Você está na página 1de 4

A EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

1 - Grã-Bretanha - início da Revolução Industrial


3 - Novas fontes de energia e novas indústrias:
modificações no quotidiano.
Maior potência económica
(2ª Rev. Industrial)
• Aplicação da energia a vapor aos diversos sectores.
Mais urbanizada mais industrializada mais rica
• Desenvolvimento da indústria química.
Desenvolvimento das indústrias:
Finais do século XIX: novas fontes de energia - petróleo e
Têxtil
electricidade.
metalúrgica
siderúrgica
Início do cinema
Desenvolvimento de:
motor de explosão (1º automóvel)
• agricultura;
electrodomésticos
• indústria; Novos luz eléctrica
• transportes inventos aplicação do dínamo
telegrafia sem fios
Desenvolvimento do comércio interno e externo telefone
telégrafo
GRÃ-BRETANHA
Centro abastecedor do Mundo 4 - O liberalismo económico: a afirmação do
capitalismo financeiro
Principais países industrializados:
• Bélgica; Mais mão-de-obra Menor procura
• França;
• Alemanha;
• Estados Unidos; descida dos salários
• Japão.
Salários baixos Maior produção
2 - A revolução dos transportes: formação de mercados Divisão do trabalho Menos custos
nacionais e aceleração das trocas intercontinentais. Produção em cadeia Lucros mais elevados

Aplicação da máquina a Construção de linhas de Liberalismo económico - doutrina económica que


vapor nas locomotivas caminho-de-ferro, defendia a livre concorrência e livre iniciativa individual
pontes e túneis. (liberdade de salários e preços, de produção e trabalho).

Desenvolvimento dos transportes ferroviários Livre concorrência

• Desenvolvimento da rede rodoviária (estradas e


pontes). Formação das concentrações ou monopólios
• Progresso dos transportes marítimos:
- Grandes veleiros;
- Barcos a vapor (steamers). verticais horizontais

Desenvolvimento dos transportes Grandes empresas - necessidade de avultados capitais


 formação de sociedades anónimas  emissão de
acções  compra por particulares e bancos.

Maior circulação Emprego de mão-


de pessoas e de-obra
mercadorias

Diminuição dos Alargamento dos


custos mercados

Incentivo às Intensificação das


indústrias trocas comerciais
CONTRASTES E ANTAGONISMOS SOCIAIS

1 - Revolução demográfica e crescimento urbano


4 - O movimento sindical: as propostas sindicalistas
Diminuição da mortalidade devido a:
• mais higiéne
Para lutar contra as duras condições de trabalho e de vida,
• progressos na medicina
• desenvolvimento dos transportes e comércio os operários organizaram-se em :
• melhoria das condições de vida • associações de socorros mútuos e sindicatos (estes
numa 2ª fase);
REVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA • 1ºos sindicatos ingleses (Trade-Unions).

maior empobrecimento desenvolvimento


consumo das camadas e crescimento das emigração A acção dos sindicatos proporcionou:
populares cidades
• estabelecimento de um horário de trabalho;
maior EUA
produção Canadá • direito à greve;
Austrália
Argentina • regulamentação do trabalho infantil e feminino;
Brasil
• seguros contra acidentes de trabalho;
2 - O género de vida citadino e a sociedade burguesa.
• descanso semanal;
Na cidade: • contratos colectivos de trabalho.
• O operariado vivia em bairros degradados;
• A burguesia em bairros e moradias luxuosas.
Perante as injustiças da sociedade do século XIX, surgiram
SOCIEDADE BURGUESA os defensores de uma sociedade mais justa - os socialistas.
Principais socialistas:

Grande burguesia Classe média • Karl Marx


(média burguesia)
* Grandes industriais, * Donos de pequenas empresas
• Friedrich Engels
comerciantes e banqueiros comerciais e industriais • Robert Owen
* Controlavam o poder * Professores
económico e político * Intelectuais • Saint Simon
* Tinham valores próprios * Juristas, médicos, engenheiros, etc.

3 - O operariado industrial: pauperismo e agitação


social.

Condições de vida e de trabalho:


• más condições de trabalho em minas e fábricas;
• frequentes castigos;
• muitas horas de trabalho (12 a 16 horas diárias)
• falta de segurança nas fábricas;
• Inexistência de seguros contra acidentes de trabalho;
• Utilização de mão-de-obra infantil e feminina;
• salários baixos;
• inexistência de contratos de trabalho;
• más condições de habitação;
• fome, doença, miséria, descontentamento.
O CASO PORTUGUÊS

O ATRASO NA AGRICULTURA AS TENTATIVAS DE MODERNIZAÇÃO


Portugal - 1ª metade do séc. XIX A - A política Regeneradora e o incremento dos
• Instabilidade política transportes
• guerras civis
• fraca produção agrícola e industrial Regeneração - período de paz e estabilidade política em
Portugal, iniciado em 1851.
• diminuição do comércio com o Brasil
• défice da balança comercial Fontes Pereira de Melo tomou medidas para o
desenvolvimento dos transportes e comunicações e para
Atraso na agricultura devido a: aproximar Portugal dos países industrializados.
• uso de técnicas agrícolas e utensílios tradicionais Primeira linha férrea: de Lisboa ao Carregado - 1856
• produção apenas para subsistência
• predomínio da pequena e média propriedade B - A tímida industrialização: a dependência face ao
• pagamento de taxas e rendas pesadas por parte dos estrangeiro

camponeses
No séc. XIX, Portugal manifestava atraso em relação à
• dificuldades de escoamento dos produtos
industrialização, devido a:
• instabilidade política
Medidas tomadas:
• falta de capitais
• extintas algumas rendas
• escassez de certas matérias-primas e de máquinas
• alargamento das áreas cultivadas
• baixa produtividade de mão-de-obra
• redução dos baldios
• concorrência de outros países.
• intensificação do cultivo da batata, arroz e vinha
• introdução de máquinas
A partir da década de 1870 verificou-se um certo
• criação de gado
desenvolvimento.
• introdução de adubos químicos

Principais indústrias:
Contudo não se fez uma verdadeira revolução agrícola.

têxteis fertilizantes químicos

cerâmica moagem

tabaco cortiça conservas

Contudo, verificava-se a grande dependência de Portugal


face ao estrangeiro (Inglaterra e França), devido ao
empréstimo de capitais e à subordinação às exigências de
alguns países quanto às importações. Aumentou a dívida
externa portuguesa.
ALTERAÇÕES NAS ESTRUTURAS SOCIAIS

A - A ruína dos pequenos produtores; a emigração B - Crescimento e limitações da sociedade burguesa


Deveu-se à fraca produtividade da economia portuguesa.
A partir de 1820 - nobreza e clero perderam importância.
Aumento Escassez de
demográfico terras Ascensão da burguesia - ligação com a nobreza.
Grande burguesia - pouco numerosa.
Divisão excessiva Agravamento das Desempenhou papel importante sob o ponto de vista
da propriedade condições de vida político. Só tardiamente adquiriu valores próprios.

Concorrência Baixa de Classe média - pequena e média burguesia.


estrangeira preços
C - A formação do operariado

EMIGRAÇÃO Operariado - condições de vida


• de início pouco numerosos
• más condições de habitação, higiene e alimentação
• inexistência de protecção contra acidentes de trabalho
BRASIL E.U.A. • inexistência de descanso semanal
• muitas horas de trabalho diário (14 a 15)
• inexistência de direito à greve
ÁFRICA • salários baixos
PORTUGUESA • recurso ao trabalho infantil e feminino

Movimento operário associativo


• Associações de Socorros Mútuos
• Associações de Classe - Sindicatos

Sob pressão destes, foi publicada legislação visando a


defesa dos direitos dos trabalhadores.

1890 - Início das comemorações do 1º de Maio em


Portugal.