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Trabalho de Processos Psicológicos Básicos

Documentário: O começo da Vida

Docente: Bruno Vivas

Discentes: Ana Flávia Nery, Andressa Oliveira,


Bruno Luiz, Lucas Henrique Tosta,
Milena Bastos, Milla Oliveira, Valdira Souza

Salvador

2020
SUMÁRIO

1. Apresentação..........................................................................................................3

2. Introdução...............................................................................................................4

2.1. O que é desenvolvimento humano?................................................................4

2.2. O que é desenvolvimento infantil?...................................................................4

3. Objetivo...................................................................................................................6

4. Desenvolvimento....................................................................................................7

4.1. Desenvolvimento baseado no contexto social.................................................7

4.2. Importância de dar oportunidades de a criança criar.......................................8

4.3. Desenvolvimento da atenção e como ela surge..............................................8

4.4. Desenvolvimento do andar e do falar..............................................................9

4.5. Contato e convivência com outras crianças.....................................................9

4.6. Presença dos pais na vida da criança...........................................................10

4.7. Importância do brincar....................................................................................12

4.8. Importância da comunidade na criação.........................................................13

4.9. Liberdade a criança no brincar/explorar.........................................................14

4.10. Construção da percepção de tudo a sua volta..............................................15

4.11. O que pode significar dizer que a plasticidade é uma característica marcante
da primeira infância?................................................................................................16

4.12. Processo de maturação do sistema nervoso.................................................17

5. Conclusão.............................................................................................................19

6. Considerações Finais...........................................................................................20

7. Referência Bibliográfica........................................................................................21
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1. APRESENTAÇÃO

Este trabalho é baseado no documentário “ o começo da vida" onde será


apresentado o tema: desenvolvimento infantil e humano baseado no conhecimento
da psicologia.
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2. INTRODUÇÃO

O Documentário “ O começo da vida" aborda o desenvolvimento infantil e a


importância do aprendizado e formação da criança nos seus primeiros anos de vida,
e nos mostra a importância da presença dos pais, e não só dos pais (parentes,
amigos e vizinhos) para que esta se torne uma pessoa melhor no futuro. Ao decorrer
do documentário observamos quão importante é brincar (não só com brinquedos
caros), mas envolver a criança na natureza, usar a criatividade, desenvolver a
comunicação com outra criança e também vimos diversas situações de realidades
diferentes onde deixa claro a desigualdade socioeconômica.

2.1. O que é desenvolvimento humano?

O conceito de desenvolvimento humano é como um processo de amplificação das


escolhas das pessoas para que elas tenham a capacidade e oportunidades para
serem aquilo que desejam ser. Também parte de que para aferir o avanço na
qualidade de vida de uma população é preciso ir além do viés puramente econômico
e considerar outras características sociais, culturais, e políticas que influenciam a
qualidade de  vida humana que é a base do IDH (Índice de desenvolvimento
humano), ele mede o progresso de uma nação a partir de três dimensões: renda,
saúde, e educação. E o RDH (relatório de desenvolvimento humano) publicado
anualmente pelo PNUD (programa das nações unidas para o desenvolvimento). Na
psicologia, estuda basicamente o comportamento do ser durante a vida nos
aspectos: intelectuais, sociais, físicos e emocionais desde o nascimento até a idade
adulta. Estuda como a cognição se desenvolve e como o comportamento muda
durante a fase de crescimento, trazendo múltiplos conhecimentos. Dentre as áreas
temos: A psicologia Gestalt, psicanálise, behaviorismo, psicologia cognitiva, entre
outros.

2.2. O que é desenvolvimento infantil?

Processo de aprendizado qual as crianças passam para adquirir e aprimorar


diversas capacidades de âmbito cognitivo, motor, emocional e social. Jean Piaget,
considerado pai do construtivismo, acreditava que as mudanças estão relacionadas
a formação de identidade de um indivíduo, o seu entendimento, habilidades físicas e
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intelectuais, desenvolvimento do aspecto emocional, social e outros. Se divide em 4


fases:

 Período sensório-motor (0-2 anos): a criança adquire controle motor,


percepção das coisas, laços afetivos e primeiro movimento.
 Período pré-operatório (2-7 anos): aprimoração dos comportamentos antigos,
a criança começa a usar a linguagem, símbolos, desenvolve a fala, habilidade
física, mas o egocentrismo é predominante.
 Período das operações concretas (7-12 anos):  aprimoração dos
comportamentos anteriores, nessa fase a criança desenvolve habilidade de
raciocinar e decidir algumas questões mais simples, melhora o pensamento
 Período da operação formal (12 anos em diante): Consegue dominar o
pensamento lógico, agrega valores morais individuais, consegue resolver
problemas complexos (fase adulta).

Sofre influência pela hereditariedade, crescimento orgânico, maturação


neurofisiológica, e o meio.

 Hereditariedade: carga genética, o que herda dos pais que pode ou não se
desenvolver.
 Crescimento orgânico: habilidades físicas da pessoa.
 Maturação neurofisiológica: de acordo com o comportamento as funções
cognitivas são adquiridas e seu desenvolvimento neurológico também. 
 Meio: Se modifica e é incentivada, podendo ser negativa ou positiva de
acordo com estímulos que a criança recebe do meio que vive ou frequenta.

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3. OBJETIVO

Esse trabalho tem por objetivo mostrar o que foi assistido no documentário e trazer o
conhecimento do desenvolvimento infantil através dos estudos da psicologia.
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4. DESENVOLVIMENTO
4.1. Desenvolvimento baseado no contexto social 

A criança não nasce pronta. Durante a sua evolução há diversas transformações


biológicas e em seu desenvolvimento mental. Estudar o desenvolvimento humano
implica em considerar as influências de todo o ambiente que a rodeia, sobretudo do
contexto social.

Conforme afirma Bock (2002, p.98),

O desenvolvimento humano refere-se ao desenvolvimento mental e ao


crescimento orgânico. O desenvolvimento mental é uma construção
contínua, que se caracteriza pelo aparecimento gradativo de estruturas
mentais. Estas são formas de organização da atividade mental que se vão
aperfeiçoando e se solidificando até o momento que todas elas, estando
plenamente desenvolvidas, caracterizarão em um estado de equilíbrio
superior quanto aos aspectos da inteligência, vida afetiva e relações sociais
[…].

Cada criança pertence a sociedade. Num contexto de proteção, carinho e afeto, o


desenvolvimento de uma criança torna-se saudável e harmônico, não sendo a
genética o único fator determinante na sua formação, mas, sobretudo, as relações
que a rodeiam. A forma como essa sociedade irá proteger o início da vida irá
influenciar nos adultos que a compõe.

No documentário “O começo da Vida”, a declaração da garotinha que não tem sonho


mostra claramente o reflexo do contexto social em seu desenvolvimento. A dureza
de sua realidade compromete a sua esperança, sua criatividade e a percepção de
sua própria existência como ser que possui diretos.

A responsabilidade de uma criança é principalmente de seus pais, mas também de


seus avós, comunidade e gestores públicos. Todos são responsáveis em permitir
que a criança se desenvolva num ambiente de proteção e segurança que permita o
desenvolvimento de sua subjetividade e liberdade.

Assim, o cuidado e proteção de cada criança trará reflexos para formação e


estruturação da sociedade. Por outro lado, as relações que regem o contexto social
e rodeiam esta criança é fator colaborador para seu desenvolvimento e formação de
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um adulto livre, sonhador, produtivo e capaz de transformar a realidade que o


rodeia, tornando-o em potencial colaborador para o bem da humanidade.

4.2. Importância de dar oportunidades de a criança criar 

A mídia tem grande influência sobre o desenvolvimento das crianças nascidas a


partir do século XXI, e isso perpassa inicialmente pelos pais que, influenciados pela
mesma, acreditam ser o melhor para a criança. Comprar um presente para a criança
em datas comemorativas, por exemplo, implica diretamente em seu
desenvolvimento. A criança pode, sim, ganhar seus brinquedos, mas existem
diversas outras formas de presenteá-las e também estimular seu desenvolvimento e
criatividade. Isso porque, crianças têm uma grande capacidade de imaginação, no
entanto, é preciso dar a elas o direito de expressar. 

Nesse momento, os pais têm um papel essencial. Torna-se necessário compreender


o momento de dar oportunidades de criar.

Podemos relacionar o processo de criatividade da criança, com o documentário,


quando entra em questão o fato da criança ser vista como uma “tabula rasa”, na qual
devemos depositar nossos conhecimentos e saberes. Dessa forma, de acordo com
o que é apresentado, concluímos que a criatividade deve ser influenciada, para que
desse modo, não acreditem que todo conhecimento deve ser somente implantado
pelos pais. Com isso, a criança se sente capaz em conseguir traçar os seus próprios
caminhos, influenciando de forma muito positiva também na sua autoestima.

4.3. Desenvolvimento da atenção e como ela surge

A atenção é definida pelo direcionamento da consciência e estado de concentração


mental sobre determinado objeto, é selecionar, organizar e filtrar informações. O
desenvolvimento da atenção nas crianças surge por fases fisiológicas,
motivacionais, normalmente começam pelo incentivo dos pais e da sociedade ao
seu redor, e por meio da concentração. A atenção voluntária tem seu
desenvolvimento a partir do primeiro gesto indicativo, com a ajuda de adultos que
buscam a atenção da criança e com o primeiro gesto da criança que passa a
procurar a atenção de outros. Com o passar do tempo ela domina todo sistema para
ter a atenção dos demais. É como uma linguagem dos sentidos, passado um tempo
as crianças aplicam nas pessoas, a mesma consulta que outros aplicaram nela.
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Com isso, as crianças passar a aprender e realizar atividades, sendo que algumas
crianças têm dificuldades em prestar atenção e podem ter diagnósticos como TDAH
(transtorno do déficit de atenção e hiperatividade). A atenção é um dos aspectos
mais importantes na vida do ser humano e por isso é muito importante ter estímulos
históricos, sociais e culturais. Como retratado no documentário, as crianças tendo
atenção dos pais, brincando ou buscando atenção de outros, sendo estímulos para
sua formação.

4.4. Desenvolvimento do andar e do falar

Alguns bebês começar a dar os primeiros passos de 7 a 9 meses, ficando apoiados


em algo para ter mais estabilidade, por volta de 12 a 14 meses começam a andar
um pouco mais seguros e aos 18 meses já andam sozinhos. Normalmente os
primeiros passos são lentos e com o tempo vão aprendendo a se estabilizar. No
começo sempre tem apoio dos pais ou de outras pessoas que são estimuladores,
que é uma das partes mais fundamentais para o aprendizado. Dar segurança ao
filho (a) e liberdade fazem com que eles se sintam prontos para caminharem e se
arriscarem nessa aprendizagem. O desenvolvimento da linguagem nas crianças é
mais uma das funções que o incentivo é parte crucial para ser desenvolvida na
infância. A linguagem é a compreensão e criação de conceitos mentais de tudo que
é aprendido. A partir da terceira semana de vida é possível compreender sinais da
comunicação, de acordo com entonação da voz e expressão fácil. Do quarto ao
sexto mês a criança passa a emitir sons, se preparando para as primeiras palavras.
Do sétimo ao primeiro ano de vida é mais comum a fala de consoantes e junções
sem muito significado. A partir do primeiro a segundo ano as primeiras palavras já
são faladas e com 18 meses de vida as palavras são aprendidas e faladas com
maior facilidade. E cada vez mais diálogos são produzidos, tudo isso de deve ao
estímulo e repetições feitas para que as crianças aprendam, ou seja, a sociedade é
responsável por grande parte do desenvolvimento infantil e por isso é sempre
importante ressaltar a influência que o meio social tem sobre a formação infantil.

4.5. Contato e convivência com outras crianças 

Nascemos para vivermos em sociedade, e para isso, é preciso desenvolver a


habilidade de lidar com o novo. A convivência social se dá por toda a vida e o quão
antes a criança é apresentada ao meio, mais positivo se torna para o seu
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desenvolvimento. Isso deve ocorrer porque crianças aprendem pelos exemplos,


através daquilo que vivenciam diariamente. Se colocada em um ambiente somente
com adultos o tempo inteiro, a criança aprenderá a viver como um, no entanto ela
precisa aprender que existem outras como ela e sentir- se pertencente a um grupo.

“O começo da vida” exemplifica de forma muito clara essa necessidade, quando


apresenta a menina que deve tomar conta da casa e dos irmãos enquanto a mãe
trabalha. Aquela criança aprendeu a viver como adulta, pois cresceu num meio
adulto, cheio de pesos e responsabilidades - e consequentemente os irmãos dela
passarão pelo mesmo.    

Esse caso do documentário é uma das muitas situações que crianças que nascem
em situações de vulnerabilidade passam e o quanto isso prejudica sua infância e
consequentemente, toda sua vida. A convivência é limitada, convivem num meio
adulto, onde até mesmo outras crianças aprenderam a viver como adultos, e dessa
forma, aprendem desde cedo a viver como adultos – a infância é deixada de lado.
Por isso a importância da convivência com outras crianças durante o seu
desenvolvimento – além da sensação de pertencimento, estimula o desenvolvimento
do ser humano em formação.

4.6. Presença dos pais na vida da criança 

Cada membro da família influencia os outros, sendo ao mesmo tempo influenciados


por eles. Esta é a percepção apresentada no documentário sobre as influências no
cotidiano do convívio da vida familiar. Cada filho cria uma imagem de seus pais,
segundo seus próprios atos. Se os pais se apresentam como intolerantes,
agressivos, esta imagem que ficara registrada na memória da criança que não
poderá ser apagada, mas sim ser reconstruída com atitudes palavras,
demonstrações de afeto. Por isso uma relação bem-sucedida, essa sim
permanecerá para sempre.

Muitos pais pensam que dando presentes para seus filhos eles serão lembrados
com carinho para sempre. Mas na verdade o que os pais precisam realmente dar
para as crianças é amor, carinho, construir uma história de vida com seus filhos.
Assim jamais serão esquecidos. Para que haja um bom relacionamento um
excelente convívio entre pais e pais e filhos tem que haver uma boa conversa um
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diálogo constante. Tem que ter uma vida digamos que saudável onde um saiba o
que o outro gosta a maneira que cada um pensa sabendo respeitar os limites uns
dos outros à família acaba por surgir como um lugar onde se aprende a viver, ser e
estar, e onde se começa o processo de consciência dos valores sociais inerentes à
sociedade e sem os quais esta não consegue subsistir. É neste ambiente que o
indivíduo aprende a respeitar ou outros e a colaborar com eles.

A verdadeira autoridade e respeito nascem através do diálogo, os pais devem se


preocupar em cultivar, cativar a inteligência, a autonomia, afetividade. Ao invés de
serem autoritários, extremamente exigentes, que compram seus filhos com o
dinheiro. O trabalho é criar o filho para viver numa sociedade, construindo com eles
laços afetivos que os farão crescer, superar os desafios, e assim criar um castelo
junto com os filhos através de uma boa relação de afeto, amor sendo humano
ensinando o correto para os filhos.

As punições são necessárias sim para o comportamento das crianças, pois as


crianças que são criadas sem regras, pensam que podem agir de qualquer forma,
tratando mal as pessoas, sendo agressivas. Os pais devem levar os filhos a
saberem a agir com a razão. Eles devem sim cobrar, exigir dos filhos, através de
uma boa conversa. Isso ajuda muito no desenvolvimento, no comportamento. Mas
deixando claro que eles devem seguir regras, e que essas regras existem sejam em
casa ou na escola, enfim na sociedade em geral. Algumas vezes sem perceber os pais
acabam sendo intolerantes, agressivos, e isso acaba gerando certo transtorno no
comportamento de seus filhos. Pois as crianças enxergam os seus pais como um
exemplo, um modelo que devem seguir. Para eles os pais são super-heróis que os
ajudam, protegem, encorajam, se sentem seguros. Isso que as crianças sentem pelos
pais.

O Documentário nos leva em uma construção de pensamento que considera a


trajetória da família social na formação do indivíduo, juntamente com a escola que é
a responsável pela transmissão de valores culturais. E para que ocorram esses
valores eficazes é necessário que o grau da família seja do mesmo modo da
cultural. Observa-se que as crianças aprendem com os erros, e que esses erros tem
um importante custo de aprendizagem, pois é através dos erros que aprendemos e
crescemos a cada dia mais. Por isso não se dá certos tipos de responsabilidades a
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essas crianças, pois elas ainda não estão preparadas para lidar com essas
responsabilidades. Somente quando se constatar que elas estão prontas, aptas para
assumir é que elas darão contas das responsabilidades às crianças poderá estar
assumindo, pois é através destas que as crianças aprendem mais. Observa-se
também a questão dos traumas implantados nas crianças que tem essas estruturas
construtivas interrompidas pelo desiquilíbrio familiar afim de vingar as frustrações no
individuo indefeso. Novas tecnologias de proteção se tornam necessárias para que
se possa criar um ambiente de crescimento seguro para a criança e a sua psique.

4.7. Importância do brincar

O melhor mecanismo que uma criança tem para desenvolver o aprendizado é, sem
dúvidas, através da brincadeira. De acordo com Siaulys (2005), por meio da
brincadeira que a criança tem a possibilidade de viver o lúdico, descobrir a si mesma
e entender a realidade que a cerca. Com o ato de brincar, todo o potencial criativo
dela é ativado, proporcionando, consequentemente, um desenvolvimento global em
âmbito individual e social. 

[...] quando a criança brinca, além de conjugar materiais heterogêneos


(pedra, areia, madeira e papel), ela faz construções sofisticadas da
realidade e desenvolve seu potencial criativo, transforma a função dos
objetos para atender seus desejos. Assim, um pedaço de madeira pode
virar um cavalo; com areia, ela faz bolos, doces para sua festa de
aniversário imaginária; e, ainda, cadeiras se transformam em trem, em que
ela tem a função de conduto, imitando o adulto (Benjamin, 2002).

 Com a brincadeira, questões como o aprendizado em resolver conflitos, a interação


com os outros e a decisão do que quer são sumariamente estimulados, já que todas
essas competências são necessárias para o andamento da atividade. Por exemplo,
em um jogo, ela pode escolher se deseja brincar ou não, oportunizando o
desenvolvimento da autonomia, criatividade e responsabilidade quanto a suas
próprias ações.

O faz-de-conta, por exemplo, exige negociação, pois para brincar com outra pessoa
sobre o mesmo tema, a criança precisa de um acordo quanto aos significados
implícitos nos papéis e ações de ambos. Caso contrário, a brincadeira não será
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bem-sucedida em grupo. Assim, as mudanças de significados precisam ser


acordadas e acompanhadas pelos parceiros. 

4.8. Importância da comunidade na criação

A comunidade tem grande impacto na criação pois afeta diretamente a criança e


adulto, pois a cultura de determinada região diz a essa criança e adulto o que é bom
e ruim dando um exemplo bem breve: Experimento feito sobre conformidade social
que numa sala atores foram pegos e toda vez que a campainha tocar todos se
levantam depois de alguns segundos todos se sentavam e então as pessoas que
chegavam depois de um tempo, para se adequar ao local começou a se levantar
quando tocava a campainha e se sentando logo após alguns segundos sem saber o
verdadeiro motivo (eu faço porque todo mundo faz).

 Conformidade social, é tudo aquilo que você aceita sem ter o devido
questionamento ou aceitamento para adequa-se ao ambiente onde se encontra pois
nós seres humanos temos a necessidade de sermos aceitos e perdemos um pouco
de nossas autenticidades devido a essa falta de indagação ou necessidade de ser
aceito em um determinado grupo, no caso comunidade, e como uma determinada
´´verdade´´ é da comunidade em específico, crianças e adultos levam essa
´´verdade´´ a outros lugares tendo que em outra comunidade a ´´verdade´´ é outra
ocorre então embates de opiniões sendo que cada comunidade tem a sua ´´verdade
´´, Pois verdade é aquilo que nós ACREDITAMOS e temos esse pensamento de
acreditar devido às nossas experiências de vida e o que entendemos de mundo ou
seja nossas percepções do mundo a nossa volta então saímos da nossa caverna de
Platão (comunidade) e entramos em outras comunidades para conhecer o mundo e
assim formar uma opinião própria sobre mundo, e então atuarmos em nossas
comunidades com novas ´´verdades´´ e tentar mudar a nossa comunidade mas
citando novamente Platão ´´aos que alcançarem a iluminação serão taxado de
loucos´´ ou seja perdemos nossa autenticidade para se adequar ao local do
contrário seremos loucos, burros, idiotas e iremos preferir o silêncio pois seremos
minoria, e entramos na conformidade social  

 Nossas verdades e percepções vão mudando com o tempo, natural do ser humano
no qual chamamos de amadurecimento, mas as pessoas agindo ou falando
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influência na nossa identidade e autenticidade na forma de falar, agir, se vestir, se


portar em determinado lugar 

4.9. Liberdade a criança no brincar/explorar

A brincadeira está em constante evolução e vai se estruturando ao longo do


tempo, pois, a cada fase de desenvolvimento da criança, novos estímulos
lhes parecem interessantes. Bebês de seis meses terão padrões de
comunicação, relacionamento e compreensão diferentes de crianças de 3
ou 4 anos de idade. “Ao longo do desenvolvimento, portanto, as crianças
vão construindo novas e diferentes competências, no contexto das práticas
sociais, que irão lhes permitir compreender e atuar de forma mais ampla no
mundo”. (Queiroz, Maciel, Branco, 2006).

Entre outros aspectos, a brincadeira é de fundamental importância para o


desenvolvimento infantil na medida em que permite que a criança transforme e
produza novos significados. Não é raro observar frequentemente as crianças
rompem com a noção pragmática do objeto e atribuem novos significados a eles.
Tudo isso expressa o caráter ativo que as crianças têm em relação ao brincar. 

 Contudo, vale ressaltar que as novas atribuições não acontecem isoladamente. Toda
ressignificação é permeada pelo contexto sociocultural a qual esta criança está
condicionada desde o seu nascimento. É através da interação com os outros que ela se
envolve em processos de negociação, de significação e ressignificação de si mesma,
dos objetos, das situações, construindo e reconstruindo ativamente novos significados.

Desta maneira, os objetos com os quais a criança se relaciona são significados em sua
cultura e a relação estabelecida com eles se modifica à medida em que a ela se
desenvolve.

Em um primeiro momento esta relação é marcada pela predominância de


sentidos convencionais, característicos da cultura em que está inserida; o
objeto, de certa forma, diz para a criança como deve agir. Com o passar do
tempo, de modo gradativo, a relação entre objeto significado e ação se
altera, tendo a brincadeira um lugar de destaque nessa mudança. (Queiroz,
Maciel, Branco, 2006, s/p).
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A imaginação cumpre um papel fundamental em todo esse contexto. O ser humano


é o único animal que detém tal capacidade, e a usa como parte do seu
desenvolvimento. A imaginação – assim como a brincadeira – surge originalmente
pela ação e na interação com seus pares. De acordo com Vygotsky (1998), a criação
de situações imaginárias na brincadeira surge a partir da tensão entre o indivíduo e
a sociedade e a brincadeira libera a criança das amarras da realidade imediata. 

Oferecer oportunidades para que as crianças inventem e/ou construam seus próprios
brinquedos a partir do uso da imaginação estimulam novas percepções do mundo e de si
mesmas. Ou seja, criam novos caminhos neurais que ampliarão a visão delas e propiciarão
o desenvolvimento de adultos mais independentes e criativos diante de desafios. Uma
criança precisa de total liberdade para escolherem com e como desejam brincar. Por
aprender através de associações, elas necessitam desvendarem as questões da vida por
conta própria e a brincadeira é o principal veículo para tal aprendizado.

4.10. Construção da percepção de tudo a sua volta

Nós quando crianças, adultos são referências do que é certo e do que é errado hoje
em dia atuais estamos num mundo globalizado e conectado(internet), ou seja, o
mundo está pequeno, estamos sendo bombardeados de informações principalmente
crianças que passam mais tempo nas redes sociais conectadas, diferentes dos
adultos que estão conectados a uma cidade (comunidade) a pessoas de trabalho,
faculdade e amigos e na internet nos limitamos a nos conhecer por medo de
pessoas que não conhecemos fisicamente, e as crianças não tem esse filtro.

 Classes sociais

A classe social à qual pertencemos influencia a forma como percebemos o mundo,


como nos sentimos e como nos comportamos. As pessoas de classe baixa vão
perceber que os eventos que acontecem ao seu redor dependem de forças externas
que escapam de seu controle. Estas pessoas costumam ter mais empatia e
compaixão, têm comportamentos altruístas ou, em outras palavras, realizam mais
ações positivas para com os outros sem ganhar nada em troca. Tudo isso em
comparação com a classe alta. 
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Todos nós crescemos em uma determinada classe social, e a maioria sempre vai
viver em uma classe social muito similar a qual cresceu. Por essa razão,
desenvolvemos formas de pensar, sentir e agir muito similar às pessoas que nos
rodeiam. Isso, por sua vez, determina como nos relacionamos com outras pessoas. 

As pessoas de classe social baixa costumam viver em ambientes nos quais existe
muita incerteza, nos quais sua vulnerabilidade é alta e as ameaças são importantes
e frequentes. Isso as leva a perceber que as suas ações e as oportunidades que têm
não dependem delas, mas sim de elementos externos que não podem controlar. 

As pessoas de classe alta têm mais recursos econômicos e sua hierarquia social é
mais alta. Vivem em sociedades com alta segurança, mais liberdade de escolha e
que se caracterizam pela estabilidade. Por isso, estas pessoas aprendem a perceber
que elas têm a capacidade de influenciar socialmente, diferentemente das pessoas
de classe baixa, tornam-se mais sensíveis às opiniões de outras pessoas. 

Embora sejam as pessoas de classe baixa as que desenvolvem maior empatia, as


de classe alta são mais precisas na hora de identificar as emoções que as pessoas
com as quais interagem sentem, (tem um melhor autoconhecimento de suas
emoções)

4.11. O que pode significar dizer que a plasticidade é uma característica


marcante da primeira infância?

Muitos educadores citam pesquisa científica sobre o desenvolvimento do cérebro


para advogar práticas educacionais o mais precoce possível. Alegam que as
crianças devem começar a estudar uma segunda língua, aritmética, música clássica
o quanto antes para não ficarem defasados. A alfabetização científica deve iniciar já
na pré-escola (jardim I, II) e primeira & segunda séries do ensino fundamental,
particularmente com relação ao cérebro humano. Recomenda-se salientar que os
“órgãos dos sentidos nos alertam sobre perigos”, “que o cérebro envia mensagens
para fazer o corpo trabalhar”, “que o pensamento ocorre no cérebro”. Contudo, a
comunidade científica salienta que não se sabe o suficiente sobre desenvolvimento
cerebral para relacionar diretamente com instrução e educação e que a neurociência
cognitiva (interface entre biologia & comportamento) poderia fazer a contribuição
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mais expressiva. O processo de proliferação sináptica é diferente nas diversas áreas


do cérebro e diferentes tipos de neurônios mesmo na mesma região cerebral
perdem e formam novas sinapses às taxas diferentes. Por exemplo, no córtex frontal
humano, área responsável pelo planejamento, integração da informação e tomada
de decisão, a formação de sinapses continua ao longo da adolescência, só se
estabilizando em torno dos 18-21 anos.

Os estudos seminais de Hubel & Wiesel, 1965 com gatinhos e posteriormente


primatas (Hubel & Wiesel, 1998) vendados temporariamente em um olho em período
crucial do desenvolvimento, nunca recuperavam totalmente a visão daquele olho,
mesmo removida a venda. O gatinho não desenvolvia visão binocular. Crianças
nascidas com catarata congênita e estrabismo após cirurgia de retirada da película
que cobria os olhos e nos músculos que controlam o movimento do globo ocular, só
apresentariam visão normal se não fosse negligenciado este procedimento. Conclui-
se comparativa e erroneamente que, o córtex do cérebro da criança ligado ao nervo
óptico, precisaria de estimulação visual para perceber o que os olhos viam. Embora
a retirada da película não levasse a visão normal, deveria haver um “período crítico”,
quando o estímulo luminoso atuando sobre os olhos, induzisse a formação da
circuitaria direcionada ao córtex visual, tornando-o funcional.

Esta descoberta pioneira relatada acima estabeleceu critérios e conceitos para


novas investigações:

 As vias neurais de aferência sensorial desempenham papel crucial no


desenvolvimento do cérebro nos primeiros anos de vida da criança;
 Há um período “crítico ou sensível” bastante regular para a ativação das vias
neurais sensoriais, a fim de estimular a formação de circuitos neurais nas
partes específicas do córtex;
 Quando a estimulação visual não está disponível no “período crítico” o déficit
ocorre no desenvolvimento regular da área do córtex visual não sendo
passível de correção em estágios posteriores.

Períodos críticos (grau de plasticidade cerebral) são estágios de desenvolvimento


para funções específicas do cérebro. São tipo “janelas de oportunidade” nos
primórdios da vida, quando o cérebro da criança está particularmente susceptível às
entradas de estimulação sensorial, para o amadurecimento de sistemas neurais
18

mais desenvolvidos. Cores, movimento, sons e afetividade são estímulos sensoriais


básicos na primeira infância

4.12. Processo de maturação do sistema nervoso

Durante a infância, é quando ocorrem o maior número de conexões neurais devido


ao grande desenvolvimento da aprendizagem decorrente da integração de fatores
biológicos e ambientais. O rápido desenvolvimento do sistema nervoso central tem,
dentre outras causas, a grande e numerosa variação de estímulos que repercutem
no desenvolvimento cognitivo, afetivo-social e motor.

O sistema nervoso é o primeiro surgir, ocorre já na terceira semana de gestação,


quando ocorrem vários processos de diferenciação celular até a formação de toda
estrutura que compõe este sistema.

Segundo Kolb e Whishaw (2002, apud ANDRADE, LUFT e ROLIM, 2004), a


maturação neural é o processo de estruturação e funcionalidade completa do
sistema nervoso que tem influência direta no desenvolvimento do indivíduo. Os
autores ainda afirmam que o desenvolvimento comportamental é restringido pela
maturação das células cerebrais, pois é este processo que vai permitir
progressivamente o desenvolvimento de habilidades.
19

5. CONCLUSÃO

O estudo baseado no documentário “O começo da vida” trouxe reflexões acerca da


forma como se dá o desenvolvimento infantil em diferentes contextos sociais,
econômicos e culturais. Vimos que a formação infantil perpassa pela atenção,
cuidado, comunicação, convivência, brincadeiras, influências sociais ou culturais,
entre outras funções.

Dessa forma, observamos a importância que deve ser dada a fase de


desenvolvimento infantil - incentivando crianças, ensinando sobre as diferenças
sociais e deixando que elas sejam livres para criar sua autonomia, faz com que se
tornem pessoas autênticas e que tenham o conhecimento sobre a vida e suas
diferenças.
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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não se pode separar a vida da criança com a vida dos pais, quando estas são
complementares e influenciam de maneira direta a formação cerebral da criança.
Tais resultados criarão traços benéficos ou traumáticos a criança. A intervenção
psicoterápica assim como a intervenção pedagógica mostram-se uma das
alternativas mais necessárias para viabilização de um crescimento saudável e uma
melhor qualidade de vida para a criança, que por sua vez repetirá este processo no
futuro. Alcançando assim uma mudança cultural radical e tão necessária nos dias de
hoje. As rupturas de diversas tecnologias de violência contra a criança e até mesmo
com os seus familiares estão se fazendo ouvidas cada vez mais, ainda que a
quantidade de crianças acometidas por traumas se eleve. A psicologia em conjunto
com as outras áreas da pesquisa tenta a todo custo criar novas formas de
transformar essa realidade, não apenas observando e sim experenciando a
realidade destas pessoas ouvindo e entendendo seus signos.
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7. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BENJAMIN, W. Rua de mão única. São Paulo: Brasiliense, 2002.

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