Roteiro
a) Tipo de isolação do condutor.
b) Método de instalação.
c) Material do eletroduto (magnético ou não magnético).
d) Tipo do circuito (monofásico ou trifásico).
e) Tensão do circuito (v ou V).
f) Cálculo da corrente de projeto (IP).
g) Fator de potência, cos  do circuito.
h) Comprimento (ℓ) do circuito, em km.
i) Queda de tensão e (%), admissível.
j) Cálculo da queda de tensão unitária:
k) Escolha do condutor.
Com o valor da queda de tensão unitária (Vunit) calculado com a equação anterior, entramos na Tabela
10.22 de queda de tensão para condutores, que esteja de acordo com os dados anteriores, e
encontramos o valor cuja queda de tensão seja igual ou imediatamente inferior à calculada, obtendo
desta forma a seção do condutor correspondente.

303
304
305
Método pela Queda de Tensão Trecho a Trecho

Roteiro
a) Tipo de isolação do condutor.
b) Método de instalação.
c) Material do eletroduto (magnético ou não magnético).
d) Tipo do circuito (monofásico ou trifásico).
e) Temperatura ambiente.
f) Cálculo da corrente de projeto.
g) Cálculo da corrente corrigida.
h) Cálculo da queda de tensão por trecho. Vunit .  I P   100
i) Escolha do condutor.  e ( trecho) (%) 
V n

Sendo:
e(%) – Queda de tensão no trecho, em percentual (%).
Vunit – Queda de tensão unitária, em volt por (ampère x quilômetro) – Tabela 10.22.
IP – Corrente de projeto, em ampères (A).
ℓ - distância, em quilômetro (km).
vn – Tensão nominal, em volts (V) – (127V – Sistema LIGHT).
Vn – Tensão nominal, em volts (V) – (220V – Sistema LIGHT).

306
Seção Mínima para Condutores de Proteção (PE)
Seção mínima do condutor de
Seção dos condutores fase (mm2)
proteção (mm2)

1,5 1,5
2,5 2,5
4 4
6 6
10 10
16 16
25 16
35 16
50 25
70 35
95 50
120 70
150 70
185 95
240 120
300 150

307
FATORES DE CORREÇÃO PARA O
DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES
Para o dimensionamento de condutores será necessário efetuar correções
eventuais, cuja finalidade é adequar cada caso específico às condições de
instalação desses condutores, em função das tabelas de capacidade de
condução de corrente, para as quais foram elaboradas.

São duas as correções que eventualmente deveremos fazer, que para cada
uma corresponderá um fator de correção.

(a) Fator de Correção de Temperatura (FCT), caso a temperatura ambiente seja


diferente de 30°C para condutores não enterrados e de 20°C (temperatura do
solo) para condutores enterrados, aplicam-se os valores de FCT da tabela 40.

(b) Fator de Correção de Agrupamento (FCA), é aplicável a vários circuitos,


quando instalados num mesmo eletroduto, calha, bloco alveolado, bandeja,
agrupados sobre uma superfície, ou ainda para cabos em eletrodutos
enterrados, ou cabos diretamente enterrados no solo, aplicam-se os valores
de FCA da tabela 42 a 45.
308
CÁLCULO DA CORRENTE CORRIGIDA (Iz)

Iz = Ic x FCT x FCA
Onde:

Iz  Capacidade de condução de corrente dos condutores vivos do circuito


previstos para instalação, submetidos aos fatores de correções eventuais das
Tabelas 40, 42, 43, 44 e 45, em ampères (A).

Ic  Capacidade de condução de corrente dos condutores, conforme Tabelas


36, 37, 38 e 39, em ampères (A).

FCT  Fator de Correção para Temperatura ambiente ou no solo, Tabela 40.

FCA  Fator de Correção de Agrupamento, Tabelas 42, 43, 44 e 45.


309
PROTEÇÃO EM INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS PREDIAIS

310
Terminologias

311
Proteção Contra Sobrecorrentes
DISJUNTORES TERMOMAGNÉTICOS
São dispositivos que garantem, simultaneamente, a manobra e a
proteção contra sobrecorrentes de sobrecarga e contra correntes de
curto-circuito.

Numa instalação elétrica residencial, comercial ou industrial, o


importante é garantir as condições ideais de funcionamento do
sistema sob quaisquer condições de operação, protegendo os
equipamentos e a rede elétrica de acidentes provocados por alteração
da corrente elétrica.

Europeu (DIN) Americano (NEMA)


312
Três funções básicas
• Abrir e fechar os circuitos (manobras).
• Proteger os condutores ou mesmo os aparelhos, contra sobrecarga por meio
do seu dispositivo térmico.
• Proteger o condutor contra curto-circuito por meio do seu dispositivo
magnético.

Vantagem
Permite o religamento sem a necessidade de substituição de componentes.

Característica do disjuntor
Caso o defeito na rede persistir no momento do religamento, o disjuntor desliga
novamente. Ele não deve ser manobrado até que se elimine o problema do
circuito.

313
Características dos Disjuntores
Números de polos
• Monopolares ou unipolares
• Bipolares
• Tripolares

Quanto a tensão de operação


• Disjuntores de baixa tensão (tensão nominal até 1000V).
- Disjuntores em caixa moldada
- Disjuntores abertos

• Disjuntores de alta tensão (acima de 1000V)


- Vácuo
- Ar comprimido
- Óleo
- SF6 (hexafluoreto de enxofre)
- Pequeno volume de óleo (PVO)

314
Em instalações elétricas prediais de baixa tensão, são mais utilizados
os disjuntores termomagnéticos em caixa moldada. Tornando-o
compacto e robusto, servindo para abrigar e suportar seus
componentes. Os materiais utilizados na fabricação da caixa
moldada, são por exemplo: poliéster, poliamida.

Os disjuntores termomagnéticos são montados em quadros de


distribuição (QD) ou quadros de luz (QL).

Os disjuntores podem ser monofásicos, bifásicos ou trifásicos.

Cuidado: nunca utilize dois ou três disjuntores monopolares em


circuitos bifásicos ou trifásicos, respectivamente, pois em caso de
sobrecarga ou curto-circuito corre-se o risco de somente uma das
fases ser desligada; utilizando-se disjuntores bipolares ou tripolares
em circuitos bifásicos ou trifásicos, respectivamente, em caso de
sobrecarga ou curto-circuito, as 2 ou 3 fases serão desligadas
simultaneamente.

315
Partes componentes do disjuntor termomagnético

316
DIMENSIONAMENTO DE DISJUNTORES
A NBR 5410 estabelece condições que devem ser cumpridas para que haja uma perfeita coordenação
entre os condutores vivos de um circuito e o dispositivo que os protege contra correntes de sobrecarga
e contra curtos-circuitos. A NBR 5410 estabelece que “devem ser previstos dispositivos de proteção
para interromper toda corrente de sobrecarga nos condutores dos circuitos antes que ela possa
provocar um aquecimento prejudicial à isolação, aos terminais ou às vizinhanças das linhas.

Para que a proteção dos condutores contra sobrecargas fique assegurada, as características de
atuação do dispositivo destinado a provê-la devem ser tais que:
a) IB ≤ IN ≤ IZ

b) I2 ≤ 1,45 IZ

Onde:
IB  é a corrente de projeto do circuito;
IZ  é a capacidade de condução de corrente dos condutores, nas condições previstas para sua
instalação;
In  é a corrente nominal do dispositivo de proteção (ou corrente de ajuste, para dispositivos
ajustáveis), nas condições previstas para sua instalação;
I2  é a corrente convencional de atuação, para disjuntores, ou corrente convencional de fusão, para
fusíveis.

NOTA:
A condição da alínea b) é aplicável quando for possível assumir que a temperatura limite de
sobrecarga dos condutores (ver tabela 35) não venha a ser mantida por um tempo superior a 100 h
durante 12 meses consecutivos, ou por 500 h ao longo da vida útil do condutor. Quando isso não
ocorrer, a condição da alínea b) deve ser substituída por: I2 ≤ IZ . 317
As correntes características do conjunto condutores - dispositivos de
proteção devem atender às seguintes condições:

A corrente nominal do dispositivo de proteção, IN, não deve ser inferior à corrente de
projeto do circuito, IB; assim evita-se a atuação do dispositivo (disjuntor) quando o
circuito funciona normalmente.

A corrente nominal do dispositivo de proteção, IN, não deve ser superior à


capacidade de condução de corrente, IZ, dos condutores; assim o disjuntor deve ficar
“sobrecarregado” quando ocorrer uma sobrecarga no circuito.

A corrente de projeto do circuito, IB; não deve ser superior à capacidade de condução
de corrente dos condutores, IZ.

Quando o circuito é sobrecarregado 45%, isto é, quando a corrente é igual a 1,45


vezes a capacidade de condução de corrente IZ, o dispositivo de proteção deve atuar
em uma hora (ou em duas horas, para os dispositivos maiores). Essa condição é
imposta pela norma para garantir a atuação do dispositivo e evitar o aquecimento
prejudicial dos condutores. Observa-se que para sobrecorrentes inferiores à
indicada, o disjuntor também deve atuar, porém num tempo mais longo (fora das
características de atuação).
318
Condições de atuação contra sobrecarga

319
Tabela de Capacidade dos
Disjuntores Termomagnéticos

320
Tabela de Capacidade dos
Disjuntores Termomagnéticos

321
Tabela de Capacidade dos
Disjuntores Termomagnéticos

322
Curvas de Atuação

323
CURVAS DE DISPAROS DE DISJUNTORES

324
A norma de proteção estabelece que os disjuntores de curva B devem atuar
para correntes de curto-circuito entre três e cinco vezes a corrente nominal.
Enquanto isso, os de curva C atuam entre cinco e dez vezes a corrente
nominal e, por fim, os disjuntores de curva D devem responder para
correntes entre dez e vinte vezes a corrente nominal.

Os disjuntores de curva B são aplicados na proteção de circuitos que


alimentam cargas com características predominantemente resistivas, como
lâmpadas incandescentes, chuveiros, torneiras e aquecedores elétricos,
além dos circuitos de tomadas de uso geral.

Os disjuntores de curva C são aplicados na proteção de circuitos que


alimentam especificamente cargas de natureza indutiva, que apresentam
picos de corrente no momento de ligação, como microondas, ar
condicionado, motores para bombas, além de circuitos com cargas de
características semelhantes a essas.

Por fim, os disjuntores de curva D são indicados para cargas com grande
corrente de partida, a exemplo de transformadores BT/BT (baixa tensão).
325
Curvas Características de Disparo – Disjuntores Siemens

Notas: 1) Corrente convencional de não atuação (Int).


326
2) Corrente convencional de atuação (It).
Curvas Características de Disparo – Disjuntores Siemens

Notas: 1) Corrente convencional de não atuação (Int)


327
2) Corrente convencional de atuação (It)
Os dispositivos que serão vistos agora têm em
comum o dispositivo diferencial (DR).
Sua função: proteger as pessoas contra choques
elétricos provocados por contato direto ou indireto.

328
329
330
331
Disjuntor Diferencial Residual (DR)
É um dispositivo constituído de um disjuntor termomagnético acoplado a um
outro dispositivo: o diferencial residual. Sendo assim, ele conjuga as duas
funções:

Pode-se dizer então que:


Disjuntor diferencial residual é um
dispositivo que protege:
• Os condutores do circuito
contra sobrecarga e curto-
circuito e;
• As pessoas contra choques
elétricos.

332
Interruptor Diferencial Residual (IDR)
É um dispositivo composto de um interruptor acoplado a um outro
dispositivo: o diferencial residual.

Pode-se dizer então que:


Interruptor diferencial residual
é um dispositivo que:
• Liga e desliga, manualmente,
o circuito e protege as
pessoas contra choques
elétricos.

333
IDR - Continuação
O Interruptor diferencial tem como função principal proteger as pessoas ou o
patrimônio contra faltas à terra, evitando
• choques elétricos (proteção às pessoas);
• incêndios (proteção ao patrimônio).

O IDR não substitui um


disjuntor, pois ele não protege
contra sobrecargas ou curto-
circuitos. Para estas proteções,
devem-se utilizar os
disjuntores termomagnéticos
instalados antes do IDR.

334
Sensibilidade (In) do IDR
A sensibilidade do interruptor varia de 30mA a 500mA e deve ser
dimensionada com cuidado, pois existem perdas para terra inerentes à
própria qualidade da instalação.

Proteção contra contato direto (30mA)


Contato direto com perdas energizadas pode ocasionar fuga de corrente
elétrica, através do corpo humano, para terra.

Proteção contra contato indireto (100mA a 300mA)


No caso de uma falta interna em algum equipamento ou falha na isolação,
peças de metal podem tornar-se “vivas” (energizadas).

Proteção contra incêndio (500mA)


Correntes para terra com este valor podem gerar arcos / faíscas e provocar
incêndios.

335
Princípio de Funcionamento do IDR
O DR funciona com um sensor que mede as correntes que entram e saem no
circuito (fig. 1). As duas correntes são de mesmo valor, porém de direções
contrárias em relação à carga.
Se a corrente que entra na carga for chamada de +I e a que sai de -I , a soma
das duas correntes é igual a zero (fig. 2).
A soma só não será igual a zero se houver corrente fluindo para a terra (fig. 3),
como no caso de um choque elétrico.

336
Instalação do IDR
O IDR deve estar instalado em série com os disjuntores de um quadro de
distribuição. Em geral, ele é colocado depois do disjuntor principal e antes dos
disjuntores de distribuição.

Para facilitar a detecção do defeito, aconselha-se proteger cada aparelho com


dispositivo diferencial. Caso isto não seja viável, deve-se separar por grupos
que possuam características semelhantes.

Exemplo: circuito de tomadas, circuito de iluminação, etc.

Recomendações
• Todos os condutores do circuito têm que obrigatoriamente passar pelo DR.
• O condutor de proteção nunca poderá passar pelo interruptor diferencial.
• O neutro não poderá ser aterrado após ter passado pelo interruptor.

337
Exemplo de Desenho Esquemático de QD com IDR

A NBR 5410 também prevê a


possibilidade de optar pela
instalação de disjuntor ou
interruptor DR na proteção geral.

338
Opção de Utilização de IDR na Proteção Geral
No caso de instalação de IDR na proteção geral, a proteção de todos os
circuitos terminais pode ser feita com disjuntor termomagnético.

A sua instalação é necessariamente no quadro de distribuição e deve ser


precedida de proteção geral contra sobrecorrente e curto-circuito.

Esta solução pode, em alguns casos, apresentar o inconveniente de o IDR


disparar com mais frequência, uma vez que ele “sente” todas as correntes de
fuga naturais da instalação.

339
340
Recomendações e exigências da NBR 5410

A NBR 5410 exige a utilização de proteção diferencial residual (disjuntor ou


interruptor) de alta sensibilidade em circuitos terminais que sirvam a:

•pontos de tomadas de corrente de uso geral e específico e pontos de


iluminação em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço,
garagens e, no geral, a todo local interno molhado em uso normal ou sujeitos
a lavagens;
•pontos de tomadas de corrente em áreas externas;
•pontos de tomadas de corrente que, embora instalados em áreas internas,
possam alimentar equipamentos de uso em áreas externas;
•pontos situados em locais contendo banheira ou chuveiro.

Nota: Embora os circuitos não relacionados acima possam ser protegidos


apenas por disjuntores termomagnéticos, dependendo da realização de
alguns cálculos, é mais seguro e recomendável realizar a proteção contra
choques elétricos de todos os circuitos através do emprego de dispositivo
DR.

341
OBS.: É importante destacar que quando da existência de um disjuntor com proteção
diferencial-residual, todos os disjuntores a jusante (após) que não dispuserem a
mesma condição, podem proporcionar o desligamento “indesejado” desse referido
disjuntor com proteção diferencial (à montante), seja por fuga, por erro na ligação de
cargas monofásicas entre fase e terra (condutor de proteção), ou até mesmo por
curto-circuito de alta impedância. A condição é dita “indesejada” pelo fato de haver
um desligamento geral da unidade consumidora, ou então do próprio conjunto
coletivo através do disjuntor geral de entrada.
342
Circuito Elétrico
É o conjunto de equipamentos e condutores elétricos (fios ou cabos), ligados ao mesmo
dispositivo de proteção.

Em uma instalação elétrica predial, encontramos dois tipos de circuitos: o de distribuição


e os circuitos terminais.

343
CIRCUITO DE DISTRIBUIÇÃO
Liga o quadro do medidor ao quadro de distribuição.

344
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO

345
Este é um exemplo
de quadro de
distribuição para
fornecimento
trifásico.

346
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO
No quadro de distribuição, deve ser previsto espaço de reserva para ampliações
futuras, com base no número de circuitos com que o quadro for efetivamente
equipado, conforme tabela 59.

347
CIRCUITOS TERMINAIS
Os circuitos terminais partem do quadro de distribuição e alimentam
diretamente lâmpadas, tomadas de uso geral e tomadas de uso específico.

NOTA: Em todos
os exemplos a
seguir, será
admitido que a
tensão entre fase
e neutro é 127V e
entre fases é
220V.
348
EXEMPLO DE CIRCUITOS TERMINAIS
PROTEGIDOS POR DISJUNTORES TERMOMAGNÉTICOS
CIRCUITO DE ILUMINAÇÃO (FN)

349
EXEMPLO DE CIRCUITO TERMINAL
PROTEGIDO POR DISJUNTOR DR
CIRCUITO DE ILUMINAÇÃO EXTERNA (FN)

350
EXEMPLO DE CIRCUITO TERMINAL
PROTEGIDO POR DISJUNTOR DR
CIRCUITO DE TOMADAS DE USO GERAL (FN)

351
EXEMPLO DE CIRCUITO TERMINAL
PROTEGIDO POR DISJUNTOR DR
CIRCUITO DE TOMADA DE USO ESPECÍFICO (FN)

352
EXEMPLO DE CIRCUITO TERMINAL
PROTEGIDO POR DISJUNTOR DR
CIRCUITO DE TOMADA DE USO ESPECÍFICO (FF)

353
EXEMPLO DE CIRCUITO TERMINAL PROTEGIDO POR
DISJUNTOR TERMOMAGNÉTICO COM INTERRUPTOR DR
CIRCUITO DE TOMADA DE USO ESPECÍFICO (FN)

354
EXEMPLO DE CIRCUITO TERMINAL PROTEGIDO POR
DISJUNTOR TERMOMAGNÉTICO COM INTERRUPTOR DR
CIRCUITO DE TOMADA DE USO ESPECÍFICO (FF)

355
Fusíveis

Introdução

Características Elétricas

356
Tipos de Fusível
• Segundo a tensão de alimentação: baixa tensão ou alta tensão.
• Segundo a característica de desligamento: efeito rápido ou efeito retardado.

Fusível de Baixa Tensão

357
Diazed (continuação)

358
Diazed (continuação)
Curva Característica Tempo x Corrente

359
360
NH (continuação)

361
NH (continuação)

362
NH (continuação)

363
364
365
EXERCÍCIO
Um técnico eletricista precisa dimensionar o fusível de proteção de um motor de
indução monofásico de 2,2 kVA/220 V, que demora 5 segundos para partir. Considere
que a corrente de partida é constante e seis vezes maior do que a nominal. Sabendo-se
que o fusível não pode fundir-se durante a partida da máquina, o valor de corrente, em
ampères (A), escolhido para o dispositivo de proteção, deve ser de:

366
ATERRAMENTO
Por que aterrar?
Liga-se à terra para proteger edificações e pessoas contra descargas atmosféricas e
cargas eletrostáticas geradas em instalações de grande porte.

Em instalações elétricas, os objetivos da ligação à terra são:


• a segurança do pessoal,
• a proteção do material e
• a melhoria do serviço.

367
O que é uma boa ligação à terra?
Há critérios quantitativos estabelecidos em normas de instalações elétricas para um valor
limite para a resistência de aterramento.

Numa determinada localização, a resistência do aterramento é função de um parâmetro que


depende das características do solo (a resistividade) e da área da instalação. Assim, o valor
mínimo da resistência de aterramento já está fixado.

Estender a área também tem seus limites porque, por exemplo, para fenômenos de
propagação rápida (descargas atmosféricas), a impedância de surto, que é o parâmetro
importante, fica restrita à região mais próxima.

Muito mais importante que estabelecer valor é realizar a instalação de modo a limitar
diferenças de potencial que possam causar riscos pessoais, assegurar proteção contra
sobrecargas e sobretensões corretamente dimensionadas e limitar interferências
eletromagnéticas por adequado percurso para as correntes elétricas. Por outro lado, a
medição da resistência de aterramento, especialmente quando a instalação abrange uma
grande extensão, é trabalhosa, e, se não for executada por alguém bem orientado, pode
levar a conclusões falsas.

Em essência, o objetivo do aterramento é interligar eletricamente objetos condutores ou


carregados, de forma a ter as menores diferenças de potencial possíveis.
368
Funcionalmente, o aterramento proporciona:

a) Ligação da baixa resistência com a terra, oferecendo um percurso de retorno entre o


ponto de defeito e a fonte, reduzindo os potenciais até a atuação de dispositivos de
proteção.

b) Percursos de baixa resistência entre equipamento elétrico ou eletrônico e objetos


metálicos próximos, para minimizar os riscos pessoais no caso de defeito interno no
equipamento.

c) Percurso preferencial entre o ponto de ocorrência de uma descarga atmosférica em


objeto exposto e o solo.

d) Percurso para sangria de descargas eletrostáticas, prevenindo a ocorrência de potenciais


perigosos, que possam causar um arco ou centelha.

e) Criação de um plano comum de baixa impedância relativa entre dispositivos eletrônicos,


circuitos e sistemas.

369
ESQUEMA DE ATERRAMENTO
Na classificação dos esquemas de aterramento é utilizada a seguinte simbologia:
- primeira letra – Situação da alimentação em relação à terra:
• T = um ponto diretamente aterrado;
• I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto
através de impedância;

- segunda letra – Situação das massas da instalação elétrica em relação à terra:


• T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento eventual de um
ponto da alimentação;
• N = massas ligadas ao ponto da alimentação aterrado (em corrente alternada, o ponto
aterrado é normalmente o ponto neutro);

- outras letras (eventuais) – Disposição do condutor neutro e do condutor de proteção:


• S = funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores distintos;
• C = funções de neutro e de proteção combinadas em um único condutor (condutor
PEN).

370
ESQUEMA TN-S

O condutor neutro e o condutor de proteção são distintos.

371
ESQUEMA TN-C-S
As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas num único
condutor em parte do esquema.

372
ESQUEMA TN-C

As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas num único


condutor, na totalidade do esquema.

373
ESQUEMA TT

O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, estando


as massas da instalação ligadas a eletrodo(s) de aterramento eletricamente
distinto(s) do eletrodo de aterramento da alimentação.

374
ESQUEMA IT
No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da
alimentação é aterrado através de impedância. As massas da instalação são
aterradas, verificando-se as seguintes possibilidades:
- massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação, se
existente; e
- massas aterradas em eletrodo(s) de aterramento próprio(s), seja porque não
há eletrodo de aterramento da alimentação, seja porque o eletrodo de
aterramento das massas é independente do eletrodo de aterramento da
alimentação.

Aplicado em indústrias e hospitais onde a continuidade de alimentação e a


segurança dos pacientes sejam essenciais.

O neutro pode ser ou não distribuído;


A = sem aterramento da alimentação;
B = alimentação aterrada através de impedância;
B.1 = massas aterradas em eletrodos separados e independentes do eletrodo
de aterramento da alimentação;
B.2 = massas coletivamente aterradas em eletrodo independente do eletrodo
de aterramento da alimentação;
B.3 = massas coletivamente aterradas no mesmo eletrodo da alimentação.
375
ESQUEMA IT

376
ESQUEMA IT

377
Definições
O aterramento é a ligação de um equipamento ou de um sistema à terra, por
motivo de proteção ou por exigência quanto ao funcionamento do mesmo.

Essa ligação de um equipamento à terra realiza-se por meio de condutores de


proteção conectados ao neutro, ou à massa do equipamento, isto é, às carcaças
metálicas dos motores, caixas dos transformadores, condutores metálicos,
armações de cabos, neutro dos transformadores, neutro da alimentação de
energia a um prédio.

Com o aterramento, objetiva-se assegurar sem perigo o escoamento das correntes


de falta e fuga para terra, satisfazendo as necessidades de segurança das
pessoas e funcionais das instalações.

378
O aterramento é executado com o emprego de um:
• Condutor de proteção. Condutor que liga as massas e os elementos condutores
estranhos à instalação entre si e/ou a um terminal de aterramento principal.

• Eletrodo de aterramento, formado por um condutor ou conjunto de condutores (ou


barras) em contato direto com a terra, podendo constituir a malha de terra, ligados
ao terminal de aterramento. Quando o eletrodo de aterramento é constituído por
uma barra rígida, denomina-se haste de aterramento.

O condutor de proteção (“terra”) é designado por PE, e o neutro, pela letra N.

Quando o condutor tem funções combinadas de condutor de proteção e neutro, é


designado por PEN. Quando o condutor de proteção assegura ao sistema uma
proteção equipotencial, denomina-se condutor de equipotencialidade.

Eletrodo de aterramento
Deve ser empregada haste de aço cobreada com comprimento de 2,40 metros e
diâmetro de 5/8”.

Resistência de Aterramento
O valor máximo da resistência de aterramento não deve ultrapassar 25 ohms.
379
Aterramento das Instalações de Entrada
Aterramento do condutor neutro
Em cada edificação, junto à caixa de medição (entradas individuais) ou a proteção
geral de entrada (entradas coletivas), como parte integrante da instalação, é
obrigatória a construção de malha de terra constituída de uma ou mais hastes
interligadas entre si (no solo), à qual deve ser permanentemente interligados, o
condutor de neutro do ramal de entrada de energia elétrica e o condutor de
proteção.

Ligações a terra e condutor de proteção


O sistema de aterramento praticado a consumidores em Baixa Tensão (BT),
regulamentado pela LIGHT, é o TN-S, onde os condutores de neutro e de proteção
são interligados e aterrados na malha de terra principal da edificação, junto à
proteção geral de entrada que também, quando for o caso, deve contemplar
proteção diferencial-residual.

Para que a proteção diferencial-residual não perca a seletividade entre os diversos


disjuntores com função diferencial ao longo do sistema elétrico da unidade
consumidora, o condutor de neutro não deve ser aterrado em outros pontos à
jusante do primeiro e único ponto de aterramento permitido, que é o ponto junto à
proteção geral de entrada (o primeiro ponto de proteção geral). 380
O neutro não pode ser interligado ao condutor de proteção em outros pontos
diferentes do ponto junto à proteção geral de entrada, todavia o condutor de
proteção pode ser multiaterrado a outras malhas existentes na edificação, exceto a
malha de aterramento destinada ao Sistema de Proteção contra Descargas
Atmosféricas - SPDA (para-raio da edificação), sem nenhum prejuízo para o
sistema de proteção diferencial-residual.

O condutor de neutro que é interligado à malha de aterramento deve ser em cobre,


classe de encordoamento nº 2.

O condutor de proteção deve ser em cobre, isolado na cor verde ou verde e


amarela, classe de encordoamento nº 2, de seção mínima conforme estabelecido
nas TABELAS 10-A, 10-B, 11-A e 11-B, devendo percorrer toda a instalação interna
e ao qual devem ser conectadas todas as partes metálicas (carcaças) não
energizadas das caixas e painéis metálicos, dos aparelhos elétricos existentes,
bem como o terceiro pino (terra) das tomadas dos equipamentos elétricos, de
acordo com as prescrições atualizadas da NBR - 5410.

O sistema de aterramento deve garantir a manutenção das tensões máximas de


toque (V toque) e de passo (V passo) dentro dos limites de segurança
normalizados.
381
EXERCÍCIOS
1) Uma instalação de um chuveiro elétrico, tem os seguintes dados: Pn = 5400W, U = 220V,
condutor com isolação de PVC, eletroduto de PVC embutido em alvenaria, temperatura
ambiente 30°C, comprimento do circuito 15m. Determine:
(a) A seção dos condutores pelo critério da ampacidade e queda de tensão unitária.
(b) O disjuntor a ser instalado em um quadro de distribuição sem ventilação e a seção dos
condutores compatibilizada com o disjuntor.

2) O circuito de tomadas de uma cozinha, cuja potência é S = 2000VA, U = 127V, isolação do


condutor de PVC, eletroduto embutido em alvenaria, temperatura ambiente 30°C, tem
comprimento de circuito de 10m. Determine:
(a) A seção dos condutores pelo critério da ampacidade e queda de tensão unitária.
(b) O disjuntor a ser instalado em um quadro de distribuição sem ventilação.

382
3) Considerando os dados do exercício anterior, para dois circuitos de tomadas num mesmo
eletroduto, determine para cada circuito:
(a) A seção dos condutores pelo critério da ampacidade e queda de tensão unitária.
(b) O disjuntor a ser instalado em um quadro de distribuição sem ventilação e a seção dos
condutores compatibilizada com o disjuntor.

4) Os condutores com isolação de PVC, de um circuito terminal com cargas distribuídas,


instalados em eletroduto embutido em alvenaria, conforme esquema abaixo. Dados: U = 127V e
temperatura ambiente 30°C. Determine:
(a) A seção dos condutores pelo critério da ampacidade e queda de tensão trecho a trecho.
(b) O disjuntor a ser instalado em um quadro de distribuição sem ventilação e a seção dos
condutores compatibilizada com o disjuntor.

383
5) Determine o fator de correção de temperatura para um condutor enterrado no solo com
isolação de EPR a uma temperatura de 38°C. Apresente os cálculos de interpolação.

6) Determine o fator de correção de temperatura para um condutor com isolação de PVC,


eletroduto de PVC embutido em alvenaria, temperatura ambiente 27°C. Apresente os
cálculos de interpolação.

7) Determine o fator de correção de temperatura para um condutor com isolação de PVC,


eletroduto de PVC embutido em alvenaria, temperatura ambiente 42°C. Apresente os
cálculos de interpolação.

8) Determine a seção dos condutores fase, neutro e proteção em um circuito de uma


metalúrgica, instalados em bandeja perfurada. O circuito é bifásico (2F + N + PE) e atende a
um equipamento de solda que apresenta distorção na terceira harmônica (THD) de 46,1%.
Sabendo-se que:
• a corrente de projeto corrigida é de 267,86A;
• o condutor é unipolar de alumínio com isolação de XLPE;
• o método de instalação é o “13” e o método de referência é o “F”, instalados no mesmo
plano, justapostos.

384
9) Considerando um circuito de iluminação de um estacionamento, conforme esquema
abaixo: condutores isolação PVC, eletroduto de PVC embutido no solo, temperatura de 25°C,
utilizando lâmpadas a vapor de mercúrio de 250W, com reator de 220V e fator de potência
de 0,88.

385
10) Dimensione os condutores e o disjuntor para um circuito de iluminação de um
galpão de uma fábrica, conforme esquema abaixo: condutores isolação de PVC,
eletroduto de PVC embutido na alvenaria, temperatura de 38,5°C. Cada luminária
contem uma lâmpada vapor de mercúrio de 400W, com reator de 220V e fator de
potência de 0,88.

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