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O gráfico de uma função polinomial do 2º grau,

y = ax2 + bx + c, com a ≠ 0, é uma curva


Matemática chamada parábola.
Aplicação:
Professor CLICIO Freire Vamos construir o gráfico da função y = x2+x:
Primeiro atribuímos a x alguns valores, depois
calculamos o valor correspondente de y e, em
Aula 24 seguida, ligamos os pontos assim obtidos.
Funções Polinomiais
1. Função polinomial do 1º grau
Chama-se função polinomial do 1º grau, ou 01. Seja f(x) = ax + b uma função afim. Sabe-
função afim, a qualquer função f de IR em IR se que f(-1) = 4 e f(2) = 7. O valor de f(8)
dada por uma lei da forma f(x) = ax + b, onde a é igual a:
e b são números reais dados e a ≠ 0. a) 13 b) 10 c) 11
Na função f(x) = ax + b, o número a é chamado d) 6 e) 7
de coeficiente de x, e o número b é chamado
termo constante. 02. O gráfico da função f(x) = m.x + n passa
Veja alguns exemplos de funções polinomiais do pelos pontos A(1,-2) e B(4,2). Podemos
1º grau: Observação: afirmar que:
f(x) = 5x – 3, em que = 5 e b = – 3 Ao construir o gráfico de uma função quadrática a) m + n = –2 b) m – n = –2
f(x) = –2x – 7, em que = –2 e b = – 7 y = ax2 + bx + c, notaremos sempre que: c) m = 3/4 d) n = 5/2 e) m.n = –1
f(x) = 11x, em que = 11 e b = 0 • se a > 0, a parábola tem a concavidade
inequação –3 < x + 2 ≤ 4 é:
03. O número de soluções inteiras da
Gráfico voltada para cima;
O gráfico de uma função polinomial do 1º grau, • se a < 0, a parábola tem a concavidade
y = ax + b, com a ≠ 0, é uma reta oblíqua aos
a) 6 b) 7 c) 8
voltada para baixo; d) 9 e) 10
eixos Ox e Oy. Aplicação:
Aplicação: Dado o gráfico abaixo, podemos afirmar que 04. O conjunto solução da inequação
Vamos construir o gráfico da função y = 3x – 1: 2x – 1 5
Como o gráfico é uma reta, basta obter dois de ––––– < –––– é:
seus pontos e ligá-los com o auxílio de uma x+2 3
régua: a) ]–∞;–2[ b) ]–2;13] c) ]–∞;13
a) Para x = 0, temos y = 3 · 0 – 1 = –1; d) [–2;13] e) ]–2;13[
portanto, um ponto é (0, -1). 05. O conjunto solução do sistema de
b) Para y = 0, temos 0 = 3x – 1; portanto, e
outro ponto é . inequações é:
a) x ∈ IR / x
b) x ∈ IR / x > 2
a) a.c > 0 b) b.c < 0 c) a.b.c = 0

d) x ∈ IR / x < 2
d) a < 0 e) c < 0 < –2
c) ∅
e) x ∈ IR / x > –2
Não esqueça que a função quadrática sempre
toca o eixo das ordenadas em c, logo c = 0.
Então a.b.c = 0.
06. Para m<1, a função definida por y = (m-
Zero e Equação do 2º Grau 1)x2 +2x +1 tem um máximo em x=2. A
Chama-se zeros ou raízes da função polinomial soma dos zeros da função é:
Marcamos os pontos (0, –1) e no plano do 2º grau f(x) = ax2 + bx + c , a ≠ 0, os a) 4 b) 5 c) 2
cartesiano e ligamos os dois com uma reta. números reais x tais que f(x) = 0. d) 3 e) –1
Já vimos que o gráfico da função afim y = ax + Então as raízes da função f(x) = ax2 + bx + c
são as soluções da equação do 2º grau ax2 + 07. Dada a inequação (x–2)7.(x–10)4. (x+5)3
b é uma reta.

∈ IR/ x>–5 ∈ IR/ x<2


bx + c = 0, as quais são dadas pela chamada
<0, o conjunto solução é:
O coeficiente de x, a, é chamado coeficiente

∈ IR/ x>–2 ∈ IR/ –5<x<2


angular da reta e, como veremos adiante, a fórmula de Bhaskara: a) x b) x
Temos: f(x) = 0 ⇒ ax2 + bx + c = 0 ⇒
∈ IR/ x<–2
está ligado à inclinação da reta em relação ao c) x d) x
e) x
eixo Ox.
O termo constante, b, é chamado coeficiente x= 08. Para que valores de m o trinômio
linear da reta. Para x = 0, temos y = a · 0 + b y=x2 + 5x + 5m/4 é não- negativo?
= b. Assim, o coeficiente linear é a ordenada do Observação:
a) m < 0 b) m > 2 c) m < 5
d) m ≥ 5
ponto em que a reta corta o eixo Oy. A quantidade de raízes reais de uma função
e) m < –2
quadrática depende do valor obtido para o
Crescimento e decrescimento
radicando D , chamado discriminante, a saber: 09. A solução do sistema é:
Regra geral: quando D é positivo, há duas raízes reais e
A função do 1º grau f(x) = ax + b é crescente a) 0 < x < 2
distintas;
• quando ∆ é zero, há só uma raiz real;
b) x<–1 ou x > 4
c) -1 < x ≤ 0 ou 2 ≤ x < 3 d) x > 3
quando o coeficiente de x é positivo (a > 0); a
• quando ∆ é negativo, não há raiz real.
função do 1º grau f(x) = ax + b é decrescente
quando o coeficiente de x é negativo (a < 0); e) x < 0
Justificativa: Coordenadas do vértice da parábola 10. O domínio da função é:
• para a > 0: se x1<x2, então ax1<ax2. Daí, Quando a > 0, a parábola tem concavidade a) {–1;1} b) [–1;1] c) ∅
ax1+b < ax2+b, de onde vem f(x1)<f(x2). voltada para cima e um ponto de mínimo V; d) ]–1;1[ e) ]–∞;–1[
• para a < 0: se x1<x2, então ax1>ax2. Daí,
11. A função ƒ: x → x2 + 2x – 3 definida em IR:
quando a < 0, a parábola tem concavidade
ax1+ b> ax2+b, de onde vem f(x1)>f(x2). voltada para baixo e um ponto de máximo V.
a) é decrescente para x>–1
admite valores positivos para –3 ≤ x ≤ 1
Em qualquer caso, as coordenadas de V são
2. Função Quadrática (Função polinomial do ∆ b)
admite a função inversa para –3 ≤ x ≤ 1
b
2.° grau) (– –––– ; – ––––). Veja os gráficos: c)
2a 4a
Definição d) é crescente para x>–1
Chama-se função quadrática, ou função e) n.d.a
polinomial do 2º grau, qualquer função f de IR 12. Considere a função ƒ: lR → lR, definida
em IR dada por uma lei da forma f(x) = ax2 + por f(x) = 3x2 + 2x +3. Qual das
bx + c, onde a, b e c são números reais e a ≠ 0. seguintes alternativas é falsa?
Vejamos alguns exemplos de função a) f atinge o mínimo para x = –1/3.
quadráticas: b) Para x menor que –1/3, f é uma função
• f(x) = 3x2–4x+1, onde a = 3, b = –4 e c = 1 decrescente.
• f(x) = x2–1, onde a = 1, b = 0 e c = –1 c) Para x maior que –1/3, f é uma crescente.
Gráfico d) Existe pelo menos um x real, tal que f(x)<0.
e) O gráfico de f é uma parábola.

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