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Ano II - nº 13 | Fev/2021 | ISSN 2675-2573 ISSN 2675-2573

CLAUDIO ALVES DA SILVA

A universidade abriu meu universo e me


fez ver quanto cada degrau da
escolarização foi importante.

FILIADA À:
DESTAQUES
A CRIANÇA, A LUDICIDADE E A APRENDIZAGEM
Eliana da Silva Petek

REFLEXÕES SOBRE A CULTURA INDÍGENA E A EDUCAÇÃO


Kelly da Cruz Bianchini

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1
Ano II - Nº 13 - Fevereiro de 2021 - ISSN: 2675-2573
A educação evolui quanto mais evoluem seus profissionais www.primeiraevolucao.com.br
Ano II - nº 13 Feveiro de 2021 - ISSN 2675-2573
https://doi.org/10.52078/rpe13

Editor Responsável:
Antônio R. P. Medrado

Coordenação editorial:
Ana Paula de Lima
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Vilma Maria da Silva
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Adeílson Batista Lins
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Thais Thomaz Bovo
Veneranda Rocha de Carvalho
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AUTORES(AS)

Anna Caroliny Lima Kecek Ruiz


Celia da Silva Santos
Eliana da Silva Petek
Kátia Aparecida Oliveira Costa
Kelly da Cruz Bianchini
Maria Vanuzia de Lima Santos
Marinalda Bezerra da Silva
Michelly Aparecida Nogueira Sousa dos Santos
Monika Shinkarenko

São Paulo
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2 Ano II - Nº 13 - Fevereiro de 2021 - ISSN: 2675-2573
A revista PRIMEIRA EVOLUÇÃO é um projeto editorial criado pela
Ano II - Nº 13 - Feveiro de 2021
ISSN: 2675-2573 Edições Livro Alternativo para auxiliar professores(as) a publicarem suas
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pesquisas, estudos, vivências ou relatos de experiências.
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Isac dos Santos Pereira
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ÍNDICE
05 APRESENTAÇÃO Prof. Me. Adeílson Batista Lins

09 HOMENAGEM Claudio Alves da Silva

COLUNAS
14 Catalog’Art; Naveg’Ações de Estudantes

67 POIESIS

ARTIGOS
Destaque

1. MÉTODOS PEDAGÓGICOS EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA


Anna Caroliny Lima Kecek Ruiz 15
2. O BRINCAR, SEU CONTEXTO E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA AS CRIANÇAS
Celia da Silva Santos 25
3. A CRIANÇA, A LUDICIDADE E A APRENDIZAGEM
Eliana da Silva Petek 29
4. INTERAÇÃO E MOTIVAÇÃO POR MEIO DA AFETIVIDADE
Katia Aparecida Oliveira Costa 35
5. REFLEXÕES SOBRE A CULTURA INDÍGENA E A EDUCAÇÃO
Kelly da Cruz Bianchini 39
6. A APROPRIAÇÃO DA CULTURA POR MEIO DA ARTE
Maria Vanuzia de Lima Santos 47
7. EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E A IMPORTÂNCIA DA ALFABETIZAÇÃO NA VIDA
Marinalda Bezerra da Silva 53
8. A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Michelly Aparecida Nogueira Sousa dos Santos 59
9. UM OLHAR SOBRE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Monika Shinkarenko 63

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UM OLHAR SOBRE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO


MONIKA SHINKARENKO

RESUMO: As formas tradicionais de alfabetização inicial consistem num método no qual o


professor transmite seus conhecimentos aos alunos. Porém, esses professores têm um enorme
desafio diante das muitas dificuldades que a criança enfrenta antes de entender o verdadeiro
sentido da leitura. Atualmente também ocorreram várias mudanças na sociedade, como o
advento das tecnologias, tornando o mundo globalizado, contribuindo assim para aumentar a
complexidade desse processo. Buscamos com esse trabalho compreender através dos teóricos
um pouco mais sobre alfabetização e letramento. Esperamos contribuir para auxiliar os
professores nesse período tão complexo que é a alfabetização.

Palavras-chave: Aprendizagem. Leitura. Escrita. Práticas. Alunos.

INTRODUÇÃO mento no processo de ensino e aprendizagem.


FERREIRO (1999, p.47), afirma que ”a alfabe‐
Com o advento da sociedade do conhe‐ tização não é um estado ao qual se chega, mas
cimento, as constantes mudanças no campo um processo cujo início é na maioria dos ca‐
educacional exigem dos educadores a busca sos anterior à escola e que não termina ao fina‐
contínua de inovações, visando à melhoria de lizar a escola primária”.
suas práticas pedagógicas. Esse processo im‐
plica reelaborações de conhecimentos, conce‐ Segundo Ferreiro (1996, p.24) “O de‐
bendo o professor como um ser que interage senvolvimento da alfabetização ocorre, sem
com o saber. Assim, sendo a escola um espa‐ dúvida, em um ambiente social. Mas as práti‐
ço permanente de produção de conhecimen‐ cas sociais, assim como as informações soci‐
to, é preciso portanto, desenvolver práticas ais, não são recebidas passivamente pelas
sociais de modo a compreender o letramento crianças.” Muitos professores atualmente ain‐
enquanto um novo conceito de compreensão da definem erroneamente o processo de alfa‐
acerca da função social da escrita. betização como sinônimo de uma técnica.
Na aprendizagem inicial as práticas uti‐ De acordo com suas experiências com
lizadas são muitas vezes, baseadas na junção crianças, Ferreiro (1999, p. 44-7), esquemati‐
de sílabas simples, memorização de sons, de‐ za algumas propostas fundamentais sobre o
cifração e cópia. Tais práticas fazem com que a processo de alfabetização inicial:
criança se torne um espectador passivo ou re‐ • -Restituir a língua escrita seu caráter de ob‐
ceptor mecânico, pois não participa totalmen‐ jeto social;
te no processo de construção do conhecimento.
Para Ferreiro (1996 p.144), leitura e escrita são • -Desde o início (inclusive na pré-escola) se
sistemas construídos paulatinamente. As pri‐ aceita que todos na escola podem produzir e
meiras escritas feitas pelos educandos no iní‐ interpretar escritas, cada qual em seu nível;
cio da aprendizagem devem ser consideradas • -Permite-se e estimula-se que a criança
como produções de grande valor, porque de al‐ também tenha interação com a língua escrita,
guma forma os seus esforços foram colocados nos mais variados contextos;
nos papéis para representar algo”.
• -Permite-se o acesso o quanto antes possí‐
vel à escrita do nome próprio;
O DESENVOLVIMENTO DA ALFABETIZAÇÃO • -Não se supervaloriza a criança, supondo
O professor alfabetizador precisa reco‐ que de imediato compreenda à relação entre
nhecer o significado de alfabetização e letra‐ a escrita e a linguagem;

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• -Não se pode, imediatamente, ocorrer cor‐ ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
reção gráfica nem correção ortográfica.
Existem diferenças entre alfabetização
Entretanto, no processo de alfabetiza‐ e letramento, porém como vamos observar
ção inicial, nem sempre esses critérios são uti‐ aqui, são duas ações complementares não po‐
lizados. Por isso é necessário um olhar atento dendo se desvincular. De acordo com Rios e
e contínuo para que a alfabetização se efetive Libânio (2009, p. 33) “a alfabetização e o le‐
de forma cuidadosa e completa, onde os alu‐ tramento são processos que se mesclam e co‐
nos compreendam o que leem e escrevem. A existem na experiência de leitura e escrita nas
metodologia normalmente utilizada pelos pro‐ práticas sociais, apesar de serem conceitos
fessores parte daquilo que é mais simples, pas‐ distintos”.
sando para os mais complexos.
Podemos dizer sobre alfabetização, que
não basta saber as letras, se faz necessário in‐
SOBRE OS MÉTODOS E AS POLÊMICAS terpretar:
Para FERREIRO e TEBEROSKY (1985, Uma pessoa alfabetizada conhe‐
p.18), ”a preocupação dos educadores tem-se ce o código alfabético, domina as
voltado para a busca do melhor ou mais eficaz relações grafônicas, em outras
dos métodos, levando a uma polêmica entre palavras, sabe que sons as letras
representam, é capaz de ler pala‐
dois tipos fundamentais: método sintético e vras e textos simples, mas não
método analítico.” Podemos observar que exis‐ necessariamente é usuário da lei‐
tem diferenças bem grandes nesses dois pro‐ tura e da escrita na vida social.
cessos. Assim o professor deve direcionar sua CARVALHO (2010, p.66)
atenção ao método que se adéque melhor aos
seus alunos. Conforme analisamos a alfabetização
e o letramento, entendemos que são interde‐
Entretanto, o educador na fase de al‐
pendentes e se mesclam, pois uma depende
fabetização deve observar os prós e contras
exclusivamente da outra. Se observarmos que
dos métodos com muito cuidado. FERREIRO
isso não está sendo alcançado, se configura o
(2000, p. 30), observa que, “Se compreen‐
analfabetismo funcional, onde a criança ou o
dermos que qualquer informação tem que
adulto lê, mas não compreende completamen‐
ser assimilada, e, portanto, transformada pa‐
te o que leu, apenas decodifica as letras.
ra ser operante, então teríamos que aceitar
também que os métodos (como sequência Hoje, os grandes objetivos da
de passos ordenados para chegar a um fim), Educação são: ensinar a apren‐
não oferecem mais do que sugestões, incita‐ der, ensinar a fazer, ensinar a
ser, ensinar a conviver em paz,
ções, práticas rituais ou conjuntos de proibi‐ desenvolver a inteligência e ensi‐
ções”. Para a autora o método não cria nar a transformar informações
conhecimento. em conhecimento. Para atingir
esses objetivos, o trabalho de al‐
O que seria correto na concepção de
fabetização precisa desenvolver o
FERREIRO, se interrogar, “através de que tipo letramento. O letramento é en‐
de prática é introduzida na linguagem escrita, tendido como produto da partici‐
e como se apresenta esse objeto no contexto pação em práticas sociais que
escolar.”(2000, p. 30). Por ser a alfabetização usam a escrita como sistema sim‐
um momento tão importante, o olhar atento bólico e tecnologia. FERNANDES
do professor se faz necessário. Sempre se in‐ (2010, p.19)
terrogando para adequar um processo que se
encaixe melhor à sua turma, pesquisando em De acordo com Soares citada por Mo‐
que nível seus alunos estão, e assim traçar um rais e Albuquerque (2007, p. 47): “Alfabetizar
percurso até onde se quer chegar. Por tanto, o e letrar são duas ações distintas, mas insepa‐
professor não pode direcionar suas práticas, ráveis do contrário: o ideal seria alfabetizar le‐
somente entre métodos, é preciso se reciclar, trando, ou seja, ensinar a ler e escrever no
inovar, ter criatividade, buscar uma formação contexto das práticas sociais da leitura e da
continuada, principalmente nessa etapa, pois escrita, de modo que o indivíduo se tornasse
o processo de alfabetização deve superar os ao mesmo tempo alfabetizado e letrado”. A re‐
métodos. lação entre alfabetização e letramento acon‐
tece quando o professor entende que

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alfabetizada é a pessoa que aprende a escrita a qualidade na educação das classes de alfa‐
alfabética com habilidades para ler e escrever betização, utilizando diferentes metodologias
sequencialmente, letramento é a continuação e conceitos, trazendo novos conhecimentos
do saber ler e escrever, interpretando o que para sua prática. É necessário que o professor
lê, associando as práticas sociais e vivências encontre um caminho no qual possa alfabeti‐
de mundo. zar /letrando, superando essa dicotomia, dan‐
do início a um processo de extinção do
analfabetismo funcional.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste trabalho pudemos observar que
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
alfabetização e letramento são coisas distin‐
tas, mas complementares, uma sem a outra CARVALHO, Marlene. Alfabetizar e letrar: um di‐
não produzem efetividade no processo de al‐ álogo entre a teoria e a prática. 7.ed. Petrópolis,
fabetização. É importante que a criança se RJ: Vozes, 2010.
aproprie da leitura e da escrita, pois vivemos FERREIRO, Emília. Alfabetização em processo.
São Paulo: Cortez, 1996.
em uma sociedade letrada e para isso a ne‐
cessidade de interpretação e compreensão é FERREIRO, Emília. Com todas as letras. São Pau‐
lo: Cortez, 1999.
fundamental nesse processo. Além de codifi‐
car e decodificar as palavras, elas devem com‐ FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. A psicogêne‐
se da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas,
preender os usos sociais da leitura e escrita,
1985.
como construção de meios para que se possa
FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetiza‐
atuar como sujeito de direitos. Faz-se neces‐ ção. São Paulo: Cortez, 2000.
sário a compreensão do mundo para que as
MORAIS, Artur Gomes de; ALBUQUERQUE, Eliana
crianças de hoje se tornem adultos crítico- re‐ Borges Correia de. Alfabetização e letramento.
flexivas capazes de construir transformações Construir notícias. Recife, PE, v. 07 n.37, p. 5-
na vida e na sociedade. 29, nov/dez, 2007.
Diante de tantos desafios é de suma RIOS, Zoé; LIBÂNIO, Márcia. Da escola para casa:
urgência que os professores tenham sempre alfabetização. Belo Horizonte: MG, 2009.
uma formação continuada, procurando atingir

Monika Shinkarenko
Formada no Magistério pela Escola de 1° e 2° Graus de Palmital. Cursan‐
do Pedagogia pela Faculdade Unicesumar. Professora de Educação Infan‐
til na Prefeitura Municipal de São Paulo.

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AUTORES(AS):

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• Celia da Silva Santos
• Eliana da Silva Petek
• Kátia Aparecida Oliveira Costa
• Kelly da Cruz Bianchini
• Maria Vanuzia de Lima Santos
• Marinalda Bezerra da Silva
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