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CAMÕES REVISTADO 26/08/2008 – ANO 1.

N°2 Diretor: Gustavo Ferreira

Escola terá horta


Projeto tem participação de
crianças do 1° ano
A idéia das professoras Gislene e Sueni, do 1°
ano, está sendo apoiada pela coordenação e
executada por Sr. Olívio e Sr. “Dito”, em
conjunto com as crianças. O objetivo é analisar
e observar o desenvolvimento dos seres vivos,
valorizar o meio ambiente e suprir as
necessidades de nosso refeitório.
PAG 7.

Teto de piaçava descontenta alunos


Pesquisa aponta que apenas 1% está satisfeito com
o teto da vivência
Dos 100 alunos ouvidos, 51 pensam que o teto é ruim, 48
que é regular, e apenas 1 acha bom. A pesquisa indica ainda
que o motivo do desgosto são as grandes goteiras, que
provocam alagamento quando chove. A diretora Maria
Aparecida (Cidinha) explica porque elas surgiram. PAG 6.

Alunos do EM farão ENEM ACONTECEU: Festa dos pais


no domingo Música, dança, vídeos,
Em 2007 o Camões humor e amor...
obteve a melhor
média da cidade A festa aconteceu na Sexta
22, atrasada em uma
Neste domingo, 31, semana por causa da chuva.
alunos do Ensino Médio
de todo o Brasil, principalmente os do 3° ano, Os pais foram homenageados com o melhor da
farão o ENEM (Exame Nacional do Ensino nossa criatividade; só reclamaram de uma coisa:
Médio). Colégio tem muitas expectativas. PAG 7. faltou cerveja. E houve problemas no som. PAG 5.

ENTREVISTADO HUMOR +MAIS


Maria do Carmo fala sobre a Tiras:
iAO LEITOR – Gustavo
educação santacruzense, o Ferreira PAG 2.
Camões, e sobre como é ser A Raposa
professora Voadora iARTIGO DE FUNDO
“Um Jornal é um time” –
“Santa Cruz era sempre uma Rigui e A Felipe de Souza PAG 2.
referencia em educação. (...) Nós
tivemos professores que marcaram Moça
iESPAÇO PENSAMENTO
época, como o professor Arnaldo Morais Ribeiro. Quem “Competência chinesa” –
não conseguiu aprender matemática com ele eu acredito PAG 8. Matheus Yoneda PAG 8.
que não aprendeu com mais ninguém.” PAG 3.
Direção, Revisão parcial e fotos: Gustavo Ferreira; Co-direção: Felipe de Souza; Colaboradores: Bianca Renófio, Renan Barros, Renato Coymbra e Thiago Ferrari.

AO LEITOR ...
Caro Leitor,
Quase tudo deu certo e pela segunda vez o Camões Revistado foi publicado. Peço desculpas
pelos erros da primeira edição e antecipadamente pelos da segunda, que serão muitos, pois nem
revisada foi direito: não deu tempo! É que alguns colaboradores me entregaram suas matérias há
apenas algumas horas atrás e, como prefiro cumprir o prazo (o jornal deve sair às terças-feiras, uma
sim, uma não) que as regras gramaticais, não as revisei. E sobre a primeira edição, há uma errata no
fim desta página, que diz respeito não a erros de português, mas a erros de informação, e assim é
importantíssimo que o leitor confira.
De forma geral, acredito que esta edição melhorou em relação à outra. A gente aprende muito
fazendo jornal. Vale a pena.
Ah, quero reforçar que as cartas, comentários e sugestões podem ser enviados ao Camões
Revistado pela comunidade no Orkut e, agora, também através Sílvia. É só dar a ela a sua opinião por
escrito que na próxima edição colocarei nesta página. [E em especial aos representantes de classe:
gostaria que viessem conversar diretamente comigo a respeito do meu Artigo de Fundo da 1° edição.]
Espero que leia. Espero que pense. Espero que goste.
Aquele abraço,
Gustavo Rafael Bianchi Azevedo Ferreira

ARTIGO DE FUNDO ...


Um jornal é um time (Felipe Pinheiro de Souza)
A criação de um jornal não depende somente daqueles que o produzem, o editam ou que o
elaboram. O jornal, como qualquer outra mídia, eu considero como um time de futebol, ou melhor, o
futebol por inteiro. Alguém pode estar achando essa opinião pretensiosa, mais como toda opinião,
merece ser ouvida e discutida, agora cabe a mim explicar. – Um time de futebol não existe sem a sua
torcida, a torcida faz o futebol. Assim como o futebol, o jornal não existe sem a sua “torcida”, pois ela
faz o jornalismo, que nunca acabará enquanto houver quem torça por ele.
Agora, com licença, pergunto a você, leitor deste jornal – Será o jornalismo o 4ºpoder? Os
jornais, assim como a TV e as revistas, determinam a opinião pública, principalmente daqueles que não
sabem pensar sobre si. – Você sabe pensar sobre si?
O Camões Revistado procura ter um olhar crítico e ao mesmo tempo imparcial, cabendo a você
pensar e tirar as conclusões sobre o que esta sendo apresentado.
Depois, desejamos que você mostre a todos o que pensa. Gostaríamos muito de saber o que o
acharam da primeira edição; a crítica é um dos fatores que fazem o jornal crescer. Sei que um convite
não é coisa comum em um editorial, como já foi dito pelo Gustavo na edição passada, mas sua opinião
vale muito para nós. Existe a comunidade onde você pode opinar, e também um caderno que estará
disponível na biblioteca especialmente para a isso. Mas nunca se esqueça: pense sobre si mesmo e
tenha uma opinião crítica.
Ora, cabe a você fazer parte desse time!

NÓS ERRAMOS - Errata da primeira edição


1. Na entrevista com a Regina (página 6) há dois erros graves: A) a resposta atualizada para a
pergunta “Quais são as matérias extra-curriculares? Elas repetem?” é “Todas as disciplinas
fazem parte do currículo do colégio, portanto o aluno que não obtiver a média estabelecida no
regimento fica retido.” B) Não existe mais a “avaliação especial” ou “segunda época”, que foi
citada em resposta à pergunta “Como funciona o temido Conselho? Quando ele é feito?”.
2. Na capa, o título do Artigo de Fundo deveria ser “Grêmio Estudantil”, e não “Convite à
Política”.
ENTREVISTADO
Gustavo Ferreira

Nesta quinzena entrevistamos a “Maestra” Maria do Carmo de Morais Peres,


professora de espanhol do Colégio Camões. Confira abaixo.

CAMÕES REVISTADO – Maestra, a quanto tempo a senhora dá aulas?


Maria do Carmo – Eu comecei a trabalhar quando tinha 18 anos. Se eu nasci no ano de 42, eu comecei
a trabalhar em 1960. Bem, de 60 para 2008, são 48 anos.
CAMÕES REVISTADO – Poderia dar um breve histórico de sua vida como professora?
Maria do Carmo – Eu não precisei prestar concurso para poder ser efetiva no magistério, porque eu
ganhei uma cadeira-prêmio. A cadeira-prêmio era dada pelo governo militar aos alunos que passavam nos
primeiros lugares com nota superior a noventa. E no ano que eu ingressei fui o número 14 no concurso do
estado de São Paulo. Quer dizer poucas pessoas tiveram uma classificação melhor que a minha. Eu fui trabalhar
inicialmente na Fazenda Palmeira em Ipaussu, trabalhei lá em classes de primeira a quarta durante três anos.
Depois eu vim trabalhar no curso primário-anexo do Leônidas. Lá eu trabalhei doze anos. Depois, os restantes,
até eu me aposentar, trabalhei na escola Maria José Rios. Durante 25 anos fui professora de 4ª série do ensino
fundamental um. Eu me aposentei no ano de 1990. Então fiquei alguns anos parada, sem fazer nada. Mas a
escola me fazia muita falta, eu me sentia infeliz por não estar naquele meio da educação. Então quando o grupo
que resolveu fundar a cooperativa do Camões me convidou, achei que era uma oportunidade de eu estar
colocando a experiência que tenho a serviço desse grupo e também de me realizar como pessoa, porque educar
para mim é uma realização; eu me sinto feliz quando estou junto com os alunos.
CAMÕES REVISTADO – E a senhora pensa em parar?
Maria Do Carmo – Penso. Penso em parar porque ano passado eu tive uns problemas cardiológicos e
comecei a fazer alguns tratamentos. Como sou uma pessoa que não gosta de faltar (não falto quando assumo
um compromisso) e os tratamentos me atrapalharam um pouco, tenho que pensar que uma hora eu tenho que
parar. Embora não seja uma coisa do meu agrado. Mas eu tenho que pensar, talvez esse ano...
CAMÕES REVISTADO – A senhora participou de toda a história do Colégio, desde o início, certo?
Maria do Carmo – Desde o início. Desde o primeiro dia de aula que houve eu já era professora de
espanhol do Camões.
CAMÕES REVISTADO – Sendo assim, poderia nos contar como o Camões começou?
Maria do Carmo – O Camões nasceu de uma insatisfação de alguns pais com as escolas que havia na
época. Havia certa imposição por parte de alguns donos de escola, porque eles eram únicos na cidade e, como
não tinha concorrência nenhuma, eles podiam ditar todas as regras, e nem todos os pais se sentiam satisfeitos
com isso. Então desse descontentamento é que foi gerada a vontade de se criar uma coisa nova. Com moldes
novos, com métodos diferenciados de ensino, com uma base sólida de aprendizagem (mas que o aluno não
fosse obrigado nunca a decorar), com uma ênfase maior para o entendimento e para a compreensão e
crescimento dele como pessoa. Nos nossos ideais a gente voava e voa alto. Porque nós queremos alunos que
tenham noções de cidadania; que a escola ultrapasse seus próprios muros; que ela tenha interferência na vida da
cidade como elemento positivo para a população.
CAMÕES REVISTADO – E qual a sua opinião sobre o Camões? Ele é um colégio diferenciado?
Maria Do Carmo – Eu acho que educar não é fácil. Tudo que depende do elemento humano é difícil,
porque se você faz um plano, nem todas as pessoas que foram incluídas naquele plano vão ter a reação que você
imaginou que tivesse. Agora, se você for colocar numa balança, em termos de cálculo, nós temos mais vitórias
do que derrotas. Algumas vezes não conseguimos atingir as metas que a gente colocou, mas nunca deixamos de
estar dando um passo de cada vez, que eu acho que é o que a educação pede. O Camões é um colégio
diferenciado, tanto no seu aspecto físico quanto no educativo. Mas ele é um projeto que ainda está em
andamento. Porque é uma escola muito nova, só tem oito anos, e ainda há muitas metas a serem alcançadas
tanto na parte física quanto na parte educativa. Ele ainda não está no seu apogeu. Mas eu acho que os objetivos
do pessoal que está aqui dentro são muito claros. E ter objetivos claros é meio caminho andado, pois a pessoa
que quer chegar, chega, só não chega quem não sabe aonde quer chegar.
CAMÕES REVISTADO – Bom Maestra, estamos vendo o Brasil com índices muito baixos em
educação se comparado a muitos outros países. Sempre foi assim? A educação aqui já foi melhor?
Maria do Carmo – Santa Cruz era sempre uma referencia em educação. Nós temos tradição de boas
escolas aqui. Quando eu estudava, os meus colegas de turma saiam daqui e prestavam, por exemplo, a
politécnica em São Paulo. Prestavam vários vestibulares e passavam sem nunca ter feito cursinho. Nós tivemos
professores que marcaram época, grandes professores. Como o Professor Arnaldo Morais Ribeiro. Quem não
conseguiu aprender matemática com ele eu acredito que não aprendeu com mais ninguém. Porque ele tinha o
dom de fazer as pessoas gostarem de matemática, aprenderem a matemática. Tivemos muitos professores
importantes, mas eu acredito que em todas as épocas foi assim. Professores que para um aluno tem um
significado maior porque talvez o aluno se identifique ou com o professor ou com a matéria, professores que às
vezes passam despercebidos pelo mesmo motivo (porque não se identifica com a pessoa ou com a matéria).
Então eu acredito que o aluno só é bom quando está motivado para aprender. E o professor, quanto mais vê o
aluno motivado, mais tem vontade de ensinar. Então é uma mão-dupla, não tem mão-única. Quanto maior a
procura, maior o retorno; quanto maior o retorno, maior é o interesse; é um conjunto. O aluno e o professor
devem estar afinados. O conjunto deve ser afinado.
CAMÕES REVISTADO – Maestra, em vez de professora, a senhora escolheria outra carreira?
Maria do Carmo – Eu não me vejo em outra carreira. A Educação deve ter sido a minha praia,
realmente. Não desejo fazer outra coisa. Gosto muito de cozinha, adoro cozinhar. Quando eu me aposentei, em
90, imaginei montar um buffet. Porque eu não queria realmente ficar parada, acho que a pessoa que não faz
nada não é legal. Mas como eu não sou muito boa em mexer com dinheiro, nem muito interessada na parte
administrativa e de economia... bom, eu achei que ia gastar mais do que eu havia ganho (risos).
CAMÕES REVISTADO – Qual a sua maior dificuldade em todos esse tempo na educação?
Maria do Carmo – Dar aulas com certeza não é a minha dificuldade, porque isso é o que eu gosto de
fazer. Conviver com jovens é a coisa que eu acho mais bonita e mais agradável. Agora, a parte burocrática,
preencher papéis... Eu não gosto dessa parte. Por exemplo, no meu caso (professora de espanhol), o aluno para
aprender espanhol precisa estar em contato com o idioma. Eu não vejo nem necessidade desse aluno fazer
muitas provas. Eu acho que o que vai fazer com que ele aprenda não é isso, é o uso da língua. Então o que mais
me cansa é a parte burocrática, que é o que não gosto de fazer.
CAMÕES REVISTADO – A senhora disse que era professora de 1° a 4°... Como veio a dar aulas de
espanhol?
Maria do Carmo – Eu fiz inicialmente magistério, depois curso de pedagogia, letras, fiz curso de
administração escolar (nunca fui diretora, embora tenha esse curso), fiz cursos de aperfeiçoamento... Gosto
muito de estudar, ler, etc, então eu tenho outras qualificações, não fiz apenas o curso de magistério. Quando o
pessoal resolveu montar a cooperativa, havia a necessidade de alguém trabalhar o espanhol, porque era uma das
metas desse grupo que a escola tivesse inglês e espanhol, então fui convidada nessa época.
CAMÕES REVISTADO – Bom, de perguntas é só isso. A senhora gostaria de falar mais alguma
coisa?
Maria do Carmo – Eu continuo achando que a única coisa que pode salvar o Brasil é a educação. É a
educação sendo levada a sério pelos governantes, pelos alunos e pelos professores. O dia em que o Brasil tiver
uma educação levada a sério por todos aqueles que fazem parte do processo, ninguém segura esse país. Porque
ele é um país que tem tudo, tem topografia, tem clima, tem tamanho, tem uma área de terras continental, tem
uma população boa, trabalhadora... O que eu acho que falta realmente é a educação de qualidade. Então eu acho
que o que pode salvar, transformar o Brasil, fazer com que ele ocupe o lugar que ele merece no contexto
mundial, é a educação.
ACONTECEU ...
Papai, atrasado. Porém de coração. (Thiago Ribeiro Ferrari)
Com uma semana de atraso, num dia em que a chuva poderia realizar mais uma de suas
façanhas e empoçar o pátio, tirando de nossas mãos, novamente, a homenagem aos pais, deu-se uma
brecha e tudo ocorreu de forma leve e calma.
Talvez esta calma se devesse ao fato de que as homenagens já estivessem bem memorizadas e
ensaiadas, ou porque algumas salas trocaram as homenagens “ao vivo” por vídeos, usando o “data
show”, em uma bela forma expressão por depoimentos de familiares sobre conquistas e boas
lembranças. Sem tirar créditos, é claro, daqueles que, encorajados pelo amor, se apresentaram no ato da
comemoração.
De modo irreverente, os pais se dispunham a conversar , aproveitar desta chance que o Colégio
trouxe de uni-los, e discutir assuntos de pai, esquecendo do pesado fardo do trabalho que lhes é
destinado à cada dia. Aliás, esta era uma festa dos pais, só deles, cabendo a nós, alunos e filhos,
proporcionar-lhes uma singela forma de gratidão e amor.
Danças como a de Raul Seixas – “Sociedade Alternativa”, apresentada pelas crianças, fizeram
os pais escutarem e se iludirem, deixando de lado coisas desagradáveis do dia-a-dia, relembrando dos
bons velhos tempos. Parabéns crianças, vocês sabem como emocionar.
Mas não somente o Ensino Fundamental se propôs a emocionar. O Ensino Médio trouxe à tona
a força da juventude.
O 1ºE.M. mostrou que o pai sabe o que é melhor para nós, da juventude, ainda que muitas vezes
os desprezemos, desobedecendo! Mas, depois, se arrependendo.
O 2ºE.M. inspirou-se na verdadeira alegria de se sentir, ainda, uma pequena criança no abraço
de um pai. Pais não são só aqueles que geram, são aqueles que cuidam e preparam para a força do
mundo.
O 3º E.M. arrepiou! Poderia ter arrepiado mais, se os microfones não tivessem sido alvos de um
problema técnico, que segundo a diretora do Colégio, Cidinha, foi um “curto-circuito”. A musica de
Rita Lee – “Papai me empresta o carro”, foi bem executada, mostrando que já estão maduros o
bastante, assim agradecendo ao papai por tudo o que ele se empenhou em fazer até agora. Foi um
show, que marcou a festa e que marcou o 3ºE.M. de 2008!
Mas os papais se queixaram da falta de cerveja, fato que ocorreu minutos depois de terem
acabado as apresentações. Segundo a diretora Cidinha, isso é imprevisível: “A quantidade de bebida
consumida é praticamente sempre a mesma em todas as festas que o Colégio promove em homenagem
aos pais, e baseados nessa quantidade é que fazemos a compra da bebida. O quanto se toma é
imprevisível, pois muitas vezes vem poucos pais, mas que bebem muito, e em outras ocasiões vem
muitos pais, mas que bebem pouco”, afirma ela. Ainda complementa, dizendo que o bar ficou a cargo
do 3ºE.M. na “última hora” e, sendo assim, não foram eles os responsáveis pela compra e tampouco
pela falta.
É importante dizer que o Camões pode
montar uma estrutura melhor para a festa. Pois
foi muito comentado que a festa do ano anterior Ao lado, o humor
agradou mais no sentido de interação. Mas nem na festa: alunos do
7° ano contando
sempre se tem uma estrutura bem montada. Pelo gafes dos seus pais.
menos tudo correu bem, de uma forma muito
descontraída e harmoniosa.
Teto de Piaçava descontenta estudantes, mas pode ser
consertado
Renato Justo Coymbra

Como muitos sabem, o teto da vivência do colégio possui alguns furos que, quando há chuva,
permitem uma drástica inundação do pátio. Mas muitos não devem saber o porquê, e através de uma
pesquisa procuramos nos informar sobre a situação e sobre o que os alunos pensam sobre. Rodamos
algumas classes (6°,7° e 8º ano do fundamental e o 1º do EM) e descobrimos opiniões interessantes.
Somando-se a participação de alguns alunos do 3°EM, conseguimos obter o numero de 100
entrevistados. As opções eram “Bom”, “Regular” (mais ou menos) e “Ruim”, e, dentre os pesquisados,
apenas 1% pensa que a situação está boa; 51% das pessoas acharam Ruim; e 48% opitaram pela opção
regular.
Veja o gráfico da pesquisa, realizada pela equipe do Camões Revistado:

60
50
40
30 Bom
Regular
20
Ruim
10
0
Opinião dos alunos sobre o
teto

Apesar de um resultado tão negativo, a maioria das pessoas opinou por ruim ou regular devido
justamente às grandes goteiras, e apenas duas pessoas por acharem o teto feio. Muitos afirmam que o
estilo é bom, pois é mais arejado e, como disse Jovana, do 7° ano, "na maior parte do ano os dias são
quentes, são poucos os dias de chuva. Se não fosse tão furado, seria bom". Houve outros comentários,
como o de Marcos do 8º ano, que disse que se o teto fosse feito de outro material poderia fazer muito
mais calor, e mais barulho no caso de chuva. Outro comentário interessante foi o de Pedro M., do 1º
EM, que afirmou que muitos tetos no Mato Grosso são feitos de piaçava (ou piaçaba), mas que nesses
lugares não se encontra goteiras.
Seguindo esses comentários fomos a procura de um representante da escola para falar sobre, e
conseguimos obter algumas informações de Maria Aparecida (Cidinha). Perguntamos o porquê de
haver tantos furos e se já deveria ter sido feita alguma uma manutenção. Ela respondeu que os buracos
se devem aos aspersores (mangueiras de água que molham a piaçava para evitar e combater incêndios),
que foram instalados em momento inadequado, de forma que houve deterioração da piaçava,
provocando as goteiras. O quadro se agravou na ultima feira do livro, quando devido a ventos e chuvas
se decidiu colocar um plástico por sobre tudo, para proteção, mas tal ato apenas agravou o tamanho dos
buracos. Graças à má instalação dos aspersores, a piaçava está apodrecendo também em vários outros,
pontos além dos que já resultaram em goteiras.
Ainda segundo Cidinha, terça-feira (26/08) haverá uma reunião que decidirá o orçamento e se
vai ser consertado o teto. Esperamos resultados positivos, pois o problema não é como foi feito o teto,
e sim a situação em que se encontra.
Projeto de horta tem início na escola
Renan Souza Barros

Dentro de uma das vastas áreas sem ocupação no colégio, foi instituído o projeto das hortaliças.
A idéia teve início com as professoras Gislene e Sueni, do 1° ano, sendo apoiada pela coordenação e
executada por Sr. Olívio e Sr. “Dito” e principalmente as crianças.
O objetivo dessa horta é analisar e observar o desenvolvimento dos seres vivos, valorizar o
meio ambiente e suprir as necessidades de nosso refeitório. Ela é composta de quatro canteiros, com
medidas de 6,0x1,5 metros cada (totalizando 36 metros), onde serão plantadas salsa, cebolinha, alface,
cenoura e tomate-cereja; iniciando na segunda-feira (28/05).
As principais funções ficam por conta das crianças, logo, as mesmas
cuidarão e analisarão todo o processo, desde a preparação dos canteiros até
o momento da colheita (sempre supervisionadas e orientadas pelas
professoras). Esse projeto busca também cooperar com nossa escola no
sentido financeiro, fazendo com que se evite ou diminua a compra das
verduras de terceiros.
Enfim, o primeiro passo já foi dado pelos pequenos, mas ainda se Sr. Olívio adubando a horta,
espera o envolvimento de toda a escola, podendo assim, com o passar do que deve receber plantas dia 25
tempo, transmitir conhecimento à todos e, logicamente, acabar de vez com os gastos nessa área. As
crianças estão de parabéns!

Às vésperas do Enem
Bianca Peres Renófio

Neste próximo domingo, 31, será realizado mais um Enem (Exame Nacional do Ensino Médio),
o qual está gerando muitas expectativas na maioria dos alunos.
O 3º Ensino Médio está se empenhando para conservar a posição do ano passado em que nossa
escola, dentre todas as outras da cidade, conseguiu alcançar a melhor média. Além disso, cria-se a
expectativa de que o Enem consiga ajudar na nota do vestibular para facilitar o ingresso nas
universidades.
Preparação é o que não falta: Simulado do Enem, Caderno do Enem, que, dentre outros, são o
que todos estão fazendo. Porém, o grande receio está na prova desse ano, sobretudo porque no ano
passado ela foi relativamente fácil e a maioria dos alunos conseguiu uma pontuação muito boa. Neste
ano, há o medo de que a prova seja mais exigente e difícil, conforme a opinião de Mayara Rosalém, do
3°EM.
O Enem funciona, principalmente, para alunos do 3º, mas alguns alunos do 2º E.M. irão fazer
também, pois esta nota já pode auxiliar, o que é positivo para eles.
Desta maneira, toda e qualquer atividade que estimule o aluno a buscar o conhecimento e o
aprimoramento de cada disciplina é sempre válida nesta nossa etapa de vida.
Vamos em frente... Que venha o ENEM!
ESPAÇO PENSAMENTO ...
Competência chinesa (Matheus Peres Yoneda)
O mundo vivenciou, nas últimas duas semanas, mais uma edição dos Jogos Olímpicos, que, desta
vez, aconteceu na China e tive dimensões jamais obtidas.
Na festa que simboliza a união e a paz entre os povos, os chineses deram um exemplo de
organização e respeito, com verdadeiros espetáculos desde abertura até o encerramento.
A 29ª edição das Olimpíadas será sempre lembrada pela quebra de recordes. Foram mais de 170
recordes quebrados por atletas de vários países, nas mais diversas modalidades, com destaque para os
fenômenos Michael Phelps e Usain Bolt, na natação e atletismo, respectivamente.
No quadro geral de medalhas, a China sagrou-se campeã, o que prova que além de preocupar-se
com a estrutura e organização para a realização das competições e recepção dos competidores, os
chineses investiram pesado na preparação de atletas, alcançando um resultado expressivo e ficando a
frente dos sempre bem preparados norte-americanos.
No entanto, além de destacar a competência chinesa na realização do evento e na participação
das competições, é preciso falar sobre uma face da China que fica ofuscada por tantas medalhas e
recordes. É o lado da miséria, que os chineses - em vão - tentaram esconder do resto do mundo, mas em
cujo quesito não obtiveram tanto sucesso.
De certa forma, nós brasileiros nos sentimos um pouco reconfortados ao saber que esta grande
potência mundial convive com problemas parecidos aos que tentamos combater.
Em se falando sobre a atuação da equipe brasileira (23º lugar no quadro geral das medalhas),
todos sabemos que ficou aquém das expectativas e, se por um lado houve uma grande frustração por
vitórias não alcançadas, por outro, esperamos que isto sirva como um alarde aos nossos governantes,
para que comecem a tratar os atletas e o próprio esporte entre os jovens com maior seriedade.

HUMOR - Tiras:
A Raposa Voadora (Gabriel Ferreira)

Rigui e a Moça (Felipe de Souza)