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Introdução

• Algum dia ficaremos


expostos a um problema de
projeto que envolva metais.

• Muitas vezes o problema


consiste na seleção do
material correto: preço,
disponibilidade, segurança,
eficiência, durabilidade,
questões ambientais...
Propriedades dos Metais

• Resposta do material a solicitação externa ou de serviço.

• As propriedades estudadas estão classificadas em três grupos:


 Químicas
 Físicas
 Mecânicas
Reações químicas,
Propriedades forma dos materiais
Químicas reagirem

Propriedades Elétricas, térmicas,


Físicas magnéticas e óticas.

Dureza, resistência à
Propriedades
Mecânicas tração, tenacidade,
ductilidade...
Propriedades Mecânicas

• O comportamento mecânico de um material reflete a relação


entre sua resposta ou deformação a uma carga ou força aplicada.

• As propriedades mecânicas mais importantes para um projeto


são rigidez, resistência, dureza, ductilidade e tenacidade.

• As propriedades são determinadas por ensaios laboratoriais.


Principais ensaios mecânicos
Máquina de
Ensaio de tração Ensaios Universal
Durômetro
Ensaio de
compressão Charpy
Ensaio de
cisalhamento e
torção
Ensaio de fadiga
Dureza

Para quem quiser saber mais


sobre Charpy e Tração:
https://www.youtube.com/watch?v=D8U4G5kcpcM&t=34s O comportamento mecânico de um material reflete a relação entre a sua
https://www.youtube.com/watch?v=tpGhqQvftAo
resposta ou deformação a uma carga ou força que esteja sendo aplicada.
Normas Técnicas
As propriedades mecânicas são alvo da
atenção de produtores, consumidores,
agências governamentais, organizações
de pesquisa... consequentemente torna-
se imperativo que haja uma consistência
na maneira como os ensaios são
conduzidos.

Essa consistência é obtida através do uso


de técnicas padronizadas, por exemplo:
normas.
Exemplo de uma norma técnica
utilizada para ensaio de tração.
Fatores a serem considerados

Natureza da carga A carga pode ser de: tração, compressão ou


aplicada cisalhamento.

O tempo de aplicação pode ser apenas uma


Duração da carga fração de segundo ou pode se estender ao
longo de um período (minutos, horas, dias,
meses ou muitos anos).
Condições
ambientais A temperatura e o meio também são fatores
importantes.
Natureza da carga Velocidade de carregamento

Curva tensão
deformação para
o ferro fundido
cinzento
submetido a
carga trativa e
compressiva.

Condições ambientais
A velocidade do carregamento em um
ensaio de tração pode alterar a resposta
Curva tensão das propriedades. Geralmente esses
deformação para parâmetros são determinados por
um aço normas técnicas.
submetido a três
Para saber mais:
temperaturas https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/78859/0009002
diferentes. 91.pdf?sequence=1
Tipos de cargas

Existem três
Esforço
maneiras
trativo
principais que a
Cabos de sustentação de andaimes
carga ou força (F)
pode ser aplicada:
Esforço
compressivo
Tração
Pilares de concreto verticais
Compressão
Cisalhamento Esforço por
cisalhamento
Conexão parafusada
Ensaio de tração

• A amostra é deformada mediante carga uniaxial (força trativa


perpendicular a seção reta da amostra) até a fratura.

σ= F σ = tensão (MPa) – Mega Pascal


F = carga aplicada (N) - Newton
A0 A0 = área da seção inicial (mm2)

Sugestão de vídeo: gráfico gerado pelo ensaio de tração

https://www.youtube.com/watch?v=sKBOdB0x4gk
Comportamento Tensão-Deformação
1 – Estado inicial, átomos bem
unidos.
2 – Região elástica (linha reta).
Deformação reversível.
3 – Átomos se afastam com esforço
trativo e como “molas” retornam a
posição original após supressão da
carga.
Em uma escala atômica, a 4 – Limite de escoamento.
deformação elástica é
manifestada como 5 – A deformação plástica decorre
pequenas alterações no do escorregamento de planos
espaçamento interatômico. atômicos.
6 – Resistência máxima.
7 – Limite de ruptura.
Como calcular a resistência à tração?
Exemplo: Uma tensão de tração é aplicada ao longo de um eixo com
diâmetro de 10 mm. A tensão máxima suportada pelo eixo é 600
MPa. Determine qual a força necessária para ocasionar a ruptura
do eixo.
σ = 600 MPa
σ= F
F=?
A0 A0 = πr2 = π.52 = 78,5mm2

F = σ A0
F = 600. 78,5
F = 47100N (em torno de 4800 kgf)
Exercício
• O cipó com 6 mm de diâmetro tem 50 MPa
de resistência. Tarzan apresenta uma
massa de 95 kg. Pergunta-se:

a) O cipó resistirá ao peso dele?


b) E se ele salvar Jane, o cipó irá resistir
(54kg)?

resiste)
Tensão Tarzan + Jane = 52MPa (o cipó não
Tensão Tarzan = 33MPa (o cipó resiste)
Resposta:
Escoamento
Em geral metais deformam entre 0,2 e 0,5%.
• Capacidade de um material
resistir à deformação
plástica.

• A maioria das estruturas


são projetadas para
assegurar que apenas a
deformação elástica irá
resultar quanto a aplicação
de uma tensão.
(a) Materiais que não apresentam patamar de escoamento como mostrado
em (b), sendo então definido no pelo ponto P, limite de proporcionalidade.
Ductilidade

• Representa uma medida do


grau de deformação plástica
que foi suportada até a
fratura.

• O material que apresenta


deformação plástica muito
pequena (<5%), ou nenhuma,
é considerado frágil.
Ductilidade vs CCC e CFC

Tamanho original

Aço carbono após tração

Deformação maior que aço carbono


Tenacidade
• Quantidade de energia que o
material absorve até a fratura.

• Geralmente materiais tenazes são


aqueles que apresentam alta
ductilidade e alta resistência a
fratura. Tenacidade: área
abaixo da curva.

• A geometria do corpo de prova e a


maneira que a carga é aplicada
influi bastante nesse ensaio.
Tenacidade vs Temperatura
Tcrit Os metais que possuem uma estrutura
CFC cristalina cúbica de corpo centrado exibem
uma transição no modo de fratura: frágil a
Frágil Dúctil
temperaturas baixas e dúctil a maiores
CCC e materiais de temperaturas. Este comportamento é típico de
baixa resistência
aços estruturais ferríticos. Materiais que
apresentam temperatura de transição dúctil-
frágil devem ser usados somente em
Materiais de temperaturas acima da temperatura de
alta resistência transição para evitar fraturas frágeis e
catastróficas. Aços inoxidáveis austeníticos, os
quais são CFC, não apresentam transição
dúctil-frágil.
Módulo de elasticidade
• A inclinação (coeficiente angular) deste
segmento linear corresponde ao módulo
de elasticidade E.
• Essa relação é conhecida como lei de
Hooke, e a constante de
proporcionalidade E (com unidades de
GPa ou psi) é o módulo de elasticidade,
ou módulo de Young.
• Esse módulo pode ser considerado como
sendo a rigidez, ou a resistência do
material à deformação elástica.
• Quanto maior for esse módulo, mais
rígido será o material ou menor será a
deformação elástica que resultará da
aplicação de uma dada tensão.
Deformação Elástica
• Lei de Hooke:
Valores de Módulo de Elasticidade

Metais: 45 a 407 GPa


σ = E.ϵ ou E = σ Cerâmicos: 70 a 500 GPa
ϵ Polímeros: 0,007 a 4GPa

Rigidez=resistência à deformação elástica


E = Módulo de Elasticidade ou Módulo de Young (GPa)

O grau no qual uma estrutura se deforma (é tensionada) depende da tensão


que é imposta.
Módulo de elasticidade

Os valores para os módulos de


elasticidade dos materiais
cerâmicos tendem a ser maiores
do que os metais, que por sua
vez é maior do que para os
polímeros. Essas diferenças são
uma consequência direta dos
diferentes tipos de ligações
atômicas que existem nos três
tipos de materiais.
Módulo de elasticidade

O módulo de elasticidade está relacionado à energia de ligação


e não é influenciado pelo trabalho mecânico (encruamento).

O aumento da temperatura reduz o módulo de elasticidade.


Resiliência

• É a capacidade que o
material tem de
absorver energia
quando ele é
deformado
elasticamente e depois,
com o
descarregamento, ter
essa energia
recuperada.
Propriedades mecânicas para diferentes metais
Resistência à fadiga
Ensaio mecânico realizado com cargas cíclicas. Estima-se que o limite de
resistência à fadiga seja aproximadamente a metade da resistência do metal.

Curvas S-N típicas: aços e ligas de titânio (à esquerda) e metais não ferrosos em geral (à direita).
tps://www.youtube.com/watch?v=7Z90OZ7C2jI&t=1s

Dureza
• Resistência de um material a uma deformação plástica localizada.

• Existem diferentes ensaios de dureza:


‒ Dureza Rockwell https://www.youtube.com/watch?v=G2JGNlIvNC4&t=1s
‒ Dureza Brinell https://www.youtube.com/watch?v=RJXJpeH78iU&t=1s Para quem quiser saber mais
sobre esses ensaios
‒ Dureza Vickers https://www.youtube.com/watch?v=7Z90OZ7C2jI&t=1s
‒ Knoop

• A escolha do método dependerá do tipo de material, amostra entre


outros...
Tipos de ensaio de dureza

Indentadores
Exemplos de impressões de dureza

Impressão de Impressão
dureza de dureza
Vickers Brinell

Impressão de Impressão
dureza de dureza
Rockwell knoop
Vantagens no ensaio de dureza
• Os ensaios de dureza são realizados com maior frequência que qualquer
outro ensaio mecânico por diversas razões:

Eles são simples e baratos — ordinariamente, nenhum corpo de prova


especial precisa ser preparado e os equipamentos de ensaio são
relativamente baratos.
O ensaio é não destrutivo — o corpo de prova não é fraturado nem
excessivamente deformado; uma pequena impressão é a única deformação.
Com frequência, outras propriedades mecânicas podem ser estimadas a
partir dos dados de dureza, tal como o limite de resistência à tração.
Comparação entre várias escalas
de dureza

Exemplo:
Qual a dureza Vickers estimada
para um corpo de prova que
apresentou 40 HRC de dureza?

Resposta: aproximadamente 500 HV


Tanto a dureza quanto a resistência à tração são
indicadores da resistência de um material à
deformação plástica.

A Figura ao lado mostra essa proporcionalidade


para o aço, latão e ferro fundido. A relação de
proporcionalidade não é verdadeira para todos
os metais.

Como regra geral para a maioria dos aços a


dureza e o limite de resistência à tração estão
relacionados entre si de acordo com a
expressão:
Exemplo
• De acordo a figura
mostrada no slide
anterior, estime o
limite de resistência
à tração de um aço
que apresenta
200HB de dureza.

• Após compare com


valores de catálogos
de produtos
comerciais.
Estatística dos resultados de ensaios de propriedades

• O ideal é sempre seguir recomendações de normas técnicas específicas.

• Para obtenção de um resultado, relativamente confiável, são necessárias


pelo menos três medições com repetibilidade adequada.

Um valor médio (x) é obtido dividindo-se a soma de


O desvio padrão também é importante para
todos os valores medidos pelo número de medições
observar o grau de espalhamento,
realizadas. Onde n é o número de observações ou
onde xi, x e n foram definidos anteriormente.
medições e xi é o valor de uma dada medição.
Fatores de projeto e segurança

𝜎𝑃 = 𝑁′𝜎𝐶
• Os materiais podem exibir
variabilidade nas medições 𝜎𝑃 = tensão de projeto
𝜎𝐶 = tensão calculada (carga máxima estimda)
de suas propriedades. N’ = fator de segurança

• Para evitar que ocorram


falhas em serviço, deve-se 𝜎𝑙
inserir um fator de 𝜎𝑡 =
𝑁
segurança. 𝜎𝑡 = tensão admissível (tensão de trabalho)
𝜎𝑙 = tensão de escoamento
N = fator de segurança
Propriedades Químicas

• Em maior ou menor grau, os metais experimentam algum


tipo de interação com ambientes diversos.

• Geralmente, em propriedades químicas, se estuda a


degradação dos materiais. No caso dos metais, a corrosão.
Por que os metais são mais suscetíveis à corrosão?
• A degradação ocorre de forma mais
evidente nos metais e a ligação química
do tipo metálica justifica esse fato.

• Ligações iônicas e covalentes são mais


estáveis (não tem e- livres).

• Os metais, por terem elétrons livres, são


mais reativos, tanto é que na natureza,
aparecem, em maioria, na forma de
óxidos.
Minério de ferro: Fe2O3 (óxido) Redução do minério de ferro: operações siderúrgicas

Ferro oxidado Ferro metálico


Resistência química dos Metais

• Em maior ou menor grau, os metais experimentam algum


tipo de interação com ambientes diversos.
HNO3 + 3 HCl

• O ouro e a platina são atacados somente pela água-régia;

• o aços inoxidáveis são sensíveis à presença do íon cloreto.


Resistência química dos Metais
• o alumínio, embora possa resistir aos ácidos oxidantes como o nítrico,
não resiste ao ácido clorídrico e às soluções aquosas de bases fortes
como, por exemplo, hidróxido de sódio;

• o cobre e suas ligas sofrem corrosão acentuada em presença de


soluções amoniacais e em ácido nítrico;

• o titânio sofre corrosão em ácido fluorídrico, embora seja resistente a


outros meios ácidos.
Resistência química dos Metais
• O aço é o metal mais utilizado no planeta, em contrapartida, reage
facilmente em presença ao ar e umidade.

• Dessa forma é o metal mais estudado quanto aos casos de


degradação, ou, corrosão.

A disciplina de “Degradação e análise de falhas”


aborda esse assunto!
Potencial de eletrodo-padrão

• Ou seja, nem todos os metais se oxidam com o mesmo grau de


facilidade.

• É importante termos a previsão de alguns processos corrosivos para o


desenvolvimento de peças e equipamentos.

• Para tanto dispomos de uma tabela que indica a ordem preferencial


que cada metal perde seus elétrons.

• Esta tabela é conhecida por tabela de potenciais de eletrodo.


Série de
Potenciais de
Eletrodo-
Padrão

Eletrodo-
Padrão

Escolhido de
forma arbitrária
como padrão e
que teria
potencial zero.
Séria Galvânica

• Uma outra classificação, mais prática e realista, é dada


pela série galvânica.

• Ela representa as reatividades relativas de diversos metais e


ligas comerciais na água do mar.

• Perceba que os metais estão posicionados de forma


coincidente com a série de potenciais padrão.
A Série Galvânica
Propriedades Ópticas
O que acontece quando a luz incide em uma superfície?

Veremos os princípios e
conceitos básicos
relacionados à natureza da
radiação eletromagnética,
bem como as suas possíveis
interações com os metais.
Interações do espectro visível com os materiais
sólidos

Opaco Brilhoso Transparente


(Reflexivo)
Radiação eletromagnética

Por "propriedade óptica" subentende-se a


resposta de um material à exposição da radiação
eletromagnética e, em particular, com a luz
visível.

As ondas de radiação eletromagnética são


compostas por um campo magnético com um
campo elétrico que se propagam transportando
energia.

Dependendo do tamanho da onda, tem-se uma


faixa do espectro eletromagnético.
Espectro eletromagnético
Raios gama Raio x Ultravioleta Visível Infravermelho Micro-ondas Rádio

Espectro
eletromagnético é uma
escala de
radiações eletromagné
ticas onde são
representados os 7
tipos de ondas: ondas
de rádio, micro-ondas,
infravermelho, luz
visível, ultravioleta,
raios x e raios gama.
violeta anil azul verde amarelo alaranjado vermelho
Luz visível
Em 1665 Newton adquiriu
um prisma, fechou seu
quarto, deixando apenas
um pequeno orifício de
onde entrava a luz solar, e
fez a experiência do
prisma que separava as
cores do espectro, onde
era possível ver todas as
cores refratadas numa
parede. Newton mostrou,
experimentalmente, que a
luz era composta por um
espectro de sete cores.
Como enxergamos as cores?
Como enxergamos as cores?

Enxergamos a mesa preta,


pois ela absorve todas as Enxergamos a mesa azul, Enxergamos a mesa
cores do espectro visível pois ela reflete a cor azul. branca, pois ela reflete
(nenhuma cor é refletida). todas as cores do
espectro visível.
O que acontece quando a luz incide em uma
superfície?

• Quando a luz segue de um meio para outro, uma parte da


radiação luminosa pode ser transmitida, outra absorvida e outra
refletida.

• Para entender esses fenômenos precisamos compreender as


interações atômicas e eletrônicas dos materiais quando
submetidos a algum tipo de radiação.

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Transparente vs Translúcido vs Opaco

• Materiais transparentes: Materiais capazes de transmitir a luz com uma


absorção e reflexão relativamente pequena.

• Materiais translúcidos: São materiais através do qual a luz é transmitida de


uma maneira difusa, isto é, onde a luz dispersa no interior do material.

• Materiais opacos: São os materiais que são impenetráveis à transmissão da


luz visível.
Transparente vs Translúcido vs Opaco

Translúcida
(vidro)

Transparente
(vidro) Opaco
(armário)
Absorção vs Reflexão vs Transmissão

• Absorção: energia de fóton de luz que


é assimilado dentro de uma
substância.

• Reflexão: representa a quantidade de


luz que incide em um material e é
refletida.

• Transmissão: passagem de luz através


de um sólido transparente.
Refração

• A luz transmitida para o


interior de materiais
transparentes experimenta
uma diminuição de sua
velocidade e, como resultado
disso, é desviada na interface;
esse fenômeno é
denominado refração.
Propriedades ópticas nos metais
O brilho característico dos metais é
devido à mobilidade dos elétrons.
Os metais são opacos para os
espectros de frequências, desde
as ondas de rádio, passando
pelas radiações infravermelha e
visível, até aproximadamente a
metade da radiação ultravioleta.

Quando uma onda de luz incide na


Para saber mais sobre níveis de energia: superfície de um metal , os elétrons oscilam
https://www.youtube.com/watch?v=N9nWdNadklE irradiando luz (brilho que enxergamos)
Propriedades ópticas nos metais

Os metais são
transparentes às
radiações de alta
frequência:

(𝑟𝑎𝑖𝑜𝑠 𝛼 𝑒 𝛾)
Propriedades ópticas nos metais

• A refletividade para a
maioria dos metais
encontra-se entre 0,90 e
0,95.

• Uma pequena fração da


energia dos processos de Uma vez que os metais são altamente refletivos, a cor
percebida é determinada pelo comprimento de onda da
decaimento eletrônico é radiação que é refletida (e não absorvida). Quando a luz de
dissipada na forma de calor. uma determinada cor atinge a superfície de um metal, os
elétrons da superfície oscilam dando origem a uma onda
eletromagnética que percebemos com a reflexão da fonte.
Como funciona o espelho?

2° camada de tinta protetora


1° camada de tinta protetora
Resina protetora camada passivadora
camada de prata
camada sensibilizadora
vidro

O espelho é formado por um sanduíche, tendo uma


lâmina de vidro, uma camada de prata e tinta.
Responsável
pela reflexão
Cores dos metais
Alumínio
• Uma aparência prateada brilhante quando o material é
exposto à luz branca indica que o metal é altamente refletivo
ao longo de toda a faixa do espectro visível.

Prata
• Por exemplo, o alumínio e a prata são dois metais que
exibem esse comportamento refletivo.

• O cobre e o ouro possuem aparência vermelho-alaranjada e Ouro


amarela, respectivamente, pois uma parte da energia que
está associada aos fótons de luz com menores comprimentos
de onda não é reemitida na forma de luz visível.
Cobre
Cor do metal: distribuição dos comprimentos de onda refletidos

400 a 450 nm – violeta


450 a 500 nm – azul
500 a 550 nm – verde
550 a 600 µm – amarelo
600 a 650 nm – laranja
650 a 700 nm – vermelho

A prata reflete eficientemente quase todos os


comprimentos de onda do espectro visível, por isso
sua cor esbranquiçada.
O ouro reflete quase que completamente a luz
vermelha e a amarela.
Propriedades Térmicas

Por que estudar as Propriedades Térmica dos Metais?

As decisões referentes à seleção de materiais para componentes


que devem ser expostos a temperaturas elevadas ou
extremamente baixas, ou alterações de temperaturas e
gradientes térmicos, exigem que se tenha uma boa
compreensão dos fenômenos térmicos dos metais.

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O que acontece quando mudamos a temperatura de
um metal?

 Variação dimensional;
 Dilatação ou expansão térmica
(em aquecimento);
 Contração (no resfriamento);
 Calor é absorvido ou
transmitido;
 Transformações de fases.
Expansão Térmica

À medida que um sólido


absorve energia na forma
de calor, a sua
temperatura aumenta,
assim como também
aumentam as suas
dimensões.
Exemplo: Funcionamento de um termostato
O termostato é empregado para regular a temperatura e
utiliza o fenômeno da expansão térmica onde uma tira
bimetálica com diferentes coeficientes de expansão térmica,
ao sofrerem uma alteração na temperatura, o metal com o
maior coeficiente de expansão alongará mais, produzindo a
direção de flexão mostrada na Figura (a). No termostato
mostrado na Figura (b), o metal que possui o maior
coeficiente de expansão está localizado no lado inferior da
tira, de modo que, com o aquecimento, a bobina tende a se
desenrolar. Preso à extremidade da bobina encontra-se
um interruptor de mercúrio — um pequeno bulbo de vidro
que contém várias gotas de mercúrio [Figura (b)].

Esse interruptor está montado de maneira que, quando a temperatura varia, as deflexões da extremidade da
bobina empurram o bulbo em uma direção ou na outra; de maneira correspondente, o bolsão de mercúrio irá se
deslocar de uma extremidade à outra do bulbo. Quando a temperatura atinge o ponto de controle do termostato,
é feito o contato elétrico, conforme o mercúrio se desloca para uma extremidade; isso liga a unidade de
aquecimento ou de resfriamento (por exemplo, um forno ou ar-condicionado). A unidade se desliga quando uma
temperatura limite é atingida e, conforme o bulbo se inclina na outra direção, o bolsão de mercúrio se desloca
para a outra extremidade, e o contato elétrico é desfeito
A energia térmica é transportada de regiões mais quentes para
regiões mais frias da amostra, caso existam gradientes de
temperatura.
Temperatura Temperatura
maior menor

Mesma
temperatura
Capacidade Calorífica
• Um material sólido, quando aquecido, experimenta um aumento
de temperatura, o que significa que alguma energia foi absorvida.
alumínio
madeira

Qual dos dois materiais


apresenta maior
capacidade calorífica?
Ti = 20°C Ti = 20°C
Q= 1000cal Q= 1000 cal
Tf = 24°C Tf = 44°C
A capacidade calorífica representa a quantidade de energia para
produzir um aumento unitário de temperatura.

Podemos
Calor específico: É interpretar a
a quantidade de capacidade
calor que um calorífica como a
grama de uma dificuldade de variar
substância recebe a temperatura de
ou cede para que um material , ou
sua temperatura seja, quanto maior o
se altere de 1oC. calor específico
maior a quantidade
de calor necessária
para variar a
temperatura.
Capacidade Calorífica Vibracional

• Os átomos nos
materiais sólidos estão
constantemente
vibrando a frequências
muito altas e com
amplitudes
relativamente Na maioria dos sólidos a principal modalidade
pequenas. de assimilação da energia térmica é pelo
aumento da energia vibracional dos átomos.
Representação
esquemática da
geração de ondas
reticulares em um
cristal por meio de
vibrações atômicas.

Essas vibrações são


chamadas de fônons.
fônon

O aquecimento até temperaturas sucessivamente elevadas


aumenta a energia vibracional.
Elementos de liga vs Condutividade Térmica

Uma vez que os elétrons livres


são os principais responsáveis
pela condução térmica nos
metais, a adição de elementos
de liga diminui a condutividade
térmica.
O gráfico mostra isso, onde o
aumento na adição de zinco
reduz a condutividade térmica.
Expansão Térmica

• De uma perspectiva atômica, a


expansão térmica é refletida por um
aumento na distância média entre os
átomos.

• A porosidade não influencia na


expansão térmica (o poro dilata T2 > T1
como se fosse o próprio material que
o contém).

• A expansão térmica pode ser: linear, Essa é uma característica geral, mas existem
exceções de materiais que contraem o volume
volumétrica e superficial. com o aumento da temperatura.
Variação da expansão térmica
em função da temperatura

A maioria dos materiais sólidos se


expande quando é submetido a
um aquecimento e se contrai
quando é submetido a um
resfriamento.

Metais possuem coeficientes de


Há exceções onde o material
expansão térmica maiores do que
contrai ao ser aquecido cerâmicos e menores do que
polímeros.
Expansão térmica linear
Consiste na variação considerável de apenas uma dimensão. Como, por
exemplo, em barras, cabos e fios.
A Figura mostra as
consequências de
temperaturas anormalmente
elevadas em 24 de julho de
1978, próximo a Asbury
Park, Nova Jersey: trilhos de
trem retorcidos [que
causaram o descarrilamento
de um vagão de passageiros
(no fundo)] como resultado
das tensões provocadas por
uma expansão térmica
imprevista.
Expansão térmica linear
Solução: utilizar juntas de
dilatação
Expansão térmica volumétrica

A dilatação ocorre nas três dimensões de um sólido (largura,


comprimento e altura).

Lembrando que a
água apresenta um
comportamento
anômalo!
Em 4°C se tem o menor volume
(logo a maior densidade).
Diminuindo a temperatura até
zero grau se observa o
aumento do volume (logo Graças ao comportamento anômalo da água, em
diminui a densidade). Por isso um forte inverno, é possível manter a fauna e a
que o gelo flutua. flora no fundo do lago (4°C).
Expansão térmica volumétrica
Mudança de volume no ferro: A mudança de volume também pode decorrer
da mudança de fase.
A mudança de volume ocorre quando o FeCCC
é aquecido e transforma-se em FeCFC.

Na transformação o parâmetro de rede muda


de aCCC = 2,863A para aCFC = 3,591A.
Expansão térmica superficial
Quando a dilatação é predominante
na área do corpo.

http://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/forte-calor-faz-concreto-dilatar-na-avenida-iguacu/ Solução: usar junta de dilatação.


Para cada classe de materiais (metais, cerâmicas e polímeros), quanto
maior for a energia da ligação atômica, menor a expansão térmica.
Condutividade Térmica
• O calor é transportado em materiais sólidos tanto através das ondas de
vibração do retículo (fônons), como através dos elétrons livres.

• Os elétrons livres em uma região quente da amostra aumentam sua energia


cinética. Então eles migram para as áreas mais frias, onde uma parte dessa
energia cinética é transferida para os próprios átomos (na forma de energia
vibracional), como consequência de colisões com os fônons ou outras
imperfeições no cristal.
Condutividade Térmica em Metais

• A condutividade térmica total aumenta com o aumento das


concentrações de elétrons livres, uma vez que mais elétrons
estão disponíveis para participar nesse processo de transferência
de calor.

• Em metais o mecanismo de transporte de calor é muito mais


eficiente com elétrons do que a contribuição dos fônons.
Baseado no quadro ao
lado, o que podemos
concluir?
Baseado no quadro ao
lado, o que podemos
concluir?

Os metais possuem melhor


condutividade devido aos
elétrons livres e as espumas
possuem pior
condutividade tanto pelo
fato de não terem elétrons
livres como também pela
presença de poros.
Tensões Térmicas
• As tensões térmicas são tensões induzidas em um corpo como resultado
de variações na temperatura.

• É importante uma compreensão das origens e da natureza das tensões


térmicas, pois essas tensões podem levar à fratura ou a uma
deformação plástica indesejável.

• Quando um corpo sólido é aquecido ou resfriado, gradientes de


temperatura surgem por um rápido aquecimento ou resfriamento, onde
a parte exterior muda de temperatura mais rapidamente do que a parte
interior.
Tensões no resfriamento rápido
Aquecimento Resfriamento rápido Resfriamento final
T superfície = 25°C T superfície = 25°C
T = 900°C

T núcleo = T núcleo =
900°C
25°C Tensões
residuais
T°C Ocorre um gradiente As condições de tensão
homogênea, de temperatura, onde interior-exterior se
expansão a superfície resfria invertem onde o núcleo
uniforme primeiro contraindo o ao resfriar continua
volume superficial, contraindo e
enquanto o núcleo consequentemente a
ocupa um volume superfície é colocada
maior, tentando em um estado de
expandir seu volume tração.
para fora.
Alívio de Tensões

Tratamento térmico:
Alívio de tensões

Tensão análoga ao sapato apertado, onde


pé está comprimido pelo sapato, o qual Para remover as
impõe uma força trativa para expandir o tensões residuais, são
sapato. As tensões trativas na superfície realizados tratamentos
diminuem a resistência do material. térmicos.
Para saber mais: tensões residuais
ANÁLISE NUMÉRICA DA INFLUÊNCIA DA VELOCIDADE DE RESFRIAMENTO NA INVERSÃO DAS
TENSÕES TÉRMICAS E NO ESTADO FINAL DE TENSÃO RESIDUAL APÓS TÊMPERA

Tensões de transformação desenvolvidas na condição Tensões de transformação desenvolvidas na condição


de maior velocidade de resfriamento de menor velocidade de resfriamento

https://abmproceedings.com.br/ptbr/article/anlise-numrica-da-influncia-da-velocidade-deresfriamento-na-inverso-das-tenses-trmicas-eno-estado-final-de-tenso-residual-aps-tmpera
Por que os metais empenam?

• Metais são dúcteis,


sendo assim o alívio das
tensões termicamente
induzidas pode ocorrer
através de uma
deformação plástica.
Quando a tensão residual for maior
do que a resistência elástica do
Empenamento por material, ele escoa e deforma
choque térmico plasticamente.
Por que chapas soldadas empenam?
Poça de fusão
• A poça de fusão e a
fonte de calor juntas
provocam um
aquecimento
localizado que tenderá
a se expandir, em
contrapartida o
resfriamento provoca a
contração e o possível
empenamento.
Propriedades Elétricas

O movimento ordenado
de cargas elétricas é o que
determina a corrente
elétrica.
Propriedades Elétricas
• Nos materiais sólidos a corrente tem origem a partir do escoamento
ordenado de elétrons, a qual é conhecida por condução eletrônica.

As partículas carregadas positivamente são aceleradas na direção do campo,


enquanto as partículas carregadas negativamente são aceleradas na direção oposta.
Resistividade elétrica

• Propriedade específica de
cada material que define o
quanto ele se opõe à
passagem de uma
corrente elétrica.
Resistividade elétrica
• Para algumas aplicações, tais como nos elementos de
aquecimento de um forno, deseja-se uma elevada
resistividade elétrica.

• A perda de energia pelos elétrons que são espalhados é


dissipada na forma de energia térmica. Tais materiais não
devem possuir apenas uma resistividade elevada, mas
também uma resistência à oxidação a temperaturas elevadas
e, obviamente, um ponto de fusão elevado.
Condutividade elétrica

• É um indicativo da facilidade
como que um material é
capaz de conduzir uma
corrente elétrica.

• Inverso da resistividade:
1
𝜎=
𝜌
Influência dos defeitos cristalinos

• Uma vez que os defeitos cristalinos


servem como centros de Eventos de
espalhamento para os elétrons de espalhamento
condução nos metais, o aumento do
número destes também aumenta a
resistividade (ou diminui a
condutividade).

• A concentração dessas imperfeições


depende da temperatura, da Movimento líquido do elétron
composição e do grau de deformação a
frio (contornos de grão deformados)
de uma amostra de metal.
Influência das Impurezas
Em uma liga metálica (metal formado pelo
menos por dois elementos químicos) teremos
átomos de impureza. As impurezas agem com
centros de espalhamento dos elétrons.

Resistividade elétrica à temperatura ambiente


em função da composição para ligas Cu-Ni.
Quanto maior a quantidade níquel no cobre,
maior a resistividade.
Movimento dos elétrons em uma estrutura com impurezas.
Efeito da temperatura na condutividade elétrica em
vários materiais
• Nos metais, o aumento da
temperatura aumenta a METAIS

agitação térmica SEMICONDUTORES


reduzindo o livre percurso ISOLANTES

médio dos elétrons e a


mobilidade dos mesmos,
como consequência a
condutividade elétrica é
reduzida.
Influencia da deformação plástica na condutividade
elétrica
• A deformação plástica
também aumenta a
resistividade elétrica
como resultado do
maior número de
discordâncias que
causam o espalhamento
Deformado
dos elétrons. plasticamente
Propriedades Magnéticas
Fenômeno pelo qual os materiais exercem uma força ou influência de
atração ou de repulsão sobre outros materiais
Todos materiais são atraídos por imãs?
• O ferro, alguns aços e o mineral magnetita, de
ocorrência natural, são exemplos bem conhecidos
de materiais que exibem propriedades
magnéticas.

• 500 a.C os gregos já sabiam que um mineral


específico tinha uma misteriosa atração pelo
ferro.

• Em 1050 d.C descobriu-se que um pedaço de


Magnetita suspenso oscilava gradualmente até
apontar o norte-sul.
Todos materiais são atraídos por imãs?

Materiais que são


compostos por átomos
que possuem camadas
eletrônicas totalmente
preenchidas não são
capazes de serem
magnetizados
permanentemente.
É fato que o campo magnético
é fundamental para a vida, pois
protege as camadas de ar ao
minimizar ataques de ventos
solares.

Para saber mais:


https://www.youtube.com/watch?v=pvoDNeZ983E
Qual a origem das forças magnéticas?
• As propriedades magnéticas
dos materiais são uma
consequência dos momentos
magnéticos relacionados:

Ao seu movimento orbital ao


redor do núcleo;
Ao movimento do elétron em
torno de seu eixo. Demonstração do momento magnético
associado a (a) um elétron em órbita e a (b) um
elétron girando em torno de seu eixo.
Como ocorre a magnetização?

Polo norte
Os elétrons através
de um movimento Campo
circular ordenado, magnético:
saindo do polo onde alguns
norte em direção metais podem
ao polo sul formam ser atraídos.
o campo
magnético.

Polo sul
Estados de magnetização
• Os tipos de magnetismo incluem:
Diamagnetismo
Paramagnetismo
Ferromagnetismo

• Além desses, o antiferromagnetismo e o ferrimagnetismo são


considerados subclasses do ferromagnetismo.
Ferromagnetismo
• Esses materiais já têm os seus Ilustração esquemática do alinhamento mútuo
domínios magnéticos alinhados, de dipolos atômicos para um material
mesmo sem a presença de um ferromagnético, o qual existirá mesmo na
campo magnético externo. Eles
apresentam um momento ausência de um campo magnético externo.
magnético permanente na
ausência de um campo externo e
manifestam magnetizações Domínios: regiões
muito grandes e com orientação
permanentes. Exemplos: São magnética.
exibidas pelos metais de
transição ferro (como ferrita α
CCC), cobalto, níquel e alguns dos
metais terras-raras, como o
gadolínio (Gd). Alinhamento dos dipolos atômicos
para um material ferromagnético.
Metal ferromagnético

Ao colocarmos o ...seus elétrons irão ...como se o ferro Assim o Fe, o Co


ferro, o níquel ou agir da mesma fosse um imã e o Ni serão
o cobalto dentro forma que o imã... também. fortemente
do campo atraídos pelo
magnético... imã.
Diamagnetismo
• Ele é induzido por uma mudança no Configuração do dipolo atômico para um
movimento orbital dos elétrons material diamagnético com e sem a presença
causada pela aplicação de um de um campo magnético.
campo magnético. Nesses materiais,
os domínios magnéticos encontram-
se livres para girar na presença de
um campo magnético, no entanto,
os momentos de dipolo magnético
desse material alinham-se de forma
oposta ao campo magnético externo
Na ausência de um Na presença de um
e, portanto, são repelidos pelos campo externo, campo, são induzidos
ímãs. Exemplos: cobre, prata, ouro, não há dipolos. dipolos que são alinhados
zinco, chumbo... em uma direção oposta à
direção do campo.
Metal diamagnético

Ao colocarmos o ...o efeito será o


cobre em contato ...e eles irão se
oposto... repelir...
com um imã...

Exemplos de outros metais diamagnéticos: prata, ouro, chumbo...


Paramagnetismo
• Nos materiais paramagnéticos, Configuração do dipolo atômico com e sem
os domínios magnéticos um campo magnético externo para um
encontram-se naturalmente material paramagnético.
desorientados. Na presença de
um campo magnético externo,
podem alinhar-se, sendo
levemente atraídos pelos ímãs,
enquanto houver proximidade
entre eles. Exemplos: alumínio,
magnésio, titânio, cromo, Domínios Domínios
platina, estanho... magnéticos magnéticos
desalinhados. alinhados.
Paramagnético

Ao colocarmos o ...somente alguns ...dessa forma, o


alumínio em elétrons se alumínio é
contato com um alinham... levemente
imã... atraído.
Exemplos de outros metais diamagnéticos: magnésio.
Antiferromagnetismo
• Essa propriedade resulta de um alinhamento antiparalelo; o alinhamento
dos momentos de spin de átomos ou íons vizinhos em direções exatamente
opostas Diferentemente dos materiais ferromagnéticos, esses materiais são
fortemente repelidos por campos magnéticos
externos. Exemplos: manganês, cromo.

Representação esquemática do alinhamento


antiparalelo de momentos magnéticos
de spin para o óxido de manganês
antiferromagnético.
Ferrimagnetismo
• Característica de alguns materiais cerâmicos que também exibem uma
magnetização permanente. Ocorre pelo alinhamento antiparalelo de
momentos magnéticos (spins) de átomos vizinhos onde cada um dos
componentes do par antiparalelo é diferente, logo não se cancelam gerando
um momento líquido resultante.

Diagrama esquemático mostrando a


configuração dos momentos magnéticos
de spin para os íons Fe2+ e Fe3+ no Fe3O4.
Influência da temperatura sobre o comportamento
magnético
• A temperatura também pode influenciar nas características magnéticas
dos materiais.

• O aumento da temperatura de um sólido resulta em um aumento na


magnitude das vibrações térmicas dos átomos.

• Dessa forma os momentos magnéticos atômicos tornam-se livres para


girar, tendendo a tornar aleatórias as direções de quaisquer momentos
que pudessem estar alinhados.
Temperatura de Curie
• Materiais ferromagnéticos e
ferrimagnéticos perdem sua imantação
caso aquecidos acima da temperatura
de Curie, temperatura na qual os
domínios magnéticos perdem sua
orientação.

• Com o aumento da temperatura, a


magnetização de saturação diminui
gradualmente, e então cai
abruptamente para zero, no que é
conhecido por temperatura Curie, Tc.
Referências:
• ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de Química: questionando a vida
moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2006.

• CALLISTER, W. D., Jr.; RETHWISCH, D. G. Ciência e Engenharia de


Materiais: uma introdução. 8.ed. Rio de Janeiro, RJ: LTC, 2015.
Bons estudos!