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1.

INTRODUÇÃO

Segundo D’Avignon (1995), gestão ambiental é a "parte da função gerencial que trata, determina e
implementa a política de meio ambiente estabelecida para a empresa". No dicionário básico de meio
ambiente encontra-se a seguinte definição para gestão ambiental: "tentativa de avaliar valores e limites
das perturbações e alterações que, uma vez excedidos, resultam em recuperação demorada do meio
ambiente, e de manter os ecossistemas em condições de absorver transformações ou impactos, de
modo a maximizar a recuperação dos recursos do ecossistema natural para o homem, assegurando sua
produtividade prolongada a longo prazo". Desta maneira, implementar um sistema de gestão ambiental
em uma organização implica em alterações em políticas, estratégias, reavaliação de processos
produtivos e principalmente, no modo de agir.

A mudança de comportamento não se refere somente à introdução da filosofia de proteção ao meio


ambiente nas atividades organizacionais, na verdade, implica em uma revisão de valores também das
pessoas que trabalham na organização. E assim alcançar uma administração realmente ecológica.

2.difiniçao

A Gestão Ambiental é a relação do ser humano com o meio ambiente, e tem como objetivo principal
diminuir os impactos negativos causados por atividades econômicas. O profissional, conhecido como
gestor ambiental, deve se preocupar com o uso dos recursos naturais, e encontrar maneiras para reduzir
os impactos ambientais produzidos pela exploração do homem.

A gestão ambiental abrange três grandes áreas: econômica, social e ambiental. A atuação do gestor
ambiental está relacionada, principalmente, às atividades econômicas que podem gerar algum impacto
na sociedade e no meio ambiente.
O gestor ambiental pode ser considerado um administrador do meio ambiente, pois é esse profissional
que decide questões relacionadas ao impacto das atividades produtivas no meio ambiente e também à
exploração dos recursos naturais, como já explicamos.

importancia

A crescente conscientização ambiental da sociedade aumentou a pressão sobre a comunidade


empresarial de que os padrões de produção e consumo correntes são insustentáveis. Assim, as
empresas entenderam que, para continuarem funcionando, terão que integrar, cada vez mais,
componentes ambientais a suas estratégias comerciais e seu planejamento estratégico.

Atualmente, as empresas que oferecem mais informações sobre o seu desempenho ambiental
melhoram as relações com acionistas, fornecedores e consumidores, e isso representa uma vantagem
de mercado.

Normalmente, a implementação de um sistema de gestão ambiental é um processo voluntário. O


grande motivo para a implantação desse sistema é que o meio ambiente representa ao mesmo tempo
riscos e oportunidades, para que uma empresa seja bem-sucedida ela deve controlar os riscos e
desenvolver as oportunidades.

Ao optar pela implantação de um SGA, as companhias não recebem apenas benefícios financeiros, como
economia de matéria-prima, menores gastos com resíduos, aumento na eficiência na produção e
vantagens de mercado, mas sim, estão também diminuindo os riscos de não gerenciar adequadamente
seus aspectos ambientais, como acidentes, multas por descumprimento da legislação ambiental,
incapacidade de obter crédito bancário e outros investimentos de capitais, e perda de mercados por
incapacidade competitiva.

Benefícios da adoção de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA):

Conformidade legal, evita: Penalidades; Indenizações civis e processo criminal; Menor tolerância das
autoridades; Paralisação das atividades; Mudança de local.
Melhoria da imagem da companhia (reputação), pois:

Os consumidores preferem produtos ecologicamente corretos, e o mercado reconhece e valoriza


organizações ambientalmente corretas cada vez mais;

Instituições financeiras e seguradoras avaliam o desempenho ambiental das empresas;

Transparência e empresas “limpas” são bem vistas;

Melhoria da competitividade (vantagem de mercado), pois:

Compromisso ambiental é prática básica no comércio internacional;

Consumidores mais influentes começam a exigir critérios ambientais;

Padrões internacionais mais rigorosos para acesso a mercados;

Com a globalização da economia mundial e a criação de grandes blocos internacionais, como a União
Européia, o cuidado com o meio ambiente passa a ser um fator estratégico.

Redução de custos, devido à:

Minimização dos desperdícios de matéria-prima e insumos;

Eliminação de risco de passivo ambiental e despesas dele decorrentes;


Conformidade junto à matriz e/ou clientes;

Prevenir problemas X Corrigir problemas (minimiza despesas com remediação e multas);

Melhoria contínua (estar sempre um passo adiante dos concorrentes).A gestão ambiental para
empresas é um processo de administração com foco na resolução das questões de caráter ambiental e
prevenção de possíveis prejuízos ao meio ambiente decorrentes dos processos de produção das
organizações.

Como comentamos, o novo perfil do mercado e do consumidor, aliado às legislações vigentes, fazem
com que a gestão ambiental seja uma área que não pode ser deixada de lado por organizações de todos
os portes.

O SGA determina como as organizações deverão realizar a gestão de meio ambiente, os indicadores que
precisarão ser monitorados, a forma como os processos afetarão o meio ambiente, entre outros.

A série de normas ISO 14000 estabelecem requisitos para as organizações que desejam obter um SGA e
que buscam uma certificação, e com isso reduzirem os danos que suas atividades causam no meio
ambiente.

A ISO 14001 é uma norma internacional e responsável por regulamentar o SGA. Ela estabelece requisitos
de implementação e operação. Engana-se quem pensa que um SGA só é aplicável em grandes
organizações, pelo contrário, qualquer empresa pode implantar o seu sistema de Gestão Ambiental e
obter uma certificação.

Além das empresas obterem melhores oportunidades de negócios ao adotar um SGA, outros benefícios
podem ser destacados como:

Melhoria na imagem da empresa;


Redução de riscos e acidentes ambientais;

Melhoria na administração de recursos energéticos e materiais;

Redução de gastos desnecessários;

Cumprimento da legislação ambiental;

Competitividade internacional;

Possibilidade de obter melhores financiamentos.

O SGA promove revisões do processo produtivo e sua relação com o meio ambiente, social e econômico,
identificando as atividades poluidoras, desperdício de matéria-prima e energia e organiza uma
sistemática de monitoramento do Sistema.

A implantação do SGA é o primeiro passo das empresas em busca do desenvolvimento sustentável,


convergindo seus interesses técnicos, econômicos e comerciais à redução dos impactos ambientais
causados por suas atividades. Alcançando, assim, seu principal objetivo que é promover o equilíbrio
entre a proteção ambiental e as necessidades socioeconômicas.

Qualquer empresa pode implantar um sistema de Gestão Ambiental. O primeiro passo é mapear as
atividades que a empresa realiza e identificar quais são os impactos gerados por cada uma delas no
meio ambiente. Depois de identifica-los, são definidas as propostas de controle e de soluções
tecnológicas como uma maneira de minimizar os impactos, baseando-se nas exigências legais de cada
ramo.

Depois do estabelecimento destas propostas será composta a Política Ambiental da empresa, que visa
disseminar e divulgar os próximos passos deste processo aos clientes internos e externos. Após isso, a
empresa deve definir os objetivos e as metas ambientais que estão de acordo coma política adotada,
assim como estabelecer quais ações precisam ser tomadas a fim de que tais objetivos e metas sejam
alcançadas.

Os resultados possíveis que podem ser obtidos pela empresa vão além da sustentabilidade. Ao se
comprometerem com as políticas de respeito ao meio ambiente, as empresas:

Utilizam os recursos naturais de forma racional, evitando desperdíc

io e reutilizando matéria-prima, diminuindo o consumo de água e energia. Adotam sistemas de


reciclagem que diminuem o descarte inadequado de resíduos; incentivam a elaboração e a reavaliação
de produtos e serviços que tenham menores impactos no meio ambiente. Investem no incentivo dos
colaboradores quanto à sustentabilidade.

Implementação do SGA

A implementação garante as condições para o cumprimento dos objetivos elaborados durante o


planejamento e implementa as ferramentas e estruturas necessárias para a execução das ações.

Essas estruturas são:

Estrutura Organizacional e Responsabilidade;

Treinamento, Conscientização e Competência;


Comunicação;

Documentação do Sistema de Gestão Ambiental;

Controle de Documentos;

Controle Operacional;

Preparação e atendimento a emergências.

4. Monitoramento e Verificação

Esta é a etapa de análise, de maneira qualitativa e quantitativa, e monitoramento da empresa para


verificar se está em conformidade com o programa de gestão ambiental previamente definido.

Identificando aspectos não desejáveis para reduzir seus impactos negativos.

E este monitoramento e verificação são orientados por quatro etapas do processo de gestão ambiental:

Monitoramento e medição;

Não-conformidade e ações Corretivas e preventivas;

Registros e auditoria do SGA.

5. Revisão Gerencial
A Revisão Gerencial promove a melhoria contínua das ações ambientais da empresa, através da revisão
e melhoramento da política ambiental.

Nessa etapa, é possível identificar a necessidade de prováveis alterações na política ambiental, nos
objetivos e metas, ou em outros pontos do sistema.

Promovendo a revisão do processo de gestão e de melhoria da organização.

Por danos e efeitos ambientais possíveis de ocorrerem durante o ciclo de vida do produto estão
compreendidos todos os impactos sobre o meio ambiente, inclusive, a saúde humana, decorrentes da
obtenção e transporte de matérias-primas, da transformação, ou seja, a produção propriamente dita, da
distribuição e comercialização, do uso dos produtos, da assistência técnica e destinação final dos bens.

Devemos salientar que a empresa é a única responsável pela adoção de um SGA e, por conseguinte, de
uma política ambiental. Só após sua adoção, o cumprimento e a conformidade devem ser seguidos
integralmente, pois eles adquirem configuração de “sagrados”. Portanto, ninguém é obrigado a adotar
um SGA e/ou Política Ambiental; depois de adotados, cumpra-se o estabelecido sob pena da
organização cair em um tremendo descrédito no que se refere às questões ambientais.

Diante da perplexidade mundial frente aos efeitos ambientais resultantes da atuação do homem sobre a
natureza, percebe-se finalmente que o crescimento econômico da maneira como tem sido conduzido só
pode levar a um resultado: caos. A análise das práticas de controle de qualidade mostra que não basta
somente qualidade de produto e de processo, precisa-se de qualidade ambiental. E esta só pode ser
alcançada com o comprometimento não só do governo e dos indivíduos, mas também do meio
empresarial.

Entre as tecnologias disponíveis, as normas e regulamentos para sistemas de gestão ambiental são um
esforço no sentido de as organizações assumirem suas responsabilidades frente ao futuro do planeta. A
compreensão do processo de gestão ambiental faz a grande diferença quando da constatação dos
resultados empresariais.

Tomados juntos o crescimento econômico, a deterioração ambiental, o aumento das tendências em


direção à transparência dos processos industriais e o crescimento dos custos de desobediência às
regulamentações ambientais, implica-se uma necessidade de minimizar o impacto ambiental das
atividades organizacionais e, simultaneamente, manter ou aumentar os níveis de produtividade em um
mercado competitivo global. Assim, o grande desafio das organizações é conciliar o crescimento
econômico com a preservação dos recursos naturais.

No sentido de mudar o paradigma do crescimento econômico ilimitado e para atender às pressões por
uma maior qualidade ambiental, a gestão ambiental propõe um sistema onde há a possibilidade de
desenvolvimento de uma produção ecologicamente correta, de construção de uma cultura baseada em
valores ambientais e, além disso, de que tudo isso seja adaptado à realidade de cada organização.

Na visão do gerenciamento ecológico, as preocupações sociais e ambientais não devem competir. Se as


questões sociais, trabalhistas ou culturais parecerem conflitar com a pauta ambiental, a empresa pode
estar no caminho errado. A gestão ambiental inclui não só a preocupação com o meio ambiente
enquanto recursos naturais, mas também uma relação de respeito com a sociedade. Sociedade esta
que, cada vez mais, se mostra mais consciente quanto à questão ambiental.
A pressão da sociedade também é um dos fatores que leva as empresas à mudança de comportamento.
Cresce então a responsabilidade social das organizações neste contexto de mudança de valores na
sociedade. Mudanças essas que incluem a responsabilidade de ajudar a sociedade a resolver alguns de
seus problemas sociais, muitos dos quais as próprias organizações ajudaram a criar.

Menciona Donaire (1995) o contrato social entre empresa e sociedade, ou seja, a sociedade dá à
organização a liberdade de existir e trabalhar por um objetivo legítimo. O pagamento dessa liberdade é
a contribuição da empresa com a sociedade. Os termos deste contrato estão permanentemente sendo
reavaliados de acordo com as modificações que ocorrem no sistema de valores da sociedade. E entre as
mudanças mais evidentes atualmente, no que se refere à questão ambiental, é a percepção de que
crescimento econômico não está necessariamente relacionado ao progresso social. Muitas vezes, está
associado à deterioração física do ambiente, condições insalubres de trabalho, exposição a substâncias
tóxicas, discriminação de certos grupos sociais e outros problemas sociais.

As pressões sociais que impõe à alta administração a obrigatoriedade de direcionar suas ações de modo
a ter um comportamento ecologicamente correto, contam com a contribuição de diversos agentes de
mudança. Os agentes são o governo, a sociedade, as empresas e as organizações internacionais e
nacionais de administração ambiental, os quais exercem pressões em direção à mudança.

As empresas estão sob uma crescente pressão para mudar. De acordo com Kinlaw (1997), as pressões
sobre as empresas para que respondam às questões ambientais incluem:

1. Observância da lei. A quantidade e o rigor cada vez maiores das leis e regulamentos.

2. Multas e custos punitivos. As multas por não-cumprimento da lei e custos incorridos com respostas a
acidentes estão crescendo em freqüência e número.

3. Organizações ativistas ambientais. Tem havido uma proliferação desses grupos em níveis
internacionais, nacional, estadual e local.

4. Cidadania despertada. Os cidadãos estão ficando informados e estão buscando uma série de canais
pelos quais possam expressar seus desejos ao mundo empresarial.
5. Sociedades e associações. Associações de classe, de comércio e várias coalizões estão dando início a
programas que possam influenciar um comportamento empresarial voltado ao meio ambiente.

6. Códigos internacionais de desempenho ambiental. Os "Princípios Valdez", publicados pela Coalization


for Environmentally ResponsibleEconomies, e a "Carta do Meio Empresarial pelo Desenvolvimento
Sustentável", desenvolvida pela International Chamber of Commerce, estão criando pressões globais
para o desempenho ambiental responsável.

7. Investidores. O desempenho ambiental das empresas e o potencial risco financeiro do desempenho


fraco (multas, custos de despoluição e custas de processos) ajudarão a determinar o quão atraente
serão suas ações para os investidores.

8. Consumidores. Os consumidores estão em busca de produtos e serviços que preservem o meio


ambiente e se tornando informados o bastante para questionar as campanhas maciças de propaganda
ambiental.

9. Mercados globais. A concorrência internacional existe hoje no contexto de uma enorme gama de leis
ambientais que não mais permitirão que empresas de países desenvolvidos exportem sua poluição para
países em desenvolvimento.

10. Política global e organizações internacionais. Uma variedade de organizações e fóruns internacionais
exercem uma pressão direta sobre as nações, o que afeta o mundo empresarial.

11. Concorrência. A pressão que se coloca na interseção de todas as outras provém da concorrência e
daquelas empresas que estão adotando o desempenho sustentável, reduzindo seus resíduos e custos e
descobrindo novos segmentos de mercado.

Importante observar que nenhuma pressão existe independente de outras, e todas elas têm um impacto
na capacidade de competir.
A ampliação do conceito da qualidade a ponto de incluir a qualidade ambiental, a mudança de
paradigma representada pela gestão ambiental e as pressões para mudança levaram ao
questionamento do atual paradigma de crescimento econômico. Surge então o conceito de
desenvolvimento sustentável, conforme discutido a seguir.

A gestão ambiental tem sido tradicionalmente vista como um dispendioso impedimento à


produtividade. De acordo com Porter (1995), a visão que prevalece ainda é: ecologia versus economia,
ou seja, de um lado estão os benefícios sociais que se originam de rigorosos padrões ambientais, e de
outro lado, os custos que, neste enfoque, conduzem a altos preços e baixa competitividade. No entanto,
Porter reconhece que os padrões ambientais podem desencadear inovações que venham a diminuir o
custo total de um produto ou mesmo aumentar o seu valor. Tais inovações permitem às empresas
utilizar suas entradas de forma mais produtiva, compensando os custos de diminuição dos impactos
ambientais e acabando com o impasse entre economia e proteção ambiental.

Área de atuação

O campo de atuação é bastante amplo, e o profissional da Gestão Ambiental pode atuar em


propriedades rurais, empresas de agricultura familiar, ONGs, órgãos públicos, instituições de ensino,
empresas privadas, indústrias, institutos e centros de pesquisa.

Sua função é desenvolver e implementar programas de reciclagem e educação ambiental, analisar o


impacto das atividades humanas sobre o solo, a água e o ar, e orientar a exploração dos recursos por
técnicas menos danosas ao ambiente.

O gestor ambiental pode trabalhar com consultoria, assossorando órgãos públicos e empresas para criar
projetos de preservação do meio ambiente; atuar com a educação ambiental, elaborando programas
para conscientizar a população e também as empresas da importância de cuidar do meio ambiente; com
planejamento, criando relatórios de impacto ambiental e definindo planos para o uso sustentável dos
recursos naturais, e também implantando projetos em indústrias; e ainda na recuperação, executando
projetos para recuperar áreas já degradadas.

Consequências da falta de gestão ambiental


A falta de gestão ambiental pode ser muito perigosa para a empresa e para a sociedade ao redor. Suas
consequências podem ser desde multas e perda de credibilidade junto à comunidade, até o sacrifício
completo da operação da empresa. Um exemplo disso é o caso da mineradora Samarco, que por não
observar a gestão ambiental e o risco ambiental na execução de suas obras, acabou provocando o maior
desastre ambiental da história do país, gerando bilhões de dólares em prejuízos e fechando a operação
da mineradora.

A gestão ambiental não é mais parte auxiliar dos processos das empresas, mas está intimamente ligada
à sua estratégia de gestão.

Muitas empresas utilizam o sistema de gestão ambiental como uma parte auxiliar de sua operação, a fim
de impedir que a empresa destrua o meio ambiente. Algumas organizações estão fazendo da gestão
ambiental a sua marca no mercado e se apoiam nesse método para ganhar um número cada vez maior
de consumidores. Como exemplo, podemos citar a empresa Natura. Ela adotou como estratégia de
marketing a adoção de matérias primas extraídas de forma sustentável.Quanto custa a implementação
de um sistema de gestão ambiental?

A empresa que optar pela implementação de um sistema de gestão ambiental deverá ter dois custos
básicos. Um se refere ao desembolso com consultoria para adequar os processos da empresa às
exigências da norma. E o outro desembolso será relativo à auditoria externa realizada pelo organismo
certificado contratado pela empresa.
Os custos com consultoria dependem da complexidade dos processos da empresa. Logo, uma
organização que possua vários processos, com muitas implicações, deverá consumir muito mais horas
de consultoria que uma microempresa com poucos colaboradores.

Conclusão

O Sistema de Gestão Ambiental permite que sua empresa desenvolva uma política ambiental agindo de
forma a melhorar o seu desempenho.

Gerando diversos benefícios a sua organização, tanto econômicos como estratégicos.

Além disso, esse sistema contribui para diminuição de custos, como a redução do consumo de água,
energia elétrica e outros insumos importantes para manutenção de suas atividades econômicas.

Também a posicionar a sua empresa no mercado de forma competitiva e estratégica oferecendo ao


consumidor uma alternativa de empresa preocupada com as questões ambientais e os impactos que o
seu negócio gera na natureza.

Por isso, é importante que sua empresa esteja comprometida em todos os níveis operacionais,
especialmente a alta gestão, para que a implementação do SGA possa ser um sucesso e permita sua
organização se desenvolver de forma consciente e saudável para a sociedade.

A necessidade da gestão ambiental para a iniciativa privada


O termo gestão ambiental é bastante abrangente. Ele é frequentemente usado para designar ações
ambientais em determinados espaços geográficos, como gestão ambiental de parques e reservas
florestais. A gestão ambiental empresarial está essencialmente voltada para organizações, ou seja,
companhias, corporações, firmas, empresas e instituições. Pode ser definida como um conjunto de
políticas, programas e práticas administrativas e operacionais que levam em conta a saúde e a
segurança das pessoas e a proteção do meio ambiente por meio da eliminação ou minimização de
impactos e danos ambientais decorrentes do planejamento, implantação, operação, ampliação,
realocação ou desativação de empreendimentos ou atividades, incluindo-se todas as fases do ciclo de
vida de um produto.

* Previnir prejuízos ao meio ambiente

* A importância de conhecer os custos ambientais

* Gerenciamento da qualidade ambiental e auditoria interna

À medida que aumentam as preocupações com a manutenção e a melhoria da qualidade do meio


ambiente, bem como com a proteção da saúde humana, organizações de todos os tamanhos vêm
crescentemente voltando suas atenções para os potenciais impactos de suas atividades, produtos e
serviços. O desempenho ambiental de uma organização vem tendo importância cada vez maior para as
partes interessadas, internas e externas. Alcançar um desempenho ambiental consistente requer
comprometimento organizacional e uma abordagem sistemática ao aprimoramento contínuo.

O objetivo maior da gestão ambiental deve ser a busca permanente de melhoria da qualidade ambiental
dos serviços, produtos e ambiente de trabalho de qualquer organização pública ou privada. A busca
permanente da qualidade ambiental é, portanto, um processo de aprimoramento constante do sistema
de gestão ambiental global de acordo com a política ambiental estabelecida pela organização. A gestão
ambiental empresarial está na ordem do dia da sociedade mundial, principalmente nos países
industrializados e também nos países considerados em desenvolvimento.

A demanda por produtos cultivados ou fabricados de forma ambientalmente compatível cresce


mundialmente, em especial nos países industrializados. Os consumidores tendem a dispensar produtos
e serviços que agridem o meio ambiente. Cada vez mais compradores, principalmente importadores,
estão exigindo a certificação ambiental, nos moldes da ISO 14000, ou mesmo certificados ambientais
específicos como, por exemplo, para produtos têxteis, madeiras, cereais, frutas, etc. Por danos e efeitos
ambientais possíveis de ocorrerem durante o ciclo de vida do produto compreendem-se todos os
impactos sobre o meio ambiente, inclusive a saúde humana, decorrentes da obtenção e transporte de
matérias-primas, da transformação, ou seja, a produção propriamente dita, da distribuição e
comercialização, do uso dos produtos, da assistência técnica e destinação final dos bens.

A empresa é a única responsável pela adoção de um SGA e, por conseguinte, de uma política ambiental.
Só após sua adoção, cumprimento e conformidade devem ser seguidos integralmente, pois eles
adquirem configuração de “sagrados”. Portanto, ninguém é obrigado a adotar um SGA e/ou política
ambiental; depois de adotados, cumpra-se o estabelecido sob pena da organização cair num tremendo
descrédito no que se refere às questões ambientais

O desempenho do profissional gestor ambiental nas empresas e organizações, além de trazer benefícios
ambientais, pode gerar economia. O lixo produzido diariamente em uma empresa é um bom exemplo.
Ao invés de jogá-lo na coleta de lixo comum, pode-se começar um processo de reaproveitamento do
papel para impressão de documentos nas duas páginas de folha, ou então utilizar como rascunhos e
depois reciclar. Essa pequena alteração já irá gerar economia, pois a empresa terá menores gastos nas
compras de materiais, além de gerar menos lixo
Referências Bibliográficas

CALLENBACH, Ernest, et al. Gerenciamento ecológico. São Paulo : Cultrix/Amana, 1993.

D’AVIGNON, Alexandre L. de Almeida. "Sistemas de gestão ambiental e normalização ambiental".


Segmento da apostila utilizada no curso sobre "Auditorias Ambientais" da Universidade Livre do Meio
Ambiente. Curitiba, 1996.

DONAIRE, Denis. Gestão ambiental na empresa. São Paulo : Atlas, 1995.

KINLAW, Dennis C. Empresa competitiva e ecológica. São Paulo : Makron Books, 1997.

MAIMON, Dalia. Passaporte Verde: gerência ambiental e competitividade. Rio de Janeiro : Qualitymark,
1996.