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ANO I › EDIÇÃO I › JANEIRO 2010

Um estado em construção
Planejamento governamental
para alavancar o desenvolvimento do Maranhão

Minha Casa, Minha Vida


Lula assinou a construção de 5.894 unidades e garantiu
mais 19.967 para o MA em 2010

Entrevista
Júlio Noronha
25 anos de dedicação ao Maranhão

Empreendedorismo
Saiba como o SEBRAE/MA
está preparando os micros
e pequenos empresários
maranhenses
Integrando
Palavra do Editor

EXPEDIENTE
Cenários
Quando concebemos um projeto, pon- Diretor Executivo
deramos sobre como executá-lo, mas é sempre Glauber Ayres
difícil prever os desafios que irão nos separar da
concretização do objetivo. Há dois meses, a Re-
Diretor Financeiro
vista Cenário MA era um esboço que se resumia
em um projeto editorial com um novo conceito Luana Costa
no segmento magazine.
Analisamos o cenário que vem sendo desen- Editor-Chefe
hado para o Maranhão e surpreendentemente Robson Luis
observamos que é uma evolução sem o com-
partilhamento entre os setores que atuam na
Direção de Arte
economia local. Foi, então, que definimos o
que gostaríamos de compartilhar com o nosso Wicleice Fábio
público leitor. Com pautas definidas, caímos em
campo à procura de informações. Era chegada a Redação e Revisão
hora da árdua tarefa de transformar as idéias em Robson Luis
fatos. Ou melhor, idéias e fatos em uma Revista
Luana Diniz
inovadora.
Nesse ínterim de produção e, principalmente,
de dedicação, o que mais nos surpreendeu foi Colaboradores
a reação das pessoas que entrevistamos quando Sérgio Castro
apresentávamos a nossa proposta editorial para o Márcio Assunção
lançamento de um novo veículo jornalístico no Sérgio Filho
estado. Era o nosso comprometimento profis-
sional de cara e mãos dadas com a responsabili-
Fotos
dade delas de desenvolver o Maranhão.
Neste primeiro número, traçamos um pan- Márcio And’son
orama geral dos acontecimentos que marcam Juraci Meireles
a arrancada para o crescimento econômico do Secretaria de Estado do Turismo
estado. Linguagem leve e dinâmica, editora- Clara Comunicação
ção gráfica moderna e reportagens de interesse
amplo. O conteúdo editorial que compõe esta Impressão
primeira Cenário MA perpassa as tendências Estação Gráfica
empresariais, de tecnologia, de turismo, de cul-
tura e de políticas públicas.
A equipe da Cenário MA se congratula com Tiragem
aquilo que ela está gerando, com o apoio de cli- 8.000 exemplares
entes e a colaboração expressiva e espontânea de
especialistas. Temos a convicção de que estamos A Revista Cenário MA é uma publica-
entregando nas mãos do nosso leitor uma revista ção bimestral da DHEZ PROPAGANDA
E DESIGN LTDA.
tão evolutiva quanto o cenário que o Maranhão Rua das Palmeiras, Qd. B, Casa 10
está apresentando. Renascença I, São Luís – MA
08 e 09
Agências de publicidade são facilitadoras
da boa imagem da empresa 23
Computação em nuvens

10 27 e 28
Dignidade e cidadania
Sintonia com o mercado aumenta
possibilidade de emprego

12,13 e 14 31, 32, 33 e 34


Lula anuncia o “Minha Casa, Minha
Vida” no Maranhão Entrevista Júlio Noronha

15 e 16 36 e 37
Pólos comerciais se consolidam Empresas estreitam relações com
em avenidas clientes nas redes sociais

19, 20 e 21 39 e 40
Bons ventos colocam o kitesurf Provedor de internet maranhense conquista
maranhense nas alturas mercado internacional

6 › REVISTA CENÁRIO
45 e 46
79, 80 e 81
MPX Energia constrói
termelétrica em São Luis

Conhecimento aumenta
competitividade de micros
e pequenos negócios

48 e 49
Setor de trânsito recebe
equipamentos da
administração municipal

52 e 53
Publicidade indoor conquista mercado
em São Luís

70, 71, 72 e 73
Diversidade de atrativos eleva
São Luís à posição de destaque no
turismo nacional

75, 76 e 77
Nove pólos para alavancar o turismo
no Maranhão

REVISTA CENÁRIO › 7
Agências de publicidade são
facilitadoras da boa imagem da empresa
Estrutura, portfólio e equipe de profissionais são diferencial

O segredo da boa imagem de um empreendimen- Superada a primeira etapa, inicia o serviço de


to pode estar na escolha da agência. Mas, na hora de atendimento desempenhado pelo profissional da
fechar um contrato em que a agência passa a ser a agência dentro da empresa cliente. Bruno Salomão,
responsável pelo marketing da empresa, o empresá- profissional de atendimento em agência há três anos,
rio deve, inicialmente, levar em conta a estrutura, o disse que o responsável pelo atendimento passa a ser
portfólio e a equipe de profissionais oferecidos pela uma espécie de confidente da empresa, tendo acesso
agência. O contratante deve analisar ainda a solidez às informações confidenciais como o faturamento,
da relação das agências com os fornecedores de mídia por exemplo. “É muito mais do que o desempenho de
(tv’s, rádios, jornais, etc.). uma atividade. É uma relação de confiança em que o

8 › REVISTA CENÁRIO
das Normas-Padrão (Cenp) regulamentam e fisca-
lizam as atividades das agências de publicidade e os
procedimentos que norteiam o mercado publicitário.
São Luís possui, atualmente, quatro faculdades de
marketing e publicidade que respondem pelo ingres-
so de profissionais no mercado. Além de elevarem o
nível profissional das agências de São Luís, que nos
últimos cinco anos vem conquistando, inclusive, prê-
mios nacionais, transformaram o Maranhão em um
exportador de profissionais para outros estados.

Agências conquistam
credibilidade no mercado
Empresários de São Luís já não tem dúvidas sobre
as vantagens dos serviços das agências de publicida-
des. O sócio-gerente da Lobo Moto, Antônio Dino
Tavares, afirma que a contratação da agência contri-
buiu significativamente para avaliação dos resultados
da empresa com informações precisas sobre os seus
clientes. “A terceirização do marketing da empresa foi
a melhor opção para nós. Nossa agência é responsável
pela organização de mídia, pesquisas de atendimento
Antônio Dino Tavares,
ao cliente e pelo direcionamento dos recursos volta-
diretor da Lobo Motos dos para campanhas publicitárias junto ao público
alvo dos negócios da empresa. Além disso, a agência
contribuiu muito para a construção da identidade da
profissional de atendimento leva os anseios do cliente empresa no mercado, dando mais visibilidade à marca
para serem executados pela agência”, analisa. e aumentando a nossa competitividade”, avalia.
Os custos com a contratação de uma agência não A proprietária da Home Theater, franquia do
são altos, argumenta o diretor da Dhez Propaganda, setor de eletrônico, Rhavelly Araújo, disse que a
Glauber Abreu, se forem levados em consideração os agência é um facilitador do empresário. Ela explica
resultados alcançados pela empresa que terceiriza a que, como o empresário tem muitas responsabi-
atividade de marketing. Ele explica que a agência fun- lidades e pouco tempo para se dedicar a assuntos
ciona como o departamento de marketing da empresa adversos da sua atividade, a agência possui as
sem os custos administrativos com a contratação de ferramentas necessárias para realizar o trabalho
profissionais e os encargos adicionais. “As agências de mídia. “Gosto sempre de opinar, mas confio
tem, atualmente, a preocupação em adequar suas na agência, pois sei que ela dispõe dos meios que
tabelas de preços à realidade do cliente”, observa. preciso para atingir a minha clientela”, afirma.

Postura ética valoriza


trabalho das agências
Para conquistar os clientes, as agências de publici-
dade devem adotar algumas posturas éticas que valo-
rizam o seu trabalho. É proibitivo trabalhar com duas
empresas do mesmo segmento, para que a agência
desenvolva a sua função com neutralidade. Rhavelly Araújo, proprietária
Entidades como a Associação Brasileira das Agên- da Home Theater Center
cias de Publicidade (Abap) e o Conselho Executivo
Diversidade
de atrativos eleva
São Luís à posição
de destaque no
turismo nacional
Diversidade de atrativos tem
forte influência na escolha
de São Luís como destino

Quem visita a cidade e interage com o seu


povo, pode entender sua origem.

São Luís apresenta potencial para assumir seu do roteiro pretendido pelo turista”, explica Liviomar
lugar como importante pólo turístico nacional. Com Macatrão, secretário municipal de turismo.
foco nesse objetivo, a Prefeitura de São Luís, por meio Mesmo sendo uma capital altamente atrativa para
da Secretaria Municipal de Turismo (Setur), está o turista, o secretário afirma que é fundamental a
desenvolvendo atividades de divulgação apostando realização contínua de ações de divulgação. “Esta é
na diversidade cultural, artística e natural da Capital. uma recomendação feita pelo próprio prefeito João
“O nosso Centro Histórico é um dos mais visitados Castelo para promover o crescimento da atividade
do Brasil e, além disso, temos outras possibilidades de turística no município”, lembra Liviomar Macatrão.
atrativos que precisam ser mais divulgadas. A diversi- O prefeito João Castelo esteve presente no lança-
dade de opções é importante no momento da escolha mento dos projetos Cores de São Luís, Sinalização

REVISTA CENÁRIO › 11
Turística e do Plano de Qualificação do setor Turísti- apreciadas pelos visitantes deram vários títulos à cida-
co (Qualitur). Ele destacou os resultados obtidos no de: Patrimônio Histórico da Humanidade e Capital
segmento turístico e as ações compartilhadas entre os Brasileira da Cultura, este em 2009.
órgãos municipais. “Com o desempenho das ativi- O clima ensolarado de julho a dezembro faz das
dades de forma coordenada estamos desenvolvendo praias um dos principais “points”, sem mencionar
um modelo de gestão que permite atingir os objeti- uma extensão de orla com um conjunto de acidentes
vos sem desperdiçar recursos públicos”, ressaltou o geográficos formado por falésias, restingas e dunas.
prefeito. Praias como Olho D’água, Araçagy, e as praias ao
Macatrão fez a apresentação minuciosa das ações longo da Avenida Litorânea - São Marcos, Calhau e
realizadas pela Setur, como, por exemplo, o lança- Caolho - são as mais visitadas. Lá se encontra a essên-
mento do São João ludovicense em seis capitais bra- cia da cultura gastronômica da cidade. Caranguejo e
sileiras, a recepção de turistas na alta estação (início o peixe frito formam os cardápios de especialidades
do ano e julho de 2009). Entre as atividades locais, encontradas nos bares e restaurantes da orla.
foi mencionada pelo secretário a criação de rotei- A beleza arquitetônica do casario colonial tomba-
ros abrangendo o turismo de aventura, náutico e os do pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
juçarás do Maracanã, além de projetos sociais como o Nacional (IPHAN), que já foi cenário de produções
“Turismo na Escola”, o “Informante Anfitrião”, a capa- da Rede Globo, encanta os visitantes. A “Cidades
citação de taxistas, profissionais de bares e restauran- dos Azulejos”, como foi batizada por apresentar
tes, hotéis, engraxates e vendedores de jornais. grande número de prédios com fachadas revestidas
Os casarões, becos e ruas, guardam lendas e histó- com azulejo trazidos de países europeus durante os
rias peculiares, que só quem visita a cidade e interage séculos XVIII e XIX, possui 107 mil metros qua-
com o seu povo, pode entender sua origem. Sol na drados de área urbana tombada, envolvendo cerca
maior parte do ano, belas praias, culinária original, de 1200 edificações, e constituindo o mais extenso e
histórias pra contar, povo hospitaleiro, assim é São valioso conjunto da arquitetura colonial portuguesa
Luís do Maranhão. Uma cidade de múltiplas faces do século XIX. As ruas, becos e escadarias revelam a
capaz de atrair até o mais incauto turista. As belezas majestade do Centro Histórico.

“Os casarões, becos e ruas,


guardam lendas e histórias
peculiares, que só quem

12 › REVISTA CENÁRIO
Programas
apresentados pela
Prefeitura de São Luís
Turismo Náutico: lançado pelo prefei-
to João Castelo no início do ano, o “Roteiro
Navegando na História” aguarda apenas a
construção do píer localizado nas instalações da
marinha local para começar a funcionar. O pas-
seio inicia na Praia Grande, onde o turista terá
uma visão panorâmica e privilegiada do Centro
Histórico de São Luís.

Museu da Gastronomia: Também no


Centro Histórico, o museu irá valorizar a culi-
nária maranhense. Os temperos peculiares, até
pela forte miscigenação do povo, é motivo de
elogios de todos que chegam. O arroz de cuxá,
o beiju, o cuscuz de milho, o manuê, o peixe fri-
to, a caranguejada, são algumas dessas iguarias
que o turista poderá apreciar no local.

Projeto Cores de São Luís: Todo


ano, a prefeitura fará a restauração de pontos
turísticos no Centro Histórico da cidade. O
primeiro será a casa das Tulhas ou Feira da praia
Grande, como é popularmente conhecida. Na
feira serão realizados serviços de pintura interna
e externa, reordenação de pedras e iluminação
cenográfica. O projeto inclui ainda a capacita-
ção dos feirantes da Praia Grande como infor-
mantes turísticos.

Roteiro do reggae: Denominado


passeio Capital Brasileira do Reggae, a ação
visa potencializar e aproveitar o ritmo como
atrativo turístico. No percurso, turistas poderão
visitar bares e clubes de reggae, fazer arranjos tí- “Os casarões, becos e ruas,
picos (dreads) nos cabelos e ter aulas de dança. guardam lendas e histórias
peculiares, que só quem

REVISTA CENÁRIO › 13
Nove pólos para alavancar
o turismo no Maranhão
Visando estimular o turismo interno e consolidar As rodas de discussão do evento se concentraram
os atrativos turísticos e culturais em nível nacional e no alinhamento das diretrizes já estabelecidas pelo
internacional, o governo do Estado, por meio da Se- governo com as necessidades, bem como as condi-
cretaria de Turismo, apresentou durante o I Salão de ções, dos municípios com potencial para a atividade
Turismo do Maranhão nove pólos, que contemplam turística. A perspectiva de geração de novos negócios
roteiros em 63 cidades maranhenses. A iniciativa do foi fomentada pela apresentação de cases onde foram
governo estadual teve o apoio da Associação Brasi- levantadas as condições primordiais para que as estru-
leira das Agências de Viagem (Abav) /MA, Sebrae, turas turísticas do Maranhão tenham comercialização
Senac, trade turístico e de prefeituras das cidades que externa. Para alcançar este objetivo, o governo preten-
integram os pólos. de, em primeiro lugar, consolidar o turismo interno.
O Salão reuniu representantes do poder públi- Durante a abertura do Salão, a governadora do
co e das cadeias produtivas de turismo, operadores, Estado, Roseana Sarney, reconheceu a importância da
agentes de viagens, gestores municipais, expositores divulgação e comercialização do turismo do Mara-
e produtores culturais. O evento teve como pauta o nhão. “Faltava-nos uma ação consistente e planejada
novo olhar que deve ser lançado ao Maranhão, como para garantir a execução de uma política de investi-
potência turística brasileira. mentos para o setor turístico estadual”, destacou.

14 › REVISTA CENÁRIO
O Maranhão se configu- Foi com foco nessas potencialida-
ra como um destino turístico des que o governo apresentou nove
privilegiado pela diversidade. pólos, que promoverão a co-gestão
Com o segundo maior litoral do do turismo nos municípios, a inte-
país, suas cidades seculares e a gração de regiões e ampliarão a oferta
multiplicidade dos seus ecossis- de destinos turísticos do Maranhão.
temas, o turista tem a opção por A divisão do estado em pólos foi
diferentes roteiros, seja turismo fundamentada nos recursos naturais
de aventura, turismo cultural, e sócio-culturais dos municípios que
religioso ou de lazer. compõem cada região.

Ao lado do secretário de Turismo, Tadeu Palácio, e outras autoridades presentes, a gover-


nadora abre oficialmente o I Salão de Turismo do Maranhão.

Governadora Roseana Sarney destaca a importância da divulgação e comercialização do


turismo maranhense no mercado nacional e internacional, mas elege como prioridade
consolidar o turismo interno.

Cadeias produtivas de turismo, operadores, produtores culturais e gestores públicos parti-


ciparam de rodas de discussão para alinhar as diretrizes e desenvolver o potencial turístico
dos municípios.

REVISTA CENÁRIO › 15
Pólos representam os recursos naturais
e sócio-culturais de 63 cidades

Pólo Amazônia Maranhense paisagem forma uma das maiores florestas de man-
Confirma a localização do Maranhão no Meio- guezais do mundo. Na copa das árvores abrigam-se os
Norte do país. As matas, ilhas e praias selvagens, além guarás e outras aves migratórias. O Pólo compreende
dos manguezais, serras e corredeiras desse pólo repre- os municípios de Cedral, Guimarães, Mirinzal, Porto
sentam a amazonidade do Maranhão. Fazem parte da Rico do Maranhão, Serrano do Maranhão, Cururupu,
Amazônia Maranhense as cidades de Turiaçu, Cân- Bacuri e Apicum Açu. Quem for ao pólo Floresta dos
dido Mendes, Luís Domingues, Godofredo Viana e Guarás, pode seguir via ferry-boat.
Carutapera. A viagem para conhecer esse pólo pode
ser feita por ferry-boat. Pólo Lagos e Campos Floridos
Os campos alagados são o tesouro do Pólo Lagos
Pólo Chapada das Mesas e Campos Floridos. O principal atrativo natural desse
Localizado na região sul do Maranhão, onde pólo é, sem dúvida, a Pororoca do Rio Mearim. Esse
se encontra a maior área de cerrados preservados roteiro é composto pelos municípios de Arari, Con-
da América do Sul. O Pólo Chapada das Mesas é ceição de Lago Açu, Lago Verde, Matinha, Monção,
composto pelas cidades de Balsas, Carolina, Estrei- Pindaré-Mirim, Penalva, São Bento, São Vicente de
to, Imperatriz, Porto Franco, São João do Paraíso, Ferrer, Viana, Vitória do Mearim, Pedro do Rosário,
Riachão e Tasso Fragoso. Cajari e Santa Inês. Para conhecer esse roteiro turístico,
O acesso a este pólo é feito por avião até a cidade a viagem pode ser feita pela BR-316 ou via ferry-boat.
de Imperatriz ou pela Ferrovia de Carajás, até Açai-
lândia. O mesmo percurso também é possível de Pólo Munim
carro ou ônibus, saindo de São Luís até o município Seja histórico, religioso, de aventura ou lazer,
de Porto Franco. este roteiro reúne todos estes atrativos. O Pólo
Munim inclui as cidades de Axixá, Icatu, Rosário,
Pólo dos Cocais Presidente Juscelino, Cachoeira Grande e Morros.
Uma alusão às palmeiras de coco babaçu da região, O caminho para este roteiro pode ser feito a partir
o Pólo dos Cocais é o berço de grandes nomes da de São Luís, pela BR-316 até Bacabeiras, depois
cultura maranhense. Englobam o Pólo as cidades de seguindo pela MA-222.
Aldeias Altas, Caxias, Codó, Coelho Neto e Timon.
Quem desejar conhecer esse pólo pode sair de São Pólo Lençóis Maranhenses
Luís pela BR-316 até Caxias e Timon. Esse pólo reserva ao visitante belas praias, lagos
límpidos, rios e dunas. Os Lençóis Maranhenses
Pólo Delta das Américas reúnem as cidades de Barreirinhas, Humberto de
O Delta das Américas é o terceiro maior em mar Campos, Santo Amaro e Primeira Cruz. O turista que
aberto do mundo. Localizado na fronteira com o quiser visitar o Pólo pode optar pela MA-222 ou por
estado do Piauí, a região é composta por mais de 70 frete de aviões monomotores que partem diariamente
ilhas. O Delta é formado pelos municípios de Paulino do Aeroporto de São Luís.
Neves, Tutóia, Araioses e Água Doce do Maranhão.
O turista pode sair tanto de São Luís, quanto de Bar- Pólo São Luís
reirinhas para chegar até o Delta. Este é o centro convergente e distribuidor do fluxo
turístico do estado. Da ilha de São Luís partem os
Pólo Floresta dos Guarás demais pólos turísticos. O Pólo São Luís agrupa a ca-
Localizado no litoral ocidental, o Pólo Floresta pital São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar,
dos Guarás abriga as reentrâncias maranhenses. A Raposa e Alcântara.

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18 › REVISTA CENÁRIO
Bons ventos
colocam o kitesurf
maranhense
nas alturas

O II Campeonato Maranhense de Kitesurf 2009, encerrado no


dia 22 de novembro de 2009, na Praia do Meio, reuniu um grande
público e contou com expressiva participação de atletas mara-
nhenses na disputa pelas modalidades Upwind (contra o vento),
Free Style, Slalon e Downwind (a favor do vento). A competição,
dividida nas categorias Feminino, Iniciante, Máster, Sport e Open
(principal), contou com a participação de 70 atletas.

REVISTA CENÁRIO › 19
COMO PRATICAR
O KITSURF
A prática do kitesurf requer atenção às normas
de segurança. O atleta deve começar seu aprendi-
zado pelo domínio do kite (pipa). As primeiras
tentativas na água ocorrem sem a prancha, para
que o aprendiz entenda os comandos do kite.
Mas a forma mais segura e correta de iniciar
no kitesurf é fazer um curso com um instrutor
qualificado. São Luís já possui uma escola para
Com a realização da etapa, foram encerradas as
iniciantes na Praia do Meio, ao lado da Pousada
competições do kitesurf maranhense em 2009. Os
Jerusalém. O telefone para contato é 9971 8155.
organizadores do evento, Cláudio Guimarães e André
Saber nadar é também fundamental, além de
Trovão, agradeceram a participação dos atletas e
ter um bom condicionamento físico. Fora isso,
prometeram muito mais competições para 2010. Eles
pular etapas do aprendizado pode causar frustra-
comemoraram o sucesso da temporada 2009, acenan-
ção ou até mesmo a desistência do aprendiz.
do a realização do III Campeonato Maranhense para
A velocidade do vento para a prática do kite
o segundo semestre de 2010.
fica entre 8 e 18 nós. O instrutor deve fornecer
O presidente da Associação dos Velejadores do
equipamento adequado à intensidade do vento,
(AVEMA), Rogério Luna, demonstrou otimis-
peso e força do aluno. O local ideal para a prá-
mo em relação ao nível técnico dos atletas mara-
tica do esporte pode ser um lagoa ou faixa de
nhenses e já faz planos de mobilizar os adeptos
mar protegida das ondas, como uma enseada,
do kitesurf para trazer uma etapa do campeonato
baia ou penínsulas.
brasileiro para o estado.
É importante usar o equipamento adequado
Já Cláudio Guimarães diz que ainda é cedo para
ao seu velejo. As marcas que garantem serviço
empreender algo tão complexo como um campeonato
pós-venda são as melhores opções, pois garan-
brasileiro. Ele justifica que é preciso amadurecer o
tem assistência caso você precise de peças de
esporte em nível local para alçar vôos mais altos. “A
reposição e reparos.
temporada de kitesurf 2009 no Maranhão foi bastan-
Essas e outras informações sobre o kitesurf
te proveitosa. O vento ajudou muito e o nível técnico
estão disponíveis com maiores detalhes no site
dos atletas maranhenses se desenvolveu sem deixar
www.kitesurfmania.com.br.
nada a dever aos atletas de outros Estados brasileiros”,
comemorou.
Claudio Guimarães lembra que fez, em con-
junto com os atletas Gilvan Santana e André
Campbell (PA), o mapeamento de todo litoral
maranhense. Ele afirma que foi um passo muito
importante para o crescimento do esporte no esta-
do. Os três atletas velejaram entre Tutóia e Travosa,
passando por Atins (cerca de 150 km de kitesurf ),
margeando todo o Parque Nacional dos Lençóis
Maranhenses, em dois dias. A equipe da Ocean
Kite Point, sob a coordenação de Rogério Luna,
também empreendeu viagens para Atins e Santo
Amaro, descobrindo novos picos de velejo.

20 › REVISTA CENÁRIO
2º CAMPEONATO MARANHENSE DE KITESURF

RESULTADO FINAL

UPWIND SPORT 2º Marcela Goulart SPORT


1º Pedro Cruz 3º Camila Goulart 1º Leonardo Garcia
FEMININO 2º José Vieira 2º Paulo Ricardo Rodrigues
1º Marcela Goulart 3º Ramon de Oliveira INICIANTE 3º José Augusto Martins
2º Camila Goulart 1º Marcelo Medeiros
3º Ândrea Goulart OPEN 2º Evandro Silva Jr. OPEN
1º Rogério Luna 3º Gabriel Lins 1º Carlos Eduardo Gentil
INICIANTE 2ºJosé Augusto Martins 2º Igor Passos
1º Paulo Trindade 3º Carlos Eduardo Gentil MASTER 3º Rogério Luna
2º Kaio Sousa 1º Claudio Guimarães
3º Evandro Silva Jr. SLALOM 2º Paulo Trindade
3º Renato Udihara
MASTER FEMININO
1º Fernando César Costa 1º Marcela Goulart
2º Gilvan Santana 2º Camila Goulart
3º Renato Udihara 3º Ândrea Goulart

SPORT
1º Emanoel Queiroga
INICIANTE
1º Marcelo Medeiros
Kite
conquista
2º Paulo Ricardo Rodrigues 2º Evandro Silva Jr.
3º Ramon de Oliveira 3º Paulo Trindade

público
OPEN MASTER
1º Rogério Luna 1º Renato Udihara
2º Igor Passos 2º Paulo Macatrão
3º Carlos Eduardo Gentil

DOWNWIND
SPORT
1º Paulo Ricardo Rodrigues
2º José Vieira
feminino
FEMININO 3º Pedro Cruz
1º Marcela Goulart Revelação do campeonato
2º Camila Goulart OPEN na categoria feminina, Mar-
3º Ândrea Goulart 1º Carlos Eduardo Gentil cela Goulart foi a campeã nas
2º Rogério Luna regatas Upwind e Downwind.
INICIANTE 3º Claudio Guimarães
1º Evandro Silva Jr.
2º Gabriel Lins
3º Paulo Trindade
FREE STYLE
FEMININO
MASTER
1º Ândrea Goulart
1º Fernando César Costa

REVISTA CENÁRIO › 21
22 › REVISTA CENÁRIO
SÉRGIO FILHO
Computação em nuvens
Tecnologia conquista adeptos na internet

A cada dia os computadores, celulares e iPods Outro estilo de computação em nuvens é o “SaaS
vem aumentando suas capacidades de gravação. Os – Software-as-a-Service”, que consiste em softwa-
tamanhos dos Hard Drives estão diminuindo cada res inteiros on-line. Já existem vários sites que são,
vez mais ao mesmo tempo em ficam mais potentes. praticamente, sistemas operacionais on-line, além de
Há cinco anos os computadores de 80 Gb eram muitos serviços que disponibilizam ferramentas na
considerados ultramodernos, e o que dizer diante dos rede. Um exemplo recente é o da Adobe, que disponi-
pen-drives de 256Gb? bilizou uma versão on-line do Photoshop.
No entanto, os “HD’s” são caros e não são 100% Empresas como a Google já investem na “Cloud
seguros e podem causar a perda de grandes quan- Computing”, com o Google Docs e o Gmail. Re-
tidades de dados, além de não serem mais finos e centemente, a IBM também anunciou sua entrada
acessíveis do que os populares netbook’s. Não seria no novo nicho com o “Smart Analytics Cloud”. O
uma má idéia tirar o HD desses aparelhos, já que serviço conta com mais de um petabyte de memória,
temos internet banda larga e servidores cada vez o que equivale a 1000 terabyte ou a pouco mais de
maiores nas empresas. um milhão de Gigabytes.
Essa é a proposta da “Computação em Nuvens” O CEO da Google, Eric Schmidt, falou na im-
ou “Cloud Computing” que, em vez de HD’s, cada prensa que a Google não tem interesse na compra da
aparelho terá acesso instantâneo aos seus arquivos Yahoo! (concorrente no novo sistema), mas sim na
pessoais que estarão guardados na rede. Isso significa compra de pequenas empresas com serviços revo-
que, ao contrário de ter um HD em seu gadget fazen- lucionários. Ele ainda aproveitou para falar sobre a
do volume e aumentando custos com manutenção e Microsoft. Eric afirmou não ter medo da gigante e
compra de novos equipamentos, você terá um “HD” que a empresa de Bill Gates deve sofrer com a concor-
ilimitado na internet. rência da “Computação em Nuvens”, que deve crescer
Esse conceito não é novo para quem está familiari- nos próximos anos e ir totalmente contra o conceito
zado com a rede de computadores e já se percebe indí- aplicado até hoje pela Microsoft. Segundo ele, o
cios do novo estilo de armazenagem em alguns sites. futuro está na internet, daí o interesse da Microsoft
Um exemplo disso é o famoso YouTube, que guarda em adquirir a Yahoo! Poucos meses depois dessa en-
vídeos pessoais na internet, ou até mesmo a mais trevista ao Jornal O Globo, o que foi dito por Eric se
popular rede social do Brasil, o Orkut, que armazena confirmou e a Microsoft comprou a Yahoo! por 44,6
e organiza álbuns de fotos dos internautas. milhões de dólares.

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24 › REVISTA CENÁRIO
REVISTA CENÁRIO › 25
26 › REVISTA CENÁRIO
Sintonia com o mercado aumenta
possibilidade de emprego

Oferta de cursos deve ser aliada à demanda profissional

Que o profissional com melhor qualificação tem incluí-lo no mercado. “Temos que manter o foco na
mais oportunidades, não é novidade. Mas será que é rota que o mercado está tomando para que os cursos
só isso? Para o coordenador de Pesquisa e Pós-Gradu- oferecidos correspondam à oferta de emprego apre-
ação do Instituto Superior de Educação Continuada sentada”, destaca.
(Isec), Luiz Gustavo Alves Batista, formado em Ad- Para manter essa sintonia entre as necessidades do
ministração pela Universidade Estadual do Maranhão mercado e os cursos de formação, Gustavo recomen-
(Uema) e mestre em Administração com Foco em da uma análise constante da mobilidade dos postos
Gestão Universitária pela Universidade Federal de de trabalho e das novas tecnologias envolvidas nesse
Santa Catarina (UFSC), o candidato a uma vaga deve processo para não correr o risco de colocar profissio-
estar atento à mobilidade do mercado e procurar uma nais obsoletos no mercado. “As instituições de ensino
instituição de ensino que ofereça cursos em sintonia devem fazer projeções para o futuro para atualizar os
com a demanda profissional. currículos profissionais. Aí entra a educação continu-
Gustavo explica que, à medida que vão surgindo os ada, que dá maior dinâmica ao estudante. O profissio-
empreendimentos, são criadas novas áreas de qualifi- nal que se considera pronto para o mercado está mal
cação. Para ele, a instituição de ensino deve oferecer informado. Ele deve ter a dinâmica de buscar sempre
para o aluno um conjunto de opções que irá ajudar a a atualização”, alerta.

REVISTA CENÁRIO › 27
Instituição reconhecida facilita ção com uma grande rede de supermercado de São
Luís para oferecer um curso de formação para 550
recolocação no mercado de funcionários. Além desse contrato, o Instituto já rea-
trabalho liza um trabalho de qualificação para 1.500 funcioná-
Há alguns anos, houve no Brasil e também no Ma- rios de uma instituição que atua na área da saúde.
ranhão uma explosão de abertura de instituições de Essa demanda se justifica pelo movimento das em-
qualificação técnica e de pós-graduação. Diante desse presas para atender a legislação que trata do ofereci-
grande número de ofertas de cursos, o estudante e o mento de programas de qualificação interna. Gustavo
profissional que visa a uma oportunidade de emprego esclarece que a lei estabelece a realização de cursos de
devem tomar algumas precauções. Os especialistas reciclagem pelo menos duas vezes por ano para em-
recomendam alguns cuidados para verificar qualidade presas que atuam na área de saúde. “Preocupadas com
do curso desejado pelo candidato. a sua responsabilidade social, essas empresas buscam
A escolha de uma instituição capacitada e com um meio de atender a esses critérios de valorização do
condições de emitir o certificado é a primeira precau- profissional e ajudam a melhorar o desempenho das
ção a ser tomada. Luiz Gustavo explica que nem todas mesmas”, explica.
as instituições que atuam no mercado estão realmente Outra tendência observada pelo coordenador do
habilitadas ou autorizadas para trabalhar com certos Isec é o oferecimento de cursos para qualificação de
níveis de educação. O que o estudante pode fazer gestores públicos. Ele citou como exemplo um curso
para se tornar mais seguro em relação ao curso esco- de especialização de desenvolvimento gerencial criado
lhido? O primeiro passo, segundo Gustavo, é fazer pelo Isec para atender, especificamente, aos gestores pú-
uma pesquisa sobre a instituição antes de efetivar a blicos. “Os avanços tecnológicos, industriais e as novas
matrícula. O MEC disponibiliza informações sobre necessidades educacionais devem ser acompanhadas
a autorização para o funcionamento da instituição pelo gestor e ajudá-lo a desenvolver novas formas de
e quais os cursos que ela está habilitada a oferecer. comunicação. O desenvolvimento do Maranhão deve
Outro passo importante é rea-lizar uma visita naquela servir de espelho para o setor público”, analisa.
instituição e solicitar informações para verificar qual Para se transformar em uma estratégia de crescimen-
o embasamento legal da instituição para ofertar aque- to para a empresa, o coordenador do Isec acrescenta
le curso. “Uma portaria, uma resolução, o parecer do que os cursos de qualificação e reciclagem devem aten-
Conselho Estadual de Educação, principalmente as der às necessidades e a função que aquela organização
de formação de nível técnico básico”, dá a dica. apresenta no momento. Ele observa uma corrida contra
Premiações, experiência, histórico no segmento o tempo das instituições de ensino para atender às
educacional, resultados obtidos nas áreas onde a insti- novas oportunidades que estão surgindo no mercado,
tuição atua, também são requisitos importantes, além não só em tecnologias de gestão, mas de informação, de
da formação do corpo de professores. Esse conjunto acordo com certificações ISO, entre outros indicadores
de informações traz uma maior segurança ao aluno de qualidade que o mundo já possui.
que deseja se qualificar. “As instituições melhores
habilitadas podem ajudá-lo a conquistar uma vaga no
mercado de trabalho já que hoje as empresas levam
em consideração a origem da formação do profissio-
nal”, lembra Gustavo.

Isec cria departamento para


atender organizações
O Instituto Superior de Educação Continuada
(Isec) criou um departamento específico para atender
a demanda de organizações por qualificação profissio-
nais. Por meio do Isec in Cia, a instituição apresenta
os seus serviços e como ela pode, por meio dos seus
cursos, atender as necessidades empresariais.
Luiz Gustavo, coordenador geral do Isec, conta
que atualmente a instituição está em fase de negocia-

28 › REVISTA CENÁRIO
REVISTA CENÁRIO › 29
30 › REVISTA CENÁRIO
Entrevista Júlio Noronha

Nunca tive e não tenho um projeto profis-


sional prevendo fases ou etapas. Entendo que
cada um de nós deve dar a sua contribuição
por determinado período para que as coi-
sas possam ser transformadas e promover a
evolução da nossa sociedade

REVISTA CENÁRIO › 31
Priorizando o cidadão

Às vésperas de completar 25 anos de atividade na área empresarial, Júlio César


Teixeira Noronha, 42 anos, fala à Revista Cenário MA sobre a sua trajetória, o momen-
to econômico do estado e a experiência que ele acumulou ao longo dos anos em que
ocupou cargos de liderança no meio empresarial, no poder público e no terceiro setor.
Como ele mesmo define, sua carreira é um chamado. “Nunca tive e não tenho um pro-
jeto profissional prevendo fases ou etapas. Entendo que cada um de nós deve dar a sua
contribuição por um determinado período para que as coisas possam ser transformadas e
promover a evolução da nossa sociedade”, resume. Exercendo atualmente a presidência
da Federação das Associações Empresariais do Estado do Maranhão (FAEM) e, parale-
lamente, a presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae Maranhão, Júlio Noronha
descreve um cenário de avanços nas áreas econômica e social do estado, mas alerta para
a necessidade de uma ação agressiva e associada dos setores público e privado para que
o Maranhão possa sair do estado de inércia e atingir resultados concretos para o benefício
do cidadão maranhense, que segundo ele, deve ser priorizado.

Revista Cenário MA – Fale cargos. No início da minha vida do pelo setor privado. No cargo,
sobre a sua trajetória profissional? profissional passei a ser chamado acompanhei todos os projetos
Júlio Noronha – A minha para ocupar posições de liderança agora anuncia-
participação no setor econômi- no setor empresarial. Assumi a dos, desde o seu
co maranhense teve início logo presidência do CDL de São Luís nascedouro à
que atingi a maior idade. Quan- aos 22 anos e depois a Associação assinatura dos
do completei 18 anos ingressei Comercial. Por último, além da primeiros pro-
nas empresas da família. Foi um liderança da FAEM, estou na tocolos. Tenho
período de muito aprendizado. presidência do Conselho Delibe- obser-
Não assumi cargos de alta gestão rativo do Sebrae-MA.
de imediato, dedicando-me mais R.C. – Como o se-
ao trabalho na base produtiva. Essa nhor analisa o cenário
experiência permitiu-me ter acesso atual da economia
à informação e ao conhecimento maranhense?
de uma forma mais direta, contri- Júlio Noronha
buindo para a minha formação e – Paralela à atividade
influenciando no meu posiciona- empresarial, exerci
mento profissional. no governo passado a
Estou próximo de completar função de secretário
25 anos de atividade empresarial estadual da Indústria
nas mais diferentes atividades e e Comércio, indica-

32 › REVISTA CENÁRIO
vado nos últimos anos um cres- desenvolvimento anunciado? deve participar?
cimento econômico muito forte Júlio Noronha – Embora o Júlio Noronha – O poder
no estado. Esse momento lança PIB maranhense tenha crescido público tem um sistema a traba-
novas expectativas como, também, nos últimos anos mais do que os lhar, mas cabem, também, esforços
desafios para que o estado, de fato, dos estados do Nordeste e do Bra- da iniciativa privada, que deve es-
aproveite e tire efeitos positivos sil, a renda da população continua tar integrada a esse momento para
desse processo. baixa. É importante que a renda proporcionar essa transformação
A área da saúde, infraestrutura per capta maranhense também de forma ágil e para que o Mara-
e, especialmente, a área de edu- cresça. O Maranhão se tornou um nhão saia da estagnação e promova
cação são setores que devem ser grande exportador de matérias-pri- a inserção do cidadão maranhense
priorizados. A formação básica do mas e isso não está se transferindo na economia.
cidadão maranhense se faz urgente Percebemos um esforço do
para que ele possa alcançar o nível setor privado para acompanhar
de qualificação técnica desejada essas transformações. Isso deve
e exerça uma profissão que, efe- acontecer de forma constante e
tivamente, o mercado deseja no ace-lerada. Já existe uma compe-
momento. tição acirrada e que vai aumentar.
A infraestrutura é um segmen- Está havendo em todos os setores
to que tem um forte impacto no um forte ingresso de empresas de
desenvolvimento do estado. Deve- porte nacional. Empresários de
mos ter vias de acesso rápido, não outros estados, que vislumbrando
só o aspecto de estrada, ferrovia e essas oportunidades, se farão pre-
porto, mas também telecomunica- sentes. O setor privado maranhen-
ções, energia e serviços de internet para a renda da população. Precisa- se precisa desenvolver qualificação,
banda larga com acesso local em mos estruturar cadeias produtivas competência e competitividade
todo estado. Esses são fatores que para que a nossa mão-de-obra para ocupar o seu espaço. Esse
podem ter uma forte representa- seja aproveitada, mas, ao mesmo momento de crescimento pode
tividade para a integração desses tempo, precisamos de um esforço ser muito melhor aproveitado por
projetos e ações. adicional no setor educacional, quem já está aqui, originariamente.
R.C. – Quando e como a tanto na formação básica quanto R.C. – Quais serão as trans-
população maranhense sentirá na profissional. formações provocadas com a
os efeitos desse A qualificação profissional chegada de investimentos exter-
deve acontecer em todos os mu- nos no Estado?
nicípios maranhenses. O foco Júlio Noronha – A escas-
da qualificação deve se alinhar sez de mão-de-obra no setor de
à demanda de mercado. Os construção é um exemplo claro da
pólos com escolas técnicas e chegada de grupos de fora. Hoje,
centros de ensino devem estar empresas de grande porte já estão
em consonância com a econo- instaladas e estão trazendo novos
mia local e regional para quali- métodos produtivos e de geren-
ficar o cidadão e, tam- ciamento. Essas transformações
bém, o educando provocam um impacto instantâneo
naquilo que na economia.
aquela região De um lado, ocorreu uma gran-
está se especia- de especulação imobiliária com
lizando. a valorização de imóveis em São
R.C. – Os Luís. Isso significa melhoria, mas
investimentos por outro lado provoca o aumento
devem vir do dos custos para os construtores.
setor público Beneficia os proprietários de imó-
ou a iniciativa veis, mas representa custo adicio-
privada também nal para quem compra.

REVISTA CENÁRIO › 33
R.C. – A chegada das empresas
de fora pode enfraquecer o empre-
sário maranhense?
Júlio Noronha – Já ob-
servamos algumas associações
de empresas maranhenses com
grupos externos no ramo da cons-
trução civil. Isso se configura em
uma aliança que pode fortalecer
as empresas locais. Outras em-
presas preferem importar novas
tecnologias. É a esse processo que
o empresariado maranhense deve
estar permanentemente atento e
aberto para que tenha condições
de permanecer no mercado e de
disputar um espaço que está cres-
cendo e que vai atrair competido- A construção civil está com que adquiri nessas áreas foi uma
res de todos os portes e áreas. dificuldade para encontrar pe- experiência com um valor que não
R.C. – O senhor falou do dreiros. Devemos ter um curso tenho como avaliar. Exercer essas
crescimento do setor de Constru- rápido e eficaz para formar essa atividades demonstrou para mim
ção Civil. Esse fator pode ajudar mão-de-obra. São em situações o quanto é desafiador o momento
a diminuir o déficit habitacional como essa que a iniciativa privada atual e o futuro. Há a necessidade
existente no estado? deve caminhar associada com o urgente de uma maior integração
Júlio Noronha – Os progra- poder público para resolver essa de ações. Se não tivermos a com-
mas habitacionais como o Minha situação. Se isso não for feito, petência e a habilidade de nos ar-
Casa, Minha Vida devem estar corremos o risco de ver a contra- ticular melhor nos três setores, em
em consonância com as ativida- tação de mão-de-obra de outros algum momento, vamos continuar
des locais. Não tenho dúvida de estados e até de outros países. Isso frágeis, inseguros e com resultados
que o programa é viável para São gera impactos e conseqüências. limitados.
Luís. O que acontece na maioria Quem vier de fora vai precisar de As nossas ações só poderão se
das capitais é que esses programas infraestrutura, saúde, educação e fortalecer com mais profundidade
de habitação popular tendem a transporte. de atitude, independente de gru-
se deslocar para as regiões mais R.C. – Como foi possível para pos partidários, credos ou núcleos
distantes da cidade. o senhor conciliar, paralelamente, isolados. Esse é o desafio que, para
Temos que buscar melhores atividades nos segmentos privado, mim, bate a porta a cada dia.
alternativas para esses bairros. público e no terceiro setor? R.C. – O senhor poderia falar
São José de Ribamar tem as sobre as suas contribuições para
melhores áreas. Para que esses esses segmentos?
empreendimentos aconteçam Júlio Noronha – É muito
da melhor forma, deve haver difícil falar sobre esse assunto
investimentos na melhoria da (Pausa). Julgo que já tenho algu-
infraestrutura, do transporte e de mas contribuições e que procuro
outros serviços públicos. Como exercer a minha missão diária.
a população vai se deslocar? São Considero como contribuição - e
questões que serão respondidas isso é desafiador - de tornar-me
com o planejamento exercido mais disponível. O que for viável,
pelo setor público. O que se exequível e tiver começo, meio e
observa é que esses déficits, que fim, com resultados mensuráveis,
existem em todo Brasil, implicam isso me motivará pessoalmente.
em investimentos em infraestru- Júlio Noronha – O conheci- Tenho procurado alcançar esse
tura básica. mento e a capacidade de articular objetivo por onde passo.

34 › REVISTA CENÁRIO
REVISTA CENÁRIO › 35
Empresas estreitam relações com
clientes nas redes sociais
Atraia clientes respondendo What’s happening em 140 caracteres

Na onda do crescimento das redes sociais, empre- no Brasil, o Orkut é o site de relacionamento prefe-
sas de diferentes segmentos e tendências tem voltado rido dos internautas, com cerca de 27,1 milhões de
os olhos aos benefícios e às possibilidades de bons usuários, o que corresponde a uma audiência superior
negócios que podem ser estruturados com a aplicação a 70% nas redes sociais. Em seguida vem o Twitter,
dessas ferramentas. A atenção dada a elas advém da com mais de 8,7 milhões de acessos, dando o posto de
sua popularidade, que tem crescido num ritmo incon- terceiro lugar ao Facebook, que possui 6,6 milhões de
trolável, e às dimensões que as mesmas passaram a dar internautas brasileiros.
a assuntos da mídia tradicional, que ora também tem Mas, embora o site de relacionamento mais
se voltado às pautas que surgem nas mídias sociais. popular no Brasil ainda seja o Orkut, o queridinho
Consideradas a última tendência em comunicação da vez tem sido o Twitter. O microblog tem atraído
digital, as redes sociais conquistaram milhares de a participação de um perfil de internauta brasileiro
usuários, simplesmente, porque elas “os deixam falar”. adverso ou parcial de outras redes sociais. A pre-
Segundo dados do Ibope Nielsen Online, publicados dominância dos conectados a essa rede é de jovens
no início do mês de dezembro no Zero Hora Digital, adultos, com idade entre 21 e 30 anos, com maior

36 › REVISTA CENÁRIO
grau de instrução, com poder de consumo e de for- a instituição e mostrar que ela não é apenas uma pes-
mação de opinião, que buscam informação, compar- soa jurídica ou um “robô”. A empresa precisa parti-
tilhar pensamento, estabelecer relacionamentos e ter cipar das especulações dos consumidores e, em bom
acesso a um balaio diferenciado de notícias. Segun- resumo, escutar o que os clientes ativos da rede tem a
do pesquisa realizada pela Agência Bullet, no mês falar sobre os seus serviços e produtos.
de abril deste ano, 80% dos twitteiros seguem perfis Nesse caso, deve-se compreender que o testemu-
de agências de notícias, jornais, revistas e portais; e nho do usuário é espontâneo, portanto poderá ser
70% seguem perfis de empresas, eventos ou campa- a favor ou contra. A empresa deve estar pronta e
nhas publicitárias. receptiva aos elogios e as críticas, os quais também
É de olho nesse perfil de consumidor/usuário que precisam ser respondidos tão logo sejam feitas as
várias empresas tem usado o Twitter para desen- considerações. É importante ainda que a empresa não
volver novos modelos de relacionamento com seus fale apenas sobre si, mas também forneça informações
clientes e consumidores. A maior empresa distribui- sobre o mercado em que ela está inserida.
dora de computadores dos EUA, a Dell, por exem- O que você é capaz de dizer em 140 caracteres?
plo, obteve com seu perfil no Twitter uma receita de Ou melhor, a sua empresa é capaz de convencer e
mais de 6,5 milhões de dólares. A conta @DellOu- vender em 140 caracteres? Então, tente responder a
tlet, com mais de 1,5 milhão de seguidores, triplicou pergunta “What’s happening?” (O que está aconte-
as vendas online. cendo?) e estimule e interaja com os seus clientes pelo
O estreitamento da relação entre a empresa e o seu Twitter.
consumidor/usuário por meio de redes sociais coloca
este em primeiro plano, e acaba por fomentar uma
adequação da primeira ao segundo. É extremamente
Como usar o Twitter?
necessário esse estreitamento, pois as opiniões sobre O primeiro passo é criar um perfil no site do Twitter.
marcas, produtos, empresas e instituições reverberam com. Os perfis são identificados pelo símbolo @ seguido
rapidamente nas redes. Logo se dá um megafone ao pelo nome cadastrado.
usuário/consumidor para ele opinar sobre produtos e
marcas que fazem parte de sua vida e a empresa tem o
dever de analisar e reverter essa opinião em lucro, ou
poderá ter prejuízo.
A Gol Linhas Aéreas estreou no twitter com duas
contas. Um perfil é direcionado a investidores, @
GOLinveste; e o outro é voltado para o relaciona-
mento com a imprensa, @GOLcomunicacao. A
segunda conta acabou tendo o foco ampliado para o
relacionamento também com o usuário em função
do extenso número de seguidores e hoje, também,
divulga promoções e dicas.
O Twitter acaba por otimizar a estratégia de
publicidade, na qual é necessário ter a oportunidade
de conhecer os anseios do consumidor antes de se As mensagens (tweets) postadas no microblog
realizar uma campanha. tem limite de 140 caracteres. Com o perfil cria-
Atualmente, a empresa brasileira mais seguida do, o usuário pode seguir (follow) e ser seguido
no Twitter é a loja virtual Submarino, com quase (followers) por perfil de amigos, conhecidos,
43 mil followers (seguidos). Logo que foi criado famosos ou empresas.
o perfil @novo_submarino, a loja passou a fa- Para seguir algum perfil, basta clicar em
zer ofertas especiais aos membros da rede, com “follow” nos perfis de interesse. É importante
descontos e promoções aos seus seguidores que observar que a reciprocidade de seguido e seguidor
replicavam os tweets e atraem mais e mais curiosos não existe no Twitter. Ou seja, não é necessário
e interessados. seguir para ser seguido.
A tática, então, é discutir diretamente com os Já os tweets podem ser replicados pela ferramenta
usuários/consumidores tópicos da área de atuação da Retweet ou respondidos (reply). E não esqueça: o
empresa, antecipar o contato dos clientes, humanizar importante é responder: What’s happening?

REVISTA CENÁRIO › 37
38 › REVISTA CENÁRIO
Provedor de internet maranhense
conquista mercado internacional

Rede Sivnet tem a maior cobertura em capilaridade do Maranhão

A SIVnet, provedor de internet maranhense, Atingindo um crescimento anual de 60%, o


concretizou uma parceria com a América Skies que provedor está se preparando para a conquista de
permitirá a empresa atuar em todos os países do conti- novos mercados, investindo cerca de meio milhão
nente latino-americano. Com cobertura em mais de 40 de reais na expansão da sua cobertura e em novos
municípios maranhenses, inclusive São Luís, a SIVnet é produtos e serviços na rede, sendo um desses o
atualmente o maior provedor em capilaridade do Ma- acesso a internet via rede elétrica. Funcionando
ranhão, atendendo a cerca de cinco mil clientes, entre há cerca de um ano nos EUA, com a abertura de
usuários individuais e empresas. A SIVnet comercializa um escritório em Miami, a SIVnet já atua no mer-
também links via satélite no norte do país, região ainda cado internacional com a prestação de serviços na
muito carente em cabos de fibra ótica. Bolívia e no Equador.

REVISTA CENÁRIO › 39
Atualmente, a empresa conta com 65 funcio- nistrativas e de gerenciamento. Assim foi a trajetória
nários. Os fundadores da SIVnet explicam que a de James Lopes de Oliveira, ex-instalador e atual
origem de todo o sucesso da empresa está na valori- gerente-geral e administrativo da SIVnet. “A em-
zação da sua equipe de técnicos e profissionais. Eles presa proporcionou a minha qualificação e me deu
contam que no início das atividades enfrentaram oportunidade de crescimento. O relacionamento
problemas com a falta de mão-de-obra qualificada entre os empregados e os patrões é o melhor possí-
em tecnologia no estado. A solução foi a empresa vel”, destaca James.
investir na formação dos seus funcionários, já que Preocupada não apenas com os lucros, a empre-
ficaria muito caro importar profissionais de outros sa também investe em projetos de inclusão digital.
estados. Além da qualificação, a SIVnet sempre Uma das políticas de responsabilidade social desen-
respeitou os direitos trabalhistas, contratando com volvidas pelo provedor nas cidades onde atua é o
carteira assinada e oferecendo benefícios como pla- serviço de internet sem custo, oferecido às escolas
no de saúde e odontológico. públicas, centros comunitários, igrejas e às pessoas
Funcionários que começaram na empresa como de baixa renda.
auxiliar de instalação ocupam agora funções admi-

A trajetória
Criada em 2000 na cidade de Santa Inês pelos empresários Cláudio
Sarmento e Renildo Matos, oferecendo inicialmente acesso
discado à internet, o provedor maranhense preencheu uma
lacuna no interior do estado, que até o momento não
possuía esse serviço. Com a chegada, em 2003, do sócio
Jadson Welder à equipe, trazendo uma grande expe-
riência em tecnologia móvel, o provedor passou
a disponibilizar acesso com tecnologia Wi-Fi
(acesso sem fio) e cabo UTP (sem
ocupar linha telefônica).
Como representante da Embra-
tel, a SIVnet iniciou em feve-
reiro de 2009 sua atuação no
mercado de TV por assina-
tura em todo estado, fe-
chando o ano com cerca
de dois mil clientes e
assumindo a liderança
em vendas do produto
no Nordeste. A em-
presa também possui
Licença de Comunica-
ção Multimídia (ECM),
concedida pela Anatel, o
que permite a sua atuação em
todo território nacional.

40 › REVISTA CENÁRIO
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44 › REVISTA CENÁRIO
MPX Energia constrói
termelétrica em São Luis

Canteiro de obras da termelétrica


que funcionará em São Luís

A usina, que está sendo instalada no Distrito Industrial, deve


começar a operar já no segundo semestre de 2011

Empresa que integra o grupo empresarial carioca mericano de Desenvolvimento), e que são muito
EBX, a MPX Energia iniciou sua atuação no Mara- mais rigorosos que a atual legislação brasileira para a
nhão através da construção de uma usina termelétrica nossa atividade. Procuramos desenvolver um empre-
no Distrito Industrial de São Luís, e que terá capaci- endimento que minimizasse ao máximo os impactos
dade de produzir 360 MW de energia elétrica. ambientais para a região, tanto que 30% dos nossos
A construção da térmica integra o conjunto de investimentos são destinados a equipamentos espe-
obras do PAC (Programa de Aceleração do Cresci- ciais que potencializam o desempenho ambiental da
mento), cujo processo de licenciamento foi tratado planta”, explicou o presidente da termelétrica, Edio
pelo IBAMA Nacional e cuja fase de implantação está Rodenheber.
recebendo um investimento de R$ 1,5 bilhão. O executivo da MPX acredita que a instalação da
A usina será movida a carvão mineral, utilizando usina trará benefícios ao Maranhão como a conquista
a mais moderna tecnologia de controle ambiental da auto-suficiência energética e a ampliação da oferta
para esse combustível, a CCT (Clean Coan Tech- regional de energia com confiabilidade e qualidade.
nology), que segue os rigorosos padrões europeus. Esse incremento será um grande incentivo para a ins-
“Conduzimos todo o planejamento do projeto talação de novas indústrias com todos os benefícios
usando como parâmetros os padrões europeus, que econômicos e sociais decorrentes, contribuindo para
são os mesmos exigidos pelo BID (Banco Intera- o desenvolvimento do estado.

REVISTA CENÁRIO › 45
Além de mais energia, serão gerados 4.500 em- pessoas, já que a empresa quer priorizar a contra-
pregos diretos e indiretos no período de constru- tação de mão-de-obra local. Até o final de 2009,
ção e 800 durante a operação. A empresa tem uma a empresa treinou 300 pessoas para trabalhar na
parceria assinada com o SENAI (Sistema Nacio- usina ou em outros projetos em desenvolvimento
nal da Indústria) do Maranhão para treinar 600 no Maranhão.

 Atualmente, a usina emprega mais de 900 pessoas em seu canteiro de obras;


 71% da mão-de-obra é maranhense;
 A empresa já investiu R$ 1 milhão;
 R$ 500 milhões serão investidos em 2010 e 2011;
 O início da operação está previsto para o segundo semestre de 2011.

Jazida de gás natural em Capinzal


do Norte pode gerar 1000 MW
A EBX, por meio da consultoria especializada elétrica. “Em setembro, anunciamos os primeiros
DeGolyer&MacNaughton (D&M), certificou o recursos com o carvão mineral na Colômbia e, ago-
potencial de gás natural em sete blocos terrestres ra, conseguimos essa importante certificação com
no município de Capinzal do Norte, no Maranhão. o gás natural. Integrar o combustível e a geração de
Essa descoberta representará um aumento da capa- energia elétrica agrega bastante valor para as nossas
cidade de oferta de energia no estado e garantirá usinas, capturando as margens de rentabilidade em
o fornecimento para os novos empreendimentos toda cadeia de produção”, diz o executivo. No ano
aqui instalados. passado, a OGX, empresa de petróleo do Grupo
EBX, iniciou o trabalho de sísmica nos blocos
Ao adquirir 70% dos blocos, a OGX negociou para começar a perfuração de poços na região já no
33,3% da sua participação com a MPX, operação que primeiro semestre de 2010.
está em aprovação na Agência Nacional de Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O relatório Com a certificação, a MPX iniciará o desenvolvi-
da D&M confirma recursos contingentes de 1,7 Tcf mento de um projeto termelétrico de 1000 MW no
(trilhão de pés cúbicos) de gás natural, equivalentes estado do Maranhão. A empresa vai iniciar o processo
a 303 milhões de barris de óleo equivalente (“boe”). de licenciamento ambiental da usina neste ano para
Adicionalmente, foram certificados recursos poten- negociar essa energia elétrica nos leilões organizados
ciais riscados, no montante de 0,2 Tcf. pelo governo federal, e as obras serem iniciadas em
2011. “Com a usina do Maranhão, a nossa carteira de
Para o Presidente da MPX, Eduardo Karrer, empreendimentos de longo prazo totaliza 9100 MW,
a certificação dos recursos de gás natural é um sendo 4300 MW de térmicas a gás natural. Temos
passo importante para a estratégia de integração uma plataforma de crescimento bastante interessan-
de suprimento de combustível e geração de energia te”, conclui Eduardo Karrer.

46 › REVISTA CENÁRIO
REVISTA CENÁRIO › 47
Setor de trânsito recebe
equipamentos da
administração municipal

Mais de 3 mil carros circulam


hoje pelas ruas e avenidas da
capital.

A frota de veículos de São Luís aumenta de demanda por serviços públicos mais eficientes.
forma acelerada, com cerca de 3.200 carros empla- Um importante passo de preparação para o futuro
cados todos os meses. A renda da população me- foi dado pela Secretaria Municipal de Trânsito e
lhorou e isso faz com que as pessoas tenham acesso Transportes no mês de novembro. O prefeito João
ao transporte próprio. O aquecimento do mercado Castelo, o secretário da SMTT, Ribamar Oliveira,
automobilístico e o aumento do poder de consumo e secretários da administração municipal estiveram
são fatores positivos que apontam para o cresci- presentes na solenidade de entrega das novas viaturas
mento econômico que a Capital está vivenciando operacionais de trânsito e dos uniformes dos agentes
nos últimos dez anos. de Trânsito.
Tudo isso seria motivo para acreditar que o desen- O secretário Ribamar Oliveira falou sobre os
volvimento está contribuindo para melhorar a quali- grandes desafios da Secretaria Municipal de Trânsito
dade de vida dos ludovicenses. Contudo, a outra face e Transportes, classificando as metas a curto, médio
dessa onda de boas notícias mostra um cenário de e longo prazo para dar mais eficiência, segurança e
transformações necessárias para que a cidade acom- conforto para o Sistema de Transporte Coletivo e dar
panhe seu crescimento populacional e o aumento da maior fluidez ao trânsito de São Luís.

48 › REVISTA CENÁRIO
Prefeito afirma que urbanismo será prioridade
A nova frota operacional de trânsito da SMTT drados de asfalto de qualidade até o final deste ano.
passou de 11 para 22 viaturas, e as motos de três “Sem olhar para o imediatismo, mas com um estilo de
para oito. Ribamar Oliveira disse durante o even- trabalho dinâmico e sempre voltado para as próximas
to que as dificuldades não são motivos para ficar gerações”, assim Castelo analisou sua gestão.
parado. “Cada passo dado é a certeza de melhoria
para todos”, declarou o secretário encerrando seu
pronunciamento.
O prefeito João Castelo classificou a renovação
dos equipamentos da SMTT como um momento
importante da sua administração e que garante mais
eficiência e segurança ao trânsito de São Luís. “Es-
tamos dando o primeiro passo para equipar o setor
de trânsito. Iniciamos nossa gestão sem o orçamento
adequado para atingir os objetivos que gostaríamos.
Mas, com o orçamento do próximo ano, começa-
remos a atender aos anseios da população, que tem
mostrado uma grande expectativa pelas melhorias
que São Luís necessita”, reconheceu.
O prefeito afirmou que uma das prioridades da sua
gestão será o urbanismo da cidade, que irá preparar
São Luís para as gerações futuras. “Essa é a minha O MASCOTE JOCA
marca de governo, trabalhar visando não apenas um (AO LADO DO PREFEITO)
mandato, mas o planejamento para que os nossos
jovens tenham mais esperança em um futuro melhor
É IMPORTANTE PERSONAGEM
e mais digno”, afirmou. NAS CAMPANHAS
João Castelo destacou ainda o projeto de pavi- EDUCATIVAS DA SMTT
mentação que contemplará cerca de seis milhões de
metros quadrados de asfalto. O prefeito garantiu o
recapeamento de mais de dois milhões de metros qua-

REVISTA CENÁRIO › 49
50 › REVISTA CENÁRIO
REVISTA CENÁRIO › 51
52 › REVISTA CENÁRIO
PUBLICITÁRIO
Publicidade indoor

INFORME
conquista mercado em
São Luís

Tecnologia de múltiplas telas


permite veicular, simultaneamente,
propaganda, entretenimento
e notícias.
Acompanhando a tendên- OR’ e de todos os domínios da
cia mundial de mídia indoor, internet sinônimos dessa ativida-
empresas maranhenses do de. O empresário Helio Costa,
segmento publicitário inovam proprietário da Mídia Indoor
na comunicação com o cliente, Tecnologia e Marketing, apresen-
otimizando lucros e ajudando a tou o sistema na Feira do Empre-
consolidar a imagem de empre- endedor de 2007, surpreendendo
sas e organizações. os clientes com o potencial do
A Mídia Indoor é genuina- novo conceito de mídia. O siste-
mente maranhense e é a proprie- ma permite as empresas divulgar
tária da marca ‘MIDIA INDO- as suas marcas diretamente no

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ponto de vendas, por meio de
telas de plasma e LCD.
O número de estabelecimen- O que é indoor ?
tos com mídia indoor não para
de crescer e novas instalações do A Mídia Indoor é todo e qualquer tipo de propaganda ou
sistema já podem ser vistas, ou divulgação feita dentro de todo e qualquer estabelecimen-
to, especialmente em locais de espera forçada como: filas,
melhor, assistidas em prédios co- recepções, elevadores, ônibus entre outros. Existem outras
merciais, supermercados e lojas definições como “Out Of Home” do inglês (Fora de Casa).
de departamentos de São Luís. Além disso, muitas agências de propaganda a definem
O sistema já está em uso em como mídia alternativa ou extensiva, o que não está er-
várias empresas, como por exem- rado, pois a mídia indoor está inserida dentro do contexto
de mídias alternativas.
plo, Box Cinemas, que utiliza o Atualmente a mídia indoor se estende ao termo chamado
terminal de auto-atendimento ativação indoor, que engloba toda e qualquer ação que
para divulgar lançamentos e coloca a marca em contato direto com o consumidor. São
filmes em cartaz. projetos especiais desenvolvidos para atender as necessi-
A TV Aeroporto - empresa dades de cada anunciante, que tem por tendência natural
o objetivo de se aproximar cada vez mais do seu target
maranhense há três anos e meio (público-alvo).
em funcionamento - é mais uma Por outro lado, estudos comprovaram que a atenção das
do segmento de publicidade com pessoas à midia interna é muito superior se comparada
tecnologia de mídia indoor com com a atenção dispensada às mídias exteriores, em fun-
múltiplas-telas, recurso que per- ção, principalmente, da pouca concorrência e por estarem,
geralmente, em ambientes fechados.
mite veicular, simultaneamente, Nos últimos tempos, vem se destacando a utilização de
propaganda, entretenimento meios eletrônicos para veiculação de campanhas de mídia
e notícias. Funcionando 24 indoor, sobretudo, pela velocidade e dinamismo ofereci-
horas em 20 monitores (14 de dos, aliada à redução dos preços de monitores de plasma
42”, e seis de 60”) instalados no e de microcomputadores, elementos indispensáveis neste
tipo de comunicação.
terminal aeroportuário de São A Mídia Indoor possibilita às empresas ter o seu próprio
Luís, o serviço de mídia exibe canal de TV a um baixo custo. Além disso, o sistema de
uma programação diversificada mídia pode integrar pequenas empresas de publicidade no
com informações como a cota- segmento indoor a uma rede de telas instaladas em locais
ção das moedas, bolsa de valores, com grande concentração de público, potencializando o
alcance das veiculações e aumentando as vantagens ofer-
agronegócios, além de veicular ecidas ao anunciante, o que facilita a sua comercialização.
notícias, previsão do tempo e fonte: Wikipedia
filmes como Mr. Bean, o Gordo
e o Magro, Charles Chaplin,
pegadinhas internacionais e a
Pantera Cor-de-Rosa.
Hoje com 24 clientes fixos,
dos quais 13 como anunciantes portos cria expectativa por algo,
desde o início da veiculação da seja o momento do embarque ou
TV Aeroporto, os proprietários a chegada de alguém”, explica o
da empresa, Eduardo Mattar empresário.
e Liliam Nimitz, comemoram Circulam por mês no Aero-
o sucesso do negócio. Eduar- porto Marechal Cunha Macha-
do destaca que a aceitação da do cerca de 300 mil pessoas,
mídia indoor se deve à eficiência sendo que dessas 80 mil são
na divulgação de mensagens, usuárias dos serviços da Infraero.
marcas, produtos e empreendi- Eduardo afirma que a principal
mentos. “Ela atinge um público vantagem da TV Aeroporto para
específico, com poder aquisitivo os seus clientes é que a propa-
e receptivo aos comerciais, já que ganda é recebida como uma
o ambiente de espera dos aero- informação.

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A Mídia Indoor é

PUBLICITÁRIO
todo e qualquer

INFORME
tipo de propaganda
A Mídia Indoor é todo e qualquer
tipo de propaganda ou divulgação
feita dentro de todo e qualquer
estabelecimento, especialmente
em locais de espera forçada como:
filas, recepções, elevadores, ôni-
bus entre outros. Existem outras
definições como “Out Of Home”
do inglês (Fora de Casa). Além
disso, muitas agências de pro-
paganda a definem como mídia
alternativa ou extensiva, o que não
está errado, pois a mídia indoor
está inserida dentro do contexto
de mídias alternativas.
Atualmente a mídia indoor se
estende ao termo chamado ati-
vação indoor, que engloba toda
e qualquer ação que coloca a
marca em contato direto com o
consumidor. São projetos especi-
ais desenvolvidos para atender as
necessidades de cada anunciante,
que tem por tendência natural o
objetivo de se aproximar cada vez
mais do seu target (público-alvo).
Por outro lado, estudos compro-
varam que a atenção das pessoas
à midia interna é muito superior
se comparada com a atenção dis-
pensada às mídias exteriores, em
função, principalmente, da pouca
concorrência e por estarem, ger-
almente, em ambientes fechados.

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Um estad

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do em construção
O Nordeste vive um grande momento e está atraindo grandes grupos
empresariais do país que chegam para atuar em um mercado praticamente
virgem e com uma grande oferta de mão-de-obra. Existem análises eco-
nômicas que concluem que a crise internacional só não derrotou o Brasil
porque o Nordeste respondeu a ela com a ampliação do seu mercado de
consumo.
Entre os estados nordestinos, o Maranhão foi o que mais acumulou
investimentos, nas duas últimas décadas. Nos anos 80 o estado teve quase
U$ 4 bilhões de investimentos com a instalação das fábricas da Alumar e
da Vale, além de empreendimentos que tiveram impacto regional como,
por exemplo, a construção da Ferrovia de Carajás e da Usina Hidroelétrica
de Tucuruí. Esse conjunto de investimentos já sinalizava que o Maranhão
iria iniciar um ciclo de desenvolvimento e se tronar uma porta de saída de
produtos para o mercado europeu.
E isso está acontecendo neste exato momento. Independente da ação
governamental, os empresários vem escolhendo o Maranhão e, o que é
mais importante, esses investimentos não estão se dão apenas em São Luís,
que concentra toda a produção e o consumo do estado, mas estão se espa-
lhando pelo interior do estado mostrando que o Maranhão está no rumo
do desenvolvimento.
A exemplo disso, A MBX, empresa do setor de energia, descobriu uma
reserva de gás na região do município de Capinzal do Norte que irá mudar
aquela região. Sendo que a empresa do mega empresário Eike Batista já ini-
ciou a construção de uma termelétrica no Distrito Industrial de São Luís
que deverá entrar em operação no segundo semestre de 2011. Isso significa
que o parque industrial do estado está se expandindo com rapidez para o
interior do estado com a instalação de fábricas com a de fios condutores
em Miranda do Norte e a chegada da Suzano com uma fábrica de celulose
em Imperatriz. Outra fábrica de esmagamento de soja já em fase de cons-
trução na região de Balsas.
O secretário estadual de Planejamento e Orçamento, Gastão Vieira,
afirma que é assim que o estado espera criar riquezas, sem esquecer das
pequenas produções, como das quebradeiras de côco, que precisam ser
protegidas pelo governo.

REVISTA CENÁRIO › 63
mento do esgoto que vem das casas. Para atender a
essa demanda o governo já anunciou investimentos
da ordem de R$ 200 milhões, dos R$ 400 milhões do
BNDES, apenas em saneamento.
De acordo com o secretário, serão empregados
de 100 a 150 milhões na recuperação e construção
de novas estradas, para dar prosseguimento ao
programa rodoviário estadual. Além da infraestru-
tura, o governo anunciou ainda a construção de
delegacias em todos os municípios do Maranhão,
uma média R$ 300 mil de investimento por delega-
cia e sede de comando, para fortalecer o sistema de
segurança do estado. Mesmo que haja uma mudan-
ça na direção da pasta de planejamento com a saída
de Gastão Vieira, para concorrer à reeleição como
deputado federal, ele mesmo confirma os investi-
Gastão Vieira, secretário estadual
de Planejamento e Orçamento
mentos nesses setores.

Parceria público-privado
Agenda Positiva Gastão Vieira admite que apenas o estado, com
os recursos públicos, não conseguirá alavancar tudo
que é preciso. “Estamos atraindo a iniciativa priva-
A Secretaria de Estado do Planejamento e Orça- da para investimentos viáveis e lucrativos, já que só
mento (Seplam) está formulando um plano a longo existe essa parceria quando há retorno para o empre-
prazo, 2010-2025, para nortear as ações e as decisões sariado”, analisa.
governamentais. Já foi autorizado pela governadora Entre as obras citadas pelo secretário está a moder-
Roseana Sarney um programa de obras que irá criar a nização do sistema Italuis; a duplicação da BR-135;
infraestrutura que dará suporte ao desenvolvimento além de outros setores como o aeroporto de Barrei-
esperado para os próximos anos no Maranhão. Parte rinhas, que recebe um grande fluxo de turistas e que
dos recursos necessários para essa preparação será podem ter frutos dessa parceria. “Pode haver parceria
financiado pelo BNDES. público-privado até na construção de presídios, onde
Pela primeira vez, reconhece o secretário estadual temos uma grande carência”, acrescenta.
de Planejamento e Orçamento, Gastão Vieira, o go- O segundo passo do governo será o desenvolvi-
verno estadual vai poder executar um planejamento mento de uma política moderna de incentivos ficais.
em longo prazo. Para acompanhar a taxa de cresci- Gastão Vieira afirma que existem várias alternativas
mento da economia estadual, o secretário destacou para atrair a iniciativa privada, mas que antes é preci-
que já estão sendo ampliados, de forma rápida, os so modernizar a legislação fiscal do estado.
investimentos, viabilizados por meio de recursos O secretário explica que a iniciativa privada tem
próprios e com os R$ 700 milhões que serão obti- a sua própria lógica na tomada das suas decisões e
dos via BNDES, sob a forma de empréstimos para a quando busca os seus empréstimos. O que os empre-
infraestrutura. sários esperam mesmo do poder público são os in-
centivos fiscais. Gastão Vieira defende uma alteração
Infraestrutura de foco nos interesses público-privado em benefício
de toda sociedade. “Precisamos partir para a integra-
ção de ações. Todos os empreendimentos que tiram
A prioridade absoluta do governo estadual nesse empréstimos pelo BNDES são obrigados a investir
primeiro momento será o saneamento básico. Os sis- em programas sociais. Não queremos só uma escola
temas de fornecimento d’água em municípios impor- ou um posto de saúde na ilha de São Luís, pois isso
tantes do estado estão completamente defasados ou é muito pouco. Precisamos e merecemos, e isso está
não funcionam. A realidade é que não existe escoa- determinado pelo BNDES, de muito mais”, desabafa.

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Modernização da máquina administrativa falta de oportunidade. Temos que criar uma elite de
A máquina pública envelheceu e é sustentada por técnicos para que esses projetos sejam gerenciados
cargos em comissão, que aqui são mal remunerados, por maranhenses. O estado precisa ter uma política
adite Gastão Vieira que diz não ter medo de receber para preparar esse tipo de profissional”, defende.
críticas por essa afirmação. “Temos uma estrutura que
não atrai jovens talentos, nem novos funcionários que
queira fazer carreira dentro do setor público”, analisa.

Renda
Para elaborar o programa de modernização da
máquina estatal, o governo estadual contratou a Fun-
dação Getúlio Vargas. Uma equipe formada por 25
membros, entre estagiários e técnicos da Seplam, será
treinada durante um ano dentro dos setores conside- O PIB maranhense foi o segundo
rados estratégicos para o desenvolvimento do estado. maior do país e isso atraiu investidores
Essa equipe será responsável pela execução do plane- que enxergaram o momento favorável
jamento e está preparada para atender às exigências da economia maranhense. Esse cresci-
feitas pelas instituições financeiras, no caso o BNB e
mento invejável apresentado pelo Ma-
BNDES, e para a aprovação dos projetos que serão
apresentados pelo governo estadual. ranhão, no entanto, ainda não mudou
A próxima medida anunciada pelo titular da a realidade da população que continua
Seplam será a realização de um concurso público que com uma renda per capta baixa.
vai remunerar os aprovados com salários acima dos A maioria dos habitantes do estado
pagos hoje. “Vamos fazer um concurso público que vive da transferência de recursos do go-
vai realmente atrair os melhores. Repito sem medo de
verno federal. Cerca de 800 mil famí-
críticas, que a máquina pública já não responde mais.
É preciso oxigenar o setor público, atraindo novos ta- lias no Maranhão sobrevivem com os
lentos e essa é a postura que vem sendo adotada pelo recursos obtidos do Bolsa Família. Se
governo atual”, afirma. considerar o número de cinco pessoas
por família, são quatro dos seis milhões
de habitantes existentes no Maranhão
Mão-de-obra que dependem do programa federal ou
dos salários pagos por prefeituras ou
Um dos aspectos mais preocupantes do ritmo por aposentadorias do INSS.
acelerado do crescimento econômico do estado é se
a mão-de-obra disponível no mercado irá suprir as
necessidades dos grandes empreendimentos. Alguns
setores como a construção civil já anunciam a escassez
de trabalhadores qualificados.
Gastão Vieira afirma que anda na contra-mão de
quem tem essa opinião. A mão-de-obra para tra-
balhar na construção da refinaria, segundo ele, está
disponível. “A Vale liberou, bem treinados, nove mil
trabalhadores quando concluiu a segunda fase da sua
expansão. A Alumar liberou mais 16 mil. Só aí temos
24 mil trabalhadores que participaram de grandes
projetos e que estão treinados e poderão ser absorvi-
dos rapidamente pela refinaria”, lembra o secretário.
A preocupação, de acordo com Gastão Vieira, é de
como encontrar os maranhenses que poderão liderar
esses projetos. “Precisamos preparar uma mão-de-
obra especializada e atrair de volta os profissionais
que se formaram fora daqui e não retornaram por

REVISTA CENÁRIO › 65
Lula anuncia o “Minha Casa,
Minha Vida” no Maranhão

Programa promete reduzir déficit habitacional do país

O déficit habitacional do país considerando a mal sucedidos e provocaram o represamento de uma


renda familiar, segundo levantamento do IBGE, é de demanda por imóveis populares além de um passi-
90,9% para famílias com renda de zero a três salários vo de grandes proporções para a Caixa Econômica
mínimos; de 6,7%, para famílias com renda entre três Federal.
e seis salários; e de 2,4%, para aquelas que ganham de Partiu-se recentemente para a realização do
seis a dez mínimos. O Programa Minha Casa, Minha Programa de Arrendamento Residencial, o PAR. O
Vida, lançado pelo governo federal em 2009, promete processo de correção dos preços para as construtoras,
reduzir esses percentuais com a construção de um mi- em função dos aumentos de preços praticados no
lhão de unidades habitacionais no prazo de dois anos. mercado, inviabilizou o programa.
O déficit habitacional brasileiro aumentou desde o Com o Plano de Aceleração do Crescimento
fechamento do Banco Nacional de Habitação (BNH) (PAC), o governo retomou não só a área de habita-
na década de 80. Os projetos iniciais do BNH foram ção, mas todos os setores ligados à infraestrutura.

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Todo esse esforço resultou no Minha Casa, Minha e apartamentos R$ 42 mil. Além disso, o governo fe-
Vida. Na visita ao Maranhão, o presidente Luís deral ofertará bônus que poderão chegar a R$ 23 mil,
Inácio Lula da Silva assinou a construção de 5.894 segundo a faixa de renda de cada família. Os imóveis
unidades e anunciou a assinatura de mais 19.967 serão inscritos, preferencialmente, no nome da mu-
para o estado em 2010. A distribuição das mora- lher. Com o desconto, um apartamento de R$ 42 mil,
dias vai acontecer de acordo com o déficit habita- será financiado por R$ 19 mil, reduzindo significati-
cional de cada região do país. vamente o valor das prestações do imóvel.
O prazo para entrega das primeiras unidades do Na segunda fase, o programa se estenderá às
programa está previsto para o início de setembro de famílias com renda de três a dez salários mínimos. A
2010. O Minha Casa, Minha Vida contempla famí- vantagem dessa etapa é que o comprador poderá op-
lias com renda de um a três salários mínimos com tar pelo bairro, o bloco dentro do conjunto, o andar e
casas de 36 metros quadrados a partir de R$ 38 mil, o apartamento, dependendo da renda.

MAIS INFORMAÇÕES
Financiamento garantido
 O programa possui um fundo que garante o financiamento de parte das prestações,
caso a família perca sua fonte de renda.

Regras para participar


 Não ser beneficiada por programas de habitação social do governo federal;
 Não possuir casa própria ou financiamento de imóveis;
 Comprometimento de até 10% da renda durante os dez anos de pagamento das prestações;
 Comprovação de renda formal ou informal;
 Interessados com restrições nos órgãos de proteção ao crédito podem ser incluídos
no programa.

Particularidades
 Famílias com renda de zero a três salários mínimos terão isenção de tarifas cartoriais;
 O processo de análise e aprovação dos contratos é de no máximo 45 dias;
 A assinatura do contrato ocorre na entrega do imóvel;
 A prestação mínima é de R$ 50,00;
 O registro do imóvel será, preferencialmente, no nome da mulher;
 Não será necessário dar entrada ou pagar prestações durante a fase de construção.

REVISTA CENÁRIO › 67
Unidades do Minha Casa, Minha Vida
serão construídas em áreas limítrofes
O diretor da Moradia Consultoria em Engenharia O problema, na opinião do consultor, é que essas zo-
Imobiliária, Sérgio Castor, mestre em Engenharia de nas periféricas não dispõem de escolas, postos de saúde,
Recursos Hídricos e ex-professor de Arquitetura e transporte público de qualidade, abastecimento d´água e
Engenharia Civil da Universidade Federal da Paraíba, segurança para atender essa expansão urbana. No entan-
afirma que o município de São Luís possui menos áre- to, Sérgio diz que há boas perspectivas para as regiões do
as disponíveis para a construção de unidades popula- Bacanga e da Ribeira, com a previsão de construção de
res do que Paço do Lumiar e São José de Ribamar. dois conjuntos habitacionais, podendo chegar a duas mil
Ele explica que, como são necessários terrenos casas. Nas proximidades do Distrito Industrial de São
com até 20 hectares para construção dos con- Luís e do Tirirical, segundo Sérgio, já existem projetos
juntos habitacionais, muitos desses empreendi- da ordem de 1.500 unidades.
mentos devem migrar com mais intensidade para Para garantir melhor mobilidade das populações
os municípios menores da ilha, que são regiões dos novos bairros populares, o governo estadual deve
limítrofes e não se sabe ao certo a que município investir nos acessos por vias perimetrais, já que a
pertencem. Sérgio disse ainda que essas regiões malha existente é insuficiente para atender ao fluxo de
de divisa vão abrigar bairros com a mesma exten- veículos. Equipamentos urbanos, serviço de coleta de
são ou até maiores do que outros como a Cohab lixo e transporte urbano também serão setores impac-
e o Cohatrac. tados pelo progresso acelerado.

Construtoras investem em tecnologia


As construtoras maranhenses, atraídas pela possi-
bilidade de aderir ao Programa Minha Casa, Minha
Vida, migraram para a Caixa. O primeiro certame
Vasconcelos aposta realizado pela instituição já classificou as empresas e
em inovação tecnológica
solicitou a essas a apresentação da documentação e
dos seus projetos. Algumas construtoras já estão com
canteiros de obras em fase de instalação e outras com
obras já iniciadas.
Para se adequar às exigências, as construtoras
estão investindo forte na importação de tecnologia.
O problema imediato, segundo o diretor de uma das
construtoras inscritas no programa, Pompeu Vascon-
celos, vai ser a escassez de mão-de-obra e material de
construção para construção dos novos empreendi-
mentos. “A saída para algumas empresas foi investir
em tecnologia de aceleração da construção e empre-
gar mão-de-obra feminina”, disse.
Vasconcelos afirma que as construtoras locais estão
aptas a absorver essa demanda. “Muitas construtoras
maranhenses estão importando novas tecnologias
de aceleração de construção. O que pode haver é um
colapso de mão-de-obra e de materiais de construção
com o aumento da produção”, alertou.

68 › REVISTA CENÁRIO
REVISTA CENÁRIO › 69
Pólos comerciais se
consolidam em avenidas

Bairros mais populosos atraem grandes redes de lojas

As avenidas próximas às áreas de maior den- des terrenos disponíveis para receber novos inves-
sidade demográfica de São Luís se consolidam timentos.
como regiões de concentração de estabelecimentos Os centros comerciais tradicionais, como o Cen-
comerciais. Bairros como a Cohab, onde as grandes tro e o São Francisco, sofrerão, naturalmente, uma
redes de lojas já se encontram instaladas, atraem redução no número de novas empresas comerciais.
um número cada vez maior de consumidores. A Um dos motivos mais evidentes dessa migração é a
Avenida São Luís Rei de França, onde em breve falta de estacionamentos disponíveis nessas regiões
será inaugurado um shopping, possui ainda gran- mais antigas da cidade.

70 › REVISTA CENÁRIO
O gerente da Ronierd Barros Consultoria Imobili-
ária, Delmo Ramos, explica que as atividades comer-
Imóveis populares batem
ciais são beneficiadas em áreas com grande concen-
tração populacional por causa da proximidade com o
recordes de vendas
consumidor, que dá preferência por essa comodidade. Foram vendidos nos últimos três anos em São Luís
Ele observa que, devido ao crescimento comercial mais de 20 mil apartamentos populares, segundo esti-
nas avenidas, se tornou quase impossível encontrar mativa do setor imobiliário. Empreendimentos de alto
terrenos disponíveis ao longo dessas vias. padrão com cerca de 200 apartamentos são vendidos
Delmo dá como exemplo a Holandeses, que há em curto espaço de tempo. Esses novos imóveis estão
três anos tinha áreas vendidas a R$ 100,00 o metro atendendo, segundo Delmo, a uma demanda reprimida
quadrado. Hoje, quando é ofertado, o metro na já existente na capital e não serão suficientes para suprir
mesma região não é vendido por menos R$ 800,00. o aumento da demanda por unidades habitacionais
“Houve uma explosão inflacionária dos preços, que provocado pela migração populacional atraída pelo
deve se estabilizar nos próximos quatro anos, quando crescimento econômico do Maranhão. Ele estima que
as demandas forem atendidas com um maior número o tempo para equilíbrio de oferta e procura por imóveis
de ofertas”, analisa. ainda deve durar cerca de quatro anos.
Com a escassez de terrenos nas avenidas loca- No setor de locação, Delmo aponta a escassez de
lizadas nas áreas nobres da cidade, deve aumentar oferta. A procura sofre pressão tanto por parte do cresci-
a procura por imóveis na região do Araçagy, acar- mento natural da população, que já reside em São Luís,
retando valorização imobiliária nessa região, avalia como de quem vem de outros estados. “Os últimos con-
Delmo. Ele recorda que há dois anos um terreno na juntos habitacionais surgiram em São Luís há cerca de 30
área era adquirido por cerca de R$ 30 mil. Atual- anos e isso provocou o aumento da procura por locações.
mente, esses terrenos não são vendidos por menos Os esforços de investidores que compram imóveis para
de R$ 100 mil. alugar ainda não estabilizou o mercado”, analisa.

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SÉRGIO Castor

Dignidade e cidadania
Morar com dignidade é uma condicionante básica Este é o momento de maior crescimento do
para a cidadania. Portanto, o déficit habitacional bra- macrossetor da construção civil e por atração direta,
sileiro é um agravante que retarda o desenvolvimento do mercado imobiliário maranhense. Nos programas
do cidadão e, assim, o desenvolvimento da economia de baixa renda, a participação do ramo imobiliário
nacional. limitou-se ao direcionamento dos terrenos para áreas
O Programa Minha Casa, Minha Vida se constitui maiores que pudessem abrigar os conjuntos com
em um ponto de apoio para alavancar este momen- milhares de unidade residenciais. Isto levou os pro-
to de crescimento sócio-econômico vivenciado no jetos para áreas fora do adensamento urbano. Fez-se
Maranhão. A construção de um milhão de moradias assim necessária a participação dos governos estadual
dignas para diversas classes da população com rendas e municipal, que se responsabilizaram pela imediata
de zero a três e até dez salários mínimos irá gerar um construção dos serviços sociais tais como escolas,
forte impulso no macrossetor da construção civil. saúde, segurança e transporte.
Mais construções implicam em mais empregos, Estes novos empreendimentos se constituirão em
maior distribuição de renda, mais dignidade e, conse- verdadeiras cidades satélites providas dos serviços
quentemente, mais felicidade e cidadania. O Maranhão essenciais e que, em breve, terão individualidade e
acreditou e abraçou o Minha Casa, Minha Vida. Na vida própria. As regiões do Bacanga, Ribeira, Santa
capital e em todo o estado houve uma adesão expressiva Bárbara, Matinha, Miritiua, Trizidela e outras em São
dos governantes. O empresariado atendeu ao chama- José de Ribamar e Paço do Lumiar, ganharão novos
mento e apresentou para o nicho de habitações de zero bairros.
a três salários mínimos mais de 50 mil propostas para os Na retaguarda deste processo financeiro, econô-
diversos municípios contemplados. mico e social, surge um cenário complementar de
A vinda do presidente Lula a São Luís para a crescimento tecnológico e profissional. As constru-
assinatura de diversos outros projetos de desenvolvi- toras empenharam-se para trazer novas tecnologias
mento e, também, de cerca de 30 mil destes contratos de construção acelerada. Tais tecnologias carregam
habitacionais, coroou o esforço conjunto do Estado, em seu bojo uma ampla abertura para a mão-de-obra
dos municípios maranhenses e do empresariado, ar- feminina na construção civil.
ticulados pelo trabalho competente da Caixa Econô- São Luis será maior, o Maranhão será maior, o
mica Federal. Brasil será maior, e haverá mais dignidade e mais cida-
Na ilha, o número de contratos se aproxima dos dania. Assim, haverá, também, mais amor e felicidade
20 mil e ainda resta contemplar milhares de unida- para todos.
des para São Luis. O governo do estado iniciou as
inscrições para as primeiras unidades do programa
e impressiona a quantidade de pessoas que busca
Sérgio Castor é engenheiro civil, ex-professor de engenharia
inscrever-se. Muitos chegam à noite e dormem nas e arquitetura da Universidade Federal da Paraíba, Mestre em
filas para obterem uma senha e realizarem o sonho da Engenharia dos Recursos Hídricos e diretor da Moradia Consul-
casa própria. toria em Engenharia Imobiliária

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Conhecimento aumenta competitividade
de micros e pequenos negócios

Mais acesso a gestão e à inovação tecnológica

O conhecimento é o ponto chave para alavancar Sebrae-MA disse que é necessário ainda fortalecer as
a economia do estado. Com essa afirmação, o dire- cadeias produtivas do Estado, visando um crescimen-
tor superintendente do Sebrae-MA, Manoel Pedro to sustentável onde o principal resultado é estancar a
Castro, enfatizou a importação da qualificação dos evasão das riquezas que saem do Maranhão para ou-
empreendedores maranhense para ter sucesso na con- tros estados com as importações. “O Maranhão ain-
juntura que se desenha a partir da chegada de grandes da importa cerca de 90% dos produtos consumidos
empreendimentos no Maranhão. “Temos que propor- internamente e isso não favorece a economia local.
cionar o acesso ao conhecimento nas áreas de gestão Daí a importância da criação das cadeias produtivas
e inovação tecnológica para que os empreendedores genuinamente maranhenses”, esclarece.
estejam prontos para atuar em um espaço de forte Na avaliação do diretor do Sebrae-MA, é neces-
concorrência. Só participarão desse bolo aqueles que sário consolidar a cadeia produtiva de matéria-prima
forem competitivos”, adverte. para mudar esse quadro desvantajoso para o Mara-
Manoel Castro explica que não se tem hoje um perfil nhão. Ele destacou que o Sebrae está traba-lhando
de oportunidades apenas para os grandes empreendi- fortemente não só em São Luis, mas em todas as
mentos que são, atualmente, os maiores empregadores regiões do estado na construção dessas cadeias.
do Brasil. “O Sebrae contempla dentro da sua missão “Temos um potencial muito forte nas áreas de api-
institucional de apoio ao micro e pequeno negócio um cultura e agronegócios. Com a chegada dos grandes
momento muito promissor. É necessário trabalhar na empreendimentos, como a refinaria da Petrobrás, o
base da educação para que esse conhecimento se forta- pequeno empreendedor tem um importante papel
leça e a partir dele se crie uma inteligência que ajude o no processo de integração da economia local e no
Maranhão a criar novas oportunidade”, analisa. aproveitamento desses investimentos em benefício
Para a concretização das oportunidades que sur- da população na geração de mais postos de traba-
girão com o crescimento econômico, o dirigente do lho”, afirma.

REVISTA CENÁRIO › 79
Petrobrás apoia projeto para
criação de rede de serviços
O Sebrae-MA está trabalhando na formatação preparar para um incremento da demanda por estes
de um projeto em parceria com a Petrobrás com serviços. Junto a esse processo entra o crescimento das
foco exclusivo para os pequenos empreendimentos. demandas por educação, saúde e cultura. “Esse mo-
O projeto contempla a criação de uma cadeira de mento deve ser acompanhado pela iniciativa privada,
serviços que irá atender as grandes empresas respon- poder público e pela sociedade em geral de forma
sáveis pela construção da refinaria. Além da parceria associada para que ocorram as transformações exigi-
com a Petrobrás, o Sebrae-MA está tra-balhando das do Estado e que devem ser trabalhadas visando o
com informações repassadas pelo corpo técnico do bem-estar da população”, alerta.
Sebrae do Rio de Janeiro, que já possui uma experi- No cenário analisado por Manoel Castro é preciso
ência idêntica ao processo vivenciado no Maranhão. desenvolver ainda a indústria de produtos acabados
Essas informações somam-se à consultoria da GTC, dentro do estado. Segundo ele, Imperatriz é uma das
empresa alemã contratada para dar maior consistência poucas cidades maranhenses que já possuem peque-
técnica ao projeto de inserção dos micros e pequenos nas redes produtivas com maior competitividade.
negócios nas áreas de serviço, comércio e indústria Mas, se analisar o conjunto como um todo, existem
como potenciais fornecedores da Petrobrás. grandes oportunidades de investimentos nesse seg-
Os setores de alimentação, hotelaria e o turismo mento, na sua avaliação. Os setores de alimentação,
interno que, segundo Manoel Castro é uma cadeia artesanato, agronegócios são os que sinalizam como
com um campo muito vasto a ser explorado, devem se os maiores campos de oportunidade a ser explorado.

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Luiz Carlos Barboza, diretor-
técnico do Sebrae Nacional,
na abertura da Feira do
Empreendedor

Desempenho do Sebrae-MA é um
dos melhores do país
O Sebrae-MA tem demonstrado uma das melho- 130 ainda no início de 2010. “Para alcançarmos esse
res performances em nível nacional no cumprimento resultado contamos com o empenho da nossa equipe
da sua missão institucional como fomentador das técnica, que tem demonstrado todo interesse. Cada
micro e pequenas empresas. Essa foi a avaliação do projeto envolve um contingente expressivo de pes-
diretor-técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos soas, mas temos conseguido superar as dificuldades”,
Barboza, durante a realização da Feira do Empreen- comemorou.
dedor no mês de outubro em São Luís. O dirigente da O Sebrae-MA possui um quadro de 130 funcio-
entidade manifestou seu reconhecimento de acordo nários para atender todo o Maranhão. Além disso,
com o resultado apresentado no monitoramento que acrescenta-se um orçamento limitado esta-belecido
é realizado em nível nacional todos os anos. anualmente, mencionou o dirigente local da en-
“No cumprimento da sua missão, o Sebrae do tidade. Ele disse ainda que é necessário fazer com
Maranhão tem feito um trabalho brilhante nesses úl- que as grandes empresas que chegarão ao Maranhão
timos anos. Nós (Sebrae Nacional) temos um sistema compartilhem desse processo de mudanças que são
que monitora o resultado de todos os Sebrae´s, em necessárias para o aperfeiçoamento da mão-de-obra
todo sistema, e o Maranhão tem alcançado desem- maranhense e da competitividade dos nossos empre-
penho e indicadores que aumentam ainda mais a endedores. “Essa soma de esforços com a geração de
confiança e o apoio por parte do Sebrae Nacional”, parcerias permitirão o aumento da atuação do Sebrae-
afirmou Luiz Carlos. MA. O convênio com a Petrobrás é um exemplo de
O diretor superintende do Sebrae-MA, Manoel como podemos melhorar os nossos resultados com a
Pedro Castro, considerou honrosas as colocações da entrada de recursos da empresa e do apoio do Sebrae
liderança nacional. Ele lembrou que há três anos o Nacional, já que o Sebrae-MA não teria recursos
Sebrae-MA trabalhava com 53 projetos. Atualmente suficientes para viabilizar um projeto desse porte”,
são quase 100 projetos, com perspectiva de atingir admitiu.

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