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Lendas e Mitos

O Sol é personificado em várias mitologias: os


gregos o chamavam de Helios e os romanos o
chamavam de Sol.

Helios era imaginado passear em uma carruagem


puxada por cavalos através do céu, trazendo luz para
a Terra.

A jornada do Sol, naturalmente, começava no leste e


terminava no oeste, local onde Helios completava
sua ronda diária e flutuava de volta para o seu
palácio no leste em uma taça dourada.
Lenda Azteca
A lenda conta que o primeiro sol, o sol da água, foi levado pela
correnteza da inundação sofrida pela água. Todos os que
nesse momento viviam no mundo, se tornaram em peixes.
O segundo sol, foi devorado pelos tigres famintos. O terceiro
sol, foi arrastado por uma grande chuva de fogo que queimou
muitas pessoas. No quanto sol, o sol do vento, foi apagado
por uma terrível tempestade ocorrida pelo vento.
As pessoas se transformaram em macacos e se espalharam
pelos montes. Os deuses, pensativos por tudo que aconteceu,
fizeram uma reunião em Teotihuacan. E decidiram sobre
quem que haveria de se encarregar para buscar a aurora..
Então, o Senhor dos Caracóis, que era famoso pela sua força e beleza, deu um passo
para frente: -"Eu serei o sol"- disse: -"Quem mais?"- Silêncio...
Todos olharam para o disforme Pequeno Deus Sifilítico, que era o mais feio e infeliz de
entre todos os deuses, e decidiram: -"Tu". O Senhor dos Caracóis e o Pequeno
Deus Sifilítico se retiraram pelas colinas que são conhecidas como as Prirâmides do
sol e da Lua, e na solidão, meditaram. logo os outros deuses juntaram lenha, fizeram
uma enorme fogueira e os chamram. O Pequeno Deus Sifilítico, então tomou
impulso e se jogou para as chamas.
Em seguida resurgiu, incandescente, no alto do céu. O Senhor dos Caracóis olhou a
fogueira com semblante franzido, avançou, duvidou e se deteve. Deu um par de
voltas, e no final, como não se decidiu, foi empurrado. Com muito atraso, subiu para
o céu. Os deuses, enfurecidos, o bofetearam e seu rosto foi golpeado como um
coelho, até que se apagaram seu brilho. Desta forma, o vaidoso senhor dos Caracóis
se transformou na lua. As manchas da lua evidenciaram as cicatrizes daquele
extranho castigo.
Mas o sol resplandescente não se movia. O gavião de obsidiana voou prontamente em
direção ao Pequeno Deus Sifilítico: -"Por quê não andas? "E o respondeu o infeliz :-
"Porque quero o sangue e o reino". Este quinto sol, o sol do movimento, deu à luz os
toltecas e aos astecas. Tem garras e se alimenta de sangue e corações humanos.
Nhanderu: a lenda do sol e da
lua
• Tupã criou o Paiquerê, para morar com sua mulher.
Ela teve gêmeos, mas uma onça a matou logo após
o parto. Os filhos, depois da crescidos, saíram à
procura do pai e da mãe. Encontraram Anhangá, o
diabo, que os aprisionou. Com a ajuda das filhas de
Anhangá, os dois fugiram. Ao encontrarem Tupã,
este lhes perguntou sobre a mãe. Como não sabiam
responder, foram transformados no Sol e na Lua
para que um a procurasse de dia e o outro, à noite".
Lenda Kaigang
Lenda do sol e da lua

No princípio do mundo, segundo os Kaingang, havia dois sóis, os irmãos:


Rã (sol) e Kysã (lua). Por causa do calor que os dois irradiavam, os rios
estavam secando, o mato e as pessoas estavam ficando fracos, as
árvores não davam mais frutas e não existiam lugares refrescantes para
ficar. Foi ai que um sol brigou com o outro, dando um soco no seu olho,
ele então se enfraqueceu e tornou-se lua, ficando então criada a noite
comandada pela lua, existindo para dar frescor à terra, e o sol
permaneceu durante o dia, dando-nos o sua luminosidade e calor. Até
hoje assim que o sol se põe a lua nasce e sucessivamente, os dois nunca
se encontram para não brigar.
Guaraci e Jaci
"- No começo havia a escuridão. Então nasceu o sol, Guaraci. Um dia ele
ficou cansado e precisou dormir. Quando fechou os olhos tudo ficou
escuro. Para iluminar a escuridão enquanto dormia, ele criou a lua, Jaci.
Ele criou uma lua tão bonita que imediatamente apaixonou-se por ela.
Mas quando o sol abria os olhos para admirar a lua, tudo se iluminava e
ela desaparecia. Guaraci criou, então, o amor, Rudá, seu mensageiro. O
amor não conhecia luz ou escuridão. Dia ou noite, Rudá podia dizer à lua
o quanto o sol era apaixonado por ela. Guaraci criou também muitas
estrelas, seus irmãos, para que fizessem companhia a Jaci enquanto ele
dormia. Assim nasceu o céu e todas as coisas que vivem lá. "
Sol esquimó
Há muitos e muitos anos, em uma pequena aldeia da costa, viviam um
homem e sua mulher. Depois de um longo período, o casal teve dois
filhos: um menino e uma menina. Os irmãos se davam muito bem,
para alegria dos pais. Um não se separava do outro.
O tempo foi passando e as crianças crescendo. Quando os dois irmãos
se tornaram adultos, aconteceu algo surpreendente: eles não
paravam de brigar. Os pais dos jovens ficaram tristes e espantados.
Não conseguiam entender como os filhos, de uma hora para outra,
tornaram-se inimigos.
Na verdade, quem se transformou foi o filho, que tinha inveja da beleza
da irmã e por isso vivia a persegui-la. A menina, por sua vez, já
estava cansada das implicâncias do irmão e não sabia mais o que
fazer para escapar de suas maldades.
Mas um dia ela teve uma idéia:
-- Vou fugir para o céu. Só assim escaparei do meu
irmão.
A menina então se transformou em Lua.
Quando o rapaz descobriu que a irmã tinha fugido, ficou
muito triste e arrependido.
-- Se ela foi para o céu, eu irei também. Não posso ficar
sem a minha irmã.
E foi isso que aconteceu. O rapaz conseguiu ir para o
céu, só que em forma de Sol, e não parou de correr atrás
da menina. Às vezes, ele a alcança e consegue abraçá-
la, causando então um eclipse lunar.

Adaptação livre de Daniele Castro da lenda esquimó, publicada


no livro O Cru e o Cozido, de Claude Lévi-Strauss, editado pela
Brasiliense.
Origem do sol e da lua
Baíra foi quem criou o Sol e a Lua.
O Sol é homem. A Lua é mulher.
Baíra fez o membro do Sol da raiz da paxiúba.
E fez da raiz do apuizeiro uma veia que pôs no sexo da
Lua. Dessa veia saía sangue.
E levou os dois para o céu.
O Sol, porque é homem, sai de dia.
A Lua, porque é mulher, sai de noite.
Os homens, na terra, são como o Sol.
As mulheres são como a Lua.

(Pereira, Manuel Nunes. Monronguêtá: um Decameron


indígena. 2ª ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira;
Brasília, Instituto Nacional do Livro, 1980, p.564)
Mito do sol
Mito de origem tucuna
O Sol, antigamente, era um moço forte e bonito.
E tinha uma tia que preparava urucu para pintar os tucuna nos dias de festa de
Moça-Nova.
O Sol era quem partia lenha para a fogueira onde a velha punha a panela para
ferver o urucu.
A velha era aborrecida e estava sempre pedindo ao Sol mais lenha.
O Sol só trazia muirapiranga, porque a tia dele só gostava daquela lenha.
Um dia o Sol trouxe muita muirapiranga, muita.
E, para acabar com aquele trabalho, pediu à tia que o deixasse beber todo o
urucu que estava fervendo.
A velha pensando que ele morreria, disse: — Bebe, bebe logo.
O Sol bebeu todo o urucu e foi ficando com a cara vermelha como o urucu e a
muirapiranga.
Depois subiu para o céu e se meteu entre as nuvens.

(Pereira, Manuel Nunes. Monronguêtá: um Decameron indígena. 2ª ed. Rio de


Janeiro,Civilização Brasileira; Brasília, Instituto Nacional do Livro, 1980, p.463)