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A História da Caipirinha – Versão Paratiense

17 de janeiro de 2014 por Felipe Jannuzzi

Categorias: Artigos, Na Estrada, Você Sabia

Qual a origem da Caipirinha? Já ouvimos algumas versões. Um documento do século XIX sugere
que talvez ela seja paratiense. Será?

Na nossa última viagem visitando os alambiques do sul fluminense constatamos em documentos oficiais
que o destilado de cana produzido em Paraty já era bastante prestigiado no período colonial.

“…a passagem que nela se faz para as Minas e a quantidade de aguardente de cana que ali se fabrica, lhe
dão a opulência conhecida.” (D. Antônio Rollim de Moura, Conde de Azambuja, Governador de Goiás e
Mato Grosso, 1750)

Nas quatro noites que passamos na cidade, além das pesquisas históricas e técnicas, buscando identificar
características próprias de produção da cachaça paratiense, fomos atrás também de entender como a
aguardente era usada na gastronomia local.

Nessas pesquisas, descobrimos muita coisa interessante sobre os drinques de Paraty.

A Caipirinha é paratiense?

A caipirinha é o drinque oficial do Brasil. Assim como sua matéria-prima principal, a cachaça, a bebida
está protegida por lei como um patrimônio nacional. No entanto, pouco se sabe sobre a sua origem. A
princípio, podemos supor pelo nome caipirinha que a bebida teria surgido no interior de Minas Gerais ou
São Paulo, terra dos caipiras. Mas foi em Paraty, no Rio de Janeiro, que encontramos o registro mais
antigo de uma possível inspiração para o coquetel nacional.

Em papo com o historiador paratiense Diuner Mello, descobrimos um documento de 1856 que relata as
medidas tomadas por conta de uma epidemia de cólera na região. Entre os registros, está uma carta do
engenheiro civil João Pinto Gomes Lamego que apresenta uma receita que daria origem ao que hoje
chamamos de Caipirinha.

“…por isso, tenho provido que a necessidade obrigou a dar essa ração de aguardente temperada com
água, açúcar e limão, a fim de proibir que bebessem água simples.” (Registro de Oficios da Câmera
Municipal, pag. 139 , 1856).

Diuner Mello, pesquisador da história de Paraty


De remédio popular, a caipirinha é hoje um dos coquetéis mais consumidos do mundo, tendo sido
incluída pela Associação Internacional de Bartender entre os 7 clássicos da coquetelaria mundial, sendo
bastante apreciada por estrangeiros que fazem questão de beber sua versão oficial com cachaça.

Nas nossas viagens, já ouvimos algumas histórias sobre as possíveis origens desse drinque nacional.
Alguns historiadores falam que possivelmente seria originária de Santos, região das primeiras
alambicadas de aguardente, outros dão os créditos à Carlota Joaquina – adepta da boa caninha e suas
misturas com as frutas dos trópicos. Com as incertezas surgem até as versões inusitadas: Jô Soares no seu
“O Xangô de Baker Street”, apresenta o Dr. Watson, amigo de Sherlock Holmes, como o pai da
caipirinha. Pelo jeito, a origem do drinque tipicamente brasileira não é tão elementar assim…

Para chegarmos numa conclusão sobre a sua origem, ainda precisamos pesquisar muito, no entanto, a
versão paratiense é até agora a mais antiga que temos nos arquivos do Mapa da Cachaça.

Jorge Amado e Gabriela, Cravo e Canela

Em 1988, foi gravado em Paraty uma versão cinematrográfica do livro Gabriela, Cravo e Canela de Jorge
Amado. Apesar da história se passar em Ilheús na Bahia, o centro histórico de Paraty foi cenário ideal
para a trama de Gabriela, uma linda sertaneja interpretada na tela por Sonia Braga.

Durante os meses de gravação, a relação entre a equipe de filmagem e os paratienses foi tão intensa que
os produtores de cachaça da cidade decidiram prestar uma homenagem à obra: a criação de uma
aguardente com cravo e canela batizada de Gabriela.

Hoje, quase todos os produtores de cachaça de Paraty possuem sua versão da Gabriela, mas de acordo
com os locais, a primeira garrafa teria sido uma criação da família Mello, produtores da famosa cachaça
Coqueiro.

Drinque Jorge Amado com Gabriela, maracujá e limão

As homenagens não pararam por aí. A bebida inspirou inclusive a criação de um drinque delicioso
chamado “Jorge Amado”, que leva maracujá, limão taiti e claro, Gabriela. Infelizmente, nunca
encontramos o drinque em bares ou restaurantes fora de Paraty, uma pena porque além de ser delicioso é
também uma forma de lembrarmos do grande escritor brasileiro.

Para finalizar, deixo uma provocação para os meus amigos e amigas bartenders e mixologistas: Por que
num país de dimensões continentais, com uma enorme variedade de frutas tropicais, com um dos povos
mais criativos do mundo e com uma aguardente de tamanha qualidade como a cachaça temos apenas a
Caipirinha como nosso drinque oficial?

Apresentaçâo do trabalho final.

Instituiçâo: UADER.

Carreira: Comercio internacional.

Aluno: Mirko Klauser.

Professor: El Gus.

Comandos.

· Ficha de anaise do texto.

· Tipo de discurso: Se trata de un articulo de investigacion y relato sobre la version de la Caipirinha


Paratiense.

· Nome de artigo: A historia da Caipirinha - Versâo Paratiense.

· Fonte: Extraido de internet.

· Data: 17 de janeiro de 2014.

· Fato referido: Historia sobre el origen de la caipirinha en Brazil.

· Resumo do texto: O artigo fala sobre a Hostória da Capirinha o coktel mais popular no brasil. A
caipirinha é a bebida oficial do Brasil, Como suas matéria prima nacional, a cachaça, a bebida
está protegida por lei como um patrimônio nacional.

Podemos supor pelo nome caipirinha que a bebida teria surgido no interior de Minas Gerais ou Sâo Paulo,
terra dos caipiras. Embora os primeiros registros de seu uso estejam em Paraty, no Rio de Janeiro usado
em uma receita para combater a cólera.
Também conta a história sobre a filmagem de um filme feito em Paraty que, como uma homenagem ao
mesmo, foi feita uma versâo chamada Gabriela com o nome do protagonista do film y un drinque
chamado ``Jorge Amadeo´´.

Perguntando-se sobre como o brasil com a variedade de frutas, pessoas tâo criativas e um excelente
aguardente, só tem a caipirinha como bebida oficial?

· Traduçao do texto:

Jorge Amado y Gabriela, Clavo y Canela.

En 1988, se grabo Paraty uan version cinematografica del libro Gabriela, Clavel y Canela del autor Jorge
Amado. A pesar de que la historia habia pasado en Ilheús- Bahia, el centro historico de Paraty fue el
escenario ideal para la trama de Gabriela, una hermosa sertaneja interpretada en la pantalla por Sonia
Braga. Durante los meses de grabacion. la relacion entre el equipo de filmacion y los lugareños fue tan
intensa que los productores de cachaça de la ciudad decidieron rendir un homenaje a la obra con la
creacion de un aguardiente con Clavel y Canela al que bautizaron ``Gabriela´´.

Hoy, casi todos los productores de cachaça de Paraty poseen su version de Gabriela, pero de acuerdo con
los lugareños, la primera botella habria sido una creacion de la familia Mello, productores de la famosa
cachaça ``Coqueiro´´. Los homenajes no pararon ahi. La bebida insipró incluso la creacion de un
delicioso refresco llamado ``Jorge Amado´´, que lleva maracuya, limon en rodajas y Gabriela.
Desgraciadamente, nunca encontramos este trago en bares o restaurantes uera de Paraty, una pena porque
ademas de ser delicioso es tambien una forma de recordar al gran escritor brasileño.

· Vocabulario:

Alem = Ademas.

Pesquisas = investigaciones.

Papo = conversacion.

Jeito = estilo.

Limâo Taiti = Tipo de limon parecido a la lima.

2. Divergencias lexicais ente o portugues o espanhol:

Divergencias semanticas:
Prestar = Rendir.

Garrafa = Botella.

Tela = Pantalla.

Divergencias Genericas:

Na nossa última viagem = en nuestro ultimo viaje.

a origem do drinque = el origen de la bebida.

Uma homenagem = un homenaje.

Divergencias Tonicas:

Coquetel = Cóctel.

Divergencias Silabicas:

Necessidade = Necesidad.

Supor = Suponer.

Tendo = Habiendo.

Cenário = Escenario.

Quantidade = cantidad.

Divergencias vocalicas:

Terra= tierra

Foi = Fue

Mais= Más

Descobrimos = Descubrimos

Apresenta = presenta.

Receita = Receta.
Obligou = obligó.

Origens = Origenes.

Falso Cognado.

Sustitucion.

Foi = Fue.

Descobrimos = descubrimos.

Adición.

Mais = Mas.

Receita= receta.

Outros = Otros.

Sustraccion.

Terra = tierra.

Antigo = Autiguo.

Origens = Origenes.