Você está na página 1de 2

O perfil do Consultor em Gestão de Pessoas

A atividade de consultoria vive em um mar de mudanças e deve se adaptar condizentemente.


Pressões competitivas por parte de outros consultores, bem como por parte dos sempre
sofisticados clientes, estão forçando consultores a oferecerem abordagem para mudanças mais
holística e sistemática. Somente consultores mais flexíveis sobreviverão.

O novo consultor de sucesso deverá ser movido pelas possibilidades ("possibility-driven"),


equipado com tecnologias integradoras que ajudem seus clientes a planejar, redesenhar, construir
e operar soluções para as novas organizações em sincronia com novos contextos empresariais,
novas capacidades operacionais e direções estratégicas inovadoras.

O comportamento de um consultor deve exteriorizar valores, emoções e seu conhecimento. É


preciso ter a capacidade de se comunicar dentro da empresa de forma produtiva, porém tranqüila,
deixando claro a todos os colaboradores que está comprometido com seu trabalho, que acredita
no que faz, e está disposto a ajudar a empresa. O posicionamento como o de alguém que está ali
para ajudá-los, é imprescindível para que estes criem confiança e não atrapalhem no seu trabalho.

Ele deve manter-se alinhado aos componentes da cultura organizacional de onde está realizando
a consultoria, e respeitá-la. Isso vai garantir uma relação tranqüila com a empresa-cliente,
gerando sempre resultados positivos, que podem resultar também em contratações futuras por
essa mesma organização e por outras que podem ter conhecimento dos bons resultados. Um
consultor que não segue essa linha, e acaba encontrando obstáculos no momento que está
realizando sua análise, é considerado um profissional inexperiente e ineficiente no ramo
empresarial.

Assim como todos, o profissional que migra para a área de consultoria em recursos humanos
deve apresentar algumas características que lhe permitam realizar trabalhos de qualidade e
impacto positivo e significativo nas organizações em que presta serviço. Stumpf e Tymon (2001)
apontam que o consultor deve ser prestativo, comunicativo, saber mostrar os erros, criticar e
propor soluções sem parecer arrogante e ter o poder de convencimento para implementar as
melhorias e realizar seu trabalho.

Além das características descritas acima, o profissional deve ser mais que um conselheiro, pois
ele orienta a empresa para a solução de seus principais problemas, que por vezes atravancam o
bom funcionamento organizacional, e também busca ensiná-la a caminhar sozinha rumo a
melhorias futuras.

Bretãs Pereira (1999) destaca que para exercer a profissão de consultor, o profissional necessita
ter domínio em pelo menos quatro tipos de conhecimentos e habilidades: ter competência técnica
em sua área de atuação, para isso uma boa formação acadêmica e muita experiência prática,
habilidade interpessoal, visão sistêmica que lhe permita analisar o funcionamento da organização
como um todo e habilidades instrumentais das ferramentas utilizadas em consultoria.
Merron (2007) ainda relata outra característica importante deste novo perfil de consultor - o fato de
que além de treinamento técnico, alta especialização e know How, o consultor precisa de uma
mudança brusca em sua postura interna, ou seja, o profissional precisa ter autoconhecimento e
abertura à aprendizagem constante, seja ela advinda de casos de sucesso ou de casos de
extremo fracasso.

Portanto, como pode ser observado, a profissão de consultor em recursos humanos em geral
exige muitas habilidades e competências do profissional que se envereda por esta área. É uma
área de atuação em franco crescimento não apenas aqui no Brasil, mas no mundo todo, e ainda
carente de maiores considerações teóricas, o que também se posta como um novo desafio a
todos os profissionais que trabalham na área de recursos humanos, sejam eles consultores ou
não.

De qualquer forma, o consultor cumpre seu papel quando, ao final do trabalho, seu cliente o
percebe como alguém que lhe prestou a ajuda esperada. Somente o cliente pode avaliar se o
consultor foi bom ou não, se valeu a pena contratá-lo ou se o esforço foi em vão.

Sendo assim, quais outras características esse o consultor em gestão de pessoas dever
desenvolver para obter sucesso? E qual a utilidade das mesmas na prática do consultor?