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TEORIAS DA CULPABILIDADE

1) Teoria psicológica: a culpabilidade é puramente psicológica. A culpabilidade é


um mero vínculo psicológico. Para a teoria psicológica, o dolo e a culpa eram
espécies de culpabilidade (culpabilidade dolo e culpabilidade culpa).

2) Teoria psicológico-normativa: introduziu a tese de que a culpabilidade é


sinônimo de reprovabilidade. Para a teoria psicológico-normativa, a culpabilidade
possuía três elementos: dolo ou culpa (elemento psicológico) + imputabilidade +
exigibilidade de conduta diversa (elemento normativo). Dolo e culpa, deixam de ser
espécies da culpabilidade e passam a ser elementos da culpabilidade (elemento
psicológico). A teoria psicológico-normativa está ligada à teoria neoclássica ou
neokantista.

3) Teoria normativa pura ou extremada: a teoria normativa pura afirma possuir a


culpabilidade três elementos: imputabilidade + potencial consciência da ilicitude +
inexigibilidade de conduta diversa. Para a teoria normativa extremada, o artigo 20,
§ 1º do CP é um ERRO DE PROIBIÇÃO, pois, se o erro é escusável, isenta de pena.

4) Teoria normativa limitada: a teoria normativa limitada também afirma possuir a


culpabilidade três elementos: imputabilidade + potencial consciência da ilicitude +
exigibilidade de conduta diversa. No entanto, para a teoria normativa limitada, o
artigo 20, § 1º do CP é um ERRO DE TIPO PERMISSIVO, pois, se o erro é escusável,
isenta de pena e, se inescusável, admite a punição por culpa se houver previsão
legal. Justificativas: 1) posição topográfica: o § 1º está inserido no artigo 20
que trata do erro de tipo; e 2) Exposição de Motivos da Parte Geral do Código Penal
adota a teoria normativa limitada. A teoria normativa limitada é a teoria adotada
pelo Código Penal (Item 17 da Exposição de Motivos da Parte Geral do Código Penal).

5) Teoria complexa: pela teoria complexa da culpabilidade, há uma dupla valoração


do dolo dentro da tipicidade como desvalor da conduta, e dentro da culpabilidade
como desvalor do ânimo do agente.

6) Teoria funcionalista: é aquela que expande/alarga a noção de culpabilidade para


uma ideia de responsabilidade. Para a teoria funcionalista, o juiz deve verificar a
responsabilidade do agente para decidir se impõe ou não a pena. Para a teoria
funcionalista só há falar em responsabilidade se houver culpabilidade e a
satisfação de necessidades preventivas. Crítica: cabe ao legislador (e não ao
juiz), avaliar quando a pena se torna desnecessária, e o faz através da criação do
perdão judicial, que só pode ser aplicado pelo juiz quando houver expressa
autorização legal. Responsabilidade = culpabilidade + satisfação de necessidades
preventivas.

Fonte: Direito Penal Esquematizado Ed. VadeMecaria

QUESTÃO
Assinale a alternativa incorreta:
A) Para a Teoria limitada do dolo, o erro quanto à proibição, se evitável, exclui o
dolo, remanescendo apenas a responsabilidade culposa se cabível.
B) Para a Teoria dos elementos negativos do tipo, os erros incidentes sobre causas
de justificação são considerados erros de tipo.
C) Para a Teoria estrita da culpabilidade a descriminante putativa é considerada
erro de proibição e exclui a culpabilidade se o erro for inexcusável.
D) Para a Teoria limitada da culpabilidade o erro que recai sobre os pressupostos
fáticos de uma causa de justificação exclui o dolo.
E) Para a Teoria limitada da culpabilidade o erro que recai sobre a existência ou
os limites legais de uma causa de justificação exclui a culpabilidade se
inevitável.