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Contratos

Conceito: É o negócio jurídico de direito privado, por qual dois ou mais sujeitos se
vinculam para refutar interesses concernentes a objetos economicamente apreciáveis,
buscando a satisfação de necessidades em que criam, resguardam, transformam, como
base, modificam ou extinguem direitos e obrigações. Donizete Eupídio.

Aula 11-08-17

Contrato de Compra e Venda

Todas as relações econômicas de aquisição de bens preestabelecidos, em grande parte,


se fazem por disposição de dinheiro. O contrato é fundado numa obrigação recíproca de
dar, fazer ou deixar de fazer e tem valor econômico, até mesmo o bem patrimonial ou
intelectual. De um canto, quem adquire o bem dominical se obriga a dar um valor em
dinheiro. Do outro, há a obrigação de dar um bem. É uma disposição dominical de
interesses.

A disposição pode ser patrimonial, dominical, ou detenção. Domínio, posse e


detenção. Quem está com o bem pode exercer o direito de três formas plenas. Usar,
Gozar, dispor.

Na posse, eu cedo o bem. No uso eu gozo do bem de direto. Na detenção: guardar,


zelar, conservar e devolver.

Definição: O contrato de compra e venda é uma modalidade negocial bilateral e


pessoal, em que uma das partes dispõe dominicalmente de seu bem patrimonial,
material ou imaterial, mediante retribuição da outra parte em dinheiro.

Patrimonial: o que é tangível. Bens, coisas.


Extrapatrimonial: intangível.

Natureza jurídica
É uma manifestação de negócio jurídico. Sustenta-se apenas pela capacidade e
autonomia dos fatos e da licitude do objeto.

Objeto lícito, possível e determinado. Isto é: objeto que não contraria a lei, moral ou
bons costumes; possível de se alcançar, pois a sua impossibilidade acarreta a nulidade
do negócio; e determinado ou determinável, sendo possível a venda de coisa incerta
desde que indicado o gênero e quantidade.

O contrato de compra e venda é sempre oneroso. As partes perdem o patrimônio para a


aquisição de novo patrimônio ou serviço. Ambos têm disposição patrimonial para a
obtenção de bens. É um contrato definitivo porque a sua necessidade é uma realização
patrimonial. Após o cumprimento ele se encerra. Ad finitum (indefinidamente).

A compra e venda é um negócio jurídico que depende exclusivamente da vontade de


seus agentes (caráter pessoal), e essa manifestação de vontade será disposta em polos
opostos (bilateralidade).
Obrigacionalmente, o contrato de compra e venda também é bilateral, visto que tanto o
comprador quanto vendedor estão sujeitos a deveres; patrimonialmente a compra e
venda é onerosa, pois a aquisição a direitos de ambos estará sujeita a perdas/disposição
patrimonial recíproca; o contrato de compra e venda principal, por sua existência,
validade e eficácia, não estará sujeito a outro contrato(autonomia); o contrato de compra
e venda é definitivo, pois volta-se a título extintivo à satisfação patrimonial das partes.

Elementos

Res: objeto.
Pectum:preço dado em contraprestação
Consensu : consenso mútuo ou algo parecido.

Aula-18-08

Teoria geral de contratos

Dever jurídico em sentido estrito: é a Norma geral de direito civil. Emana da vontade do
legislador, tem a supremacia da criação de normas.

Princípios que sustentam o contrato

princípio da autonomia de vontade: O contrato, para ser existente e válido, tem que
ser fruto do ato de liberalidade de agentes livres e capazes. Ao formar o contrato, surge
o Pacta sunt servanda: o pacto será obedecido. Segundo Kelsen: o contrato é lei entre
as partes. Lex contractus.

Princípio das convenções:

Princípio da relatividade das convenções: Os exércitos dos contratos são relativos


apenas às partes.

Distrato: Instrumento de resilição (rescisão contratual) bilateral. Para a resilição


unilateral é preciso previsão legal.
Resolução voluntária: é resilição.
Resolução por onerosidade excessiva. É a possibilidade de resolução do contrato em
decorrência de desequilíbrio entre a situação dos contratantes em virtude de
acontecimentos supervenientes e imprevisíveis, que sobrecarregam a prestação do
devedor e, em contrapartida, geram vantagens ao credor. É judicial, pois não há acordo
entre as partes.
Resolução compulsória: é judicial.

Quando a resolução é bilateral, não é preciso de previsão legal. É resilição.

Dever de casa: curso de direito civil brasileiro, Carlos Alberto Gonçalves, volume
III, princípios e resolução.
Resolução por imprevisão não se confunde com aleatoriedade. Imprevisão é caso
fortuito ou força maior. Aleatoriedade é assumir a sorte ou o revés do contrato. Se você
assumiu o risco do contrato não há o que se falar em responsabilização.

Três categorias

Contratos decorrentes da álea: de evento futuro e desconhecido, dependente da sorte.

Emptio spei:
Contrato pelo qual se vende a esperança do proveito e não o resultado em si. Coisas
futuras em que a parte assume o risco de ele não existir. Aqui é tudo ou nada.

Emptio rei speratae


Contrato pelo qual se vende determinada coisa, porém com a incerteza quanto à
quantidade, dependendo, portanto, da futura produção. O risco é a variação quantitativa.

Aula 25-08
Faltou

Aula01-09

Vicio Redibitório

É o defeito oculto da coisa recebida que a torna inapropriada ao fim a que se destina ou
que lhe diminui o valor. Acontece na transação de bens móveis ou imóveis, fungíveis ou
não. Um problema inerente à própria coisa. Vicio retratável. Vicio próprio da substância
da coisa. Não pode ser confundido com inadimplemento ou vicio de vontade. No vicio
do título, o negócio foi realizado, mas o bem está danificado e as partes não sabem do
problema. É um vicio oculto que só se manifesta após a aquisição do bem. É estranho
para as duas partes. Exemplo: liquidificador que não funciona.

Seja oculto das partes, se manifeste a partir da aquisição e que não se manifeste em
função de uso extraordinário.

Vicio pessoal: um problema inerente à própria coisa, que fica restrito depreciativamente
ao próprio bem. Tem um efeito hermético. Já o defeito tem uma dimensão
exteriorizante, ao se manifestar, atinge outros bens ou pessoas.

Duas medidas no vício redibitório:

Actio redibitório: ação de redibição. Retratação integral. Devolvo o bem e exijo o


dinheiro.

Actio quanti minoris: ação de menor valor. Devolução da parte desvalorização do


bem.
Essa ação nasceu na Roma antiga para defender os compradores de escravos de vícios
ocultos no objeto (comprar um escravo sadio e depois perceber que ele tem problemas
cardíacos e não pode aplicado ao labor de peso).

Relação de consumo

Civil: o alienante é pessoa jurídica ou natural que fornece bens e serviços a título
definitivo. Quem aliena é pessoa natural ou jurídica, mas nem sempre de forma perene,
natural e onerosa.
Empresarial: entidade empresária alienante e outra adquirente. Pessoa jurídica que
exerce atividade de oferta de bens e serviços a título perene, profissional e oneroso. Só
que o adquirente recebe bens a titulo de exploração perene, profissional e contínua. A
aquisição é para fins lucrativos.
De consumo: os polos são consumidor e fornecedor. Esta pessoa jurídica ou ente
natural despersonalizado que dispõe de bens e serviços de forma perene, contínua,
profissional e sempre onerosa. PPO. Aquela pessoa jurídica ou natura que adquire esses
bem a título definitivo, nem sempre para uso próprio.

Aula 22-09

Da coisa

Na compra e venda o objeto patrimonial em disposição pode ser presente ou futuro,


certo (determinado ou determinável) ou sujeito a riscos existenciais ou quantitativos
(aleatoriedade).

 Bem aleatório
 Bem comutativo

 Venda por amostragem: são as vendas exercidas mediante apresentação de


protótipo ou meios visuais e descritivos (demonstrativos) que exteriorizam as
características e qualidades do produto ofertado. Se o produto não corresponder
à amostra o vendedor se sujeitará aos efeitos da mora (inadimplemento relativo).

 venda feita mediante apresentação de demonstrativos, sejam visuais ou


protótipos. É mais antiga que a internet. Ex: vendas online, revista de
cosméticos. O produto a receber deve ter características equivalentes ao produto
amostrado. Caso contrário, o vendedor estará sujeito à mora. O inadimplemento
relativo, se não sanado, pode se transformar em absoluto. A inadimplência é
mole descumprimento.
Amostra: descrever o produto de maneira verossímil. Propaganda: descreve as
qualidades de modo sedutor. São, invariavelmente, enganosas. Instrumento
midiático.

 Venda ad corpus: as características do imóvel são mais valiosas do que a


metragem. Ex..: imóvel histórico no centro de Luziania. Mas qualquer venda
pode ser considerada ad corpus, dado que o critério é subjetivo. Art. 500, CC.
 Venda ad mesuram: venda cujo preço se vincula a metragem do imóvel. Ao
comprar um terreno, tanto o preço como as medidas estão dispostas no contrato.
Art. 500, CC.

A venda ad mensuram, ou sob medida, é aquela cujo valor do imóvel será


determinado por sua área/dimensão. Neste caso, em regra, variações que
excederem a cinco porcento poderão acarretar na resolução do negócio ou em
medidas compensatórias. Na venda ad corpus, o preço se vinculará a
características substanciais/próprias do imóvel. Logo as dimensões são
exemplificativas.
Do preço
Sempre em moeda corrente nacional. Fora isso, somente com empresas internacionais.
Não é possível cláusulas de indexação cambial ou de escala móvel. Art. 485, 486 e 487
CC. Fixação de preço.

O preço, em princípio, é certo/determinado, devidamente expresso em cláusula


contratual. Porém, o ordenamento permite que e o preço seja firmado em tempo futuro,
até o momento da tradição inclusive sendo definido por terceiros. Também é possível
que o preço esteja vinculado à índices mercadológicos/financeiros.

Art. 496, CC.


 Preço certo:
 Definido futuramente:

Compra e venda impura: parte compra e venda é parte troca. Ex: comprar um bem e
pagar metade em dinheiro e metade em joias.

Aula 23-09

Limitação na compra e venda

 Comprar venda de ascendente e descendente: a liberalidade na compra e venda,


em alguns casos, será mitigada a exemplo da compra e venda entre ascendentes
e descendentes. No intuito de proteger o direito sucessório dos outros
descendentes e do cônjuge veda este tipo de compra se não existir autorização
expressa dos interessados já citados. Do contrário o negócio será anulável de
direito. Art. 497.
 Compra e venda entre representados e custodiados e seus representantes e
agentes: representantes judiciai, agentes jurisdicionais, servidores públicos não
poderão adquirir bens de pessoas que dependam de sua representação, gestão ou
custodia por atentar contra a sua função pública (múnus publicum) e tirando
proveito de condição de vulnerabilidade dos assistidos. O contrato firmado
nestas condições será nulo de direito.

Cláusulas especiais de compra e venda


Existem cláusula que não precisam existir o contrato, mas se as partes decidirem, ela
terão validades. Terão qualidade de cláusulas adjetivas, por trazer novas qualidades a
venda. Dão singularidade, natureza própria ao contrato que em regra não existiria. Uma
subjetividade.

 Retrovenda: retro-para trás. Possibilidade de revogação da venda. Só


recai sobre bens imóveis. Art. 505/508. Trata-se de cláusula de natureza
resolutiva que obriga o comprador a devolver o bem imóvel pelo mesmo
preço ao vendedor original. O prazo decadencial é de três anos a contar
da tradição (transferência registral).
 Preferências: preempção: prioridade na aquisição. Preferência não
obrigatória legalmente da venda de bens móveis ou imóveis. Prazo
decadencial de 180 dias e 2 anos respectivamente. Pode cumular com
retrovenda. Se vendido sem respeito à preferência, há um terceiro de má
fé. Deve existir a igualdade na proposta feita tanto para o preferente
quanto para terceiros. Art. 513/520. Trata se de cláusula de natureza
suspensiva que obriga a parte compradora a preferir o vendedor na oferta
(preço e condições) caso ocorra uma nova venda. O prazo decadencial da
cláusula será de 180 dias se a coisa for móvel e de 2 anos se o bem for
imóvel. O prazo de resposta após a notificação da proposta é de 3 dias
para coisa móvel e 60 dias para bem imóvel. O silêncio importa em
desistência da oferta.
 Venda e contento: a cláusula suspende o efeito do negócio. Para produtos
não massificados (produzido em massa). Art. 509. É a cláusula
suspensiva que determinará que o contrato de compra e venda será um
ato jurídico perfeito se o comprador primeiramente experimentar e
aprovar o bem em disposição. Só para bem móvel.
 Venda com reserva de domínio: há a transferência do bem e a sua posse,
mas não a titularidade, que só se concretiza com o pagamento completo
do bem. Art. 521. Trata se de cláusula de natureza suspensiva que dá ao
vendedor a manutenção da propriedade do bem imóvel enquanto o
comprador não pagar a integralidade do preço.
 Venda de documento: comum na venda a transportar. A entrega do
documento tem valor de tradição. Art. 529. É a modalidade de cláusula
que estabelece a sua tradição simbólica de um determinado bem por
meio da entrega de documento exemplificativo sobre o produto
transformando o comprador em dono sem ter a coisa de fato.

Troca
Na troca há os mesmo efeitos da compra e venda, menos a contraprestação, que
não tem valor em dinheiro. Troca ou permuta. A diferencia é a ausência de
pecúnia. Art. 533.
Excepcionalidades: quem oferece a coisa fica com a carga tributária, e quem
compra se responsabiliza pela tradição. Consiste no contrato dominical que
envolve reciprocamente obrigação de dar de bens patrimoniais que não sejam
dinheiro. O critérios da troca serão semelhantes a compra e venda suprimidos os
dispositivos sobre o preço.
 Definição
 Elementos e peculiaridades: as despesas contratuais na troca pela
ausência do preço serão rateadas. As trocas desiguais entre ascendentes e
descendentes passarão pelo crivo ratificador dos descendentes e do
cônjuge/companheiro.
Estudo de Caso

Juliano adquiriu um carro Del Rey 1992 pelo valor de R$3.000,00 em


aparente bom estado de conservação. Após a tradição, na primeira viagem
familiar com o carro, Juliano frustrou-se ao ver o carro ter seu motor fundido
na altura da cidade de Alexânia. Ao levar o automóvel num mecânico, foi
informado que o motor fundido era dois anos mais velho que o chassi do
carro. Ciente que o vendedor Josafá é mecânico e o bem era de sua
propriedade identifique:
a) Relação jurídica envolvida;
b) A natureza jurídica do negócio e suas características;
c) Os direitos e danos envolvidos na relação;
d) As medidas cabivei

Aula 20-10

Contrato estimatório

Definição: trata-se do contrato que visa otimizar a venda de certo bem móvel mediante a
entrega da coisa a uma das partes que se compromete a vendê-la por um determinado
preço pre ajustado, dentro de um determinado prazo. Caso o bem não seja vendido, será
restituído ao seu dono. Art. 534 CC. Consignante: entrega a coisa. Consignatário: quem
recebe a coisa.

Contrato estimatório não é corretagem. No contrato eu entrego o bem móvel tu ficas


responsável pelo bem.

Natureza jurídica: é híbrido por ter elementos de vários contratos. O contrato


estimatório é um negócio jurídico pessoal bilateral oneroso e acessório tendo como
fonte obrigacional a de fazer meio e alternativamente de restituir coisa certa. O contrato
em questão possui, portanto, características híbridas próprias da prestação de serviço, do
depósito e compra e venda.
Há divergência doutrinária se o consignatário tem a posse ou detenção da coisa. É difícil
caracterizarmos a posse, pois o consignatário, em regra não tem direito de uso e gozo
sobre o bem devendo exclusivamente vendê-lo, cabendo no período em que tentará
vender zelar e conservar a coisa.

Deveres do consignatário: zelar pela integridade da coisa é gente vendê-la, não se


obrigando a isso por ser uma obrigação de meio, e não de fim.
Ditado: o consignatário na condição de detentor/guardião responderá pela conservação
do bem, e caso não o venda restituí-lo nas mesmas condições recebidas.
Também deverá agir com diligência, prudência perícia no exercício da venda sem que
haja o compromisso por um resultado (obrigação de fazer meio).

Deveres do consignante: respeitar o período de venda é cumprir o pactuado.


Ditado: o consignante deve respeitar os prazos dados para a venda em favor do
consignatário não criando obstáculos para a devida transação, respeitando as condições
e as formas de pagamento.

Doação

Definição: transferência dominical de bens móveis ou imóveis sem bilateralidade ou


onerosidade.
Ditados: trata-se de contrato de natureza dominical em que uma das partes transfere sem
contraprestação bens móveis ou imóveis e vantagens patrimoniais a outra, com sua
concordância.
A doação, portanto, é uma fonte de obrigação de dar coisa certa ou incerta. A doação é
um negócio jurídico bilateral quando considerado o seu aperfeiçoamento (que
dependerá de duas manifestações de vontade). Porém obrigacionalmente, em regra, a
doação é unilateral, pois a obrigação de dar sujeita apenas o doador. Trata-se de contrato
principal ou acessório e definitivo.

Modalidades

Doação pura:

doacao remuneratória

Doação condicionam

Doação com encargo

Aula 10-11 PROVA DIA 1º de dezembro contrato estimatório, doação e locação.

Locação
Definição: tem natureza possessória. O dono do bem móvel ou imóvel tranfere por
tempo precário o direito de uso e gozo deste bem. A outra parte, mediante retribuição a
princípio em dinheiro ...

Definição do Tio Danilo: é a modalidade contratual em que uma das partes, dona de um
determinado bem móvel ou imóvel, transfere a outra parte a posse direta da coisa
mediante contraprestação remuneratória ou por meio de outro bem fungível. Remunera:
pagar em moeda.
Natureza jurídica tio Porfirio: o contrato de locação tem como objeto a disposição da
posse, do direito de uso e gozo sobre certo bem. O dono (o locador) no exercício da sua
Ius Possidendi transfere a posse direta ao usuário (locatário / inquilino), que exercerá a
Ius Possessionis. O locador não perde a posse, mas simplesmente a exerce de forma
indireta atribuindo a coisa certa função econômico-social. Logo não há como se
caracterizar a usucapião neste tipo de relação. O contrato de locação é bilateral, oneroso,
comutativo, consensual, definitivo e em regra principal. Art. 565, CC. Lei do
inquilinato, art. 1º.
Três disposições: domínio, posse e detenção.
Domínio: usar, gozar e dispor. Manuseio, satisfação e disposição. É o domingo bem. Ius
utend, butend e disponiend.
Posse: direito de usar e de gozar do bem conforme convencionado entre as partes.
Detenção: deveres. Guardar, conservar e restituir o bem nas mesmas condições
recebidas.
O titular do bem transfere a posse do bem para que outro use e goze dele de acordo com
pactuado em contrato. Locação é o envolvimento de duas modalidades de posse: a direta
e a indireta.

Natureza jurídica: é bilateral. Ambos tem direitos e obrigações. O contrato é sempre


comutativo. É consensual, pois começa a se efetivar, a surtir efeitos, na data acordada.
Tem natureza definitiva. Em princípio, ele é principal, não dependente da natureza de
outros contratos. Mas pode haver exceção.

Posse direta:exercício possessório do dono é o ius possidendi. E ius possessioni é o


exercício do gozo por meio de contrato ou lei. É o locatário.

Posse indireta: é o uso indireto do locador do bem locado por exploração econômica.

Relação jurídica. Lei 8.245/91. Arrendamento e parceria rural: estatuto da terra.


Lei do inquilinato: residencial, comercial e temporário.

Ius possessionis

Ius possessidendi

Deveres gerais do locador: o bem deve ser entregue como no contrato e em condições
de uso. Deve zelar do uso pacifico da coisa. As obrigações próprias da coisa são do
locador. As medidas acerca da manutenção do contrato para o uso pacifico em favor do
locatário são do locador. Ele deve garantir o bom uso da coisa. Até as benfeitorias
necessárias, em princípios, devem ser feitas pelo locador.

Ditado: o locador deverá entregar a coisa em boas condições de uso e dentro das
condições previstas no contrato; também deverá zelar pelo uso pacifico do locatário
evitando turbações e esbulho; deverá ressarcir as benfeitorias necessidade estarias e
úteis autorizadas, do contrário estará sujeito ao direito de retenção do locatário.

Contrato paritário: fruto do consenso entre as partes.


Contrato adesivo: adere-se e pronto.
Contrato tipo: o modelo já está pronto mas permite alterações. Não é paritário nem
adesivo.

Deveres gerais do locatário:

Aula 17-11
Deveres do locador:

Deveres do locatário: se sujeitar à prestação pecuniária acordada no contrato. É


responsável por todas as despesas de uso ordinário que não acarretam em benfeitoria é
de sua responsabilidade. Deve usar, zelar da coisa como se sua fosse e devolver no
mesmo estado. Deve usar o imóvel apenas para o que foi acordado. Ditado do tio
Porfírio: o locatário, antes de tudo, tem o dever de pagar ao locador o aluguel avençado;
deve pagar todas as despesas referentes ao uso ordinário da coisa; deve ter um zelo
dominical sobre a coisa conservando-a e restituindo-a nas mesmas condições recebidas;
deve, por fim, usar a coisa dentro dos limites da convenção locatícia.

Termo

 Locação por tempo determinado: há termo resolutivo certo. Chegando o prazo


resolutivo, não saindo do imóvel o locatário, contrariando o locador, caracteriza
inadimplência.
Ditado: quando o contrato de locação apresentar termo resolutivo certo as partes
deverão obedecer o tempo de duração, a não ser que faça um distrato, resolução
bilateral. Não há necessidade de notificação prévia para a conclusão da relação, pois é
de conhecimento recíproco o prazo extintivo. Com a chegada do prazo se as partes
ficarem silentes mantendo a relação presumir-se-á a prorrogação por tempo
indeterminado. Porém, se contrariamente à vontade do locador o locatário persistir na
posse caberá ao dono notificar o agente turbador de sua irregularidade, respondendo
pela deterioração da coisa independentemente de culpa e pagando o aluguel arbitrado
unilateralmente pelo dono da coisa.
 Locação por tempo indeterminado: ditado: não existe termo resolutivo podendo
qualquer parte resilir unilateralmente a relação por notificação prévia.

Ação de manutenção de posse. Esbulho (emprego de violência). Turbação (pacífica).


Ação de despejo ou manutenção da posse.

 Da locação residencial: a notificação prévia acontecerá com trinta dias de


antecedência. É importante salientar que a prorrogação de um contrato de tempo
determinado para indeterminado só acontecerá asas partes ficarem silentes por
trinta dias após a conclusão do termo, caso contrato tenha prazo de vigência
igual ou superior a trinta meses. Se o contrato for de tempo inferior a meses,
chegado o termo resolutivo a prorrogação acontecerá no dia posterior.
 Da locação comercial: caso o contrato seja escrito, que o locatário esteja por, no
mínimo, cinco anos nesta condição é que exerça por no mínimo três anos
initerruptos a mesma atividade a relação será prorrogará pelo mesmo período
determinado pelo contrato.

 Preferência

 Sublocação
Aula 11-12

Prestação de serviço e empreitada

Definição: a prestação de serviço é a modalidade contratual em que uma das


partes mediante certa remuneração obriga-se a exercer certa atividade / labor, o
objeto econômico da relação.
Empreitada: é a modalidade contratual em que uma das partes, mediante
remuneração, obriga-se a produzir/desenvolver um bem certo e determinado de
natureza patrimonial.

Natureza jurídica: a prestação de serviço é uma fonte de obrigação de fazer


meio, ou seja, o trabalho tem valor ecônomo devendo ser exercido de forma
diligente, prudente e perita.
Na empreitada há obrigação de fazer com resultado. Para caio Mário da silva
Pereira, há obrigação de produzir um bem perfeito, seguro e sólido.

Empreitada de lavor/trabalho: entro como resultado e não os materiais. Os


vícios quanto a isso são do possuidor da obra.

Empreitada de materiais: o empreiteiro entra tanto com o contribuição lavorativa


quanto com a aquisição dos materiais necessários. Aqui a responsabilidade será
integral, respondendo por tudo mesmo. Como há compra de materiais a relação
torna-se em ,cdc.
Art 610 e seguintes.

Deveres do prestador de serviço e empreiteiras:

Do empreiteiro: a responsabilidade do empreiteiro repercutirá conforme a


natureza do contrato de empreitada. Se a empreitada for de lavor o dever sobre a
segurança, solidez e perfeição da obra estará sujeita exclusivamente à perícia da
condução. Se o vicio ou defeito ou ate mesmo a inadimplência resultar da má
qualidade dos materiais quem responderá é o próprio dono da obra (possuidor).
Se a empreitada for de materiais o empreiteiro assumirá integralmente a
responsabilidade pela segurança, solidez e perfeição da obra. Em relações civis e
empresariais q responsabilidade será subjetiva, enquanto nas relações de
consumo a responsabilidade será objetiva simples.

Prestação de serviço: o prestador de serviço tem o dever de exercer a atividade


com prudência, diligência e perícia, respeitando prazos e condições. Caso a
prestação de serviço seja por tempo indeterminado qualquer parte poderá resilir
unilateralmente com notificação prévia conforme o art. 599, CC.
Se a prestação de serviço for por tempo determinado as partes estarão sujeitas ao
termo resolutivo. Caso o prestador seja dispensado por justa causa ou se dispeça,
terá o direito de ser remunerado pelo tempo trabalhado, porém responderá pelas
perdas e danos do possuidor do serviço. Caso a dispensa seja sem justa causa o
prestador tem o direito de ser remunerado integralmente pelo período trabalhado
e pela metade do valor pelo período vincendo.

Arrendamento mercantil

Definição: é a modalidade contratual em que uma das partes no intuito de obter


bem móvel firma com a outra, instituição financeira contraindo uma locação
com opção de compra e venda.

Natureza jurídica: o leasing, por tanto, possui natureza híbrida sendo


inicialmente uma locação podendo se converter em compra e venda caso haja o
pagamento de índice residual que incidirá sobre o valor do contrato.
Caso não haja interesse em adquirir definitivamente a coisa os valores pagos
pelo arrendatário não serão restituídos (remuneração pelo uso).

Modalidades

Financial leasing: arrendamento financeiro. Dentre as mais corriqueiras


modalidades de arrendamento em que o arrendante simplesmente dispõe de um
bem dentro de uma operação bancária. Dinheiro, titularidade.

Operational leasing: arrendamento operacional. Em que a entidade arrendante


não só oferece o bem como também disponibiliza aparato técnico, logístico.

Leasing Back: arrendamento de volta. É a modalidade de arrendamento em que


o titular de certo bem móvel transfere o domínio da coisa à instituição
financeira, porem assume a condição de arrendatário (venda-arrendamento-
compra).

Rent: é a modalidade subsidiária/residual de arrendamento cuja prioridade é


apenas locar, mas se permite a aquisição com a redução dos valores pagos em
aluguel.

Diferença com alienação fiduciária

Definição: é a modalidade contratual caracterizada prioritariamente como mútuo


(empréstimo de bem fungível) com garantia real (fidúcia).

Natureza jurídica: a alienação fiduciária expõe uma triação envolvendo


empréstimo de dinheiro destinado a adquirir certo bem móvel/imóvel que será
dado como garantia a instituição financeira.
Há, portanto, uma obrigação facultativa, ou seja, prioritariamente a instituição
financeira requer a restituição do dinheiro, mas se isso não ocorrer há a
obrigação de entregar o bem para fins de liquidação.