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21-01-2014

Henrique Lopes Henrique.lopes@drapc.mamaot.pt Janeiro 2014
Henrique Lopes
Henrique.lopes@drapc.mamaot.pt
Janeiro 2014
Estrutura 1. Conceito de higiene e segurança em enologia- Regulamentação 2. Higiene na adega, equipamentos

Estrutura

1. Conceito de higiene e segurança em enologia- Regulamentação

2. Higiene na adega, equipamentos e utensílios

3. Os materiais em contacto com o vinho

4. Tipo de sujidades

5. Lavagem

6. Detergentes e outros agentes de limpeza

7. Desinfecção

8. Agentes desinfetantes

9. Dosagens

10. Etapas de higienização e factores determinantes para a sua eficácia

11. Técnicas e equipamentos para lavagem e desinfecção

12. Controlo da higienização

13. Compatibilidades

14.Planos de higienização

21-01-2014

Regulamentação As empresas do sector dos vinhos estão, desde 1 de Janeiro de 2006, abrangidas

Regulamentação

As empresas do sector dos vinhos estão, desde 1 de Janeiro de 2006, abrangidas pelo disposto no Regulamento (CE) nº 852/2004 de 29 de Abril – enumera requisitos a cumprir no que se refere a:

 

Pessoal

instalações

meios de transporte

Equipamentos

abastecimento de água

tratamento de resíduos

Decreto-Lei n. 113/2006 de 12 de Junho - visa assegurar a execução e garantir o

cumprimento, no ordenamento jurídico nacional, das obrigações decorrentes dos Regulamentos (CE)852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril, relativos à higiene dos géneros alimentícios:

Tipificar as infracções e respectivas sanções, que devem ser efectivas, proporcionadas e dissuasivas, em caso de violação das normas dos referidos regulamentos comunitários. definir quais as entidades responsáveis pelo controlo da aplicação das normas dos regulamentos supracitados, bem como as constantes do presente decreto-lei, atribuindo-se ainda poderes de fiscalização à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) Igualmente se define o processo de aprovação dos códigos nacionais de boas práticas.

de aprovação dos códigos nacionais de boas práticas. Ainda subsiste a ideia de que o vinho

Ainda subsiste a ideia de que o vinho pelo facto de possuir baixo pH, algum teor alcoólico e presença de dióxido de enxofre está protegido contra problemas associados à falta de higiene

Existem, no entanto, diversos microrganismos, que não sendo patogénicos afectam as características organoléticas do vinho.

A falta de higiene pode transformar um produto de excelente qualidade num produto cheio de defeitos ou impróprio para consumo:

Doenças – Azedia, pico lático Maus aromas – Fenóis voláteis, acetato de etilo, bafio e bolor

Boas práticas de higiene ao longo de todo o processo produtivo limitam o desenvolvimento de microrganismos no vinho, e consequentemente limitam alterações organolépticas, garantindo a qualidade do produto, a satisfação do consumidor e a salvaguarda da marca

21-01-2014

 
 

O chão deve ser mantido limpo e sem lixo – sempre

Um programa de controlo de infestações - impedir a entrada de insectos e outros animais nos edifícios e nas áreas de funcionamento - fiscalizar a sua eficácia

Os Contentores de lixo - protegido de roedores e outras infestações - ser despejado regularmente

Os indicadores do controlo de infestações devem estar visivelmente assinalados e localizados para evitar contaminação ou derramamento acidental.

Quando as áreas de recepção e fermentação funcionarem no exterior, - medidas especiais para garantir que essas áreas não têm lixos, têm bom escoamento - para fora da zona de produção - planeadas de forma a permitir fácil acesso e limpeza

Cubas de fermentação e armazenagem devem manter-se fechadas - excepto quando estão a funcionar

Não devem existir fendas ou rachas nas paredes, à volta das portas e janelas, que permitam a entrada de roedores ou outras infestações - deverão ser assinaladas e reparadas de imediato.

As instalações devem permitir uma limpeza e/ou desinfecção adequadas e prevenir a acumulação de sujidade

As instalações devem permitir uma limpeza e/ou desinfecção adequadas e prevenir a acumulação de sujidade

Os pavimentos, as paredes e as portas têm de ser mantidos em boas condições e facilmente laváveis ou desinfectáveis

As áreas de armazenamento e expedição - regularmente inspeccionadas para evitar contaminação cruzada entre as matérias-primas e o produto acabado

As vias e passagens de acesso - isentas de lixos, embalagens vazias, matérias-primas e produtos acabados

Tomar medidas para evitar a queda de partículas no vinho, formação de condensação e bolores nas superfícies -tetos, paredes, chão, depósitos e equipamentos da adega.

O processamento e a armazenagem do vinho - garantidos em condições de temperatura adequadas.

As casas de banho devem ser bem ventiladas, mantidas limpas e munidas de lavatórios para lavagem das mãos em número suficiente - com materiais para limpeza e dispositivos para secagem higiénica e com torneiras de comando não manual - sanitas em número suficiente e com um sistema de esgoto próprio, equipadas com ventilação adequada - nunca devem comunicar directamente com as salas onde se manipulam o vinho ou as suas matérias-primas

21-01-2014

Os sistemas de ventilação - construídos de forma a proporcionar um acesso fácil aos filtros

Os sistemas de ventilação - construídos de forma a proporcionar um acesso fácil aos filtros e a outras partes que necessitem de limpeza ou de substituição

As instalações de esgoto devem ser projectadas e construídas de forma a evitar o risco de contaminação do vinho ou das matérias-primas

As áreas de refeições e de troca de roupa do pessoal devem ser regularmente limpas, bem iluminadas e ventiladas - devem estar isoladas de todas as zonas de produção ou armazenamento

Devem existir armazéns suficientes para todas as matérias-primas e produtos acabados – fácilmente identificados e guardado separadamente dos químicos de limpeza e de outros materiais para que não sofra deterioração - materiais incompatíveis armazenados separadamente

Na área de embalagem não deve haver equipamento não essencial nem materiais não usados nos trabalhos de embalagem

As sobras de embalagens e outros desperdícios devem ser retirados da área pelo menos uma vez por dia

Optar por portas com superfícies lisas e não absorventes e Janelas e outras aberturas construídas de modo a evitar a acumulação de sujidade - equipadas com redes de protecção contra insectos - facilmente removíveis para limpeza - mantidas fechadas durante a laboração.

 
 

A área de engarrafamento - concebida de forma a evitar entrada de materiais estranhos e infestações

Bem iluminada e ventilada - permitir o escoamento de gases e de vapor do equipamento de lavagem do engarrafamento

Os acessórios de iluminação - estarem selados de modo a impedir entrada de insectos, e evitar quebras de lâmpadas sob zona de produção ou engarrafamento

As paredes - construídas com materiais impermeáveis, não absorventes, laváveis e não tóxicos, e ser lisas até uma altura adequada às operações de limpeza

Os pavimentos - construídos com materiais impermeáveis, resistentes, antiderrapantes, laváveis e não tóxicos - permitir o escoamento adequado e a não acumulação de sujidades - mantidos em bom estado de conservação e limpeza.

Os tetos e outros equipamentos suspensos - concebidos, construídos e acabados de modo a evitar a acumulação de sujidade, reduzir a condensação e o desenvolvimento de bolores - evitar o desprendimento de partículas ou objectos nocivos

As superfícies em contacto com o vinho ou as suas matérias-primas - devem ser construídas em materiais lisos, laváveis e não tóxicos

Os dispositivos adequados para a limpeza e desinfecção dos utensílios e dos equipamentos de trabalho - ser de fácil limpeza e constituídos por materiais resistentes à corrosão, e abastecidos de água potável quente e fria.

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Todo o equipamento deve ser apropriado para os fins desejados - devem ser mantidos em boas condições de arrumação e de conservação, de modo a reduzir ao mínimo qualquer risco de contaminação, permitir uma limpeza perfeita e a sua desinfecção - soldaduras devem ser lisas, os cantos arredondados - todas as superfícies de contacto com o vinho - acessíveis à limpeza

Devem ser efectuados controlos prévios ao equipamento - facilidade de higienização.

Todo o equipamento - instalado de modo a facilitar o funcionamento, reparação e limpeza bem como a limpeza adequada da área circundante - minimizar a possibilidade de contaminação

O equipamento que não está a uso, incluindo mangueiras, deve ser guardado em boas condições de limpeza no seu devido lugar

Os lubrificantes usados em locais onde a infiltração ou o gotejamento para as uvas ou vinho seja possível devem ser aprovados para uso em situações de preparação de produtos alimentares - lubrificação do equipamento deve ser feita cuidadosamente para evitar a contaminação

Para controlo da temperatura - termómetros digitais ou mecânicos; os termómetros de mercúrio não podem ser usados nas Adegas

A canalização fixa deve estar visivelmente rotulada ou identificada para evitar confusão - deve ser de escoamento completamente livre para evitar qualquer retenção de líquidos residuais

O equipamento de enchimento e rolhamento - concebido de modo a evitar danos nas garrafas, particularmente no gargalo e na zona da abertura

Os resíduos de matérias-primas , de vinho ou de outros materiais, não devem ser acumulados

Os resíduos de matérias-primas, de vinho ou de outros materiais, não devem ser acumulados em zonas de vinificação Ser tomadas medidas apropriadas para a remoção e armazenagem dos resíduos. Os contentores adequados - em boas condições e permitir a fácil limpeza e desinfecção. Os resíduos - depositados em contentores que possam ser fechados Os locais de armazenagem dos resíduos devem - concebidos e utilizados de modo a permitir boas condições de limpeza - impedir o acesso de animais e contaminação da água potável - equipamentos e instalações.

de limpeza - impedir o acesso de animais e contaminação da água potável - equipamentos e
de limpeza - impedir o acesso de animais e contaminação da água potável - equipamentos e
de limpeza - impedir o acesso de animais e contaminação da água potável - equipamentos e
de limpeza - impedir o acesso de animais e contaminação da água potável - equipamentos e

21-01-2014

MADEIRA CIMENTO FIBRA DE VIDRO RESINAS EPOXI AÇO REVESTIDO BORRACHA POLIETILENO INOX
MADEIRA
CIMENTO
FIBRA DE VIDRO
RESINAS EPOXI
AÇO REVESTIDO
BORRACHA
POLIETILENO
INOX
MADEIRA   Já teve uso mais generalizado – limitado praticamente à madeira de carvalho –

MADEIRA

 

Já teve uso mais generalizado – limitado praticamente à madeira de carvalho – tende a recuperar a importância na elaboração e envelhecimento de vinhos de qualidade

Difícil higienização – muito porosa – retém sujidade e dificulta a lavagem

Ao fim de alguns anos de uso os poros ficam completamente colmatados

Usa-se a madeira essencialmente para que haja:

Migração de taninos hidrolisáveis da madeira para o vinho

Migração de compostos voláteis, resultantes essencialmente da tosta e degradação da lenhina, da madeira para o vinho

Interação da madeira com os vários compostos do vinho

Microoxigenação

Necessidade de afrancamento inicial, para remoção de taninos grosseiros (água, vapor, água quente, água salgada - 5kg/100L)

Conservação por mechagem (25 g/hl)

Conservação por mechagem (25 g/hl)

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CIMENTO Grande utilização em determinada época – preço elevado da madeira, usado principalmente vasilhas de
CIMENTO
Grande utilização em determinada época – preço elevado da
madeira, usado principalmente vasilhas de capacidade
elevada – dificuldades de manutenção
Higienização difícil – rugosidade
Comprometimento da conservação do vinho – cedência de
cálcio ao vinho – neutraliza ácidos orgânicos livres
Para evitar contacto direto do cimento com o vinho:
▪ Revestimento com Sol. ÁcidoTartárico 20% - formação de camada insolúvel de
tartarato neutro de cálcio
▪ Revestimento com resinas epoxi (Base + Endurecedor) - Apresenta ligeiros
riscos de migração de álcool benzílico ou aldeído benzóico ( gosto a amendoa
amarga) - boa solução em termos higiénicos
FIBRA DE VIDRO Peso reduzido Preço acessível Aconselhável para produtos de teor alcoólico relativamente baixo
FIBRA DE VIDRO
Peso reduzido
Preço acessível
Aconselhável para produtos de teor alcoólico relativamente
baixo e temperaturas não muito elevadas
Podem migrar para o vinho moléculas de estireno não ligadas
– detetedas pelo olfacto e pelo gosto em teores de 0,1 a
0,2mg/L – migração aumenta com o teor alcoolico e
temperatura – em França – limite 9 a 13% TAVA e
temperaturas ≤ 30ºC
Utilização para fermentação – apenas com controlo de
temperatura

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INOX   INOX (AISI 304 + AISI 316) – carbono, crómio e níquel   AISI

INOX

 

INOX (AISI 304 + AISI 316) – carbono, crómio e níquel

 

AISI 316 – mais resistente que o AISI 304 devido à presença também de molibdénio e titânio

O material mais durável

O material mais durável

Baixa reatividade química

O material mais facilmente higienizável – superfícies lisas

BORRACHA

 

Tubagens e juntas Sensível ao calor Absorve materias corante e sujidade Especial cuidado na lavagem e desinfeção

Tubagens e juntas Sensível ao calor Absorve materias corante e sujidade Especial cuidado na lavagem e

Polissacarídeos Proteínas Matéria Corante Sais Tartáricos Sais de Ferro Sais de Cobre Leveduras Bactérias

Polissacarídeos Proteínas Matéria Corante Sais Tartáricos Sais de Ferro Sais de Cobre Leveduras Bactérias

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Polissacarídeos Proteínas Matéria Corante Sais Tartáricos Sais de Ferro Sais de Cobre Leveduras Bactérias

Polissacarídeos

Proteínas

Matéria Corante

Sais Tartáricos

Sais de Ferro

Sais de Cobre

Leveduras

Bactérias

 
 

Operação de remoção de sujidade de uma superfície – aplicação de um detergente

Os detergentes possuem, por norma, um agente tensioativo – tem 2 polos:

 

Hidrofílico – dirigido para o líquido polar - água

Hidrofóbico

Permite o envolvimento da sujidade - desintegração em micelas (partículas pequenas) – facilitado pela agitação do líquido – evacuado com enxaguamento

 

Importante – enxaguamento intenso para evitar resíduo do detergente

do líquido – evacuado com enxaguamento   Importante – enxaguamento intenso para evitar resíduo do detergente
do líquido – evacuado com enxaguamento   Importante – enxaguamento intenso para evitar resíduo do detergente
Detergente – qualquer substância ou preparação que contenha sabão ou outro tensioativo e se destine

Detergente – qualquer substância ou preparação que contenha sabão ou outro tensioativo e se destine a processos de lavagem ou de dispersão com água ou outros líquidos

Alcalinos mais utilizados – mais adaptados à natureza da sujidade a eliminar – compatíveis com a maior parte dos tensioativos

NaOH (Hidróxido de Sódio) – Solução 1% - pH =13 – poder hidrolisante, saponificante, precipita sais de cálcio e magnésio, favorece a formação de espuma

Na 2 CO 3 (Carbonato de Sódio)- Solução 1% .-pH =11,4 – solução muito estável – facilmente arrastada por enxaguamento

Silicatos de sódio – ação detergente

Fosfatos – soluções a 1% com pH que varia entre 8,8 e 12 conforme a substância usada

ácidos - pouco utilizados devido à má detergência e dificuldades de manipulação - usados essencialmente para sujidade de origem mineral

HCL (Ácido Clorídrico) – mau detergente – causa corrosão do inox – usado apenas a frio

HNO3 (ÁcidoNítrico) – reconstitui passivamente a camada que confere carater inoxidável – não compatível com tensioativos

H 2 SO 4 (Ácido Sulfúrico) – Mau detergente mas não liberta vapores

H3PO4 (Ácido Fosfórico) – melhor detergente ácido – compatível com grande número de tensiotivos – usa-se para eliminar resíduos de calcário do inox e na lavagem de pavimentos com resíduos de cimento

do inox e na lavagem de pavimentos com resíduos de cimento Agentes tensioativos – em pequenas

Agentes tensioativos – em pequenas concentrações baixam a tensão superficial das soluções de detergente e melhoram a sua “molhabilidade”, provocando mais fácil emulsão da sujidade

Aniónicos – precipitam Ca 2+ e Mg 2+ e formam espuma abundante – não podem ser usados em águas muito duras, excepto se se usarem conjuntamente com sequestrantes

Não iónicos – não precipitam Ca 2+ e Mg 2+ - podem ser usados em águas duras – produzem pouca espuma – a sua solubilidade diminui à medida que a temperatura sobe

Agentes sequestrantes – combinam-se com sais de cálcio, magnésio e ferro e impedem a formação de incrustações nas superfícies – evitam a redeposição da sujidade – os mais usados são compostos orgânicos como:

EDTA – tem poder sequestrante máximo a pH entre 10 e 13 – é estável em meio alcalino e a quente

Gluconato de Sódio – não é tão eficaz como EDTA – a eficácia aumenta com o pH – usada em banhos fortemente alcalinos

21-01-2014

21-01-2014

Formulação de detergentes Os detergentes disponibilizados pela indústria são quase sempre associações de vários

Formulação de detergentes

Os detergentes disponibilizados pela indústria são quase sempre associações de vários produtos pois nenhum isolado reúne as condições ideias A Soda cáustica – é bom detergente mas:

Tem má molhabilidade

 

Precipita os sais de Ca 2+ e Mg 2+ nas águas duras

Forma espuma

 

Poder-se-iam evitar estes inconvenientes adicionando:

 

Um tensioativo não ionico – agente não iónico

Um sequestrante - EDTA

Um agente anti-espuma – agente não iónico

Um tampão – Fosfato

Um anti-corrosão – silicato

 

Ex. de Formulação:

 

Soda cáustica + agente não iónico + EDTA + Fosfato + Silicato

cáustica + agente não iónico + EDTA + Fosfato + Silicato Desinfeção – operação que visa

Desinfeção operação que visa a redução drástica mas momentânea dos microorganismos presentes no material, vasilhame ou equipamento Sempre apenas após uma lavagem Imediatamente antes da utilização do material Curva de crescimento de microorganismos

do material Curva de crescimento de microorganismos
do material Curva de crescimento de microorganismos

http://www.bibliotecauniversitaria.gov.cv/index.php?option=com_rea&id_disciplina=3&id_materia=7&id_capitulo=30&Itemid=106

Fase de lactência (LAG)– adaptação dos microorganismos ao meio

Fase Exponencial (EXP) – rapida multiplicação – crescimento máximo

Fase estacionária – nº de células que nasce igual às que morrem

Fase de Declínio (morte) – as células vão morrendo e não há multiplicação vegetativa

Interessa evitar o crescimento dos microorganismos – lavar e desinfetar na fase de latência

21-01-2014

Agentes físicos – destroem os microorganismos pela sua ação térmica Vapor de água – muito

Agentes físicos destroem os microorganismos pela sua ação térmica Vapor de água – muito usado em linhas de enchimento e pipas Água quente - muito usado em pipas

Agentes químicos – são compostos ou associações de compostos que atuam da seguinte forma:

 

Fixação do desinfetante químico na parede celular do microorganismo

Actuação ao nível da membrana citoplasmática bloqueando as enzimas da cadeia respiratória ou provocando alterações da membrana

Atuação a nível dos constituintes intracelulares – proteínas enzimáticas, acidos nucleicos, etc

Produtos à base de Cloro – largo espectro bactericida, baixa toxicidade e baixo custo – usar a pH > 8 para evitar corrosão do inox

Produtos à base de Iodo – não são muito usados apesar da eficácia comprovada – ação semelhante aos clorados – pode usar-se iodo + ácido fosfórico e iodo + cloro (mais estável e menos corrosivo)

Ácido Peracetico – forte agente oxidante – mais potente que o cloro – muito eficaz contra os principais microorganismos mesmo a frio

Quaternários de amónio – formam espuma e são sensíveis à dureza da água

Ozono – o mais potente oxidante de todos os produtos – corrosivo e tóxico para o aplicador acima de 125 ppb

Produtos clorados O cloro, embora bom desinfectante, está na base da formação dos cloro- anisóis

Produtos clorados

O cloro, embora bom desinfectante, está na base da formação dos cloro- anisóis (TCA, TeCA, PCA) - estes compostos, como o PBA são os responsáveis pelo aroma abolorado “a rolha” – se se usarem produtos clorados, deve garantir-se um enxaguamento perfeito, para não subsistirem nos equipamentos vestígios daquele composto

Espumas

As espumas são uma solução recente que tem como principais vantagens:

Visualização das zonas tratadas Facilidade de aplicação Rapidez de aplicação Consumo controlado Se bem formuladas, possui boa eficácia detergente e desinfetante

Desvantagem:

Ação mecânica fraca com pressão baixa ou média – dependendo da qualidade da espuma

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Detergentes

Detergentes
Detergentes

Utilizam-se geralmente dissolvidos ou diluídos em água em concentrações de 0,5 a 5 % (5 - 50 ml/L)

Desinfetantes

Utilizam-se geralmente dissolvidos ou diluídos em água em concentrações de 0,05 a 0,5 % ( 0,5 a 5 ml/L)

Etapas de higienização Pré-enxaguamento Detergência Enxaguamento Desinfeção Enxaguamento Factores que condicionam a

Etapas de higienização

Pré-enxaguamento

Detergência

Enxaguamento

Desinfeção

Enxaguamento

Factores que condicionam a higienização

Temperatura – o aumento da temperatura melhora a limpeza – respeitar os limites dos produtos e equipamentos Tempo – aumento do tempo de contacto – aumento da quantidade de sujidade removida Concentração – aumento da concentração – aumenta eficácia da limpeza – respeitar as concentrações máximas indicadas pelos fabricantes – risco de vestigios dos produtos de lavagem e desinfeção nas superfícies após enxaguamento final Ação mecânica – maior ação mecânica – maior efeito de limpeza – recomendadas muitas vezes lavagens sob pressão

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Cubas Máquinas de pressão Pinhas e torniquetes de lavagem Espumas Equipamentos/utensílios Máquinas de
Cubas
Máquinas de pressão
Pinhas e torniquetes de lavagem
Espumas
Equipamentos/utensílios
Máquinas de pressão
Espumas
Submersão
Pavimentos/paredes
Máquinas de pressão
Aspiradores de pó e líquido
Lavadoras de pavimento
Controlo por bioluminescencia Deteção da presença de ATP – resíduos de matéria orgânica ou microorganismos
Controlo por bioluminescencia

Controlo por bioluminescencia

Deteção da presença de ATP – resíduos de matéria orgânica ou microorganismos – bactérias e/ou fungos

Controlo Microbiológico

Controlo Microbiológico

contagem de microorganismos viáveis – bacterias e/ou fungos nas superfícies após a desinfeção

Controlo da água de enxaguamento

Controlo da água de enxaguamento

pH Resíduos de detergente Resíduos de desinfetantes

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MATERIAL PRODUTOS A USAR INOX Alcalinos Fortes Ácido Fosfórico e Nítrico Clorados em meio Básico

MATERIAL

PRODUTOS A USAR

INOX

Alcalinos Fortes Ácido Fosfórico e Nítrico Clorados em meio Básico ou Ácidos Fracos

Aço ou cimento revestidos – EPOXI

Alcalinos e Alcalinos Fortes Alcalinos Clorados Ácidos

Cimento não revestido

Alcalinos e Alcalinos Fortes Alcalinos Clorados

Madeira

Alcalinos Dióxido de Enxofre

Cobre, Latão e Bronze

Alcalinos

 

Ácidos

Plásticos

Alcalinos

Alcalinos fortes

 

Alcalinos Clorados

Borracha

Alcalinos a baixa temperatura Clorados Ácidos fracos

A higiene deve ser preventiva em detrimento de uma abordagem correctiva - consegue-se controlar o
A higiene deve ser preventiva em detrimento de uma abordagem correctiva - consegue-se controlar o

A higiene deve ser preventiva em detrimento de uma abordagem correctiva - consegue-se controlar o processo sem sobressaltos, que exijam procedimentos agressivos para os materiais e com custos económicos elevados. - a higiene, como tudo, deverá ser racionalizada para que não se torne inútil!

As instalações da adega e os equipamentos devem ser limpos regularmente de acordo com os procedimentos estabelecidos nos planos de higiene - definem os procedimentos a executar, a sua periodicidade, os produtos e os respectivos parâmetros de utilização - inserem-se no sistema de autocontrolo e responsabilizam os responsáveis pelas tarefas de higiene na adega

Concluído o procedimento estabelecido no plano de higiene, importa proceder ao seu controlo e validação final - Importa garantir a inexistência de resíduos de produtos químicos, utilizados para a higienização, assim como comprovar que a mesma foi efectiva - cada vez mais utilizados sistemas de controlo por bioluminescência, microbiológico e de água de enxaguamento

21-01-2014

henrique.lopes@drapc.mamaot.pt
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