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APRESENTAÇÃO:

A cada ano o Departamento Nacional de Trabalho com Crianças tem apresenta-


do um tema para nortear o trabalho e orientar a reflexão em cada canto do país. É
uma forma de integrar o trabalho em todo o Brasil e garantir a discussão de temas
que julgamos fundamentais para a caminhada junto às crianças.
O objetivo é contribuir para que a Igreja perceba a criança no seu meio e tenha
consciência de sua responsabilidade na garantia de condições para o seu pleno de-
senvolvimento. O desafio é para que a Igreja se transforme sempre e cada vez
mais num lugar que acolha a criança e favoreça o seu desenvolvimento na fé, como
está bem dito na Pastoral da Criança, lançada em outubro de 2002 pelo Colégio
Episcopal da Igreja Metodista.
Em 2003, o tema anual é “Missão, Aventura Possível”. A dimensão para refle-
xão, a dimensão a ser resgatada é da criança como AGENTE DA MISSÃO.
A criança como parte da Igreja de Cristo é chamada a participar da missão da
Igreja, de espalhar as boas novas do evangelho. Esta não é uma ação voltada para a
criança, mas é uma ação da própria criança. É a ênfase na prática (Não ser apenas
ouvinte, mas praticante...). O “agente mirim” deve descobrir alternativas de ação e
espaços de realização também fora do templo. Cabe a cada educador(a) ajudá-lo nesta
tarefa em torno da descoberta dos desafios da Palavra de Deus, buscando alternati-
vas de serviço próprias da infância a serem exercidas dentro e fora do templo.
Neste caderno, você encontrará uma reflexão para aprofundamento do tema,
orientações e dicas para organizar os programas, histórias, atividades manuais e
recreativas, cânticos e um programa para a celebração final.
Lembre-se, ao usar esse material você estará se preparando também para a
nossa Vigília Nacional pela Criança, marcada na agenda nacional da Igreja para o
sábado dia 4 de outubro de 2003. Prepare-se para que seja uma bênção ainda maior
na vida das “suas” crianças e da sua Igreja Local.
É importante que você leia atentamente as sugestões aqui apresentadas e
faça as adaptações necessárias de acordo com a realidade de sua comunidade,
dessa forma elas se tornarão muito mais ricas. Este material serve como ponto de
partida e pode ser utilizado em Escolas Bíblicas de Férias ou Dominicais, Sábados
alegres ou de lazer, Acampamentos, etc.
Nosso desejo e oração é que este trabalho, resultado de muito sonho, esforço
e dedicação possa ser benção na vida de nossas crianças e comunidades.

Rosete de Andrade
Coordenadora do Depto. Nacional de Trabalho com Crianças
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Parte1

MISSÃO: AVENTURA POSSÍVEL


Reflexão para Aprofundamento do Tema:

Missão:
Missão é convocação e envio. Evangelização é o conteúdo da
Missão. A Igreja Necessita “experimentar de modo cada vez
mais claro que sua principal tarefa é repartir fora dos limites do
templo o que ela de graça recebe do seu Senhor. A Missão
acontece quando a Igreja sai de si mesma, envolve-se com a
comunidade e se torna instrumento da novidade do Reino de
Deus”. (Plano para Vida e Missão da Igreja).

Leia Mateus. :28:19-20 e Atos 2: 42-47


Exatamente isso. Ide... Pregai... Ensinai... Essa ordem de Jesus é para nós tam-
bém. A missão é a razão de ser da Igreja, que se põe a caminho, deixando por onde
passa frutos de amor e solidariedade.
O modelo que nos inspira é a comunidade dos primeiros cristãos que persevera
na doutrina (Palavra de Deus), celebra e cultiva uma vida de oração e comunhão.
Uma comunidade cujas marcas, entre outras, são a alegria, o cuidado de uns para
com os outros e o testemunho.
Cada um de nós é chamado a participar da Missão de Deus no Mundo. A Missão
é um desafio de Deus também para as crianças.
“Missão: Aventura Possível” é o tema da EBF deste ano. É a adequação à realida-
de das crianças do tema “Testemunhando o vigor da Missão” que será desenvolvido
em 2004 e 2005 pela Igreja Metodista. Com nosso tema continuamos trabalhando
para que a Igreja (leia-se, os adultos, e em particular os pastores e pastoras da
Igreja!) perceba a criança no seu meio e tenha consciência da responsabilidade na
garantia de condições para o seu pleno desenvolvimento. Oramos e trabalhamos para
que a Igreja se transforme cada vez mais num lugar que acolha e eduque a criança,
favorecendo o seu desenvolvimento na fé e ajudando-a a perceber-se Igreja de
Jesus e parte ativa na tarefa missionária. Isso está bem dito na Pastoral da Criança,
lançada em outubro de 2002 pelo Colégio Episcopal da Igreja Metodista.
Com o tema “Missão: Aventura Possível” queremos provocar a reflexão e resgatar
a criança como AGENTE DA MISSÃO. Estamos afirmando, portanto, que a criança
como parte da Igreja de Cristo também é chamada, vocacionada e capacitada por Deus
(ainda que diferentemente dos adultos!) para participar da Missão de espalhar as Boas

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Novas do Evangelho. A capacitação de Deus acontece também através do ensino minis-
trado pela Igreja. Assim, a Igreja deve ensinar ‘as crianças a transmitir o amor de
Deus às pessoas ao seu redor, seja por palavras ou com serviços. Além de conhecer o
amor de Deus, as crianças devem ser incentivadas a compartilhar o amor de Deus com
outras pessoas. As crianças devem ser ao mesmo tempo receptoras e transmissoras
do grande amor de Deus. As crianças devem ser educadas cristãmente, recebendo o
conhecimento bíblico-doutrinário, e sendo ajudadas a praticar a fé através de serviços
de amor ao próximo. É a esse aprendizado prático que estamos chamando de “Agente
Mirim”. Cabe a nós educadores cristãos com crianças buscarmos alternativas de servi-
ço que são adequados e próprios para nossas crianças, a serem exercidos tanto dentro
da Igreja quanto “fora das quatro paredes” (na comunidade onde a Igreja está inserida).
É a ênfase na prática (Não ser apenas ouvinte,mas praticante...). Assim, os
estudos bíblicos (conteúdo da Escola Dominical, etc) não são um fim em si mesmo;
nosso objetivo não é pura e simplesmente aumentar o conhecimento bíblico da cri-
ança, mas basicamente sustentar a prática da criança, o exercício de sua vida Cris-
tã e seus primeiros passos de serviço no mundo. O estudo bíblico é assim, instru-
mento para a ação.
Tanto no processo do Estudo Bíblico como no da ação dentro e fora do templo
o educador deve ter sempre diante de si que é na infância que se desenvolve a
aptidão de criar. O próprio jogo, a brincadeira, momentos criativos por excelência,
são instrumentos fundamentais para o exercício de qualquer aprendizado na infân-
cia. Devemos aprender a desenvolver estudos bíblicos com criatividade e como uma
aprendizagem prazerosa. Usar jogos e brincadeiras como parte de nossa metodologia
de ensino, ajuda e facilita muito o aprendizado da criança. Nós adultos nem sempre
temos usado a capacidade criadora da criança e, por isso mesmo, nos esquecemos
de desafiar seus dons.

CONCLUINDO:
A igreja precisa rever o papel da criança dentro e fora dela fazendo com que
“A criança se torne agente de sua própria história num aprendizado dinâmico; fa-
zendo da Bíblia seu livro companheiro, “lâmpada” para iluminar sua caminhada; fa-
zendo da oração uma prática constante no conhecimento de Deus; fazendo do ou-
tro, do colega, do idoso, do carente, uma oportunidade para vivenciar este amor.,2,
Daí a necessidade da Igreja rever o papel da criança no mundo de tal modo que
consiga valorizar seu lugar e consiga descobrir, “ na integridade da criação” , a
fórmula para a justiça e a paz. Não podemos mais ensinar a criança que o mundo é
cor-de-rosa. A integridade da criação é parte de nossa ação missionária. Isso in-
clui, necessariamente, a ação pela justiça e a paz.” (Texto baseado na “Cartilha para o agente
mirim – Coleção Dons e Ministérios – V R.E., Escrita por Romilde Sant’ana)

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Parte 2
ORIENTAÇÕES GERAIS
Este caderno foi preparado para você, professora e professor de educação cris-
tã infantil. Este material contém sugestões de programas para a realização de qua-
tro encontros com crianças mais a celebração final. Cabe a você preparar cada aula e
adaptá-la conforme a realidade de sua Igreja Local.
Lembre-se do objetivo de cada dia, como pretende
alcançá-lo e como irá contar as histórias adequando os re-
cursos para cada faixa etária. Prepare seu material e a
sala com antecedência, bem como as músicas que serão
cantadas em cada momento. Explore as atividades manuais
e as brincadeiras como uma forma de expressão e valori-
zação do outro. Procure a ajuda de outros ministérios da
igreja para a realização desta programação.

ALVO: a programação deve ser preparada para as cri-


anças da sua Igreja e também para as do bairro, levando a Palavra de Deus a elas por
meio da convivência, da oração, histórias, brincadeiras e atividades manuais.
ü Prepare-se para esta programação. Reserve a data escolhida no planejamento
da sua igreja. Converse com seu pastor(a), convide ministérios e grupos para partici-
par. Reserve também a data da Vigília Nacional pela Criança (04/10/03).
ü Reúna o grupo que vai trabalhar com as crianças e estude todo o material.
ü Faça uma previsão dos recursos necessários, gastos e despesas e passe
a lista para o ministério de administração (MAAD) para um planejamento prévio.
Sendo necessário, peça doações, organize cantinas, etc. Divida tarefas: organize
uma boa equipe que envolva, além do pessoal que trabalha com as crianças, os pais,
a sociedade de mulheres, a mocidade, etc.

SUGESTÕES (modelos no final do caderno)


·Convite: deverá conter informações básicas, diretas e com linguagem simples,
com tema, data, horário e endereço do local onde será realizada a programação;
·Panfletos: para serem distribuídos nas ruas próximas à Igreja, com a ajuda
das crianças. Entregar para o próprio morador, evitando que sejam simplesmente
jogados na porta das casas;
·Inscrição: junto com o panfleto, envie uma ficha de inscrição para os pais
preencherem e assinarem. Assim você terá o endereço da criança para fazer um
cadastro e para um eventual contato durante a programação. Se sua comunida-
de tiver uma condição financeira favorável, faça a inscrição mediante a entrega
de 01 Kg de Alimento não perecível. No encerramento inclua no ofertório e
destine para algum projeto social.

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·Ambiente: prepare o ambiente para receber as crianças: tanto o Templo ou
salão para a abertura e encerramento de cada encontro, como as salas devidamen-
te separadas e decoradas de acordo com a faixa etária da criança e o tema. Use
cadeiras dispostas em semicírculo ou tapete/esteira para as crianças sentarem no
chão. Dessa forma, a criança sentirá um ambiente agradável, que foi exclusivamen-
te preparado para recebê-la com muito amor e dedicação.
Não esqueça de criar um clima de aventura... Uma sugestão seria organizar uma
mochila para cada grupo com “equipamentos” necessários para a expedição: água,
lanche, lanterna, Bíblia, material de primeiros socorros, etc.
·Crachás: poderão ser confeccionados dividindo as faixas etárias por cores;
·Certificado: prepare-o para ser entregue no encerramento para todas as
crianças;
·Cartaz de presença: monte um cartaz para motivar a participação das crian-
ças em todos os dias. Sugerimos pegadas representando o “ide”, a cada dia que
participar a criança colocará mais um pezinho na sua caminhada;
·Horário: esteja sempre atento(a) para que a programação inicie e encerre no
horário previsto;
·Encerramento: Faça da celebração de encerramento uma programação
especial:combine com seu(sua) pastor(a) e convide os pais, os amigos das crianças e
demais membros da Igreja para participarem;
·Material: providencie com antecedência todo o material que será utilizado
para a decoração, convite, trabalhos manuais, brincadeiras, etc;
·Lanche: peça ajuda de outros grupos da igreja e preparem um lanche para as
crianças. Que seja simples mas sustente;
·Trabalhos manuais: procure arrecadar com antecedência materiais como:
sucata, tinta, sobra de papéis, cartolinas, giz de cera, etc. Para facilitar, providen-
cie um modelo para explicar a atividade, se for o caso, deixando uma parte iniciada
para as crianças pequenas. Adiantar os trabalhos não significa entregar tudo pron-
to. Permita que seus alunos se expressem através das atividades artísticas;
·Lembrança: Preparamos alguns jogos (em “anexos” no final do caderno) para
as crianças levarem e brincarem ao final da EBF. É uma forma divertida de
relembrarem o que foi estudado e descoberto. Arrume num envelope bonito e pre-
senteie as crianças com “kit de participação;
·Brincadeiras: na medida do possível (e do espaço físico) faça brincadeiras e
jogos coletivos, que unam as classes. Elabore jogos e brincadeiras que promovam a
paz, a cooperação, a união, o respeito, etc.;
·Estandartes: Prepare um para cada grupo/equipe. Sugerimos que a estampa
tenha a ver com os órgãos dos sentidos, representando que entramos por inteiro na
missão: olhos abertos para ver a necessidade do outro, ouvidos atentos para ouvir
o aflito, boca pronta a falar do amor de Deus, pés velozes para socorrer aquele que
necessita de nós, mãos hábeis para levantar o caído, etc.

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·Programação sugerida:
14h – Abertura/ Louvor
14h30 – Hora da história e trabalho manual
(divisão das classes)
15h45 – Plenário
(todas as classes juntas)
16h05 – Lanche
16h25 – Brincadeiras
17h – 0ração e Despedida

ü O material a seguir foi elaborado para crianças de 5 a 11 anos. Se você


tiver em sua programação crianças mais novas, procure utilizar materiais adequa-
dos a essa faixa etária.

ü Procure deixar no ambiente elementos do que foi trabalhado no dia an-


terior, facilita a fixação.

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PARTE 3
Planejando os encontros
PRIMEIRO ENCONTRO

DESCOBRINDO A MISSÃO

ABERTURA DA EBF

RECEPÇÃO
Receber as crianças com alegria, entre-
gar crachá e fita colorida para identificar
seu grupo (esta poderá ser amarrada no bra-
ço ou na testa, como preferirem).
Sugestão de Ornamentação: No lugar
reservado para abertura e encerramento dos
encontros, coloque o tema da EBF “Missão:
Aventura Possível” em destaque e ao lado
indique a ênfase do dia. Para o primeiro en-
contro prepare algumas pegadas represen-
tando a missão: “Ide”.
ACOLHIDA
Falar da alegria de estarem reunidos e
da proposta de viverem juntos nos próxi-
mos dias uma grande aventura. Para tanto a
primeira coisa que precisa ser feita é conhecer os companheiros de aventu-
ra.
Cântico: Visitante (CD “Pelas Mãos de Uma Criança” Depto. Nacional de Trabalho
com Crianças da Igreja Metodista/2002)

Dirigente: já vivemos alguma aventura? Quando pensamos em aventura o


que nos vêm à mente?
A Bíblia conta que os amigos e amigas de Jesus viveram em meio a muitos
perigos e perseguições e a tudo enfrentavam para cumprir a missão que Jesus lhes
deixara. O apóstolo Paulo em algumas de suas cartas descreve diversas situações que
viveu como naufrágio, prisão, perigos na cidade e no deserto, em mar ou rio ( II Co
11:25). Para se comunicarem eles tinham até mesmo uma senha, um código secreto e
por onde passavam deixavam sua marca registrada para que os agentes que viessem
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depois deles soubessem que haviam passado por ali. Era um peixe com as letras gre-
gas ΙΚΤΥΣ que trazia sua declaração de fé no seu mestre, o Senhor da Missão.
Essa Missão que Jesus deixou para os seus amigos e amigas ainda não está
completa e hoje somos chamados a servir como “Agentes da Missão”. (alguém
vestido de carteiro ou se possível como um agente - tipo serviço secreto-
entra com um envelope gigante e dentro dele o desenho de um peixe com a
seguinte mensagem: Ide, fazei discipulos (Jesus).

Cântico: Missão Aventura Possível (CD “”Missão: Aventura Pos-


sível” Depto. Nacional de Trabalho com Crianças da Igreja Metodista/2003)
Hoje descobriremos para onde seremos enviados em Mis-
são. Qual será o lugar? Em que situação?
Para realizar esta missão precisaremos usar todos os nos-
sos sentidos: olhos abertos, ouvidos atentos, mãos hábeis, pés
velozes, bocas prontas a transmitir as boas notícias. (À medida
que vão sendo citados, apresentam-se os estandartes: um para
cada grupo, cada um de uma cor e com a estampa dos sentidos).

Cântico: “Os Sentidos” (CD “Pelas Mãos de Uma Criança” Depto. Nacional de Trabalho com
Crianças da Igreja Metodista/2002) ,
Oracão: orar pedindo a Deus para abençoar nosso encontro, nossa jornada.

Moto: Tem um
texto que vai nos
acompanhar e nos ani-
mar nesta caminhada.
Encontra-se na Bíblia e
o endereço é Isaías
52:7 (1ª parte), vamos
repetir juntos?
“Quão formosos
são os pés dos que
anunciam as boas no-
tícias”.
Canção te ma :
Missão: Aventura Pos-
sível

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DIVISÃO EM GRUPOS
Nos Grupos(cada grupo deve ter no máximo 15
crianças):
É tempo de aventura, crie esse clima e o aprendi-
zado será maior. Deixe que o grupo se organize: te-
mos tudo para a expedição? Conferir o material da
mochila (água, lanche, lanterna, mapa, de que mais pre-
cisamos? – podemos preparar para o dia seguinte). Se
possível tenha tinta guache à mão (de preferência da
cor do estandarte, cor do grupo) e oriente o grupo
para criar uma marca para a equipe de expedicionári-
os que começa seu trabalho, a pintura de rosto é uma
coisa que as crianças apreciam, um grito também é
legal e pode ser usado no momento dos jogos.
Conhecendo o grupo: Se vamos caminhar juntos, precisamos nos conhecer. Dei-
xe que cada um se apresente, fale seu nome e uma coisa que gosta de fazer. Termine
dizendo que a missão deve ser desenvolvida por toda a equipe, precisamos seguir
juntos e nos apoiar mutuamente(ser parceiros, ajudar e cuidar uns dos outros).
Idéia principal: Deus nos chama para conti-
nuar a missão dos discípulos de anunciar as “Boas
Novas do Evangelho”.
Textos bíblicos: Mateus 28:18-20; Isaías
6:8; Mateus 5:14-16.
Versículo do dia: “Quão formosos são os
pés dos que anunciam as boas notícias” Isaías
“Quão formosos 52:7a
são os pés Começar: Inicie com a dinâmica
dos que anunciam
as boas notícias”. Objetivo: descobrir qual é a missão para a qual
Deus nos chama. Para onde seremos enviados em
Missão. Qual será o lugar? Em que situação?
Disposição no espaço:
é importante preparar
com muita criativi-
dade o espaço para
este primeiro dia.
Defina-o (de preferência uma sala) para cada grupo.
Indique o local com pegadas da cor do estandarte. As
pegadas começam perto da porta e podem subir por
ela, coloque algumas também na entrada da sala (esta
é a primeira pista para o grupo!).
Na sala devem estar dispostos vários objetos,
charadas e enigmas.

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Dinâmica:
A proposta é que as crianças façam uma “explo-
ração” pela sala, descobrindo alguns objetos, encon-
trando e decifrando charadas, etc.
Estas são pistas da Missão para a qual Deus tem
nos chamado. Para onde Deus nos envia? A quem Deus
nos envia? E a reflexão final nos coloca que Deus nos
envia ao mundo, ao outro, àquele que precisa de nós.
E nos envia para fazer diferença, para dar sabor à
vida, para acolher e transmitir as boas novas.
a) Objetos (devem estar espalhados pela sala(
chão, paredes, teto. De preferência em lugares
não muito visíveis ou óbvios). Cada objeto repre-
senta um problema nos dias de hoje, uma agres-
são à vida abundante que Deus nos aponta. São
situações que precisam da reflexão e ação da Igre-
ja. Sugerimos algumas questões que julgamos fundamentais, você e sua equipe po-
dem selecionar e trabalhar as questões mais próximas de sua realidade. Da mesma
forma com os objetos, se lembrar de alguns mais adequados e disponíveis... como
dissemos no início, contamos com você para enriquecer as atividades propostas.
Arma de brinquedo – violência que assola nosso dia-a-dia, as guerras;
Vidro de remédio - Saúde
Bengala – solidão e desamparo dos idosos
Uma Pena – questão indígena
Algemas – encarcerados
Lixo, vidro com água suja – meio ambiente
Saco de terra – questão da terra (concentração
nas mãos de poucos)
Planta murcha – seca
“Braile” escreva uma palavra com furinhos pe-
quenos num pedaço de papel vegetal. Ao passar as
mãos no verso do papel as crianças sentirão e le-
rão como fazem as pessoas com deficiência visual
– representando pessoas com alguma deficiência
(capacitados diferentemente). Etc.
b) Quebra- cabeça, Charadas e Enigmas:
1) Palavras com letras embaralhadas - es-
creva cada palavra em uma folha (em letras não
muito pequenas já que vão ser trabalhadas pelo
grupo), depois recorte deixando cada letra em
um pedaço de papel. Coloque cada palavra em

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um envelope e espalhe pela sala. A proposta é que as crianças organizem as letras e
descubram a palavra – São palavras-chave da Missão:
Comunicação - Solidariedade X
I Ó
2) Desenhar um peixe e dentro dele
colocar a palavra embaralhada (Próximo) R O P M
3) Resposta: sol + i + dedão menos
de= solidão

4) Quebra-cabeça: Selecione uma


figura que represente uma família, cole
em um papel mais firme e recorte em vá-
rios pedaços formando um quebra cabe-
ça, coloque num envelope e esconda pela
sala.
______
5) Palavra: amigos - para cada le- ❁ m I S OS
tra do alfabeto colocar uma figura cor-
respondente. Q O S ❁ j I S m Y t G
Q O G A J I S M Y T G
6) Mensagem invertida: (para des-
cobrir, as crianças vão precisar de um
espelho, tenha-o disponível): IDE,
FAZEI DISCÏPULOS (JESUS)

7) Mensagem com vela e giz de


IEZAF ,EDI
cera: Mateus 28:19; Isaías 6:8
Usando lápis de cera branco ou um
SOLUPÍCSID
pedaço de vela, escreva cada referência
bíblica em um pedaço de papel oficio (lápis branco em papel branco não deixará visível
o registro). Esconda-os pela sala deixando junto um lápis de cera colorido ou um potinho
de tinta guache e pincel.
Para descobrir a mensagem, a criança terá que pintar o papel usando o giz de
cera colorido deitado ou então pintar com tinta guache. Com este procedimento, a
mensagem ficará visível.
Obs.: não facilite as coisas. Quando a criança encontrar o enigma deixe-a pen-
sar e procurar ajuda com os amigos até descobrir.
8) Mensagem com limão: Mateus 5:13; Mateus 5:14-16
Utilizando cotonete molhado em suco de limão escrever cada referência bíbli-
ca em um pedaço de papel ofício e esconder pela sala. Para decifrar a mensagem a
criança terá que colocá-la contra o sol ou uma luz forte (para facilitar, seria inte-
ressante deixar junto a um abajur ou luminária).
O segundo passo é procurar o texto na Bíblia.
Atenção Coordenador(a): dê uns 30 minutos para as crianças explorarem o
ambiente, é preciso usar todos os sentidos! Oriente-as para trazerem para o cen-

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tro do círculo suas descobertas. Ao final, converse sobre o que descobriram e qual
o significado de cada objeto, charada e enigma. Na reflexão ajude as crianças a
organizar as idéias e informações. Vamos primeiro descobrir a Missão: qual a or-
dem de Jesus? (Ide). A quem? (a quem precisa de nós). A reflexão deve girar em
torno das oportunidades para a Missão – os idosos, deficientes, os encarcerados, o
aflito, solitário, etc. Qual desafio Jesus nos coloca? (sermos sal e luz do mundo -
que nossa presença, nossa ação e nossa vida possam dar sabor à vida e possam
iluminar o caminho dos que estão a nossa volta).
Fazendo arte:
Deixe as crianças escolherem 02 ou 03 “opor-
tunidades de missão”, aonde gostaríamos de agir,
o que mais nos toca ou está próximo de nós? Con-
versar sobre como fazer para atingir/atender es-
sas pessoas, etc.? Que propostas de ações con-
cretas podemos fazer?
Preparar cartazes para ilustrar nossas pro-
postas para apresentação no plenário (grupão). Ex.:
campanha de conscientização sobre o meio ambi-
ente – figura apropriada com dizer “lugar de lixo
é no lixo”; visita às crianças que estão distantes/
afastadas da Igreja; visita a idosos; visita a cri-
anças doentes; etc.
Dinâmica: Para encerrar este momento e para
exemplificar o que conversamos oferecer pipoca às crianças: primeiro passe uma
vasilha com pipoca sem sal e pergunte à elas se está
bom ou pode ficar melhor? Depois tempere a pipoca
e volte a servir. Este é o desafio de Jesus para
cada um de nós, que sejamos como sal que tem-
pera a vida deixando-a mais saborosa e tra-
zendo prazer e alegria.
PLENÁRIO:
Momento de Cânticos:
Aperte a mão do amigo mais
perto
Sentidos
Missão Aventura Possível
(Como temos visitantes, não
use muitos cânticos diferentes.
Repita para aprenderem).
Dirigente: Estou sabendo que
vocês usaram seus sentidos e des-
cobriram muitas coisas a respeito de

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nossa Missão. Vamos partilhar com nos-
sos amigos o que descobrimos?
Deixe que cada grupo exponha seus
trabalhos, que tal como um desfile ou uma
passeata?
Cabe a você coordenador/a ir amar-
rando o que for sendo colocado. Não per-
ca de vista nossa reflexão: “ E a refle-
xão final nos coloca que Deus nos envia
ao mundo, ao outro, àquele que precisa
de nós. E nos envia para fazer diferença,
para dar sabor à vida, para acolher e
transmitir as boas novas.”
Oração pedindo a ajuda de Deus para
realizar nossa missão.
Canção tema: Missão Aventura Possível
Moto: “Bendito são os pés dos que anunciam as boas notícias”. Isaías 52:7a
Convite (pezinho): entregar um convite para cada criança levar as boas notícias
para algum amigo/vizinho.

LANCHE Querido(a) Amigo(a)


JOGOS Conto com você para
DESPEDIDA vivermos juntos uma
grande aventura.

Dia ___/ ___/ ___

às ____ horas.

Local: _____________

__________________

__________________

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SEGUNDO ENCONTRO

PREPARAÇÃO PARA
A MISSÃO

SIGA AS INSTRUÇÕES

Idéia Principal: Na Bíblia temos as orientações para a missão. A Palavra


de Deus é como um mapa que Ele nos dá para nos orientar para a missão, nos
orientar para a vida. Assim como uma bússola, ela nos aponta a direção a
seguir; como um binóculo nos ajuda a ver mais longe, etc.
Texto Bíblico: II Reis 22
Comentário:
O tempo de Josias é marcado por um clima de reforma político-religiosa.
Aproveitando-se da instabilidade assíria, Josias retoma os ideais de Ezequias,
procurando refazer o antigo império de Israel, com todas as tribos reunidas
sob um único chefe.
O Livro da lei é certamente o núcleo legislativo do Deuteronômio (Dt. 12-
26). Esse livro, nascido em meio às tribos do Norte, certamente já fora utili-

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zado na reforma de Ezequias, que foi bruscamente interrompida com a invasão
de Senaquerib (701 a.C.). Perdido ou esquecido no Templo, o livro é redescoberto
e servirá de estímulo radical para a reforma de Josias. (Bíblia Edição Pastoral/ Edições
Paulinas)
Versículo do dia: Provébios 19:20
Sugestão para ornamentação: Neste dia tudo deve estar bem sinalizado. Po-
nha setas indicando cada espaço (banheiros, as diversas salas, etc). Use e abuse
dos sinais. Para o local reservado para abertura e encerramento amplie o desenho
da bússola em “anexos”.

ACOLHIDA
Cumprimento aos visitantes
Cânticos: Aperte a mão do amigo mais perto
Os Sentidos
Estudando a Bíblia (Cd Aquecendo o Brasil – Igreja Metodista – 1R.E.)
Dirigente: Ontem nós descobrimos que Deus nos chama para uma missão. Des-
cobrimos qual a missão e para onde seremos enviados. Vamos relembrar? Qual a
Missão? (resgate o personagem agente com o envelope) e para onde seremos envi-
ados? (ao próximo, àquele que precisa de nós). O desafio é sermos como o sal
porque? (lembrar a experiência da Pipoca).
Mas para sair em missão precisamos nos preparar. Um bom agente nunca sai em
missão de qualquer jeito, ele se prepara.
Canção tema: “Missão, Aventura Possível”
Moto
Oração: pedindo a Deus sua orientação para este encontro.

DIVISÃO EM GRUPOS
No Grupo:
Jogo: Se possível, amplie o jogo a seguir, prenda-o no quadro e brinque com a
turma toda. Faça também um dado bem grande.

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Prepare para a História
Para obedecermos a Deus e cumprirmos sua missão precisamos aprender a
ouvir conselhos sábios.
Por que é sábio usar um mapa quando você está num lugar que não conhece?
Você já esteve em uma situação onde você, ou alguém que estava com você, não se
importou em seguir as instruções ou a direção de um mapa? O que aconteceu?
Seguir as instruções é uma coisa muito sábia para aprender. A nossa vida é
assim também. É como se a gente estivesse sempre em território desconhecido. A
gente pode se perder se não tiver um bom mapa. O que Deus nos deu para ser nosso
mapa para a vida? (a Bíblia). Nós podemos aprender muito sobre as pessoas lendo a
Bíblia – aprender com as escolhas sábias e as escolhas “nem tão sábias assim” (to-
las) que as pessoas fazem.

Introdução à história:
Já que falamos em mapa...
Se possível consiga um mapa dos tempos bíblicos (algumas Bíblias o tem) e
localize com as crianças o Reino de Judá. Diga-lhes que essa região nos dias atuais
equivale à area de Israel no oriente médio (localize no mapa mundi).
A nossa história de hoje começa quando um menino de 08 anos é coroado rei
(vocês podem imaginar?) Para ajudar, a situação de seu país não era nada boa
devido ao mau governo dos reis anteriores.
O nome desse Rei era Josias, ele é lembrado na história de seu país como um
rei bom e sábio.
Aos dezesseis anos Josias começa a reinar de verdade e a primeira providên-
cia dele é reformar o templo e buscar a vontade de Deus para o seu país, para o seu
sofrido povo.

18
História: O Livro Perdido”
(Extraído da Revista Bem te vi/1986)

O rei Josias andava muito preocu-


pado.
Ele conhecia a história de seu povo
e sabia muito bem como o Reino do Nor-
te havia sido destruído pelos reinos ini-
migos.
Josias sabia que os reis de Israel
se afastaram de Deus e escolheram ca-
minhos que levaram o reino à destrui-
ção, sendo o povo agora escravo na mão
de outros povos.
Josias não queria que isso aconte-
cesse com o reino do Sul. Ele queria se-
guir as orientações de Deus para reali-
zar um reinado justo e bom.
Por isso mandou consertar o tem-
plo que estava esquecido, sem cuidado.
Josias queria que todo povo bus-
casse a Deus para terem de novo
paz.
Quando os trabalhadores es-
tavam consertando o templo en-
contraram um livro escondido en-
tre as antigas paredes.
Era o Livro antigo das leis do
povo. O Livro que contava do tra-
to que Deus havia feito com o povo
de morar na terra nova.
Quando Josias recebeu o Li-
vro e começou a ler e a descobrir
tudo aquilo que Deus havia pensa-
do de bonito para o povo naquela
terra, ficou muito triste e come-
çou a chorar,,, É que ninguém mais
cumpria as palavras daquele livro.
O povo havia se esquecido comple-
tamente de tudo o que promete-

19
ra. Os líderes do povo não ensinaram
aquelas palavras...
Deus cumprira a sua parte no tra-
to... mas o povo nem sabia das palavras
daquele Livro.
Josias mandou reunir o povo para ou-
vir a leitura do Livro. Ele queria que todos
conhecessem aquelas palavras, os planos
bonitos que Deus e o povo haviam feito no
passado para morar e viver naquela terra.
Ao final, o povo deveria dizer se queria
fazer de novo aquele trato com Deus.
Josias começou a realizar as mudan-
ças em seu reinado. Os sacerdotes en-
sinavam ao povo as palavras do Livro e
reunidos no templo fizeram a antiga fes-
ta da Páscoa que celebrava a liberta-

ção do Egito. Assim, o povo foi


aprendendo de novo a sua his-
tória.
Josias determinou que
todo o povo obedecesse a lei
de Deus, ordenando que não
houvesse outro Deus no Reino.
Antes de Josias nenhum
outro rei prestou atenção na
história do povo, nas leis de
Deus. Josias amava a Deus e
queria mesmo construir um
reino de Justiça e Paz.
Versículo para memorizar
Nosso versículo de hoje é um dos provérbios da Bíblia. Um voluntário lê em voz
alta: Provérbios 19:20 “Ouça os conselhos e esteja pronto para aprender; assim,
um dia você será sábio.”
Que tipo de pessoa você procuraria para pedir um bom conselho? (Pessoas que
sabem muito sobre o que estão nos ensinando. Pessoas que são experientes, queri-
das e sábias e que aceitam conselhos também. Aquelas que seguem as instruções de
Deus na Bíblia.) A Bíblia contém os melhores conselhos e as melhores instruções
porque foi Deus mesmo quem nos deu. É por isso que ela é a “Palavra de Deus”.

20
FAZENDO ARTE:
Bússola: se for possível adquira pequenas
bússolas de brinquedo para as crianças. Outra
opção é construí-las com as crianças como no
modelo em anexo.
Hoje usaremos como símbolo a bússola. Você
sabe para que serve uma bússola? (mostre uma
bússola, ensine como usá-la e informe que ela é
muito importante nos aviões e navios para ori-
entar o trajeto das pessoas, ela nos mostra a
direção certa). Nosso lema hoje é : “Siga as
instruções de Deus” . A Palavra de Deus é como
uma bússola – ela nos ajuda a ir na direção certa
e nos mostra como viver melhor.
Binóculo: Utilize rolinhos de papel
higiênico (02 para cada criança) ou cartolina.
Cole os rolinhos um no outro pela lateral e
em uma das pontas feche com papel celofa-
ne. Depois é só brincar e ver tudo colorido.
Comente que assim como o binóculo, a
Bíblia nos ajuda a ver mais longe.
Viseira (modelo em anexo): Para uma
missão é importante se preparar.
Chaveiro da
Bíblia: use caixa de fósforo vazia e encape como um
livro (duas cores uma para a capa, outra para a parte
lateral). Se possível coloque suporte e faça um chavei-
ro.
Lembre que na Bíblia encontramos as instruções para
realizar a nossa missão. Orientação para a missão, ori-
entação para a vida.
Oração

PLENÁRIO
Cânticos:
Grande Festa (CD Fazendo Festa/ Igreja Metodista/ 2001)
Estudando a Bíblia
Canção tema: Missão Aventura Possível
Dirigente: Hoje saímos preparados para a missão, sabendo onde buscar as
instruções que precisamos (na Bíblia).
Dinâmica
Para encerrar este momento vamos fazer uma rápida experiência:

21
A PALAVRA QUE TRANSFORMA
(Estraído dos Cadernos Catequéticos nº 3 - Edições Paullus)
A Bíblia não pode ser lida de qualquer jeito, como se fosse, simplesmente, mais
um livro. É preciso que, após a leitura, estejamos diferentes do que éramos antes
de ler.
Para compreendermos bem isso, vamos usar os seguintes objetos: uma bolinha
de isopor, um giz, um vidrinho vazio de remédio, uma esponja numa vasilha transpa-
rente com água.
Considerar que a água que está na vasilha é a Palavra de Deus que deve ser
vivida por todos(as) nós.
1) Dê um objeto para cada pessoa.
2) Começar com a bolinha de isopor.
Colocá-la na vasilha com água. Obser-
var que ela não afunda e não absorve a
água que está na vasilha. E nós, como
absorvemos a Palavra de Deus? Somos
também impermeáveis à Palavra?
3)Mergulhar o giz, observando que ele ab-
sorve pouquíssima água e o pouco que absor-
ve a retém só para si, sem repartir com nin-
guém. E nós?
4) Encher de água o vidrinho de remédio. Despejar toda a água de que ele se
encheu e observar que o vidrinho tinha água só para “passar” para os outros
sem guardar nada para si mesmo. E nós?
5) Por fim, mergulhar a esponja, espremer a água, observando que ela retém
ainda água. Mesmo espremendo mais e mais a esponja, ela continua molhada.
Converse com as crianças, o desafio é sermos como a esponja....
Canção tema
Moto
Oração: Agradecendo a Deus pelas Suas instruções na Bíblia e pela Sua ajuda
para fazer as escolhas certas.
LANCHE
JOGOS
DESPEDIDA

22
TERCEIRO ENCONTRO

Missão é Aventura:
“Aventura em Rede”

IDÉIA PRINCIPAL:
O amor de Deus torna possível que todas as pessoas façam parte do seu
Reino. A nossa tarefa é anunciar as boas novas para que muitas pessoas vivam em
rede (comunidade).
Textos Bíblicos: Lucas 5:1-7; Mateus 28:7-10; Marcos 16:7; Mateus 13:47
Comentário:
Os discípulos estão na Galiléia, conforme Jesus ordenara (Mateus 28. 7-10;
Marcos 16.7). Enquanto esperam, eles voltam à antiga ocupação, pescadores.
Uma rede cheia de peixes talvez tenha como intenção mostrar simbolicamen-
te o grande êxito do movimento redentor que, em breve, os discípulos iniciariam
entre as outras pessoas, como na pesca maravilhosa (Lucas 5. 1-11).
A rede, conforme antigos comentaristas, representa a Igreja. O número 153
é simbólico. No relato, cumpre a tarefa de exprimir abundância . Por outro lado, a
pesquisa histórica diz que, naquela época, os naturalistas antigos distinguiam 153
espécies de peixes. O simbolismo poderia ser assim entendido: a rede deverá con-
gregar todas as famílias humanas na mesma Igreja ( Mateus 13.47). Permanecendo
na alegoria, pode-se entender que na rede estão ou estarão todas as pessoas de
todas as nações. A rede não se rompe porque representa a unidade da comunidade.
Versículo do dia: “Em atenção à tua palavra, vamos lançar as redes”. Lucas 5:5b.
Sugestão para ornamentação: para o local reservado para abertura e encer-

23
ramento, prepare uma rede onde as crianças colocarão os peixes que fizerem no
trabalho em grupo.
Objetivo:
-Perceber que Deus é um Deus de amor, que veio para salvar todas as pessoas.
-Compreender que somos uma grande comunidade, onde há lugar para todos.
-Comprometer-se com o testemunho e o anúncio do evangelho, pois é nossa
tarefa.

ACOLHIDA:
Cântico: Grande Festa
Palavra de boas vindas:
Cânticos: Sou Criança e faço parte (Canções para Toda Hora – Igreja Metodista)
Formigarra (CD Missão, Aventura Possível - Igreja Metodista 2003)
Canção tema
Moto
Oração

NO GRUPO:
Dinâmica da teia (para o gru-
po se conhecer melhor):
O grupo se dispõe em cír-
culo e o coordenador, de posse
de um rolo de barbante, inicia a
atividade; prende a ponta do bar-
bante na mão(ou no dedo), fala seu
nome e o que mais chamou a sua atenção
no dia anterior e joga(com cuidado) para um
amigo do grupo (qualquer um). O participante
que recebeu o rolo prosseguirá com o mesmo pro-
cedimento (enrola a ponta do barbante na mão, fala
seu nome e o que mais o marcou na programação do
dia anterior e passa para outro integrante do grupo.
No final, observar que formamos como que uma rede,
estamos ligados em rede!
Enquanto cada um segurar firme, a rede se mantém. Caso contrário ela
se desmancha...

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Prepare para a história
Nossa história hoje fala de uma aventura no mar. Aventura de uma
pesca com rede. Alguém já viu uma pescaria destas antes?
Será uma história interativa e cada um de nós vai ajudar a cons-
truí-la. Usaremos o origami, técnica de dobradura milenar no Japão.
Coordenador(a), prepare para
fazer os peixes e a Rede:
1) Peixes, modelos ‘a pagina 27 e 28.
Selecione os modelos de acordo com a fai-
xa etária dos participantes. Observe que
temos sugestões com diversos níveis de
dificuldade. Deixe que as crianças façam
mais de um modelo. É preciso preparar os pa-
péis para a dobradura com antecedência, con-
forme o tamanho desejado.
2) Para confeccionar a rede de papel, sugerimos:
a) Usar folha de papel dobradura. O papel deve ser dobrado várias vezes,
formando uma tira. Quanto mais largas as dobras, maior será cada buraco da
rede.
b) Fazer cortes nos dois lados. É preciso desenrolar com cuidado para não
rasgar o papel. A rede pode ser desenrolada durante a narração.
(Extraído do Jornal O amigo das Crianças, nº 2 , 1999)
História:
Faça a leitura da história na própria Bíblia (Lc 5-1-7) e em seguida reconte a
história de forma interativa.
Sugerimos confeccionar um barco de papelão ou outro material. Uma sugestão é
usar uma mesa invertida (“de pernas para o ar”) como suporte.Se possível, convide as
crianças para sentarem-se dentro do barco e conte a história ali mesmo.
Algumas atividades acontecem junto com a nar-
ração. Leve as crianças a vivenciarem a história: con-
vide-as para entrar no barco, preparar a rede para
a pesca, colocar os peixes na rede, puxar a rede,
etc...
Uma outra possiblidade é formar um círculo e
de mãos dadas ir representando a história, utili-
zando o corpo como recurso: formamos um barco, o
mar está forte, ouçam o barulho do vento, sintam
como as ondas balançam o barco, sintam o cheiro do
mar...

25
Converse com as crianças:
Conversar sobre a história ouvi-
da e vivenciada. Jesus deu uma ori-
entação para os discípulos- pescado-
res. Era fácil, simples seguir aquela
orientação de voltar ao mar e lançar
novamente as redes? (não, eles ti-
nham trabalhado a noite inteira e não
tinham conseguido uma boa pescaria.
Estavam cansados e desanimados.
Como acreditar que a experiência
agora seria diferente?) Apesar dis-
so tudo eles responderam, num ato

de fé e confiança “sob a tua palavra nós


lançaremos as redes”. E qual foi o resul-
tado da pescaria? Observem nossa rede:
muitos peixes... que tipo de peixes? Di-
versos tipos de peixes.... qual o tamanho
dos peixes? Variados, diversificados.
Essa história nos traz uma lição mui-
to importante. Às vezes quando olhamos
a missão para a qual Deus nos chama pen-
samos que é grande demais para nós. Qual
é mesmo a missão? (resgatar o que já
aprendemos).Mas Jesus diz: tentem mais

uma vez. Os peixes que vieram na rede


eram muitos e diferentes, unidos to-
dos na mesma rede. No tempo de Je-
sus a figura do peixe era repleta de
simbolismo: a rede representa o Rei-
no de Deus que acolhe todas as pes-
soas, “de todas as tribos, povos e ra-
ças”.
Isso nos lembra que as boas no-
tícias do evangelho destinam-se a to-
das as pessoas para se unirem em
rede, em comunidade.

26
Corte nas partes indicadas

27
(Extraído do Livro da Coleção Brincando com Dobraduras de Glaucia Lombardi
- Ed. Paullus)

FAZENDO ARTE:
1) Um convite especial (prepare com antecedência o texto do convite, assim a
criança apenas colará a mensagem e assinará).
Solicite à cada criança que pegue um dos peixes que confeccionou e prepare um
convite para ser entregue para um amiguinho que ela gostaria que estivesse conosco
no próximo dia.
2) Pulserinha: O Reino de Deus é para todos(as), “de todas as tribos, povos e
raças”... Fazer uma pulseira que lembre a inclusão de todos. Use uma tira fina de
couro ou outro fio e contas nas cores branca, preta, vermelha e amarela (represen-
tando cada uma das raças). Ponha uma conta de cada, dê um nozinho nas extremida-
des e está feita uma peça que todos vão gostar de usar e que os fará lembrar
sempre da lição aprendida.
Oração: Cada criança diz uma frase em oração, pedindo ajuda, orientação e
proteção na sua tarefa de testemunhar e anunciar o amor de Deus (é momento de
pedir a Deus palavras sábias, coragem e despreendimento para convidar os amigos
para estar na rede/comunidade que é o reino de Deus).

28
PLENÁRIO
Momento de Cânticos: Grande Festa
Canção tema da EBF
‘ Sou Criança e Faço Parte
Durante o cântico os grupos levam as
redes e os peixes e os unem no altar. Des-
tacar que juntos formamos uma
comunidade(rede) capaz de levar as boas
novas e vencer nossos desafios.
Cântico: Todos juntos somos fortes...
(repitam até aprender, depois façam um
grande círculo e cantem de braços entrela-
çados)
Obs: Use apenas o refrão da música
“Todos Juntos”. Não é preciso usar a parte
que fala dos animais.
Canção tema
Moto
Oração
LANCHE
JOGOS
DESPEDIDA

29
QUARTO ENCONTRO

A Serviço da Missão
Idéia Principal: Missão é serviço,Missão é doação.
Texto Bíblico: João 15:1-17
Comentário:
A comunidade cristã não é uma instituição, mas
uma participação na vida de Jesus. Unido a Jesus,
cada membro é chamado a testemunhá-lo, co-
locando a comunidade em contínua expan-
são e crescimento.
O fruto que a comunidade é chamada a
produzir é o amor. Ora, Jesus não quer uma
adesão de servos que obedeçam a um Se-
nhor, mas uma adesão livre, de amigos. E a
amizade é dom: Jesus é o amigo que dá a
vida pelos amigos. A missão da comunidade
não nasce da obediência a uma lei, mas do
dom livre que participa com alegria da tare-
fa comum, que é testemunhar o amor de
Deus que quer dar vida.
Versículo do dia: “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros, assim
como eu amei vocês” (João 15:12).
Sugestão para ornamentação: Prepare um painel com mãos: mãos formam a
grama, use o formato das mãos para os raios de sol. Ao final os grupos incluirão as
árvores confeccionadas para compor o painel.
ACOLHIDA
Cânticos: Grande Festa
Formigarra
A cada dia descobrimos algo mais sobre nossa missão. Vamos relembrar? (Para
cada dia relembrado, coloque um pezinho fazendo um caminho. A cada dia aprende-
mos um pouco mais...)
No primeiro dia nos reunimos, nos conhecemos(lembrar os visitantes) e desco-
brimos qual é nossa Missão: “IDE” Quem disse isso, quem nos envia em missão?
(Jesus) A quem somos enviados? (A quem precisa de nós). No segundo encontro
descobrimos aonde buscamos orientações para nossa missão: o que é nosso mapa,
nossa bússola: a Bíblia. No nosso último encontro descobrimos quem é convidado
para estar ligado em rede, em comunidade e vimos que todas as pessoas, adultos e
crianças, homens e mulheres são chamados para a rede, para a comunidade. Lem-
bram da variedade de peixes na rede?
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Hoje é o último encontro dessa nossa caminhada de EBF, e vamos descobrir
mais uma lição muito importante sobre a missão. Estamos prontos?
Canção tema
Moto
Oração
DIVISÃO EM GRUPOS
No grupo:
Dinâmica do abraço: O abraço significa amizade, acolhimento, companheirismo.
A gente não abraça a todas as pessoas; mas só as que nos são queridas, só as que
são amigas. E neste tempo em que estivemos
juntos vivendo as aventuras dessa EBF, com
certeza fizemos muitos amigos e amigas.
Hoje é nosso último encontro, nada me-
lhor do que ganharmos muitos abraços
para desenvolver afetividade e fortale-
cermos nossos laços de amizade. Afinal,
EBF é também lugar para fazermos ami-
gos e amigas para, conversarmos e brin-
carmos juntos. Amigos e amigas que nos
acompanharão pela vida afora.
Ambiente: Sala ou pátio com espaço su-
ficiente para movimentos largos.
Recursos de apoio: aparelho de som e
música com ritmo marcado e alegre.
Preparação: Todos ficam espalhados pela sala. O facilitador explica que todos
deverão abraçar o maior número de pessoas (se possível, todas), atentos às ações
que serão sugeridas após o abraço.
Observação: com a formação de duplas para o abraço, alguém poderá ficar
sobrando, mas continua na brincadeira (dançando ao som da música ou caminhando).
Na próxima troca de pares (próximo abraço), aproveita para formar a sua dupla.
Desenvolvimento:
Ao iniciar a música (ou ser dado um sinal qualquer já combinado antecipadamen-
te) todos os participantes começam a dançar ou andar normalmente, sozinhos. Sol-
tos e descontraídos, observam os demais. Poderão apenas trocar sorrisos.
O(a) facilitador(a) grita: “Abraço!”. Todos deverão formar duplas com o abra-
ço. O(a) facilitador(a) diz imediatamente: “lado a lado” (exemplo). Desfazem o abraço
e ficam lado a lado. Continuam assim (dançando ao som da música ou simplesmente
parados) até que o(a) facilitador(a) dê nova orientação mudando a ação, coisa que
demora curtíssimo tempo.

31
O(a) facilitador(a) continua: “Abraço!”. As duplas se desfazem e cada um corre
a procura de outro parceiro(a), acolhendo-o(a) com um abraço. “Pulando!”, diz ime-
diatamente o(a) facilitador(a). E todos pulam... A cada comando de abraço, procu-
rar uma pessoa diferente.
E assim por diante prossegue com novas palavras de comando, devendo os par-
ticipantes agir de acordo com o que elas sugerirem (de costas, sozinhos, de cóco-
ras, segurando o joelho do outro, etc.)
(extraído do livro “Ensinar Aprender” de Fernando Fernandes. Série Recriar, Igreja Metodista).

Preparando para a história


Apóie-me
As crianças formam pares (duplas). As duplas poderão estar espalhadas (dis-
persas) ou então lado a lado, enfileiradas. As duplas ficarão sentadas no chão de
costas para os seus respectivos companheiros (encostados uns nos outros) e fica-
rão de braços cruzados.
Ao ouvirem a palavra “vão”, cada dupla tentará se levantar sem usar as mãos
para isso, ou seja, sem descruzar os braços. As duplas terão que se ajudar, um
apoiando o outro, usando para isso as costas do companheiro como ponto de apoio.
Essa dinâmica pode ser realizada com duplas, como já falamos, mas também com
grupos de 3 ou mais.
Para realizar um APOIE-ME em grupo, coloca-se as crianças sentadas em duas
filas, uma fila de costas para a outra. Cada fila dará as mãos (os que estão virados para
a direita se darão as mãos uns aos outros e os virados para a esquerda também se
darão as mãos) e, depois de um sinal, as duas filas tentarão se levantar, uma fila tendo
como apoio as costas dos jogadores da outra fila e vice-versa. Sem soltar as mãos.
Obs.: escolher um piso não escorregadio. (Extraído de “Manual de Jogos Cooperativos”de
Jim Deacove. Ed. Projeto Cooperação. Jul/2002.)

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Dramatize esta história:
A ÁRVORE SERVIÇAL
Era uma velha e frondosa mangueira. Ela
era tão velha, que seu tronco grosso se elevava
a grande altura e seus galhos cobertos de bri-
lhantes folhas verdes se estendiam em todas as
direções, formando uma copa redonda como a
saia de uma baiana. No verão ficava carregada
de mangas coloridas e saborosas.
Danilo era um menino, ainda muito novo. Tão
novo que, quando viu a árvore pela primeira vez, mal
tinha começado a andar. Seus olhinhos vivos eram
cheios de encantamento pela beleza da vida e tinha
o sorriso puro e alegre daqueles que só recebem amor.
O dia em que o menino encontrou a árvore, foi um dia
memorável! Ele veio caminhando, entrou debaixo das fo-
lhas, olhou aquela imensidão de verde e bateu palmas de
alegria. Ficaram amigos. A árvore ofereceu ao menino a sua sombra e seus galhos para
brincar. Os dois conversavam muito sobre as coisas da vida que só os amigos conver-
sam.
E o menino foi crescendo. Subiu primeiro nos galhos mais baixos, depois nos
mais altos, sempre mais altos, até que, um dia, conseguiu atingir o topo da manguei-
ra. E ficou maravilhado com o que viu! Dali do alto dava para ver todo o pomar e para
além dele os campos verdejantes, cheios de árvore e plantas, e, bem ao longe, as
altas montanhas que pareciam azuladas.
-Como o mundo é grande e belo! Quero conhecê-lo! - exclamou o menino.
Então, muitos dias e meses se passaram. Outros verões vieram e o menino
suspirava tristemente quando vinha ver a árvore. E a mangueira lhe perguntou:
- Por que anda tão tristonho, amigo Danilo? Qual é o problema?
- É que eu preciso deixar o sítio e ir morar na cidade para poder continuar
estudando, minha amiga.
- Vou sentir saudades também! Mas veja, você está crescendo e é hora de ir
conhecer outros lugares. Isso é bom! Quando você sentir muita saudade, pode
voltar aqui! – a mangueira tentou consolar o amigo.
- Mas tem mais uma coisa, amiga Mangueira, é que eu preciso ir para a cidade
estudar e não tenho dinheiro suficiente!
- Ora, amiguinho, problemas existem para serem resolvidos. E sei o que juntos
podemos fazer para resolver esse problema. – disse a árvore.
- Então me fale – perguntou meio que aflito o menino.
- Olhe para os meus galhos, veja quantas mangas saborosas! Colha as mangas e

33
depois venda-as e vai ajuntando um dinheirinho. Tenho certeza de que vai ajudar
bastante quando você estiver lá na cidade.
E assim aconteceu e o menino foi morar na cidade. Muitos anos se passaram e a
velha mangueira balançando seus galhos pa-
recia suspirar de saudades do seu amigo
menino. Chegou mais uma primavera e a
mangueira tornou a ficar florida. Foi nes-
sa época que, já crescido, Danilo voltou. E
a mangueira logo reconheceu o amigo:
- Amigo Danilo, como você cresceu!
Quanta saudade! Você agora é um homem!
Como é, está feliz?
- Quase, velha amiga, quase! - suspi-
rou o rapaz. Sabe, quando eu ia chegando
aqui no sítio e ainda lá de longe vi você
toda coberta de flores, parecendo uma
noiva, lembrei-me que quero casar e ter
uma bonita família.
- E por que não se casa? - perguntou
a árvore.
- Porque ainda preciso terminar a casa
que estou construindo para morar e não tenho mais recursos – disse o rapaz subindo nos
galhos da mangueira e livrando-a do incômodo de uns galhos secos e quebrados.
- Ora, amigo, olhe para mim, veja
quanta madeira eu tenho! Suficiente para
você fazer as portas, as janelas e as vi-
gas para o telhado da sua casa. Pode usar
um pouco da minha madeira para termi-
nar a sua casa. É a maneira que eu posso
ajudar a um velho e querido amigo!
- Cortar você? – pergunta o jovem
amigo muito assustado.
- Claro, amigo, de que servem minha
beleza e meus frutos se meu melhor ami-
go não é feliz? Corte-me, vamos! Use-me
para construir sua felicidade.
O rapaz não pôde aceitar. Descobri-
ria outro jeito para realizar seu sonho. O
rapaz voltou para a cidade e a mangueira
ficou aflita, torcendo pelo seu sucesso.
Muitos anos se passaram. E de vez em
quando a mangueira suspirava de sauda-
des de seu amigo!

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E um dia, quando o inverno voltou, um homem idoso se aproximou em passos
lentos e cansados. Parou perto da velha e bondosa mangueira, encostando-se em
seu tronco e dizendo-lhe:
- Olá minha amiga, mangueira, quanta saudades senti de você!
- Oh! Meu amigo, você voltou! Sente-se e descanse. E me conte uma coisa: você
terminou de construir sua casa? Casou-se? Me conte tudinho!
- Terminei a casa, sim. Como você, outros amigos também me ajudaram. Casei e
tenho uma bela família.
- Que bom! Eu também tenho muito o que contar! – disse a mangueira toda
animada.
E assim foi. Durante uma tarde inteira o homem e a árvore voltaram a conver-
sar, alegres e saudosos, coisas que só os amigos conversam.
(adaptação do texto de Plhyllis Reily / Livro Gente de Valor)

Conversar com o grupo:


Assim como a árvore ajudou o menino, como nós podemos ajudar a quem precisa
de nós?
Jesus é nosso maior exemplo de doação. Ele deu sua própria vida por amor de
cada um de nós.
Cântico: Videira (CD “Pelas Mãos de Uma Criança - Igreja Metodista/2002)

FAZENDO ARTE:
1)Prepare um tronco de árvore como no modelo ‘a
pagina 31. Distribua papel verde e oriente para que cada
criança desenhe o contorno de sua mão. Recortar (com
tesoura ou mesmo com a mão) e pedir às crianças que
colem (uma por uma) o desenho no tronco formando a
copa da árvore. Enquanto se dirigem à frente e compar-
tilham um modo de servir ao próximo.
2) Se houver disponibilidade, confeccione um grande
painel sobre as possibilidades (formas) de servir/cuidar
do outro, da natureza, etc. Se for possível pinte um dos muros da Igreja (não esqueça
de pedir autorização).
3) Vamos confeccionar um presente para quem precisa de nós:Biscoitos.
Muitas vezes ficamos receosos de fazer este tipo de atividade com as crianças,
mas geralmente elas apreciam e colaboram. Divida bem as tarefas. Organize para que
um adulto faça a massa, deixe que as crianças copiem a receita e acompanhem todo o
processo. Quando a massa estiver em ponto de enrolar, mostre como se faz, divida em

35
pequenas partes e solicite a ajuda delas para enrolar os biscoitos. Enquanto os biscoi-
tos assam prepare com as crianças a embalagem, saquinhos e fitilhos ou vidros diver-
sos que podem ser decorados com cola-colorida, tinta, retalhos para as tampas, etc.
Separe também alguns biscoito para o lanche.
Receita:
01 caixa de fécula de batata
01 caixa farinha de trigo
1/2 caixa de açúcar
02 tabletes de margarina
Obs: (use como medida a caixa da fécula de batata)
Modo de Fazer
Misture todos os ingredientes e amasse bem até
formar uma massa homogênea em ponto de
enrolar. Faça bolinhas bem pequenas e
amasse ligeiramente com o garfo. Leve ao
forno quente até dourar.
Organize depois uma visita a uma insti-
tuição de idosos para que as crianças en-
treguem o presente pessoalmente.
4) Solicitar aos órgãos competentes mudas de plan-
tas e orientar para cada criança plantar uma delas e
colocar seu nome. Guardar em lugar seguro e durante
a celebração de encerramento entregar cada uma para
um adulto cultivar aquela plantinha e se comprometer a orar e acompanhar a criança cujo
nome está no vaso.

PLENÁRIO:
Cânticos
Videira (durante o cântico cada grupo leva sua árvore para compor o painel). A
árvore de mãos demonstram nosso compromisso com a Missão de servir a Deus e ao
nosso próximo.
Canção tema
Moto
Oração: agradecendo a Deus pela caminhada realizada até aqui, por tudo que
aprendemos, pelos amigos que fizemos e sobretudo pelo seu amor e cuidado para
conosco.
LANCHE
JOGOS
DESPEDIDA
Obs.: Reforce a importância da celebração de encerramento. Combine com o(a)
pastor(a), agende com a Igreja e convide as famílias das crianças para participarem.

36
Celebração de Encerramento
Este é um momento importante e deve contar com a participação da Igreja e dos fami-
liares das crianças. Pode ser realizada ao final do último dia de encontro ou ser parte da
Escola Dominical ou culto no domingo.
É momento de agradecer a Deus pelo tanto que aprendemos e pelos amigos que fizemos.
É tempo de felicitar as crianças pela caminhada realizada, de apresentar aos familiares um
pouco do que foi desenvolvido nestes dias de intenso trabalho e agradecer e parabenizar a
todos os educadores envolvidos na realização do evento.
Ambiente: Prepare o ambiente com os trabalhos desenvolvidos durante a EBF.
Se possível prepare as canções em transparência, cópias ou cartazes para que a
Igreja possa acompanhar e aprender. Veja a possibilidade de ilustrar o que for
sendo apresentado (a transparência é um recurso interessante).
PROGRAMA:
Dirigente: Durante os últimos dias estivemos envolvidos na Escola Bíblica de
Férias. O tema de nossa EBF foi “Missão: Aventura Possível” . Vamos receber nossa
equipe de expedicionários.
Processional das Crianças: elas entram organizadas em equipes, à frente de
cada grupo o respectivo estandarte. Entram vestidas para uma grande aventura
(bermudas e tênis, mochilas, viseiras da EBF, mapas e binóculos) e cantando o hino
oficial da EBF “Missão: Aventura Possível”, colocam-se à frente e repetem o hino.
Dirigente: Nestes dias de intenso trabalho, as crianças foram convidadas a
participar de uma grande aventura (ir resgatando os conteúdos estudados e expe-
riências vividas a cada encontro).
No primeiro encontro lembramos os amigos de Jesus que foram enviados em
missão vivendo muitas situações de perigo e perseguições, sendo que a tudo en-
frentavam para cumprir a missão que Jesus lhes deixara. Neste dia recebemos a
visita de um “agente” que nos trouxe uma mensagem (Entra o agente com a Mensa-
gem) e uma das crianças lê a mensagem e comenta o que significa ( nós somos
chamados a continuar a Missão dos amigos de Jesus).
Dirigente: Mas que missão é essa? Em que lugar? Em que situação?
Para responder a essas questões precisamos usar nossos sentidos: olhos aber-
tos, ouvidos atentos, mãos hábeis, pés velozes, bocas prontas a transmitir as boas
notícias (à medida que for citando indicar o estandarte).
Cântico: Os sentidos
Uma Criança responde com suas palavras (Descobrimos a Missão: “Ide”. A
quem? Ao mundo, ao outro, àquele que precisa de nós...)
Outra Criança: Pensamos também em ações concretas para realizar a missão
(desfile ou apresentação dos cartazes confeccionados).

37
Terceira Criança: E descobrimos que o Desafio é sermos como a pipoca (repe-
tir a experiência realizada). Somos enviados para fazer diferença, para dar sabor
à vida, para acolher e transmitir as boas novas (é aconselhável realizar esta expe-
riência se o grupo não for muito grande)
Dirigente: No segundo encontro conversamos que para sair em missão pre-
cisamos nos preparar...
Criança: é, descobrimos que a Bíblia é nosso mapa para nos orientar para a
missão, para nos orientar para a vida.
Outra criança: a Bíblia é também como uma bússola que nos aponta o caminho a
seguir
Terceira criança: e como um binóculo nos ajuda a ver mais longe.
Cântico: Eu vou estudar a Palavra de Deus
Dirigente: Continuamos a caminhar e aprendemos sobre a Rede
Criança: Aprendemos que Jesus nos chama para viver em rede, em comunidade
e nessa rede tem lugar para todo mundo “de todas as tribos, povos e raças”.
Outra criança: Aprendemos também que unidos em rede somos mais fortes
para vencer os desafios da missão.
Cântico: Todos Juntos
Dirigente: encerramos falando de serviço. Missão é amar e cuidar, missão é
servir.
Cântico: Formigarra
Experiência da Esponja
Somos desafiados, nós e vocês também a sermos como a espoja que se enche
da Palavra de Deus, reparte com as outras pessoas e continua molhada, repleta do
amor de Deus.
Oração
Agreadecimentos e Entrega dos Diplomas e “Kits de Participação”
Hino Oficial da EBF
Moto
Oração e Bênção

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PARTE 4
JOGOS
Selecionamos alguns jogos cooperativos para
que as crianças “joguem umas COM as outras e
não umas CONTRA as outras”.
Esta é uma questão muito importante e pre-
cisamos ficar atentos para que os jogos e brinca-
deiras de nossas crianças sejam também oportu-
nidades para educar para a paz.
Os programas de recreação precisam refor-
çar os valores trabalhados nas lições de Escola
Dominical, cultos, etc.
Muitas vezes, estudamos a Bíblia com as crianças e conversamos à procura de novos caminhos
não violentos para solução de problemas. Exploramos o significado da compaixão, partilha, afeição e
assim por diante. Então montamos um programa de recreação e as crianças se batem e se empurram.
Que contraste aqui! -Este tipo de recreação compromete o aprendizado das lições estudadas.
Os jogos sugeridos aqui foram extraídos, em sua maioria, do livro “ manual de Jogos
Cooperativos” de Jim Deacov Editado pela Editora Cooperação em julho/02. O autor é
professor da Escola Dominical em sua Igreja Local.
A cada acolhida escolha jogos levando em consideração o tema do dia.Selecione jogos
agitados e mais tranqüilos para que possa alternar. Bom trabalho!

Jogos e Brincadeiras sugeridos:


1) VOLENÇOL:
Jogadores: no mínimo 4 ou muito mais
Equipamento: Uma bola grande e oca(como uma bola de praia), ou uma bola de
borracha ou de vôlei e um cobertor ou lençol para cada 4 jogadores.
Cada grupo de quatro pessoas, uma de frente para a outra, irá segurar as
pontas do cobertor. A bola será colocada no meio do cobertor ou lençol.
No jogo simples, os jogadores tentam centralizar a bola no cobertor e tentam
fazer com ela um caminho circular, no sentido horário, de modo que ela passe pelas
quatro pontas do cobertor sem cair no chão. Façam isso dez vezes e depois tentem
faze-lo no sentido anti-horário. Então, tentem jogar a bola para cima e pega-la com
o cobertor. Façam isso dez vezes, sem deixa-la cair.
Se houver mais de quatro jogadores, tentem jogar a bola de um grupo para o
outro usando os cobertores. Vocês também poderão usar uma rede (ou corda) para
separar os grupos e passar a bola por cima dela para o outro grupo.
Obs.: Pode-se utilizar a pontuação do “Vôlei-up”, estabelecendo um número de
lançamentos de um grupo para o outro.

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2) LEVANTE-ME, LEVANTE-ME
Existem vezes em que um grupo de garotos num parque sente-se cheio de energia
e eu prefiro que eles se engajem em atividades físicas cooperativas do que em
alguma das brincadeiras brutais que eles aprendem.
Os garotos formam uma fila única. O primeiro da fila fica a uma certa distância
da fila e o segundo jogador tenta levantar este primeiro jogador. Se ele conseguir,
então ele e o primeiro jogador se abraçarão e formarão o peso que o terceiro
jogador terá que levantar.
Se ele conseguir, então ele, o primeiro e o segundo jogadores irão se abraçar
para que o quarto jogador da fila tente levantar todos eles, e assim por diante.
Porém, se em algum momento do jogo um dos participantes não conseguir levan-
tar os outros, mesmo que isso aconteça bem no começo do jogo, esse jogador deve-
rá pedir ajuda ao próximo da fila. Com isso, os dois juntos criarão uma estratégia
para levantarem o “peso” do chão. Se o levantador quiser, poderá pedir ajuda a um
terceiro jogador.
Os jogadores que se uniram para conseguir levantar o peso acabam fazendo
parte dele no final do jogo. Quando todos da fila estiverem reunidos, o jogo termi-
nará. Se a fila de jogadores terminar e mesmo assim não houver número suficiente
de levantadores, então os levantadores da vez poderão selecionar alguém do peso
para ajudar no levantamento.
Enfatizem que a agressão não faz parte do jogo e que é preciso tomar cuidado
para que uns não machuquem os outros.

3) BARREIRA DO SOM
Divida o grupo em três filas. Passe uma mensagem curta para um dois grupos da
lateral que deverá comunicá-la ao grupo da outra extremidade. Assim, os dos gru-
pos da lateral tentarão se comunicar e a função do grupo do meio é impedí-los (sem
sair dos seus lugares)>

4) QUEBRA-CABEÇA COOPERATIVO
Jogadores: 4 ou mais
Equipamento: 4 quebra cabeça feitos em casa ou comprados e um recipiente
para eles: caixa, saco de pano ou de plástico.
Procurem figuras interessantes num calendário ou em algum outro lugar. Se
elas forem coloridas, será melhor. Certifiquem-se de que as figuras são bem pare-
cidas para que exista uma certa dificuldade. Cada figura poderia ser de um cavalo,
por exemplo.
As figuras podem ser coladas numa cartolina ou deixadas no papel grosso em que
já estão. Cortem as figuras em quadrados que depois serão reunidos pelas crianças.
Mostrem às crianças algumas peças de um quebra-cabeça, depois de outro, etc.,
e então coloquem todas as peças misturadas dentro de um saco de papel. Coloquem

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quatro mesas em cada um dos cantos da sala e, em cima de cada mesa, coloquem um
cartão com o nome do quebra-cabeça que deverá ser formado ali. Na Mesa Um pode-
rá ser o Quebra-Cabeça Animal, na Mesa Dois poderá ser a Cena da Montanha, etc.
Digam às crianças que o objetivo do jogo é formar todos os quatro quebra
cabeças. Quando todos os quatro estiverem prontos, todos terão vencido o jogo.
As crianças vão até o recipiente e, sem olhar, pegam uma peça. Se o recipiente
for bem grande, as crianças poderão colocar as suas mãos ao mesmo tempo. Elas
levarão a peça que pegaram até a mesa que elas pensam ser a mesa daquela peça.
Se elas chegarem lá e não conseguirem encaixar a peça, elas deixarão a peça lá
ou então a levarão para outra mesa. Se elas deixarem a peça, elas poderão voltar ao
saco e pegar outras peças.
Assim, elas podem brincar com os vários quebra-cabeças numa mesma rodada.
Arrumem quebra-cabeças que tenham várias peças, no mínimo doze cada, para que
as crianças possam ir ao saco de peças duas ou três vezes.
Dessa forma as crianças ficarão circulando pela sala e darão sua contribuição
para a solução dos vários quebra-cabeças. Quando um quebra-cabeças estiver com-
pleto, o Facilitador do jogo anunciará este feito em voz alta e irá conferir se está
tudo certo. Se a figura estiver certa, o Facilitador também anunciará que o que-
bra-cabeça está pronto para todos admirarem.
É bom jogar o Quebra-Cabeça Cooperativo no final da festa/atividade.

5) ACHADOS E PERDIDOS
Jogadores: 6 ou mais
Equipamento: Área com vários lugares para os jogadores se esconderem.
Escolham um “salva vidas” para iniciar a brincadeira e decidam onde será a
“Estação de Salvamento”.
Este jogo é uma variação do esconde-esconde tradicional, porém aqui não existe
tensão por parte do jogador que começa a brincadeira. Este jogador geralmente
tem a tarefa de encontrar todas as pessoas escondidas e correr de volta ao posto
antes que elas façam isso, pois, se ele não tiver êxito, ele será o “trouxa” e terá que
procurar todos novamente.
Nessa versão cooperativa, o “salva vidas” tapa os olhos no posto ou estação de
salvamento, conta de 1 até algum número que proporcione tempo suficiente para os
outros se esconderem bem e longe uns dos outros.
O “salva vidas”então grita: “Estando prontos ou não, vocês precisam ser en-
contrados.” Nesse momento, sai em busca das pessoas perdidas. Quando uma pes-
soa for encontrada, ela e o “salva vidas” correrão de mãos dadas até o posto e o
tocarão. Agora ambos saem separadamente e tentam encontrar mais uma pessoa
perdida. Sempre que alguém é encontrado, esta pessoa e a pessoa que o encontrou
correm juntas ao Posto de Salvamento, encostam nele, e a partir de então aquele
que foi encontrado também passa a ser um caçador de pessoas perdidas. Uma fes-

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ta da procura onde os convidados não param de chegar! Continuem o jogo até que
todos sejam encontrados. O último a ser encontrado (geralmente o mais habilidoso
na arte de se esconder) irá iniciar a próxima rodada do jogo. Lembrem-se que cada
pessoa tem que escolher um esconderijo sem que os outros, que também vão se
esconder, saibam onde fica. Na festa da procura poderão ocorrer encontros ou
conferências para planejar estratégias conforme o jogo vai se desenrolando.
6) CAÇA AO TESOURO
Jogadores: 4 ou mais
Equipamento: Um mapa ou folha com pistas. Um tesouro.
O facilitador do jogo faz um mapa que mostra a trilha do tesouro. Ele esconde
o tesouro no local que corresponde ao “X” do mapa. O facilitador deve cuidar para
que o tesouro seja útil, até mesmo saudável Ao invés de um baú com cadeado de
metal, que tal vários “comes-e-bebes” nutritivos? (em quantidade suficiente para
todos os participantes).
O facilitador rasga o mapa em pedaços pequenos e esconde os pedaços em
vários pontos do local. Todos farão o trabalho de equipe com o intuito de achar o
tesouro. Os jogadores sairão em busca de provas ou pedaços do mapa. Eles acharão
tudo o que puderem e se reagruparão para colocar o mapa em ordem. Eles tentarão
organizar o mapa e interpretá-lo. Mapas do tesouro geralmente são vagos e não
muito claros.
O facilitador dirá aos jogadores em que lugares as pistas poderão ser encon-
tradas e esconderá o tesouro em alguma área longe desses lugares. Afinal de con-
tas, ninguém quer que o tesouro seja encontrado por acaso enquanto os jogadores
estiverem seguindo as pistas!

7) DESPERTADOR
Jogadores: 2 ou mais
Equipamento: 03 despertadores.
Escondam três despertadores nos diferentes locais de uma ou de várias salas.
Programem-nos de modo que toquem em intervalos de 5,6,7 minutos. Então, os joga-
dores entrarão na sala e deverão encontrar os despertadores antes que eles toquem.
Pode-se realizar uma variação emocionante no jogo: imaginem que os jogadores
são um esquadrão anti-bombas. O prédio foi evacuado e eles precisam encontrar as
bombas antes que elas explodam e acabem com eles. Quantas bombas eles conse-
guirão achar?

8) MINA DE OURO
Jogadores: 6 ou mais
Equipamento: Saco com pedrinhas e uma pedra grande. Etiquetas. Uma ou mais
caixas com guloseimas gostosas e com bons livros.

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Pintem as pedrinhas e a pedra grande com a cor dourada. Elas serão as pepitas.
Desenhem flexas nas etiquetas. Um etiqueta terá uma mensagem especial.
O facilitador faz uma trilha espalhando as pepitas aqui e ali e deixando as
etiquetas coladas nas pepitas ou embaixo de cada uma. As setas devem estar
sempre apontando na direção da próxima pepita.
A última e maior das pepitas é a que estará mais bem escondida e a que terá
uma etiqueta com a mensagem: A Grande Mina está Próxima!
Em algum lugar nas proximidades está a Mina de Ouro de coisas boas, e esta é
a última coisa que os jogadores irão procurar!
Os jogadores atuam como um time de exploradores, encontrando as pepitas, seguin-
do as pistas das setas e procurando pela mina de ouro que será partilhada por todos.

9) DANÇA DAS CADEIRAS COOPERATIVAS

Coloquem as cadeiras em duas fileiras, de modo que as costas das cadeiras de


uma fileira encostem nas costas das cadeiras de outra fileira. Os jogadores ficam
em um círculo ao redor das cadeiras, prontos para se moverem no sentido horário.
Nesta versão da Brincadeira da Cadeira ninguém é deixado de fora. Os próprios
jogadores, através de sua imaginação, irão fazer com que todos tenham um lugar.
O facilitador do jogo solta a música e os jogadores começam a dançar em volta
das cadeiras. Quando a música parar, os jogadores sentarão nas cadeiras. Haverá
uma pessoa a mais (em relação ao número de cadeiras), então o Facilitador pedirá
aos jogadores que, de algum modo, encontrem um lugar para aquela pessoa.
Agora, uma cadeira é tirada do jogo, mas todos os jogadores continuam no
jogo. A cada rodada, os jogadores tentam encontrar soluções para que todos os
jogadores tenham um lugar. Porém a cada rodada uma cadeira é tirada do jogo.
Finalmente, haverá apenas uma cadeira, a música irá parar e os jogadores terão que
decidir o que fazer para que todos fiquem na cadeira. Se eles conseguirem, todos
vencerão o jogo. Se não conseguirem , todos perderão o jogo.
O Facilitador decidirá por quanto tempo a música ficará tocando durante as
rodadas, incentivará os jogadores a dançar no ritmo da música e a planejar as estra-
tégias ao mesmo tempo em que dançam e rodam no sentido horário. Se o nível de
habilidade dos jogadores for alto, introduzam algumas dificuldades depois de algu-
mas rodadas. Por exemplo: “a partir de agora, ninguém pode encostar os pés no chão”.

10) SAPOS NA LAGOA


Jogadores: 6 ou mais
Equipamento: tapetinhos, folhas de jornais ou bambolês.
Uma variação da brincadeira da cadeira. Ao invés das cadeiras, usem tapetinhos
ou jornais... Coloquem tapetinhos ou “folhas de lírio d´água” no centro da sala. Os

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tapetinhos devem ficar próximos, mas não encostados um no outro.
Usem uma quantidade de folhas de lírio d´água que seja equivalente à metade
do número de participantes do jogo. Enquanto a música toca, os jogadores (sapos)
ficam pulando pela sala no ritmo da música.
Quando a música parar, os sapos terão que ir para cima de uma folha de lírio
d´água. A música só voltará a tocar quando todos os sapos estiverem em cima das
folhas.
Então, soltem a música novamente e, enquanto os sapos estiverem pulando pela
sala, tirem uma das folhas do chão. Façam isso em todas as rodadas até que os
sapos sintam-se realmente desafiados! Às vezes, vocês podem ver como eles con-
seguem ficar todos em cima de uma única folha!

11) ESPAGUETE HUMANO


Jogadores: 8 a 10 jogadores ( é possível fazer com 6 participantes)
Os jogadores formam um círculo e ficam de frente para o seu centro. Cada
pessoa estende o braço e segura a mão de uma outra pessoa que não esteja
exatamente ao seu lado.
Agora, cada jogador estende o outro braço e segura na mão de uma outra
pessoa, que não pode ser a mesma pessoa de quem ele já está segurando a mão.
Os jogadores formaram um espaguete humano, e agora o grupo tem que tentar
se desenrolar sem soltar as mãos, até formar um círculo novamente.
Quando o círculo estiver pronto, não haverá problema se algumas pessoas não
estiverem de frente para o seu centro; o importante é que o círculo estará formado.

12) “TUDO O QUE O MESTRE MANDAR”:


O(a) professor(a) coordena:
Dirigente: - Bento, que bento é o frade
Crianças: -Frade
Dirigente: -Tudo que o mestre mandar
Crianças: -Faremos todos
Dirigente: Se não fizer
Crianças: -Levaremos bolo.
O dirigente então dá a ordem que deverá ser obedecida, ex. imitar um animal.
A criança que não cumprir a ordem levará tantos bolos (tapinhas na palma da mão)
que poderão ser combinados antes.

44
PARTE 5
MÚSICAS
1º Hino: Hino Oficial da EBF

45
46
47
Jesus é a Videira
(Pelas Mãos de uma Criança)

48
49
Os Sentidos
(Pelas Mãos de uma Criança)

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51
52
Dizem que a cigarra só pensa em cantar
E também dizem que a formiga tem mania de trabalhar
Eu quero ser uma formigarra
Uma mistura de formiga com cigarra
Pra trabalahar pro meu Senhor
E cantar louvando o nome de Jesus

Estudando a Bíblia
(Aquecendo o Brasil)

E B C#m7
___ Eu vou estudar a Palavra de Deus
A B6
E compartilhar com meus amigos.
E B C#m7
___ Eu vou estudar a Palavra de Deus
A B6 E
E compartilhar com meus amigos. ____
C#m G#m A B C#m G#m
___ A Bíblia nos ensina ___ como se deve andar
A B B/C# C#m A B7 G#7 B7
___ Seguindo a Jesus Cristo, ___ ___ ele te ajuda- rá.
E B C#m7
___ Eu vou estudar a Palavra de Deus
A B6
E compartilhar com meus amigos.
E B C#m7
___ Eu vou estudar a Palavra de Deus
A B6 E
E compartilhar com meus amigos. ____

53
Visitante
(Pelas Mãos de uma Criança)

Olhe para um lado, olhe para o outro,


Veja se conhece todo mundo por aqui.
Olhe para trás, olhe para frente,
Dê uma voltinha e faça um gesto de amor.
Dê um abraço no amigo, cumprimente o visitante,
Desejando que ele volte outra vez.
Olhe para um lado, olhe para o outro,
Agora já conhece todo mundo por aqui.

54
ESCOLA BÍBLICA DE FÉRIAS
MISSÃO: AVENTURA POSSÍVEL
Igreja
Metodista FICHA DE INSCRIÇÃO
Nome: ___________________________________________ Idade: _________
Nome dos pais: ___________________________________________________________
__________________________________________________________________________
Endereço: _______________________________________________________________
Bairro: _________________________________________ Tel.: ______________________
Assinatura dos pais ou responsáveis: __________________________________________
folhas. Assim você fará um convite com frente e verso. Depois
Para a preparação dos convites faça a metade do número de
cópias necessárias, vire original 180º e copie no verso das

Escola Bíblica de Férias (EBF)


Anote o endereço da
recorte ao redor e distribua.
CONVITE

Vamos ter histórias,oficina de


Você quer participar de uma

Então venha ser um “agente

artes e muitas brincadeiras.


a partir das _____ horas.
CONVITE

Estamos esperando você!


mirim“ no próximo dia
____/ ____/ ____
Aventura?

55
ESCOLA BÍBLICA DE FÉRIAS

Materiais Modo de montar


Cartolina A base e a seta da bús-
Percevejo ou tachinha sola são recortadas na
Um quadrado de borra- cartolina. O percevejo
cha com 1 cm de lado prende a seta no meio da
bússola e é fixado por
baixo com a borracha.

56
MODELO DE CRACHÁ
E MARCADOR DE PRESENÇA

Marian
a
Leandro
Janete

57
ESCOLA BÍBLICA DE FÉRIAS
“Missão: Aventura Possível”
CERTIFICADO
58

Certificamos que_______________________________________

participou da Escola Bíblica de Férias promovido pela Igreja Metodista

estando habilitado a ser um “Agente Mirim”.

___________________, _____ de _________ de _________

_______________________ __________________________
Coordenador(a) EBF Pastor (a)
Igreja
Metodista
59
1- Falta janela na primeira casa 5- Falta uma tira na sandália da mãe
2- Falta os dois pontos na frase 6- A menina maior está com o cabelo curto
3- Falta a parte debaixo do cabo da bandeira 7- A gola da camisa do pai é diferente
4- Falta a aba do boné.
Jogo dos Sete Erros
Kit de Participação
Jogo da Memória

60
Jogo da Labirinto
Partindo do ponto 1 leve os nossos agentes ao encontro dos ins-
trumentos (ponto 2) para que possam realizar a Missão (ponto 3)

61
Caça Palavras Encontre no quadro abaixo algumas palavras-chave da Missão
para qual Jesus nos chamou e complete o quadro vazio.

P A J I D E G H I L O A M O R Z A
R B C L P L G C J K M N T R C X S
O B D E P D S O F E R O U I V C D
X Q P B F G J M F G T D M J B V F
I E T S D H P P F F C H I C N N G
M T L I D E S A F I O J S O B M H
O U A P D H P I P Q R T S U L A J
A I J A B J O X P T L P A V X Z K
S O S D I L I A E J B E O P J M L
D P P O I M E O A E S L S L H N Q
S O L I D A R I E D A D E D G V E
F A J P O N A P T O P X S L F C R
G H J L Z B X C V B N M P O I U T
R B C L P L G C J K M N T R C X S
I E T S D H P P F F C H I C N N G

P
E
F
L
O
X

62
Enigma

Q ã ã
13 7 3 4 5 7 11 11 7
é
7 11 12 11 9 1 2 13 4 5 4 11
P z
2 13 4 12 10 4 8 1 6 1 1
Leia em sua Bíblia e copie aqui Isaías 52:7a

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Ficha Técnica:
Produção: Departamento Nacional de Trabalho com Crianças
Coordenação Nacional de Educação Cristã
Equipe do Departamento:
Roséte de Andrade (Coordenadora)
Rogéria de Souza Valente (1ª RE)
Edínia Marques de Ataídes Esteves (1ª RE)
Nanci Mendonça Trindade (2ª RE)
Elci Pereira Lima (3ª RE)
Rute Bertoldo Vieira (3ª RE)
Maria Madalena de Franca (5ª RE)
Cirlene Almeida Vachtchuk (6ª RE)
Francineuda Nunes Alves (REMNE)
Patrícia Daniela de Souza Gonçalves (CMA)
Elaboração:
Equipe de trabalho com crianças na 6ª Região Eclesiástica
Pra. Cirlene Almeida Vachtchuk (Coordenadora)
Pra. Rosângela Modos
Joceli Marciano
Laura Colpini
Ilza Puglieze
Colaboração
Patrícia Rathunde
Rociele Vachtchuk
Arele Vachtchuk
Agradecimentos especiais
Flávia Amaral
Ronan Boechat de Amorim
Ilustrações:
Rogério Cardoso
Diagramação
Sergio Duarte
Fotolito e Impressão
Eclesiarte Editora

Eclesiarte Editora
Tel.: (21)2292-5535
www.eclesiarte.ubbi.com.br

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