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Introdução

O presente trabalho subordina-se ao ´´tema Ideologias políticas´´. Visto que no mundo


há uma alienação de ideologia, particularmente nos países menos desenvolvidos ou em
via de desenvolvimento. Qual seria a questão da morte da ideologia no nosso seio?
Todavia o leitor deve conhecer as ideologias políticas. Identificar as ideologias políticas
contemporâneas; descrever as mesmas ideologias. A elaboração deste tema deve-se a
necessidade de se obter resultados da morte das ideologias. Para obtenção destes
resultados usou-se obras relacionadas com ciências políticas, assim como internet.

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Ideologias Políticas

O termo ideologia vem da junção de duas palavras gregas “ideia” mais “logos”, e quer
dizer, literalmente, “doutrina das ideias``.

"O homem moderno criou a máquina, tornou-se seu senhor, mas na realidade vive, hoje,
como seu escravo, correndo para seguir seu ritmo". (Erich Fromm).

Há vários sentidos para a palavra ideologia. Em sentido amplo, é o conjunto de ideias,


concepções ou opiniões sobre algum ponto sujeito a discussão. Quando perguntamos
qual é a ideologia de determinado pensador, estamos nos referindo à doutrina, ao corpo
sistemático das ideias e ao posicionamento interpretativo de certos fatos. É nesse
sentido que falamos em ideologia liberal ou ideologia marxista.

Ainda podemos nos referir à ideologia enquanto teoria, no sentido de organização


sistemática dos conhecimentos destinados a orientar a acção efectiva. Existe portanto a
ideologia de uma escola, que orienta a prática pedagógica, a ideologia religiosa que dá
regras de conduta aos fiéis, a ideologia de um partido político, que estabelece
determinada concepção de poder e fornece directrizes de acção a seus filiados.

Em sentido restrito o conceito de ideologia tem um significado mais específico. Marx


enriqueceu o debate em torno do assunto, indicando os meios de aplicação prática da
Ideologia. Para ele, diante da tentativa humana de explicar a realidade e dar regras de
acção, é preciso considerar também as formas de conhecimento ilusório que levam ao
mascaramento dos conflitos sociais. Segundo a concepção marxista, a ideologia adquire
um sentido negativo, como instrumento de dominação.

Isso significa que a ideologia tem influência marcante nos jogos do poder e na
manutenção dos privilégios que distorcem a maneira de pensar e agir dos indivíduos na
sociedade. A ideologia seria de tal forma insidiosa que até aqueles em nome de quem
ela é exercida não lhe perceberiam o carácter ilusório.

A professora Chauí (2008), nos traz a seguinte definição: Ideologia é um conjunto


lógico, sistemático e coerente de representações (ideias e valores) e de normas ou regras
(de conduta) que indicam e prescrevem aos membros da sociedade, o que devem sentir
e como devem sentir, o que devem fazer e como devem fazer.

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Ela é, portanto, um corpo explicativo e prático de carácter prescritivo, normativo,
regulador, cuja função é dar aos membros de uma sociedade dividida em classes uma
explicação racional para as diferenças sociais, políticas e culturais, sem jamais atribuir
tais diferenças à divisão da sociedade em classes a partir das divisões na esfera da
produção. Pelo contrário, a função da ideologia é a de apagar as diferenças, como as de
classes, e de fornecer aos membros da sociedade o sentimento de igualdade social
encontrando certos referenciais identificadores de todos para todos como por exemplo: a
humanidade, a liberdade e igualdade, a nação, ou o estado.

Observamos então que a ideologia é apresentada com as seguintes características:

•Constitui um corpo sistemático de representações e normas que sugerem uma


determinada forma de pensar e de agir dos indivíduos;

Tem como função assegurar determinada relação dos homens entre si e com suas
condições de existência, adaptando os indivíduos às tarefas pré-fixadas pela sociedade;

•Para tanto, as diferenças de classe e os conflitos sociais são camuflados, ora com a
descrição da "sociedade una e harmónica", ora com a justificação das diferenças
existentes;

•Com isso é assegurada a coesão dos homens e a aceitação sem críticas das tarefas mais
penosas e pouco recompensadoras em nome da "vontade de Deus", ou simplesmente
como decorrente da "ordem das coisas";

•Em última instância tem a função de manter a dominação de uma classe sobre a outra.

É interessante observar que a ideologia não é concebida como uma mentira que os
indivíduos da classe dominante inventam para subjugar a classe dominada. Também os
que se beneficiam dos privilégios sofrem a influência da ideologia, o que lhes permite
exercer como natural sua dominação, aceitando como universais os valores específicos
de uma classe.

Portanto, a ideologia se caracteriza pela naturalização na medida em que são


consideradas naturais as situações que na verdade são produtos da acção humana e que
são históricos e não naturais, por exemplo: dizer que a divisão da sociedade em ricos e
pobres faz parte da natureza; ou que é natural que alguns mandam e outros obedecem.

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Outra característica da ideologia é a universalização, pela qual os valores da classe
dominante são estendidos à classe dominada. Ao receber o prémio do patrão, o
"operário-padrão" avalia os valores que o mantém subordinado e que certamente seriam
descartados por aqueles que já adquiriram consciência de classe. É assim que a
empregada doméstica "boazinha" não discute salário e não implica se trabalha além do
horário. Também os missionários que acompanhavam os colonizadores às terras
conquistadas certamente não percebiam o carácter ideológico da sua acção ao querer
implantar uma religião e uma moral diversa às do povo dominado.

Ideologias políticas contemporâneas

Segundo João Cardoso Rosas

``Não existe acção política sem ideologia. A ideologia política não é algo de opcional,
uma coisa que podemos ter ou não, à qual podemos renunciar em nome do
pragmatismo ou da tecnocracia. Assim, o nosso interesse aqui é o de compreender
essa realidade ideológica do mundo em que vivemos e que em grande parte herdámos
como um mundo pluralista que forjou, ao longo do tempo, as categorias conceptuais
que permitem a sua auto compreensão: esquerda e direita, comunismo e socialismo,
liberalismo e conservadorismo, etc. As formações ideológicas porventura mais
relevantes e influentes na sociedade portuguesa associam-se, de forma explícita ou
implícita, às principais forças políticas em presença. No entanto, não existe nenhum
sistema simples de equivalências entre ideologias e partidos políticos. Os partidos
invocam sempre alguma ideologia, mas é também frequente invocarem mais do que
uma e nem sempre as mais óbvias.``

Liberalismo

Liberalismo é o sistema político económico com base na liberdade política e económica.

E iniciou-se no século XVII através da ideologia proclamada pelo filósofo inglês John
Lock. O liberalismo marcou a idade média e se estendeu por séculos diante. A
finalidade dos pensadores da época era cessar as guerras religiosas e melhorar as vidas
das pessoas naquele momento.

O movimento ganhou força através do filósofo escocês Adam Smith no século XVIII.
No entanto, nem todos os governos tiveram boa aceitação ao movimento, como

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aconteceu na Revolução Russa, onde o episódio foi praticamente anilado. Em outros
países como nos Estados Unidos o liberalismo foi responsável por tornar o país na
maior democracia do mundo.

O liberalismo deu a luz ao Capitalismo e ao término da Segunda Guerra Mundial o


mundo ficou dividido entre dois sistemas: O Sistema Liberal, conhecido como
Capitalista dominado pelos Estados Unidos e o Sistema Socialista liderado pela União
Soviética.Um ponto positivo do liberalismo foi o surgimento da democracia, mas os
críticos políticos destacam também a desigualdade social, a pobreza e a exploração do
trabalhador.

Absolutismo

Durante o período dos Séculos XV e XVIII, o Absolutismo foi predominante no sistema


político dos países da Europa e foi o responsável pelas mudanças que ocorreram no
continente no final da Idade Média. Suas principais características foram:

A centralização do poder ficava inteiramente nas mãos do rei. Ele criava as leis sem a
aprovação do povo. Impostos e tributos eram criados conforme a necessidade do reino,
como gastos com a manutenção de uma guerra, por exemplo. A burguesia o apoiava e
em troca o rei procurava unificar a moeda e fornecia segurança.

O rei também interferia nos assuntos religiosos chegando ao controle do clero e usava
de extrema violência sob o povo, tendo o direito de vida ou morte sobre qualquer um.

O sistema económico desta época foi o Mercantilismo, em que se procurava diminuir as


importações, incentivar as exportações e explorar as colónias de maneira a cada vez
mais enriquecer os cofres dos reinos.

Alguns reis desta época: Henrique VIII e Elizabeth I da Inglaterra e Luís XIV, dinastia
dos Bourbons.

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Capitalismo

Capitalismo é o princípio político em que a distribuição da renda fica nas mãos das
instituições privadas com fins lucrativos. Os lucros, as ofertas, os preços são decididos
pelos empresários, que vendem seus produtos, serviços, investem, criam com livre
decisão e o governo pouco interfere. Os donos das empresas ficam com os lucros,
embora actualmente em algumas empresas brasileiras, no final do ano dividem
resultados através do PLR (Participação dos lucros e resultados). É o sistema dominante
no mundo e originário do liberalismo.

É um sistema que incentiva o crescimento económico, há liberdade nas negociações,


proporcionando a criatividade, o individualismo e a competitividade social, em que a
maioria quer um “lugar ao sol” e isto a qualquer preço. Segundo os americanos, o
capitalismo simboliza a liberdade, porque cada um pode ser dono do seu próprio
negócio.

Socialismo

O socialismo é o sistema político em que o governo controla toda a distribuição de


renda do país procurando reparti-la de maneira igual entre todos. Qualquer propriedade
deve ser pública ou colectiva, e o governo deve proporcionar igualdade de
oportunidades e meios a todos de maneira a não haver injustiças sociais, e todos possam
ter acesso a saúde, educação e salários similares.

Segundo Karl Max (1986), o socialismo derruba classe dos mais ricos e conclui que
somente com a derrota da burguesia é possível a ascensão dos trabalhadores.

Não há um sistema político perfeito. Tanto o Capitalismo como o Socialismo trouxeram


benefícios e malefícios à sociedade. Um trouxe enriquecimento exacerbado para uns e
empobrecimento de outros, porém, há oportunidades maiores para o crescimento
pessoal e individual. No outro, o ideal de igualdade é bem-vindo, porém a história
mostrou que mesmo com a divisão dos bens, os pobres continuaram pobres, e muitos
governos não souberam administrar os bens de maneira a ascender economicamente
seus países. A maior representação da derrota do Socialismo foi à queda do muro de
Berlim, em 1989.

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Segundo o poeta e ex-militante do partido comunista, Ferreira Gullar, a ideia do
capitalismo, ou seja, a competição, o individualismo, o egoísmo, a necessidade de se
sobressair entre os outros é algo que já nasce com o ser humano e não tem como o
socialismo prevalecer ainda que proponha a igualdade entre todos.

Alguns filósofos defendem este impasse sugerindo um sistema de governo misto, onde
o governo controlaria algumas áreas e deixaria livre outras para o sistema privado
proporcionando igualdade social sem massacrar a individualidade natural do ser
humano.

Questão da morte das ideologias política

Não é fácil para a juventude de hoje pelo menos procurar uma ideologia. É como se nós
jovens tacteássemos no escuro. E é neste mundo globalizado onde decreta-se o fim das
ideologias, que elas parecem indestrutíveis e autónomas, se recusando a partir,
preferindo a subsistência no imaginário das pessoas, de forma precária e marginal.
Podemos afirmar que nós como jovens sofremos uma alienação, isto é, chamamos
alguém de alienado quando o percebemos desinteressado de assuntos considerados
importantes, tais como as questões políticas e sociais.

Em todos os sentidos há algo em comum no uso da palavra alienação: no sentido


jurídico, perde-se a posse de um bem, na loucura o louco perde a dimensão de si mesmo
na relação com o outro, na idolatria perde-se a autonomia, na concepção de Rousseau o
povo não deve perder o poder, o homem comum alienado perde a compreensão do
mundo em que vive e torna alheio a sua consciência, não mais percebendo aspectos
importantes da realidade onde está inserido. Deste modo não dá para exercer
plenamente a cidadania sem a adopção de uma ideologia.

Estrategicamente, costuma-se proclamar a morte das ideologias, uma vez que um


confronto verdadeiramente dialéctico não os favorece. É mais conveniente para eles
alardear que com o término da Guerra Fria, entre EUA e URSS, acabaram-se também as
convicções mais profundas dos indivíduos e dos povos no tocante à política partidária
enquanto bússola, gestora primordial dos destinos da humanidade.

Com frequência observamos nos bates papos, e até em algumas análises políticas
expressões como, “não existe mais ideologia”, “políticos são todos iguais”. Tal situação

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é uma consequência do fim do socialismo no final do século XX, quando se tinha bem
demarcado no cenário mundial o que representavam as esquerdas e a direita. Essa
situação replicava no cenário nacional e chegava, às vezes, no cenário local. Ficando
praticamente impossível a defesa do modelo de socialismo que existia, um regime
autoritário e totalitário, perdeu seu rumo.

Noutros países, Direita e esquerda tem tido ideologias claras e objectivas, porém
infelizmente não em Moçambique, pois o que temos aqui é uma salada, para não dizer
bagunça. Montam-se partidos agregando palavras para que fiquem sonoros, ou que
formem uma sigla “bonitinha”, mas que não representam ideias; e para piorar, muitas
vezes temos filiados, a políticos, que não sabem o porquê de seu partido existir, o que
eles defendem e representam. Essa falta de conteúdo, de pensar, é útil, pois permite a
montagem de coligações que juntam partidos que teoricamente, estão em campos
opostos, ou a adesão aos vitoriosos.

É muito útil aos nossos políticos o discurso da morte das ideologias, pois isso
justificaria as suas leviandades, incoerências e o fisiologismo.`` Mas como já se disse,
muitas vezes, político tem que ter lado e defender esse lado claramente``. (Mário
Benning é professor universitário e analista político)

Propaganda política

Propaganda política ou marketing político é o segmento específico dentro da


comunicação mercadológica voltada para o ambiente político e ou eleitoral, que visa
estreitar a relação de expectativa de um determinado grupo de pessoas em relação às
questões que envolvem seu quotidiano e a materialização da mesma em um candidato,
um governo, um partido ou um grupo político. O Marketing eleitoral refere-se às
técnicas que visam tornar um candidato a cargo público conhecido e aceito no período
eleitoral, através de suas propostas e projectos. Em síntese, trata de estudo e acção de
mercado, utilizado para segmentar grupos sociais, desejos e anseios da população,
desenvolvendo sintonia entre aquilo que o político deseja fazer e o seu público-alvo
espera, necessita (pesquisas). Já a Propaganda Política é uma das ferramentas de
comunicação utilizadas em uma estratégia de Marketing Político e/ou Eleitoral.

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Conclusão

Concluímos que, universalização como característica da ideologia supõe uma lacuna ou


ocultamento de alguma coisa que não pode ser explicitada sob pena de
desmascaramento da ideologia. Por isso a ideologia é ilusória, não no sentido de ser
"falsa" ou "errada", mas enquanto uma aparência que oculta a maneira pela qual a
realidade social foi produzida. Isto é, sob o aparecer da ideologia existe a realidade
concreta que precisa ser descoberta pela análise da origem do processo.

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Referências Bibliográficas

Bobbio,( 1995).Dicionário de `Política. Brasília: UnB,

Chauí, M. (1991).O que é ideologia (34 ed.). São Paulo: Editora Brasiliense

Heywood, A. (2010). Ideologias Políticas. São Paulo: Ática,. Vol. I.

Chauí, M. (2008). O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense

Marx, K e Engels, F. (1989).Ideologia Alemã. São Paulo: Martins Fontes

https://www.sabedoriapolitica.com.br/ci%c3%aancia-politica/ideologia/

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Índice

Introdução ..................................................................................................................... 1

Ideologias Políticas ....................................................................................................... 2

Ideologias políticas contemporâneas ............................................................................ 4

Liberalismo ................................................................................................................... 4

Absolutismo .................................................................................................................. 5

Capitalismo ................................................................................................................... 6

Socialismo ..................................................................................................................... 6

Questão da morte das ideologias política ..................................................................... 7

Propaganda política ....................................................................................................... 8

Conclusão...................................................................................................................... 9

Referências Bibliográficas .......................................................................................... 10

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