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GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

PROF. FERNANDO HENRIQUE

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA PROF. FERNANDO HENRIQUE y B(0,b) M(x,y) a a A’(-a,0) b A(a,0) x F’(-c,0)
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA PROF. FERNANDO HENRIQUE y B(0,b) M(x,y) a a A’(-a,0) b A(a,0) x F’(-c,0)
y B(0,b) M(x,y) a a A’(-a,0) b A(a,0) x F’(-c,0) c F(c,0) y B’(0,-b)
y
B(0,b)
M(x,y)
a a
A’(-a,0)
b A(a,0)
x
F’(-c,0)
c F(c,0)
y
B’(0,-b)

2010

Direitos Autorais Reservados É proibida a reprodução total ou parcial desta apostila sem autorização do autor

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Ao Aluno,

Caro aluno. Esta apostila foi elaborada com o propósito de otimizar e facilitar o acompanhamento da primeira parte do programa da disciplina Geometria Analítica ministrada nos cursos de engenharia da FEA-FUMEC. Por se tratar de um assunto extenso e complexo, foram aqui omitidas algumas formalidades matemáticas com o intuito de tornar o texto mais amigável possível, sem perder a lógica e o rigor necessários. Contudo é desejável que você tenha acesso a outras bibliografias relacionadas ao assunto, algumas das quais serão indicadas em sala de aula. Espero que este texto o ajude no entendimento e assimilação desta fantástica ferramenta matemática que é a Geometria Analítica.

“Um conhecimento básico em matemática e boa vontade são pré-requisitos para o estudo desta disciplina.”

Bons estudos.

Belo Horizonte, julho de 2009.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Introdução

O que é Geometria Analítica

4

Capítulo 1

Espaços

dimensionais;

Sistemas

de

referência;

Sistema

de

coordenadas retangulares

 

4

1.1

Espaços dimensionais

4

1.2

Sistemas de referência para R²

5

1.3

O sistema de coordenadas retangulares

6

Capítulo 2

Distância entre dois pontos; Coordenadas do ponto médio

8

2.1

Distância entre dois pontos

8

2.2

Coordenadas do ponto médio

10

2.3

Exercícios propostos

13

Capítulo 3

Retas em R²; Coeficiente angular; Equações da reta; Interseção de

retas;

Paralelismo;

Perpendicularismo;

Ângulo

entre

duas

retas;

Distância entre ponto e reta

 

15

3.1

Retas em R²

15

3.2

Coeficiente angular

15

3.2.1

Coeficiente angular através de dois pontos

18

3.3

Equações da reta

21

3.3.1

Equação da reta em função de dois pontos

21

3.3.2

Equação da reta em função do coeficiente angular

22

3.3.3

Equação reduzida

23

3.3.4

Equação segmentária

23

3.3.5

Equação geral

24

3.4

Interseção de retas

26

3.5

Paralelismo

27

3.6

Perpendicularismo

27

3.7

Ângulo entre duas retas

29

3.8

Distância entre ponto e reta

30

3.9

Exercícios propostos

32

Capítulo 4

Circunferência

35

4.1

Definição

35

4.2

Equação da circunferência

36

4.3

Equação geral da circunferência

37

4.4

Identificando o centro e o raio na equação geral da circunferência

38

4.5

Exercícios propostos

40

Capítulo 5

As Seções Cônicas

42

5.1

Elipse

43

5.1.1

Elementos da elipse

43

5.1.2

Equação reduzida da elipse

45

5.1.3

Equações reduzidas genéricas da elipse

46

5.1.4

Excentricidade

48

5.1.5

Exercícios propostos

50

5.2

Hipérbole

52

5.2.1

Elementos da hipérbole

53

5.2.2

Equações reduzidas genéricas da hipérbole

54

5.2.3

Excentricidade

56

5.2.4

Exercícios propostos

59

5.3

Parábola

61

5.3.1

Elementos da parábola

62

5.3.2

Equações reduzidas genéricas da parábola

63

5.3.3

Exercícios propostos

66

Capítulo 6

Translação de eixos coordenados

68

6.1

Objetivo

68

6.2

Relação entre os sistemas XoY e X’o’Y’

71

6.3

Exercícios propostos

74

Capítulo 7

Noções do sistema de coordenadas polares

76

7.1

Introdução

76

7.2

Elementos

77

7.3

Relação entre os sistemas cartesiano e polar

78

Apêndice I

Álgebra

81

Apêndice II

Fórmulas Trigonométricas

82

Apêndice III

Geometria

83

Apêndice IV

Seções Cônicas

85

Descartes

88

Bibliografia

89

Introdução O que é Geometria Analítica?

O estudo da geometria é um assunto que fascina os matemáticos desde a antiguidade. É provável que a própria matemática tenha surgido impulsionada pela necessidade do entendimento de problemas cotidianos, de povos antigos, relacionados à geometria. Existem vários ramos de estudo da geometria como a geometria projetiva, geometria descritiva e geometria analítica. A Geometria Analítica é considerada por muitos autores como sendo um método de estudo de geometria. A Álgebra é a ferramenta utilizada no estudo de geometria através da Geometria Analítica. Na essência, a Geometria Analítica consiste na transformação de problemas geométricos em problemas algébricos correspondentes. Para a Geometria Analítica um ponto é uma combinação de números reais e uma curva é uma equação.

Capítulo 1 Espaços Dimensionais; Sistemas de Referência; Sistema de Coordenadas Retangulares.

1.1 Espaços Dimensionais.

Quando iniciamos um estudo em Geometria Analítica precisamos definir em qual espaço dimensional estão baseadas nossas informações para a correta

interpretação e solução dos problemas. Podemos trabalhar em

O sistema dimensional R é composto pela reta real (uma dimensão). Uma reta onde representamos infinitos pontos que são associados aos números reais, de modo que cada ponto corresponde a apenas um número real.

R

,

R

2

,

R

3

e R

n

2 − 3 π 3 -3 -2 -1 0 1 2 3
2
3
π
3
-3
-2
-1
0
1
2
3

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

O Sistema dimensional

representados por um par de números reais e as equações das curvas têm duas variáveis.

2 é o plano, (duas dimensões) onde os pontos são

R

R , é o que chamamos de espaço, (três dimensões) onde os pontos são

definidos por um terno de números reais e as equações das curvas têm três variáveis.

, mas neste

texto nos concentraremos principalmente em

Podemos trabalhar, teoricamente, em uma dimensão qualquer,

3

R

n

R

2

.

1.2 Sistemas de Referência para

R

2

.

Para utilizar o fantástico poder da geometria analítica no estudo de questões geométricas, precisamos, antes de mais nada, saber localizar com precisão, os pontos em um plano. Podemos definir precisamente a posição de um ponto num plano por meio de um par de números reais (coordenadas do ponto). Para isso precisamos de um sistema de referência. Um sistema de referência é composto de um referencial e de uma regra que define como os pontos serão localizados em relação a este referencial.

Existem vários sistemas de referência que são regularmente utilizados na Geometria Analítica. Como exemplo, podemos citar o sistema de coordenadas retangulares (chamado também de Plano Cartesiano) e o sistema de coordenadas polares. Estes sistemas são os mais usados, mas existem outros. Na verdade, podemos criar sistemas de referência de acordo com nossa necessidade, bastando para isso, definir um referencial e uma regra para a localização dos pontos no plano.

Podemos estudar as curvas planas por meio de equações descritas em relação a um sistema de referência. Uma curva plana é um conjunto de pontos que obedecem a uma determinada regra e sua equação é uma expressão matemática que define tal regra. Por exemplo, para que um conjunto de pontos seja

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

considerado uma reta, eles precisam estar alinhados e obedecer a uma regra do tipo ax + by + c = 0 que é uma equação em relação ao sistema de coordenadas

retangulares. Cada curva tem uma equação bem definida em relação a um sistema de referência. Ao mudarmos o sistema de referência mudamos também a equação da curva. Às vezes uma curva possui uma equação mais simples, ou mais apropriada, em relação a um determinado sistema de referência. Por isso existem vários, e são utilizados de maneira conveniente.

1.3 O Sistema de Coordenadas Retangulares.

O sistema de coordenadas retangulares tem como referencial um par de retas,

chamados de eixos coordenados, infinitos e perpendiculares entre si. Para cada eixo é definida uma escala (normalmente a mesma para os dois) cuja origem é a interseção.

Os números reais são representados nestes eixos, sendo que a distância entre dois números inteiros, é uma unidade da escala definida. O número zero está na interseção dos eixos e é chamado de origem do sistema.

O eixo horizontal é o eixo das abscissas que são representadas pela letra x. O

eixo vertical é o eixo das ordenadas, representadas pela letra y.

y 3 2 1 -3 -2 -1 0 1 2 3 -1 -2 -3 Figura
y
3
2
1
-3
-2
-1
0 1
2
3
-1
-2
-3
Figura 1.1

x

A figura 1.1 mostra o sistema de coordenadas retangulares como um sistema de referência de um plano. Com isso, qualquer ponto pertencente ao plano pode ser

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

perfeitamente localizado. Esta localização será feita medindo-se a distância orientada (considerando o sinal negativo) de um ponto aos eixos coordenados. A distância do ponto ao eixo y será sua abscissa e a distância do ponto ao eixo x será sua ordenada. Isto irá conferir ao ponto um par ordenado de números reais do tipo P(x, y) .

Esta é a regra para a localização de pontos em um plano em relação ao sistema de coordenadas retangulares. É importante observar que, a distância do ponto em relação a um eixo coordenado é o valor absoluto de uma de suas coordenadas, ou seja, se o ponto estiver localizado à esquerda do eixo y, sua abscissa terá sinal negativo, bem como sua ordenada terá sinal negativo se ele estiver localizado abaixo do eixo x. Cada ponto do plano será então identificado por um, e apenas um, par ordenado de números reais e, cada par ordenado de números reais representará apenas um ponto do plano. É o que chamamos de característica biunívoca do sistema de coordenadas retangulares.

Em homenagem a René Descartes (1596 – 1650), cujo nome em Latim era Renatus Cartesius, filósofo e matemático francês, considerado o pai da Geometria Analítica (vide texto página 85), o sistema de coordenadas retangulares desenvolvido por ele, é também denominado de Sistema Cartesiano ou Plano Cartesiano. Assim o chamaremos daqui em diante.

Figura 1.2

y 3 B(−1,2) 2 1 A(2,1) -3 -2 -1 0 1 2 3 x -1
y
3
B(−1,2)
2
1
A(2,1)
-3
-2
-1
0
1
2
3
x
-1
-2
C(−2,−2)
-3
D(2,−3)

A figura 1.2 acima mostra, representados no Sistema Cartesiano, os pontos

A(2,1); B(1,2); C(2,2) e D(2,3).

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Capítulo 2 Distância entre dois pontos; Coordenadas do ponto médio.

2.1 Distância Entre Dois Pontos.

Como foi dito anteriormente, a Geometria Analítica utiliza a álgebra como ferramenta. Então, se quisermos saber qual é a menor distância entre dois pontos do plano teremos que calcular, e não medir com uma régua. Vamos para tanto, desenvolver uma técnica, ou fórmula, para calcular a distância entre dois pontos quaisquer de um plano. Devemos utilizar, contudo, pontos de coordenadas genéricas, ou seja, pontos que estarão representando qualquer um dos infinitos pontos de um plano. Com isso a técnica, ou fórmula, desenvolvida para calcular a distância entre estes pontos genéricos, servirá para calcular a distância entre dois pontos específicos quaisquer do plano.

Obviamente precisaremos também do nosso já conhecido Plano Cartesiano, pois já sabemos que, sem um sistema de referência não é possível localizar pontos num plano por meio de coordenadas e, muito menos, calcular distâncias.

y " Q (x , y ) Q (y ) 2 2 2 R( x
y
"
Q (x
, y
)
Q
(y
)
2
2
2
R( x
, y
)
"
2
1
P
(y )
1
r
P(x , y
)
1
1
0
'
'
P (x )
x
Q ( x
)
1
2

Figura 2.1

“A menor distância entre dois pontos é o comprimento do segmento de reta que os une”

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

A figura 2.1 mostra dois pontos de coordenadas genéricas

representados em algum lugar do Plano Cartesiano. Nosso objetivo é definir uma fórmula para calcular a distância entre estes dois pontos. Faremos isso passo a passo.

P

(

x

1

,

y

1

)

e

Q

(

x

2

,

y

2

)

As projeções dos pontos P e Q nos eixos coordenados nos dão os pontos

P’ e Q’

no eixo x,

e

P’’ e Q’’ no eixo y;

Pelo ponto P passa uma reta paralela ao eixo x, onde marcamos o ponto R;

O triângulo PQR é retângulo;

Então, baseado no teorema de Pitágoras, temos:

(

dPR

dRQ

então

(

dPQ

)

2

=

(

dPR

)

2

+

(

dRQ

)

2

=

dP Q

'

'

=

(

x

2

x

1

)

=

dP

''

Q

''

=

(

y

2

y

1

)

,

)

2

=

(

x

2

x

1

)

2

+

(

y

2

 

x

2

x

1

)

2

+

(

y

2

y

1

)

2

(
(

mas ,

y

1

)

2

dPQ

d =

Distância entre dois pontos

Como P e Q são pontos genéricos, podemos utilizar a fórmula acima para calcular a distância entre dois pontos quaisquer do plano, por isso substituímos

dPQ

por

d .

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Exercício resolvido:

Prove que o triângulo ABC é isósceles.

A (-7,2) B (3,-4) C (1,4)
A (-7,2)
B (3,-4)
C (1,4)
2 2 d = (3 + 7) + ( − 4 − 2) = 100
2
2
d
= (3
+
7)
+
(
4
2)
=
100
+
36
=
136
AB
2
d
= (1
+
7)
2 +
(4
2)
=
64
+
4
=
68
AC
2
d
= (1
3)
2 +
(4
+
4)
=
4
+
64
=
68
BC

R: Como d AC = d BC podemos concluir que o triângulo é isósceles.

2.2 Coordenadas do Ponto Médio.

Um segmento de reta é definido por dois pontos, que são suas extremidades. O Ponto Médio de um segmento de reta qualquer, é o ponto que o divide em duas partes congruentes (de mesma medida). Podemos determinar as coordenadas de tal ponto. Vamos então deduzir uma fórmula para este fim, utilizando para isso pontos genéricos representados no Plano Cartesiano. Veja a figura 2.2.

y Q ( x , y ) Q ''( y ) 2 2 2 β
y
Q
(
x
,
y
)
Q
''(
y
)
2
2
2
β
s
M"(y)
M (x
;
y
)
S
(
x
,
y
)
2
α
r
P
''(
y
)
1
R
(
x
;
y
)
P
(
x
,
y
)
1
1
1
x
P
'(
x
)
M '(x)
Q
'(
x
)
1
2

Figura 2.2

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

O ponto M (x, y) é o ponto médio do segmento definido pelos pontos

P x

(

1

,

y

1

)

e

Q

(

x

2

,

y

2

)

;

As projeções dos pontos P, M e Q nos eixos coordenados nos dão os

pontos P’, M’ e Q’ no eixo x, e P’’, M’’ e Q’’ no eixo y;

Pelo ponto P, traçamos uma reta r, paralela ao eixo x, e obtemos o ponto

R x

(

,

y

1

)

;

Pelo ponto M, traçamos uma reta s, também paralela ao eixo x, e obtemos

o ponto

S

(

x

2

,

y

)

;

Podemos identificar então, dois triângulos retângulos PRM e MSQ, que são

congruentes, pois:

P R M

M SQ

 

β

(

correspondentes

)

α

PM

MQ

(

M é ponto médio

)

  R ˆ

S ˆ

(

retos

)

Sendo congruentes os triângulos, podemos concluir que seus respectivos

catetos PR e MS têm a mesma medida;

O cateto PR, tem a mesma medida do segmento P’M’ que por sua vez

O cateto MS, tem a mesma medida do segmento M’Q’ que

mede (

x x

1

).

por sua vez mede (

x

2

x , então:

)

x

x +

2 x

1

=

x

=

=

x

1

x

+

1

x

x

2

x

+

x

2

x

2

x =

x

1

+

x

2

2

analogamente:

y =

y

1

+

y

2

2

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Concluindo:

A abscissa do ponto médio de um segmento de reta será a metade da soma das

abscissas das extremidades do segmento, e, a ordenada do ponto médio será a

metade da soma das ordenadas das extremidades.

M

,

 

x

1

+

x

2

2

y

1

+

y

2

2

Exercícios resolvidos:

Ponto médio

1) A mediana de um triângulo é um segmento de reta que une um vértice ao ponto médio do lado oposto. Ache o comprimento das medianas do triângulo cujos vértices são: A(2,3) ; B(3,-3) e

C(-1,-1) A (2, 3)  B'   1 ,1   C'  
C(-1,-1)
A (2, 3)
B'   1
,1  
C'   5
,0 
2
2
C (-1, -1)
B (3, -3)
'
A
(1,
2)

Cálculo dos pontos A’, B’, C’

xA

` 1

3

=

2

=

1

2

 
   

`

yA

` 3

=

 

A

(1,

2)

1

= −

 

2

 

xB

` 1

2

=

=

1

` 3

2

1

2

 

`

1

2

,1

yB

=

2

=

1

B

xC

` 3

2 +

=

2

=

5

2

 

yC

` 3

3

=

2

=

0

C'   5

2

,0  

AA’, BB’ e CC’ são as medianas do ABC.

Cálculo do comprimento das medianas

`

mAA

`

mBB

mCC

ABC. Cálculo do comprimento das medianas ` mAA ` mBB mCC (1 − 2) 2 +

(1

2)

2

+

(

2

3)

2

=

1 + 25 = 26
1
+
25
=
26

=

=

=

`

=

=

2  1 2 − 5  2 2  − 3   (1
2
1
2 − 5 
2
2
− 3
  (1
+
+
3)
=
 
+ 4
2
2
25
89
1
+
16
=
=
89
4
4
2
2 2  5   7  2  + 1  + (0
2
2
 5
7 
2
+ 1
+
(0
+
1)
=
+ 1
2
2
49
53
1
+
1
=
=
53
4
4
2

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

2)

Determinar B, sabendo que M(7,-3) é o ponto médio de AB, dado A(1,2).

M (7,-3)

que M(7,-3) é o ponto médio de AB, dado A(1,2). M (7,-3) A (1, 2) B
que M(7,-3) é o ponto médio de AB, dado A(1,2). M (7,-3) A (1, 2) B
que M(7,-3) é o ponto médio de AB, dado A(1,2). M (7,-3) A (1, 2) B

A (1, 2)

B (x, y)

7 =

x

+ 1

3

=

y + 2

2

2

x

+ 1

=

14

y

+

2

= −

6

x

= 13

y

= −

8

B (13,

8)

2.3 Exercícios propostos:

1)

Calcular a distância entre os pontos A(a 3,b + 4) e B(a + 1,b + 1).

2) Se M(4,2), N(2,8) e P(-2,6) são os pontos médios dos lados AB, BC e CA

respectivamente de um triângulo ABC, determinar A, B e C.

3) Determinar

os

pontos

que

dividem

o

segmento

−−

AB

em

quatro

partes

congruentes, sendo dados: A(-3,11) e B(5,-21).

4) Num triângulo ABC são dados: A(2,0) e M(-1,4) ponto médio de

−−

AB . obter o

vértice C do triângulo, sabendo que os lados AC e BC medem 10 e 10

respectivamente.

2
2

5) Ache as abscissas dos pontos tendo ordenada 4 e que estão a uma distância

de

dos pontos tendo ordenada 4 e que estão a uma distância de 117 do ponto P(5,-2).

117 do ponto P(5,-2).

6) Prove que o quadrilátero com vértices consecutivos em (1,2), (5,-1), (11,7) e

(7,10) é um retângulo.

7) Prove que os pontos (2,4), (1,-4) e (5,-2) são vértices de um triângulo

retângulo e ache sua área.

8) Prove que os pontos (1,-1), (3,2), (7,8) são colineares, usando a fórmula da

distância entre dois pontos.

9) Os vértices opostos de um quadrado estão em (3,-4) e (9,-4). Ache os outros

dois vértices.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

10) Um triângulo ABC é retângulo em A, que pertence ao eixo das ordenadas.

Tendo os pontos B(2,3) e C(-4,1) determinar A.

11) Dados A(-3,1) e B(3,5) obter o ponto em que a reta AB corta a bissetriz dos

quadrantes ímpares.

12) Dados A(5,7) e B(-6,5) obter o ponto em que a reta AB corta a bissetriz dos

quadrantes pares.

Respostas:

1)

5

2) A(0,0), B(8,4) e C(-4,12)

3) (-1,3), (1,-5) e (3,-13)

4) C 1 (-6,-6) e C 2 (10,6)

5)

x = −4

ou

x = 14

9) (6,-7) e (6,-1)

10)A 1 (0,-1) e A 2 (0,5)

11) (9,9)

12)

67

13

67

,

13

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Capítulo 3 Retas em R²; Coeficiente angular; Equações da reta; Interseção de retas; Paralelismo; Perpendicularismo; Ângulo entre duas retas; Distância entre ponto e reta.

3.1 Retas em R².

Começaremos agora o estudo das equações de algumas curvas planas. Neste capítulo vamos discutir as particularidades e estudar a equação de uma curva simples, porém de extrema importância. A reta. Sim, a reta também é chamada de curva, numa generalização deste termo. Uma curva plana é formada por um conjunto de pontos num plano que obedecem a uma determinada regra, que é sua equação. A reta, como sugere o próprio nome, é um conjunto de pontos alinhados.

Para que tenhamos uma reta bem definida num plano, basta conhecer dois de seus infinitos pontos, ou seja, conhecendo apenas dois pontos de uma reta podemos determinar sua equação.

Mas também podemos determinar a equação de uma reta conhecendo um de seus pontos e seu coeficiente angular.

Então, o que é o coeficiente angular de uma reta?

3.2 Coeficiente Angular.

y r Q ∆y P α ∆x α
y
r
Q
∆y
P
α
∆x
α
x
x

“O coeficiente angular também é chamado de inclinação ou declividade”

Figura 3.1

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Imagine uma partícula se movendo do ponto P ao ponto Q ao longo da reta r. Ao

fazer este movimento a partícula se deslocou horizontalmente x e verticalmente

y . O coeficiente angular da reta r, denotado pela letra m, por definição é a razão

entre o deslocamento vertical e o deslocamento horizontal.

m =

var

iação vertical

var

iação horizontal

=

y

x

Observando a figura 3.1 podemos identificar um triângulo retângulo cuja

hipotenusa é o segmento PQ e os catetos são y e x . O ângulo α é o ângulo

entre a reta e o sentido positivo do eixo x, que é correspondente ao ângulo

agudo adjacente ao cateto x do triângulo retângulo.

A tangente do ângulo α é calculada por:

tg

α =

y

.

x

Então o coeficiente angular de uma reta pode ser calculado através da expressão:

“ O coeficiente angular de uma reta

m = tgα

é

a tangente do ângulo entre a reta

e

o sentido positivo do eixo x.”

Através do coeficiente angular de uma reta podemos saber se ela é crescente,

decrescente, constante ou vertical.

Ora, se retas são crescentes, o ângulo entre elas e o sentido positivo do eixo x

pode

variar

no

intervalo

0 < α <

π

2

.

Os

ângulos

neste

intervalo

possuem

tangentes positivas e consequentemente as retas terão coeficientes angulares

positivos (m > 0) . Lembre-se: m = tgα .

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Se retas são decrescentes, o ângulo α

estará no intervalo

π

2

<

α

<

π

.

Os

ângulos neste intervalo possuem tangentes negativas, logo, essas retas terão coeficientes angulares negativos (m < 0) .

As retas constantes são aquelas paralelas ao eixo x, cujo ângulo α é igual a zero. Estas retas têm coeficiente angular igual a zero (m = 0) , pois tg0 = 0 .

π As retas verticais, por sua vez, são perpendiculares ao eixo x. Então α =
π
As retas verticais, por sua vez, são perpendiculares ao eixo x. Então
α =
.
2
π
Essas retas não possuem coeficiente angular, pois não existe
tg
.
2
y
y
r
m > 0
m < 0
α
α
x
x
s
y m = 0 t α = 0 x
y
m = 0
t
α = 0
x

Figura 3.2

y u m não é definido π α = 2 x
y
u
m
não é definido
π
α =
2
x

A figura 3.2 mostra um exemplo de cada tipo de reta, em relação à inclinação.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

3.2.1 Coeficiente Angular através de dois pontos.

Podemos também, determinar o coeficiente angular de uma reta, através das coordenadas de dois pontos pertencentes à reta.

Observe a figura 3.3 onde estão representados, uma reta e dois de seus pontos com coordenadas genéricas.

y r B ''( y ) 2 B ( x , y ) 2 2
y
r
B
''(
y
)
2
B
(
x
,
y
)
2
2
A
''(
y
)
s
1
A x
(
,
y
)
R
1
1
α
A
'(
x
)
B
'(
x
)
x
1
2

Figura 3.3

As projeções dos pontos A e B nos eixos coordenados nos dão os pontos A’ e B’ no eixo x, e A’’ e B’’ no eixo y;

Pelo ponto A, traçamos uma reta s, paralela ao eixo x, e obtemos o ponto R;

O triângulo ARB é retângulo, então:

 

RB

tgα =

AR

ou

tg

α =

y

2

y

1

x

2

x

1

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Portanto, o coeficiente angular de uma reta pode ser calculado usando a

fórmula:

m =

y

2

y

1

x

2

x

1

Exercício resolvido:

1)

Determinar o coeficiente angular das retas e esboçar os gráficos:

r

1

r

4

A (2;1)

1

B (5;3)

1

A

B

4

4

(

(2;4)

3;4)

r

2

r

5

A

B

2

2

(0;0)

(2;2)

A

5

B

5

(2;

(2;4)

3)

r

3

A

B

3

3

(1;

(

1)

2;2)

r 1 )

=

y

2

y

1

x

2

x

1

3

1

2

=

=

5

2

3

2

=

3

m =

y

2

y

1

x

2

x

1

m =

2

0

= 1

2

0

m

m

m

r 2 )

y B 1 A 1 α x
y
B 1
A 1
α
x
y B 2 A 2 α x
y
B 2
A 2
α
x

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

r 3 )

m =

m =

y

2

y

1

x

2

2

+

x

1

1

3

=

2

1

3

=

1

r )

4

m

m

=

=

y

2

y

1

x

4

2

4

2

+

3

x

1

= 0

as

retas paralelas ao eixo x. Retas constantes.

m = 0 ,

para

todas

y B 3 α x A 3 y A 4 B 4 x
y
B 3
α
x
A 3
y
A 4
B 4
x

r )

5

m =

y

2

y

1

x

2

x

1

m =

4

+

3

0

=

7

0

∃/

m , não é definido para todas as retas perpendiculares ao eixo x. Retas verticais.

y B 5 x A 5
y
B 5
x
A 5

Obs: Logicamente o coeficiente angular de uma reta pode ser obtido tomando-

se quaisquer pares de pontos pertencentes à mesma.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

3.3 Equações da Reta.

Como vimos uma reta fica bem determinada num plano, se conhecemos dois de seus pontos ou se conhecemos um de seus pontos e seu coeficiente angular. A partir desses elementos podemos definir uma equação matemática, ou seja, uma regra que nos fornece ou representa todo o infinito conjunto de pontos que pertencem a uma reta. Para isso precisamos, como já sabemos, de um sistema de referência que irá nos possibilitar identificar os pontos por meio de coordenadas. Se utilizarmos o plano cartesiano, teremos para as retas, equações do 1º grau com duas variáveis.

3.3.1 Equação da reta em função de dois pontos. y r M (x, y) B
3.3.1 Equação da reta em função de dois pontos.
y
r
M (x, y)
B
(
x
,
y
)
2
2
A x
(
,
y
)
1
1
x

Figura 3.4

Os pontos A e B são pontos conhecidos da reta e estão representados no plano cartesiano, com coordenadas genéricas, pois a equação obtida servirá como um modelo para se obter a equação de uma reta específica qualquer. O ponto M é um ponto qualquer da reta, ou um ponto genérico, e suas coordenadas serão as variáveis da equação.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Podemos calcular o coeficiente angular da reta acima utilizando ou os pontos A e M ou os pontos A e B. Então:

m

y

AM

=

y

1

x

x

1

m

=

AB

y

2

y

1

x

2

x

1

y

y

1

=

y

2

y

1

x

2

x

1

( x

x

1

)

A equação de qualquer reta no plano, pode ser obtida substituindo as coordenadas de dois de seus pontos na fórmula, ou modelo, acima.

3.3.2 Equação da reta em função do coeficiente angular.

Uma simples alteração na fórmula nos possibilita determinar facilmente a equação de uma reta no plano quando conhecemos apenas um de seus pontos e seu coeficiente angular.

temos :

y

y

1

=

mas :

y

2

y

1

x

2

x

1

então :

y

y

− =

1

y

2

y

1

x

2

= m

(

m x

x

1

x

(

1

x

)

x

1

)

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

3.3.3 Equação Reduzida.

É interessante trabalhar com a equação reduzida de uma reta, pois deste modo

podemos visualizar facilmente seu coeficiente angular e seu coeficiente linear

(intercepto do eixo y). A equação reduzida tem um formato característico como

veremos a seguir:

temos :

y

y

=

1

(

m x

x

1

)

Se o ponto conhecido for B(0,b), então:

y B(0,b) x
y
B(0,b)
x

y

b = m(x 0)

y

= mx + b

x y − b = m ( x − 0) y = mx + b Coeficiente
x y − b = m ( x − 0) y = mx + b Coeficiente

Coeficiente

angular

Figura 3.5

Coeficiente linear (onde corta o eixo-y)

3.3.4 Equação Segmentária.

A equação de uma reta na forma segmentária é muito interessante, pois temos a

informação imediata dos interceptos da reta nos eixos coordenados.

Figura 3.6

y B (0,b) A (a,0)
y
B (0,b)
A (a,0)

x

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Substituindo os pontos A e B na fórmula da equação da reta, temos:

y − y 2 1 y − y = ( x − x ) 1
y
y
2
1
y
y
=
(
x
x
)
1
1
x
x
2
1
b − 0
y
0
=
(
x
a
)
0 − a
b
y
= −
(
x
a
)
a
b
y
= −
x
+
b
a
b
y
+
x
=
b
d
ividindotudo por b
a
y
bx
b
+
=
b
ab
b
y
x
x
y
+
=
1
+
b
a
a
b
a
é o intercepto eixo-x
onde
b
é o intercepto eixo-y

3.3.5 Equação Geral.

= 1

É a equação da reta na forma:

ax + by + c = 0

a e b0

onde a e b não são nulos simultaneamente.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Para relembrar:

Seja y

=

mx

+

b

m

>

0

reta crescente

m

<

0

reta decrescente

m

=

0

reta cons

tan

te

m

∃

reta vertical

Exercício resolvido:

1) Ache a equação da reta que passa pelos pontos A(8,-8) e B(12,-16) nas formas reduzida, geral e segmentária:

Sol:

Cálculo de m

m =

y

2

y

1

x

2

x

 

16

+

8

8

m =

=

 

12

8

4

y

y

y

y

+ 8

+

8

y

= −

1

=

= −

m

x

x

+

2(

x

(

= −

2

2

x

+

8

2x + y 8 = 0

)

x

16

1

8)

Eq. reduzida

Eq. geral

m = − 2

x

2 x

2

+

+

y

y

=

=

8

8

8

x

4

+

y

8

8

8

=

1

Eq. segmentária

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

3.4 Interseção de retas. y I x
3.4 Interseção de retas.
y
I
x

Figura 3.7

O ponto de interseção de duas retas deve satisfazer à equação de ambas,

portanto, para determiná-lo, basta resolver um sistema formado por tais

equações.

Em geral a solução de um sistema de equações, é, ou são, os pontos de

interseção de seus gráficos.

Ex: Obter o ponto I de interseção das retas 3x + 4y - 12 = 0

sol:

3

2

somando as equações temos

5

x =

levando o valor de x na primeira equação temos

x

+

4

y

12

=

0

x

4

y

+

7

=

0

x

1

5

=

0

:

,

3

×

1

+

4

y

12

=

0

4

y =

12

3

y

=

9

4

I

1,

9

4

:

e

2x – 4y + 7 = 0

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

3.5 Condição de Paralelismo.

Duas retas são consideradas paralelas se possuem o mesmo coeficiente angular

e coeficientes lineares distintos. y r s αr αs x
e coeficientes lineares distintos.
y
r
s
αr
αs
x

Figura 3.8

3.6 Condição de Perpendicularismo.

α r = α s ( corresp . ) tg α r = tg α
α
r
= α
s
(
corresp
.
)
tg
α
r
= tg
α
s
mr
=
ms

Os coeficientes angulares de duas retas distintas também podem nos dizer se

elas são perpendiculares. Vejamos a figura 3.9 abaixo. y r s αr αs t αr
elas são perpendiculares. Vejamos a figura 3.9 abaixo.
y
r
s
αr
αs
t
αr
αs
x

Figura 3.9

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Pelo ponto de interseção das retas, traçamos uma reta t, paralela ao eixo-x. Com

isso podemos identificar os ângulos correspondentes de αs e αr entre as retas r e

s e a reta t.

Podemos relacionar os ângulos αs e αr da seguinte maneira:

π

α

r

=

α

s

+

2

ou ,

 

π

 

α

r

α

s

=

2

segue ,

 

π

t g

tg

(

α

r

α

r

α

s

)

=

tg

α

s

tg

=

2

1

+ tg

α

r

.

tg

α

s

π ∃ tg
π
tg

2

1

+

tg

r tg

α

.

então

:

α

s

=

0

tg

1

+

.

mr ms

=

0

 

.

mr ms

= −

1

 

Concluindo:

usando a identidade :

π

1

2

+

mas :

tg

r . tg

α

α

s

=

mr = −

1

ms

0

tg

(

a

b

)

=

tga

tgb

1 +

tga tgb

Duas retas r e s distintas são perpendiculares, se e somente se,

mr

=

1

ms

,

o que equivale a dizer que, se duas retas são perpendiculares, o coeficiente

angular de uma é igual ao da outra invertido e com o sinal oposto.

Por exemplo, se o coeficiente angular de uma reta é igual a 3, então o coeficiente

angular de qualquer reta perpendicular a ela é

1

3

.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

3.7 Ângulo entre Duas Retas.

Com a ajuda da figura 3.10, podemos deduzir uma fórmula para o cálculo do ângulo entre duas retas quaisquer, também utilizando seus coeficientes angulares.

y r θ s αr αs αr αs x
y
r θ
s
αr
αs
αr
αs
x

Figura 3.10

θ

tg

=

θ

θ

α

r

α

s

=

=

tg

(

α

r

tg

α

r

α

s

tg

)

α

s

 

tg

1 +

tg

α

r

×

tg

α

s

Exercício resolvido:

tg

θ

=

mr

ms

1 +

mr

ms

1) Obter o ponto P, simétrico de Q(-1,8) em relação à reta r de equação x y 3 = 0

Q(-1, 8) r: x – y – 3 = 0 M P(x, y) M é
Q(-1, 8)
r: x – y – 3 = 0
M
P(x, y)
M é o ponto médio de PQ.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Cálculo da inclinação da reta r

x

y

3

=

0

y

=

x

3

então :

m PQ

= −1

m

r

=

1

Equação da reta PQ

y

y

y

x

+

y

8

8

y

1

=

= −

=

7

m

(

1(

x

=

x

x

1

+

1

0

1)

x

)

Determinação do ponto M

x

x

+

− = x = 5

2

2

x

x

y

y

10

10

5

y =

=

y

y

5

2

=

3

3

3

7

0

=

=

=

0

0

0

M

Concluindo:

P

(

x

0

,

y

0

 

x

=

x

1

+

x

2

 

2

 

5 =

1

+ x

 

2

 

1

+

x

=

10

x

= 11

 

)

a

uma reta

y = 2 8 + y 2 = 2 8 + y = 4 y
y =
2
8 + y
2 =
2
8
+
y =
4
y = − 4

y

1

+ y

2

r PQ

P (11, 4)

(5,2)

3.8 Distância Entre Ponto e Reta.

o

A menor distância de um ponto

comprimento do segmento que vai do ponto à reta e é perpendicular à mesma,

como vemos na figura 3.11.

r : ax + by + c = 0

é

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

P ( x , y ) 0 0 r :ax + by + c =
P
(
x
,
y
)
0
0
r :ax + by + c = 0

Figura: 3.11

Podemos calcular a menor distância do ponto P à reta r utilizando a fórmula:

d Pr =

ax + by + c 0 0 2 2 a + b
ax
+
by
+
c
0
0
2
2
a
+ b

Exercício resolvido:

1)

Calcular a medida da altura AH do triângulo cujos vértices são: A(1,1), B(-1,-3) e C(2,-7).

A(1, 1) B(-1,-3) H C(2,-7)
A(1, 1)
B(-1,-3)
H
C(2,-7)

utilizando a fórmula da distância entre ponto e reta, temos:

A (1,1) reta BC : 4 x + 3 y + 13 = 0 4.1
A (1,1)
reta BC
:
4
x
+
3
y
+
13
=
0
4.1
+
3.1
+
13
dpr =
16
+ 9
20
20
dpr =
= 4
Então a altura AH mede 4 unidades.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

2)

Calcular a distância entre as retas paralelas r: 7x + 24y – 1 = 0 e s: 7x + 24y + 49 = 0

r P(7,-2) Tomamos um ponto P de r, atribuindo um valor qualquer a x e
r
P(7,-2)
Tomamos um ponto P de r, atribuindo um valor qualquer a
x e calculando y
s
x
=
7
7.7
+
24
y
1
=
0
24
y =
1
49
48
y
= −
y
= − 2
24
então
,
P
(7,
2)
r
logo:
7.7
+
24.( 2)
+
49
50
drs = dPs =
=
= 2
,
ou seja: a distância entre r e s é de 2 unidades
49
+ 576
25

3.9 Exercícios propostos:

1) Em cada caso determine a equação geral da reta:

a)

que passa pelo ponto A(-1,6) e tem inclinação 3;

b)

que passa pelos pontos P(2,-1) e Q(0,5);

c)

bissetriz do 1º e 3º quadrantes;

2

d)

que passa pela origem e tem coeficiente angular

m = −

3

.

2) Verifique se a afirmação está correta:

a) r : 2x 4 y + 10 = 0 é perpendicular

a