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Fase Social

 Envolver todos os membros da família na ação


 Fase inicial de cumprimentos e apresentações
 O terapeuta permite cada um sentar de acordo com suas vontades
 Terapeuta se apresenta e pergunta a cada membro o seu nome
 Através da entonação, tom de voz ele percebe o envolvimento e a importância de cada um
 Terapeuta também descobre quem mora na casa, quem deveria estar presente
 Se alguém começar a falar do problema o terapeuta interrompe para ouvir a todos
 Todos os membros podem estar de acordo, mas há também quem possa ter vindo obrigado,
quem ache que vá ser criticado
 Importante observar o humor da família
 Os familiares podem estar fingindo ser como não são realmente
 Os familiares podem ter trazido alguém como punição, podem estar desesperados
 O terapeuta pode observar as relações entre pais e filhos pelo modo como se sentam
 A organização da família pode ser vista pelo modo como se sentam
 O terapeuta observa a família, sem tirar conclusões, mas não compartilha as observações com
a família

Família é convocada porque adolescente se automutila (cortes nos braços)

Personagens: terapeuta, mãe biológica, madrasta, meia-irmã e adolescente que se mutila

A terapeuta se apresenta: diz bom dia, fala que são bem-vindas, pede para ficarem a vontade
para se sentar, diz seu nome, fala sua função.

A mãe biológica se senta sozinha, do lado oposto


A madrasta e a meia-irmã se sentam uma do lado da outra
A adolescente mutilada fica no meio, nem perto de uma nem perto da outra

A terapeuta pergunta se está faltando alguém, pergunta pelo pai

A madrasta diz que ele está em uma reunião de negócios e que não pôde vir, mas que ele que vai
pagar pela consulta

A terapeuta diz que quer conhecer melhor a família, ouvir cada um e pede para cada um se
apresentar

A mãe se apresenta e começa a ficar com raiva. Começa a gritar com a madrasta, dizer que a
culpa disso tudo é dela, que ela roubou o seu homem, que é uma piriguete, que roubou também a
sua filha e que não está cuidando bem dela.

A madrasta também começa a gritar, fala que a mãe é depressiva, que nunca amou de verdade
a filha (nem amamentou) e que não está em condições psicológicas de cuidar nem de si mesma.

A terapeuta interrompe as duas. Pede para que respeitem umas as outras e fala que antes de
discutir o problema precisa ouvir todo mundo. Então ele pergunta para a irmã qual o nome dela.

A irmã diz seu nome. Depois pergunta quando vai acabar, porque não vê sentido em estar ali, que
foi obrigada. Diz que sua irmã faz isso pra chamar a atenção, pra ficar de coitadinha na história,
pra todo mundo sentir pena dela e cuidar dela.

A terapeuta, por fim, se dirige à adolescente mutilada e pergunta seu nome.

Ela diz seu nome e começa a chorar e a fazer drama. Diz que não queria estar ali, diz que
odeia todos. Que não tem nenhum problema com ela e só veio porque a madrasta
ameaçou de ela ter que sair da aula de inglês e não ver mais o namorado.