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PLANO DE APROVEITAMENTO ECONÔMICO

SILVA LIMA MINERAÇÕES LTDA


CNPJ 18.471.676/0001-29

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IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR

Empreendedor: SILVA LIMA MINERAÇÕES LTDA

CNPJ 18.471.676/0001-29

Endereço: Rua 07 de julho, 1058 Bairro: Centro - Glória-BA

CEP: 48.620-000

Email: vanoferreira@hotmail.com

Telefone: (75) 988722505

RESPONSÁVEL TÉCNICO PELO LICENCIAMENTO

Responsável Técnico: Leandro Gustavo de Lima Durval

Profissão: Geólogo

Endereço: Rua Harmonia, 373 - Paulo Afonso-BA

CPF: 057.997.984-90

CREA: 052832

CARACTERIZAÇÃO GERAL DO EMPREENDIMENTO

Nome do Empreendimento: Roça da Roçinha

Proprietário(a): Dário Teixeira de Lima

Área: 06 hectares

Ponto de Referência: Próximo ao povoado Olho dágua

Quantidade da área a ser explorada: 4,33hectares

Total da jazida a ser extraído por mês: 500 m3

Coordenadas Geográficas: 9°22'40.95"S e 38° 20'30.33"O

Bacia Hidrográfica Principal: Rio São Francisco

CEP: 48.620-000

Bacia Hidrográfica Principal: Rio São Francisco


CEP: 49820000

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ÁREA DE ESTUDO

A área de estudo é constituída de um terreno de aproximadamente 4 hectares, com


um tamanho total aproximado de 08 ha. Do total da área cerca de 60% encontra-se
atualmente preservada de mata ciliar

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INTRODUÇÃO

A areia é considerada um dos principais insumos para construção civil e se destaca


como uma das principais substâncias minerais devido ao valor total de sua produção.
Entretanto os produtores de brita não tem acompanhado os avanços tecnológicos
que proporcionam uma maior competitividade da indústria mineral brasileira no
cenário mundial. Os motivos pelos quais isso tem ocorrido são:

Os preços e mercado da produção de pedra granítica têm um caráter essencialmente


local, ou seja, dificilmente ela é transportada a grandes distâncias, diferente de
outras substâncias minerais cujo principal mercado é a exportação.

A produção de pedra granítica é realizada normalmente por empresas de pequeno


e médio porte, na maioria das vezes de propriedade familiar e dirigida por pessoas
cuja experiência não está centrada na atividade mineral. Essas empresas,
freqüentemente com recursos limitados e com carência de pessoal qualificado, têm
dificuldades de buscar avanços tecnológicos.

As empresas do setor de produção de pedra granítica, mesmo as de pequeno porte,


possuem diversos estágios em seu processo produtivo, compreendendo o
desmonte, carregamento, transporte e manuseio. A otimização do processo de
produção dessas empresas, que passa pela redução de custos e aumento da
produtividade, com manutenção, ou melhoramento, dos parâmetros qualitativos do
produto é freqüentemente difícil, utilizando-se o método empírico da tentativa e erro,
causando grandes perdas de produtividade.

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Esse trabalho tem como objetivo elaborar um Plano de Aproveitamento Econômico,
que atende a exigência requerida pela Agência Nacional de Mineração – ANM.

CARACTERIZAÇÃO DO DEPOSITO MINERAL

2.3 Relevo e Hidrografia

O relevo se apresenta, na maior parte da área dos municípios, plano e suavemente


ondulado, com altitudes variando entre 250 metros e 700 metros.

O município de Canindé do São Francisco situa-se no extremo noroeste do Estado


de Sergipe, estando limitado a norte com o Estado de Alagoas, a oeste e sul com o
Estado da Bahia e a leste com o município de Poço Redondo. Abrange uma
superfície total de 908,2km2, inserida nas folhas topográficas Santa Brígida (SC.24-
X-C-V) e Piranhas (SC.24-X-C-VI), editadas respectivamente pelo DSG (1981) e
MINTER/SUDENE (1974). Os limites do município, podem ser observados no Mapa
Rodoviário do Estado de Sergipe (DER-SE /2001), escala 1:400.000.
Sua sede municipal, com 68 metros de altitude, é determinada geograficamente
pelas coordenadas 09°38'40" de latitude sul e 37°37'16" de longitude oeste.
O acesso a partir de Aracaju, é feito através das rodovias pavimentadas BR235, BR-
101 e SE-206, num percurso aproximado de 213km (via N.S. das Dores), ou através
das rodovias BR-235/SE-106/SE-206 (via Itabaiana). A sede pode ser ainda
alcançada por via aérea, pois existe pista de pouso asfaltada (Figura 1)..

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Figura 1 – Mapa de acesso rodoviário

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ASPECTOS FISIOGRÁFICOS

O município está inserido no polígono das secas, tem um clima do tipo megatérmico
árido, temperatura média no ano de 25,8°C, precipitação pluviométrica média anual
de 485,5mm e período chuvoso de março a julho. A forma de relevo é de superfície
Pediplanada e Dissecada, com Colinas e aprofundamento de drenagem muito fraco.
Os solos são Bruno não Cálcico, Planosol, Rego Sol Distrófico e Litólicos Eutróficos,
cobertos por uma vegetação de Capoeira e Caatinga
(SERGIPE.SEPLANTEC/SUPES, 1997/2000).

GEOLOGIA

Como pode ser observado na figura 2, mais de 90% do território do município está
englobado no domínio neo a mesoproterozóico da Faixa de Dobramentos Sergipana.
Neste domínio, as litologias predominantes incluem granitóides, gabros, gnaisses,
migmatitos, anfibolitos, xistos, metamafitos/ ultramafitos, quartzitos, filitos, mármores
e metaconglomerados.
Em pequenas faixas nos extremos NW, W e SW, afloram sedimentos paleozóicos
da Bacia do Tucano Norte, relacionados às formações Curituba (arenitos, folhelhos,
cacários e diamictitos), Santa Brígida (arenitos, folhelhos, carbonatos e silexitos) e
Tacaratu (arenitos finos a conglomeráticos e conglomerados).

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Figura 2 – Geologia simplificada do município

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CLIMA, VEGETAÇÃO, SOLOS E PLUVIOMETRIA

O clima dominante em toda área é do tipo semi-árido quente, ou Bsh, segundo


Köppen, com temperatura média anual de 25oC.

Com o advento das grandes barragens no rio São Francisco as condições de clima
das regiões próximas aos lagos, possivelmente, sofreram alterações significativas;
entretanto, não se dispõe de dados recentes que registrem tal mudança.

A vegetação dominante é a caatinga hiperxerófila, formada por espécies vegetais


com elevada capacidade de retenção de água, durante a estação mais quente
perdem a folhagem e têm bastante reduzido o seu metabolismo vegetal.

Os solos existentes, em sua maioria arenosos, possuem um potencial de utilização


distribuídos, conforme dados do Zoneamento Pedoclimático do Estado de PE
(CONDEPE, 1987), da seguinte forma: 116.860 ha ou 83,76% da área total, são de
solos apropriados para cultivo permanente (classes Aqd, Ree e PE); 5.177 ha ou
3,71%, solos apropriados para cultivo temporário e/ou permanente (classes Ae e
NC); 13.182 ha ou 9,45%, solos não agricultáveis, porém, passíveis de utilização
como pastagem (classes PL, Rd e V); 4.301 ha ou 3,08%, solo não recomendável
para uso produtivo, servindo apenas para refúgio silvestre (classe Rd).

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MÉTODO DE LAVRA

A escolha do método de lavra é uma das decisões mais importantes que são
tomadas durante o estudo de viabilidade econômica. Nessa fase de planejamento,
faremos a seleção baseada em critérios geológico, social, geográfico e ambiental,
por outro lado, avaliaremos as condições de segurança e higiene durante toda a vida
útil da mina. Outros aspectos relativos à estabilidade da mina, à recuperação do
minério e à produtividade máxima também serão considerados.
O método de lavra é a técnica de extração do material, portanto, o projeto será
elaborado em torno da técnica utilizada para lavrar o depósito. Os trabalhos de infra-
estrutura serão diretamente relacionados com o método. Embora possam ocorrer
modificações durante os serviços de lavra, implicando custos adicionais, essas
alterações, podem ou não geral melhorias na eficiência operacional, assim, o método
a ser empregado permitira certa flexibilidade em termos de variações na técnica de
extração. Dessa Forma, os aspectos técnicos da seleção do método, como: tipo e
dimensionamento dos equipamentos, desenvolvimento e seqüência de lavra
poderão sofrer variações durante o processo.
Na escolha do método, verificamos a redução dos impactos causados ao meio
ambiente, as condições de estabilidade durante a vida útil da mina, sua flexibilidade,
sua adaptação às diversas condições geológicas e à infra-estrutura disponível,
permitindo atingir a máxima produtividade reduzindo o custo unitário.
As características físicas desse depósito limitam as possibilidades de aplicação de
alguns métodos de lavra, bem como: profundidade e a extensão do capeamento;
mergulho do corpo; espessura do depósito; as águas superficiais e subterrâneas;
drenagem e bombeamento; considerações geotécnicas; características geológicas.
Outras considerações como estabilidade política do País, questões sociais e
geográficas e a situação financeira da empresa influenciaram diretamente na
escolha do método.
O método de lavra proposto para essa jazida é o método de lavra a céu aberto por
bancadas. O método consiste no desenvolvimento da lavra em bancadas com

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frentes variando de 3 a 5 metros. Esse processo realiza as seguintes operações:
escavação Carregamento e Transporte do Minério.
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DE LAVRA

O projeto de extração de brita prever a lavra para uso como agregado


na construção civil.

As principais atividades relativas à lavra dessa substância mineral


estão relacionadas abaixo:

 Planejamento e Controle de lavra


 Preparação e desenvolvimento
 Carregamento do Material
 Transporte do Material
 Recuperação das áreas
 Revegetação

Planejamento e Controle de Lavra

A base do sucesso no gerenciamento de toda empresa de mineração, evidenciada


pela competitividade presente na economia de mercado, está geralmente
condicionada a eficientes decisões estratégicas, as quais invariavelmente
demandam significativos níveis de experiência prática e conhecimento científico.

Novas tecnologias têm sido amplamente reconhecidas como a chave para alcançar
melhores índices de competitividade na indústria da mineração, garantindo entre
outros benefícios a redução de custos, além de ganhos em flexibilidade e
produtividade.

O processo de planejamento e controle de lavra aqui proposto, será


desenvolvido segundo o enfoque em três horizontes distintos:

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a) Planejamento da Vida da Mina – Onde definiremos a reserva
lavrável; a capacidade de produção; a infra-estrutura.
b) Planejamento em longo prazo – Será elaborado a estratégia de
lavra e operação, objetivando otimizar o lucro e maximizar a vida útil da
mina
c) Planejamento em curto prazo – Os objetivos traçados em longo
prazo serão traduzidos em bases mensais, semanais e diárias.
Focados no controle da qualidade do material lavrado, controle dos
custos, otimizando a produtividade.

Nosso procedimento, portanto, consistirá na elaboração dos procedimentos,


métodos e rotinas que otimizarão o processo de lavra, sempre respeitando e
executando os objetivos e métodos propostos no plano de controle ambiental.
Portanto, os seguintes parâmetros serão considerados: topográficas da área de
lavra; configuração geométrica das bancadas; volume material; sistema de
deposição de estéril; restrições ambientais; seqüência temporal das operações
unitárias; caracterização geológica da jazida.

No curto prazo usaremos a programação e parâmetros estabelecidos no longo e


configuraremos o plano de lavra, estabelecendo-se os volumes anuais, mensais e
diários a serem lavrados, bem como a geometria da lavra e os procedimentos
operacionais.

No controle da lavra estabeleceremos planilhas para gerenciar a atividade de lavra


objetivando a otimização do processo, controlando os desvios entre o que foi previsto
e o realizado, permitindo dessa forma corrigir as eventuais divergências, existentes
no processo, através da identificação dos fatores geradores dessas discrepâncias.

No controle avaliaremos aspectos geométricos verificados por levantamento


topográfico permitindo determinar os volumes lavrados e os avanços das frentes de
lavra; aspectos geológicos, mergulho, bem como a interação com as outras
operações unitárias.

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A primeira etapa da avaliação da vida útil da mina foi de estudo bibliográfico, no qual
foi acrescido o estudo geológico da superfície com caminhamento de toda a área do
processo com o uso de GPS barométrico, da marca Garmin, modelo GPS etrex 30
com boa precisão planimétrica e altimétrica.

Numa segunda etapa, calculamos uma cota média máxima da área aflorante, sendo
esta de 2,5 metros de profundidade.

A terceira etapa consistiu em isolar a área do Licenciamento, que totaliza 4 ha, e que
se encontra numa área plana.

Reserva Medida

Para cálculo da reserva medida, utilizamos toda área aflorante que consta no
planejamento de lavra. Área esta livre com dimensões bem definidas e
características geológicas ideais para a comercialização da pedra granítica.

Tabela 1 – Cálculo da Reserva Medida na área aflorante:

Frentes de
Profundidade Largura (m) Comprimento (m) Volume (m3)
Lavra
Frente 1 3 9 95 2565
Frente 2 2,5 7 75 1312,50
Total 3877,5

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Cálculo da reserva medida no rebaixo na área aflorante:

Na área aflorante hoje, executaremos um rebaixo de piso na cota 2,5


metros, com plenas condições operacionais para o método de lavra em cava.

Frentes de
Lavra Profundidade Largura (m) Comprimento (m) Volume (m3)
Frente 1 2,5 3 65 487,5
Total 487,5

Reserva Indicada:

Como reserva indicada e por não termos certeza da espessura do capeamento da


área requerida, mas através de estudos geológicos locais, que nos confirmaram a
existência do maciço na área requerida, consideramos somente o rebaixo.

Volume = área x espessura restante

Volume = (50 ha x 10,00 m) - (volume medido)

Para efeitos dos cálculos do Plano de Lavra, serão utilizados apenas os valores da
reserva medida, uma vez que a reserva ora indicada, necessita de melhor
entendimento da Lavra em subsuperfície.

Planejamento em Longo Prazo

No Planejamento em longo prazo, alguns aspectos, foram considerados, entre eles:


capacidade dos equipamentos de retirada de material; demanda, oferta e preço da
pedra granítica no mercado; condições e restrições ambientais; taxas de produção;
custos operacionais e disponibilidade de equipamentos.

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Devido aos fatores citados acima, traçamos o planejamento segundo os seguintes
aspectos.

Dados do Planejamento

 Capacidade de produção– 10 m3/h


 Horas trabalhadas por dia – 8 horas
 Dias trabalhados por mês – 20 dias
 Disponibilidade mecânica dos equipamentos – 70%
 Eficiência de Produção – 70% (media da eficiência anual, agravada pelo
período de inverno que envolve os meses de dezembro a maio)
 Produção Mensal – 850 m3 (1.360 ton)
 Produção Anual – 10.200 m3 (16.320 ton)
 Vida Útil – 1 ano

O local disponibilizara para esse planejamento os seguintes equipamentos: 01


Escavadeira Hidráulica; 02 caçambas; 02 Carregadeiras; 02 transportadores; 01
Kombi de Apoio

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Planejamento em Curto Prazo
No planejamento à curto prazo, foram estabelecidas uma produção mensal de – 850
m3 (1.360 ton).
Tabela 4 – Planilha de Controle de Produção Diária

MAPA DE PRODUÇÃO Data:


Produção Produção
Faixas Justificativas*
Planejada Acumulada Realizada Acumulada
8:00 as 9:00 11m3 11m3
9:00 as 10:00 11m3 11m3
10:00 as 11:00 11m3 11m3
11:00 as 12:00 11m3 11m3
12:00 as 13:00 - 11m3 Almoço
13:00 as 14:00 - 11m3 Almoço
14:00 as 15:00 11m3 11m3
15:00 as 16:00 11m3 11m3
16:00 as 17:00 11m3 11m3
17:00 as 18:00 11m3 11m3
Total
* Nessa coluna, coloca-se as justificativas para a não realização do Planejado

Planilha de Controle de Produção Anual

MAPA DE PRODUÇÃO ANUAL


Produção Produção
Faixas Planejado Acumulado Realizado Acumulado Justificativas*
Jan 850,00 m3 850,00 m3
Fev 850,00 m3 1700,00 m3
Mar 850,00 m3 2350,00 m3
Abr 850,00 m3 3240,00 m3
Mai 850,00 m3 4125,00 m3
Jun 850,00 m3 4890,00 m3
Jul 850,00 m3 5440,00 m3
Ago 850,00 m3 6215,00 m3
Set 850,00 m3 7255,00 m3
Out 850,00 m3 8163,00 m3
Nov 850,00 m3 9235,00 m3
Dez 850,00 m3 12125,00 m3
Total 10200,00 m3
* Nessa Coluna, coloca-se as justificativas para a não realização do Planejado

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Cálculo do Fluxo de Caixa

Os critérios financeiros utilizados nesse plano foram baseados no fluxo de caixa


descontado que têm duas importantes características: por um lado supõem a
consideração de todos os fluxos de caixa (positivos e negativos) associados a um
determinado projeto de investimento ao longo de sua vida útil e, por outro lado, fazem
uso do princípio do desconto. Esses critérios são comumente referidos como critérios
baseados em fluxos de caixa descontados. Entre esses critérios, os analisados aqui,
serão o seguinte:

a) critério do valor presente líquido;

b) critério do índice de lucratividade;

c) critério da taxa interna de retorno.

Critério do valor presente líquido

O valor presente líquido (VPL) de um projeto é igual à diferença entre o valor


presente das entradas líquidas de caixa associadas ao projeto e o investimento inicial
necessário, com o desconto dos fluxos de caixa feito a uma taxa mínima de
atratividade i definida pela empresa. O valor presente líquido pode ser representado
pela expressão:

VPL  t 0 FC t / 1  i 
t n t

onde:

 t é um ponto no tempo, geralmente um ano;


 n é a vida total do projeto, normalmente em anos;
 i é a taxa de desconto atribuída como sendo atrativa ao projeto;
 FC é o fluxo de caixa em cada ponto no tempo.

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A escolha entre diversos cenários rentáveis e comparáveis de um mesmo projeto
(alternativas mutuamente exclusivas), de acordo com esse critério, recairá sobre a
alternativa que produzir o maior VPL.

Relação do Benefício Custo Descontado

O método da relação Benefício-Custo Descontado (RBCD), também designado


Relação Benefício-Custo, consiste na relação entre o VAE - valor atual das entradas
líquidas (benefícios) e o VAI - valor atual dos investimentos (custos), na fase pré-
operacional, ou seja: A RBCD mede, portanto, a relação entre o retorno e o
investimento, a uma determinada taxa de desconto; ou seja, a RBCD avalia, em
termos de valor atual, qual a entrada de caixa para cada unidade monetária investida.

Critério da taxa interna de retorno

A taxa interna de retorno de um projeto é a taxa que torna o valor presente das
entradas líquidas associadas ao projeto, igual ao investimento inicial, ou
equivalentemente, à taxa que torna o VPL do projeto igual a zero.

O caráter rentável ou não de um projeto depende da posição relativa da taxa interna


de retorno (TIR) do projeto e da taxa mínima de rentabilidade que a empresa exige
para seus investimentos. Todo o projeto cuja taxa interna de retorno seja superior a
essa taxa, é considerado rentável. Entre diversas variantes comparáveis e rentáveis
de um mesmo projeto de investimento, o dirigente de empresa que utiliza esse
critério de rentabilidade escolherá aquela cuja TIR seja maior.

Projeção de Preço e Vendas

Em Jatoba e regiões o mercado de pedra granítica, possui uma demanda reprimida.


Portanto, o mercado é extremamente promissor. Através de uma pesquisa de
mercado na região, avaliamos que o preço médio da pedra granítica ficaria em torno
de R$ 190 / m3, retirando na area, sem incluir o frete. Assim o que for produzido hoje
é vendido. Na tabela abaixo, mostramos a projeção de vendas.

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Investimentos Iniciais e Custos

A retirada de pedra granítica no local ainda não está em produção, mas os


investimentos iniciais com equipamentos ja foram feitos e os mesmos ja estão
situados em deposito para serem alocados e instalados . Os valores citados no
investimento desse projeto são respectivos a recuperação dos mesmos. Os custos
operacionais, foram obtido através de conhecimentos dos equipamentos, dados de
produção e projeções comparativas com outros projetos. Os custo operacionais e
administrativos são mensais.

Projeção dos Investimentos e Custos

Investimentos iniciais

Equipamentos R$ 85.000,00
Saúde e segurança no trabalho R$ 15.000,00
Meio Ambiente R$ 5.500,00
Desenvolvimento de mina R$ 20.000,00
Total R$ 125.500,00

No planejamento financeiro irá se encontrar em um nível adequado de eficiência,


qualidade e desenvolvimento sustentável. Ano este, o qual ocorrerá um investimento
substancial na aquisição de equipamentos.

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Custos

Material empregado diretamente na produção R$ 18.606,50 R$ 223.278,00


Mão de obra utilizada diretamente na
produção R$ 15.244,25 R$ 182.931,00
Outras despesas diretas R$ 487,68 R$ 5.852,16
Sub total direto R$ 412.061,16

Mão de Obra Indireta R$ 10.850,00 R$ 130.200,00


Despesas de Administração ou Vendas R$ 21.246,38 R$ 254.956,56
Outras Despesas indiretas R$ 100,00 R$ 1.200,00
Sub total direto R$ 386.356,56

Volume (ton) 4139,52 49.674,24

Custo Total (R$) R$ 798.417,72


Custo Unitário (R$) 16,07 R$/ton

Preço Médio de Venda 55,00 R$/m3


Preço Médio de Venda 34,38 R$/ton

Decapeamento R$ 3.807,64

Diesel R$ 1.540,00
Lubrificantes R$ 154,00
Peças R$ 154,00
Mão de Obra + Encargos R$ 1.550,00
Material de desgaste R$ 308,00
Pneus R$ 77,00
Outros R$ 24,64

Vol.Solto 2587 m3
Tonelada 4139,52 ton

R$/m3 1,47 R$/m3


R$/ton 0,92 R$/ton

Perfuração de Rochas R$ 4.822,99

Diesel R$ 1.890,00
Lubrificantes R$ 189,00
Peças R$ 65,00
Mão de Obra + Encargos R$ 2.270,75
Material de desgaste R$ 378,00
Outros R$ 30,24

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Vol. Solto 2587 m3
Tonelada 4140 m3

R$/m3 1,86 R$/m3


R$/ton 1,17 R$/ton

Carregamento Interno R$ 4.115,50

Diesel R$ 1.750,00
Lubrificantes R$ 175,00
Peças R$ 175,00
Mão de Obra + Encargos R$ 1.550,00
Material de desgaste R$ 350,00
Pneus R$ 87,50
Outros R$ 28,00

Vol. Solto 2587 m3


Tonelada 4139,52 ton

R$/m3 1,59 R$/m3


R$/ton 0,99 R$/ton

Transporte Interno R$ 5.639,20

Diesel R$ 2.450,00
Lubrificantes R$ 122,50
Peças R$ 245,00
Mão de Obra + Encargos R$ 2.170,00
Material de desgaste R$ 490,00
Pneus R$ 122,50
Outros R$ 39,20

Vol. Solto 2587 m3


Tonelada 4139,52 ton

R$/m3 2,18 R$/m3


R$/ton 1,36 R$/ton

Carregamento Externo R$ 2.871,38

Diesel R$ 1.430,00
Lubrificantes R$ 143,00
Peças R$ 143,00

25
Mão de Obra + Encargos R$ 775,00
Material de desgaste R$ 286,00
Pneus R$ 71,50
Outros R$ 22,88

Vol. Solto 2587 m3


Tonelada 4139,52 ton

R$/m3 1,11 R$/m3


R$/ton 0,69 R$/ton

Custo Administrativo R$ 29.325,00

Mão de Obra e Encargos R$ 10.850,00


Combustível R$ 300,00
Energia R$ 150,00
Material de Escritório R$ 50,00
Material de Limpeza R$ 45,00
Alimentação R$ 1.500,00
Água R$ 50,00
Telefone R$ 130,00
Manutenção e
Conservação R$ 30,00

Contador R$ 100,00
Marketing e Publicidade R$ 320,00
Pró-Labore + Encargos R$ 15.500,00
Consultorias R$ 200,00
Outros R$ 100,00

Vol. Solto 2587 m3


Tonelada 4139,52 ton

R$/m3 11,33 R$/m3


R$/ton 7,08 R$/ton

Custos Totais

Custos Totais Mensais R$ 66.534,81


Custos Totais Anuais R$ 798.417,72
Custo Total/m3 25,72 R$/m3
Custo Total/ton 16,07 R$ / ton

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Impostos e Taxas

A empresa é tributada pelo sistema de lucro presumido. Assim, as


aliquotas cobradas serão distribuidas dessa forma:

a) Taxas e tributos que incidem sobre o faturamento bruto

 Cofins → 3 %;

 PIS → 0,65 %

 ICMS → 17 %

 IPI → 5 %

 Outros → 1,28 %

b) Taxas e tributos que incidem sobre o faturamento líquido

 CFEM → 2%

c) Imposto sobre o Lucro líquido

 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido → 1,08 %

 Imposto de Renda → 1,20 %

Fluxo de Caixa

Conforme pode-se observar nas tabelas anteriores, temos as seguintes


caracterisitas do projeto.

Dados:

 Vida Útil → 10 Anos;


 Investimentos Iniciais → R$ 342.932,00
 Investimentos 2013 → R$ 3.700.000,00
 Receita Operacional Anual → R$ 1.590.942,00
 Taxas e Tributos sobre o Faturamento → R$ 428.440,68
 Custo Operacional Anual → R$ 798.417,72

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 Imposto sobre a Receita Líquida (CFEM) → R$ 23.250,03
 Estimativa de gasto para o Plano de Exautão da Mina – R$ 550.000,00
 Depreciação (Depreciaremos os equipamentos em 05 anos)

 Depreciação e Valor Residual


Anos Valor Residual Depreciação
Bens a Depreciar
Depreciação

R$ 500.000,00 R$ 200.000,00
1 - Instalação 5

2 - Escavadeiras Hidráulicas 5 R$ 405.000,00 R$ 189.000,00

1 -Carregadeira 5 R$ 105.000,00 R$ 49.000,00

2 Caminhões 5 R$ 150.000,00 R$ 70.000,00

R$ 1.160.000,00 R$ 508.000,00
Total

Avaliações financeiras do Fluxo de Caixa

 VPL = R$ 106.786
O VPL foi considerado, usando uma taxa de atratividade i = 15 %.

 RBCD = R$ 1,31
Quando usamos o fluxo de caixa descontado, considerando o valor do dinheiro ao
longo do tempo é maneira correta de análise financeira. Portanto temos que para
cada R$ 1,00 investido temos um retorno de R$ 1,31

 TIR = 9,99 %
O projeto é viável.

28
Preparação e Desenvolvimento

As operações de preparação e desenvolvimento são desenvolvidas inicialmente na


fase de implantação da lavra e quando se inicia um nova frente de lavra.
Compreende: os acessos principais e secundários, desmatamentos, deslocamentos,
limpeza, e remoção do solo orgânico da área de lavra. Os acessos principais fazem
a interligação entre a área de lavra com a área de beneficiamento e estocagem;
enquanto os acessos secundários fazem a interligação da área de lavra com as
áreas de deposição do estéril (bota- fora).

Na fase operacional, as operações de preparação e desenvolvimento são realizadas


e estendidas de modo a acompanhar o mesmo ritmo do avanço das frentes de lavra,
diluindo – se adequadamente os custos ao longo dos anos de operação da mina.

O desmatamento, quando for necessário, deposição de estéril, e acessos será


efetuado por uma escavadeira hidráulica FX 215 FIATALLIS. Consiste basicamente
na retirada da vegetação existente na área. A escavadeira retira esse material e
carrega nos caminhões, acumulando-os fora da área de lavra. Este material,
posteriormente, também será integralmente aproveitado na recuperação das áreas
lavradas.

Decapeamento da Jazida

Na seqüência das atividades da lavra, após a preparação e desenvolvimento,


procede-se o decapeamento da área de lavra.

Essa etapa consiste basicamente da remoção da cobertura vegetal e do volume de


solo na interface vegetação jazida.

Esse material é carregado por escavadeira hidráulica FX 215 e transportado por


caminhões Ford Cargo para recuperação de áreas degradadas. O transporte do
material removido do decapeamento será gradativamente transportado para a área
de deposição de estéril, posteriormente designado para a recuperação das áreas

29
degradadas, conforme o PRAD. O transporte entre as frentes da lavra e as pilhas de
deposição de estéril serão efetuados por caminhões basculantes.

A distância de transporte de estéril é de aproximadamente 2000 metros. As


estradas de transportes de estéril terão largura mínima de 10 metros e declividade
máxima de 5 %. Serão construídas com material grosseiro em sua base e
encascalhadas com material arenoso fino, obtendo-se compactação e acabamento.

A pilha de estéril terá largura máxima de 50 m, comprimento de 100 m e altura


aproximada de 5 metros.

Lavra da Jazida

A seleção do método de lavra é um dos principais elementos em qualquer análise


econômica de uma mina e sua escolha permite o desenvolvimento da operação.
Numa etapa de maior detalhe, pode constituir-se como fator preponderante para uma
resposta positiva do projeto. A seleção imprópria tem efeitos negativos na viabilidade
da mina.

O método de Lavra a céu aberto realizado através de bancadas, proposto neste


requerimento, consiste na conformação do maciço favorável ao desmonte de fatias
de rochas em cada etapa de extração.
Na bancada, três superfícies são características: Praça – na qual operam os
equipamentos de carga (escavadeira) e transporte (caminhões basculantes); Face –
Superfície vertical ou levemente inclinada. Inclinação esta, feita após o desmonte;
Topo – área superior da bancada onde operam os equipamentos de perfuração.

30
Dimensionamento dos equipamentos

a) Dados do equipamento e perfuração:

 Carreta de perfuração sobre esteira, tração pneumática, articulações por meio


de pistões hidráulicos
 Hastes de perfuração – 03 metros
 Diâmetro de perfuração – 3 polegadas
 Produtividade da perfuratriz – 15 m/h
 Volume a ser perfurado – 2587,20 m3
 Malha de Perfuração: Afastamento (A)- 1,50 m; Espaçamento (E)- 3,00 m.
 Altura da Bancada (Hb): 10 metros

Obs.: Detalhes sobre a malha de perfuração será visto no plano de desmonte.

b) Cálculo do total de metros perfurados/mês (MP)

Número de furos = Vol. Mensal / Vol. Furo (Vol.Furo = Hb x A x E)

Número de furos = 2587,20/(10 x 1,5 x 3,0) = 58 Furos

MP = 58 x 10 = 580 m

Como o turno de trabalho será realizado em 22 dias de 08 horas trabalhadas temos:

Total perfurado por mês: 15 x 8 x 22 = 2640 m.

Portanto, uma carreta de perfuração em somente um turno de trabalho realizaria a


meta de perfuração desejada com folga.

31
Dimensionamento dos equipamentos de carregamento e transporte

Equipamento

 02 Escavadeiras FX 215 FIATALLIS


 02 Carregadeira FW 140 FIATALLIS
 02 Caminhões Ford Cargo 2628
 01 Caminhão Ford Cargo 2422

Dimensionamento da Escavadeira

1
Qmax  C. f . .E.F
tC

Onde:

 Qmax = Produção Máxima


 C = Capacidade da Caçamba(Concha da Escavadeira)
 f = fator de carga da caçamba para tipo de Material (0,6 – Rocha bem
fraturada)
 tc = 30 seg
 E = Eficiência de Produção (70%)
 F = Fator de Correção para ângulo de giro e altura de corte (altura da pilha de
desmonte = 2 metros. A altura ótima de corte seria 2,38 metros. Assim 2 / 2,38
= 0,84. Ângulo de Giro 120º e 84% da altura ótima, temos F= 0,86

Qmax = 1,0 x 0,60 (rocha bem fraturada) x 3600/30 x 0,70 x 0,86 =

Qmax = 60,70 m3/h (97,12 ton/h)

32
Dimensionamento dos Caminhões

Q (m3/h) = C. 1/tcmin. E

Onde:

 C = Capacidade da Caçamba = 14 m3
 tcmin = Tempo de Ciclo Mínimo = 20 min
 E= Eficiencia = 70%

Q (m3/h) = 14 x 60/20 x 0,70

Q (m3/h) = 29,4 m3/h (47,04 ton/h)

a) Dados das vias de acesso, rampas e equipamentos

 Inclinação das rampas – 10%


 Inclinação das vias de acesso – 0%
 Largura das rampas – 6 m
 Distancia da área de lavra a usina – 2000 m
 Comprimento da rampa – 50 m
 Distancia rampa ao patio de basculamento – 30 m
 Capacidade do Caminhão – 14 m3
 Produtividade do caminhão – 29,4 m3/h (47,04 ton/h)
 Caçamba da escavadeira FX 215 – 1,0 m3
 Produtividade da Escavadeira 21 ton – 60,7 m3/h (97,12 ton/h)
 Tempo de ciclo mínimo escavadeira 21 ton – 0,5 min
 Velocidade do caminhão vazio trecho ida lavra – 45 km/h
 Velocidade do caminhão carregado trecho volta lavra – 25 km/h
 Velocidade do caminhão vazio trecho descida rampa – 28 km/h
 Velocidade do caminhão carregado trecho subida rampa – 15 km/h
 Velocidade do caminhão vazio trecho praça – 45 km/h
 Velocidade do caminhão carregado trecho praça – 25 km/h

33
b) Cálculo dos tempos variáveis

2000x0,06 2000x0,06 50x0,06 50x0,06 30x0,06 30x0,06


t V 
45

25

28

15

45

25

t V  7,89 min

c) Cálculo dos tempos fixos

C 14
Quant. de carga:   14 Tcarga= 0,5 x 14 = 7 min
c 1,0

Tempo de carga = 7 min

Tempo de posicionamento = 1,00 min

t f  8 min

Tempo de ciclo de transporte mínimo

t c min  7,89  8  15,89 min

15,89
Número de Caminhões   2,26 Unidades
7

Se adotássemos 3 caminhões, com a escavadeira governando a produção, a frota


de caminhões, teria uma capacidade de transportar:

Pt = 29,4 x 3 = 88,2 m3/h

34
Produção esta, acima da produção da escavadeira e da usina de pedra granítica. Se
adotarmos dois caminhões a produção máxima da frota seria:

Pt = 29,4 x 2 = 58,8 m3/h

Produção essa, semelhante a da escavadeira, maior ainda que a da usina de pedra


granítica. Concluindo, será preferível adotar-se os seguintes equipamentos para
carregamento e transporte:

 Escavadeira hidráulica de 21 ton, capacidade da caçamba de 1,0 m3 – 01


Unidade
 Caminhões traçados (caçamba de 14 m3) – 02 Unidades

Na escavação da jazida procura-se obter uma seqüência de escavação


carregamento e transporte ótimo e uma adequada geometria de cava. O ajuste
desses dois fatores permitira a otimização do rendimento, o desgaste minimizados
dos equipamentos, e a segurança operacional, com isso procuramos obter a
satisfação dos clientes, atendendo-os com um produto de qualidade, com eficiência
logística e preços competitivos no mercado consumidor.

35
SERVIÇOS AUXILIARES

Edificações

Nas instalações serão construídas as seguintes edificações:

 Setor administrativo: um galpão com 36 m2 onde utiliza-se para


administração, almoxarifado, refeitório, cozinha, banheiros e acomodações.
Construído com alvenaria e telhas convencionais

 Galpão de 100 m2 para manutenção de equipamentos

Água

água necessária ao abastecimento domestico será proveniente da cidade de


Canindé do São Franciisco_SE, transportada em carros, e será armazenada em
depósitos no setor administrativo, dentro dos padrões da vigilância sanitária.

Energia

A energia será fornecida pela concessionária, que fornecera a energia necessária ao


setor administrativo.

36
PLANO DE CONTROLE DE IMPACTOS AMBIENTAIS

A atividade mineral constitui-se numa das atividades econômicas que mais causam
impactos ambientais negativos ao meio ambiente. No entanto, apesar dos problemas
que possam vir a ocorrer com o meio ambiente em questão, a mineração é uma
atividade de suma importância à sobrevivência do homem moderno, dada a
presença dos bens de origem mineral em praticamente todas as atividades humanas,
além do crescimento constante da construção civil. Um dos grandes desafios
ambientais hoje é permitir o atendimento a esta crescente demanda, procurando
melhorar a produtividade do processo exploratório, uma vez que tais recursos
naturais são exauríveis, passíveis de total esgotamento nos próximos anos,

Portanto, nessa fase, apresentamos um plano de controle de Impacto ambientais,


referente a exploração de pedra granítica, objetivando descrever quais medidas
serão adotadas visando minimizar e compensar os efeitos negativos do
empreendimento, e seu referido passivo ambiental, adequando-se à legislação
ambiental vigente, a través de recomendações e avaliações técnicas que
sustentarão a implantação e operação do empreendimento dentro das normas
legais, conciliando-o com a restauração do ambiente impactado e com o uso futuro
da área.

As ações mitigadoras buscam corrigir, minimizar e compensar os efeitos negativos


do empreendimento e, por outro lado, otimizar os efeitos positivos.

Impactos Ambientais

Os Impactos Ambientais do Processo Exploratório provoca modificações ambientais.


A exploração de pedra granítica provoca danos, na maioria dos casos, reversíveis,
desde que devidamente previstos e avaliados. na região em questão, temos os
seguintes impactos ambientais:

 Alteração na Paisagem – a operação e movimentação de equipamentos e material


provocam modificações da paisagem nos locais da extração.

37
 Supressão da Vegetação – provocada pela operação de equipamentos, disposição
do material minerado e do capeamento e pelo transporte da produção.

 Compactação do Solo – provocada pela movimentação dos equipamentos de


carregamento e transporte,

 Poluição Sonora – provocada pelos equipamentos de extração, carregamento e


transporte.

 Poluição Atmosférica – tanto o processo extrativo quanto a estocagem e o tráfego


de veículos ocasionam acréscimos nos índices de poluição atmosférica, não só pela
possibilidade de agregação de partículas minerais à atmosfera, como também de
gases e partículas provenientes da queima de combustíveis.

 Contaminação hídrica por óleos, graxas e outros efluentes: o manuseio inadequado


de óleos e graxas, a falta de manutenção de motores dos equipamentos, os
vazamentos e ausência de medidas preventivas para evitar os lançamentos diretos
nos corpos d’água e no solo, trazem danos ambientais significativos ao ecossistema,
podendo criar conflitos de uso desses recursos. Pode gerar: Contaminação hídrica
e o escoamento de águas de drenagem da chuva pelas pilhas de materiais;

 Instabilidade das margens e taludes

 Alterações no tráfego – provocada pela alteração ou inserção do fluxo de veículos


de transporte e extração mineral, contribuindo para os índices de poluição
atmosférica e sonora, trepidação e riscos de acidentes de trânsito;

 Produção de resíduos sólidos provenientes de atividade humanas – na ocupação do


meio físico, o homem tende a lançar o “lixo” (sacos plásticos, garrafas PET, latas,
pneus, etc.) diretamente sobre o solo e/ou a água, poluindo-os. Essa atividade
danosa pode ser facilmente evitada com algumas orientações em educação
ambiental patrocinadas pela empresa, até o limite da área de influência indireta do
empreendimento ou onde convir à empresa;

38
 Danos às populações – decorrente da substituição de atividades tradicionais, que
serviam como subsistência dessas populações, devido ao emprego sistemático e
crescente dos recursos naturais para fins mineratórios. A própria atividade também
inibe a pecuária, em razão do desconforto imposto aos animais (o estresse pode
gerar pesadas perdas sobre a produção). No entanto, em algumas fases do processo
produtivo, essas pessoas podem vir a ser empregadas no empreendimento, muito
embora a mecanização da produção mineral limite o acesso ao trabalho, além da
desqualificação profissional. Tudo isto pode contribuir para um aumento da pobreza
das cidades circunvizinhas.

 Lançamento de materiais oriundos do desmonte de rocha,

Medidas Mitigadoras

No planejamento ambiental devem ser considerados todos os elementos e fatores


ambientais inerentes ao problema, sejam eles ligados ao desenvolvimento ou à
proteção do meio ambiente.

A adoção de medidas mitigadoras constitui numa poderosa arma contra a


deterioração ambiental e seus efeitos sobre os recursos naturais. Estas medidas
incluem, presumivelmente, o abastecimento, o tratamento e a distribuição da água,
a coleta, o tratamento e a destinação final dos esgotos, a drenagem e a minimização
das cheias, os resíduos sólidos, e o monitoramento ambiental dos recursos vegetais.

Essas medidas visam propor ações de prevenção, correção e controle dos impactos
negativos, entre elas os equipamentos de controle e sistemas de tratamento de
despejos, avaliando a eficiência de cada uma delas. São usadas, quando
pretendemos minimizar os efeitos nocivos da poluição já declarada, diretamente no
meio ambiente em questão, junto com outras técnicas de caráter preventivo. O
combate à poluição com o simples emprego de técnicas corretivas torna-se bastante
oneroso, devendo, portanto sempre vir acompanhado de técnicas que diminuam a
incidência de agentes impactantes sobre o local de exploração. O combate à

39
poluição e à degradação ambiental é um problema de suma importância, envolvendo
interesses econômicos, políticos, sociais e técnicos.
Sob o ponto de vista técnico, o ataque ao problema se apresenta em três fases
distintas que podem ser atacadas simultaneamente ou cada uma por si. A primeira
fase é a prevenção, onde procuramos evitar que a poluição exista. A segunda é a
correção, onde se executam obras e se desencadeiam mecanismos para debelar um
fato já consumado. Finalmente, vem a fase do controle, devendo ser constante,
existindo desde o momento da elaboração do projeto, continuando durante a
execução do mesmo, e por todo o período de uso e ocupação do referido ambiente.
Para qualquer uma das fases é necessária a fixação de parâmetros mínimos que
definam a qualidade ambiental para cada finalidade específica. Estabelecem-se
assim, algumas medidas mitigadoras dos impactos ambientais decorrentes da
implantação do respectivo empreendimento sobre a área de influência direta e
indireta do empreendimento:

 Recomposição da paisagem natural, com a correta restauração da área após o


período de exploração, que será realizada com aterramento e plantio da
mesma.

 Planejaremos trajetos para acesso aos locais, em áreas de menor declividade


acompanhando as curvas de nível, evitando assim, processos erosivos;

 Programaremos medidas de controle e monitoramento ambiental durante os


serviços de terraplanagem;

 Desenvolveremos um planejamento voltado ao uso e reordenamento do solo

 Faremos um planejamento de recomposição da vegetação pós-lavra;

 Promoveremos a recomposição da vegetação, utilizando preferencialmente


espécies da flora nativa da região;

 Solos compactados serão nivelados e semeados

40
 Utilizaremos vegetação para estabilizar taludes e facilitar a infiltração de água;

 Modificaremos os trajetos projetados nos locais considerados frágeis se


verificarmos como de risco ambiental para a flora e fauna;

 Manteremos espaços livres com vegetação;

 Minimizaremos a poluição sonora com a utilização de EPI (Equipamento de


Proteção Individual - Protetor Auricular e Óculos) e programas de
conscientização do trabalhador para seu uso;

 Possuiremos uma bacia de decantação de sedimentos, onde realizaremos


limpezas periódicas;

 Faremos um programa de manutenção preventiva de máquinas e


equipamentos;

 A troca de óleo lubrificante dos equipamentos será efetuada somente na área


de oficina com objetivo de impedir contaminações no local;

 Somente será permitido o transporte de combustível para abastecimento das


máquinas, dentro de recipientes fechados evitando o seu derramamento no
solo;

 Levantamento de todas as interferências sobre as águas superficiais e


subterrâneas, com a definição de medidas de atenuação, com vistas a garantir
a qualidade ambiental dos aqüíferos;
 Proibiremos a execução de queimadas para a limpeza da área de trabalho;

 Protegeremos as superfícies de terrenos expostas pelas operações de


terraplanagem, com materiais naturais (terra vegetação, etc.);

41
 Sistema de iniciação do explosivo com iniciador não elétrico e retardo,
objetivando controle de vibração e lançamento;

 Placas com informações sobre horários de detonação;

 Sirenes para avisos de detonação.

As recomendações técnicas e exigidas neste plano de controle de impactos


ambientais, proporcionará o pleno desenvolvimento das atividades, minimizando os
impactos ambientais negativos decorrentes da extração de pedra granítica. O
empreendimento proposto não gera apenas impactos negativos, mas também
impactos positivos, que em médio prazo contribuirá positivamente no processo de
desenvolvimento da região, através da demanda por bens e serviços, gerando
emprego, renda e impostos, proporcionando ainda, a conservação do meio ambiente
e melhorias na qualidade de vida.

42
PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS (PRAD)

A extração de pedra granítica é um sistema de extração que produz incontestáveis


danos ao meio ambiente. Esse processo gera um passivo ambiental muito grande,

A principal justificativa desse estudo é apresentar uma utilização pós mineração da


área do empreendimento de exploração de pedra granítica, propondo uma
destinação final adequada, quer seja sob o ponto de vista ambiental, econômico e/ou
social.

A experiência demonstra que a reabilitação da área minerada torna-se mais fácil e


menos onerosa se realizada concomitantemente com a fase de lavra, pois dessa
forma os recursos naturais existentes resultantes da atividade mineira, são
remanejados para a recuperação de setores degradados.

As atividades básicas no planejamento da recuperação, geralmente incluem a


definição dos objetivos, o estabelecimento do uso futuro da área e a elaboração de
um plano de recuperação.

Em síntese, a partir da identificação e avaliação inicial, o planejamento da


recuperação da área degradada seguirá o seguinte roteiro:

 Estabelecimento do compromisso do empreendedor com os trabalhos


de recuperação;

 Avaliação detalhada da área degradada, envolvendo a identificação dos


processos de degradação, identificação dos impactos ambientais
existentes e definição dos indicadores ambientais;

43
 Definição dos objetivos da recuperação, compreendendo o
estabelecimento dos resultados ou metas a serem alcançados a curto e
médio prazo e da definição do uso pós-mineração;

 Elaboração de um plano de recuperação, compreendendo a escolha dos


métodos e técnicas que serão empregados na recuperação, descrição
dos procedimentos e medidas que serão adotadas, formulação de um
programa de monitoramento e manutenção das medidas
implementadas.

Nesse trabalho, seguiremos uma metodologia que propõe uma seqüência de


atividades para a execução da revegetação das áreas degradadas:

 Planejamento;
 Obras de drenagem na área lavrada;
 Remoção da cobertura vegetal;
 Decapeamento e desenvolvimento da mina (armazenamento da camada
fértil do solo e deposição do estéril);
 Lavra e beneficiamento;
 Recomposição topográfica (preenchimento da cava com estéril, rejeito e
solo e aspectos paisagísticos);
 Trato da superfície final (colocação da camada fértil do solo,
descompactação e correção de fertilidade);
 Controle da erosão;
 Revegetação (preparo do solo, seleção de espécies e semeadura. A
espécie selecionada para esse projeto será a serrapilheira);
 Manutenção e monitoramento;
 Uso futuro do solo.

44
SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO

São dotadas as medidas constantes do PCMSO e PCMAT, exigidos pelas


autoridades competentes (Ministério do Trabalho e Delegacia Regionais do
Trabalho). Entre outras, são aplicadas as seguintes normas:

 Uso de EPI’s (botas, luvas, capacetes, óculos).


 Uso de roupas adequadas (fardamento).

Quanto à higiene e a saúde dos trabalhadores, dispõem-se de:

 Banheiros e sanitários, em número proporcional ao de trabalhadores.


 Refeitório e de área de descanso.
 Exames médicos adimensional, na contratação de novos trabalhadores.
 Exames médicos, na demissão de trabalhadores.
 Exames médicos periódicos para os trabalhadores em exercício.
 Campanhas de conscientização e esclarecimento aos trabalhadores,
planejada por técnicos capacitados, quanto ao uso correto de EPI’s, fornecido
pela empresa.
 São fixadas na área, normas de segurança aos operários.
 Os trabalhadores que se recusarem a usar os EPI’s serão alertados
verbalmente; e em caso de reincidência serão comunicados por escrito para
que não se criem situação legais posteriores.

DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL

A mão de obra:

 1 Geólogo
 2 operadores de escavadeira
 1 operador de Carregadeira
 2 motoristas de caminhões
 1 Apontador

45
PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCO – PGR.

O empreendimento deverá se cercar de todos os cuidados inerentes ás operações


de maior perigo dentro do seu contexto operacional com objetivo de atender a
segurança dos trabalhadores, transeuntes, vizinhança, clientes e do meio ambiente.

Para tanto, se faz necessário o cumprimento de uma rotina operacional, cumprido


um elenco de normas e procedimentos da legislação brasileira, para evitar/minimizar
a possibilidade de acidentes de trabalhadores na mina.

Nas operações de lavra em questão, os riscos possíveis de acontecerem são:

 Riscos físicos e químicos


 Acidentes do trabalho
 Riscos decorrentes da utilização de maquinas, equipamentos e veículos.
 Estabilidade do talude (a própria jazida)
 Risco que envolvem a operação de desmonte de rocha

O PGR é contemplado com o Plano de Emergência, Plano de Salvamento.

Na mina, as áreas de maior risco são: carregamento e transporte da


substância mineral, com o uso de máquinas e equipamentos.

Os riscos podem aqui ser detalhados como:

 Armazenamento, Transporte e Manuseio de Explosivos e Acessórios

 A emissão de CO na atmosfera local, pela maquinas e veículos.

 Também a emissão de poeiras e partículas sólidas na atmosfera pode


causar sérios ricos á saúde do trabalhador.

46
Para gerenciar o controle de riscos na mina foram adotados alguns procedimentos:

 As estradas de acesso a jazida devem possuir duas vias, para


que o trafego flua normalmente nos dois sentidos;

 Pontos de riscos, como curvas, aclives e declives, serão


proibidos estacionamentos e pessoas circulando;

 Existirá orientação da velocidade máxima permitida nos trechos;

 Nas entradas e saídas, serão colocadas placas de sinalização


indicativa de trafego, de acordo com a legislação de transito em
vigor.

 Na praça da mina alem do mais, será destacado um funcionário


para orientar os motoristas a trafegar com mais segurança neste
recinto;

 Para maior segurança, nas estradas serão construídas


caneletas que drenam as águas das chuvas;

 No verão as estradas e a praça da mina são molhadas por


aspersão de água, utilizando-se um carro pipa, para que não
haja emissão de poeiras;

 Os veículos de transporte e material e pessoas serão equipados


com sinal sonoro de ré acoplado ao sistema de câmbio de
marchas;

 O veiculo responsável pelo transporte de explosivos e


acessórios, será equipado com sirene para advertência dos
horários de desmonte

47
Durante o horário de trabalho será obrigatório aos operários da mina o uso de
equipamento individual de proteção - EPI (máscaras, óculos, luvas, proteção
auricular e botas);
Em relação à emissão de CO2, a lavra, por ser executada “a céu aberto”, estar
localizada em local amplo e muito arejado, a emissão de CO2 na atmosfera pelas
máquinas e veículos não afetará o padrão atmosférico local e nem causará danos à
saúde dos trabalhadores;

Para garantir estabilidade dos taludes, serão construídas caneletas nos pontos
críticos, canalizando as águas pluviométricas para drenagem natural, evitando
desmoronamentos.

Os trabalhadores da mina são informados sobre os riscos no local de trabalho, que


possam afetar a sua segurança e saúde e orientados a interromper suas tarefas
sempre que constatar que representa riscos graves e iminentes para sua segurança
e saúde, ou de terceiros, comunicando imediatamente o fato ao seu superior
hierárquico que tomará as medidas cabíveis.

Este programa é gerenciado por um supervisor que a monitora e o avaliara


freqüentemente.

48
Plano de Emergência e Salvamento

Para atender adequadamente os casos fortuitos de acidentes na área da mina faz-


se necessário adotar normas e procedimentos de atendimento emergencial
/salvamento, em que contempla:
a) Treinamento para identificar e qualificar o sinistro
b) Treinamento para combater o sinistro, quando possível.
c) Treinamento para evacuar o local do sinistro, sem pânico.
d) Definir tarefas e responsabilidade especifica por empregado
e) Noções básicas de “primeiros socorros”
f) Ocorrendo situações de emergência, algum dos empregados presentes,
mas não envolvidos prestará socorro á (s) vítimas (s) e comunicara
imediatamente o ocorrido ao gerente da mina (ou á outro responsável)
para que sejam tomadas as medidas necessárias.
g) Em caso de funcionário acidentado, um dos presentes prestará
imediatamente os primeiros socorros a vitima, enquanto outro
comunicara de imediato o ocorrido ao supervisor para providenciar o
transporte imediato do acidentado para o hospital ou pronto socorro mais
próximo. Caso não se encontre o supervisor ou outra pessoa
responsável pela empresa pela empresa, os próprios companheiros
podem tomar as providencias necessária.
h) Qualquer que seja o tipo de acidente, o dono do empreendimento deverá
ser imediatamente avisado. Em caso de incêndio a Defesa Civil e o
Corpo de Bombeiros também deverão ser imediatamente avisados.
i) Os números dos telefones de emergência como: Defesa Civil, Corpo de
Bombeiros, Policia etc., deverão esta disponível em lugares bem
visíveis.

49
PLANO DE FECHAMENTO DA MINA

Após a exaustão da jazida mineral proceder-se-á o FECHAMENTO DA MINA. Para


tanto, o primeiro passo será comunicar oficialmente ao Departamento Nacional de
Produção Mineral, em requerimento justificativo acompanhado de:

a) Relatório dos trabalhos efetuados

b) Plano de desmobilização das instalações e equipamentos; a infra-


estrutura do empreendimento indicando o destino a ser dado aos
mesmos.

c) Planta da mina na qual conste as áreas lavradas e recuperadas, áreas


impactadas e recuperadas e por recuperar, área de disposição do solo
orgânico, estéril e rejeitos, vias de acesso, e outras obras civis.

d) Drenagem das águas.

e) Aptidão e intenção de uso futuro da área.

f) Relatório das condições de saúde ocupacional durante a vida útil do


empreendimento.

O fechamento da mina devera ser planejado antecipadamente para que as


operações antecedentes sejam propagadas, visando deixar a área em condições
viáveis de recuperação do solo. Durante o fechamento da mina os seguintes
procedimentos deverão ser adotados:

50
 As áreas mineradas ou desativadas que ofereçam perigo, devem ser
cercadas e sinalizadas contra o acesso inadvertido (de animais, pessoas
estranhas), evitando os riscos de acidentes.

 Os taludes desativados, principalmente nas áreas de elevação topografia,


deverão ficar com ângulos de inclinação suavizando, recobertos com solo
e vegetação.

 Os taludes com pontos críticos serão munidos de caneletas para drenar


as águas pluviométricas para a drenagem natural, evitando a erosão da
área minerada.

 O solo fértil disposto nos setores desativados e já minerado deverá ser


espalhado no sentido de mitigar as alterações topográficas.

 Proibir deposição de entulho, lixo ou materiais com características físicas


incompatíveis com a do solo minerado.

 Monitorar e controlar processos erosivos e possíveis alagamento no


período de chuva, em toda área da mina.

 Durante todo período de fechamento da mina, até a área ser liberada para
outro uso, será mantido no local um sistema de vigilância com a pretensão
de evitar a invasão da área e da depredação das matérias ainda não
retirados.

 As maquinas, equipamentos e veículos serão desmobilizados e


guardados sobre vigilância em pátio da mina, onde aguardarão o destino
final (venda; ou deslocamento para outra mina, se for o caso).

 As construções civis deverão ser vendidas juntamente com a área (total


ou parcialmente) da mina. Se o titular não decidir utilizá-las para outra
finalidade.

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 As estradas de acesso a mina serão todas fechadas e bloqueadas.
 A área total da mina só será desmobilizada de segurança quando o
equipamento maquina, veículos e matérias forem retirados, e a área
estiver adequadamente recuperada e apta a ter outra finalidade.
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL QUE PODEM SER USADOS
 Botas
 Luvas
 Máscaras
 Protetores auriculares
 Óculos de proteção

USO FUTURO DA ÁREA DE LAVRA

A área após a exaustão da jazida pretende-se aproveitá-la tanto para


fins recreativos, como para fins de criação de peixes (Piscicultura).

CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES

CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES


ANO
ATIVIDADES
2019 2019 2020 2020 2020 2021
Planejamento e Controle da Lavra

Preparação e Desenvolvimento
Decapeamento da Jazida
Lavra a Céu Aberto
Recuperação das Áreas
Revegetação

ANO
ATIVIDADES
2019 2020 2021 2022
Planejamento da Lavra

Preparação e Desenvolvimento

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Decapeamento da Jazida
Lavra a Céu Aberto
Recuperação das Áreas
Revegetação
O Planejamento e Controle da Lavra é uma fase que envolve toda a vida útil da lavra,
pois as divergências do planejado para o realizado, deve ser monitorado diariamente.
No ano de 2009-2012, faremos a preparação e desenvolvimento da mina, com a
procura de novas frentes e jazidas. O decapeamento da jazida ocorrerá de forma
proporcional à evolução da lavra. A lavra a céu aberto será realizada em varias
frentes de acordo com a avaliação geológica da jazida e o planejamento de lavra. A
extração será feita durante toda a vida útil da mina bem como a recuperação da área
e revegetação. Essas últimas ocorrerão de forma simultânea. Após lavrada, a área
passa por planejamento, recuperação e revegetação.

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ANEXO I

Fotos do Local

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55
ÁREA GEORREFERENCIADA

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RESPONSÁVEL TÉCNICO

LEANDRO GUSTAVO DE LIMA DURVAL


GEÓLOGO
REGISTRO NO CREA: 181227086-0

____________________________________________
SILVA LIMA MINERAÇÕES LTDA
REQUERENTE

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