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Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas - CIESA

Disciplina: Projeto Integrador Multidisciplinar

Professor: Cidarta Gautama de Souza Melo

Discente: Angélica Maria C.E.S.P. Aguiar

Manaus – AM, 11 de Fevereiro de 2020


Sumário
1. Introdução ............................................................... 3
2. Romantismo: período histórico e contexto geral..... 4
3. A instituição do casamento: uma breve revisão ...... 5
4. O casamento e seus símbolos no período do
romantismo e dias atuais ............................................. 6
5. Considerações finais ............................................... 7
6. Referências.............................................................. 8
1. Introdução
No final do século XVIII (anos 1700) e durante a primeira metade do século XIX
(anos 1800), o mundo, mais precisamente o mundo europeu, passava por diversas
transformações importantes. Essas transformações ocorreram nos domínios da economia, das
ciências sociais e naturais, da educação, e da moda.

No campo da economia e da indústria, predominava ainda os reflexos da Revolução


Industrial, que foi a transição para novos processos de fabricação na Europa e nos Estados
Unidos, no período de 1760 a algum momento entre 1820 e 1840. Essa transição incluiu a
mudança de métodos manuais de produção para o uso de máquinas, de novos processos de
fabricação química e da produção de ferro, o crescente uso da energia a vapor e da água, o
desenvolvimento de máquinas e ferramentas, e a ascensão do sistema de fábrica mecanizada.

No campo das ciências sociais, o mundo ainda sentia o reflexo da Revolução Francesa
(1789-1799), que foi um período de intensa agitação política e social na França, que teve um
impacto duradouro na história do país e, mais amplamente, em todo o continente europeu.
Esse fato histórico marcou o fim do absolutismo da monarquia francesa que tinha governado
o país durante séculos, mas entrou em colapso em apenas três anos.

No campo das ciências naturais e da educação, a era do Iluminismo (também


conhecida como a era da Razão ou simplesmente o Iluminismo) foi um movimento
intelectual e filosófico que dominou o mundo das idéias na Europa entre os séculos XVII e
XIX. O Iluminismo surgiu de um movimento intelectual e acadêmico europeu conhecido
como humanismo renascentista. Alguns consideram a publicação de Principia Mathematica
(1687), de Isaac Newton, como o primeiro grande trabalho de iluminismo.

Também durante esse período surgia na Europa o romantismo. Também conhecido


como era romântica, o romantismo foi um movimento artístico, literário, musical e intelectual
que se originou na Europa no final do século XVIII, e no período aproximado de 1800 a
1850. O romantismo era caracterizado por sua ênfase na emoção e no individualismo, bem
como na glorificação de todo o passado e natureza, preferindo o medieval ao invés do
clássico. Esse período também teve grande influência na moda, mais especificamente na
mudança de paradigmas nos modelos das roupas, na estética visual e nos padrões de
vestimenta.
2. Romantismo: período histórico e contexto geral
De acordo com a Enciclopédia britânica, o Romantismo, foi uma atitude ou orientação
intelectual que caracterizou muitas obras de literatura, pintura, música, arquitetura, crítica e
historiografia na civilização ocidental durante um período entre o final do século XVIII e até
metade do século XIX. O romantismo pode ser visto como uma rejeição dos preceitos de
ordem, calma, harmonia, equilíbrio, idealização e racionalidade que caracterizavam o
classicismo em geral e, no final do século XVIII, o neoclassicismo em particular. Foi
também, em certa medida, uma reação contra o iluminismo e contra o racionalismo do século
XVIII e o materialismo físico em geral. O romantismo enfatizava o indivíduo, o subjetivo, o
irracional, o imaginativo, o pessoal, o espontâneo, o emocional, o visionário e o
transcendental.

A caracterização mais precisa e a definição específica do romantismo têm sido objeto


de debate nos campos da história intelectual e da história literária ao longo do século XX,
sem surgir grande consenso. Sua relação com a Revolução Francesa, que começou em 1789
nos estágios iniciais do período, é claramente importante, mas altamente variável,
dependendo da geografia e das reações individuais. Pode-se dizer que a maioria dos
românticos é amplamente progressista em suas visões, mas um número considerável sempre
teve, ou desenvolveu, uma ampla gama de visões conservadoras e o nacionalismo estava, em
muitos países, fortemente associado ao romantismo.

Entre as atitudes características do romantismo estavam: uma apreciação aprofundada


das belezas da natureza; uma exaltação geral da emoção sobre a razão e dos sentidos sobre o
intelecto; uma volta ao eu e um exame intensificado da personalidade humana e de seus
humores e potencialidades mentais; uma preocupação com o gênio, o herói e a figura
excepcional em geral, e um foco em suas paixões e lutas internas; uma nova visão do artista
como criador supremamente individual, cujo espírito criativo é mais importante do que a
estrita adesão a regras formais e procedimentos tradicionais; ênfase na imaginação como
porta de entrada para experiências transcendentes e verdade espiritual; um interesse
obsessivo pela cultura popular as origens culturais nacionais e étnicas e a era medieval; e
uma predileção para o exótico, o remoto, o misterioso, o estranho, o oculto, o monstruoso, o
doente e até o satânico.
3. A instituição do casamento: uma breve revisão
A maioria das sociedades antigas precisava de um ambiente seguro para a perpetuação
da espécie, um sistema de regras para lidar com a concessão de direitos de propriedade, bem
como a proteção de linhas de sangue. A instituição do casamento tratava dessas necessidades.
A palavra casamento pode ser tomado para designar a ação, contrato, formalidade ou
cerimônia pela qual a união conjugal é formada. É geralmente definido como a união legítima
entre marido e mulher.

O casamento é uma das tradições humanas mais antigas e disseminadas pelo mundo,
mas é comumente associado à imagem do cristianismo e, mais especificamente, à Igreja
Católica. Atualmente, ele é visto como uma ação, contrato, formalidade ou cerimônia que
deve ser realizado para estabelecer uma união conjugal, em que os envolvidos têm como
propósito a vida em conjunto. Essa vida comum envolve o compartilhamento de interesses,
atividades e responsabilidades entre as partes envolvidas.

Porém, as primeiras formas de casamento eram vistas como ferramentas de


manutenção de relacionamentos entre grupos sociais. As sociedades tribais anglo-saxãs, por
exemplo, viam no casamento uma forma de estabelecer alianças e conquistar aliados,
constituindo relações diplomáticas e laços econômicos. Até o século XI, os casamentos eram
arranjados pelas famílias dos noivos, que buscavam conseguir perpetuar alianças ou a
manutenção do poder econômico familiar ao promoverem casamentos entre famílias com
posses maiores ou de tamanho similar.

O primeiro vestido branco foi adoptado na Inglaterra pela Rainha Vitória, no século
XIX, quando se casou com o seu primo, o príncipe Albert. Uma vez que naquela época era
impensável um homem pedir uma rainha em casamento, o pedido foi feito pela noiva. E esta
moda da cor branca no vestido de noiva lançada por ela permanece até os dias atuais. Antes
disso, especialmente na Idade Média, não havia cor específica para a cerimônia; a cor mais
usada era o vermelho. O vestido branco acabou sendo o preferido, por simbolizar a castidade
e a pureza. Na Grécia e em Roma, existem relatos de que as pessoas usavam roupas brancas
em celebrações importantes, como o nascimento e o casamento.
4. O casamento e seus símbolos no período do romantismo e dias atuais
Na era romântica, a beleza e as boas maneiras eram os principais meios para atrair
um marido. Raramente incentivadas a dedicar algum tempo à construção de personagens
fortes, as mulheres investiam a maior parte do tempo aperfeiçoando sua aparência física. Os
manuais de conduta e as colunas de aconselhamento instruíram as mulheres a usar esses
encantos femininos para levar os homens ao casamento. No entanto, essas estratégias
superficiais não prendiam a atenção de seus maridos permanentemente. Assim, os maridos
tendiam a procurar em outros lugares novos encantos, e as esposas praticavam a arte do
coquetel para continuar chamando a atenção de outros homens.

Para o Romantismo, o casamento racional não era nada razoável; por isso, o que o
substituiu – o casamento de sentimentos – basicamente nunca precisou responder por si
mesmo. O que importa é que duas pessoas desejam desesperadamente que ele aconteça, são
atraídas uma à outra por um instinto avassalador e sabem, do fundo do coração, que aquilo é
certo. A era moderna já se cansou de “razões”, esses catalisadores do sofrimento, essas
demandas de contadores. Na verdade, quanto mais imprudente parece ser um casamento
(talvez eles se conheçam há apenas seis semanas; um deles não tem emprego ou ambos mal
saíram da adolescência), mais seguro, na verdade, ele pode ser considerado, porque a
aparente ‘imprudência’ é tomada como um contrapeso para todos os erros e tragédias
permitidos pelas chamadas uniões sensatas de antigamente. O prestígio do instinto é o legado
de uma reação coletiva traumatizada contra séculos demais de ‘razão’ nada racional.

As fases que precedem, que ocorrem durante a cerimônia e que sucedem ao


casamento acumulam, atualmente, uma infinidade de ritos, procedimentos e tradições que
não são muitas vezes compreendidas quanto a sua origem. Talvez uma das tradições mais
importantes diz respeito a escolha do vestido de casamento por parte da noiva. Essa escolha
é importante o destaque tanto para o formato quanto para a cor do vestido. O primeiro vestido
branco foi adoptado em Inglaterra pela Rainha Vitória, no século XIX, quando se casou com
o seu primo, o príncipe Albert. E esta moda da cor branca no vestido de noiva lançada por
ela permanece até os dias atuais. Antes disso, especialmente na Idade Média, não havia cor
específica para a cerimônia; a cor mais usada era o vermelho. O vestido branco acabou sendo
o preferido, por simbolizar a castidade e a pureza.
5. Considerações finais
O período histórico e as influências imprimidas pelo romantismo foram mais fortes
nas áreas das artes, da literatura, das ciências e da educação. A influencia do romantismo
sobre a moda é ainda um tema em discussão nos campos científicos e históricos, não sendo
ainda uma temática bem estabelecida através da produção de trabalhos de pesquisa em
estágios avançados. A literatura que funde as temáticas Período Romântico e Casamento
ainda é bastante genética e carece de trabalhos com enfoques mais técnicos, principalmente
nos estudos de História da Arte e da Moda. Este trabalho é uma revisão básica abordando os
temas supracitados e não pretende esgotar os assuntos abordados, sendo que os pontos aqui
tratados podem ainda ser expandidos e revisados.
6. Referências
Sites:
https://www.britannica.com/art/Romanticism Acesso em: 08 de fevereiro de 2020.
https://www.portalsaofrancisco.com.br/historia-geral/historia-do-casamento Acesso em: 08
de fevereiro de 2020.
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/sociologia/historia-casamento.htm Acesso em: 08 de
fevereiro de 2020.
http://web.utk.edu/~gerard/romanticpolitics/marriage.html Acesso em: 09 de fevereiro de
2020.
https://en.wikipedia.org/wiki/Romanticism#Context_and_place_in_history Acesso em: 09
de fevereiro de 2020.
https://www.theschooloflife.com/saopaulo/blog/como-o-romantismo-arruinou-o-amor/
Acesso em: 09 de fevereiro de 2020.