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01/04/2020

ESTRUTURA BACTERIANA

 Cápsula (Glicocálix)
TA918 - MICROBIOLOGIA E  Parede celular
FERMENTAÇÕES  Membrana plasmática
 Citoplasma (nucleoide/
cromossomo, plasmídeos,
ribossomos, inclusões)
 Flagelo
Célula procariótica e célula  Fimbrias e pili
eucariótica; Microscopia

➢ Esporos

PROFA. DIRCE Y. KABUKI célula procariótica

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ESTRUTURAS BACTERIANAS PAREDE CELULAR


 Cápsula bacteriana: protege a célula.  Estrutura que dá rigidez e forma a célula
 Parede celular: estrutura rígida que dá forma à célula. Alta concentração de solutos pressão interna de 15-20 atm
 Membrana celular: camada bimolecular que delimita a célula.
 Divididas em 2 grupos:
 Pili ou fímbrias: responsável pela fixação da célula.
 Gram positivas: mais espessa formada por
 Flagelo: movimento peptideoglicano (90%) + ácidos teicóico e lipoteicóico +
proteínas
GLICOCÁLIX
o Revestimento viscoso gelatinoso externo (polissacarídeo, polipeptídeo  Gram negativas: estrutura complexa formada por:
ou ambos)
 membrana externa (lipopolissacarídeo = camada
o Função: proporciona resistência; proteção contra agressões físicas lipopolissacarídica = LPS)
(choques mecânicos) e químicas do meio externo.
 Periplasma (camada fina de peptideoglicano (10%) +
o Cápsula = glicocálix organizado e firmemente aderida. lipoproteína)
o Camada viscosa = glicocálix não organizado e fracamente aderida à
parede celular.

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PAREDE CELULAR PAREDE CELULAR

Bactérias Gram positivas

Peptideoglicano é formado por Ácido N-


Acetil murâmico ligado com N-Acetil Bactérias Gram negativas
D-Glicosamina através de ligações
glicosídicas.

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MEMBRANA CITOPLASMÁTICA CITOPLASMA

 Citoplasma: líquido de consistência gelatinosa,


constituído por água, açúcares, proteínas, aminoácidos,
sais minerais, RNA e lipídios.

 Nucleoide
 Plasmídeos
 Estrutura delgada que atua como barreira que separa o
interior da célula com o ambiente;  Inclusões (Grânulos)
 Bicamada fosfolipídica (ácidos graxos + glicerol + fosfato) +  Ribossomos
proteínas (algumas enzimas);
 Barreira de permeabilidade altamente seletiva (responsável
pelo transporte de substâncias).

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DNA
NUCLEOIDE
 Área nuclear que contém uma única molécula longa de arranjo
circular de DNA de fita dupla, denominada de cromossomo
bacteriano.

 Informação genética – carrega dados para estrutura e funções


celulares. Bases púricas: Adenina e Guanina
Bases pirimídicas: Timina e Citosina

Watson e Crick, 1953


➢DNA - hélice dupla (2 cadeias de
polinucleotídeos)

DNA da Escherichia coli: 4.639 kb;


4.288 genes

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Plasmídeos Flagelo
Pequenas moléculas de DNA de dupla fita, circulares  Estrutura fina reta ou ondulada composta pela proteína flagelina,
Moléculas extracromossônica ligada ao membrana e parede celular por um gancho
Replicam independente do DNA cromossômico  Função: movimento
Contém geralmente de 5 a 100 genes não cruciais para sobrevivência  Arranjos:
 A) Polar
Ribossomos  B) lofotríquio
 Organela composta por RNA (60%) e proteínas (40%)
 C) anfitriquio
 Composta por 2 subunidades; 50S e 30S
 Função: responsável pela síntese das proteínas  D) peritríquio

Fimbrias – similares ao flagelo, mais curtas e mais numerosas


Inclusões
 Função: adesão a superfícies (biofilmes)
 Grânulos metacromáticos (fosfato inorgânico)
 Grânulos de polissacarídeos Pili- semelhante às fimbrias, mais longos, poucos números
 Inclusões lipídicas  Função: processo de conjugação; adesão aos tecidos (bact.
 Grânulos de enxofre
patogênicas)

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ESPORO BACTERIANO ESPORO BACTERIANO


➢ Esporos são formas inativas (não estão em crescimento), que  Constituição:
podem viver em condições desfavoráveis, como dessecamento e
calor.  Exospório (camada mais externa) -
proteína
➢ Estrutura resistente a ácidos, desinfetantes, calor,
dessecamento, radiação.  Capa do esporo- proteína (resistência)

 Córtex – peptideoglicano
➢ Os esporos que se formam, quando dentro das células, são
chamados de endósporos.  Parede celular

 Membrana interna - lipídica


✓ Esporo contém o ácido dipicolínico (DPA) não
 Core protoplasmático (DNA, enzimas,
encontrados em células vegetativas, 5 a 10% do
peso seco do endósporo, pequenas proteínas ácido dipicolínico, SASP, Ca, pouca
solúveis em ácido (SASP); combinado com grande água)
quantidade de cálcio e pouca água promovem a
resistência.

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CICLO DE BACTÉRIAS CAPAZES DE FORMAR ESPOROS


ESPORO BACTERIANO

Redução nutrientes
Mudança pH
Mudança da T

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CÉLULA EUCARIÓTICA
BACTÉRIAS ESPORULADAS
 Bacillus:
➢ B. cereus, B. subtilis, B. macerans, B. acetoethylicus (produção  Núcleo: cromatina (DNA
acetona-etanol) B. sporothermodurans. cromossomal+histona);
memb. nuclear (lipídica)
 Geobacillus stearothermophilus (indicador de esterilização)  Retículo endoplasmático
 Ribossomos
 Clostridium:
➢ C. botulinum, C. perfringens, C. estertheticum, C. sporogenes, C. butyricum  Mitocôndrias
(produção de isopropanol), C. acetobutylicum, C. toanum (prod.
butanol, acetona)  Complexo de Golgi
 Lisossomo
➢ Alicyclobacillus acidoterrestris
 Membrana plasmática

➢ Desulfotomaculum nigrificans
Fungos: possuem parede celular rígida composta por celulose, glicanas,
mananas ou quitina e membrana celular com esteróis presentes.
Seu principal material de reserva é o glicogênio.

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Microscopia
CÉLULA EUCARIÓTICA
Primeiro pesquisador a registrar suas observações foi o holandês Antonie van
 Membrana plasmática: estrutura celular que delimita a célula; Leeuwenhoek (1632-1723). Usou microscópio dotado de lente única
responsável pela saída e entrada de sustâncias. Assim, ela tem a função de (microscópio simples).
proteger as estruturas celulares internas. Observou e relatou as formas e o comportamento dos micro-organismos.
 Citoplasma: região onde se encontram o núcleo e as organelas celulares.

 Ribossomos: compostas pela subunidades 60S e 40S; responsável pela


síntese de proteínas.

 Retículo endoplasmático (liso e rugoso): responsáveis pelo transporte


de proteínas e a síntese de moléculas orgânicas.

 Complexo de Golgi: armazena substancias que serão desprezadas,


modifica e libera substâncias. Origina os lisossomos.

 Mitocôndrias: responsável pela respiração celular (fosforilação oxidativa);


produção de energia (ATP).
Microscópio composto
utilizado por Hooke
 Vacúolos: responsáveis pelo armazenamento de substâncias. (1635-1703)

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Microscópios OS MICROSCÓPICOS SÃO CLASSIFICADOS DEPENDENDO DO


PRINCÍPIO NO QUAL A AMPLIAÇÃO É BASEADA:
O olho humano é incapaz de perceber um objeto com um diâmetro
menor que 0,1 mm, a uma distância de 25 cm.
Microscópio ópticos: empregam dois sistemas de lentes, oculares e
Micro-organismos tem dimensões de µm (1µm = 10-3mm) objetivas, através das quais a imagem ampliada é obtida.
- Microscópio de campo claro;
- Microscópio de fundo escuro;
- Microscópio de contraste de fase;
- Microscópio de fluorescência.

Microscópio eletrônicos: (empregam um feixe de elétrons para


produzir a imagem ampliada).
- Microscópio de transmissão;
- Microscópio de varredura.

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MICROSCOPIA ÓPTICA Partes do Microscópio


✓A microscopia óptica é a mais comumente utilizada no laboratório de
microbiologia. 1 = ocular
2 = objetivas e revólver
✓O microscópico óptico amplia o objeto até certo limite (1.000 a 2.000
3 = platina
vezes).
4 = charriot
✓Esta limitação é devida ao poder de resolução, 0,2 m. 5 = macrométrico
6 = micrométrico
7 = diafragma no condensador
8 = condensador
9 = botão do condensador
10 = dois parafusos centralizadores do
condensador
11 = fonte de luz
12 = controle de iluminação
13 = diafragma de campo (alavanca no lado
esquerdo do microscópio)
14 = dois parafusos de ajuste da lâmpada
(esquerdo e direito)
15 = focalizadora da lâmpada (alavanca no
lado direito do microscópio - não visível no
fotografia)

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•Objetiva: amplia imagem real do objeto, a qual é ainda


aumentada em escala muito maior pela ocular (10x), sendo a
mesma captada pelo olho humano.

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MICROSCÓPIA DE FUNDO ESCURO:


Meio (ex. óleo de cedro) com o mesmo índice de refração do vidro da
➢A amostra é fortemente iluminada por feixes
lâmina, para que os raios de luz deixem a lâmina sem refração,
seguindo uma direção reta para dentro da objetiva, aumentando de luz que penetram lateralmente. Assim, a
assim o poder de resolução . única luz que penetra na objetiva é a difratada
pelas partículas presentes na amostra, que
passam a ser visíveis em fundo escuro.
➢Uso de condensador de fundo escuro.

MICROSCÓPIA DE CONTRASTE DE FASE:


➢Baseado no princípio que a célula difere no
índice de refração.
➢Permite a observação de micro-organismos
vivos, sem coloração, através do contraste.
➢Uso de polarizador no condensador e um
prisma para gerar 2 feixes diferentes de luz.

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MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE
TRANSMISSÃO:
➢Feixe de elétrons atravessa uma amostra
muito fina (preparo da amostra);
➢Examinar estruturas celulares com alta
ampliação e resolução; 0,2 nm;
➢Ver estruturas a nível de moléculas
(proteínas, DNA)

MICROSCÓPIA ELETRONICA DE
VARREDURA:
➢ Feixe de elétrons varre a amostra
através de sequências de linhas. Assim,
os elétrons espalhados pela superfície
são captados por sensores e geram uma
imagem, em 3D.
➢ Utilizados para visualizar superfícies,
morfologias de células e materiais. Xylella fastidiosa

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Imagens comparativas
Método de coloração de Gram

Microscopia óptica, corada pelo


Técnica foi desenvolvida em 1884 pelo médico
método de Gram;
cocos em um arranjo de cacho de dinamarquês Hans Christian Joachim Gram (1853-
uva (Staphycoccus sp). 1938) e serve para a visualização e diferenciação de
bactérias.

Baseada na capacidade da parede celular das bactérias


Gram-positivas de reterem o corante violeta genciana (ou
cristal violeta), num tratamento com lugol (iodo).
Microscopia eletrônica de
varredura das células
Bactérias Gram-negativas não retêm o corante.
apresentadas acima.

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MORFOLOGIA BACTERIANA
Metodologia de coloração de esporos
Classificação morfológica de acordo com a forma da célula
•Coloque uma gota de água destilada sobre uma lâmina.
 Coco : esférica ou oval
•Flambe a alça e retire uma pequena porção de colônia do
 Bacilo : bastonete (gênero Bacillus)
micro-organismos e coloque na lâmina espalhando-a.
 Vibrião : forma de virgula ( gênero Vibrio)
•Passe cerca de 3-5 vezes na chama.
 Espirilo : de forma espiral/ondulada (Spirillum) •Coloque um pouca da solução de verde de malaquita e deixe
 Espiroqueta : Em forma acentuada de espiral. por 10 minutos.
•Lave com água e cubra com solução de safranina 20 seg.
Classificação morfológica de acordo com agregação •Lave com água e seque com lenço de papel. Observe ao
 Diplococo : forma esférica e agrupadas aos pares. microscópio.

 Estreptococos : Formam cadeia semelhante a um "colar". •Células vegetativas avermelhada e esporos verde .
 Estafilococos : Uma forma de agrupamento, formando cachos.

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BIBLIOGRAFIA

 Madigan, M.T.; Martinko, J.M.; Stahl, D.A.; Clark, D.P. Biology of


Microorganisms-Brock, 13th ed. 2012.

 Lima et al. Biotecnologia industrial, volume 2, Editora Edgar


Blucher Ltda, 2001.

 Bell et al. Food Microbiology and Laboratory Practice. Blackwell


Publishing, 2005.
 Benson: Microbiological Applications Lab. Manual, 8th ed. 2001.

 Silva et al. Manual de métodos de análise microbiológica de


alimentos e água. Varela, 4 ed, 2010.

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Aula prática
BICO DE BUNSEN

Área de trabalho : raio de 15cm

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TÉCNICAS MICROBIOLÓGICAS

Bico de
Bunsen

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COLORAÇÃO DE GRAM COLORAÇÃO DE GRAM

 Caracterização morfológica
das bactérias

Cocos Gram positivo Bastonetes Gram negativo

15-20 sec

Staphylococcus epidermidis G+
Bastonetes Gram positivo
Citrobacter diversus G-
esporulados

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