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Resolução da ficha proposta pelo professor António Paulo.

André Santos n.º3 11.º A

Grupo I

1. C)

2. B)

3. C)

4. C)

5. A)

6. D)

7. B)

8. C)

Grupo II

1.

P – Está calor.

Q – Chove.

R – A praia está cheia.


O argumento é inválido, pois existe pelo menos uma circunstância, (a 2.ª), em que as
premissas são todas verdadeiras e a conclusão é falsa.

2. Se se justifica vender a prata, então não está barata.

3. O argumento em causa é um argumento indutivo por generalização. O que caracteriza


uma generalização não é o facto de a premissa ser particular e a conclusão universal,
mas o facto da conclusão ser mais universal do que a premissa. Normalmente uma
generalização é apresentada da seguinte forma: “Alguns A são B. Logo, todos os A são
B”.

Para que um argumento indutivo por generalização seja considerado bom tem de
obedecer aos seguintes aspetos, o número de casos têm de ser relevante e não se deve
encontrar contra exemplos, depois de esforçadamente procurados. Os casos observados
têm de representar adequadamente o universo em causa. Não pode haver informação de
fundo que ponha em causa a validade do argumento.

Neste caso em específico podemos afirmar que é um mau argumento por generalização
já que o número de casos não é relevante para a situação, pois a empatia demonstrada
no número de espanhóis com que o orador contactou durante um fim de semana, não
pode servir para generalizar a empatia de todos os espanhóis.

4. A falácia em causa é a falácia da falsa autoridade. Para que um argumento de


autoridade seja considerado bom tem que obedecer a um conjunto de requisitos: deve-se
indicar o nome da autoridade e a fonte em que tal autoridade manifestou essa ideia; a
autoridade invocada tem de ser realmente uma autoridade na área; o que é afirmado
deve ser largamente consensual entre as autoridades da área; a autoridade invocada não
deve ter fortes interesses pessoais ou classe no assunto. Se estes critérios não forem
satisfeitos, incorremos na falácia da falsa autoridade. No exemplo em causa os nomes
dos cientistas que têm afirmado que Deus não existe não estão presentes, nem a fonte
em que tais autoridades manifestaram essa ideia. O que afirmam não é consensual entre
outras autoridades na área, nem todos os cientistas afirmam que Deus não existe.
Alguns defendem que Deus existe. E será que os cientistas são realmente autoridades na
área da teologia. Não me parece! Por isso a falácia presente é a falácia da falsa
autoridade.

Grupo III

1. Descartes ao prosseguir com a sua resposta fundacionalista também conhecida como


funcionalismo cartesiano deixou claro desde cedo, que procurava uma base sólida para
servir de fundamento para o conhecimento. Para tal, Descartes estava reduzido
meramente às verdades, ou seja, crenças básicas. Portanto, teria de encontrar algo que
fosse plenamente certo e indubitável e que fosse de tal modo auto evidente, claro e
distinto que nem a mais extrema das dúvidas a pudesse pôr em causa.

O objetivo de Descartes era estabelecer um conhecimento seguro e indubitável, ou seja,


encontrar pelo menos uma crença básica que pudesse servir de fundamento para o
conhecimento. O seu método era a dúvida, duvidar de tudo o que se possa imaginar e
averiguar o que resiste a esse processo. Este procedimento ficou então conhecido por,
dúvida metódica.

Convém ter em conta que Descartes não necessitava de “percorrê-las cada uma em
particular, trabalho que seria sem fim”, se decidir rejeitar todas as crenças minimamente
duvidosas, basta debruçar-se sobre as principais fontes das crenças. Se for detetado o
menor grau de dúvida numa dessas fontes, temos então uma justificação para rejeitar
todas as crenças que dela provenham.

A dúvida cartesiana não é um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida, para
além disso não se trata de uma suspensão permanente do juízo, mas sim de uma decisão
de considerar provisoriamente falso tudo o que seja minimamente duvidoso. Neste
sentido, ela é absolutamente universal, por princípio, pode aplicar-se a tudo, pelo menos
até que se encontre algo que seja absolutamente indubitável. A dúvida cartesiana
também pode ser referenciada de hiperbólica já que Descartes leva a sua dúvida ao
extremo, de tal modo que não se limita a suspender o juízo, mas rejeita como falso tudo
aquilo que seja meramente duvidoso. A utilidade da dúvida por parte de Descartes é
justificável já que esta permite a descoberta duma verdade indubitável, modelo e critério
de verdade – o cogito. Também permite desta forma libertar a razão da dependência em
relação a autoridades externas e em relação aos sentidos.
2. O problema filosófico em questão é o problema da origem do conhecimento. No que
diz respeito a este problema Descartes e Hume acarretam posições claramente opostas e
distintas. Para Descartes o conhecimento verdadeiro tem origem no pensamento, dado
isto Descartes é classificado como um filósofo racionalista. Por outro lado, para Hume o
conhecimento verdadeiro provêm da experiência sensível por isso é que Hume é
considerado um filósofo empirista. Pelo facto de Descartes considerar que todo o
conhecimento verdadeiro provêm do pensamento não significa que não exista
conhecimento sensível. Descartes considera que temos ideias que resultam do contacto
dos nossos sentidos com a realidade. No entanto, essas ideias não são fundacionais já
que não podemos confiar nos sentidos. Só as ideias racionais inatas são verdadeiras,
porque são claras e distintas e a sua verdade é garantida por Deus, que por ser um ser
perfeito, sei que não me engana.

O facto de Hume defender que o conhecimento verdadeiro tem apenas uma base
empírica, não quer dizer que não haja conhecimento à priori, isto é, conhecimento que
resulta apenas do pensamento. Hume defende a ideia de que um dos tipos de
conhecimento são relações de ideia, conhecimento meramente racional. Apesar deste,
tipo de conhecimento não fornecer verdades necessárias, nada nos dizem acerca do
mundo, só as questões de facto nos dizem como o mundo é, mas as questões de facto
baseiam-se na experiência. Por isso na nossa mente só existem perceções e as ideias são
cópias das impressões.

Não podemos conhecer nada que não tenha na sua base impressões.

Grupo IV

1.De acordo com a perspetiva indutivista, a observação e o registo de factos constituem


o primeiro momento do método científico. A indução permite, a partir dos factos
observados, formular proposições gerais que excedem o que foi observado. Assim, a
observação precede a hipótese teórica. De acordo com a perspetiva de Popper, a
observação não pode desempenhar o papel que lhe é atribuído pela perspetiva
indutivista. Isso sucede porque a observação neutra não existe. Segundo Popper, a
observação é sempre feita a partir de uma expectativa teoricamente informada acerca do
que se observa. Assim, uma hipótese teórica precede e condiciona a observação.

Em síntese, de acordo com o método indutivista os factos adquiridos pela observação


através de indução dão aso a leis e teorias, estas por sua vez resultam, por dedução, em
previsões e explicações. Por outro lado, no método das conjeturas e refutações
proporcionado por Popper o cientista não parte de observações puras e imparciais, mas
sim de problemas, perante estes o cientista conjetura uma possível explicação, (a
hipótese ou teoria). Diante de uma hipótese ou teoria, o cientista deve testá-la, ou seja,
ver se resiste à refutação.

Por fim é de notar um caráter de oposição entre as duas perspetivas tanto no facto dos
momentos para a criação de teorias mas também no critério pelo qual cada uma se rege
para distinguir teorias científicas de teorias não-científicas. A perspetiva indutivista opta
por um critério de verificabilidade onde uma teoria é científica se e só se for constituída
por proposições empiricamente verificáveis, enquanto que a perspetiva de Popper
baseia-se num critério de falsificabilidade onde uma teoria é científica somente se for
empiricamente falsificável, é realmente fácil identificar o caráter de oposição entre as
duas perspetivas tal como foi referido no início.

2. As observações invocadas, pelos defensores da astrologia não provam que as suas


suposições são verdadeiras, porque, em geral, nenhum conjunto de observações, por
mais extenso que seja, verifica uma suposição geral. As suposições da astrologia são
formuladas de tal modo que nenhuma observação pode constituir uma refutação. A
formulação de uma suposição de tal modo que seja impossível conceber um teste
empírico capaz de refutá-la não a valida cientificamente, antes faz dela uma suposição
não-científica.

Em síntese, uma teoria que garante apenas verificações ou confirmações e que ignora
possíveis refutações não pode ser concebida ou mostrada como falsa, tal como faz a
astrologia. Se uma teoria é científica, então necessita de fazer afirmações ou previsões
que poderiam ser concebidas ou mostradas como falsas. Logo, uma teoria como a da
astrologia que garante apenas verificações e que ignora possíveis refutações não é
científica.