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Bombas Industriais

Prof. Me. John Kennedy


• BOMBAS INDUTRIAIS
Definição
• São equipamentos mecânicos destinados á transferência de líquidos de
um ponto para outro com auxílio de tubulações, fornecendo-lhe um
acréscimo de energia.

• Elas recebem energia de uma fonte motora qualquer e cedem parte


desta energia ao líquido sob a forma de energia de pressão, cinética, ou
ambas. Isto é, aumentam a pressão, a velocidade, ou ambas.

• Aplicações:
– Usos Domiciliares
– Industria Química, Petroquímica e Petrolífera
– Serviço de abastecimento d' água e Esgoto
– Sistema de drenagem
Equipamento para bombeamento
de fluidos
A escolha de uma bomba para uma determinada operação é
influenciada pelos seguintes fatores:
– A quantidade de líquido a transportar.
– A carga contra a qual há que bombear o líquido.
– A natureza do líquido a bombear.
– A natureza da fonte de energia.
– Se a bomba é utilizada apenas intermitente.
São equipamentos hidráulicos que
conferem energia a um líquido com a
finalidade de transportá-lo de um
ponto a outro, obedecendo às
condições de processo.

Tipos

Volumétrica / Desl. Positivo

X Dinâmicas / Centrífugas

COMPARANDO
Teoria básica
• Muito utilizadas na indústria.
• Opera com vazão constante.
Dinâmicas / Centrífugas
• Simplicidade de modelo.
• Pequeno custo inicial.

Trajetória do líquido • Manutenção barata.


• Flexibilidade de aplicação.
• Permite bombear líquidos com
Número de rotores sólidos em suspensão.
• Vazão desde 1 gal/min até milhares
galões/min, e centenas psi.
Forma do Rotor
• Constitui em duas partes : carcaça
e rotor.
Forma da Voluta • O fluido entra nas vizinhanças do
eixo do rotor e é lançado para a
periferia pela ação centrífuga
Número de entradas
Teoria básica das bombas centrífugas

Princípio de funcionamento:
• Para o funcionamento, é necessário que a carcaça esteja completamente cheia de
líquido, e portanto, que o impelidor esteja mergulhado no liquido.
• O funcionamento da bomba centrífuga baseia-se praticamente na criação de uma
zona de baixa pressão e de uma zona de alta pressão.

Zona de Baixa Pressão:


• A criação da zona de baixa pressão decorre do fato de que o líquido, recebendo
através das pás o movimento de rotação do impelidor, fica sujeito à força centrífuga
que faz com que as partículas do líquido se desloquem em direção à periferia do
impelidor. Este deslocamento acarreta a criação de um vazio (baixa pressão) na região
central, vazio este que será preenchido por igual quantidade de líquido proveniente da
fonte, estabelecendo-se assim a primeira! condição para o funcionamento que é um
fluxo contínuo (regime permanente).
Teoria básica das bombas centrífugas

Zona de Alta Pressão:


• O que ocorre é o impelidor fornecendo energia ao fluido, sendo em seguida, parte da
energia cinética transformada em energia de pressão devido ao aumento progressivo
da área da carcaça na região de difusão, após o líquido atravessar a voluta. Na
realidade, um certo aumento de pressão ocorre já na passagem do fluido desde a
entrada até a saída do canal formado pelas pás do impelidor, visto que este canal é
divergente. Entretanto, boa parte do ganho de pressão é normalmente obtida após a
saída do impelidor, quando o fluido é orientado através de uma região de área
crescente (região difusora).
Teoria básica das bombas centrífugas

Curvas teóricas de funcionamento:

β=90

Β<90

Β>90
Teoria básica das bombas centrífugas

Curvas teóricas de funcionamento:


• As bombas centrífugas produzem altura de líquido “H” como uma função da vazão
“Q”.

• Rendimento Volumétrico: decorre do fato


de que pequena parte da vazão bombeada
pelo rotor não atinge a linha de descarga,
sendo recirculada para a sucção da bomba
(de 2% para bombas grandes à até 10% em
bombas pequenas) NPSH r

H vs. Q

• Rendimento Mecânico: decorre da perda


devida ao atrito gerado pela circulação do
fluido entre os discos rotativos que envolvem
ALTURA – H
EFF
lateralmente as pás do impelidor e a carcaça
(de 1% para bombas grandes à até 5% em
bombas pequenas) e as perdas nos mancais POWER
e sistemas de vedação.

VAZÃO – Q
Teoria básica das bombas centrífugas

Ponto de operação:

Ponto de interseção entre a curva do sistema e a curva de


Head da bomba.

O ponto operacional da bomba é determinado pela queda da


carga estática, provocada pelas variações na elevação que o
líquido tem que superar, com a queda das cargas dinâmicas
causadas pelas perdas devido à fricção com o duto e queda
das pressões através de equipamentos.
Teoria básica das bombas centrífugas

Curvas de operação:
Teoria básica das bombas centrífugas

Curvas de operação:
Teoria básica das bombas centrífugas

Curvas de operação:
Teoria básica das bombas centrífugas

Curvas de operação:
• O ponto de maior eficiência da bomba é chamado BEP
• Operar a bomba nos pontos fora da área do BEP causa baixo
rendimento e vibração
Teoria básica das bombas centrífugas

Curvas de operação:

Curva de la Bomba
Altura de la Bomba

Sistema
Extrangulado

Curva de la
Instalación

Caudal
Teoria básica das bombas centrífugas

Curvas de operação:

Curva de la Bomba
Altura de la Bomba

Sistema
Extrangulado
Curva de la
Instalación

Caudal
Teoria básica das bombas centrífugas

Curvas de operação:

Curva de la Bomba
Altura de la Bomba

Sistema
Extrangulado
Curva de la
Instalación

Caudal
Teoria básica das bombas centrífugas

Curvas de operação:

H (negativo)

Curva de la Bomba
Altura de la Bomba

Curva de la
Instalación

Caudal
Teoria básica das bombas centrífugas

Curvas de operação:

Altura de la Bomba
Curva de la
Bomba

Sistema
“plano”

Caudal
Teoria básica das bombas centrífugas

Curvas de operação:
Teoria básica das bombas centrífugas

Associação de bombas em série:

Quando a altura manométrica for elevada, deve ser


examinada a possibilidade de utilização de bombas em série.
Esta solução normalmente é utilizada quando o valor da
altura manométrica ultrapassa os valores alcançados pelas
bombas multi-estágios.
Neste caso, a descarga de uma bomba é conectada na
sucção da seguinte, de modo que a vazão será a mesma em
todas as bombas, enquanto que a pressão de descarga será
a soma das pressões de cada uma das unidades.
Teoria básica das bombas centrífugas

Associação de bombas em série:


3 bombas en serie

2 bombas en serie

1 bomba simple
Teoria básica das bombas centrífugas

Associação de bombas em paralelo:

Este tipo de associação é utilizada quando a vazão exigida for


elevada ou quando a vazão exigida varia de forma definida.
No primeiro caso, o uso de bombas em paralelo dá, com certa
vantagem, segurança operacional, pois no caso de falha de
uma das bombas, haveria apenas uma diminuição da vazão
fornecida e não um colapso total no fornecimento.
Teoria básica das bombas centrífugas

Associação de bombas em paralelo:

1 bomba 2 bombas en 3 bombas en


simple paralelo paralelo
Teoria básica das bombas centrífugas

Associação de bombas:
Teoria básica das bombas centrífugas

Variação da velocidade da bomba:

Aumento de
velocidad de giro
Teoria básica das bombas centrífugas

Variação do diâmetro do rotor da bomba:


368 mm

360 mm

352 mm

344 mm

Aumento del
diámetro del
impulsor
Teoria básica das bombas centrífugas

Durabilidade do rotor e outros:


Impeller characteristic life
 = inherent life
High Low Sucction
temp bearing recirculation Best Efficiency Control excursions from BEP
rise and seal (sometimes Point (BEP)
life to achieve long impeller life
cavitation)
Perfect practice
Practice % off Life
Best Practice BEP
Low flow 0.95 
cavitation Good Practice
Lower
0.85 
Perfect 0 
impeller Low bearing
Head

life and seal life Best 5 to –10 -0.95


Discharge
recirculation
Good 10 to –20 -0.85

achieved, %
inherent life
Cavitation
Commerc 16 to –30 -0.65
Pump ial
Commercial
curve
practice
Reliability
curve
0.65 
(35% of the
Flow inherent life
is lost!)
Trajetória do Líquido

Bomba centrífuga pura ou radial

Bomba de Fluxo Misto

Bomba de Fluxo Axial


Bomba centrífuga pura ou radial

O líquido penetra no rotor


paralelamente ao eixo, sendo
dirigido pelas pás para a
periferia, segundo trajetórias
contidas em planos normais
ao eixo. Essas bombas são
usadas no bombeamento de
água limpa, água do mar,
condensados, óleos, lixívias,
para pressões até 16 Kgf/cm2
e temperaturas até 140 °C.
Bomba Fluxo Misto

Neste tipo de bomba, o líquido penetra


no rotor axialmente, atingindo as pás
cujo bordo de entrada é curvo e
inclinado em relação ao eixo; segue
uma trajetória que é uma curva
reversa, pois as pás são de dupla
curvatura, e atinge o bordo de saída
que é paralelo ao eixo ou ligeiramente
inclinado em relação a ele. Sai do rotor
segundo um plano perpendicular ao
eixo ou segundo uma trajetória
ligeiramente inclinada em relação ao
plano perpendicular ao eixo. A pressão
é comunicada pela força centrífuga e
pela ação de "sustentação" ou
"propulsão" das pás
Bomba axial ou propulsora

As trajetórias das partículas líquidas


começam paralelamente ao eixo e se
transformam em hélices cilíndricas.
Forma-se uma hélice de vórtice
forçado, pois, ao escoamento axial,
superpõem-se um vórtice forçado pelo
movimento das pás. São empregadas
para grandes descargas e alturas de
elevação de até mais de 40 metros.
Outra característica é que possuem
difusor de pás guias. O eixo, em geral,
é vertical, e por isso são conhecidas
como bombas verticais de coluna
Número de rotores

Bomba de simples estágio

Bombas de múltiplos estágios


Bomba de simples estágio

Por conter apenas um rotor, o fornecimento de energia ao


líquido é feito em um único estágio (constituído por um rotor e
um difusor). Estas bombas não sào utilizadas para alturas de
elevação grandes por suas dimensões excessivas e
correspondente custo elevado, além do baixo rendimento.
Bombas de múltiplos estágios

Quando a altura de elevação é grande, faz-se o líquido


passar sucessivamente por dois ou mais rotores fixado são
mesmo eixo e colocados em uma caixa cuja forma permite
esse escoamento. A passagem do líquido em cada rotor e
difusor constitui um estágio na operação de bombeamento.
Seu eixo pode horizontal ou vertical. São próprias para
instalação de alta pressão, já que a altura total de elevação é
a soma das alturas parciais de cada rotor
Forma do Rotor

Vão Anel de
desgaste

Rotor Semi- Rotor Semi-Aberto Rotor Fechado com Dois aneis desgaste
Aberto com vãos anel de desgaste camara de compensação
Forma da Voluta
Número de entradas

Aspiração simples ou entrada unilateral

Aspiração dupla ou entrada bilateral


Aspiração simples ou entrada unilateral

A entrada do líquido se faz de um lado e pela abertura circular


no rotor
Aspiração dupla ou entrada bilateral

O rotor permite receber o líquido por dois sentidos opostos,


paralelamente ao eixo de rotação. Equivale a dois rotores em
paralelo que, teoricamente, são capazes de elevar uma
descarga dupla da que se obteria com o rotor simples. O
empuxo longitudinal do eixo é equilibrado nas bombas de
rotores bilaterais. O rendimento dessas bombas é muito bom,
o que explica o seu largo emprego para descargas médias.
Bomba Simples Estágio
Componentes
Componentes
Componentes
Componentes
Componentes
Componentes
Componentes
Componentes
Componentes
Operação

Antes da Partida
Antes da partida e durante a operação de uma turbobomba, devem
ser considerados alguns aspectos:
Limpeza
Segurança Pessoal
EPI´s adequados
Isolamento das partes aquecidas (altas temperaturas)
Perfeita cobertura das partes móveis da bomba (acoplamento).
Segurança do Equipamento
Refrigeração adequada dos mancais (temperatura e lubrificação);
Controle da vazão de água de refrigeração;
Substituição do óleo de lubrificação (vida útil).
Operação

Antes da Partida
Recomendações Importantes:

Rotina de Inspeção de pontos críticos de lubrificação


Rotina de Inspeção periódica de manutenção do equipamento
Intervenção em condições anormais (aquecimento do mancal e da câmara de
vedação, vazamento do selo mecânico, vibração, ruído)
Não operar com válvula de descarga fechada (aquecimento da bomba)
Sistemas auxiliares
(água de refrigeração, líquido de selagem, vapor de aquecimento, etc.)
Linhas de sucção e descarga e seus alinhamentos
Escorva da sucção
Operação

Partida

A partida constitui um dos procedimentos operacionais mais


importantes.
Os procedimentos de partida podem ser divididos em três blocos,
nessa ordem:

Partida dos sistemas auxiliares


Admissão do líquido
Partida do acionador
Operação

Partida dos sistemas auxiliares


Antes da entrada em operação, é indispensável:

Proporcionar a vazão de água de refrigeração;


Ajustar a vazão do líquido de selagem
Caso o líquido seja o próprio do processo, abrir imediatamente a válvula
de partida.
Colocar em operação (se necessário) o sistema de aquecimento
da bomba.
Acionar a bomba do sistema de lubrificação (se o mesmo for
forçado)
Operação

Partida – Admissão de líquido


O requisito básico para colocar uma bomba em funcionamento é
garantir que o impelidor esteja mergulhado no líquido.

A admissão prévia do líquido deve ser feita da seguinte forma:

1 – Fecha-se o dreno da válvula de descarga


2 – Alinha-se a válvula de sucção
3 – Abre-se a válvula de escorva e purga de gases
4 – Abre-se a válvula de descarga após a partida do acionador.
Operação

Partida – Admissão de líquido


Operação

Partida do acionador
 Antes da partida do acionador, as seguintes condições devem estar
atendidas:
 Bomba escorvada

 Válvula de descarga totalmente fechada

 Sistema de proteção elétrico pronto para atuar

 Inexistência de vazamentos nos sistemas


 Móveis
 Sucção e descarga
 Utilidades
 Temperatura normal nos pontos principais do sistema (inferior
a 65ºC)
Operação

Partida do acionador
Operação

Após partida
Após a partida, acompanhe:

A pressão de sucção para evitar cavitação

O sistema de lubrificação

O diferencial de pressão no filtro da linha


Existem situações onde se faz necessário o uso de um filtro para retenção
de impurezas.
Operação

Parada

 De um modo geral, a seqüência de parada procede de modo


inverso ao de partida, ou seja:

 Fecha-se a válvula de descarga


 Pára-se o acionador
 Drena-se a bomba, se necessário
 Fecham-se os sistemas de refrigeração e selagem
 Desliga-se a bomba do sistema de lubrificação
 Desliga-se o sistema de aquecimento da bomba.
Operação

Problemas Operacionais
 Problemas operacionais mais comuns:

 Não bombeamento
 Insuficiência de vazão
 Insuficiência de pressão
 Perda da escorva
 Cavitação
 Problemas com o acionador
 Corrosão
 Golpe de Aríete
Operação

Problemas Operacionais – não bombeamento


 Possíveis Causas:
 Bomba não escorvada

 Acionador com problemas

 Elevada altura de descarga

 Insuficiente altura de sucção

 Sentido errado de rotação do impelidor

 Obstrução na sucção ou no rotor

 Baixa pressão de vapor do líquido

 Eixo ou acoplamento partidos

 Viscosidade inadequada do líquido


Operação

Problemas Operacionais – insuficiência de vazão


 Possíveis Causas:
 Baixa rotação

 Alta pressão de descarga

 Sujeira no filtro de sucção

 Desgaste das peças internas

 Insuficiente pressão de sucção

 Elevada altura de descarga

 Obstrução na sucção ou no rotor

 Turbilhonamento

 Cavitação

 Viscosidade elevada do líquido


Operação

Problemas Operacionais – insuficiência de pressão


 Possíveis Causas:

 Baixa rotação
 Rotação no sentido errado
 Sujeira no rotor
 Desgaste dos componentes
 Viscosidade elevada do líquido
 Escorva inadequada
 Rotor avariado
 Vazamento na linha de sucção
Operação

Problemas Operacionais – perda de escorva


 Possíveis Causas:

 Diminuição da pressão de sucção


 Entrada de ar pela caixa de gaxetas ou pela sucção
 Vazamento na linha de sucção
 Aumento da temperatura do produto
 Diminuição da temperatura em líquidos viscosos
 Pequena diferença entre a pressão de sucção e a pressão de
vapor do líquido.
Operação

Problemas Operacionais – cavitação


 É um fenômeno que ocorre quando a bomba succiona líquido
com pressão inferior à pressão mínima necessária para evitar
vaporização.
 É a formação de bolhas de vapor no escoamento de um líquido
devido à formação de uma zona de baixa pressão, seguido de
aumento de pressão e colapso destas de volta à forma líquida.
 As bolhas de vapor formadas (centro do rotor) implodem ao
atingir zonas de pressões maiores (periferia do rotor).
 Conseqüência:
 Vibração no equipamento

 Destruição progressiva do impelidor.


Operação

Problemas Operacionais – cavitação


O resultado da cavitação é desgaste do equipamento
e ruído característico;
É um fenômeno típico de bombas e válvulas de controle.
Operação

Problemas Operacionais – cavitação


Processo de erosão, podendo levar ao colapso do equipamento.
Operação

Problemas Operacionais – cavitação


 Fatores que evitam ao fenômeno da cavitação:

 Pequena altura de sucção


 Pressão alta no tanque de sucção
 Pequenas perdas de carga na linha de sucção (poucas curvas,
joelhos, válvulas, etc.)
 Líquido com baixa pressão de vapor
 Líquido com baixa densidade

 Identificação no processo:
 Ruído característico
Operação

Problemas Operacionais – acionador


 Razões para falhas do acionador:

 Razões Elétricas
 Desgaste de peças e lubrificação insuficiente.

 Razões Mecânicas
 Sobrecarga de corrente (fatores externos)

 Problemas mecânicos

 Altura manométrica total muito baixa

 Rotor obstruído

 Viscosidade do líquido bombeado diferente daquela de


projeto.
Operação

Problemas Operacionais – corrosão


 Corrosão: ataque químico do material dos internos da bomba.
 É mais acentuado quando a bomba trabalha com líquidos
agressivos e altas temperaturas
Operação

Problemas Operacionais – corrosão


 Muitas vezes: ataque das partes externas pelo meio ambiente.
 Principal causa: falha na operação de limpeza.
 Resultado: aceleração do processo corrosivo interno.
 Líquido contendo partículas sólidas: erosão acentuada.
Operação

Problemas Operacionais – golpe de aríete


• Fenômeno provocado por toda e qualquer causa capaz de perturbar o
estado permanente do escoamento.
• Fenômeno típico da natureza incompressível dos líquidos. É a
contrapressão resultante da parada brusca do escoamento dum
líquido (fechamento de uma válvula), que pode resultar em danos à
tubulação;
• Principais causas:
– Manobras lentas ou rápidas de válvulas.
– Operações de Partida e Parada de bombas.
• Caracterizado pelo surgimento de ondas de pressão no interior do
conduto, com ocorrência sucessiva de expansão (ida da onda) e
contração (retorno da onda) volumétrica do conduto, em função da
obstrução do escoamento. Estes movimentos se estendem até que o
equilíbrio seja restabelecido.
Operação

Problemas Operacionais – golpe de aríete


Operação

Problemas Operacionais – golpe de aríete


Operação

Problemas Operacionais – mecânicos


 De um modo geral, os problemas mecânicos estão associados a:

 Sobrecarga do motor
 Vibração
 Problemas no engaxetamento
 Problemas no selo mecânico
 Desgaste dos mancais
 Aquecimento
 Ruído
 Lubrificação deficiente
Operação

Procedimentos de Manutenção Preventiva


• Diariamente o operador deverá:
– Anotar variações de corrente,
– Temperaturas excessivas nos mancais da caixa de gaxetas,
– Vibrações anormais e ruídos estranhos.
• O surgimento de alterações como estas, indicam a necessidade
imediata de inspeções corretivas.
• Como procedimentos preventivos, mensalmente deverão ser
verificados:
– Alinhamento do conjunto motor-bomba,
– Lubrificação das gaxetas,
– Temperatura dos mancais
– Níveis do óleo e corrigi-los, se necessário.
Operação

Procedimentos de Manutenção Preventiva


• Semestralmente o pessoal da manutenção deverá
– Substituir o engaxetamento,
– Verificar o estado do eixo e das buchas quanto a presença de
estrias
– Examinar o alinhamento e nivelamento dos conjuntos motor-
bombas
– Verificar se as tubulações de sucção ou de recalque estão
forçando indevidamente alguma das bombas
– Medir as pressões nas entradas e saídas das bombas.
Operação

Procedimentos de Manutenção Preventiva


• Independente de correções eventuais, anualmente devem ser
providenciadas:
– uma revisão geral no conjunto girante, no rotor e no interior da
carcaça,
– verificar os intervalos entre os anéis,
– medir a folga do acoplamento,
– substituir as gaxetas,
– trocar o óleo e relubrificar os mancais.
• É claro que esse acompanhamento sistemático não dá garantias que
não ocorrerá situações emergenciais, mas a certeza que este tipo de
ocorrência será muito mais raro é inquestionável.
CAVITAÇÃO

>
Fluxo sem cavitação:

NPSHd = NPSHr

CAVITAÇÃO
<
CAVITAÇÃO

UMA DEFINIÇÃO SIMPLES DE CAVITAÇÃO:

Intensa formação de bolhas de vapor na zona de baixa pressão


da bomba e posterior colapso destas bolhas na região de alta
pressão.

CONSEQÜÊNCIAS DA CAVITAÇÃO

Ruido e vibração;

Alteração na performance da bomba;

“Pitting” das palhetas do rotor.


CAVITAÇÃO

EXEMPLO DE ROTOR “CAVITADO”


CAVITAÇÃO

ENSAIOS LABORATORIAIS DETERMINARAM:

Colocando-se corpos de provas de diversos materiais sujeitos a


cavitação e depois de um certo tempo mediu-se a perda de
material destes corpos de prova e fixando o valor 1,0 para
perda de material para o ferro fundido, temos:

Ferro fundido 1,0


Bronze 0,5
Aço cromo 0,2
Liga de bronze alumínio 0,1
Aço cromo níquel 0,05
CAVITAÇÃO

MATERIAIS RESISTENTES À CAVITAÇÃO

ligas de aço inoxidável


aço cromo especiais
aço níquel
bronze manganês
bronze fosforoso
aço fundido
bronze
alumínio
ferro fundido
CAVITAÇÃO

PRESSÃO DE VAPOR
A temperatura na qual um líquido entra em ebulição depende da
pressão exercida sobre este líquido.

p <<<< p1
T <<<< T1
p p1

Para uma determinada temperatura


a pressão que resulta na ebulição
de um líquido, é a pressão de vapor
deste líquido

T T1
CAVITAÇÃO

TABELA DE PRESSÃO DE VAPOR PARA ÁGUA


CAVITAÇÃO

NPSH
N NET

P NPSH disponível
POSITIVE

S SUCTION
NPSH requerido
H HEAD
CAVITAÇÃO

CÁLCULO DO NPSH DISPONÍVEL

Fase de operação
m/s
m kgf/cm2

Ps + Patm - Pv + vs 2
NPSH disp = x10 + Zs
 2g

kgf/dm3 m/s2
m
CAVITAÇÃO

NPSH Disponível - característica do sistema

NPSHd

Q
CAVITAÇÃO

NPSH Requerido - característica da bomba

NPSHr

Q
CAVITAÇÃO

CONDIÇÕES PARA NÃO CAVITAÇÃO


NPSHr operação

sem cavitação com cavitação

VAZÃO
Por razões de segurança, deve-se considerar que o
NPSHdisponível seja 15% maior que o NPSH requerido,
ou no mínimo, 0,5 metros.
CAVITAÇÃO

FATORES QUE AUMENTAM O NPSH DISPONÍVEL

Posicionar a bomba o mais próximo possível do tanque


de sucção;

Utilizar o menor número possível de acessórios, tais como


curvas, válvulas; derivações, etc;

Diminuir a temperatura do fluido bombeado;

Aumentar o desnível de sucção quando positivo / diminuir


quando negativo;

Rebaixar o nível físico da bomba;

Utilizar uma pré-bomba ( booster );


CAVITAÇÃO

FATORES QUE AUMENTAM O NPSH DISPONÍVEL

Pressurizar o tanque de sucção;

Utilizar tubulações lisas na sucção;

Utilizar tubulações de maior diâmetro na sucção;

Diminuir a vazão utilizando a válvula de recalque;


CAVITAÇÃO

FATORES QUE REDUZEM NPSH REQUERIDO:

Esfriar o líquido na sucção;

Reduzir a velocidade da bomba;

Reduzir a vazão da bomba;


CAVITAÇÃO

INDUTOR

NPSHreq

rotor sem indutor

NPSHr
rotor com indutor

NPSHr

Q
NPSHr < NPSHr
CAVITAÇÃO

Cavitação Clássica
CAVITAÇÃO Caso 1
Cavitação Clásica

Sentido de
Rotación
Caso 1
Sentido de
Rotación
Cavitação
Clásica
Caso 2
Cavitação
Clásica

Sentido de
Rotación
Sentido de
Rotación
Caso 2
Cavitação
Clásica
Caso 2
Cavitação
Clásica
Caso 2
Cavitação
Clásica
Caso 2
Cavitação
Clásica
Caso 2
Cavitação
Clásica
ESCORVA

• ESCORVA:
– Quando postas a funcionar, as bombas centrífugas já
devem estar totalmente cheias de líquido, inclusive a
tubulação de sucção, pois não são capazes de expulsar
o ar ou gás do seu interior.
– Esta operação prévia de encher de líquido a bomba e
a tubulação de sucção, afim de expulsar o ar ou gás aí
existente, chama-se escorva.
ESCORVA

• Escorva de Bomba Trabalhando “Afogada”


ESCORVA

• Os processos mais usados para escorvar as


bombas são:
Direta com válvula de pé

• Escorva com ejetor


Indireta com bomba de vácuo
com bomba auxiliar
ESCORVA

• Escorva com Válvula de Pé


ESCORVA

• Ejetor:
ESCORVA

• Escorva com Ejetor:


ESCORVA

• Escorva com Bomba de Vácuo


ESCORVA

• Escorva com Bomba Auxiliar


Volumétrica / Desl. Positivo • Impelem uma quantidade definida de
fluido em cada golpe ou volta do positivo.
• Volume do fluido é proporcional
velocidade angular

Bombas Rotativas (150 rpm)

Engrenagens
Lóbulos Bombas Alternativas (20 rpm)
Parafusos
Pistão
Paletas Deslizantes
Embolo
Diafragma
Bombas Rotativas (150 rpm)

Características
• Dependem de um movimento de rotação.
• Resulta em escoamento contínuo.
• O rotor da bomba provoca uma pressão reduzida no lado da entrada, o que
possibilita a admissão do líquido à bomba, pelo efeito da pressão externa. À
medida que o elemento gira, o líquido fica retido entre os componentes do rotor e a
carcaça da bomba.

Uso
• Nas indústrias farmacêuticas, de alimentos e de petróleo
Bombas Alternativas (20 rpm)

Características
• Envolvem um movimento de vai-e-vem de um pistão ou diafragma. Resultando
num escoamento intermitente.
• Para cada golpe do pistão ou diafragma, um volume fixo do líquido é
descarregado na bomba.
•A taxa de fornecimento do líquido é função do volume varrido pelo pistão no
cilindro e o número de golpes do pistão por unidade do tempo

Uso
• Bombeamento de água de alimentação de caldeiras, óleos e de lamas.

Vantagens Desvantagens
- podem operar com líquidos voláteis e - produz fluxo pulsante.
muito viscosos - capacidade de vazão limitada.
- capaz de produzir pressão muito alta. - opera com baixa velocidade.
- precisa de mais manutenção.
Bombas Volumétricas Turbo Bombas

Vazão:
• Proporcionalidade (relação linear) com • Depende das características de
a rotação e a vazão da bomba projeto da bomba, rotação e das
independe do sistema . características do sistema em que ela
está operando

Trajetória do Fluido:
• O movimento do fluido dentro da •Embora relacionado com o orgão
bomba e o movimento do órgão impulsor o movimento do fluido não é
impulsionador são os mesmos (mesma igual ao órgão impulsor
natureza, mesma velocidade em
grandeza direção e sentido.

Energia:
• O órgão mecânico transmite energia ao •O órgão mecânico transmite energia ao
fluido sob forma exclusivamente de fluido sob forma cinética e de pressão
pressão (através do deslocamento do (através do aumento da velocidade do
fluido). fluido).
Bombas Volumétricas Turbo Bombas

Escorva:
• Podem iniciar o seu funcionamento • O início do funcionamento deve ser
com a presença de ar no seu interior. feito sem a presença de ar na bomba e
sistema de sucção (a bomba deve estar
cheia de fluido).

Comportamento no bombeamento:
• Em alguns tipos a vazão de • A vazão de bombeamento é constante
bombeamento é variável no tempo com o tempo
Bombas de Engrenagem

Essas bombas podem ser de engrenagem


interna ou engrenagem externa. Por esta
segunda ser mais comum, é a respeito dela
que daremos uma breve explicação.
Destinam-se ao bombeamento de
substâncias líquidas e viscosas, lubrificantes
ou não, mas que não contenham partículas
(óleos minerais e vegetais, graxas, melaços,
etc.). Consiste em duas rodas dentadas,
trabalhando dentro de uma caixa com folgas
muito pequenas em volta e do lado das
rodas. Com o movimento das engrenagens
o fluido, aprisionado nos vazios entre os
dentes e a carcaça, é empurrado pelos
dentes e forçado a sair pela tubulação de
saída. Os dentes podem ser retos ou
helicoidais. Quando a velocidade é
constante, a vazão é constante.
Bombas de Engrenagem
Bombas de Lóbulos

Têm o princípio de funcionamento


similar ao das bombas de
engrenagens. Podem ter dois, três ou
até quatro lóbulos, conforme o tipo.
Por ter um rendimento maior, as
bombas de três lóbulos são as mais
comuns. São usadas no
bombeamento de produtos químicos,
líquidos lubrificantes ou não-
lubrificantes de todas as viscosidades.
Bombas de Lóbulos
Bombas de Parafusos

Constam de um, dois ou três


"parafusos" helicoidais que têm
movimentos sincronizados através de
engrenagens. Esse movimento se
realiza em caixa de óleo ou graxa
para lubrificação. Por este motivo, são
silenciosas e sem pulsação.
O fluido é admitido pelas
extremidades e, devido ao movimento
de rotação e aos filetes dos parafusos,
que não têm contato entre si, é
empurrado para a parte central onde é
descarregado. Essas bombas são
muito utilizadas para o transporte de
produtos de viscosidade elevada.

https://www.youtube.com/watch?v=XmwaslvaxfY
Bombas de Paletas Deslizantes

Muito usadas para alimentação de caldeiras e


para sistema óleodinâmicos de acionamento de
média ou baixa pressão. São auto-aspirantes e
podem ser empregadas também como bombas
de vácuo. São compostas de um cilindro (rotor)
cujo eixo de rotação é excêntrico ao eixo da
carcaça. O rotor possui ranhuras radiais onde
se alojam palhetas rígidas com movimento livre
nessa direção. Devido à excentricidade do
cilindro em relação à carcaça, essas câmaras
apresentam uma redução de volume no sentido
de escoamento pois as palhetas são forçadas a
se acomodarem sob o efeito da força centrífuga
e limitadas, na sua projeção para fora do rotor,
pelo contorno da carcaça. Podem ser de
descarga constante (mais comuns) e de
descarga variável
Comparativo
Bombas de Pistão

O componente que produz o


movimento do líquido é um pistão que
se desloca, com movimento
alternativo, dentro de um cilindro. No
curso de aspiração, o movimento do
pistão tende a produzir vácuo. A
pressão do líquido no lado da
aspiração faz com que a válvula de
admissão se abra e o cilindro se
encha. No curso de recalque, o pistão
força o líquido, empurrando-o para
fora do cilindro através da válvula de
recalque. O movimento do líquido é
causado pelo movimento do pistão,
sendo da mesma grandeza e do tipo
de movimento deste.
Bombas de Embolo

Seu princípio de funcionamento é idêntico ao


das alternativas de pistão. A principal
diferença entre elas está no aspecto
construtivo do órgão que atua no líquido. Por
serem recomendadas para serviços de
pressões mais elevadas, exigem que o órgão
de movimentação do líquido seja mais
resistente, adotando-se assim, o êmbolo, sem
modificar o projeto da máquina. Com isso,
essas bombas podem ter dimensões
pequenas.
Bombas de Diafragma

O órgão que fornece a energia ao líquido é


uma membrana acionada por uma haste com
movimento alternativo. O movimento da
membrana, em um sentido, diminui a pressão
da câmara fazendo com que seja admitido um
volume de líquido. Ao ser invertido o sentido
do movimento da haste, esse volume é
descarregado na linha de recalque. São
usadas para serviços de dosagens de
produtos já que, ao ser variado o curso da
haste, varia-se o volume admitido. Um
exemplo de aplicação dessa bomba é a que
retira gasolina do tanque e manda para o
carburador de um motor de combustão
interna.
Referências:
1. SILVA, M. A., HIDROSTÁTICA, Equipe Brasil Escola
http://brasilescola.uol.com.br/fisica/hidrostatica.htm, acessado em 01 de março de
2017;
2. SUÁREZ, J. T., LAGO MOERIS,
http://www.egiptomania.com/antiguoegipto/lower/lago_moeris/, acessado em 01 de
março de 2017;
3. BRASIL, A. N., MÁQUINAS TERMOHIDRÁULICAS DE FLUXO, arquivo baixado do site
www.ebah.com.br , acessado em 25 de fevereiro de 2017;
4. SOUZA, N. L., PRESSÃO HIDROSTÁTICA,
http://educacao.globo.com/fisica/assunto/mecanica/pressao-hidrostatica.html,
acessado em 04 de março de 2017;
5. CARVALHO, L. F. F., FÍSICA APLICADA – MECÂNICA DOS FLUIDOS, Equipe Petrobras,
Curitiba, 2002;
6. http://exercicios.mundoeducacao.bol.uol.com.br/exercicios-fisica/exercicios-sobre-
principio-pascal.htm
7. http://www.engbrasil.eng.br/pp/mf/aula8.pdf