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Sala Ambiente Avaliação Escolar

Apresentação

Prezado(a) cursista,

Nesta Sala Ambiente nos dedicamos ao tema da Avaliação Escolar. Nossa intenção é que
as atividades propostas lhe possibilitem uma aproximação com debates atuais do campo
da avaliação, por meio de algumas produções disponíveis na literatura, de livre e fácil
acesso. Além disso, objetivamos uma articulação entre essas produções e o
conhecimento que você já dispõe sobre o assunto, tendo em conta a sua prática
profissional.

Sem dúvida, na área da educação um dos campos de conhecimento mais candentes na


atualidade é a avaliação educacional. A crescente centralidade que vem sendo
atribuída à avaliação educacional na legislação, nas políticas educacionais brasileiras e
no cotidiano escolar, bem como o aumento dos estudos e pesquisas na área são
inquestionáveis. Se até os anos finais da década de oitenta, o foco privilegiado nas
pesquisas e debates era a avaliação da aprendizagem, hoje, observamos propostas e
práticas que, para além da avaliação do aluno, se voltam para a avaliação de
desempenho docente, de curso, de instituições, de sistemas educacionais.

Nesta Sala, tratamos de algumas questões importantes no campo da avaliação


educacional, que remetem à discussão de aspectos com os quais os coordenadores
pedagógicos usualmente interagem no exercício de sua função. São eles: avaliação da
aprendizagem e avaliação institucional, contemplando as dimensões da autoavaliação e
da avaliação em larga escala.

Em relação à avaliação da aprendizagem, pretende-se que você analise concepções e


práticas avaliativas dominantes nos contextos escolares, com vistas a apreciar suas
implicações nos processos de ensino e de aprendizagem e identificar alternativas de
vivência da avaliação que estejam a serviço da aprendizagem de todos os alunos.
Quanto à avaliação institucional, espera-se que compreenda princípios e finalidades de

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um processo democrático de avaliação e esboce alternativas de implementação da
avaliação institucional na escola, articulando a autoavaliação e a avaliação externa.

Para o alcance dos objetivos aqui anunciados, organizamos as atividades em três


unidades de estudo:

a) avaliação da aprendizagem
b) autoavaliação institucional
c) avaliação em larga escala

Importa salientar que estas dimensões da avaliação não devem ser tratadas como
isoladas entre si, serão aqui abordadas em separado para fins didáticos. Em realidade
elas integram a avaliação da/na escola e têm como referência comum o projeto
pedagógico.

Também é oportuno lembrar que a concepção de avaliação que assumimos em nosso


trabalho pode orientar propostas e ações de profissionais da educação que se
encontram envolvidas com diferentes segmentos da população infantil e juvenil e com
modalidades de ensino específicas. Ou seja, em essência, a avaliação é uma atividade
que está a serviço do aprimoramento, da melhoria da qualidade da educação. O que se
entende por aprimoramento está expresso nos objetivos que orientam a atividade
avaliativa. Vale lembrar, desde já, que se avalia para afirmar valores.

Quanto à sistemática de trabalho, adotamos como ponto de partida, em cada unidade,


a aproximação com textos que tratem do tema em análise e, em seguida, a proposição
de atividades relacionadas com o que foi explorado nos textos.

Para cada unidade serão indicados textos para estudo, sendo alguns de leitura
obrigatória e outros de leitura complementar. Relacionamos também algumas
publicações que não têm acesso livre, mas que poderão ser consultadas por você caso
deseje um aprofundamento de seus estudos na área de avaliação e tenha possibilidade
de recorrer a alguma biblioteca. As atividades que integram cada unidade visam
estimulá-lo para uma interação com a literatura consultada e a articulação dos
referencias apresentados com o contexto em que atua.

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Esperamos que você se sinta estimulado a participar desta Sala, pois o tema em estudo
é desafiante.

Sempre que se discute avaliação há muita controvérsia. Muitas são as polêmicas que
surgem quando discutimos questões como:

• Para que serve a avaliação?


• Como conduzi-la?
• Quem deve ser envolvido e como?
• O que fazer com os resultados da avaliação?

Para essas questões, não há respostas simples. Mais ainda, não há uma única resposta
ou a resposta correta, pois a avaliação não é apenas uma atividade técnica, é política e
ideológica. Assim, os valores assumidos por quem faz a avaliação são determinantes das
respostas que podem ser dadas a essas questões.

Na escola, seja em relação à avaliação da aprendizagem, seja em relação a avaliação


institucional, certamente, diferentes e até divergentes posições convivem. E ao
coordenador(a) cabe a tarefa de trazer à tona essa diversidade, visando construir
consensos provisórios.

Organizamos as atividades desta Sala com o intuito de lhe trazer subsídios que
contribuam para o aprimoramento do exercício da coordenação do trabalho escolar, por
meio da vivência de um processo avaliativo que se coloque a serviço da democratização
do ensino.

MAPA DA SALA AVALIAÇÃO ESCOLAR


UNIDADE OBJETIVOS CONTEÚDO

• Analisar concepções e Aspectos históricos e políticos


Unidade I práticas avaliativas, da avaliação da aprendizagem.
dominantes em contextos
Avaliação da Finalidades, procedimentos e
escolares, com vistas a
Aprendizagem instrumentos de avaliação da
apreciar suas implicações
aprendizagem.
nos processos de ensino e

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de aprendizagem.

• Identificar alternativas
de vivência da avaliação
que estejam a serviço da
aprendizagem de todos os
alunos.

• Compreender as Conceituação, princípios e


finalidades e características procedimentos de avaliação
da autoavaliação institucional.
institucional.
Organização do projeto de
• Identificar alternativas avaliação da escola.
para implementar,
juntamente com a
Unidade
comunidade escolar, a
IIAutoavaliação
avaliação institucional de
institucional
sua escola.

• Esboçar um plano para


desencadear o debate sobre
autoavaliação institucional
em sua escola, articulando
a autoavaliação e a
avaliação externa.

• Identificar as avaliações Conceituação e finalidades da


de sistema implantadas no avaliação em larga escala ou
Unidade Brasil pelo Ministério da de sistema
III Avaliação em Educação.
SAEB, Prova Brasil e IDEB
larga escala
• Compreender os
Matrizes
delineamentos,
instrumentos e resultados

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do SAEB/Prova Brasil.

• Analisar os indicadores
de desempenho da escola,
tendo como referência a
Prova Brasil e IDEB.

• Indicar possíveis ações a


serem desencadeadas na
escola, a partir da
interpretação dos dados.

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Avaliação da Aprendizagem

Para dar uma ideia inicial da concepção de avaliação de aprendizagem que estamos
assumindo, optamos por reproduzir entrevista que demos a grupo de professores de
uma rede municipal do estado de São Paulo, atuantes na coordenação pedagógica. As
questões foram propostas por eles, o que nos faz supor que também possam ser
interessantes para um início de diálogo sobre o tema, em um curso destinado a
coordenadores pedagógicos.

Ao ler as respostas dadas às questões da entrevista, vá registrando suas concordâncias,


discordâncias, dúvidas e observações. No decorrer dos estudos a serem realizados nesta
Unidade, esperamos trazer elementos que lhe permitam cotejar diferentes posições e
tensões que se manifestam quando o assunto é avaliação da aprendizagem.

Segue-se a entrevista:

[Q 1 - Diante dos desafios que a educação vem enfrentando a avaliação escolar pode
ser considerada adequada?
Sandra: Precisamos tomar cuidado quando falamos acerca das práticas avaliativas para
não fazer afirmações de modo a generalizá-las. Com isso quero dizer que as
considerações que apresento acerca do tema têm como referência as características
que se mostram dominantes nas escolas, embora reconheça que há iniciativas em curso
que caminham em direção divergente a essas tendências. Usualmente a avaliação é
vivenciada tendo como principais finalidades a classificação e seleção dos alunos,
servindo à discriminação escolar e social e, portanto se constituído em um poderoso
instrumento de negação do direito à educação. Tal perspectiva atende a um projeto
educacional que assume ser papel da escola selecionar alunos e não o compromisso de
promover a aprendizagem de todos. Portanto, não há em abstrato uma avaliação que
possa ser considerada adequada. Os critérios para julgar sua adequação emergem do
projeto educacional e social que é assumido pelos educadores.
Q 2 - Em geral o aluno apresenta progressos em sua aprendizagem ao longo do ano
letivo. Contudo, estes não são suficientes para que o mesmo consiga uma menção
satisfatória. Como valorizar o progresso obtido tendo em vista a existência de um
sistema que restringe a avaliação a notas e conceitos?
Sandra: O problema central não é a existência de notas ou conceitos, mas sim o

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processo de sua “produção” e o que se faz a partir dos resultados apresentados pelos
alunos. Além disso, também temos que considerar a rigidez da organização seriada de
ensino, que supõe tempo e espaço delimitados para que todos aprendam. Ou seja,
penso que o desafio é enfrentarmos a lógica de organização do trabalho na escola.
Q 3 - Como fazer da avaliação uma aliada do processo de ensino e aprendizagem
em lugar de instrumento de classificação, estigmatização e reprovação do aluno?
Sandra: O caminho é vivenciar a avaliação como atividade inerente ao processo de
ensino e de aprendizagem, que seja reconhecida como uma atividade de investigação
do estágio de desenvolvimento do aluno e que se coloque com outros fins. Só vamos
alterar o “como” fazemos a avaliação se a concebermos com outras finalidades que
não a classificação e seleção.
Q 4 - O que poderia caracterizar um profissional de educação competente no
desenvolvimento do trabalho de avaliação dos alunos?
Sandra: Os critérios para julgar se um educador é ou não competente dependem das
concepções que orientam tal julgamento. Mas entendo ser fundamental ele ter clareza
quanto aos objetivos que espera alcançar com o desenvolvimento do trabalho. Daí
decorre a clareza de critérios para analisar o desempenho dos alunos e para tomar
decisões sobre as ações subseqüentes. No entanto, no contexto da escola, precisamos
ir além da preocupação com a competência individual do profissional e caminharmos
em direção à competência coletiva, que tem como referência o projeto de escola.
Q 5 - De que maneira a avaliação contínua contribui para a formação do aluno?
Sandra: A avaliação pode favorecer uma relação de compromisso do aluno com
o trabalho escolar. O professor pode criar as condições para que o aluno se situe como
sujeito da avaliação, estimulando-o a identificar o que já sabe, a situar suas
dificuldades, a estabelecer propósitos. Se conduzida com propósitos emancipatórios, a
avaliação contribui para que o aluno se conheça melhor, identifique suas
potencialidades e dificuldades e estabeleça projetos, não só em relação à escola, para
a vida.
Q 6 - Considerando o contexto atual da escola pública, haveria instrumentos de
avaliação a serem priorizados pelos professores?
Sandra: Costumo dizer que não há “o melhor” instrumento de avaliação. Todo
instrumento de avaliação é adequado desde que permita coletar as informações que se
deseja, tendo em conta os objetivos previstos. Por exemplo, a “prova escrita”,
instrumento de avaliação muitas vezes criticado, pode ser perfeitamente útil para

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avaliar determinados conhecimentos ou habilidades. O problema não é a prova, o
problema é o que se faz com os resultados da prova.
Q 7 - Para muitos, a avaliação escolar ainda é vista como sinônimo de notas a
serviço da promoção ou retenção do aluno. Como reverter esta prática de forma a
garantir uma perspectiva crítica de educação?
Sandra: Transformar as práticas avaliativas supõe, para além de informações teóricas
sobre o tema ou de sugestões sobre procedimentos de trabalho a serem adotados, um
confronto com os valores que direcionam e alimentam a prática escolar e um desejo de
ruptura com uma lógica classificatória e excludente. Vou reproduzir aqui o que
explorei em um artigo em que tratei deste desafio: transformar o significado da
avaliação, supõe o desvelamento dos princípios que norteiam as práticas avaliativas,
procedendo à sua análise não apenas em uma dimensão técnica, mas, também, em uma
dimensão política e ideológica.
Não basta tomar conhecimento das críticas que são feitas, é preciso construir, a partir
delas, a própria análise e reflexão, individual e coletivamente na escola, o que se
desencadeará quando existir, de fato, um compromisso com uma prática capaz de
promover permanência, terminalidade e ensino de qualidade para todos. A existência
deste compromisso é condição necessária para um redirecionamento do significado da
avaliação escolar, como dimensão intrínseca do processo educacional.
Q 8 - É possível alterar o paradigma predominante de avaliação frente às exigências
burocráticas da escola e do sistema?
Sandra: A possibilidade está dada pelo desejo de mudança nas finalidades da
avaliação. A legislação vigente, as normas e as exigências comumente estabelecidas
pelas Secretarias de Educação não inviabilizam uma perspectiva de ruptura com o
paradigma predominante nas escolas.
Q 9 - Tendo em vista um sistema de médias e notas o que cabe ao coordenador
pedagógico fazer para implementar um trabalho de avaliação formativa?
Sandra: Como já mencionei antes, o problema não é a existência de notas ou
conceitos, mas o processo que se vivencia até sua atribuição. Nota não é avaliação, a
nota é uma representação simplificada do julgamento. A questão central é “para que”
se está produzindo o julgamento, dito de outra maneira, “para que se está fazendo a
avaliação?” Entendo que ao coordenador pedagógico cabe suscitar esta questão aos
professores e alunos. A participação dos que integram a organização escolar é condição
para a proposição de perspectivas de avaliação que se contraponham à tendência que

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tem sido dominante, evitando-se que novas regras ou acordos formais sejam
estabelecidos sem que tenham força para impulsionar transformações nas práticas
vigentes.
Q 10 - É possível desenvolver um trabalho de avaliação que considere as limitações
de aprendizagem de alunos portadores de síndromes ou déficits cognitivos?
Sandra: Não só é possível, mas é desejável, ou melhor, é o que se espera de uma
avaliação que se coloque a serviço da promoção do desenvolvimento de todos os
alunos. A função da avaliação é diagnosticar e estimular o avanço do conhecimento.
Seus resultados devem servir para orientação da aprendizagem, levando-se em conta
as características de cada aluno e sua interação com o trabalho escolar.
Q 11 - A autoavaliação pode ser considerada como instrumento adequado à
avaliação do aluno? Em quais circunstâncias?
Sandra: Estimular o aluno, por meio da autoavaliação, a uma análise de sua própria
produção e de sua interação escolar e social, é uma das importantes funções do
processo avaliativo. É uma prática que contribui para que o aluno se conheça melhor e
não demanda circunstâncias específicas. Entendo que procedimentos de autoavaliação
devem integrar a avaliação desde o início da escolarização. Aprendemos a nos avaliar
vivenciando a avaliação, nesse sentido as oportunidades criadas pela escola são muito
importantes. ]

NÃO SE ESQUEÇA DE ANOTAR SUAS CONCORDÂNCIAS, DISCORDÂNCIAS, DÚVIDAS E


OBSERVAÇÕES EM RELAÇÃO AO QUE FOI APRESENTADO NA ENTREVISTA.

Retome suas anotações no decorrer dos estudos deste módulo 1 e, se for o


caso, registre modificações que forem ocorrendo em suas interpretações.

Para iniciar os trabalhos desta Unidade, selecionamos três textos para estudo que
trazem contribuições para uma compreensão da avaliação da aprendizagem, por meio
da discussão de aspectos teóricos e práticos.

Espera-se que estes textos e as atividades que serão propostas:

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estimulem reflexões e análises sobre como tendencialmente vem sendo
vivenciada a avaliação nas escolas e subsidiem o desenvolvimento de propostas
avaliativas comprometidas com a garantia de aprendizagem de todos os
alunos, que não se restrinjam a mera verificação de desempenho e não se
confundam com atribuição de notas e conceitos com finalidade classificatória.

Os textos abordam aspectos históricos e políticos da avaliação da aprendizagem, sua


conceituação, finalidades, procedimentos e instrumentos que podem ser utilizados para
acompanhamento do desenvolvimento dos alunos e promoção de sua aprendizagem.

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LEITURA OBRIGATÓRIA

LUCKESI, Cipriano Carlos. Verificação ou Avaliação: o que pratica a escola?


Série Idéias (8):71-80. Fundação para o Desenvolvimento da Educação. São Paulo,
1990.
Neste artigo, o autor aborda os conceitos de verificação e avaliação, diferenciando
suas finalidades e trazendo informações que suscitam uma análise de como tem sido
praticada a avaliação na maioria das escolas. Apresenta elementos que
problematizam os sistemas de notas e de conceitos, discutindo como usualmente a
escola os utiliza. Dá destaque aos usos dos resultados da avaliação, que podem
servir a diferentes propósitos.

SOUSA, Sandra Maria Zákia. Avaliação da Aprendizagem: Teoria, Legislação e


Prática no Cotidiano de Escolas de 1° Grau. Série Idéias(8): 106-118. Fundação para
o Desenvolvimento da Educação. São Paulo, 1990.
Este artigo, como sugere seu título, apresenta informações que permitem ao leitor:
uma aproximação com as principais abordagens teóricas que embasaram os estudos
sobre avaliação no Brasil; uma análise de concepções de avaliação subjacentes à
legislação que orienta o ensino no Brasil e o conhecimento de interpretações de
sujeitos atuantes na escola básica sobre as práticas avaliativas. Por fim, são
destacadas revelações sobre o significado que, de modo dominante, assume a
avaliação no processo de escolarização.

FREITAS, Luiz Carlos de e FERNANDES Cláudia de Oliveira. Indagações sobre


currículo: currículo e avaliação. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de
Educação Básica, 2007. 44 p. [organização do documento Jeanete Beauchamp,
Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento].
Conforme apresentação constante do próprio documento, a avaliação é
tratada pelos autores como “uma das atividades do processo pedagógico
necessariamente inserida no projeto pedagógico da escola, não podendo,
portanto, ser considerada isoladamente. Deve ocorrer em consonância com os
princípios de aprendizagem adotados e com a função que a educação escolar
tenha na sociedade. A avaliação é apresentada como responsabilidade coletiva
e particular e há defesa da importância de questionamentos a conceitos
cristalizados de avaliação e sua superação. O texto faz considerações não só
sobre a avaliação da aprendizagem dos estudantes que ocorre na escola, mas a
respeito da avaliação da instituição como um todo (protagonismo do coletivo
de profissionais) e ainda sobre a avaliação do sistema escolar (responsabilidade
do poder público)”.(p.11).

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LEITURA COMPLEMENTAR

CAPPELLETTI, Isabel F. (org) Avaliação da aprendizagem: discussão de caminhos.


São Paulo: Editora Articulação Universidade/Escola, 2007.
CARVALHO, M. P. de. O fracasso escolar de meninos e meninas: articulações entre
gênero e cor/raça. Cadernos Pagu, Campinas, v.22, n.1, jan./jun., 2004.
HOFFMANN,Jussara. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-
escola à universidade. Editora Mediação, 1993.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens –
entre duas lógicas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.
PIRES, Adriana Cristina . Avaliação da Aprendizagem na educação de jovens e
adultos – EJA. Trabalho apresentado na 30ª Reunião Anual da ANPEd.
RAPHAEL, Hélia Sonia. Avaliação: questão técnica ou política.Estudos em Avaliação
Educacional. São Paulo:1995, n.12, p.33-43. (acesso http://www.fcc.org.br -
periódicos)
SÃO PAULO (SP). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação
Técnica. Referencial sobre avaliação da aprendizagem de alunos com
necessidades educacionais especiais / Secretaria Municipal de Educação – São
Paulo: SME / DOT, 2007. (Parte 2: Avaliação da aprendizagem na perspectiva da
inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais).
SOUSA, Clarilza P. de (Org.). Avaliação do Rendimento Escolar. Campinas: Papirus,
2004.
SOUSA, Sandra Zákia. Conselho de Classe: um ritual burocrático ou um espaço de
avaliação coletiva. Idéias, São Paulo, v. 25, p. 45-60, 1995.
SOUSA, Sandra Maria Zakia Lian. Avaliação Escolar e Democratização: o direito de
errar. In: Júlio Groppa Aquino. (Org.).Erro e Fracasso na Escola: alternativas
teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1997, v. , p. 125-138.
SOUSA, Sandra Zákia. Avaliação, ciclos e qualidade do Ensino Fundamental: uma
relação a ser construída. Estudos Avançados 21 (60), 2007 p.27 a 43 (para quem
atua em sistema de ciclos).
VASCONCELLOS, C. Avaliação da Aprendizagem: práticas de mudança. São Paulo:
Libertad, 2003.

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VÍDEO

TV Escola – Programas sobre Avaliação e Aprendizagem

Viajando pelo Brasil gravando programas, a equipe da TV Escola percebeu uma


dúvida comum a vários professores, independente do trabalho que estão
desenvolvendo e da realidade que vivem na escola: como avaliar o aluno?
Dessa observação surgiu a idéia de produzir Avaliação e Aprendizagem, série de
quatro programas que mostra experiências bem-sucedidas em escolas de quatro
municípios do país: Restinga Seca (RS), São Gonçalo (RJ), Belém do São Francisco
(PE) e São João do Polêsine (RS). Nessas escolas houve mudanças significativas na
maneira de ensinar e de avaliar o aprendizado do aluno.
A série não apresenta receitas prontas com modelos de avaliações e ressalta que
cada escola deve juntar seus conhecimentos e adapta-los à sua realidade, já que
cada escola tem problemas diferentes. A intenção é desmistificar questões como
salas de aula lotadas ou falta de participação da comunidade escolar.
Os professores que participam de projetos que envolvem mudanças na avaliação dos
alunos mudam sua percepção de aprendizagem e ensino e os alunos sentem a
diferença entre a escola que se adapta à maneira de ele aprender e a outra que
insiste na adaptação do aluno à sua maneira de ensinar.
Esse e outros vídeos podem ser acessados diretamente no
site:http://www.dominiopublico.gov.br (para acessar este link, você precisa estar
conectado à internet). Acesso em: 27 abr. 2009.

FILME

Entre os muros da escola (Les murs) – França – 2008


Dir: Laurent Cantet
Embora retrate uma escola da periferia de Paris, este filme possibilita a análise de
traços dominantes na cultura escolar e das relações e tensões entre divergentes
projetos individuais e sociais que convivem no espaço escolar. Permite que sejam
explorados diferentes traços da organização escolar, inclusive os desserviços do
modo como usualmente é vivenciada a avaliação.
Não deixe de ver!

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WEBSITE

http://www.luckesi.com.br ; http://www.crmariocovas.sp.gov.br (temas


educacionais _ avaliação)
http://www.gave.pt (elaboração de itens de provas)

GLOSSÁRIO

Endereço do glossário: VIANNA, Heraldo Marelim. Termos técnicos em medidas


educacionais. São Paulo: Fundação Carlos Chagas, 1981. Disponível
em:http://www.fcc.org.br/pesquisa/glossario.execute.mtw.

ATIVIDADE 1 - OBRIGATÓRIA

A partir do estudo dos textos e considerando sua


vivência no ambiente escolar, complete o quadro que
segue.

Envie essa produção para a Base de Dados “Atividade


1”

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ATIVIDADE 2 - OBRIGATÓRIA

Após a leitura do texto de TORRES, Rosa


Maria.Repetência escolar: falha do aluno ou falha do
sistema?Pátio, Porto Alegre, ano 3, n. 11, 2000,
disponível naBiblioteca, responda a questão: a
repetência pode ser considerada uma “pseudosolução”
para a garantia de aprendizagem dos alunos? Justifique
sua resposta.

Utilize o Fórum "Atividade 2", tópico “Repetência


Escolar” para postar sua contribuição.

Participe!

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ATIVIDADE 3 - OBRIGATÓRIA

Realizar uma entrevista com um(a) professor(a) e com


um(a) aluno(a) da escola em que atua com o propósito
de coletar suas opiniões sobre como vem sendo
vivenciada a avaliação da aprendizagem na escola. São,
a seguir, sugeridas algumas questões para as entrevistas

• Sugestão de questões a serem apresentadas


ao(a) professor(a).
1. O que é para você fazer avaliação da
aprendizagem dos alunos?
2. Para que serve a avaliação?
3. Quando você avalia os alunos? Por quê?
4. Que instrumentos você usa para avaliar
os alunos?
5. Você acha que sua forma de avaliar os
alunos é satisfatória? Comente.
• Sugestão de questões a serem apresentadas
ao(a) aluno(a).
1. Para você, o que é avaliação?
2. Para que serve a avaliação?
3. Como é que os professores avaliam
vocês?
4. Todos os professores avaliam do mesmo
jeito? Explique.
5. Quando vocês são avaliados?
6. Você está satisfeito com o modo como é
feita a avaliação na escola? Comente.

Utilize o Fórum "Atividade 3", tópico “Avaliação da


Aprendizagem na Escola” para postar as respostas
obtidas e sua análise sobre as mesmas para os outros
cursistas de sua turma.
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ATIVIDADE 4 - OBRIGATÓRIA

Leia as entrevistas e análises feitas por seus colegas de


curso e responda as seguintes questões:

1. Você concorda com as análises apresentadas?


2. Por quê?
3. Discorda?
4. Em que aspectos?
5. Que elementos não anotados ou destacados na
análise de seu colega que julga mereceriam
ser comentados?

Utilize o Fórum “Atividade 4”, tópico “Análise das


entrevistas” para postar sua contribuição

Participe!

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ATIVIDADE 5 - COMPLEMENTAR

Após a leitura da carta de Clarice, disponível no link:


http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/cartas_ped_
p063-073_c.pdf, elabore sua resposta, considerando
suas concepções e práticas sobre avaliação e
aprendizagem e comente as respostas que seus colegas
elaboraram para Clarice.

Utilize o Fórum “Atividade 5”, tópico “Concepções e


Práticas sobre Avaliação e Aprendizagem” para postar
sua contribuição

Participe!

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Avaliação Institucional: autoavaliação

Em relação à avaliação da aprendizagem, foco discutido na Unidade 1, os estudos e


debates há muito vêm ocorrendo nas escolas, embora ainda tenhamos muitos desafios a
enfrentar para transformá-la em um instrumento de promoção do desenvolvimento de
todos os alunos. Assim, caro(a) coordenador(a), possivelmente você já estava
familiarizado com este tema ao realizar os estudos propostos neste Curso.

No entanto, avaliação institucional é tema recente, principalmente no âmbito da escola


básica. No Brasil, as iniciativas de avaliação institucional começaram a ser
implementadas em instituições de ensino superior, que desde os anos 1980 vêm
experimentando alternativas de condução desse processo.

A avaliação institucional, abrangendo a análise da escola como um todo, nas dimensões


política, pedagógica e administrativa, tem como marco o projeto pedagógico e visa
subsidiar seu contínuo aprimoramento, por meio do julgamento das decisões tomadas
pelo coletivo da escola, das propostas delineadas e das ações que foram conduzidas e
suas condições de realização e dos resultados que vêm sendo obtidos.

A avaliação institucional pode integrar a autoavaliação e a avaliação externa.


Falamos de autoavaliação quando os integrantes da escola se encarregam da avaliação
do trabalho – professores, outros profissionais da escola, alunos e pais. A autoavaliação
deve levar em conta os resultados das avaliações de larga escala, também denominadas
avaliação de sistema, como é o caso do Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Básica (SAEB), especialmente da Prova Brasil que oferece resultados para cada escola.
Esta Prova foi idealizada para produzir informações sobre o ensino oferecido por
município e escola, com o objetivo de auxiliar os governantes nas decisões, assim como
a comunidade escolar no estabelecimento de metas e implantação de ações
pedagógicas e administrativas, visando à melhoria da qualidade do ensino. Como já foi
comentado no texto de Cláudia de Oliveira Fernandes e Luiz Carlos de Freitas (2007),
estudado na Unidade 1:

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Essa avaliação, apesar de ser externa à escola, não necessariamente tem que ser
externa à rede, ou seja, preparada fora da rede avaliada. Ela pode ser construída
pelas secretarias de educação de forma a envolver as escolas e os professores no
próprio processo de elaboração da avaliação, de maneira que esta seja realizada
com legitimidade técnica e política.

(FERNANDES e FREITAS, 2007, p. 39)

Na Unidade 3, vamos nos dedicar à avaliação em larga escala, e discutir como seus
resultados podem ser úteis para o planejamento e replanejamento do trabalho escolar.
A avaliação externa ocorre quando se busca a avaliação da escola por meio do olhar de
agentes ou entidades da comunidade escolar, que analisam seu trabalho com um “olhar
de fora”, como, por exemplo, associações de bairro, instituições sociais ou
empregadores.
Nesta Unidade vamos dar mais atenção à autoavaliação. Parece-nos que é importante
que a escola já tenha amadurecido este processo para que vivencie, com tranqüilidade,
a avaliação externa.

Esperamos que os estudos a serem realizados lhes tragam elementos para:

• compreender as finalidades e características da autoavaliação institucional,


• identificar alternativas para implementar, juntamente com a comunidade
escolar, a avaliação institucional de sua escola e
• esboçar um plano para desencadear o debate sobre autoavaliação institucional
em sua escola.
No processo de autoavaliação, o(a) coordenador(a) pedagógico(a) tem um papel
importante a desempenhar, desde a sensibilização da comunidade escolar para que
aceite e se envolva na elaboração de uma proposta de avaliação, até sua implantação.
Cabe-lhe oferecer subsídios para o delineamento da metodologia a ser adotada na
avaliação, ou seja, deverão ser construídas, pelo coletivo da escola, respostas a
questões como:
• Para quê avaliar? (finalidade)
• O que avaliar? (objetos)
• Quem avalia? (sujeitos)

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• Como avaliar? (procedimentos)
• Quando avaliar? (periodicidade)

LEITURA OBRIGATÓRIA

Para leituras básicas desta Unidade, selecionamos três textos. Estes abordam a
necessária articulação entre a proposta de avaliação institucional e o projeto
pedagógico da escola. Assumindo uma concepção democrática de avaliação, são
destacadas características que se supõem fundamentais para uma avaliação que se
coloque a serviço do aperfeiçoamento do trabalho escolar, tendo em conta a
multiplicidade e diversidade de projetos educacionais e sociais que se manifestam
no cotidiano escolar. São ainda discutidas dimensões que a avaliação institucional
pode abranger, observando-se, no entanto, que não existe o melhor caminho ou o
modelo desejável de avaliação. A qualidade da proposta avaliativa deve ser
apreciada em relação direta com as características e projeto de cada escola.
Segue-se informação sucinta sobre cada um dos textos.
SOUSA, S. M. Zakia..L. Avaliação Institucional: elementos para discussão. In: LUCE,
M. B. e MEDEIROS, I. L. P. (Org.). Gestão Escolar Democrática: concepções e
vivências. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006, p.135-142 (acesso livre TV ESCOLA
- Salto para o Futuro).
O texto trata do processo de avaliação institucional como um instrumento de gestão
do projeto pedagógico. Concebendo a avaliação como um processo de busca de
compreensão da realidade e do trabalho escolar e de promoção de sua qualidade,
explora suas finalidades, destacando-se características que induzem a vivência da
avaliação em uma perspectiva democrática. A questão-chave é como tirar partido da
avaliação de todos e de todo o trabalho da escola para aprimoramento das propostas
e ações, no sentido da qualidade educacional e da vivência democrática?

THURLER, M se Mede:. G. A Eficácia nas Escolas não se mede: ela se constrói,


negocia-se, pratica-se e se vive. In: Sistemas de Avaliação Educacional. São Paulo:
FDE, Diretoria de Projetos Especiais, 1998, p. 175-190.

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21
A partir de um breve histórico sobre a questão da eficácia, a autora menciona
resultados de estudos sobre escolas eficazes realizados nos anos 1980. Destaca ser a
autoavaliação um processo essencial para a eficácia escolar, pois ninguém melhor do
que os próprios envolvidos para dizer o que precisa ser mudado e como isto pode ser
feito. Para que esta autonomia na avaliação seja possível, como nos diz a autora,
são necessários quatro tipos de procedimentos: o diagnóstico; a coleta de dados; o
desenvolvimento de ações coordenadas; e a supervisão. Apresenta o que denomina
“modelo das cinco zonas”, apresentando um levantamento dos diversos aspectos da
organização e da dinâmica interna da escola que devem ser levados em conta em um
procedimento de autoavaliação ou de avaliação negociada.

UNICEF, PNUD, INEP-MEC (Coord.). Indicadores da qualidade na educação. São


Paulo: Ação Educativa, 2004.
Visando ilustrar um caminho possível para condução da avaliação institucional,
indicamos o estudo da proposta intitulada “Indicadores de Qualidade na Educação”.
Este material foi desenvolvido pelo Ministério da Educação/Inep, UNICEF, Pnud e
Ação Educativa, com o propósito de ajudar a comunidade escolar na avaliação e na
melhoria da qualidade da escola.

Esta proposta de avaliação sugere sete dimensões a serem consideradas pela escola,
que expressam a visão e seus elaboradores sobre qualidade do trabalho escolar.
Estas dimensões foram traduzidas em indicadores, que sinalizam de um modo
observável a noção de qualidade assumida. Ou seja, um indicador é uma
representação observável de um conceito ou noção abstrata.

A partir das dimensões e indicadores, a proposta indica questões que merecem ser
respondidas para que se construa uma análise da qualidade do trabalho em realização
pela escola.

Para uma visão geral das dimensões e indicadores sugeridos no documento, estes são a
seguir listados:

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22
DIMENSÕES INDICADORES
Ambiente educativo Amizade e solidariedade
Alegria
Respeito ao outro
Combate à discriminação
Disciplina e tratamento adequado aos conflitos que
ocorrem no dia a dia da escola
Respeito aos direitos das crianças e dos
adolescentes
Prática pedagógica e Projeto político pedagógico definido e conhecido por
avaliação todos
Planejamento
Contextualização
Prática pedagógica inclusiva
Formas variadas e transparentes de avaliação dos
alunos
Monitoramento da prática pedagógica e da
aprendizagem dos alunos
Ensino e aprendizagem da Orientações para a alfabetização inicial implementadas
leitura e da escrita Existência de práticas alfabetizadoras na escola
Atenção ao processo de alfabetização de cada criança
Ampliação das capacidades de leitura e escrita dos
alunos ao longo do ensino fundamental
Acesso e bom aproveitamento da biblioteca ou sala de
leitura, dos equipamentos de informática e da internet
Existência de ações integradas entre a escola e toda a
rede de ensino com o objetivo de favorecer a
aprendizagem da leitura e da escrita
Gestão escolar democrática Informação democratizada
Conselhos escolares atuantes
Participação efetiva de estudantes, pais, mães e
comunidade em geral

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23
Acesso, compreensão e uso dos indicadores oficiais de
avaliação da escola e das redes de ensino
Participação em programas de repasse de recursos
financeiros
Formação e condições de Suficiência e estabilidade da equipe escolar
trabalho dos profissionais da Assiduidade da equipe escolar
escola

Ambiente físico escolar Suficiência do número de instalações, equipamentos e


recursos, sua qualidade e uso.

Acesso e permanência dos Atenção especial aos alunos que faltam


alunos na escola Preocupação com o abandono e a evasão
Atenção especial aos alunos com alguma defasagem de
aprendizagem

O texto “Indicadores de Qualidade na Educação” apresenta uma proposta que está


direcionada para o ensino fundamental e, portanto, não contempla indicadores e
questões relativas às especificidades da educação infantil e ao ensino médio. Há, no
entanto, uma proposta direcionada para a educação infantil, intitulada “Indicadores da
Qualidade na Educação Infantil”, de 2009, que foi elaborada em parceria pelo o MEC, a
Unicef, a Ação Educativa, a Fundação Orsa e a União Nacional dos Dirigentes Municipais
de Educação (UNDIME). Para acessá-la consulte um dos sítios das instituições
coordenadoras do projeto
(www.mec.gov.br;www.acaoeducativa.org.br; www.fundacaoorsa.org.br; www.unic
ef.org.br;www.undime.org.br).
Esta proposta apresenta subsídios para a autoavaliação escolar, sugerindo critérios para
análise do trabalho em realização em creches e pré-escolas. São propostas sete
dimensões de qualidade para análise: planejamento institucional, multiplicidade de
experiências e linguagens (formas de a criança conhecer e experimentar o mundo e se
expressar); interações (espaço coletivo de convivência e respeito); promoção da saúde;
espaços, materiais e mobiliários; formação e condições de trabalho das professoras e
demais profissionais; cooperação e troca com as famílias e participação na rede de
proteção social.

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24
LEMBRE-SE!

Não existe “a melhor maneira” de conduzir a avaliação institucional. Como diz Sousa
(2006), no texto que você irá consultar nesta Unidade, “não é possível pensarmos
em um modelo único de avaliação que atenda a todas as escolas, pois, para que este
ganhe significado institucional, precisa responder ao projeto educacional e social em
curso”. Portanto, cada escola ou rede de ensino irá construir a sua proposta de
avaliação.

VÍDEO

Avaliação Institucional: para controlar ou para democratizar?


Este é o título de um dos programas da Série Salto para o Futuro que tratou do tema
Gestão da Escola. É apresentado da seguinte forma:
Neste programa, trataremos do processo de avaliação institucional como um
instrumento de gestão do projeto pedagógico. O que é avaliação institucional? Para
que serve? Em que níveis se realiza? A questão-chave é a diferença entre avaliação
para controle e avaliação transformadora da ação ou emancipadora dos sujeitos.
Como tirar partido da avaliação de todos e de todo o trabalho da escola para
aprimorá-la, no sentido da qualidade educacional e da vivência democrática?

Esses e outros vídeos podem ser acessados diretamente no


site:http://www.dominiopublico.gov.br.

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25
LEITURA COMPLEMENTARES

APPLE, M.l. e BEANE, J. (Org.). Escolas Democráticas. São Paulo: Cortez, 1997.
FERNANDES, Maria Estrela Araújo. Avaliação institucional da escola e do sistema
educacional: base teórica e construção do projeto. Fortaleza: Edições Demócrito
Rocha, 2001.
FREITAS, Luiz Carlos. Qualidade negociada: avaliação e contra-regulação na escola
pública. Educação & Sociedade, Campinas, v.26, n. 92, p.911-933, out.2005.
GATTI, Bernardete Angelina. Avaliação institucional: processo descritivo, analítico
ou reflexivo? Estudos em Avaliação Educacional, São Paulo, v.17, n. 34,p. 7-14,
maio/ago. 2006.

ATIVIDADE 6 - OBRIGATORIA

Após a leitura dos textos “Avaliação Institucional:


elementos para discussão” e “A Eficácia nas Escolas
não se mede: ela se constrói, negocia-se, pratica-se e
se vive”, disponíveis na Biblioteca, responda as
questões abaixo:

Envie as respostas para a Base de Dados “Atividade 6”

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26
ATIVIDADE 6 - OBRIGATORIA

Com os estudos desenvolvidos acerca da "Avaliação


Institucional: Autoavaliação", Responda as questões
abaixo a partir de sua experiência profissional na escola
em que trabalha atualmente.
• Na escola em que você atua como
coordenador(a), já se vivencia um processo de
avaliação institucional?
( ) Sim ( ) Não

Se sim, registre como vem se desenvolvendo a


avaliação na/da escola em que você atua. Relate, de
modo sucinto, como vem sendo conduzida e
comente: eventuais contribuições que a avaliação
vem propiciando para a melhoria do trabalho
escolar, dificuldades em sua implementação e como
vem sendo sua atuação, como coordenador(a), neste
processo.

Se não, em sua opinião, quais os motivos da não


implementação da avaliação institucional? Você vê
possibilidade de que a escola venha a se interessar
por implantar a avaliação institucional? Que
condições seriam necessárias?

Depois de você elaborar sua resposta, escolha um


aspecto que você mencionou que gostaria de colocar
para discussão com seus colegas de curso. Pode ser uma
dúvida, pode ser uma “boa idéia”, pode ser uma
dificuldade que você vem enfrentando.

Em seguida registre no Fórum “Atividade


7”, tópico“Avaliação Institucional: Autoavaliação”

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27
ATIVIDADE 8 - OBRIGATORIA

Leia o que foi registrado por seus colegas no Fórum


“Atividade 7”, tópico “Avaliação Institucional:
Autoavaliação”, elabore um pequeno texto comentando
o conjunto das manifestações registradas pela turma.
Procure levar em conta tanto os depoimentos de
coordenadores(as) que já vivenciam a auto-avaliação
institucional, quanto dos que não vivenciam tal
processo. Para isso, leve em consideração os
conhecimentos que você acumulou por meio de sua
experiência profissional e as contribuições que os
autores estudados procuraram trazer sobre auto-
avaliação institucional.

Envie seu texto para a Base de Dados “Atividade 8”

ATIVIDADE 9 - OBRIGATORIA

Com base na leitura do texto “Indicadores da


qualidade na educação”, disponível
na Biblioteca, construa um esboço de uma proposta de
auto-avaliação a ser implantada na escola.

Registre sua proposta no Fórum “Atividade


9”, tópico“Esboço de Proposta de Autoavaliação
Institucional”.

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28
ATIVIDADE 10 - OBRIGATORIA

Entre no Fórum “Atividade 9”, tópico “Esboço de


Proposta de Autoavaliação Institucional”, leia e
analise o que foi postado. Registre suas contribuições às
propostas elaboradas por seus colegas. Também,
registre no que as propostas dos colegas contribuíram
para aprimorar o esboço que você elaborou.

Envie seu texto para a Base de Dados “Atividade 10”

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29
Avaliação em larga escala

Apresentação

Como propusemos na Unidade 2, a avaliação institucional deve levar em conta os


resultados das avaliações de larga escala, também denominadas avaliações de sistema.
Nesta unidade, vamos nos dedicar a compreender as avaliações que vêm sendo
conduzidas pelo Ministério da Educação (MEC), para que possamos tirar o melhor
proveito de suas potencialidades e também ter clareza de seus limites.
As avaliações de sistema vêm sendo conduzidas pelo MEC desde os anos 1990. Mas
parece que só recentemente seus resultados começam a ser utilizados de modo
intenso, tanto pelos formuladores e implementadores de políticas educacionais, quanto
pelas escolas. É possível supor que resistências a estas iniciativas ou a desconsideração
de seus resultados, expressas nos anos iniciais de sua implantação, vêm gradualmente
sendo substituídas pela busca de interpretação e uso de seus resultados, seja pelos que
atuam em órgãos centrais ou intermediários das Secretarias de Educação, seja pelos
profissionais que atuam na escola.

A criação do Indicador de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que leva em


conta resultados da Prova Brasil, além de dados do Censo Escolar, relativos à aprovação
e a definição de metas a serem alcançadas pelas redes públicas de ensino e escolas até
2021, são iniciativas que estão mobilizando redes de ensino e escolas a buscarem
compreender e valer-se dos resultados das avaliações de sistema no planejamento do
trabalho.

Os estudos a serem desenvolvidos nesta Unidade visam, inicialmente, propiciar o


conhecimento do conjunto de iniciativas de avaliação direcionadas para a educação
básica ou para alunos da Educação Básica. Em seguida, vamos nos deter em um estudo
mais detalhado do SAEB/Prova Brasil e IDEB.

Para uma compreensão do que é proposto pelo MEC para avaliação da Educação Básica,
os textos de referência a serem consultados são os que estão disponibilizados nos sítios
do MEC e do INEP. São indicados também para estudo artigos que buscam apontar
limites das avaliações tal como delineadas, bem como indicam possíveis riscos da

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30
utilização de seus resultados para propósitos divergentes aos anunciados pelas próprias
avaliações.

Esperamos que o conjunto das atividades a serem desenvolvidas propicie aos


coordenadores elementos para:

• Caracterizar as avaliações de sistema implantadas no Brasil pelo Ministério da


Educação.
• Compreender os delineamentos, instrumentos e resultados do SAEB/Prova
Brasil.
• Analisar os indicadores de desempenho da escola, tendo como referência a
Prova Brasil e IDEB.
• Indicar possíveis ações a serem desencadeadas na escola, a partir da
interpretação de dados resultantes da Prova Brasil.

Cabe ao coordenador desenvolver atividades que ofereçam, aos profissionais da escola,


alunos e pais, subsídios para compreender, analisar e utilizar os resultados dessas
avaliações para o planejamento do trabalho escolar.

LEITURA OBRIGATÓRIA

Para iniciar os trabalhos desta Unidade, selecione nos sítios do MEC e do INEP
documentos que informam sobre os propósitos e características:

• do SAEB – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica


• do SAEB/ Prova Brasil
• da Provinha Brasil
• do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio

Cabe esclarecer que embora o ENEM não vise a avaliação da Educação Básica,
optamos por incluí-lo em nosso estudo, pois é fundamental que coordenadores
conheçam seus propósitos, pois é comum ouvirmos, indevidamente, que este exame
avalia a Educação Básica ou o Ensino Médio

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31
ATIVIDADE 11 - OBRIGATORIA

A partir da leitura dos materiais informativos


selecionados nos sítios do MEC e do INEP, preencha o
quadro que se segue.

Envie esta produção para a Base de Dados “Atividade


11”.

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32
Sobre a Prova Brasil: um estudo detalhado

A partir desta caracterização inicial de iniciativas de avaliação do MEC, vamos nos


deter em um estudo mais detalhado da Prova Brasil. A interpretação pedagógica do
desempenho dos alunos nesta Prova fornece pistas que podem auxiliar os profissionais
da escola no replanejamento do trabalho a ser desenvolvido com os alunos. É oportuno
lembrar que estes resultados devem ser analisados à luz das características do contexto
da escola e de seu projeto pedagógico e cotejados com os resultados obtidos pelos
alunos nas avaliações de aprendizagem, conduzidas pelos professores.

Acesso aos resultados da Prova Brasil


Os resultados de sua escola e de cada escola participante estão disponibilizados para
consulta no sítio do MEC. Ao selecionar uma Unidade Federada e um município, você
acessa a listagem completa de escolas do município selecionado.
Nos resultados, há um arquivo para cada escola, com suas médias na Prova Brasil e
número de participações, indicadores de rendimento escolar, médias de hora-aula
diária, docentes com curso superior e percentual de alunos com distorção idade/série.
São ainda registradas informações do município onde fica a escola, da Unidade
Federada e Brasil, que possibilitam apreciar os resultados de modo comparativo.

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33
LEITURA OBRIGATÓRIA

Selecionamos dois documentos para estudo que trazem informações que lhe
permitem compreender a organização da prova, as competências e habilidades
medidas e os níveis de desempenho estabelecidos e conhecer exemplos de itens que
são utilizados nas provas.
1. CENPEC. A Prova Brasil na escola: material para professores,
coordenadores pedagógicos e diretores de escolas de ensino fundamenta. São
Paulo, 2007.http://www.cenpec.org.br/memoria/uploads/F1726_212-05-
00001Prova Brasil na Escola.pdf
Elaborado para ser utilizado por profissionais atuantes na escola, este material tem
como objetivos contribuir para que estes:

“ • compreendam a organização da prova, as competências e habilidades medidas e


os níveis de aprendizagem estabelecidos;
• utilizem intencionalmente os resultados para a elaboração de intervenções
pedagógicas necessárias à melhoria da qualidade do ensino.” (p.4)
Além de informações sobre a Prova Brasil, apresenta atividades que têm o propósito
de levar os profissionais a aplicarem as noções trabalhadas.
Considerando a adequação destas atividades aos objetivos previstos para esta
Unidade, optamos por indicar a sua realização, após o estudo dos documentos
informativos.
2. Brasil. Ministério da Educação. PDE: Plano de Desenvolvimento da
Educação: Prova Brasil: ensino fundamental: matrizes de referência, tópicos e
descritores. Ministério da Educação. Brasília : Inep, 2008. 193 p.: il.

Este documento, disponibilizado no sítio do MEC, foi elaborado com o propósito de


“contribuir para que o professor, os demais profissionais da área de educação e a
sociedade, como um todo, possam conhecer os pressupostos teóricos que embasam
essas avaliações, exemplos de itens que constituem seus testes, associados a uma
análise pedagógica de itens baseada no resultado do desempenho dos alunos.” (p.5)

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34
DICIONÁRIO

INEP. Dicionário de indicadores educacionais.http://www.inep.gov.br

ATIVIDADE 12 - OBRIGATORIA

Realizar as atividades previstas no material “A Prova


Brasil na escola”, disponível no
endereçohttp://www.cenpec.org.br/memoria/uploads/
F1726_212-05-00001Prova Brasil na Escola.pdf,
apresentadas nas páginas 14 a 19, onde são
apresentados dois exercícios:

1. análise dos resultados da Prova Brasil e de outros


dados referentes a uma escola municipal
2. análise dos dados de sua escola e solicita que você:
a) levante hipóteses sobre a situação em que se
encontra; b) A partir das hipóteses formuladas
identifique prioridades e indique alguns
encaminhamentos possíveis para enfrentá-las

Registre as informações coletadas e envie para


a TarefaOnline “Atividade 12”

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35
ATIVIDADE 13 - OBRIGATORIA

No documento “A Prova Brasil na escola”, disponível


emhttp://www.cenpec.org.br/memoria/uploads/F172
6_212-05-00001Prova%20Brasil%20na%20Escola.pdf,
páginas 34 a 37 são propostos exercícios para
interpretação dos resultados de Língua Portuguesa e nas
páginas 49 a 51 exercícios para interpretação dos
resultados de Matemática.

Realize os exercícios propostos nas páginas citadas e


envie para a Base de Dados “Atividade 13”.

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36
ATIVIDADE 14 - OBRIGATORIA

O material A Prova Brasil na escola disponível


emhttp://www.cenpec.org.br/memoria/uploads/F172
6_212-05-00001Prova%20Brasil%20na%20Escola.pdf,
apresenta sugestões de iniciativas que podem ser
desencadeadas dentro e fora dos muros da escola,
destinadas “ao estudo da Prova Brasil: conhecimento
aprofundado sobre a prova; análise dos resultados após
sua divulgação; reflexão e planejamento coletivo de
metas, ações e intervenções pedagógicas, objetivando a
melhoria da aprendizagem de todos os alunos da
escola”.

Comente as sugestões apresentadas, complemente-as


com outras ideias, divulgue aos seus colegas de turma
suas considerações e envie
para Tarefa Online “Atividade 14”.

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37