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Índice
Introdução..........................................................................................................................4
Células galvânicas.............................................................................................................5
Elementos galvânicos e potenciais eléctrodos...................................................................6
Pilhas alcalinas................................................................................................................11
Pilhas de mercúrio...........................................................................................................11
Pilhas comerciais.............................................................................................................12
Eléctrodo – padrão de hidrogénio....................................................................................14
Construção de elementos galvânico, suas reacções e series de voltagem.......................18
Cálculo de voltagem do elemento galvânico a partir dos potências dos eléctrodos........20
Diagrama da célula..........................................................................................................20
O potencial da pilha.........................................................................................................21
Medição do potencial padrão de um eletrodo..................................................................26
Relação entre o potencial de redução e o poder de oxidante e redutor...........................27
Conclusão........................................................................................................................28
Bibliografia......................................................................................................................29
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Introdução

Uma corrente eléctrica pode provocar uma reacção química ou, uma reacção química
pode produzir corrente eléctrica, A relação entre estes dois fenómenos é estudada por
um ramo da química chamada electroquímica, que é a parte da química que estuda a
transformação de energia química em energia eléctrica e vice-versa. a transformação e
através das reacções químicas entre os elementos presentes na reacção, onde um perde
electrões e o outro ganha. Todos os processos envolvem reacções de oxidação redução.
Esses fenómenos são de grande importância cotidiana, pois através de suas aplicações
obtemos Pilhas, Baterias, acumuladores de chumbo para automóveis, pecas galvânicas e
eletro-purificadas
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Células galvânicas

Células electroquímicas de forma mais completa, para se perceber como elas podem ser
utilizadas para comparar quantitativamente as forcas dos agentes oxidantes e redutores.

Alguns tipos de eléctrodos comuns utilizados nas células electroquímicas. São


eléctrodos activos, ou o material do eléctrodo que pode se dissolver ou se formar
durante operação da mesma.

São comuns os eléctrodos inertes que se matem inalterados pelas reacções na célula.
Alguns experimentos, a temperatura constante são suficientes para demonstrar que a
diferença de potencial (ddp) da célula e uma função da razão entre as concentrações de
iões Zn2+ e Cu2+. Se a temperatura for igual a 25oC e as concertações dos iões forem
iguais a leitura no voltímetro será igual a 1,10v. Se a concertação de iões Zn 2+ for maior
ou se a concertação de iões Cu2+ for menor a ddp ira diminuir, e vice-versa.

O estado padrão e definido da seguinte formam 1 molar de concentração para todas as


espécies dissolvidas, 1atm de pressão para todos os gases e a forma mais estável de ser
encontrada para sólido, a 25oC. A ddp medida nestas condições e denominada potencial
padrão da célula e representado por ∆ E 0.

O potencial padrão da célula é uma medida muito útil e importante. Em primeiro lugar
∆ E 0 determina a quantidade de trabalho que uma célula galvânica pode realizar quando
estiver operando nas condições padrão. Suponha que os terminais da célula estejam
conectados a um controle eléctrico cuja eficiência seja igual a 100%. Neste caso,
quando uma corrente, i, flui através de uma ddp igual a ∆ E 0 por um tempo t, o trabalho
realizado e definido pela equação i ₓ t ₓ ∆ E0 =trabalho electrico , e, visto que o
produto da corrente (em amperes) e tempo (em segundos) e igual a carga total q (em
0
Colombo), temos que q(c) ₓ ∆ E (v)=¿ trabl h o eletrico( j) logo, o trabalho que uma
célula electroquímica pode realizar e dado pelo produto de sua ddp e quantidade de
carga que ela pode fornecer, sua ddp (∆ E 0) dependera apenas da natureza química dos
reagentes e doas produtos. Ou seja, a quantidade de carga q que uma dada célula pode
fornecer depende da quantidade (não da concentração) de reagentes disponível na
célula. O aspecto mais importante do potencial do potencial padrão da célula e que ela é
a medida quantitativa da tendência dos reagentes em seus estados padrão, de formar os
produtos e doam seus estados padrões.
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Elementos galvânicos e potenciais eléctrodos

Elementos galvânicos (Tipos de pilhas)


O tipo de pilha mais simples de células ou pilhas galvânicas possuem um único
eletrólito comum a ambos dos eletrodos. Em alguns casos, é necessário imergir os
eletrodos em eletrólitos diferentes, como na pilha de Daniel,

na qual o par redox em um eletrodo é Cu 2+¿/ Cu¿ e no outro é Zn2+¿/ Zn¿ em uma pilha de
concentração no eletrodo que tem uma construção semelhante à da pilha de Daniel, os
comprimentos dos eletrodos são idênticos, excepto pela concentração do eletrólito, uma
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pilha de concentração no eletrólito é um modelo de um neurônio que consiste em uma


+ ¿¿

membrana celular com concentrações diferentes de Na+¿e K ¿


entre os dois lados da
membrana . Numa pilha de concentração nos eletrodos, são os próprios eletrodos que
possuem concentrações diferentes, ou porque são eletrodos a gás, que operam em
pressões diferentes, ou porque são almagas (soluções em mercúrio) com diferentes
concentrações numa pilha com duas soluções eletrolíticas diferentes em contacto, como
na pilha de Daniel ou uma pilha de concentração no eletrodo, o potencial de junção
liquida, E j, a diferença de potencial na interfase entre os dois eletrólitos, contribuem
para o potencial global da célula. A contribuição da junção liquida para o potencial pode
ser diminuída (até cerca de 1 a 2 mV) pela junção dos compartimentos eletrodicos
através de uma ponte salina, que consiste em uma solução saturada de eletrólito
(geralmente, cloreto de potássio) imobilizada em gel de ágar.

A razão do sucesso da ponte salina rezido no facto de que os potencias de junção


liquida em cada dos lados são amplamente independente das concentrações das duas
soluções mais deluidas, dentro dos compartimentos eletródicos, e, assim, quase se
cancelam.

Na notação para pilha, uma interfases entre fases é representada por uma barra vertical.
Por exemplo: uma pilha em que o eletrodo do lado esquerdo é um eletrodo de
hidrogenio e o eletrodo da direitra é um eletrodo de prata-cloreto de prata, é

representado por Pt ( s )|H 2 ( g )| HCl ( aq ) ∨AgCl ( s ) ∨Ag(s).

Uma barra dupla vertical | | simboliza uma interfase em que se supõem que o potencial
de junção tenha sido eliminado. Assim sendo, a pilha em que o eletrodo da esquerda,
num conjunto como
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É zinco em contacto com sulfato de zinco aquoso e o eletrodo da direita é cobre em


contacto com sulfato de cobre II aquoso, é representada por
Zn ( s )|ZnS O4 ( aq )|Cu SO 4 ( aq )∨Cu( s).

A Reacção da Pilha

A corrente produzida por uma pilha galvânica deriva da reacção espontânea que ocorre
no seu interior. A reacção da pilha é a reacção dentro da célula escrita de acordo com a
suposição de que o eletrodo da direita é o cátodo, portanto, que a redução esta
ocorrendo no compartimento da direita. Se o eletrodo da esquerda passa a ser o cátodo,
então, o inverso da reacção da pilha é espontânea.

Para escrever a reacção da pilha correspondente ao diagrama da pilha, primeiramente


escrevemos as meias reacções em ambos os eléctrodos como reduções, e então
subtraímos da equação direita a equação esquerda. Desse modo, na pilha utilizada no
estudo da reacção do NADH.

Pt ( s ) ¿
−¿ →H 2 O2 ( aq)¿

Direita (D): O 2 ( g )+ 2 H +¿ ( aq)+ 2e ¿

−¿ → NADH (aq )¿
+ ¿ (aq )+ 2e ¿
Esquerda (E): NAD+¿ (aq ) +H ¿

A Equação para a recção da pilha é a diferença:


+¿ (aq ) −−¿¿

Global (D-E): NADH ( aq ) +O2 ( g )+ H + ¿ (aq )→ NAD ¿


+ H 2 O 2 (aq)
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Em outros casos, pode ser necessário combinar os números de electrões das suas
meias-pensões, multiplicando uma das equações por um factor numérico: nenhum
electrão deverá aparecer na equação global.

As pilhas que usamos diariamente são secas, Por isso, elas são mais apropriadas para
uso e são de menor resistência.

Os principais tipos de pilhas secas: são pilha de zinco-carvão (Leclanché), pilha alcalina
e pilha de mercúrio.

Pilhas de Leclanché

Este tipo de pilhas é usado em lanternas, rádios, gravadores, etc. A parede da pilha é
feita de zinco, que constitui o ânodo da pilha, no centro existe um bastão de grafite, o
qual funciona como cátodo ou seja, como colector da corrente eléctrica.

O verdadeiro cátodo consiste em uma mistura de dióxido de manganês e carvão em pó


que envolve o bastão. O electrólito é uma pasta húmida constituída de cloreto de
amónio (NH4Cl), cloreto de zinco (ZnCl2) e água. Quando a pilha se encontra em
funcionamento, a semi-reacção do ânodo é a seguinte:

Iões Zn2+ migram para a solução o ânodo fica com (e-) electrões em excesso.

Os electrões migram do ânodo (zinco) através do circuito até o bastão de grafite


(cátodo). Aí o dióxido de manganês (MnO2) é reduzido a Mn2O3.
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Semi-reacção catódica é:

A pilha cessará o seu funcionamento quando o MnO2 for totalmente consumido.


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Pilhas alcalinas

Nas pilhas alcalinas, o ânodo é feito de zinco altamente poroso, o que facilita uma
oxidação mais rápida do que o zinco utilizado na pilha de zinco-carvão.

A pasta entre os eléctrodos contém KOH em vez de NH4Cl.

O KOH é melhor condutor que a solução de NH4Cl e ZnCl2 utilizada na pilha de


Leclanché.

Vantagens das pilhas alcalinas sobre as pilhas de zinco-carvão (leclanché)

1. As pilhas alcalinas fornecem corrente eléctrica a um circuito de maneira eficiente que


uma pilha zinco-carvão e a sua vida média é de cinco a oito anos.

2. Elas têm uma vida longa porque o zinco não fica muito tempo exposto ao meio ácido,
causado pelos iões NH4+ (do NH4Cl) presentes na pilha comercial.

3. Nas pilhas alcalinas, ao se retirar a corrente, não se forma a camada isolante de


amónia ao redor do cátodo de carvão, fazendo com que a sua voltagem caia
violentamente.

Pilhas de mercúrio

O ânodo é constituído de amálgama de zinco, o cátodo, de óxido de mercúrio, e o


eléctrodo é hidróxido de potássio. A reacção que ocorre é:

Durante a descarga da pilha o KOH não se altera.

A grande vantagem desta pilha em relação à de Leclanché. é que é alcalina e que a


voltagem nas pilhas de mercúrio permanece constante, enquanto que nas outras pilhas
secas ela vai decaindo com o uso. Esta característica torna-a adequada para dispositivos
sensíveis, como aparelho de surdez, instrumentos científicos e relógios. KOH

Pilha de Níquel-cádmio
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Uma pilha que alcançou grande utilização nos últimos anos é a pilha de níquel-cádmio.

O ânodo é formado por cádmio metálico que sofre oxidação em electrólito alcalino
(meio básico) e o cátodo contém óxido de níquel (IV) (NiO2). O eléctrodo desta pilha é
uma solução concentrada de KOH.

A vantagem da pilha de niquel-cadmio é de ser leve e facilmente miniaturizada além


disso, o seu potencial permanece constante até que ela seja totalmente descarregada.
Isso acontece porque as concentrações iónicas internas não variam durante a sua
utilização.

Aplicação de pilha de niquel-cadmio

Estas pilhas são usadas em calculadoras de bolso, telefones sem fio, câmara de vídeo,
barbeadores eléctricos, etc.

Desvantagem é que são muito caras, particularmente para os países em vias de


desenvolvimento, Moçambique não é uma excepção.

Pilhas comerciais

A bateria de chumbo a bateria de 12 V usada nos automóveis consiste em uma


associação de seis pilhas galvânicas ligadas em série (daí o nome bateria). Cada uma
delas fornece aproximadamente 2 V.

O ânodo dessa bateria (pólo negativo) é constituído por um grupo de placas de chumbo,
e o cátodo por uma série de placas de PbO2.
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A equação global, constata que, para cada 1 mol de chumbo que reage, 2 moles de
H2SO4 são substituídos por 2 moles de água.

Existe um aparelho para medir a carga de cada elemento, chamado densímetro. Quando
a bateria está com carga suficiente, a densidade está entre 1,25 e 1,30 g/cm3. Caso a
densidade esteja abaixo de 1,20 g/cm3, a concentração do ácido está baixa e a bateria
encontra-se parcialmente descarregada.
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Modo de carregar a bateria de chumbo

Uma bateria de ácido-chumbo pode ser recarregada, passando por ela uma corrente
eléctrica contínua em direcção oposta, o que força a reacção a acontecer no sentido
inverso. Isso acontece quando o motor do carro está em funcionamento.

Após seu carregamento uma bateria passa a produzir corrente eléctrica novamente.

Eléctrodo – padrão de hidrogénio

Cada semi-pilha constitui um eletrodo e tem o seu potencial.

A diferença de potencial entre os eletrodo e a ddp ou voltagem da pilha. O potencial do


eletrodo de um semi-pilha de pende da concertação dos seus iões e da temperatura.

Semi-pilha padrão (ou normal) é aquela na qual as concertações iónicas são 1mol/l e a
temperatura.

Eléctrodo padrão (ou normal) é o eletrodo de uma semi-pilha padrão.

Como se estabeleceu que o nível do mar corresponde a uma altitude zero, em Química,
o potencial normal do eléctrodo de hidrogénio corresponde ao valor zero.

Potencial-padrão de semi-célula

A diferença de potencial eléctrico entre pólos de uma célula galvânica medida com
voltímetro numa situação em que a célula não esteja fornecendo corrente eléctrica para
o circuito, é representada por; (∆E0).

Se essa diferença de potencial for medida nas condições padrão (convencionadas como
1,0 mol/l e 100 kPa) e em uma temperatura de ( 25º C), ela é denominada diferença de
potencial-padrão e representa-se por (∆ E0). O potencial eléctrico do cátodo é maior que
o do ânodo. Assim, podemos dizer que o valor de ∆Eº é dado por:

∆ E0 = E0 cátodo – E0anodo

Em que E0 cátodo e Eº ânodo representam, respectivamente, os potenciais eléctricos do


cátodo e do ânodo.
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O voltímetro não mede valores de potencial, mas sim diferenças de potencial. Assim,
não há um potencial de hidrogénio. Modo de medir isoladamente E0 cátodo ou E0
ânodo. Apenas medimos a diferença entre ambos (∆E0). O referencial escolhido para
expressar potencial eléctrico, em experiências de electroquímica, é o eléctrodo padrão
de hidrogénio. A escolha de um eléctrodo de Hidrogénio como referencial permite
superar a impossibilidade de tabelar potenciais individuais. Assim, o valor de E0 para o
eléctrodo-padrão de hidrogénio foi convencionado como sendo 0 V (zero volt), quer ele
actue como ânodo, quer como cátodo.

A partir da definição podemos afirmar que:

O potencial-padrão da semi-célula Ag+/Ag0 é + 0,80 V; O potencial-padrão da semi-


célula Cu2+/Cu0 é + 0,34 V; O potencial-padrão da semi-célula Zn2+/Zn0 é - 0,76 V;

A constituição do eléctrodo de hidrogénio

O eléctrodo de hidrogénio é constituído por uma solução 1 molar de um ácido, na qual


borbulha gás hidrogénio à pressão de 1 atmosfera

O gás hidrogénio é suportado por uma barra de platina que possui a propriedade de
absorver, isto é, de fixar o gás hidrogénio em sua superfície.

Para medir o potencial normal de um eléctrodo, basta acoplá-lo com o eléctrodo de


Hidrogénio, medir ∆E0 e verificar o sentido da corrente eléctrica. Exemplo:

Para medir o potencial normal do eléctrodo de prata, devemos acoplá-lo com o


eléctrodo normal de hidrogénio, conforme o esquema:
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O voltímetro indica que a

∆E0 é de 0,80 volt. Então:

∆E0 = 0,80 volt

Aqui verifica-se que o movimento dos electrões se dá, do eléctrodo de hidrogénio para o
eléctrodo de prata. Logo: O eléctrodo de prata é o cátodo

Se o eléctrodo de prata é o cátodo, sofrerá uma redução:

Então deverá ter um potencial menor que o do hidrogénio, pois os electrões caminham
pelo circuito externo, do potencial maior para o menor:

ou seja:

∆E0 = E0H2 – E0Ag

0,80 = 0 – E0Ag

E0Ag = - 0,80 volt


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Construção de elementos galvânico, suas reacções e series de voltagem

Mergulhemos uma barra de zinco em uma solução de sulfato de zinco (ZnSO4) e uma
barra de cobre em uma solução de sulfato de cobre (CuSO4).

A seguir instala-se um circuito externo constituído de um fio condutor, Uma lâmpada


indicadora e um amperímetro (dispositivo que mede a Intensidade da corrente eléctrica)
ideal.

O circuito, os fenómenos que ocorrem na pilha são:


• A lâmpada acende, o que prova a existência da corrente eléctrica.
• Após certo tempo, nota-se que a barra de zinco diminui de tamanho, ao passo que a
barra de cobre torna-se maior (fica com massa maior).
• Uma análise química mostra que a solução de zinco fica mais concentrada, enquanto a
solução de cobre fica mais diluída.
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• Amperímetro acusa a passagem da corrente eléctrica pelo circuito externo, da barra de


zinco para a barra de cobre.
Os átomos de zinco da barra metálica passam para a solução na forma de iões zinco
(Zn2+), deixando dois electrões na barra. Isto explica-se, porque a barra de zinco perde
massa e a solução de iões zinco fica mais concentrada. O processo pode ser expresso
pela equação:
Zno → Zn2+ + 2e- (da barra) (solução) (fica na barra)
O aparecimento da corrente eléctrica ocorre quando os electrões perdidos pelos átomos
de zinco percorrem o circuito externo até chegarem à barra de cobre. Por isso, a
lâmpada acende e o amperímetro causa a passagem da energia eléctrica.
Por outro lado, os iões de Cu2+ da solução de CuSO4 se deslocam para a barra de cobre
e recebem electrões. Assim, formam-se átomos neutros de cobre que ficam anexados à
barra. Isto explica-se porque a solução de cobre fica mais pobre de iões e se torna mais
diluída, enquanto a massa da barra de cobre aumenta.
O processo pode ser mostrado através da equação:
Cu 2+ + 2e- → Cuo (da solução) (da barra) (fica na barra)
Assim, a soma dessas semi-reacções de oxidação-redução fornecerá a equação química
global da pilha.
Zno → Zn2+ + 2e-
Cu2+ + 2e- → Cu
Zno + Cu2+ → Zn2+ + Cuo
As pilhas que possuem reacções globais de oxidação-redução são denominadas pilhas
de oxidação-redução ou pilhas reversíveis. Por conseguinte, a pilha seca não é
reversível, pois não é recarregável.

Ao conjunto que compreende a barra metálica e a solução de seus iões, chama-se


eléctrodo. O eléctrodo que emite electrões para o circuito externo constitui o pólo
Negativo da pilha, e será designado ânodo. O eléctrodo que recebe electrões do circuito
externo constitui o pólo positivo da pilha e será chamado de cátodo.
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Cálculo de voltagem do elemento galvânico a partir dos potências dos eléctrodos

A União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) propôs uma maneira


esquemática para representar uma célula. Galvânica. Tal representação permite
descrever de modo rápido e simples esse tipo de dispositivo sem a necessidade de
desenhá-lo.
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Diagrama da célula

Para representar a célula pode utilizar seguinte diagrama:


Zn(s) / Zn2+
(aq) || Cu 2+
(aq) / Cu(s)
Em que:
1. O traço vertical representa a fronteira (interfase) entre duas fases (sólido e solução),
isto é, entre o eléctrodo metálico e uma solução contendo os seus iões.
2. O traço duplo vertical representa a ponte salina, ou seja, separação entre as duas
semi-células.
3. As formas reduzidas (neste caso Zn e Cu) são escritas nas formas oxidadas junto da
ponte salina.
4. O primeiro e o último símbolo do diagrama representam sempre os eléctrodos.
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O potencial da pilha

Uma pilha galvânica faz trabalho eléctrico; pois a reacção impulsiona electrões através
de um círculo eléctrico. O trabalho realizado por uma dada transferência de electrões
depende do potencial da pilha, a ddp entre os dois eléctrodos. O potencial da pilha e
medido em voltes (v, onde 1v =1J/C). Quando o potencial da pilha e grande (Ex. 2V),
um dado numero de electrões que circula entre os eléctrodos podem fazer uma grande
quantidade de trabalho eléctrico. Quando o potencial da pilha e pequeno (Ex. 2mV) o
mesmo numero de electrões só conseguem fazer uma pequena quantidade de trabalho.
Uma pilha em a reacção esta em equilíbrio não consegue realizar qualquer trabalho e o
seu potencial é 0.

A pressão e temperatura constante: Wmax = ΔG, medindo-se o potencial eléctrico e


convertendo esse potencial no trabalho feito pela reacção; tem-se um meio para
determinar uma grandeza termodinâmica. Se conhecer ∆ G de uma reacção, então tem
um caminho para prever o potencial da pilha. Precisa recordar que o trabalho máximo
só é alcançado quando o processo ocorre de maneira reversível. Quando a reacção é
espontâneo no sentido directo; corresponde a uma composição em equilíbrio quer nos
produtos; ∆ r G< ¿ 0 ; o que implica que o potencial da pilha e positivo. Quando ·ΔEº;
corresponde a uma composição em equilíbrio quer nos reagentes, a reacção inversa é
espontânea e E<¿ 0. No equilíbrio; ΔG = 0 e; E=¿ 0. Nesta causa ocorre uma
electrólise, o potencial padrão da célula mede tendências dos reagentes formandos os
produtos nos seus estados padrões. A força electromotriz para qualquer outro estado dos
reagentes, e dos produtos serem diferentes.
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O significado da magnitude de potencial padrão da célula foi discutida por conversão do


sinal do potencial Eº. Se a reacção ocorre espontaneamente da maneira como foi escrito
o sinal do potencial é positivo.

Ex. Zn + Cu2+ ↔ Cu+ Zn2+ ΔEº = +1,1V

Se o sentido da reacção espontânea for da direita para esquerda, o seu Eº será negativo.
Zn + Cu2+ ↔ Cu+ Zn2+ ΔEº = +1,1V

Este procedimento é análogo a escolha de Greenwich, como o ponto zero de longitude,


os valores numérico das mais coordenadas se tornam definidos. Despediu-se atribuir a
sem reacção H2 (1atm) ↔ 2H+ (actividade unitária) +2e-.Exatamente o potencial
Eº=0,000V, quando os reagentes e os produtos estiverem em seus estado padrão.

Assim a semi célula de ião zinco for conectada ao eléctrodo padrão de H, notasse que
Eº = 0,76V e os electrões flui do eléctrodo do zinco para eléctrodo do hidrogénio, a
reacção espontaria da célula é Zn(s) + 2H+ (1M) → Zn2+ (1M) + H2 (1atm)

Os electrões fluem do eléctrodo hidrogénio para eléctrodo de cobre com seu Eº = 0,34V
o sentido da reacção esporaria, pode ser;

Cu2+ (1M) +H2 (1atm) → Cu+ 2H+ (1M)

A convenção de que todas as semi reacções devem ser escritas como reacções de
redução como por ex;

Zn2+ + 2e- → Zn

2H+ + 2e- → H2

Cu2+ + 2e- → Cu

Então a magnitude e o sinal das potências das semi células devem reflectir a tendência
relativa das reacções ocorrer da esquerda para direita. O potencial da semi células H +/H2
deve ser mais positiva que os da semi-celula Zn2+/Zn, pôs quando as duas são
combinadas ocorre da esquerda para direita assim têm;

Zn2+ + 2e- → Zn Eº = - 0,76V

Para o sinal e magnitude do potencial do zinco.


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O potencial da semi célula Cu2+ /Cu deve ser mais positiva do que as semi células H +/H2
logo tem se Cu2+ + 2e- → Cu Eº = + 0,34V

Os potencial das semi células por ser escrita como se segue

Zn2+ + 2e- → Zn Eº = -0,74v

2H+ + 2e- → H2 Eº = 0,00V

Cu2+ + 2e- → Cu Eº = +0,34V

Onde o aumento do potencial implica uma maior tendência da semi-reacção ocorrer da


esquerda par direita, pode-se verificar a consistência das atribuições calculando o
potencial padrão da reacção

Zn + Cu2+ ↔ Cu+ Zn2+

Utilizando os potenciais padrões das semi células

Zn2+ + 2e- → Zn Eº = - 0,76V

Cu2+ + 2e- → Cu Eº = +0,34V

Estes semi reacções de tal modo que o zinco metálico aparece do lado esquerdo da
equação e os electrões sejam eliminados. Deve-se inverter o sentido da primeira semi
reacção e consequentemente inverter o sinal do potencial da semi célula.

Zn 2+↔ Zn + 2e- Eº = +0,76V

2e-+ Cu2+↔ Cu Eº = +0,34v

---------------------------------------------------------------

Zn +Cu2+↔ Cu+ Zn2+ Eº = +1,1V

O ΔEº é igual ao valor do potencial da célula medido experimentalmente.

O potencial resultante é igual ao valor do potencial da célula medido


experimentalmente. Quando uma célula padrão for conectado um eléctrodo de
hidrogénio a um eléctrodo de prata mergulhado numa solução de 1M de Ag+, o
potencial será igual a 0,80v sendo eléctrodo ser produzido no eléctrodo de hidrogénio
consumido no eléctrodo de pata durante o funcionamento da célula, a reacção
espontânea e.
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H2 +2Ag+→2Ag + 2H+

Podemos concluir a partir do sentido da reacção espontânea que o ião prata e melhor
oxidante do que o H+. logo a semi-reacção

Ag+ + e- ↔ Ag

Possuem uma maior tendência de acontecer de esquerda para direita do que a reacção

O potencial da semi-célula da semi-reacção Ag+ /Ag deve ser igual a +0,80V.

A semi-reacção Ag+/Ag com a semi-reacção Cu2+/Cu e calcular o potencial padrão da


célula galvânica resultante;

u2+ + 2e- ↔ Cu Eº = +0,34V,

Ag+ +e- ↔ Ag Eº = +0,80V.

O sentido da semi- reacção Cu2+/Cu deve ser investida e a semi-reacção de Ag+/Ag deve
ser multiplicada por 2, para eliminarmos os electrões da reacção global;

Cu ↔ Cu2+ + 2e- -0,34v

2e- + Ag+↔ 2Ag + 0,80V

---------------------------------- -------------

Cu + 2Ag+ ↔Cu2+ +2Ag 0,46V.

O potencial medido experimentalmente concorda com valor calculado, o seu sinal


indica correctamente que o cobre metálico deve reduzir ião prata durante a operação da
célula.

O sinal do potencial de semi-célula do par Cu 2+/Cu foi mudado quando o sentido da


semi reacção foi invertido, mais o valor do potencial da semi célula Ag+ /Ag não foi
alterado quando este semi reacção foi multiplicado por 2. A razão deste comportamento
reside no fato de que valor numérico ΔEº esta directamente relacionado com o potencial
gerado por uma célula galvânica real. Esta depende apenas da natureza química dos
componentes da célula e não da mineira como a reacção e escrita.

Cu + 2Ag+ ↔ Cu2++2Ag,

1/2Cu +Ag+ ↔ 1/2Cu2+ +Ag,


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Representa a mesma célula e possuem o mesmo valor de ΔEº. Por outro lado, o sinal do
potencial da célula não e o resultado de uma medida direita, e devemos utilizar as
convenções anteriormente estabelecidas.

Posteriormente mostraremos que avariarão de energia livre na célula depende da


maneira como escrevemos a reacção. As duas reacções acima não possuem a mesma
variação da energia livre padrão, embora elas tenham o mesmo valor ΔEº. Esta
diferença devera ser considerada em certos cálculos.

Foi atribuído ao eletrodo padrão de hidrogénio um potencial igual a zero volte.

Quando todas as semi-reacções forem escrita como reduções, ou seja na forma

Oxidante + ne- ↔ redutor

A magnitude do potencial da semi-célula é uma medida quantitativa da tendência da


semi reacção ocorrer da esquerda para direita.

Se o sentido da semi-reacção for invertido o sinal do potencial da semi-célula também


devera ser invertida quando uma semi-reacção foi multiplicada por um número positivo.
Seu potencial permanecera inalterado.
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Medição do potencial padrão de um eletrodo

para medir potencial padrão de um eletrodo constrói-se uma pilha com eletrodo padrão
e o eletrodo padrão de hidrogénio e medimos a ddp. Com EºH2 =0, a ddp medida será o
Eº do respectivo eletrodo padrão.

Exemplo; uma pilha construída com semi-pilha padrão de Zn e H2 tem uma voltagem
inicial de 0,763V e os electrões fluem do eletrodo de Zn para os eletrodo de H2.

Indica, correctamente, que o cobre metálico deve reduzir o ião prata durante a operação
das células.

O observe que o sinal do potencial da semi-célula do par Cu2+/Cu foi mudado quando o
sentido da semi reacção foi invertido,

Ddp =0,763V → ΔEº = 0,763V

Zn → Zn2+ +2e- Eº = ?

2H+ + 2e- → H2 Eº =0

Zn + 2H+ → Zn2+ + H2 ΔEº = 0,763V

Como ΔEºH2 = 0 concluí-se que Eº H = o, 763V

Como na reacção global houve uma oxidação do zinco, esse e o valor do potencial
padrão de oxidação de zinco.

O potencial padrão de redução de zinco apresenta o mesmo valor , com sinal trocado

Potencial padrão do eletrodo zinco e igual

Zn → Zn2+ +2e- Eº oxidação = +0,763v

Zn2+ + 2e- → Zn Eº redução = -0,763V

Uma pilha construída pró semi-pilha padrão de Cu e H2 tem uma voltagem inicial de
0,337V e os electrões do eletrodo de H2 para o eletrodo Cu

ddp = 0,337V → ΔEº = 0,337V

H2 → 2H+ + 2e- Eº =o

2e- + Cu2+ → Cu Eº = ?
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H2 + Cu2+ → 2H+ +Cu ΔEº =0,337v

Como potencial EºH2 = 0, concluí-se que o potencial de Cu 0, 337V. Como na reacção


global houve uma redução de Cu, esse e o valor do potencial padrão de redução de Cu .

Potencial padrão de oxidação de Cu apresenta o mesmo valor com sinal trocado.

Potencial padrão do eléctrodo de Cu

2e- + Cu2+ → Cu Eºreducao = 0,337V

Cu → Cu2+ + 2e- Eºoxidacao = -0,337V

A voltagem de uma pilha padrão pode se calculada pela diferença entre as potências
padrões de redução de suas semi pilha. Assim, a voltagem de uma pilha de Daniel será

ΔEº= Eº redução - Eº redução

ΔEº = o, 337V – (-0,763V)

ΔEº = 1,10V

Potencial padrão de redução (volt)

Relação entre o potencial de redução e o poder de oxidante e redutor

Quanto maior for o Eº redutor, mais fácil será a redução e mais forte será (o oxidante sofre
redução).

Quanto maior for o Eº redutor, mais difícil será oxidação mais fácil será o redutor (o
redutor sofre oxidação).

Quanto menor for o Eº redutor, mais difícil será a redução e mais fácil será o oxidante.

Quanto menor for Eº redutor, mais fácil será a oxidação e mais forte será o redutor.
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Conclusão

De acordo com as pesquisa, conclui-se que elementos galvânicos ou células galvânicas


são capazes de produzir corrente eléctrica a partir da reacção química, que envolve
transferência de electrões do pólo negativo onde ocorre a oxidação dos electrões para
pólo positivo onde ocorre a redução dos electrões (ânodo para cátodo)

Corrente eléctrica produzida depende dos potências normais do seu respectivo


eléctrodo, expressa em volt.
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Bibliografia

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