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Índice

Introdução............................................................................................................................................3

1.1. Contextualização.......................................................................................................................3

1.2. Problema...................................................................................................................................4

1.3. Objectivos.................................................................................................................................5

1.3.1. Objectivo Geral.....................................................................................................................5

1.3.2. Objectivos Específicos..........................................................................................................5

1.4. Justificativa...............................................................................................................................6

1.5. Delimitação do tema.................................................................................................................6

1.6. Enquadramento do Tema..........................................................................................................7

1.7. Quadro Teórico.........................................................................................................................7

1.7.1. Colocação de conceitos.........................................................................................................7

1.7.2. Revisão da Literatura...........................................................................................................11

1.7.3. Teoria de Base.....................................................................................................................14

1.8. Metodologia............................................................................................................................16

1.8.1. Tipo de estudo.....................................................................................................................16

1.8.2. Instrumentos ou Técnicas de Pesquisa................................................................................17

1.8.3. Universo e Amostra.............................................................................................................17

1.9. Cronograma de Actividades e Orçamento..............................................................................18

1.10. Referências Bibliográficas..................................................................................................20


Introdução

1.1. Contextualização

A abertura do espaço político em Moçambique, criou condições para a introdução de reformas que
foram se desenvolvendo ao longo do tempo, onde se destacam as reformas de descentralização que,
por sua vez, abriram espaço para o envolvimento dos cidadãos no processo de governação. Assim,
tem-se assistido, iniciativas que têm vindo a ser desenvolvidas por parte do Governo Moçambicano
visando garantir maior participação dos cidadãos no exercício da acção governativa, assegurando o
seu envolvimento na tomada de decisões, sobretudo na implementação dos programas e principais
instrumentos de governação a nível local, Ngoenha (2009).

A particiaçao dos cidadãos visa em última instância o desenvolvimento econômico local, é nesta
linha de pensamento que segundo Buarque (1999), é imprescindível a articulação de um novo
contrato social, embasado em alianças entre as organizações das mais diferentes esferas. Dentro
desta dinâmica, percebe-se a existência de uma diversidade de atores: a sociedade civil, o governo
local, as redes sociais e os agentes econômicos em suas diferentes escalas e tipos.

Neste contexto, o processo de planificação descentralizada olha para o desenvolvimento local e, por
conseguinte, a participação dos cidadãos no processo de governança. No caso de Moçambique, este
teve um impulso significativo com a adoção de uma nova Constituição da República (CR) em 1990,
que acomodou o pluralismo político e social (PNUD, 1998, 42).

Foi assim que, produto das mudanças verificadas em Moçambique com a introdução do
multipartidarismo, elaborou-se vários instrumentos que permitam a constituição de Fóruns
Consultivos, de modo a garantir a participação dos cidadãos na elaboração dos Planos Distritais de
Desenvolvimento (PDD's). Entretanto, o funcionamento destes espaços, tem estado no centro de
muitas críticas levantadas sobre os mesmos, principalmente no seu papel na tomada de decisões que
visam o desenvolvimento local (Faria, 2011).

Nesta perspectiva que o projecto, em desenvolvimento, intitulado “Estratégia da Planificação


Descentralizada no Âmbito do Desenvolvimento Local em Niassa: Um olhar sobre o Distrito de
Chimbunila (2015-2018)”, centra-se na análise do impacto do Processo de Planificação

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Descentralizada no âmbito do Desenvolvimento Local do Distrito de Chimbunila no Período
compreendido entre 2015 à 2018.

1.2. Problema

Actualmente, a maioria dos países de regimes democráticos, como é o caso de Moçambique vêm
buscando mecanismos de incentivo à participação dos cidadãos na tomada de medidas para solução
das necessidades locais através da descentralização, (Dias, 2015 & Nguenha, 2009).

Em Moçambique, o ambiente Constitucional e Institucional consagram a participação comunitária


na elaboração, implementação, monitoria e avaliação dos planos de desenvolvimento. Neste
sentido, de acordo com Elias (2012), ao nível dos distritos existem dois principais actores
envolvidos no processo de planificação, com maior destaque na elaboração do Plano Económico-
Social e Orçamento Distrital PESOD, onde encontramos o governo distrital, principal responsável
pela planificação ao nível do distrito, que coordena o processo de elaboração do Plano Estratégico
de Desenvolvimento Distrital (PEDD) com o envolvimento dos Conselhos Locais a vários níveis, e
as comunidades locais onde, através dos Conselhos Locais participam na identificação das suas
necessidades e definição da melhor estratégia para a resolução dos problemas.

Importa clarificar que este processo é visto como uma gestão partilhada, isto é, a gestão dos
governos locais passa a ser partilhada entre a comunidade e os gestores públicos, entretanto a
planificação do desenvolvimento dos governos distritais, a definição das prioridades e as
necessidades que a comunidade tem, passa a ser definida em processo participativo, isto é, a
comunidade acompanha o financiamento, fiscaliza a execução das actividades.

Estudos recentes, como os de Canhanga (2007), revelam que pese embora exista um quadro legal e
institucional que enquadra e consagra a participação comunitária na planificação do
desenvolvimento, o envolvimento efectivo das comunidades neste processo ainda deixa muito a
desejar e depara-se com enormes desafios. Este envolvimento reduz-se muitas vezes á presença
física.

Entretanto, como consequência da falta de envolvimento da comunidade, muitos programas e


projectos governamentais concebidos e implantados não sobrevivem às administrações

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responsáveis pelo seu lançamento e acabam por ser substituídos por outros (Bandeira, 1999, citado
em Almeida e Dantes, 2009).

Nesta linha de pensamento, um dos grandes problemas do distrito de Chimbunila é que dispõe de
uma fraca rede de infraestruturas, o que priva a maior parte da população do fornecimento de
serviços públicos básicos. Aliado a isso, verifica-se um baixo nível de execução das actividades
inscritas no Plano Económico-Social e Orçamento Distrital (PESOD), o que tem gerado
desadequada gestão das expectativas das populações, sobretudo as mais desprovidas, e descrédito
da acção governativa e institucional do poder local.

É nesta perspectiva que nos últimos anos, no distrito, tem-se reportado um mau estar entre a
administração e as comunidades locais, facto que remete a ideia de que os conselhos consultivos
não tem uma participação activa no processo de desenvolvimento institucional das Instituições de
Participação e Consulta Comunitária (IPCC) que é considerado um factor fundamental na
realização do seu potencial de tomar decisões viáveis ao bem-estar das suas comunidades baseada
numa planificação participactiva. Com base neste reconhecimento, questiona-se: até que ponto a
planificação Descentralizada está sendo desenvolvida de modo a garantir a satisfação dos
interesses das comunidades locais e, consequentemente, o Desenvolvimento do Distrito de
Chimbunila?

1.3. Objectivos

1.3.1. Objectivo Geral

 Analisar o Processo de Planificação Descentralizada no âmbito do Desenvolvimento Local


do Distrito de Chimbunila no Período compreendido entre 2015 à 2018.

1.3.2. Objectivos Específicos

 Investigar a relação entre a administração do distrito de Chimbunila e as autoridades


comunitárias na apreciação do PEDD e PESOD e na avaliação dos investimentos de
planificação;
 Descrever o processo de elaboração, implementação e monitoria do PEDD e PESOD;

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 Explicar o processo de prestação de contas do governo do distrito de Chimbunila ao
Conselho Consultivo Distrital;
 Compreender a estratégia da planificação Descentralizada no Desenvolvimento do Distrito
de Chimbunila no período compreendido entre 2015 à 2018.

1.4. Justificativa

O estudo da Estratégia da Planificação Descentralizado no âmbito do Desenvolvimento Local no


Distrito de Chimbunila é muito importante, em primeiro lugar pelo fato de que a Eficiência e a
Eficácia Administrativa garantem a melhoria de qualidade dos Serviços Públicos prestados aos
cidadãos, propósito principal da Reforma do Sector Público (RSP) em curso no país.

Em segundo, os Distritos são tomados como o pólo de desenvolvimento e igualmente de


planificação. Neste sentido, é importante analisar em que medida a planificação Descentralizada
está sendo desenvolvida de modo a garantir a satisfação dos interesses das comunidades locais e,
consequentemente, o Desenvolvimento do distrito.

Está análise poderá contribuir para chamar a atenção das administrações locais sobre a existência de
um Problema. Esperamos que as decisões e os próprios implementadores estejam atentos a este
estudo, de modo a encontrar soluções internas de forma a superar problemas.

Numa vertente teórica, o trabalho é importante pois reflecte sobre um assunto recente em
Moçambique, neste caso a planificação descentralizada, contribuindo de alguma forma para o
avanço do conhecimento científico tomando em consideração os instrumentos usados na reflexão
do assunto.

1.5. Delimitação do tema

O presente estudo insere-se à análise do Processo de Planificação Descentralizada no âmbito do


Desenvolvimento Local do Distrito de Chimbunila no Período compreendido entre 2015 à 2018.
Apesar de está temática envolver várias vertentes e desenvolver-se em torno de vários aspectos,
como é o caso do Fundo de Desenvolvimento Distrital e sobre vários instrumentos de planificação
ao nível local, neste projecto centraremos as nossas atenções na forma como a planificação
Descentralizada, sobretudo a elaboração do PEDD e PESOD, está sendo desenvolvida de modo a

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garantir a satisfação dos interesses das comunidades locais e, consequentemente, o
Desenvolvimento do Distrito de Chimbunila. O estudo será realizado no Distrito de Chimbunila,
localizado na província Nortenha do Niassa, o espaço temporal escolhido foi de quatro anos, 2015-
2018.

A escolha do espaço temporal 2015 – 20118, justifica-se pelo facto de se tratar de um período em
que o governo de Moçambique implementou a Política e Estratégia de Descentralização (PED), esta
política combina vários processos que se desenvolvem em sinergia para garantir a participação das
comunidades, o desenvolvimento local e a melhoria da prestação de serviços. O período em
referência foi, igualmente, marcado por uma relação conturbada entre a administração local e a
população.

Para além de se verificar a falta de infraestruturas que dificulta a população usufruir dos serviços
públicos básicos, o que pode estar a atiçar o mau estar entre a administração e a população local, a
eleição do distrito de Chimbunila para analisar o processo de Planificação Descentralizada no
âmbito do Desenvolvimento Local justifica-se pelo facto de a investigadora ser funcionária e residir
neste distrito e, estudando a temática neste ponto da província da Niassa, vai minimizar os custos e
será fácil o contacto directo com as estruturas administrativas do locais.

1.6. Enquadramento do Tema

O tema enquadra-se na linha de reformas administrativas (Reforma do Sector Público), leccionadas


na Universidade Católica de Moçambique. A nível do Ministério da Administração Estatal
enquadra-se nas alternativas para o melhoramento do sistema de articulação entre autoridades
administrativas e comunidades locais no processo de desenvolvimento local.

1.7. Quadro Teórico

Nesta secção, ir-se-á inicialmente apresentar a conceitualização e posteriormente as contribuições


de vários actores sobre a temática que se deseja analisar. Igualmente a secção trará o referencial
teórico.

1.7.1. Colocação de conceitos

1.7.1.1. Planificação Descentralizada


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A planificação descentralizada aparece como um conceito associado a desconcentração e é
considerada uma das condições essenciais para o sucesso das decisões e da implementação das
políticas.

Assim, no “Guião para Participação e Consulta Comunitária na Planificação Distrital” (2003), a


planificação descentralizada é definida como “o processo através do qual pessoas, tem oportunidade
de influenciar as decisões que lhes afectam”. O principal propósito da planificação descentralizada
é de aumentar o envolvimento das pessoas na tomada de decisão, de criar oportunidades para fazer
ouvir as suas vozes e de influenciar a definição de políticas publicas que lhes dizem respeito.

Por sua vez, Dias (2015) afirma que a Planificação descentralizada, é na sua essência um processo
consultivo, de auscultação selectiva das propostas das comunidades, que evidencia abertura ao
diálogo mas fechamento à partilha do poder de decisão.

Destas definições percebe-se que a planificação descentralizada é uma prática de participação dos
cidadãos, alicerçadas num regime democrático de cariz representativo, que buscam aprofundar os
mecanismos de reforço da relação entre a Administração Pública Local e a sociedade

Deste modo entende-se, neste trabalho, que a planificação descentralizada é o processo pelo qual as
comunidades, através dos seus representantes, são envolvidas no processo de tomada de decisão
(planificação distrital) e na implementação das políticas definidas.

1.7.1.2. Descentralização

De acordo com Faria e Chichava (1999) a descentralização pode ser definida como a organização
das atividades da administração central fora do aparelho do governo central, podendo ser através
de: medidas administrativas (e fiscais) que permitam a transferência de responsabilidades e recursos
para agentes criados pelos órgãos da administração central, ou medidas políticas que permitam a
atribuição, pelo governo central, de poderes, responsabilidades e recursos específicos para
autoridades locais.

Por sua vez Mazula (1998) define a descentralização como sendo a criação de entidades autônomas
distintas do Estado, paralelas a ele. Desaparece a hierarquia administrativa, surge um

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relacionamento entre pessoas jurídicas diferentes, com atribuições e responsabilidades
juridicamente definidas pela lei. São normalmente considerados três tipos de descentralização:

 Descentralização administrativa ou desconcentração, nos casos em que a descentralização é


feita sem implicar uma transferência definitiva de autoridade, poder de decisão e
implementação, da administração central para outros agentes fora dos órgãos centrais;
 Descentralização política ou devolução, quando a descentralização implica uma
transferência final do poder de decisão e implementação da administração central para
órgãos locais eleitos;
 Conjunto de técnicas de descentralização: delegação, privatização e desregulação, quando a
descentralização implica uma transferência limitada de poderes de decisão e implementação
da administração central para uma empresa ou agência do Estado, ou uma transferência
parcial de tais poderes para uma companhia privada o u comunitária.

A descentralização, por outro lado, pode ser utilizada como uma estratégia de democratização da
máquina pública. Por meio das unidades descentralizadas, podem-se estabelecer canais de
comunicação com a sociedade, além de serem utilizadas como referência em processos de
orçamentos participativos, além de ser um canal para implementar ações de caráter intersetorial, por
meio da dimensão de serviços. Neste caso, então, ela aparece como outra estratégia de governança
que procura aproximar profissionais de diferentes setores e aproximá-los dos cidadãos.
Desenvolvimento local e descentralização são processos distintos e relativamente independentes,
embora quase sempre interligados e complementares. A descentralização trata de um aspecto
político institucional que decorre de decisões restritas à forma de organização da sociedade e da
administração pública no trato das políticas e programas (Buarque, 1999).

Descentralização é a transferência da autoridade e do poder decisório de instâncias agregadas para


unidades espacialmente menores, entre as quais o município e as comunidades, conferindo
capacidade de decisão e autonomia de gestão para as unidades territoriais de menor amplitude e
escala. Representa uma efetiva mudança da escala de poder, conferindo às unidades comunitárias e
municipais capacidade de escolhas e definições sobre suas prioridades e diretrizes de ação e sobre a
gestão de programas e projetos.

1.7.1.3. Participação Comunitária

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Participação Comunitária é um processo segundo o qual os membros de uma comunidade
participam de forma activa e organizada na identificação dos seus problemas, na concepção, na
execução, na monitoria e na avaliação de acções visando o seu desenvolvimento.5

Dias (2010) citando Ornelas (2010) refere que a participação comunitária não é simplesmente uma
oferta voluntária de tempo e recursos, mas resulta da participação dos cidadãos nos processos de
decisão a favor da comunidade, implicando um envolvimento efectivo nos processos de decisão nos
grupos, organizações e comunidades.

1.7.1.4. Desenvolvimento

De acordo com Sachs (2004), o Desenvolvimento pretende habilitar cada ser humano a manifestar
potencialidades, talentos e imaginação, na procura da auto-realização e da felicidade, mediante
empreendimentos individuais e coletivos, numa combinação de trabalho autônomo e heterônomo e
de tempo dedicado a atividades não produtivas. A boa sociedade é aquela que maximiza essas
oportunidades, enquanto cria, simultaneamente, um ambiente de convivência e, em última
instância, condições para a produção de meios de existência viáveis, suprindo as necessidades
materiais básicas da vida – comida, abrigo, roupas – numa variedade de formas e de cenários –
famílias, parentela, redes, comunidades.

1.7.1.5. Desenvolvimento Local

Desenvolvimento local é um processo endógeno registrado em pequenas unidades territoriais e


agrupamentos humanos capaz de promover o dinamismo econômico e a 22 melhoria da qualidade
de vida da população. Representa uma singular transformação nas bases econômicas e na
organização social em nível local, resultante da mobilização das energias da sociedade, explorando
as suas capacidades e potencialidades específicas. Para ser um processo consistente e sustentável, o
desenvolvimento deve elevar as oportunidades sociais e a viabilidade e competitividade da
economia local, aumentando a renda e as formas de riqueza, ao mesmo tempo em que assegura a
conservação dos recursos naturais (Buarque, 1999).

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Assim o desenvolvimento local é o processo de tornar dinâmicas as vantagens comparativas e
competitivas de uma determinada localidade, de modo a favorecer o crescimento econômico e
simultaneamente elevar o capital humano, o capital social, a melhoria das condições de governo e o
uso sustentável do capital natural, (Paula, 2000).

De maneira geral, o desenvolvimento econômico local é aquele processo que se preocupa


essencialmente com a melhoria da qualidade de vida e o bem- estar da população local, a
conservação do meio ambiente e a participação ativa, organizada e democrática da 32 população, de
forma consciente, para que possa por si própria garantir sua sustentabilidade e continuidade do
processo.

Para isso, é de fundamental importância que a promoção do desenvolvimento seja focada na


sustentabilidade das comunidades, criando capacidades de suprir suas necessidades imediatas;
diagnosticando e incentivando suas vocações locais; e fomentando o intercâmbio externo tendo em
vista suas especificidades e avaliando, sistematicamente sua evolução.

1.7.2. Revisão da Literatura

Existem vários estudos desenvolvidos em torno da descentralização, como os Crook & Manor
(1998) e Agrawal & Ribot (1999), a maior parte deles, como o caso do Ibraimo (2005), Banco
Mundial, do Fundo Monetário Internacional, Valá (2009) e Chichava, tem o enfoque para o impacto
da descentralização no exercício da governação.

O processo de descentralização tem estado no centro de grandes debates, quer eles académicos,
políticos e parte integrante das estratégias de governação que nos últimos tempos têm sido
adoptadas pelos governos de vários quadrantes do mundo. Neste debate, quase todos são unânimes
em afirmar que a descentralização é algo necessário, essencial, para o sucesso das políticas e
decisões implementadas localmente assim como para a governação.

Em torno deste debate, Valá (2009) citando Sousa (2001), aduz que a descentralização é desejável,
tanto do ponto de vista do governo, assim como é uma confirmação do apoio político e um
ingrediente essencial para a implementação com sucesso das políticas desenhadas. Citando o Banco
Mundial (1997), Sousa (Idem) refere que as decisões são bem acolhidas quando buscam a
participação dos usuários e quando aproveitam a reserva comunitária de capital social, em vez de

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trabalhar contra ela, referindo ainda que os governos tornam-se mais eficientes quando escutam os
cidadãos e trabalham em parceria com eles na decisão e implementação das políticas.

Portanto, para os autores supracitados a descentralização deve ser acompanhada pela participação
dos cidadãos na coisa pública e na tomada de decisões em questões de governação, abrindo espaço
de debate para as forças sociais de carácter tradicional ou moderno interagirem com o Estado.

Relactivamente a participação descentralizada, a maior parte dos trabalhos, de que temos registo,
que abordam a temática, olham para a vertente do orçamento participativo, são exemplo os estudos
de Nguenha (2009), Langa (2012), Nhamutote (2016). No entanto, esses autores concordam que a
planificação descentralizada é um processo de reflexão, avaliação, definição e implementação
conjunta das melhores de opções de desenvolvimento local.

No que diz respeito a planificação participativa Munzwa et al (2007) citado por Nguenha (2009) a
“planificação participativa tende a optimizar as soluções do desenvolvimento a partir de um
conjunto de opções e define um caminho a trilhar para um futuro desejado e definido pela
comunidade”. O produto da planificação é um plano.

Chichava citado por Sousa (2001) alerta para a necessidade de se ter alguma atenção em processos
participativos pois, como refere, a participação pode ser desvirtuada pela elite local, onde os
poderosos e influentes podem monopolizar o poder e por este meio reduzir a participação
comunitária num mero slogan sem aplicabilidade efectiva.

Sobre este assunto, Faria (2011) diz que, o processo de planificação descentralizada a nível do
distrito, levanta alguns constrangimentos, nomeadamente, falta de recursos humanos qualificados;
subversão na aplicação dos fundos disponibilizados ao Distrito no âmbito da implementação do
PPFD; e o fraco envolvimento das comunidades locais na gestão do processo de desenvolvimento o
que vezes sem conta tem resultado na incapacidade de identificação de ações prioritárias e
sobretudo, na elaboração de projetos que possam ser elegíveis ao financiamento.

Por sua vez Elias (2012) afirma que no Processo de planificação particiactiva distrital,
principalmente na elaboração do PESOD, os órgãos de participação locais, dentro das suas
competências neste processo, não têm praticamente nenhum poder de influenciar o Governo

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distrital nas decisões sobre o PESOD, as opiniões emitidas por estes órgãos não tornam-se
importantes e determinantes na decisão final do governo distrital sobre este

Portanto, todos os cidadãos têm o direito de participar das acções que visem atingir o bem-estar
material e espiritual preconizado na Constituição. Mais, a Constituição moçambicana legítima a
inclusão das diferentes camadas, grupos e segmentos sociais na prossecução dos fins públicos nela
preconizada.

No concernente as análises a participação comunitária e Desenvolvimento local em Moçambique,


há que destacar a obra de James Manor, Nobre Canhanga, Salvador Forquilha, MAE, entre outros.

Manor (1998), na sua abordagem sobre “promessa e as limitações de descentralização” defende que
a descentralização pode ser um factor desagregador da comunidade, quando impede a participação
da comunidade na elaboração dos planos de desenvolvimento local. Este autor, acrescenta que “as
sociedades das aldeias são injustas, de modo que o espírito de comunidade é limitado e os esforços
colectivos tendem a ser vistos como mais uma política para explorar os menos favorecidos”.

Por sua vez, Canhanga (2007), citando Manor, refere que em Moçambique, a participação da
comunidade nos órgãos descentralizados tem sido marcada pela permanência de divergências entre
as preferências dos órgãos locais e das comunidades. Por este motivo, a comunidade raramente
participa na tomada de decisões.

No entanto, a comunidade é um elemento fundamental das ideologias políticas modernas, o que


significa que a sua participação na tomada de decisão é um garante do bem-estar da maioria da
população, no planeamento e execuções de projectos locais.

Na óptica de Motta, citado por Canhanga (2001) “a incapacidade das comunidades influenciarem e
a baixa representatividade dos seus órgãos, gera no seio deles um clima de subordinação perante as
autoridades e contribui para a abstenção e/ou ausência dos cidadãos nas discussões promovidas
pelas autoridades locais”.

Para MAE, MF e MPD (2003), a filosofia da participação e consulta comunitária é hoje


comummente aceite como a base de desenvolvimento rural/local sustentável, particularmente nas

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zonas rurais. O nível distrital desempenha funções cada vez mais importantes na prestação de
serviços, gestão de recursos para o desenvolvimento e na governação junto das populações rurais.

Forquilha (2009), debruçando-se sobre a representatividade da comunidade no CCD, verificou que


as lógicas informais de selecção dos membros sobrepõem-se as formais, contribuindo deste modo
para que o CCD tenha uma forte representação de grupos sob controlo do AD, em detrimento das
mulheres e da comunidade em geral.

Esta é uma situação com consequências na qualidade de participação no CCD, que se reflectem nos
mecanismos de tomada de decisão e de prestação de contas.

No que se refere ao funcionamento dos CCD´s, Forquilha (2009) chama atenção sobre a falta de
clareza no que diz respeito as competências atribuídas a este fórum de participação e consulta, o
que provavelmente deixa um vazio sobre actuação dos membros que o compõem.

Enquanto o guião de consulta e participação comunitária de 2008, confere ao CCD o estatuto de


mero órgão de consulta, a LOLE e o seu regulamento para além de consulta refere que os membros
dos CCDs devem ser integrados no processo de tomada de decisão. A luz do guião “as decisões
tomadas no conselho consultivo local não são vinculativas para as administrações locais, embora se
recomendem que sempre consultem as comunidades locais no processo de tomada de decisão.
Entretanto, as administrações não tem responsabilidade de prestarem contas junto dos CCD´s, mas
estes o tem junto da comunidade”.

Forquilha (2009), termina o seu raciocínio argumentando que o facto dos “Conselhos Consultivos
Locais se reduzirem a meros órgãos de consulta, vão contribuir para a redução do espaço de
participação e influência das populações locais no processo de tomada de decisões no contexto de
desenvolvimento local”.

1.7.3. Teoria de Base

Existem várias teorias que procuram explicar os factos sociais, contudo, para o ressente estudo duas
teorias se mostram como as que melhor explicam os factos, sobretudo da articulação entre a
Administração distrital (entanto que Órgão Local do Estado) e os Conselhos Locais (entanto que

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instituição de participação e consulta comunitária) especificamente, a perspectiva funcionalista e a
perspectiva institucionalista.

A perspectiva funcionalista, segundo Lakatos & Marconi (1991), considera a sociedade formada de
componentes diferenciadas, satisfazendo cada uma das funções essenciais da vida social e que as
partes são bem entendidas compreendendo-se os papéis que desempenham no todo. Segundo os
mesmos autores, a teoria funcionalista considera de um lado, a sociedade como uma estrutura
complexa de grupos e indivíduos reunidos numa troca de acções e relações sociais, e de outro lado,
como um sistema de instituições correlacionadas entre si, agindo e reagindo umas em relação às
outras.

Se enquadrados os pressupostos desta perspectiva no nosso estudo em particular, é possível


perceber que o Estado (como um todo), é constituído de diversos órgãos, sendo estes
interdependentes, onde cada um destes desempenha funções específicas e que o funcionamento do
Estado, é condicionado pelo desempenho de cada um dos seus componentes (órgãos), de tal modo
que o deficiente funcionamento de qualquer um dos seus componentes pode pôr em causa o
funcionamento do órgão.

Nesta perspetiva, a eficácia no exercício governativo só pode ser possível se cada órgão
desempenhar as suas funções ou cumprir com o papel que estiveram por detrás da sua criação,
respeitando as atribuições e competências de cada órgão. Especificamente, assegurar que os
conselhos locais, entanto que instituição criada com objectivos de garantir o envolvimento dos
cidadãos no exercício da acção governativa, através da sua participação em processos de tomada de
decisões sobre aspectos que afectam suas vidas, essencialmente sobre os principais instrumentos de
planificação, visando melhorar a governação ao nível local, garantindo a eficácia e eficiência na
implementação das políticas e planos de desenvolvimento, desempenhe de facto o seu papel,
tomando efectivamente decisões sobre questões de significativa relevância ao nível local,
respeitando deste modo as suas atribuições.

Por outro lado, temos a perspectiva institucionalista que, de acordo com Scott citado por Lopes et al
(s/d), concede maior atenção aos aspectos legais e a ordenação administrativa das estruturas do
governo, tendo o enfoque sido nas décadas 40 e 50 orientado ao comportamento individual, onde
focalizava, não apenas aos atributos formais das instituições governamentais como também nas

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atribuições de poder, as atitudes e o comportamento político para buscar explicação para as
políticas e “outputs” políticos.

Portanto, no âmbito do nosso estudo, a perspectiva institucionalista, olha para os aspectos legais e
para a ordenação administrativa das estruturas do governo como explicações para os mecanismos
de articulação entre as instituições (Governo Distrital e Conselho Local) assim como para as
competências das instituições, ou seja, a perspectiva institucionalista mostra-nos que os aspectos
legais e a estrutura do aparelho governativo são os grandes determinantes da lógica de
funcionamento das instituições e do papel que estas desempenham dentro do sistema governativo.

1.8. Metodologia

1.8.1. Tipo de estudo

1.8.1.1. Quanto a abordagem

O estudo que se pretende desenvolver é uma pesquisa de natureza essencialmente qualitativa. Trata-
se de um tipo de pesquisa que, tal como refere Rosa (2011), não se preocupa com representações
numéricas, mas sim com o aprofundamento da compreensão de um grupo social ou de uma
organização, onde busca-se explicar o porquê, exprimindo o que convém ser feito.

Constitui uma modalidade de pesquisa em que o pesquisador procura aprofundar-se na


compreensão dos fenómenos que estuda (acções dos indivíduos, grupos ou organizações em seu
ambiente e contexto social), interpretando-os segundo a perspectiva dos participantes da situação
enfocada, onde trabalha-se com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e
atitudes, o que corresponde a um nível profundo das relações dos processos e dos fenómenos que
não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis, sem, no entanto, se preocupar em
estabelecer relações lineares de causa e efeito (Terence & Filho, 2006).

1.8.1.2. Quanto aos objectivos

Relativamente aos objectivos a pesquisa será descritiva. Está é uma das mais usadas no enfoque
quantitativo, é, habitualmente, usado para descrever a realidade estudada; é como se tirasse uma
fotografia, para dar conta da realidade como ela aparece ou como si impõe aos indivíduos, num
certo momento ou tempo.
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1.8.1.3. Quanto a natureza

A pesquisa será aplicada, uma vez que concentrar-se-á em torno dos problemas presentes nas
atividades das instituições, organizações, grupos ou atores sociais (no caso concreto do processo de
planificação descentralizada no distrito de Chimbunila). A pesquisa aplicada é empenhada na
elaboração de diagnósticos, identificação de problemas e busca de soluções.

1.8.1.4. Quanto aos procedimentos

No concernente aos procedimentos aptar-se-á pelas pesquisas bibliográfica, documental e de


campo. Na pesquisa bibliográfica, o trabalho centrar-se-á essencialmente na identificação, leitura e
análise de documentos tais como, livros, monografias, legislação e artigos científicos que tratam de
assuntos relacionados com o tema do nosso trabalho, facto que permitirá a obtenção de bases
teóricas para além de informações relevantes acerca do local de estudo.

A consulta documental permitirá obter informações relevantes, que conduzirá a formulação de


bases para alimentar os nossos objectivos e dar resposta a principal pergunta levantada no trabalho.
E o trabalho de campo será desenvolvido por meio de entrevistas semi-estruturadas, em contacto
directo com os vários intervenientes locais (membros do governo distrital, membros do Conselho
Consultivo a vários níveis e cidadãos comuns).

1.8.2. Instrumentos ou Técnicas de Pesquisa

Os instrumentos utilizados pelo trabalho serão o guião de entrevista e a observação naturalista. A


opção pela entrevista semi-estruturada na colecta de dados deve-se ao facto, tal como refere Quivy
& Campenhoudt (1998), de ser uma técnica que permite ao investigador dispor de um conjunto de
perguntas, relativamente abertas, a propósito das quais é imperativo receber uma informação da
parte do entrevistador.

A observação naturalista, sendo aquela em que a pesquisadora, permanecerá alheia à comunidade,


grupo ou situação que pretende estudar, observará de maneira espontânea os fatos que aí ocorrem,
facilitará a obtenção de dados sem produzir suspeitas nos membros das comunidades, grupos ou
instituições que serão estudadas.

17
1.8.3. Universo e Amostra

As entrevistas, serão direccionadas a uma amostra de 27 actores locais, distinguidos em três grupos
diferentes. Inicialmente, serão dirigidas aos membros do Governo distrital, destacando-se
funcionários afectos a Repartição de Planificação e desenvolvimento Local (RPDL), por sinal, o
órgão responsável pelo acompanhamento aos Conselhos Locais a todos os níveis. Num segundo
momento, as entrevistas serão direccionadas às pessoas que, simultaneamente fazem parte da
estrutura do Governo distrital e são membros do Conselho Consultivo do distrito e dos níveis
inferiores, onde destacam-se os chefes dos Postos Administrativos e das Localidades
Administrativas. Finalmente, as entrevistas serão realizadas junto das pessoas que simplesmente são
membros dos CLs (a vários níveis), sem nenhum vínculo com as instituições públicas locais. Farão
parte deste grupo, os Líderes Comunitários (régulos e líderes do bairro) e simples cidadãos
residentes em Chimbunila.

1.9. Cronograma de Actividades e Orçamento

Tabela 1 - Cronograma das actividades a serem desenvolvidas pela pesquisadora

Ano
ACTIVIDADES MESES

J F M A M J J A S O N D
1. Planificação do projecto
(idealização, analise de X X
viabilidade, a existência de
recursos, material, fontes).
2. Pesquisas, identificação, e escolha X X
de fontes bibliográficas.

3. Início da elaboração da pesquisa X


(fundamentação teórica).
4. Fim da elaboração da pesquisa X
(fundamentação teórica).

5. Entrega do projecto de pesquisa. X


6. Colecta de dados. X X 2019
Fonte: A Autora, 2019

18
Tabela 2 – Orçamento das despesas do projecto

ESPECIFICAÇÕES QUANTIDADE VALOR VALOR TOTAL


UNITÁRIO
Modem para serviços de internet 1 1 1000
Crédito para serviços de internet 5 200 1000
Valor monetário para imprimir e - - 2000
encadernação
Bloco de notas 2 35 70
Caneta Esferográfica 5 10 50
Total 4.120,00
Fonte: A Autora, 2019

19
1.10. Referências Bibliográficas

1. Almeida, M.R. & Dantes, L.C. (2009). Políticas Públicas, Orçamento Participativo e
Desenvolvimento Local em Campina Grande-PB. Recuperado a 29 de Junho de 2016, em
http://www.cchla.ufrn.br/cnpp/pgs/anais/Artigos%20REVISADOS/POL%C3%8DTICAS
%20P%C3%9ABLICAS,%20OR%C3%87AMENTO%20PARTICIPATIVO%20E
%20DESENVOLVIMENTO%20LOCAL%20EM%20CAMPINA%20GRANDE-PB.pdf

2. Bandeira, Mariana (s/d). Tipos de Pesquisa.


3. Buarque, S. C. (1999). Metodologia de planejamento do desenvolvimento econômico local e
municipal sustentável. Brasília,. (Relatório do Projeto de Cooperação técnica
INCRA/IICA).

4. Canhanga, Nobre (2001). Descentralização, Participação comunitária e Desenvolvimento


Municipal: o caso do Municipio de Quelimane. Dissertação apresentada para obtenção do
grau de Licenciatura na Universidade Eduardo Mondlane 2001.

5. Canhanga, Nobre (2007). Os Desafios da Descentralização e Dinâmicas da Planificação


Participativa na Configuração de Agendas Politicas Locais. In:Conferência Inaugural do
IESE. “Desafios para Investigação Social e Económica em Moçambique”.

6. Dias, Nelson (2015). Orçamentos participativos e planificação participativa em Moçambique



proposta de Diferenciaçao e Articulaçao Metodológica. Associaçao In Loco, Itália.

7. Faria, Fernanda e Chichava, Ana (1999). Descentralização e Cooperação Descentralizada em


Moçambique.In:http//www.ilo.org/public/portugues/region/europa/lisbon/download/moçam
biqe.pdf.
20
8. Faria, Chico Francisco (2011). Planejamento Descentralizado no Contexto do
Desenvolvimento
Local em Moçambique: Um estudo do caso do Governo do Distrito de Namaacha (2006-
2009). Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento,
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, Instituto de Economia, Rio de
Janeiro.

9. Forquilha, Salvador (s/d). Mecanismos de Participação Comunitária no Contexto da


Governação Local em Moçambique: Actores, oportunidades e desafios do processo da
criação e funcionamento das IPCCs.

10. Forquilha, Salvador Cadete & Orre, Aslak. Transformações sem Mudanças: os conselhos locais
e o desfio da institucionalização Democrática em Moçambique. In Brito et al (2011).
Desafios para Moçambique 2011. Maputo: IESE.

11. Forquilha, Salvador (2009). Reformas de descentralização e Redução da pobreza num


contexto
de Estado Neo-patrimonial. Um olhar a partir dos Conselhos Locais e OIIL em
Moçambique. In: II conferência do IESE, “Dinâmicas da Pobreza e Padrões de Acumulação
Económica em Moçambique”. Maputo 22 a 23 de Abril de 2009. Disponivel no site
http://www.iese.ac.mz//acessado aos 12.02.2019

12. Gil, António Carlos (2008). Como Elaborar Projectos de Pesquisa. 4a ed. São Paulo: Atlas.
13. Quivy, Raymond & Campenhoudt, Luc Van (1998). Manual de investigação em ciências
sociais. 2a ed. Lisboa: Gravita.

14. Lopes, Fernando et al (s/d). Contribuições da perspectiva institucionalista para a análise das
organizações.

15. Lakatos, Eva & Marconi, Marina (1992). Metodologia do Trabalho Científico. 4ª ed. São Paulo:
Atlas.

16. Mazula, A.. (1998). Quadro institucional dos distritos municipais – apresentação In: Mazula, A.

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et al. Autarquias Locais em Moçambique. Antecedentes e Regime Jurídico. Lisboa –
Maputo: ed. UEM.

17. Mazula, Brazão (2000). Construção da Democracia em Africa: o caso moçambicano. Maputo:
Ndjira.

17. Ministério da Administração Estatal, Ministério e Ministério da Planificação e


Desenvolvimento
(2008). Guião sobre Organização e Funcionamento dos Conselhos Locais: Participação e
Consulta Comunitária na Planificação Distrital. Maputo: Boletim da República, nº15,
série I, de 17 de Abril. Maputo.

18. Nguenha, Eduardo Jossias (2009). Governação Municipal Democrática em Moçambique:


Alguns Aspectos Importantes para o Desenho e Implementação de Modelos do
Orçamento Participativo. II Conferência do IESE sobre “Dinâmicas da Pobreza e Padrões
de Acumulação em Moçambique”, Maputo.

19. Rosa, Paulo R. da Silva (2011). Uma Introdução à Pesquisa Qualitativa no Ensino de
Ciências.
Campo Grande.

20. Sachs, I. (2001). Das coisas e dos homens: Teoria do Desenvolvimento a espera de sua
revolução opernicana. Jornal da Ciência, São Paulo, no. 1836, 23 de julho de.

21. Sousa, Amilcar Serrão de (2001). Participação das Comunidades no Processo de Tomada de
Decisões no Município de Dondo. Maputo. Tese, Licenciatura, Universidade Eduardo
Mondlane.

22. Terense, Ana C. Fernandes & Filho, Edmundo Escrivão (2006). Abordagem Quantitativa,
Qualitativa e a Utilização da Pesquisa: acção nos estudos organizacionais. Brasília.

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Maputo. Colecção de Textos da cadeira de Problemática de Desenvolvimento. UFICS-
UEM.

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24. Valá, S. (2009). Orçamento de Investimento de Iniciativa Local (OIIL): Caminhos para o
Futuro. Maputo: DNPDR/MPD.

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