Você está na página 1de 2

UFMA – Universidade Federal do Maranhao

CCH – Centro de ciências Humanas

Disciplina: Filosofia Contemporanea

Professor: Marcelo

Aluno: Janilson Carvalho Silva

HEIDEGGER, Martin. O fim da filosofia e a tarefa do pensamento. Coleção Os


Pensadores. 4ª Ed. São Paulo: Nova Cultural, 1999.

O fim da filosofia e a tarefa do pensamento

No texto o fim da filosofia e a tarefa do pensamento Heidegger levanta duas


questões
1- Em que medida entrou a filosofia, na época atual, em seu estágio final?
2- Que tarefa ainda permanece reservada para o pensamento no fim da filosofia?

Sobre a primeira questão Heidegger aponta que a Filosofia pensa o ente como se
fosse o ser. A metafísica pensa o ente como se fosse a representação fundadora. No
entanto, é o ser como fundamento que leva o ente ao seu presentar-se adequado.
O desenvolvimento das ciências é, ao mesmo tempo sua independência da
filosofia e a inauguração de sua autonomia. Exemplo disso é a autonomia da psicologia,
da sociologia etc. A filosofia se transforma em técnica. Futuramente as novas ciências
serão dirigidas pela cibernética, o problema é que esta transforma a linguagem num
meio de troca de mensagens. A filosofia encontrou seu lugar no caráter científico com
que a humanidade se realiza na práxis social.
A técnica moderna é quase inquestionável, isto porque ela orienta todas as
manifestações no planeta e o posto que o homem nele ocupa.
O fim da filosofia é o triunfo da técnica. Em suma, fim da filosofia quer dizer:
começo da civilização mundial fundada no pensamento Ocidental-europeu.

Que tarefa está ainda reservada para o pensamento no fim da Filosofia?


Trata-se de uma tarefa do pensamento que implica na afirmação de que a Filosofia não
está à altura da questão do pensamento. Heidegger diz que a história da Filosofia é a
história da decadência.
A tarefa do pensamento significa determinar aquilo que interessa ao pensamento,
aquilo que para o pensamento ainda é controverso.
Ele faz uma crítica comum a Hegel e Husserl, mas que foi algo que começou com
Descartes. Trata-se da ideia de que "O princípio de todos os princípios contêm a tese do
primado do metodo. Isso exige como questão da filosofia a subjetividade absoluta. O
problema é que a redução transcendental a esta subjetividade dá e garante a
possibilidade de fundar na subjetividade e através dela a objetividade de todos os
objetos em sua constituição. A subjetividade se mostra como o único ente absoluto.
Então essa questão ja é recebida da subjetividade como se fosse a questão da filosofia.
A tarefa do pensamento será, conforme Heidegger, pensar uma abertura porque
"a claridade acontece no aberto". Ele usa esse exemplo para mostrar que na verdade
para mostrar que clarear algo é tornar algo livre e aberto. Nesse contexto Heidegger
introduz o conceito de Aletheia. A Aletheia, o desvelamento, devem ser pensados como
a clareira que assegura ser e pensar o seu presentar-se recíproco.
A tarefa do pensamento é se preocupar em determinar a questão do pensamento.