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Depressão

Professor Alexandre Sampaio


Segundo levantamento feito pela OMS (Organização Mundial da
Saúde), mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão em
todo o mundo, ou seja, pelo menos 5% da população.

A OMS define depressão como um transtorno mental comum,


caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer,
oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de
distúrbios do sono ou do apetite. Também há a sensação de cansaço
e falta de concentração. A doença pode ser de longa duração ou
recorrente. Na sua forma mais grave, pode até mesmo levar ao
suicídio.
Quais são as causas da depressão

As causas diferem muito de pessoa para pessoa. Porém, é


possível afirmar-se que há fatores que influenciam o
aparecimento e a permanência de episódios depressivos. Por
exemplo, condições de vida adversas, o divórcio, a perda de
um ente querido, o desemprego, a incapacidade em lidar com
determinadas situações ou em ultrapassar obstáculos, etc.
Como reconhecer a depressão
Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade.
Desânimo, cansaço mental, dificuldade de concentração,
esquecimento;
Incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades que antes da
depressão eram agradáveis;
Tendência ao isolamento tanto social como familiar;
Apatia, desinteresse, falta de motivação;
Falta de vontade, indecisão;
Sentimentos de medo, insegurança, desespero, vazio;
Pessimismo, ideias de culpa, baixa autoestima, falta de sentido na
vida, inutilidade, fracasso;
Riscos e consequências da depressão

Podem ser apontados alguns mais importantes:

Perda do emprego;
Problemas no relacionamento conjugal e familiar;
Risco de adquirir doenças cardíacas;
Suicídio.
Diagnóstico

O diagnóstico da depressão é clínico e toma como base os sintomas


descritos e a história de vida do paciente. Além de espírito deprimido
e da perda de interesse e prazer para realizar a maioria das atividades
durante pelo menos duas semanas, a pessoa deve apresentar
também de quatro a cinco dos sintomas supracitados.

Como o estado depressivo pode ser um sintoma secundário a várias


doenças, sempre é importante estabelecer o diagnóstico diferencial.
Formas de tratamento

Depressão é uma doença que exige acompanhamento médico


sistemático. Quadros leves costumam responder bem ao
tratamento psicoterápico. Nos outros mais graves e com
reflexo negativo sobre a vida afetiva, familiar e profissional e
em sociedade, a indicação é o uso de antidepressivos com o
objetivo de tirar a pessoa da crise.
Existem vários grupos desses medicamentos que não causam
dependência. Apesar do tempo que levam para produzir efeito (por
volta de duas a quatro semanas) e das desvantagens de alguns
efeitos colaterais que podem ocorrer, a prescrição deve ser mantida,
às vezes, por toda a vida, para evitar recaídas. Há casos de depressão
que exigem a associação de outras classes de medicamentos – os
ansiolíticos e os antipsicóticos, por exemplo – para obter o efeito
necessário.

Há evidências de que a atividade física associada aos tratamentos


farmacológicos e psicoterápicos representa um recurso importante
para reverter o quadro de depressão.
Teste diagnóstico de Depressão
Para ajudá-lo a identificar os sintomas da depressão acompanhe o algoritmo
abaixo, retirado da quarta edição do Diagnostic and Statistical Manual of
Mental Disorders (DSM-IV):

1) Durante o último mês, você esteve frequentemente chateado por se sentir


deprimido e desesperançado?

2) Durante o último mês você esteve frequentemente chateado por sentir falta
de interesse nas atividades?

Se a resposta foi não a ambas as perguntas, é pouco provável que você tenha
depressão. Mas, se uma das respostas foi sim, esteja atento a outros sintomas
da doença.
O diagnóstico de depressão requer a presença de cinco ou mais dos seguintes
sintomas que incluam obrigatoriamente espírito deprimido ou Anedônia,
durante pelo menos duas semanas, provocando distúrbios e prejuízos na área
social, familiar, ocupacional e outros campos da atividade diária.

1) Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase


todos os dias;

2) Anedônia: interesse ou prazer diminuído para realizar a maioria das


atividades;

3) Alteração de peso: perda ou ganho de peso não intencional;

4) Distúrbio de sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;


5) Problemas psicomotores: agitação ou apatia psicomotora, quase
todos os dias;

6) Falta de energia: fadiga ou perda de energia, diariamente;

7) Culpa excessiva: sentimento permanente de culpa e inutilidade;

8) Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída


para pensar ou concentrar-se;

9) Ideias suicidas: pensamentos recorrentes de suicídio ou morte.


De acordo com o número de itens respondidos afirmativamente, o estado
depressivo pode ser classificado em três grupos:

1) Depressão menor: 2 a 4 sintomas por duas ou mais semanas, incluindo


estado deprimido ou anedônia;

2) Distimia: 3 ou 4 sintomas, incluindo estado deprimido, durante dois anos,


no mínimo;

3) Depressão maior: 5 ou mais sintomas por duas semanas ou mais, incluindo


estado deprimido ou anedônia.
Depressão é uma doença como qualquer outra. Não é sinal
de loucura, nem de preguiça nem de irresponsabilidade. Se
você anda desanimado, tristonho, e acha que a vida perdeu a
graça, procure assistência médica. O diagnóstico precoce é o
melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez!
Bibliografia

http://www.abrata.org.br/new/oqueE/depressao.aspx
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/ministeriosaude/saud
e+mental/depressao.htm
http://drauziovarella.com.br/letras/d/depressao/
http://drauziovarella.com.br/noticias/mais-de-350-milhoes-de-pessoas-sofrem-de-depressao-
no-mundo/
http://drauziovarella.com.br/audios-videos/estacao-medicina/depressao-doenca-que-precida-
de-tratamento/