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Doenças ocupacionais, acidente do trabalho e conduta médico-pericial

PROFESSORES: Victor Maia e Danielle Alves

Prezado futuro AFT, bem vindo a mais uma aula!


Espero que o curso esteja sendo proveitoso. Não fique com nenhuma
dúvida. Lembre-se o fórum está ali para isso! A aula de hoje é sobre acidente
do trabalho.

Aula 1 Doenças ocupacionais 26/7/13


Aula 2 Acidente do trabalho 5/8/13
Aula 3 Conduta médico-pericial 12/8/13

Boa aula!

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Acidente do trabalho

Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício de trabalho a


serviço da empresa, ou ainda pelo exercício de trabalho dos segurados
especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a
morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho permanente ou
temporariamente.
Outras entidades mórbidas consideradas como acidente de trabalho
nestes termos (já tratamos na Aula 1):
• doença profissional, assim entendida a produzida ou
desencadeada pelo exercício de trabalho peculiar a determinada
atividade e constante da relação do Ministério do Trabalho;
• doença de trabalho, assim entendida a adquirida ou
desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho
é realizado e com ele se relacione diretamente, desde que
constante da relação mencionada.

Não serão consideradas como doença de trabalho:


• a doença degenerativa;
• a inerente a grupo etário;
• a que não produz incapacidade laborativa;
• a doença endêmica adquirida por segurados habitantes de região
em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que resultou de
exposição ou contato direto determinado pela natureza do
trabalho.

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Equiparam-se também ao acidente de trabalho:


• o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa
única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para a
perda ou redução da sua capacidade para o trabalho ou produzido
lesão que exija atenção médica para a sua recuperação;
• o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário de trabalho,
em consequência de:
o ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por
terceiro ou companheiro de trabalho;
o ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de
disputa relacionada com o trabalho;
o ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro,
ou de companheiro de trabalho;
o ato de pessoa privada do uso da razão;
o desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos
decorrentes de força maior.
• A doença proveniente de contaminação acidental do empregado no
exercício de sua atividade;
• O acidente sofrido, ainda que fora do local e horário de trabalho:
o na execução de ordem ou na realização de serviços sob a
autoridade da empresa;
o na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para
lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito;
o em viagens a serviço da empresa, inclusive para estudo,
quando financiadapor esta, dentro de seus planos para melhor
capacitação de mão-de-obra, independentemente do meio de
locomoção utilizado, até mesmo com veículo de propriedade do
segurado;
o no percurso da residência para o local de trabalho ou deste
para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive
veículo de propriedade do segurado, desde que o segurado por

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interesse pessoal não tenha interrompido ou alterado o


percurso.

Entende-se por percurso o trajeto usual da residência ou do local de


refeição para o trabalho, ou deste para aqueles. Nos períodos destinados à
refeição ou descanso, ou por ocasião de satisfação de outras necessidades
fisiológicas, no local de trabalho ou durante este, o empregado é considerado
no exercício do trabalho.
Não é considerado agravamento ou complicação de acidente de trabalho
a lesão que, resultante de acidente de outra origem, se associe ou se
superponha às consequências do anterior.
Considerar-se-á como dia do acidente, no caso de doença profissional ou
de trabalho, a data de início da incapacidade laborativa para o exercício da
atividade habitual, ou o dia da segregação compulsória, ou o dia em que for
realizado o diagnóstico, valendo para esse efeito o que ocorrer primeiro.
Será considerado agravamento de acidente de trabalho aquele sofrido
pelo acidentado quando estiver sob a responsabilidade da Reabilitação
Profissional.

1. (Cespe – TJES – 2011) Doenças muito prevalentes na população


em geral, tais como manifestações psicossomáticas do tipo
ansiedade ou depressão, ainda que identificadas após a
ocorrência de acidente de trabalho, não devem ser consideradas
consequência deste.

Resolução:
Acidente de trabalho é todo aquele que, ocorrido durante o exercício do
trabalho, a serviço do empregador, acarreta lesão corporal ou perturbação
funcional causadora de morte ou perda ou redução, permanente ou
temporária, da capacidade para o trabalho.

Gabarito: E

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2. (Cespe – TJES – 2011) A exposição ocupacional a ruído, além de


ser causa de degeneração da saúde auditiva, constitui fator de
risco para a ocorrência de acidentes de trabalho.

Resolução:
O agente ruído está em quase todos os lugares e pode se apresentar
isoladamente como ruído contínuo ou como ruído intermitente, ou ainda como
ruído de impacto. Entretanto é comum apresentar-se sob a forma combinada.
Define-se ruído contínuo como sendo aquele em que teóricamente existe
constância na sua intensidade. Exemplo: ruído de um motor ou de uma turbina
que gira a velocidade constante originando um ruído de 96 decibéis. Se o ruído
se apresentar com variações maiores do que 3 decibéis, será denominado de
ruído intermitente. Não confundir com a condição de intermitência de
exposição que é o contrário de permanência de exposição a um determinado
agente.
Considera-se limite de tolerância a concentração ou intensidade máxima,
relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não
causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral.
Não é permitida a exposição do trabalhador a intensidades de ruído
superiores a 115 dB(A), salvo se adequadamente protegidos, com protetores
bioativos, sob pena de risco iminente à saúde.

Gabarito: C

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3. (Cespe – TJES – 2011) Atualmente, a prevenção e a proteção


contra riscos à saúde do trabalhador associados aos ambientes
de trabalho são consideradas irrelevantes, seja do ponto de vista
da saúde pública, seja do ponto de vista da saúde privada.

Resolução:
Ao contrário do que afirma a questão, é primordial a prevenção e a
proteção contra riscos à saúde do trabalhador associados aos ambientes de
trabalho.
É obrigatório a elaboração e implementação, por parte de todos os
empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, através da antecipação,
reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos
ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho.

Gabarito: E

4. (FCC – TRT14 – 2011) Considera-se como dia do acidente, no


caso de doença profissional ou do trabalho, a data do início da
incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual,
ou o dia da segregação compulsória, excetuando-se o dia em que
for realizado o diagnóstico.

Resolução:
Na verdade, considera-se como dia do acidente, no caso de doença
profissional ou do trabalho a data do início da incapacidade laborativa para o
exercício da atividade habitual, ou o dia da segregação compulsória, ou o dia
em que for realizado o diagnóstico, valendo para este efeito o que ocorrer
primeiro.

Gabarito: E

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Considere que um digitador chegue ao ambulatório da empresa com


queixa de dor espontânea nos punhos e nas mãos e refira diminuição da força
muscular e da sensibilidade dessas partes do corpo, além de dormência e
sensação de peso.

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5. (Cespe – BRB – 2010) O acidente do trabalho é caracterizado


tecnicamente pela perícia médica do INSS, mediante a
identificação do nexo entre o trabalho e o agravo.

Resolução:
Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço
da empresa, com o segurado empregado, trabalhador avulso, médico
residente, bem como com o segurado especial, no exercício de suas atividades,
provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a
perda ou redução, temporária ou permanente, da capacidade para o trabalho.
O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia
médica do INSS, mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo.
Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se
verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a
entidade mórbida motivadora da incapacidade, elencada na Classificação
Internacional de Doenças (CID).
Considera-se agravo para fins de caracterização técnica pela perícia
médica do INSS a lesão, doença, transtorno de saúde, distúrbio, disfunção ou
síndrome de evolução aguda, subaguda ou crônica, de natureza clínica ou
subclínica, inclusive morte, independentemente do tempo de latência.
Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o
trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo, serão devidas as prestações
acidentárias a que o beneficiário tenha direito, caso contrário, não serão
devidas as prestações.

Gabarito: C

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6. (FCC – TRT8 – 2009) Deverá ser considerada acidente de


trabalho a doença que tenha resultado das condições especiais
em que o trabalho é executado, relacionando-se diretamente
com ele mesmo que não configure as hipóteses de doença
profissional e de doença do trabalho definidas em lei.

Resolução:
De acordo com a Lei 8213/91, consideram-se acidente do trabalho as
doenças, constatando-se que a doença não incluída na relação prevista como
doença profissional e doença do trabalho, que resultaram das condições
especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente.

Gabarito: C

7. (FCC – TRT8 – 2009) Constitui crime o descumprimento pela


empresa das normas de segurança e higiene do trabalho.

Resolução:
De acordo com a Lei 8213/91, constitui contravenção penal (não
crime), punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas de
segurança e higiene do trabalho.

Gabarito: E

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8. (FCC – TRT8 – 2009) Podem ser consideradas como dia do


acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a data
do início da incapacidade laborativa, o dia da segregação
compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico,
prevalecendo o que ocorrer primeiro.

Resolução:
Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do
trabalho, a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da
atividade habitual, ou o dia da segregação compulsória, ou o dia em que for
realizado o diagnóstico, valendo para este efeito o que ocorrer primeiro.

Gabarito: C

9. (FCC – TRT8 – 2009) Equipara-se ao acidente de trabalho o


acidente sofrido pelo segurado fora do local e do horário de
trabalho, na prestação de qualquer serviço que, mesmo não
tendo sido ordenada pela empresa, destine-se a evitar-lhe
prejuízo ou proporcionar-lhe proveito.

Resolução:
Equiparam-se também ao acidente do trabalho: o acidente sofrido pelo
segurado ainda que fora do local e horário de trabalho; na prestação
espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou
proporcionar proveito.

Gabarito: C

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10. (Cespe – Correios – 2011) Os acidentes do trabalho


implicam altos custos sociais, como aposentadorias precoces e
indenizações, entre outros.

Resolução:
A ocorrência de acidentes de trabalho implica danos sociais imediatos.
Primeiro, e mais importante, pelo comprometimento da saúde e integridade
física do trabalhador. Segundo, pelos seus dependentes que podem
eventualmente perder a base de sustentação familiar. Terceiro, pelos custos
que ocorrem nas áreas sociais, principalmente na Saúde e na Previdência
Social.
Um empregado formal que sofre um acidente de trabalho e é afastado de
suas atividades profissionais por mais de quinze dias, ou então fica
incapacitado de trabalhar, tem direito a receber um benefício da Previdência
Social, seja um auxílio temporário no primeiro caso, seja uma aposentadoria
no segundo. Em um caso extremo, quando o empregado venha a falecer em
razão do acidente de trabalho, também é gerado um benefício previdenciário,
neste caso uma pensão por morte em acidente de trabalho paga ao seu
dependente.
A Previdência Social paga também um auxílio vitalício aos acidentados
que ficaram com sequelas do acidente mesmo que, uma vez recuperados,
voltem a trabalhar.
Todos estes casos têm impactos negativos diretos no fluxo de caixa da
Previdência Social. Por um lado, com o pagamento de benefícios relacionados a
acidentes de trabalho, aumentam as despesas previdenciárias. Pelo outro, com
o empregado afastado, seja de forma temporária ou permanente, tanto ele
como seu empregador deixam de contribuir para a Previdência, o que reduz a
arrecadação previdenciária.
Outro impacto sobre a Previdência, e é fonte de desequilíbrio atuarial,
provém da aposentadoria ou pensão por morte por acidente de trabalho.
Geralmente, um empregado que se aposenta por acidente de trabalho ainda
não tem idade e nem tempo de contribuição suficiente para uma aposentadoria

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regular, o que significa que ele teve um tempo de contribuição menor do que o
esperado e tem grande probabilidade de receber aposentadoria por um tempo
maior que o esperado.

Gabarito: C

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Riscos ambientais

O termo risco significa probabilidade de perigo ou probabilidade de


insucesso. Aqui, você vai aprender um pouco mais sobre os riscos ambientais
existentes nos locais de trabalho.
Os riscos ambientais são aqueles causados por agentes físicos, químicos
ou biológicos que, a depender de sua natureza, concentração, intensidade ou
tempo de exposição, podem comprometer a segurança e a saúde dos
funcionários, bem como a produtividade da empresa.
Quando não são controlados ou previamente avaliados, os riscos
ambientais afetam o trabalhador a curto, médio e longo prazo, podendo
provocar acidentes com lesões imediatas e/ou doenças chamadas profissionais
ou do trabalho, que se podem ser comparadas aos acidentes do trabalho.
Os riscos ambientais são classificados segundo a sua natureza e forma
com que atuam no organismo humano. Dessa forma, podem ser físicos,
químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.
Levando em consideração a natureza dos riscos, bem como a forma
como eles atuam no organismo humano, confira exemplos de agentes que
podem ser encontrados no ambiente de trabalho.

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Riscos Riscos de
Riscos Físicos Riscos Químicos Riscos Biológicos
Ergonômoicos Acidente

Trabalho Físico
Ruído Poeiras Vírus Eletricidade
Pesado

Animais
Vibrações Fumos Bactérias Postura Incorreta
Peçonhentos

Radiações Iluminação
Vapores Fungos Monotonia
Ionizantes Inadequada

Radiações não Arranjo Físico


Gases Bacilos Ritmo Excessivo
Ionizantes Inadequado

Armazenamento
Pressões Anormais Névoas Protozoários Trabalhos Noturnos
Inadequado

Treinamento Probabilidade de
Temperaturas Produtos Químicos
Parasitas Inadequado/ Incêndio ou
Extremas em Geral
Inexistente Explosão
Máquinas e
Umidade Equipamentos sem
Proteção
Ferramentas
Inadequadas ou
Defeituosas

Os agentes de riscos físicos podem ser definidos como os diversos tipos


de energia ao qual o trabalhador é exposto durante a realização de suas
atividades. Por exemplo, uma temperatura muito baixa ou extremamente alta.
Além desse, podem ser considerados agentes físicos:
Ruído: as máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas
produzem ruídos que podem atingir níveis excessivos, podendo provocar
graves prejuízos à saúde. Os principais efeitos do ruído excessivo sobre uma
pessoa pode ser a surdez total ou parcial, o stress e/ou a redução do apetite
sexual.
Vibrações mecânicas: na indústria, é comum o uso de máquinas e
equipamentos que produzem vibrações (movimentos) que podem prejudicar o
trabalhador. As vibrações podem ser localizadas ou generalizadas

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Radiações ionizantes: os operadores de aparelhos de Raios X


freqüentemente estão expostos a esse tipo de radiação que pode afetar o
organismo ou se manifestar nos descendentes. Alguns dos efeitos produzidos
por este agente são anemia, leucemia, câncer e/ou alterações genéticas.
Radiações não ionizantes: as radiações infravermelho (presentes em
operações de fornos e de solda oxiacetilênica), raios laser e ultravioleta
(produzida pela solda elétrica) podem causar ou agravar problemas visuais,
além de provocar sobrecarga térmica, queimaduras, câncer de pele e aumento
da atividade da tireóide.

Os agentes de riscos químicos podem ser definidos como as


substâncias ou compostos que possam penetrar no organismo do trabalhador.
Esses agentes, quando entram em contato com a pessoa, podem provocar
danos à saúde de forma imediata, há médio ou longo prazo.
O contato dos agentes químicos com as pessoas pode ocorrer de três
formas:
Por via respiratória - os agentes penetram pelo nariz e boca, afetando a
garganta e chegando aos pulmões. Através da circulação sanguínea, podem
seguir para outros órgãos, onde manifestam os seus efeitos tóxicos, tais como
asma, bronquites, pneumoconiose etc.
Por via cutânea - os ácidos, álcalis e solventes, ao atingirem a pele,
podem ser absorvidos e provocar lesões como alterações na circulação e
oxigenação do sangue, nos glóbulos vermelhos e problemas na medula óssea.
Por via digestiva - a contaminação do organismo ocorre pela ingestão
acidental ou não de substâncias nocivas, presentes em alimentos
contaminados, deteriorados ou na saliva. Hábitos inadequados como o de
alimentar-se ou ingerir líquidos no local de trabalho, umedecer lábios com a
língua, usar as mãos para beber água e a falta de higiene contribuem para a
ingestão desse tipo de agente. Conforme o tipo de produto ingerido, pode
ocorrer queimadura na boca, queimadura do esôfago e estômago etc.

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Os agentes de riscos biológicos surgem do contato do homem com


certos micróbios e animais no ambiente de trabalho. Algumas atividades
facilitam o contato dos trabalhadores com esse tipo de agentes como
atividades em hospitais, a coleta do lixo, as indústrias de alimentação,
laboratórios, dentre outros. Esses agentes podem causar doenças como
tuberculose, intoxicação alimentar, brucelose, malária, febre amarela etc.
As medidas preventivas mais comuns para esse tipo de agentes são o
controle médico permanente, o uso de equipamentos de proteção individual, a
higiene rigorosa nos locais de trabalho, os hábitos de higiene pessoal, o uso de
roupas adequadas, a vacinação e o treinamento.

Os riscos ergonômicos estão relacionados às condições de trabalho dos


funcionários como cadeiras e mesas adequadas, maquinário moderno,
conscientização dos trabalhadores etc. Esses agentes podem gerar distúrbios
psicológicos e fisiológicos como fadiga, dores musculares, fraquezas,
hipertensão arterial, úlcera duodenal, doenças do sistema nervoso, alterações
do ritmo normal de sono e da libido, acidentes, problemas de coluna,
taquicardia, angina, infarto, diabetes, asma etc.
Para evitar que essas situações comprometam a atividade, é necessário
adequar as condições de trabalho ao homem. Essa adequação pode ser obtida
por meio de modernização de máquinas e equipamentos, uso de ferramentas
adequadas, alterações no ritmo de tarefas, postura adequada, simplificação e
diversificação do trabalho, entre outros.

Os riscos mecânicos estão relacionados às condições físicas (do


ambiente físico de trabalho) e tecnológicas impróprias, capazes de colocar em
perigo a integridade física do trabalhador. São considerados riscos geradores
de acidentes: arranjo físico deficiente, máquinas e equipamentos sem
proteção, ferramentas inadequadas ou defeituosas, eletricidade, incêndio ou
explosão, animais peçonhentos e armazenamento inadequado.
A principal medida para prevenir os acidentes por riscos mecânicos é
realizar um programa de inspeções de segurança. Por meio de exame

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criterioso de todas as máquinas e instalações, é possível evitar acidentes e


reparar as situações de risco potencial. A manutenção preventiva eficiente e
sistemática é a melhor, para eliminar os riscos mecânicos de acidente.

11. (Cespe – TJES – 2011) São exemplos de situações de risco à


saúde do trabalhador relacionadas a agentes físicos: alterações
na pressão atmosférica, iluminação excessiva ou deficiente e
descargas elétricas.

Resolução:
Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos
existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza,
concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar
danos à saúde do trabalhador.
Consideram-se agentes de risco físico as diversas formas de energia a
que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, calor, frio,
pressão, umidade, radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração, etc.
Consideram-se agentes de risco químico as substâncias, compostos ou
produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador pela via
respiratória, nas formas de poeiras, fumos gases, neblinas, névoas ou vapores,
ou que seja, pela natureza da atividade, de exposição, possam ter contato ou
ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.
Consideram-se como agentes de risco biológico as bactérias, vírus,
fungos, parasitos, entre outros.

Gabarito: C

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12. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) O dano causado pelos


agentes físicos, químicos e biológicos depende de sua natureza,
concentração ou intensidade, bem como do tempo de exposição
e das características individuais do trabalhador exposto.

Resolução:
Os riscos ambientais são aqueles causados por agentes físicos, químicos
ou biológicos que, a depender de sua natureza, concentração, intensidade ou
tempo de exposição, podem comprometer a segurança e a saúde dos
funcionários, bem como a produtividade da empresa.
Quando não são controlados ou previamente avaliados, os riscos
ambientais afetam o trabalhador a curto, médio e longo prazo, podendo
provocar acidentes com lesões imediatas e/ou doenças chamadas profissionais
ou do trabalho, que se podem ser comparadas aos acidentes do trabalho.
Os riscos ambientais são classificados segundo a sua natureza e forma
com que atuam no organismo humano. Dessa forma, podem ser físicos,
químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.

Gabarito: C

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13. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) Pressão, temperatura,


ruído, vibração e radiação são considerados agentes físicos.

Resolução:
Os agentes de riscos físicos podem ser definidos como os diversos tipos
de energia ao qual o trabalhador é exposto durante a realização de suas
atividades. Por exemplo, uma temperatura muito baixa ou extremamente alta.
Além desse, podem ser considerados agentes físicos:
Ruído: as máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas
produzem ruídos que podem atingir níveis excessivos, podendo provocar
graves prejuízos à saúde. Os principais efeitos do ruído excessivo sobre uma
pessoa pode ser a surdez total ou parcial, o stress e/ou a redução do apetite
sexual.
Vibrações mecânicas: na indústria, é comum o uso de máquinas e
equipamentos que produzem vibrações (movimentos) que podem prejudicar o
trabalhador. As vibrações podem ser localizadas ou generalizadas
Radiações ionizantes: os operadores de aparelhos de Raios X
freqüentemente estão expostos a esse tipo de radiação que pode afetar o
organismo ou se manifestar nos descendentes. Alguns dos efeitos produzidos
por este agente são anemia, leucemia, câncer e/ou alterações genéticas.
Radiações não ionizantes: as radiações infravermelho (presentes em
operações de fornos e de solda oxiacetilênica), raios laser e ultravioleta
(produzida pela solda elétrica) podem causar ou agravar problemas visuais,
além de provocar sobrecarga térmica, queimaduras, câncer de pele e aumento
da atividade da tireóide.

Gabarito: C

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Considerando os programas de monitorização biológica da exposição


humana a agentes químicos, julgue os itens que se seguem.

14. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) Efeito biológico é


definido como uma alteração bioquímica nociva, funcional ou
estrutural, que resulta da reação do organismo à exposição.

Resolução:
Uma vez que o monitoramento biológico envolve prioritariamente a
prevenção, o monitoramento biológico de efeito seria conceitualmente
contraditório com o primeiro. Todavia, deve-se considerar que o efeito no qual
esse monitoramento está baseado é o não nocivo.
O monitoramento de um efeito precoce, não nocivo, produzido por um
agente químico pode, em principio, ser adequado para prevenir efeitos
nocivos à saúde.
Assim, o monitoramento biológico de efeito é definido como: “a medida e
avaliação de efeitos biológicos precoces, para os quais não foi ainda
estabelecida relação com prejuízos à saúde, em trabalhadores expostos, para
estimar a exposição e/ou os riscos para saúde quando comparados com
referência apropriada”.

Um efeito biológico pode ser definido como uma alteração


bioquímica, funcional ou estrutural que resulta da reação do
organismo à exposição. Essa alteração é considerada não nociva quando:
• ao serem produzidas numa exposição prolongada não resultem em
transtornos da capacidade funcional nem da capacidade do
organismo para compensar nova sobrecarga;
• são reversíveis e não diminuem perceptivamente a capacidade do
organismo de manter sua homeostasia;
• não aumentam as suscetibilidades do organismo aos efeitos
indesejáveis de outros fatores ambientais tais como os químicos,
os físicos, os biológicos ou sociais.

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A vantagem dos testes que medem os efeitos biológicos não nocivos é


que fornecem melhor informação sobre a quantidade do agente químico que
interage com o sitio de ação.

Gabarito: E

15. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) O objetivo principal da


monitorização biológica é, essencialmente, o mesmo da
monitorização ambiental, ou seja, prevenir a exposição excessiva
dos indivíduos aos agentes químicos que podem provocar efeitos
nocivos, agudos ou crônicos.

Resolução:
O objetivo principal do monitoramento biológico, seja ele de dose interna
ou de efeito, é, essencialmente o mesmo do monitoramento ambiental, ou
seja, prevenir a exposição excessiva aos agentes químicos que podem
provocar efeitos nocivos, agudos ou crônicos, nos indivíduos expostos. Nos três
casos o risco à saúde é avaliado comparando o valor medido, com um padrão
de segurança.
Gabarito: C

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16. (Cespe – TJES – 2011) Relações interpessoais no ambiente


de trabalho constituem risco inerente ao processo produtivo, não
devendo, portanto, ser consideradas risco de exposição
ocupacional.

Resolução:
Os fatores de risco, quanto à sua natureza, podem ser classificados
como:
• Ambiental
o Físico (alguma forma de energia - ex.: ruído, vibração, radiações
ionizantes ).
o Químico (substâncias - ex.: poeiras, gases, névoas, fumos,
soluções irritantes).
o Biológico (microorganismos patogênicos – ex.: fungos, bactérias,
vírus, protozoários).
• Situacional (instalações, ferramentas, equipamentos, materiais e
operações)
• Humano ou comportamental (ação ou omissão – ex.: ações
gerenciais)

Gabarito: E

Suponha que um homem, de 48 anos de idade, seja trabalhador rural


desde os 14 anos idade, e tenha experiência em lavoura de café, cana, algodão
e soja. Atualmente, exerce sua atividade profissional em uma região de
hortaliças. Apresenta sinais e sintomas que sugerem a presença de riscos e
desgastes no ambiente laboral.
Considerando a situação apresentada acima e acerca de medidas de
prevenção e proteção, julgue os itens subsequentes.

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17. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) Para prevenir o câncer


de pele causado pela exposição ao sol, o trabalhador deve
comprar e usar, à revelia do empregador, chapéu, óculos e creme
bloqueador solar que sejam adequados ao seu tipo físico e à sua
preferência.

Resolução:
O Equipamento de Proteção Individual (EPI) é todo dispositivo ou
produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção
contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde.
O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for
possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que
se desenvolve a atividade, ou seja, quando as medidas de proteção coletiva
não forem viáveis, eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não
oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou
de doenças profissionais e do trabalho.
Os equipamentos de proteção coletiva (EPC) são dispositivos utilizados
no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos
riscos inerentes aos processos, tais como o enclausuramento acústico de
fontes de ruído, a ventilação dos locais de trabalho, a proteção de partes
móveis de máquinas e equipamentos, a sinalização de segurança, dentre
outros.
Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas
finalidades, este tem maior preferência pela utilização do EPI, já que colabora
no processo minimizando os efeitos negativos de um ambiente de trabalho que
apresenta diversos riscos ao trabalhador.
Portanto, o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos
completamente ou se oferecer proteção parcialmente.
Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6, a empresa é obrigada a
fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em
perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

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o sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção


contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e
do trabalho;
o enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;
e
o para atender a situações de emergência.

Portanto não é o trabalhador o responsável pela compra dos EPI, mas


sim a empresa.

Gabarito: E

18. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) Queixas de indigestão,


olhos irritados e enxaqueca podem estar associados ao uso de
pesticidas, o qual deve ser substituído, além de acrescentar o
uso de equipamentos de proteção individual (EPI) adequado ao
trabalho desenvolvido.

Resolução:
De fato, sempre que a atividade colocar em risco a saúde do trabalhador
é necessário a adoção de equipamentos de proteção individual.

Gabarito: C

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19. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) Os equipamentos de


proteção individual (EPI) danificados e extraviados devem ser
repostos pelos empregados responsáveis pelo seu uso. Os
valores referentes à compra dos novos EPI deverão ser
debitados do salário do trabalhador no mês seguinte à compra.

Resolução:
A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI
adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas
seguintes circunstâncias:
o sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa
proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças
profissionais e do trabalho;
o enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo
implantadas; e,
o para atender a situações de emergência.

Gabarito: E

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Indicadores de saúde

A disponibilidade de informação apoiada em dados válidos e confiáveis é


condição essencial para a análise objetiva da situação sanitária, assim como
para a tomada de decisões baseadas em evidências e para a programação de
ações de saúde. A busca de medidas do estado de saúde da população é uma
atividade central em saúde pública, iniciada com o registro sistemático de
dados de mortalidade e de sobrevivência. Com os avanços no controle das
doenças infecciosas e a melhor compreensão do conceito de saúde e de seus
determinantes sociais, passou-se a analisar outras dimensões do estado de
saúde, medidas por dados de morbidade, incapacidade, acesso a serviços,
qualidade da atenção, condições de vida e fatores ambientais, entre outros. Os
indicadores de saúde foram desenvolvidos para facilitar a quantificação e a
avaliação das informações produzidas com tal finalidade.
Em termos gerais, os indicadores de saúde são medidas-síntese que
contêm informação relevante sobre determinados atributos e dimensões do
estado de saúde, bem como do desempenho do sistema de saúde. Vistos em
conjunto, devem refletir a situação sanitária de uma população e servir para a
vigilância das condições de saúde. A construção de um indicador é um
processo cuja complexidade pode variar desde a simples contagem direta de
casos de determinada doença, até o cálculo de proporções, razões, taxas ou
índices mais sofisticados, como a esperança de vida ao nascer.
A qualidade de um indicador depende das propriedades dos
componentes utilizados em sua formulação (frequência de casos, tamanho da
população em risco) e da precisão dos sistemas de informação empregados
(registro, coleta, transmissão dos dados).
• Validade: capacidade de medir o que se pretende
• Confiabilidade: reproduzir os mesmos resultados quando aplicado
em condições similares
• Sensibilidade: capacidade de detectar o fenômeno analisado
• Especificidade: capacidade de detectar somente o fenômeno
analisado

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• Mensurabilidade: basear-se em dados disponíveis ou fáceis de


conseguir
• Relevância: responder a prioridades de saúde
• Custo-efetividade: os resultados justificam o investimento de
tempo e recursos

Espera-se que os indicadores possam ser analisados e interpretados com


facilidade, e que sejam compreensíveis pelos usuários da informação,
especialmente gerentes, gestores e os que atuam no controle social do sistema
de saúde.
Para um conjunto de indicadores, são atributos de qualidade importantes
a integridade ou completude (dados completos) e a consistência interna
(valores coerentes e não contraditórios). A qualidade e a comparabilidade dos
indicadores de saúde dependem da aplicação sistemática de definições
operacionais e de procedimentos padronizados de medição e cálculo.
A seleção do conjunto básico de indicadores – e de seus níveis de
desagregação – deve ajustar-se à disponibilidade de sistemas de informação,
fontes de dados, recursos, prioridades e necessidades específicas em cada
região.
A manutenção deste conjunto de indicadores deve depender de
instrumentos e métodos simples, para facilitar a sua extração regular dos
sistemas de informação. Para assegurar a confiança dos usuários na
informação produzida, é preciso monitorar a qualidade dos indicadores, revisar
periodicamente a consistência da série histórica de dados, e disseminar a
informação com oportunidade e regularidade.

Principais indicadores de saúde:


• Mortalidade
• Morbidade
• Nutricionais
• Demográficos
• Sociais

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• Ambientais
• Serviços de saúde
• Positivos

A mortalidade é medida pela taxa de mortalidade: ou o número de


óbitos em relação ao número de habitantes. A análise dos óbitos de
determinadas doenças em determinado local e período é chamada
morbimortalidade.
O objetivo é estabelecer a prevenção e controle de doenças, enquanto
ação de saúde pública, através do registro sistemático das declarações de
óbito.
Os principais indicadores de são a mortalidade infantil, mortalidade
materna e expectativa de vida.

Limitações:
• Exprimem de forma incompleta a história da doença
• Danos que raramente levam ao óbito não são representados
• Incidência em pequena parte da população
• Pequena amplitude, pouco úteis no curto prazo

20. (Cespe – BRB – 2010) As medidas de mortalidade são


consideradas as mais adequadas e sensíveis para expressar
mudanças de curto prazo do estado de saúde de uma população.

Resolução:
As medidas de mortalidade possuem pequena amplitude, portanto, são
pouco úteis no curto prazo.

Gabarito: E

Mortalidade infantil consiste nas mortes de crianças no primeiro ano


de vida e é a base para calcular a taxa de mortalidade infantil, que consiste na

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mortalidade infantil observada durante um ano, referida ao número de


nascidos vivos do mesmo período.
Para facilidade de comparação entre os diferentes países ou regiões do
globo esta taxa é normalmente expressa em número de óbitos de crianças com
menos de um ano, a cada mil nascidos vivos.
O índice considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
é de 10 mortes para cada mil nascimentos.

Mortalidade infantil no mundo

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21. (Cespe – IRB – 2004) Do ponto de vista social, os índices de


mortalidade infantil, de esperança de vida e de saneamento
básico são similares entre as diversas regiões brasileiras,
embora ocorram discrepâncias na comparação entre a população
rural e a urbana do país.

Resolução:
Taxa de mortalidade infantil no Brasil (2004)

Gabarito: E

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22. (Cespe – TJES – 2011) A subnotificação de acidentes de


trabalho é uma realidade identificada apenas na região Norte do
Brasil.

Resolução:
Os acidentes de trabalho configuram-se em um grave problema de saúde
pública pela sua magnitude, importância e gravidade. Para enfrentar esse
desafio tornou-se compulsória a notificação de todo acidente ocorrido durante
o desempenho de atividade profissional, independente do vínculo empregatício.
Embora a subnotificação de acidentes de trabalho é mais grave na região
Norte, ela também é presente em todas as regiões do país.

Gabarito: E

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Questões Resolvidas

1. (Cespe – TJES – 2011) Doenças muito prevalentes na população


em geral, tais como manifestações psicossomáticas do tipo
ansiedade ou depressão, ainda que identificadas após a
ocorrência de acidente de trabalho, não devem ser consideradas
consequência deste.

2. (Cespe – TJES – 2011) A exposição ocupacional a ruído, além de


ser causa de degeneração da saúde auditiva, constitui fator de
risco para a ocorrência de acidentes de trabalho.

3. (Cespe – TJES – 2011) Atualmente, a prevenção e a proteção


contra riscos à saúde do trabalhador associados aos ambientes
de trabalho são consideradas irrelevantes, seja do ponto de vista
da saúde pública, seja do ponto de vista da saúde privada.

4. (FCC – TRT14 – 2011) Considera-se como dia do acidente, no


caso de doença profissional ou do trabalho, a data do início da
incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual,
ou o dia da segregação compulsória, excetuando-se o dia em que
for realizado o diagnóstico.

Considere que um digitador chegue ao ambulatório da empresa com


queixa de dor espontânea nos punhos e nas mãos e refira diminuição da força
muscular e da sensibilidade dessas partes do corpo, além de dormência e
sensação de peso.

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5. (Cespe – BRB – 2010) O acidente do trabalho é caracterizado


tecnicamente pela perícia médica do INSS, mediante a
identificação do nexo entre o trabalho e o agravo.

6. (FCC – TRT8 – 2009) Deverá ser considerada acidente de


trabalho a doença que tenha resultado das condições especiais
em que o trabalho é executado, relacionando-se diretamente
com ele mesmo que não configure as hipóteses de doença
profissional e de doença do trabalho definidas em lei.

7. (FCC – TRT8 – 2009) Constitui crime o descumprimento pela


empresa das normas de segurança e higiene do trabalho.

8. (FCC – TRT8 – 2009) Podem ser consideradas como dia do


acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a data
do início da incapacidade laborativa, o dia da segregação
compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico,
prevalecendo o que ocorrer primeiro.

9. (FCC – TRT8 – 2009) Equipara-se ao acidente de trabalho o


acidente sofrido pelo segurado fora do local e do horário de
trabalho, na prestação de qualquer serviço que, mesmo não
tendo sido ordenada pela empresa, destine-se a evitar-lhe
prejuízo ou proporcionar-lhe proveito.

10. (Cespe – Correios – 2011) Os acidentes do trabalho


implicam altos custos sociais, como aposentadorias precoces e
indenizações, entre outros.

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11. (Cespe – TJES – 2011) São exemplos de situações de risco à


saúde do trabalhador relacionadas a agentes físicos: alterações
na pressão atmosférica, iluminação excessiva ou deficiente e
descargas elétricas.

12. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) O dano causado pelos


agentes físicos, químicos e biológicos depende de sua natureza,
concentração ou intensidade, bem como do tempo de exposição
e das características individuais do trabalhador exposto.

13. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) Pressão, temperatura,


ruído, vibração e radiação são considerados agentes físicos.

Considerando os programas de monitorização biológica da exposição


humana a agentes químicos, julgue os itens que se seguem.

14. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) Efeito biológico é


definido como uma alteração bioquímica nociva, funcional ou
estrutural, que resulta da reação do organismo à exposição.

15. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) O objetivo principal da


monitorização biológica é, essencialmente, o mesmo da
monitorização ambiental, ou seja, prevenir a exposição excessiva
dos indivíduos aos agentes químicos que podem provocar efeitos
nocivos, agudos ou crônicos.

16. (Cespe – TJES – 2011) Relações interpessoais no ambiente


de trabalho constituem risco inerente ao processo produtivo, não
devendo, portanto, ser consideradas risco de exposição
ocupacional.

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preferência.

18. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) Queixas de indigestão,


olhos irritados e enxaqueca podem estar associados ao uso de
pesticidas, o qual deve ser substituído, além de acrescentar o
uso de equipamentos de proteção individual (EPI) adequado ao
trabalho desenvolvido.

19. (Cespe – Banco da Amazônia – 2010) Os equipamentos de


proteção individual (EPI) danificados e extraviados devem ser
repostos pelos empregados responsáveis pelo seu uso. Os
valores referentes à compra dos novos EPI deverão ser
debitados do salário do trabalhador no mês seguinte à compra.

20. (Cespe – BRB – 2010) As medidas de mortalidade são


consideradas as mais adequadas e sensíveis para expressar
mudanças de curto prazo do estado de saúde de uma população.

21. (Cespe – IRB – 2004) Do ponto de vista social, os índices de


mortalidade infantil, de esperança de vida e de saneamento
básico são similares entre as diversas regiões brasileiras,
embora ocorram discrepâncias na comparação entre a população
rural e a urbana do país.

22. (Cespe – TJES – 2011) A subnotificação de acidentes de


trabalho é uma realidade identificada apenas na região Norte do
Brasil.

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Gabarito

1. E
2. C
3. E
4. E
5. C
6. C
7. E
8. C
9. C
10. C
11. C
12. C
13. C
14. E
15. C
16. E
17. E
18. C
19. E
20. E
21. E
22. E

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