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PROJETOS E METODOLOGIA CIENTÍFICA

Me. Karla Cañete.

GUIA DA
DISCIPLINA
2021
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância

PROJETO E METODOLOGIA CIENTÍFICA

A disciplina aqui em questão faz parte de uma das formações mais relevantes de
qualquer curso, pois ela terá a oportunidade de mostrar a construção de uma pesquisa
acadêmica e científica.

O Trabalho de Conclusão de Curso como atividade de pesquisa científica articulada


à prática pedagógica traz a reflexão e a produção do conhecimento. O aluno deverá iniciar
trabalho de conclusão no decorrer do curso e terá a possibilidade de se tornar um
pesquisador e/ou um escritor, podendo contribuir com a sociedade.

O TCC se caracteriza como um trabalho de iniciação científica, levando o acadêmico


a aprofundar e sistematizar os conhecimentos sobre determinado tema de seu interesse,
consoante a profissão ou ao curso de graduação.

Dessa forma, estaremos assim próximos nestas três semanas e fazendo uso e
incentivo a pesquisa científica como parte primordial para o enriquecimento dos conteúdos
e abordagens diferenciadas, levando aos nossos alunos aulas com qualidade e uma
perspectiva de melhoria contínua no processo de ensino e aprendizagem.

A Disciplina
A universidade, a pesquisa e o conhecimento
formam um todo que não se dissociam e a disciplina de
Projeto e Metodologia Científica é importantíssima, pois
fornece a fundamentação necessária ao
desenvolvimento de trabalhos científicos. Sejam bem-
vindos. Estarei sempre à disposição de vocês e não
tenham receio em escrever as dúvidas ou consultar o e-
mail.
Figura 1

• O livro Metodologia do Trabalho Científico é muito relevante, pois o autor tem se


dedicado muito aos escritos sobre metodologia de pesquisa; você poderá usar
dele e de outros da biblioteca virtual.

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1. CIÊNCIA E VIDA NA UNIVERSIDADE

Um dos livros que costumo citar e indicar é: Metodologia do Trabalho Científico de


Antônio Joaquim Severino, editora Cortez. Quando ocorre o ingresso em um curso superior,
independente da modalidade, é necessário que o conteúdo seja claro para que a
compreensão seja facilitada e por isso logo no início faço referência a esse autor.

“A universidade, em seu sentido mais profundo, deve ser entendida como uma
entidade que, funcionária do conhecimento, destina-se a prestar serviço a sociedade no
contexto na qual ela está inserida”. (SEVERINO, 2007, p.23).

O compromisso da universidade em fornecer


ensino, pesquisa e extensão colabora na construção de
uma sociedade marcada pelo coletivo e pelo
desenvolvimento da cidadania. Este tipo de tríade é
realizado em diversas dinâmicas histórico-sociais e o
desenvolvimento de artigos científicos hoje vem auxiliar
Figura 2
e muito as ciências.

A pesquisa é o ponto de apoio da educação universitária e nesse contexto o melhor


para se produzir conhecimento é a universidade, pois ela dá condições para o
desenvolvimento e para a pesquisa. O conhecimento adquirido na universidade é
construído por meio dos processos de formação e isto significa conhecer, saber e
pesquisar.

À medida que o ser humano adquire conhecimento, suas ações se diferenciam das
de outras espécies e isso é irreversível em nossa sociedade, sendo assim podemos afirmar
que “o conhecimento é, pois, elemento específico fundamental na construção do destino da
humanidade” (SEVERINO, 2007, p.27).

Uma universidade comprometida com o conhecimento não pode deixar de investir


em formação continuada para seus docentes e discentes. Na verdade, a universidade tem
uma política de subsídio à formação continuada e promove esse ensino aos docentes e
discentes.

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Hoje a produção do conhecimento desempenha seu papel de acordo com o


desenvolvimento e as necessidades sociais, basta vermos os diversos cursos e
modalidades criados para facilitar a formação humana. Não podemos deixar de citar que a
universidade não é um instituto de pesquisa, mas desenvolve a pesquisa com as exigências
devidas da academia científica.

O que a universidade desenvolve no ensino, pesquisa e extensão tem relação direta


com os interesses da sociedade. Por outro lado, é dentro da universidade que as grandes
descobertas da ciência se desenvolvem e por isso a relevância do encaminhamento
científico dado nesta etapa dos estudos.

Coloco para vocês alguns importantes conceitos encontrados no artigo publicado no


site Quero Conceito cujo teor se encontra a seguir.

O termo universidade provém do latim “universitas” cujo significado esta relacionado


com “conjunto, universalidade, comunidade”, entretanto o uso deste termo com o conceito
hoje empregado tem origem na expressão “universitas magistrorum et scholarium”,
comunidade de mestres e estudiosos, o que nos leva a definir uma universidade como uma
comunidade multidisciplinar onde os mestres detentores do conhecimento passam o
mesmo aos estudiosos em busca de aprimoramento intelectual e profissional.

A principal função de uma universidade


é compartilhar os conhecimentos necessários
para o desenvolvimento de um novo
profissional e para o abastecimento do
mercado de trabalho, sendo que este
indivíduo deve ser formado de maneira
eficiente para que saiba lidar com a extensão
de suas atividades e assim, manter esse Figura 3

conhecimento em bom uso.

Existem duas formas básicas de se compartilhar conhecimento em uma


universidade: a graduação, que é a formação em nível superior que garante ao indivíduo
um diploma de graduação no curso por ele estudado; e a especialização, que são os cursos
de extensão profissional onde o indivíduo tem a oportunidade de aprimorar os estudos na

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área de interesse e que lhe outorga títulos de especialista a PHD (pós-doutorado), o mais
alto e respeitável nível acadêmico que um indivíduo pode alcançar em seus anos de
estudo.

Outra função da universidade, porém não menos importante, é a atualização dos


conhecimentos através de projetos de pesquisa. Esses projetos têm por finalidade gerar
novos conhecimentos através de estudos e testes, realizados sobre hipóteses levantadas
das observações feitas nos conhecimentos anteriores, mas que ainda não foram avaliados
para serem dadas como verdadeiras. Uma vez provada esta hipótese ela se torna um novo
conhecimento a ser partilhado nas salas de aula.

Você sabia que numa universidade é preciso ter, além de mestres e doutores
como docentes, o desenvolvimento de pesquisa sociais? Por isso dizemos que
uma universidade é uma fonte inesgotável de saber.

Veja a seguir o que pode ser encontrado na página da UNISANTA e descubra um


mundo de pesquisa dentro da sua universidade.

• Apoio Institucional
• Apoio (Reuniões Científicas)
• Comitê de Ética (animais)
• Comitê de Ética (humanos)
• COBRIC
• Grupos de Pesquisa
• Iniciação Científica
• Periódicos Científicos
• Voluntários Figura 4

• Bolsa de Iniciação à Docência


• Revista Ceciliana

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2. METODOLOGIA DE PESQUISA

Não há como não falar desta disciplina, que exige rigor e riqueza de detalhes, que
proporciona um trabalho maravilhoso por parte do aluno, no qual o estudante se torna um
pesquisador e total conhecedor do assunto que escolheu.

A trajetória da ciência não é confortável e nem poderia. Pense em uma árdua


pesquisa em todos os seus diferentes temas e formas.

Vejamos algumas questões!!!


Quem conhece?
O que está sendo pesquisado?

Conheça e leia mais sobre metodologia em:

METODOLOGIA CIENTÍFICA

Org. Sidnei A. Mascarenhas.

Ed. Pearson. (está disponível em nossa Biblioteca Virtual)

A distinção entre sujeito e objeto é útil na pesquisa. Ser consciente, afetivo, social,
ter consciência econômica, cultural, religiosa, moral e conhecer a linguística faz parte de
qualquer pesquisa. É a inquietação pelo questionamento. É preciso ter a conscientização
de que é necessário vencer paradigmas do que está implícito em certas questões e
condições em busca de uma qualidade para aprimorar nossa vida acadêmica, profissional
e social por meio das pesquisas e a Universidade contempla essa vertente da educação.
Segundo Khun (2009), a trajetória da ciência é marcada por uma sucessão de paradigmas
que reverteram o modo de pensar e de agir na sociedade; veja a evolução dos relógios que
de corda, passaram a ponteiros até chegar ao digital e finalmente o uso atual para
verificação de hora por celulares; isso constitui uma mudança de paradigma.

Para abordar metodologia vamos primeiro conceituar método.

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A palavra método vem do grego methodos e se traduz como caminho e segundo


Lakatos e Marconi (2010) “método é o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que,
com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo traçando o caminho a ser
seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista”.

O método científico lança mão de vários e diferentes meios para chegar às respostas
de forma contundente, assim podemos considerar que o método científico é a teoria da
investigação.

Hoje a ciência atingiu seu auge e, assim, seu rigor é maior; os cuidados com as
informações e os dados gerados em uma pesquisa são de essencial valor. O misticismo
deu lugar ao empirismo e as pesquisas constatadas por meio de fundamentação e muito
estudo.

2.1. Medo e misticismo


A ciência tem início na antiguidade quando tratava os fenômenos da natureza como
se fossem obras dos deuses e atribuía a esses fenômenos algumas funções, pois foi
quando o homem procurou observar a natureza de forma sistemática que passamos a
entender melhor estes fenômenos. Veja a seguir:

No início o que havia era o medo, que surgiu da impossibilidade de explicação dos
fenômenos, pois por mais que observassem não conseguiam explicar, afinal não
desenvolveram nenhuma forma de comprovação.
Então, começam a eleger a religião como causa de
todo o mal sofrido pelo homem e que os terremotos,
maremotos, raios e trovões eram castigo dos
Deuses, sendo que as explicações para o que
ocorria eram atribuídas a forças sobrenaturais. Figura 5

O conhecimento religioso começa a explicar os fenômenos da natureza e a verdade


passa a ser revestida de dogmas e as explicações sobre o universo e origem do homem
são aceitas como natureza da divindade.

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Figura 6

A tríade do senso comum, explicações religiosas e conhecimento filosófico passa a


nortear os questionamentos do homem em relação ao universo e só no século XVI que
ocorre a proposta de encontrar conhecimentos com busca no real procurando explicar os
acontecimentos pela observação científica e raciocínio.

2.2. A ciência
O tempo passou e conseguimos desenvolver ciência
e comprovar várias dúvidas e ainda desenvolver formas e
técnicas para essa evolução.

As comprovações e as diversas formas de fazer pesquisa em diferentes áreas de


conhecimento resultaram em um crescimento e um conhecimento adquirido pela Figura 7

comunidade científica que só cresce até nossos dias e possibilitou grandes descobertas
como os antibióticos, a penicilina, etc.

Agora vamos para próxima aula e verificar quais regras e acertos são necessários
para se desenvolver uma pesquisa de qualidade dentro dos padrões acadêmicos em vigor
hoje com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

O site abaixo pode lhe ajudar a entender melhor as regras e normas da ABNT de
forma simples e sem prejuízo de sua aprendizagem.

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Disponível em: < https://www.mundodastribos.com/?s=abnt >. Acesso em 24


mar. 2020.

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3. RESUMO, INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

3.1. Resumo
Segundo Aquino, 2007 o resumo é o cartão
de visitas de seu trabalho científico: deve ser
pequeno, objetivo e completo. Ele é uma pequena
amostra de todo trabalho desenvolvido. O resumo
deve ser escrito de forma impessoal (200-300
palavras), sem parágrafos. Figura 8

Segundo Severino, 2007 o resumo do texto é, na realidade, uma síntese das ideias
e não das palavras do texto. Não se trata de uma miniaturização do texto. Deve passar ao
leitor uma visão precisa sobre o conteúdo do trabalho científico destacando-se o assunto,
os objetivos, a ideia central, os principais passos do raciocínio do autor.

Citei dois autores bem conhecidos no mundo acadêmico sobre as orientações para
composição de trabalhos científicos e podemos afirmar que cada um explica a mesma coisa
de formas diferentes sobre um resumo.

O resumo costuma ser, o que chamamos de bloco fechado; não possui parágrafo e
nem espaço entre linhas. Dependendo de para onde iremos enviar o resumo será solicitado
um número “x” de palavras.

Em nossos estudos acadêmicos, somos orientados a realizar diversos resumos, que


revelarão a nossa percepção sobre o estudo de determinado objeto, especificamente em
texto indicado pelo professor.

De acordo com Severino, 2007, resumo se traduz na apresentação do conteúdo de


um trabalho de aspecto científico, mas que tem a finalidade de levar ao leitor uma ideia
completa do conteúdo do que foi analisado de forma a justificar uma consulta de todo o
texto.

Mas o que deve constar em um resumo?

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Deve informar a natureza do trabalho, os objetivos a serem alcançados, referenciais


de apoio, quais os procedimentos metodológicos foram usados e a conclusão com os
resultados alcançados. Então, segundo Severino, 2007, as seguintes questões podem ser
respondidas por meio de um resumo:

Qual a natureza do trabalho?


Qual o objeto estudado?
O que se pretende constatar?
Quais as referências teóricas de apoio?
Quais procedimentos metodológicos foram usados?
Quais foram os resultados obtidos?

Veja a seguir um exemplo de resumo de um artigo, e perceba como o produtor deste


demarcou os movimentos do texto e do objeto de estudo.

Leonardo Boff inicia o artigo 'A cultura da paz' apontando o fato de que vivemos em
uma cultura que se caracteriza fundamentalmente pela violência. Diante disso, o
autor levanta a questão da possibilidade de essa violência poder ser superada ou
não. Inicialmente, ele apresenta argumentos que sustentam a tese de que seria
impossível, pois as próprias características psicológicas humanas e um conjunto de
forças naturais e sociais reforçariam essa cultura da violência, tornando difícil sua
superação. Mas, mesmo reconhecendo o poder dessas forças, Boff considera que,
nesse momento, é indispensável estabelecermos uma cultura de paz contra a
violência, pois essa estaria nos levando à extinção da vida humana no planeta.
Segundo o autor, seria possível construir essa cultura, pelo fato de que os seres
humanos são providos de componentes genéticos que nos permitem sermos
sociais, cooperativos, criadores e dotados de recursos para limitar a violência e de
que a essência do ser humano seria o cuidado, definido pelo autor como sendo uma
relação amorosa com a realidade, que poderia levar à superação da violência. A
partir dessas constatações, o teólogo conclui, incitando-nos a despertar as
potencialidades humanas para a paz, como projeto pessoal e coletivo.

3.2. Introdução
Esta é uma parte delicada, pois aqui você se debruça sobre sua pesquisa e tema.
Vamos ver o que os autores descrevem. De acordo com Aquino, 2007 a introdução é uma
revisão da literatura enxuta (400-800 palavras) na qual, utilizando o formato de um cone
invertido, leva o leitor a entender o propósito de sua pesquisa.

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A introdução é o conteúdo de seu trabalho científico (ou


projeto) em que você irá apresentar o conjunto do tema
estudado através dos vários tipos de citações direta
(transcrição) e/ou indireta (paráfrase). (AQUINO, 2007).
Figura 9

É na introdução que o autor (você) deve despertar o interesse em uma pessoa leiga
ou especialista para ler sua pesquisa e todo seu trabalho. Evite parágrafos monótonos do
tipo Fulano disse.

De acordo com Castro, 2011 a introdução é a sua sala de visitas, é quase uma peça
de marketing, se não é atraente corre o risco de desanimar o leitor. Nela, a pesquisa ainda
não aconteceu; estamos apenas no seu anúncio, no seu trailer como um filme.

Imagine que sua pesquisa só tem validade dentro do mundo acadêmico quando se
torna pública e por isso publicações, bancas e congressos; sendo assim precisa ser
atraente e ao mesmo tempo ter um rigor acadêmico.

Experimente escrever a introdução após a discussão e/ou a conclusão do trabalho,


pois nesta etapa a condução da escrita leva o leitor ao melhor entendimento porque você
já é capaz de saber o fim da sua pesquisa. Outra forma é iniciar seu trabalho com a
introdução e à medida que você avança vai alterando a introdução.

Dicas:
• Escreva o quanto sua pesquisa é interessante;
• Relate todos os questionamentos possíveis como um filme policial;
• Coloque o que houve de pesquisa que antecede ao seu trabalho;
• Quais as contribuições da sua pesquisa em relação ao que antecedeu a
pesquisa;
• Organize em uma sequência lógica os dados que pretende colocar na
introdução.

Confira o que não pode faltar na sua introdução de trabalho:


• Tema: O assunto principal da sua pesquisa;
• Problema: A pergunta que aquele trabalho em questão está tentando resolver;

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• Objetivos gerais: Apresentar um objetivo do trabalho dentro de um contexto mais


geral;
• Objetivos específicos: Uma descrição um pouco mais detalhada de quais são
os objetivos do trabalho, geralmente descritos no formato de bullet points;
• Justificativa: Nesta parte os estudantes devem colocar o que acabou motivando
as pessoas a escreverem aquele projeto específico.

Com isso os estudantes já podem ter um bom modelo de introdução de trabalho


dentro das normas da ABNT. É importante sempre lembrar que, na grande maioria dos
casos, cópias são consideradas crimes, especialmente em TCCs. Por isso, utilize modelos
apenas como guias para escrever o seu próprio trabalho.

3.3. Objetivos
Normalmente o objetivo de um trabalho científico vem descrito na última frase da
introdução; porém o autor precisa ter esse(s) objetivo(s) preciso(s) para o bom
desenvolvimento da pesquisa.

De acordo com Aquino, 2007 uma vez que o objetivo é a especificidade do alvo de
seu trabalho e/ou pesquisa a ser testada, você deve ter o cuidado de mencionar, se for o
caso, com verbos no infinitivo como: desenvolver, explicar, enumerar, catalogar, etc.

Aqui você já começou a elaborar o que poderia ser sua pesquisa ou ainda sua dúvida
e como chamamos; o seu projeto de pesquisa. Da dúvida, nasce a pergunta e assim nasce
uma pesquisa para responder a dúvida. A questão do objetivo é bastante discutida nos
trabalhos, pois os verbos devem ser usados no infinitivo, porém, os verbos precisam ser
observáveis, isto significa que devem ter um único sentido e não dar margem a duplo
sentido ou a fatores pessoais, um exemplo é o verbo conscientizar. Ele propõe muitas
formas de entendimento e para cada um tem um significado e uma ação e desta forma
deixa o trabalho confuso.

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• Vocabulário úteis para expressar objetivo.


Disponível em: http://amigadapedagogia.blogspot.com.br/2012/04/coletanea-de-
verbos-para-elaboracao-de.html. Acesso em: 24 mar 2020.
• Modelos de Introdução de trabalho.
Disponível em: http://modelosprontos.com/modelos-de-introducao-de-trabalho-
abnt.html. Acesso em: 20 mar 2020.

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4. METODOLOGIA OU MATERIAIS E MÉTODOS

Alguns autores falam em metodologia e outros em materiais e métodos e outros


ainda ligados à educação colocam como desenvolvimento; depende do autor a ser
consultado e do tipo de pesquisa que será realizado.

Severino, 2007 explica que a ciência se utiliza do método que lhe é próprio, o método
científico, que nada mais é do que um elemento fundamental do processo do conhecimento
realizado pela própria ciência e que a diferencia do senso comum.

Agora vamos entrar nos detalhes de tipologias de pesquisa e


isso causa um enorme ponto de interrogação em nossa mente;
saiba que uma pesquisa pode unir vários métodos.
Figura 11

4.1. Métodos Científicos


Os métodos científicos são:

Método dedutivo:
• Método racionalista, que pressupõe a razão como a única forma de se chegar
ao conhecimento verdadeiro;
• Utiliza uma cadeia de raciocínio descendente, da análise geral para a particular,
até a conclusão;
• Utiliza o silogismo: de duas premissas retira‐se uma terceira logicamente
decorrente.
− Todo homem é mortal (premissa maior);
− Pedro é homem (premissa menor);
− Logo, Pedro é mortal. (conclusão).

Método indutivo:
• Método empirista, o qual considera o conhecimento como baseado na
experiência;
• A generalização deriva de observações de casos da realidade concreta e são
elaboradas a partir de constatações particulares.

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− Pedro é mortal; João é mortal; José é mortal; Carlos é mortal.


− Ora, Pedro, João, José e Carlos são homens.
− Logo, (todos) os homens são mortais.

Método hipotético dedutivo (Poper, K.):


Se o conhecimento é insuficiente para explicar um fenômeno, surge o problema; para
expressar as dificuldades do problema são formuladas hipóteses; das hipóteses deduzem‐
se consequências a serem testadas ou falseadas (tornar falsas as consequências
deduzidas das hipóteses); enquanto o método dedutivo procura confirmar a hipótese, o
hipotético‐dedutivo procura evidências empíricas para derrubá‐las.

Método dialético (Hegel, G.):


Empregado em pesquisa qualitativa, considera que os fatos não podem ser
considerados fora de um contexto social; as contradições se transcendem dando origem a
novas contradições que requerem soluções.

Método fenomenológico (Husserl, E.):


Empregado em pesquisa qualitativa, não é dedutivo nem indutivo, preocupa‐se com
a descrição direta da experiência como ela é; a realidade é construída socialmente e
entendida da forma que é interpretada; a realidade não é única, existem tantas quantas
forem suas interpretações.

4.2. Classificação das pesquisas:


Do ponto de vista da natureza:
Pesquisa básica: objetiva gerar conhecimentos novos para
avanço da ciência sem aplicação prática prevista.
Figura 12

Pesquisa aplicada: objetiva gerar conhecimentos para aplicações práticas dirigidas


à solução de problemas específicos.

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Do ponto de vista da Abordagem:


Pesquisa quantitativa: considera que tudo é
quantificável, o que significa traduzir opiniões e
números em informações as quais serão
classificadas e analisadas.

Pesquisa qualitativa: considera que existe


uma relação entre o mundo e o sujeito que não
pode ser traduzida em números; a pesquisa é
descritiva, o pesquisador tende a analisar seus Figura 13

dados indutivamente.

Do ponto de vista dos objetivos:


Pesquisa exploratória: objetiva proporcionar maior familiaridade
com um problema; envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com
pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado
e análise de exemplos; assume em geral a forma de pesquisas
bibliográficas e estudos de caso.
Figura 14

Pesquisa descritiva: objetiva descrever as características de certa população ou


fenômeno, ou estabelecer relações entre variáveis; envolvem técnicas de coleta de dados
padronizadas (questionário, observação); assume em geral a forma de levantamento.

Pesquisa explicativa: objetiva identificar os fatores que determinam fenômenos,


explica o porquê das coisas; assume em geral as formas de pesquisa experimental e
pesquisa ex‐post‐facto.

Do ponto de vista dos procedimentos técnicos:


Pesquisa bibliográfica: elaborada a partir de material já
publicado, como livros, artigos, periódicos, Internet, etc;

Pesquisa documental: elaborada a partir de material que


não recebeu tratamento analítico; Figura 15

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Pesquisa experimental: pesquisa em que se determina um objeto de estudo,


selecionam‐se variáveis que o influenciam, definem‐se as formas de controle e de
observação dos efeitos que as variáveis produzem no objeto;

Levantamento: pesquisa que envolve questionamento direto das pessoas cujo


comportamento se deseja conhecer;

Estudo de caso: envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de


maneira que se permita o amplo e detalhado conhecimento;

Pesquisa ex‐post‐facto: quando o experimento se realiza depois dos fatos;

Pesquisa ação: pesquisa concebida em associação com uma ação; os


pesquisadores e participantes da situação ou problema estão envolvidos de modo
cooperativo ou participativo;

Pesquisa participante: pesquisa desenvolvida pela interação entre pesquisadores e


membros das situações investigadas;

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5. RESULTADOS & DISCUSSÃO E A CONCLUSÃO

Aqui vamos nos basear no autor


Aquino, 2007 para descrever em partes o
resultado e a discussão; algumas
universidades e/ou revistas englobam esses
dois temas concomitantemente. Vamos ver!

Nessa etapa do trabalho a atenção é


fundamental, pois aqui o que vale é o poder Figura 16

de argumentação do autor.

Resultados é a parte onde você deve mostrar o que obteve em sua pesquisa; é nos
resultados que você pode ilustrar com tabelas, gráficos e demonstrativos de cálculos.
Mesmo que tenha encontrado o resultado mais fascinante, guarde seu ímpeto e continue
com uma escrita simples e direta. Escreva no tempo passado e frases curtas e diretas sobre
o que se vê no gráfico ou na tabela.

Na discussão você deve fazer ponderações sobre seus resultados e ter argumentos
que demonstrem isso. Se houver algo relevante argumente, discuta e obedeça a sequência
dos resultados apresentados. Se preferir unir os resultados a sua discussão, faça isso
passo a passo de acordo com o encontrado.

A conclusão, a próxima etapa descrita por Castro, 2011, retoma a visão ampla que
foi descrita na introdução e responde aos seus objetivos mostrando que a escolha da
metodologia foi a mais adequada. A conclusão deve fazer sentido para quem não leu o
resto do trabalho e ficamos com o que há de mais importante na pesquisa, retoma sem
repetir a introdução e completa o seu trabalho, dando um final feliz.

Aqui você chega quase ao final de sua jornada para escrever um trabalho
acadêmico, mas ainda temos um longo caminho pela frente.

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6. OS PROJETOS DE PESQUISA CIENTÍFICOS

6.1. O que é pesquisa?


Segundo Gil (2002), pesquisa é definida como o (...) procedimento racional e
sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são
propostos. A pesquisa desenvolve-se por um processo constituído de várias fases, desde
a formulação do problema até a apresentação e discussão dos resultados.

Para Fonseca (2002), methodos significa organização, e logos, estudo sistemático,


pesquisa, investigação; ou seja, metodologia é o estudo da organização, dos caminhos a
serem percorridos, para se realizar uma pesquisa ou um estudo, ou para se fazer ciência.
Etimologicamente, significa o estudo dos caminhos, dos instrumentos utilizados para fazer
uma pesquisa científica.

É importante salientar a diferença entre metodologia e métodos.

A metodologia se interessa pela validade do caminho escolhido para se chegar ao


fim proposto pela pesquisa; portanto, não deve ser confundida com o conteúdo (teoria) nem
com os procedimentos (métodos e técnicas).

Dessa forma, a metodologia vai além da descrição dos procedimentos (métodos e


técnicas a serem utilizados na pesquisa), indicando a escolha teórica realizada pelo
pesquisador para abordar o objeto de estudo. No entanto, embora não sejam a mesma
coisa, teoria e método são dois termos inseparáveis, “devendo ser tratados de maneira
integrada e apropriada quando se escolhe um tema, um objeto, ou um problema de
investigação” (MINAYO, 2007).

Minayo (2007) define metodologia de forma abrangente e concomitante (...)

a) como a discussão epistemológica sobre o “caminho do pensamento” que o tema


ou o objeto de investigação requer;
b) como a apresentação adequada e justificada dos métodos, técnicas e dos
instrumentos operativos que devem ser utilizados para as buscas relativas às
indagações da investigação;

Projetos e Metodologia Científica 19


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c) como a “criatividade do pesquisador”, ou seja, a sua marca pessoal e específica


na forma de articular teoria, métodos, achados experimentais, observacionais ou
de qualquer outro tipo específico de respostas às indagações específicas.

Vejam a figura:
Será que a afirmação é fruto de uma pesquisa? Tem fundamentação?

Figura 17

6.2. O que é conhecimento?


De acordo com Fonseca (2002) (...) o homem é, por natureza, um animal curioso.
Desde que nasce interage com a natureza e os objetos à sua volta, interpretando o universo
a partir das referências sociais e culturais do meio em que vive. Apropria-se do
conhecimento por meio das sensações, que os seres e os fenômenos lhe transmitem. A
partir dessas sensações elabora representações. Contudo, essas representações, não
constituem o objeto real. O objeto real existe independentemente de o homem o conhecer
ou não. O conhecimento humano é na sua essência um esforço para resolver contradições,
entre as representações do objeto e a realidade do mesmo.

Assim, o conhecimento, dependendo da forma pela qual se chega a essa


representação, pode ser classificado de popular (senso comum), teológico, mítico, filosófico
e científico. Veremos mais adiante os diferentes tipos de conhecimento.

Boaventura de Souza Santos, sociólogo português, no livro Um discurso sobre as


ciências (2007), enquadra a natureza da ciência em três momentos:

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• Paradigma da modernidade;
• Crise do paradigma dominante;
• Paradigma emergente.

Figura 18

Fonseca (2002) expõe assim, resumidamente, esses três momentos:

O paradigma da modernidade é o dominante hoje em dia. Substancia-se nas


ideias de Copérnico, Kepler, Galileu, Newton, Bacon e Descartes. Construído com base no
modelo das ciências naturais, o paradigma da modernidade apresenta uma e só uma forma
de conhecimento verdadeiro e uma racionalidade experimental, quantitativa e neutra.

De acordo com o autor, essa racionalidade é mecanicista, pois considera o homem


e o universo como máquinas; é reducionista, pois reduz o todo às partes e é cartesiano,
pois separa o mundo natural-empírico dos outros mundos não verificáveis, como o
espiritual-simbólico. Apresenta, também outros pormenores do paradigma:

a) a distinção entre conhecimento científico e o senso comum, entre natureza e


pessoa humana, corpo e mente, corpo e espírito;
b) a certeza da experiência ordenada;
c) a linguagem matemática como o modelo de representação;

Projetos e Metodologia Científica 21


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d) a medição dos dados coletados;


e) a análise que decompõe o todo em partes;
f) a busca de causas que aspira à formulação de leis, à luz de regularidades
observadas, com vista a prever o comportamento futuro dos fenômenos;
g) a expulsão da intenção;
h) a ideia do mundo máquina;
i) a possibilidade de descobrir as leis da sociedade.

Santos (2007) afirma, ainda, que a crise do paradigma dominante tem como
referências as ideias de Einstein e os conceitos de relatividade e simultaneidade, que
colocaram o tempo e o espaço absolutos de Newton em debate; Heisenberg e Bohr, cujos
conceitos de incerteza abalaram o rigor da medição; Gödel, que provou a impossibilidade
da completa medição e defendeu que o rigor da matemática carece ele próprio de
fundamento; Ilya Prigogine, que propôs uma nova visão de matéria e natureza.

O homem encontra-se num momento de revisão sobre o rigor científico pautado no


rigor matemático e de construção de novos paradigmas: em vez de eternidade, a história;
em vez do determinismo, a impossibilidade; em vez do mecanicismo a espontaneidade e a
auto-organização; em vez da reversibilidade, a irreversibilidade e a evolução; em vez da
ordem, a desordem; em vez da necessidade, a criatividade e o acidente.

O paradigma emergente deve se alicerçar nas premissas de que todo o


conhecimento científico-natural é científico-social, todo conhecimento é local e total (o
conhecimento pode ser utilizado fora do seu contexto de origem), todo conhecimento é
autoconhecimento (o conhecimento analisado sob um prisma mais contemplativo que
ativo), todo conhecimento científico visa constituir-se em senso comum (o conhecimento
científico dialoga com outras formas de conhecimento deixando-se penetrar por elas).

Ainda para Santos, a ciência encontra-se num movimento de transição de uma


racionalidade ordenada, previsível, quantificável e testável, para uma outra que enquadra
o acaso, a desordem, o imprevisível, o interpenetrável e o interpretável. Um novo paradigma
que se aproxima do senso comum e do local, sem perder de vista o discurso científico e o
global. Minayo (2007, p. 35) menciona duas razões para a hegemonia contemporânea.

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Ao considerar as ponderações sobre a modernidade cientifica e o que já foi estudado


até aqui, reforça-se a concepção de que a Ciência é um procedimento metódico cujo
objetivo é conhecer, interpretar e intervir na realidade, tendo como diretriz os problemas
formulados que sustentam regras e ações adequadas à constituição do conhecimento.

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7. ARTIGOS CIENTÍFICOS E ESCOLHA DO TEMA

Nesta década os artigos científicos foram difundidos


dentro das universidades por se tratar de uma forma mais
sucinta e direta de revelar uma pesquisa e,
consequentemente, mais rápida de ser elaborada pelos
Figura 19
educandos.

O desenvolvimento do artigo pode ser dividido em itens necessários que possam


desenvolver a pesquisa e isso varia muito do local onde o autor deseja publicar sua
pesquisa.

É importante expor os argumentos de forma clara como uma aula explicativa, por
meio de um desenvolvimento que encadeia um raciocínio lógico que o leitor compreenda.

Quando o artigo inclui uma pesquisa descritiva apresentam-se os resultados


desenvolvidos na coleta dos dados através das entrevistas, observações, questionários,
entre outras técnicas. O artigo depende de vários fatores como o tipo de pesquisa que o
autor realizou e ainda o local de publicação ou o congresso que irá participar.

Figura 20

Projetos e Metodologia Científica 24


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Segundo a ABNT (NBR 6022, 2003, p. 2), o artigo científico pode ser definido como
a “publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas,
processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento”.

Figura 19

O artigo científico, como o próprio nome já diz, caracteriza-se por um texto científico
que descreve os resultados, sendo esses provenientes de uma pesquisa. Dessa maneira,
é um relato acerca dos resultados de um estudo realizado, torna-se publicamente
conhecido por meio de revistas científicas, as quais possuem uma seção destinada a esse
fim.

Assim, assevera Santos (2007), “são geralmente utilizados como publicações em


revistas especializadas, a fim de divulgar conhecimentos, de comunicar resultados ou
novidades a respeito de um assunto, ou ainda de contestar, refutar ou apresentar outras
soluções de uma situação convertida”.

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Quanto ao conteúdo abordado no artigo, ele pode apresentar distintos aspectos,


como também pode cumprir outras tarefas, conforme nos revelavam Marconi e Lakatos
(2010):

a) versar sobre um estudo pessoal, uma descoberta, ou dar um enfoque contrário


ao já conhecido;
b) oferecer soluções a questões controvertidas;
c) levar ao conhecimento do público intelectual ou especializado no assunto novas
ideias, para sondagem de opiniões ou atualização de informes.
d) abordar aspectos secundários, levantados em alguma pesquisa, mas que não
seriam utilizados na mesma.

Caso você queira saber como os autores fazem para publicar veja a nossa Revista
Ceciliana e as regras que a compõem, que estão contidas na ABNT. Quanto a escolha do
tema é de cunho bem pessoal e deve significar algo para quem o escreve, bem como fazer
parte da história do autor tanto no âmbito pessoal, como no profissional e no afetivo.
Quando realizamos um trabalho com prazer tudo fica melhor.

Procure conversar com seus professores e ver o Curriculum Lattes de cada um, lá
estará as áreas de atuação e as pesquisas dos professores. Essa troca de ideias e consulta
pode contribuir para escolher o orientador também.

Depois que fez essa busca aos professores pense em


algo que se relaciona ao que já estudou em seu curso e que
lhe chamou atenção, comece a fazer anotações e leituras de
artigos, revistas, livros etc. sobre o assunto.
Figura 22

A primeira escolha do tema é a mais difícil, pois é a primeira vez que você irá se
deparar com algo que vai estudar mediante sua opção.

Se não gostou do que escolheu mude de tema, mas se gostou continue a saber tudo
que tem de publicação sobre o assunto; não se acanhe em conversar com um professor,
pois ele já passou por essa experiência de escrever um artigo.

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O contato com palestras e cursos ou seminários, simpósios e congressos também é


uma boa saída para você pensar no seu artigo ou na sua futura pesquisa, o importante é
não desanimar com tantas informações.

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8. TCC, DISSERTAÇÃO E TESE

Muitas dúvidas surgem com as terminologias TCC, Dissertação e Tese e acabam


causando uma confusão na cabeça do estudante; hoje com o artigo científico os educandos
acreditam que não existe trabalho de conclusão de curso, mas na verdade o que mudou
foram as monografias para artigos científicos que são também um trabalho de conclusão
de curso.

Figura 23
Para começar é preciso entender que na monografia há
a possibilidade de pesquisar um certo assunto expandindo-o
em vários capítulos e no artigo científico essa possibilidade não
acontece.

O artigo científico corresponde a um texto que


zela pela precisão do que nele se apresenta e,
portanto, precisa ser revisado e corrigido com um
critério rigoroso no que tange a análise e a estrutura
dos parágrafos de forma que a clareza e a objetividade
expostas no trabalho possam ser garantidas e Figura 24

evidenciadas pela linguagem.

Também é preciso destacar que na revisão de um artigo, a pessoa do revisor deve


estar livre para realizar o posicionamento diante do objeto de análise e segundo Duarte em
seu artigo sobre regras da ABNT, alguns aspectos devem ser considerados no momento
da revisão de um artigo:

• Análise dos argumentos apresentados;


• Checagem do valor científico atribuído ao texto em questão;
• Verificação da possibilidade de se tornar público (estar disponível a outras
pessoas);
• Confirmação da possibilidade de abertura a possíveis reavaliações em função
de novas descobertas;
• Apresentação de melhores resultados.

Projetos e Metodologia Científica 28


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Com base na aceleração da sociedade, podemos afirmar que atualmente é


crescente o número de instituições que requisitam a produção do artigo em vez da
monografia. Lembrando que essa produção pode ser realizada de forma provisória, por
meio de um projeto de pesquisa, o qual delimitará anteriormente as bases que
fundamentarão o trabalho a ser realizado. (Vânia Maria do Nascimento Duarte).

Essa referida autora complementa descrevendo que baseados na aceleração da


sociedade poderíamos dizer que o número de Instituições que solicitam a produção de um
artigo no lugar de uma monografia cresce.

Não podemos esquecer que a elaboração de um artigo pode começar por um projeto
de pesquisa, de forma provisória, mas balizará as bases de fundamentação do trabalho que
será elaborado.

Agora que já diferenciamos a monografia que detalha em capítulos um determinado


assunto, vamos destacar a dissertação que é um estudo realizado nos cursos de mestrado
e pode ser continuação de uma monografia ou não, dependendo do educando e do seu
campo de pesquisa e da sua formação. Dentro dos cursos de stricto sensu, temos áreas de
pesquisa onde os alunos se encaixam de acordo com suas formações e seus orientadores.

Mas como definir dissertação?

É um trabalho acadêmico Stricto Sensu destinado à obtenção do grau acadêmico de


mestre.

Figura 25

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Os projetos de dissertação não precisam abordar necessariamente temas e/ou


métodos inéditos. O aluno de mestrado deve demonstrar a habilidade em realizar estudos
científicos e em seguir linhas mestras na área de formação escolhida (Andrade, 2014).

Figura 26
Já a Tese, é um trabalho acadêmico Stricto
sensu que importa em contribuição inédita para o
conhecimento e visa à obtenção do grau acadêmico de
doutor (Barros e Lehfeld, 2007).

O doutorando como é chamado o aluno de Doutorado deve defender uma ideia, um


método, uma descoberta, uma conclusão obtida a partir de uma exaustiva pesquisa e
trabalhos científicos.

Outra diferença reside no tempo de duração de cada stricto sensu; o mestrado dura
hoje em média dois anos e o doutorado em média quatro anos devido ao seu grau de
exigência ser maior. Não há hoje uma regulação e uma sequência lógica para se chegar ao
doutorado, você pode fazer direto um doutorado ao sair da graduação e para tanto basta
ser aceito em alguma linha de pesquisa de alguma universidade reconhecidamente
conceituada na área.

Projetos e Metodologia Científica 30


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9. AS CAPACITAÇÕES E OS AUTORES

Estamos chegando ao fim do nosso curso e ainda temos muito o que conversar e
trocar informações, mas a educação é bastante dinâmica e por isso estaremos em
constante aprendizado, tenham a certeza.

Costumo afirmar que quando lemos um livro, artigo, dissertação, tese, etc. temos a
pesquisa e a opinião do autor e não necessariamente precisamos concordar com ela.

Já somos adultos e temos o discernimento para concordar ou


discordar, mas para isso é preciso muito estudo, pois dependemos das
citações para reafirmarem nosso pensamento.
Figura 27

São muitos os termos utilizados pelas normas da ABNT e um que ainda continua
trazendo muitas dúvidas é quanto à Citação Direta e Indireta, pois muitos ainda não
sabem o que é esta citação e nem quando uma ou outra deverá ser utilizada, de qualquer
forma é uma maneira de citar o autor.

Podemos afirmar que citação é uma lembrança que foi feita a


respeito do trabalho realizado, porém, foi elaborada por uma outra pessoa
que não seja o próprio autor do trabalho, tendo sido extraída de uma outra
Figura 28 fonte.

Quando estamos desenvolvendo um trabalho é muito comum copiar parte do


conhecimento de outra pessoa, mas para não se apoderar de algo que não lhe pertence,
porque a frase é de outro autor, é preciso fazer a tal citação. Isso não significa que você
não foi capaz de pensar algo interessante, mas ajuda a ilustrar com outras fontes, o seu
trabalho, o que é muito valorizado, inclusive muito necessário e prova seus estudos. O que
não podemos fazer é usar algo que foi criado por outra pessoa como se fosse de nossa
autoria, isto realmente é uma cópia e no mundo acadêmico é crime.

Podemos dizer que acontece uma citação quando mencionamos dados e


informações extraídos de outras fontes, mas dando o crédito a quem teve a ideia e a citação
serve para apoiar o conteúdo que é apresentado em um trabalho científico.

Projetos e Metodologia Científica 31


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A NBR 10520 contém as normas para citações.

Mas o que é citação indireta?

Segundo Wolkweis (2014), quando um trecho de um


trabalho é reescrito, mas com outras palavras, mantendo o
sentido, temos a citação indireta, que é uma espécie de
tradução que ocorre dentro da mesma língua. Figura 29

Para usar este tipo de citação deve-se citar o último nome do autor do texto e o
ano da publicação da obra. Você pode colocar o número da página se desejar e não deve
usar nem aspas e nem recuo.

Exemplos:
De acordo com Mattar (1996), a pesquisa bibliográfica é apropriada para os primeiros
estágios da investigação quando a familiaridade, o conhecimento e a compreensão do
fenômeno por parte do pesquisador são geralmente pouco ou inexistentes.

Os estudos exploratórios têm como principal característica a informalidade, a


flexibilidade e a criatividade, e neles procura-se obter um primeiro contato com a situação
a ser pesquisada (SAMARA; BARROS, 2002).

Algumas expressões usadas em citações são:

• De acordo com Fulano (ano, p. xx), …


• Segundo Fulano (ano, p. xx), …
• Para Fulano (ano, p. xx), …
• Fulano (ano, p. xx) afirma/declara que…
• Conforme Fulano (ano, p. xx), …
• Nas palavras de Fulano (ano, p.xx), …

Mas o que é citação direta?

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De acordo Wolkweis (2014), quando fazemos uma cópia na integra,


idêntica ao texto original temos a citação direta e para tanto devemos citar
o último nome do autor, o ano de publicação da obra e o número da
Figura 30 página de onde o trecho foi extraído.

Citações de até três linhas devem estar contidas entre aspas duplas. Veja o exemplo:

Segundo Rónai (2012, p. 21), “pensa-se geralmente que a tradução fiel é a tradução
literal, e que, portanto, qualquer tradução que não seja literal é livre”.

Já as citações diretas com mais de três linhas devem ser destacadas com recuo de
4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto, sem as aspas e com
espaçamento simples entre linhas. Confira no exemplo.

A teleconferência permite ao indivíduo participar de um encontro nacional


ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem. Tipos comuns de
teleconferência incluem o uso da televisão, telefone e computador. Através de
áudio-conferência, utilizando a companhia local de telefone, um sinal de áudio pode
ser emitido em um salão de qualquer dimensão (NICHOLS, 1993, p. 181).

Há outras formas de citação, mas essas são importantes e serão as que mais vai
utilizar, além de colocar a bibliografia em ordem crescente de autores e por isso você deve
sempre consultar as normas.

Veja o exemplo:

DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. 5º Ed. – São


Paulo: Global, 1998. 128 p.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2004. (Coleção magistério. 2º
grau. Série formação do professor). 104 p.

ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Tradução: Ernani F. da F. Rosa –


Porto Alegre: ArtMed, 1998. 20 p.

Projetos e Metodologia Científica 33


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Note: toda obra deve ser colocada em NEGRITO! E se houver título com dois
pontos (como em dois casos acima), o que vier após é SEM NEGRITO!
Não fique com dúvida, perguntem sempre, caso o professor não saiba, iremos
procurar juntos!

Até breve!

REFERÊNCIAS DAS IMAGENS NA ORDEM EM QUE APARECEM NO GUIA:


Google Imagens. Acesso em 20 mar 2020

REFERÊNCIAS:
ANDRADE, Maria Margarida. Introdução a metodologia do trabalho científico.
São Paulo: Atlas, 2014.

AQUINO, Italo de Souza. Como Escrever Artigos Cientificos: Sem arrodeio e


sem medo da ABNT. São Paulo: Saraiva, 2012.

BARROS, Aidil Jesus Paes; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos


de Metologia Científica. São Paulo: Pearson, 2007.

CASTRO, Claudio de Moura. Como escrever e apresentar um trabalho


científico. São Paulo: Pearson, 2011.
Conceito de Univerdidade. Disponível em:
<http://queconceito.com.br/universidade>. Acesso em: 09 dez. 2017.

DUARTE, Vânia Maria do Nascimento. Artigo científico. O artigo científico tem


por finalidade apresentar publicamente os resultados originais de uma dada
pesquisa. Disponível em: < http://monografias.brasilescola.uol.com.br/regras-
abnt/artigo-cientifico.htm>. Acesso em: 24 mar. 2020

FONSECA, João José Saraiva da. Metodologia da pesquisa. Universidade


estadual do Ceará: mar-maio 2002. Disponível em:
<http://leg.ufpi.br/subsiteFiles/lapnex/arquivos/files/Apostila_-
_METODOLOGIA_DA_PESQUISA%281%29.pdf>. Acesso em: 24 mar. 2020

GIL, A.C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 4 ed. São Paulo: Atlas, 1994.

GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.
Disponível em:

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https://professores.faccat.br/moodle/pluginfile.php/13410/mod_resource/c
ontent/1/como_elaborar_projeto_de_pesquisa_-_antonio_carlos_gil.pdf.
Acesso em: 24 mar 2020

KHUN, Thomas S. A estrutura das revoluçoes científicas. São Paulo:


Perspectiva, 2009.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos da


metodologia cientifica. 7ª.ed. São Paulo: Atlas, 2010.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa


qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 2007.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. São Paulo:


Cortez, 1987.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. 15ª ed. Porto:


Afrontamento, 2007.

WOLKWEIS, Felícia. Citação direta e indireta: como fazer. 22/09/2014.


Disponível em: < http://www.revisaoetraducao.com.br/citacao-direta-e-
indireta-como-fazer/>. Acesso em: 24 mar 2020

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