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PRATICA DE ENSINO REFLEXOES Postagem Lascou 2

1. O relatório descreve o estágio de um estudante de licenciatura em português em uma escola estadual em São Paulo, onde observou aulas e a dinâmica escolar. 2. A escola possui boa infraestrutura e os alunos demonstraram ter uma boa relação, apesar de falta de interesse em estudos. O estagiário contribuiu com a biblioteca e deu sugestões à professora. 3. As aulas de português abordam gramática e literatura, com ênfase em seminários sobre autores. A avaliação
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PRATICA DE ENSINO REFLEXOES Postagem Lascou 2

1. O relatório descreve o estágio de um estudante de licenciatura em português em uma escola estadual em São Paulo, onde observou aulas e a dinâmica escolar. 2. A escola possui boa infraestrutura e os alunos demonstraram ter uma boa relação, apesar de falta de interesse em estudos. O estagiário contribuiu com a biblioteca e deu sugestões à professora. 3. As aulas de português abordam gramática e literatura, com ênfase em seminários sobre autores. A avaliação
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LICENCIATURA EM PORTUGUÊS

PRÁTICA DE ENSINO: REFLEXÕES (PE:Refl)

ATIVIDADE 2: POSTAGEM 2

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO

ANDRÉ LUIZ VILA RAMOS DOS SANTOS RA 1750676


ARAÇATUBA
2020

 
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO………………………………………………………………………

2IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA....................................................................….

3 INFRAESTRUTURA E CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA……………………

4 ATIVIDADES REALIZADAS….......................……………………………………

5 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO………........
…………………………………………..

6 ANÁLISE REFLEXIVA ………………………………………………………………

7 BIBLIOGRAFIA………………………………………………………………..

 1         INTRODUÇÃO

 O presente estágio supervisionado obrigatório no Ensino Fundamental II e


Médio, na disciplina de Língua Portuguesa, tem como objetivo observar como
se desenvolve o ensino em sala de aula, de que maneira a professora conduz
a aprendizagem, como se processa a apreensão do conhecimento pelos
alunos. Objetiva ainda analisar como é a interação dos alunos com a
professora, dos alunos entre si e com o ambiente no cotidiano escolar.

Estão sendo desenvolvidas as atividades de observação participativa com os


alunos do período da manhã, acompanhadas pela professora de língua
portuguesa.

 2         DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA


 Escola Estadual Brasílio Machado, INEP 35004790, rede estadual de ensino,
sito na Vila Mariana, São Paulo, R. Afonso Celso, 311, cep 04119-001,
representada por seu Diretor. 

3          INFRAESTRUTURA E CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA

 A escola possui neste ano aproximadamente 60 alunos, matriculados nos 2


turnos de funcionamento, e 10 funcionários, entre professores e setores
administrativos.

Em todas as instâncias, o diretor, os professores e funcionários sempre foram


extremamente cordiais e compreensivos da minha situação como estagiário, o
que trouxe uma visão nova e bela sobre a minha visão do profissional da
educação.

A escola conta com 4 salas de aula, sala de projeção, biblioteca (com projetor
também), cozinha, laboratório de informática, sala de leitura, sala para os
professores, sala para diretoria, quadra de esportes descoberta e uma cantina.

O prédio é novo, e seu estado cosmético é agradável e lúdico além funcional, e


tudo o que deve funcionar aparenta estar funcionando.

A sala de aula típica é bastante ampla e confortável, com boa iluminação e


ventilação. Possui ainda mobiliário adequado, mesa para a professora, mesas
e cadeiras de tamanho apropriado para a idade dos alunos. Algumas salas
possuem material improvisado, como tabela periódica dos elementos químicos
de outro sistema de ensino. As salas comportam 40 alunos em média.

Os alunos atendidos pela escola no período da manhã são bastante uniformes


nos quesitos de idade( 3-6 anos), cultura e meio social, em geral da classe
média da região.

As aulas frequentemente começam com atraso, com alguns alunos chegando


ainda mais atrasados.. Os professores e a direção demonstram-se
interessados em evitar que isso aconteça, mas parece um caso típico de algo
que está aquém de suas responsabilidades.
Os alunos demonstraram ter uma ótima relação entre si, dentro da mesma
turma e entre turmas distintas. Não foi presenciado nenhum fato digno de nota
que indicasse o contrário. É claro, os alunos possuem seus desafios pessoais,
e é muito provável que nem tudo que sintam seja expressado no ambiente
escolar diante dos professores.

Os professores usam outros recursos, como projetores, seminários dos alunos,


visitas a exposições, etc, quando possível e razoável.

Há, ainda, uma associação de pais e mestres, que organiza eventos em prol da
escola (por exemplo, uma festa junina anual).

Há um morador de rua que dorme no fora do prédio da escola, mas dentro das
grades, nos jardins. Em conversa com o diretor com a intenção de ajudar na
solução do problema (pois já passei por esse mesmo problema com um
morador de rua dentro da casa ao lado da minha), ele me explicou que essa
pessoa já mora lá há mais de vinte anos, e que diversas tentativas já foram
feitas pelas diversas gestões, juntamente com o serviço social e demais
repartições afetas do município, mas sem alteração dos fatos. No entanto, não
foram ouvidos relatos de problemas mais sérios com a presença do morador,
exceto a surpresa ou inconveniente.

4          ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

 Foi realizada primariamente a observação em sala de aula, acompanhando as


atividades diárias nas salas de aula e na escola, métodos de ensino e dinâmica
dos docentes, conteúdo programático das disciplinas de língua portuguesa e
vivência no ambiente escolar, com acompanhamento do profissional
supervisor, que é professora licenciada em letras/português.

Pude observar que a professora segue o currículo escolar estadual, agrupado


por bimestre, alternando aulas de gramática e literatura da língua portuguesa,
de ecordo com as diretrizes curriculares e com influência dos principais exames
vestibulares no caso do 3º ano do Ensino Médio. O conteúdo da disciplina
parece adequado ao nível de maturidade da classe (pois, quando os alunos
esforçam-se, conseguem compreender o conteúdo e realizar os exercícios
corretamente), e o tempo é suficiente para realizar todas as atividades, com
algumas aulas de folga para eventualidades como visita a bienal, correção de
provas, recuperação de notas.

Comparada com a gramática, a literatura, no entanto, ocupa um pouco mais da


metade do tempo total do bimestre, não apenas por maior volume de conteúdo,
mas também pela atividade avaliativa de seminário apresentado pelos alunos
de todas as salas, em grupos de 2-4 integrantes, abordando um autor e uma de
suas obras, normalmente pertencentes à lista de livros dos vestibulares. Os
alunos costumam tirar notas melhores em literatura do que gramática,
possivelmente pelo maior nível de engajamento decorrente das atividades de
seminário e visitas, como a realizada à bienal do livro neste ano.

Também fica evidente que a professora não tem liberdade completa para tentar
metodologias muito diversas, principalmente por conta da classe em si.
Retorna-se à questão da falta de interesse e respeito geral que os alunos tem
pelos estudos e pelo estar em sala de aula. A professora é muito respeitada
como pessoa e tem o carinho dos alunos, mas a falta de interesse dos alunos
evidencia-se na limitação que há para o professor ensinar ou inovar (ou melhor,
proporcionar o ambiente propício ao aprendizado).

Durante o período que permaneci na sala de aula, procurei participar


ativamente, auxiliando professora com as crianças, ajudando a manter a
ordem, buscar materiais e atendendo individualmente os alunos enquanto
realizavam as atividades propostas pela professora. Alguns alunos
demonstram um certo interesse nos estagiários, tratando-os como professores
e querendo conhecer mais sobre o que os motivou a ser professores, interesse
em outras línguas, a experiência com o exame vestibular, mercado de trabalho,
etc.

Pude contribuir também com a biblioteca da escola, através da doação de


livros pessoais (na área de autoconhecimento e meditação) que acreditei
poderem contribuir, ainda que a longo prazo, com a formação dos alunos e
professores.
Outra sugestão que pude dar à professora de língua portuguesa surgiu ao
assistir os seminários de literatura apresentados pelos alunos. A linguagem dos
alunos é extremamente informal na maior parte do tempo e, em alguns
momentos, até vulgar. A impressão é que os alunos nem mesmo conseguem
se articular usando uma linguagem menos informal ou repleta de gírias e
figuras de linguagem, o que, acreditei, poderiam impactar negativamente suas
perspectivas no mercado de trabalho. A minha sugestão à professora foi que
os alunos poderiam apresentar um tema para a classe usando a linguagem
culta (ou, ao menos, com menos gírias e vulgaridades). A professora achou
ótima a ideia e até já sugeriu deixar o tema livre para os alunos escolherem,
assim isolando o foco de prática, ao em utilizar a língua com mais decoro, num
assunto que já dominem e lhes seja natural.

5          MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

 A avaliação dos alunos na disciplina de português é quantitativa, com notas de


0 a 100.

Em português, além das provas, que são confeccionadas em conjunto pelas


duas professoras de português, os alunos realizam a apresentação de
seminários sobre literatura e duas redações com temas contemporâneos ou
cotidianos (no terceiro bimestre, foi a respeito de direitos da mulher e a bicicleta
como meio de transporte urbano), atividades que compõem a nota final da
disciplina juntamente com a prova. No quarto bimestre, a avaliação estadual
SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São
Paulo) também entra no cômputo das notas, e há uma ênfase na realização de
redações. No terceiro bimestre, mais da metade dos alunos não fizeram nem
mesmo uma das duas redações, que juntas compõe 25% da nota do bimestre.
Acompanhei a correção das provas e pude notar que, em geral, os alunos tiram
notas baixas (com médias frequentemente abaixo de 50%), inclusive nem
mesmo tentando responder diversas questões na prova. Também acompanhei
as diversas tentativas dos alunos de consultar telefones celulares e
conversarem entre si para obter respostas para questões durante as
avaliações. Os professores entraram em comum acordo e ficaram mais rígidos
com esse tipo de condutas, o que sinto que ajudou para no quarto bimestre
haver menos tentativas de cola durante as provas.

Aos alunos que tiram notas abaixo da média na avaliação escrita, a professora
realiza uma recuperação, que consiste de lista de exercícios focada nos
principais erros cometidos nas provas, explicada em sala e com esclarecimento
das dúvidas ao passo que os alunos realizam os exercícios. Tal método é
bastante engenhoso e lógico, pois ataca diretamente as dificuldades
apresentadas na resolução da avaliação (quase sempre de gramática).

No geral, o sistema adotado parece sólido, correto. No entanto, devido à falta


de interesse geral dos alunos, as notas não são satisfatórias. Em conversa com
o diretor, no ano passado o índice de reprovação foi alto, maior que a média
das escolas. Minha impressão pessoal foi que isso pode se dever ao aumento
do rigor com as condutas inadequadas dos alunos (como a “cola”), e,
pessoalmente, pareceu-me um passo na direção correta. Provavelmente haja
implicações políticas também.

No Método de Melhoria de Resultados (MMR) foi proposta uma causa raiz para
esse desvio: “alguns professores não sabem como acompanhar a rotina de
estudos dos alunos.” As ações corretivas propostas são: “monitoramento de
faltas, compensação das ausências e incentivando os professores com aulas
mais atrativas.”  Na prática, tornam-se “ampliar a discussão dos problemas dos
alunos, continuidade das ações propostas conforme cronograma até o final do
ano, ampliar o uso dos espaços diferenciados disponíveis na escola
(laboratórios, sala de leitura e outros)”.
Já a avaliação da própria escola é divulgado num mural na entrada principal,
com as estatísticas e planos da escola com relação ao ensino e administração.
Alguns deles:

Do Método de Melhoria de Resultados (MMR) – Indice de Desenvolvimento da


Educação do Estado de SP: sinalizadores de processo. Porcentagem de
alunos com desempenho acima do básico: Língua Portuguesa: 1º bimestre –
50%, 2º bimestre – 57%. O valor de referência é: 1º bimestre: 66%, 2º
bimestre: 67%. Para comparação, em Matemática:1º bimestre – 13%, 2º
bimestre – 24%. O valor de referência é: 1º bimestre: 46%, 2º bimestre: 48%.
Jà na parte da frequência, os valores são: 1º bimestre: 74% (referência 84%) e
2º bimestre: 82% (referência 77%). Esses valores, quando comparados com os
de 2017, no entanto, representam uma melhora de aproximadamente 7%.

No exame do ENEM, 251 alunos participaram, obtendo as médias entre 480 e


570 pontos nas disciplinas, exatamente na média estadual de SP (525 pontos).

6          ANÁLISE REFLEXIVA

Como aluno estagiário, apesar de já não ser um conceito novo, tive a


oportunidade de rever o fato de que cada estágio é uma experiência nova,
onde novas situações se apresentam, novos problemas surgem e também
novos questionamentos e sugestões, conforme descritos no corpo principal
deste relatório.

Percebi que ser professor não é algo repetitivo: todos os dias busca-se formas
de manter os alunos engajados, ao ouvi-los e desenvolver uma relação de
confiança com os alunos, esperando que o sentimento de proteção e amizade
reflita no dia a dia dos alunos enquanto cidadãos.
Tive também a oportunidade de aprender a ficar à vontade com a classe nos
momentos de aula, sem ficar nervoso, e assim poder lidar com eles com
naturalidade, como cidadãos em processo de transformação e educação.

No que se refere à interação com a equipe escolar, foi uma experiência muito
boa. Tive atenção e respaldo ao meu pedido de estágio. Pude sentir que foi
oportuna a minha presença, pois me disponibilizei a ajudar em tarefas simples
com a professora supervisora. O diretor da escola é um exemplo de carinho e
retidão com os alunos. Também foi gratificante poder dar sugestões (e ser
ouvido), me voluntariar contribuir para a biblioteca da escola e, até mesmo,
estar novamente inserido num ambiente escolar, que possui tom mais
espontâneo e até infantil (quando comparado com o ambiente corporativo do
meu trabalho atual). Tive a oportunidade de conversar com os professores das
diversas disciplinas, recebendo insights sobre as diferentes facetas da escola,
dos alunos e dos próprios professores como indivíduos.

Em geral, fiquei ainda mais motivado com a profissão do professor, e o estágio


despertou em mim um carinho e admiração pelo ambiente educativo que havia
se perdido com a minha saída do ensino médio e primeira experiência no curso
de graduação na universidade.

 7          BIBLIOGRAFIA

Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, CURRÍCULO DO ESTADO


DE SÃO PAULO – LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS –
Ensino Fundamental – Ciclo II e Ensino Médio – São Paulo, 2011

 
 

LICENCIATURA EM PORTUGUÊS
PRÁTICA DE ENSINO: REFLEXÕES (PE:Refl)
ATIVIDADE 2: POSTAGEM 2
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
SUMÁRIO
 
 
1 INTRODUÇÃO……………………………………………………………………… 
2IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA................................................
 Escola Estadual Brasílio Machado, INEP 35004790, rede estadual de ensino,
sito  na  Vila  Mariana,  São  Paulo,  R.  Afonso
Os alunos demonstraram ter uma ótima relação entre si, dentro da mesma
turma e entre turmas distintas. Não foi presenciado ne
corretamente), e o tempo é suficiente para realizar todas as atividades, com
algumas aulas de folga para eventualidades como
Outra sugestão que pude dar à professora de língua portuguesa surgiu ao
assistir os seminários de literatura apresentados pel
Acompanhei a correção das provas e pude notar que, em geral, os alunos tiram
notas baixas (com médias frequentemente  abaixo
Já a avaliação da própria escola é divulgado num mural na entrada principal,
com as estatísticas e planos da escola com relaç
Tive também a oportunidade de aprender a ficar à vontade com a classe nos
momentos de aula, sem ficar nervoso, e assim poder
 
 
 

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