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UNIDADE CURRICULAR: História da Idade Moderna

CÓDIGO: 31041

DOCENTE: Profª Drª Maria AlexandraTrindade Gago da Câmara

A preencher pelo estudante

NOME: José Miguel Pires Silva

N.º DE ESTUDANTE: 1900985

CURSO: Estudos Europeus

DATA DE ENTREGA: 03 de dezembro de 2019, até às 23h55m

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TRABALHO :

O Período Renascentista, foi uma época de grandes transformações nas artes, na


filosofia e nas ciências, em oposição à escuridão cultural e intelectual que se fazia sentir
na Idade Média.

Nos séculos XIV ao XVI, surgiu em Itália um movimento inspirado na


Antiguidade Clássica, chamado Humanismo, este, com um ponto de vista mais científico
e mais racional, afasta o dogmatismo religioso, assim como o misticismo sentido na época
anterior. O homem torna-se o centro do mundo, ao contrário da Idade Média que
contrariamente a figura de Deus seria o centro, esta mudança dogmática levou ao declínio
da igreja.

Com a queda do feudalismo e aparecimento do humanismo, foi possível através


do mecenato abrir a mente a outros pensamentos, e através de detalhes ricos e talentosos
das obras de arte, ressurgem traços da cultura greco-romana no qual se apresenta apresso
pela figura do homem. Surgem também nomes bastante sonantes, alguns com implicações
ainda nos dias de hoje. Mikolaj Kopernik (Nicolau Copérnico), com a sua teoria
heliocêntrica dizia, “ O que eu digo agora pode parecer escuro, mas irá clarear um dia.”,
Leonardo da Vinci com os seus conhecimentos e estudos em anatomia e engenharia,
produziu vários planos para armamento, pontes e até mesmo de máquinas voadoras. “já
fiz planos de pontes muito leves ... Sou capaz de desviar a água dos fossos de um castelo cercado... Conheço
meios de destruir seja que castelo for... Sei construir bombardas fáceis de deslocar... galerias e passagens
sinuosas que se podem escavar sem ruido nenhum ... carros cobertos, inatacáveis e seguros, armadas com
canhões”1. Mas não só em engenharia e anatomia se especializou Leonardo da Vinci, este,
fora também um dos grandes pintores da época, tornando ainda hoje as suas obras de arte
como ícones.

Mas não só de aspetos positivos podemos caracterizar esta época. A expropriação


de terras por parte dos grandes proprietários de rebanhos2 levou a uma imigração dos
camponeses para as cidades. O desenvolvimento naval, do comércio caracterizou o
aparecimento de uma nova classe, a Burguesia, esta começou a ganhar o seu espaço
perante a Nobreza e o Clero, o que se traduziu em uma ascensão social, económica e
política. Assim, o fosso entre os ricos e povos foi mais notória devido à estagnação dos

1
Jean Delumeau, A Civilização do Renascimento, (Leonardo Da Vinci), pág. 154
2
Jean Delumeau, A Civilização do Renascimento, pág. 2

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salários e ao aumento do custo de vida, levando assim ao acréscimo da mendicidade e
criminalidade.

Portugal, também teve a sua importante influência no Renascimento. A visão da


exploração marítima levou Portugal a crescer. As conquistas e as explorações marítimas,
antes receosas devido às lendas e ao misticismo grego, formaram alternativas às rotas do
comércio. A corte, alta burguesia e alto clero beneficiaram bastante com estas explorações
de África, nomeadamente através de escravos, metais preciosos e matérias-primas, da
India, seda e especiarias, “Ora tais progressos deram-se na altura em que a Europa sofria de uma
crescente necessidade de ouro, prata, especiarias, perfumes e drogas. A guerra era cada vez mais
dispendiosa por causa dos mercenários e da artilharia”3, assim sendo a base económica tinha como

base a agricultura, extração de sal, pesca entre outros, aos quais se somaram as matérias-
primas do Brasil, Africa e India, sendo o Português uma língua de comércio. No ano de
1537 instala-se em definitivo em Coimbra a universidade, vinda de Lisboa sendo assim o
principal foco da educação e da linguística do humanismo Português4.

Para concluir o período do renascimento foi marcado por diversas alterações a


nível social, económico e cientifico, em que houve diversos avanços tecnológicos e
científicos, abrindo portas a outros pensamentos e ideias.

3
Jean Delumeau, A Civilização do Renascimento, pág. 54
4
Ivo Castro, Curso de História da Lingua Portuguesa, pág. 243

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Bibliografia

Leituras

Jean Delumeau, Acivilização do Renascimento

Ivo Castro, Curso de História da Lingua Portuguesa

Sítios da Internet

https://www.infopedia.pt/$portugal-renascentista

https://www.infoescola.com/historia

https://regalias.blogs.sapo.pt/portugal-foi-o-primeiro-estado-moderno-431330

http://www.historiadasartes.com/nomundo/arte-renascentista/renascimento/

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