DNIT

MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS
VOLUME 1
METODOLOGIA E CONCEITOS

2003

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT

MINISTRO DOS TRANSPORTES Dr. Anderson Adauto Pereira DIRETOR GERAL DO DNIT Eng.º José Antonio Silva Coutinho

MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS
VOLUME 1
METODOLOGIA E CONCEITOS

MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS – SICRO2 Equipe Técnica: Eng.Rio de Janeiro. I. 7 v.Coordenador Eng. Irma de Azevedo Sampaio Anal. de Sist.o Miguel Dário Ardissone Nunes Eng.o Guilherme Henrique de Barros Montenegro Eng. Alexandre José Gavinho Geraldo Colaboradores: Dr.o Manoelino Matos de Andrade .o Jorge Nicolau Pedro Bibl.a Maria das Graças da Silveira Farias Eng. em 13.Construções . Heloisa Maria Moreira Monnerat Brasil. . 3. Tânia Bral Mendes Bibl.1: Metodologia e conceitos.o Mário Brugger da Cunha Eng. 1. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. CDD 625.o José Maurício Gomes Eng. 2003. Diretoria Geral.Estimativa e custo. .o José Gornsztejn Eng. v. Rodovias .7204 Reprodução permitida desde que citado o DNIT como fonte. Manual de custos rodoviários. ed. Título. Tarcísio Delgado Eng° Dirceu César Façanha Eng.o Luciano Regazzi Gerk Econ.

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES – DNIT DIRETORIA GERAL MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS VOLUME 1 METODOLOGIA E CONCEITOS 3ª edição RIO DE JANEIRO 2003 .

de 17/12/1998 Aprovado pela Diretoria do DNIT em 16 de dezembro de 2003. 522 4 andar. 1972 Segunda edição: ATUALIZAÇÃO E COMPLEMENTAÇÃO DO MANUAL DE COMPOSIÇÃO DE CUSTOS RODOVIÁRIOS.Rio de Janeiro. 1980 Aprovado pelo Conselho Administrativo do DNER. Resolução nº 45/1998 Sessão CA n 19. Relato nº 21. CEP 20071-000 .RJ Tel: (0 XX 21) 2516-1990 Fax: (0 XX 21) 2516-2120 TÍTULO: MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS VOLUME 1: Metodologia e conceitos Primeira edição: MANUAL DE COMPOSIÇÃO DE CUSTOS RODOVIÁRIOS. em 17 de dezembro de 1998.DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES – DNIT SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS – SICRO2 Av Presidente Vargas. Ata nº 29/2003 Impresso no Brasil / Printed in Brazil .

críticas ou sugestões. Rio de Janeiro. No cálculo dos custos. Presidente Vargas.4 andar. editado em 1972 e 1980.APRESENTAÇÃO Este documento apresenta o resultado dos estudos desenvolvidos na revisão. que as enviem como contribuição para a equipe responsável pelo SICRO2. Para fins de apresentação este Manual está organizado como se segue: Volume 1 METODOLOGIA E CONCEITOS Volume 2 MANUAL DO SISTEMA E MANUAL DO USUÁRIO MANUAL DO SISTEMA . após a realização de seminários na sede do órgão em Brasília. 522 . Solicitamos a todos os usuários deste documento que tiverem dúvidas. à Av.PROJETO CONCEITUAL MANUAL DO SISTEMA . CEP 20071-000. sendo sua metodologia implantada pelo DNER no ano de 2000 e o seu lançamento em 2003. RJ. atualização e complementação dos Manuais de Custos Rodoviários. com as demais equipes do Departamento e a comunidade rodoviária em geral. e a adequação do sistema informatizado SICRO ao novo manual. Brasil. entretanto. levou-se em consideração as novas tecnologias e os atuais métodos construtivos rodoviários. faz-se necessário ressalvar que essa atualização deverá constituir-se dinâmica. tendo em vista o contínuo desenvolvimento da tecnologia e da economia do país.PROGRAMA FONTE MANUAL DO USUÁRIO Tomo 1 Tomo 2 Tomo 3 Volume 3 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE ATIVIDADES AUXILIARES Volume 4 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA OBRAS DE CONSTRUÇÃO RODOVIÁRIA TERRAPLENAGEM E PAVIMENTAÇÃO OBRAS DE ARTE ESPECIAIS DRENAGEM E OUTROS CUSTOS I DRENAGEM E OUTROS CUSTOS II Tomo 1 Tomo 2 Tomo 3 Tomo 4 . Este manual foi elaborado em 1998. Nele estão incorporados os estudos desenvolvidos e as contribuições recebidas pela então Gerência de Custos Rodoviários.

Volume 5 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA SERVIÇOS DE CONSERVAÇÃO RODOVIÁRIA Volume 6 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA OBRAS DE SINALIZAÇÃO RODOVIÁRIA Volume 7 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA OBRAS DE RESTAURAÇÃO RODOVIÁRIA Anexo 1 MANUAL DE PESQUISA DE PREÇOS DE EQUIPAMENTOS E MATERIAIS .

as rotinas e procedimentos empregados pelo sistema informatizado implantado para o cálculo dos custos unitários de referência. Apresenta.RESUMO Este documento apresenta a metodologia e os critérios adotados para o cálculo dos custos unitários dos insumos e serviços necessários à execução das obras de construção. restauração e sinalização rodoviária e dos serviços de conservação rodoviária. ainda. .

.

It also presents the routines and procedures employed by the software system implanted for the calculation of reference unit costs. restauration and signaling road-works. .ABSTRACT This document presents the methodology and criteria adopted for the calculation of unit costs for the production factors and services which are necessary to the execution of construction.

.

............................. 7 2.....2........2......2 EQUIPAMENTOS CUJO CUSTO HORÁRIO VARIA COM AS CONDIÇÕES DE TRABALHO...........................................................................................................2 EQUIPAMENTOS.......................2 COBERTURA DA PESQUISA ................................... 39 4.....................................................................................................3 CUSTOS HORÁRIOS DE EQUIPAMENTOS...................... 23 3.................... 19 CONCEITO DE LDI..... 6 2 PREÇO DE OBRA RODOVIÁRIA ...............1.............................MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS DO DNIT METODOLOGIA E CONCEITOS SUMÁRIO DO VOLUME 1 1 INTRODUÇÃO ...................................................3 CRITÉRIOS DE CÁLCULO DO CUSTO HORÁRIO ...........................2 PROCESSAMENTO DA PESQUISA ...1 2................................... 39 4..................1.............1......................................................2 CÁLCULO DOS CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA .................2 PESQUISA DE PREÇOS ........... 1 1...................................................................1 PREPARAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS.....................3 INFORMATIZAÇÃO DO SISTEMA .....1.... 3 1................................................ 30 4..... 24 3.................................................................................................................2....................... 29 4..................................................... 1 1......................................................... 29 4..... 23 3....................................................................4 2............................................................. 10 PREÇO TOTAL OU PREÇO DE VENDA........................................... 23 3.......................1 AMBIENTE DE PROCESSAMENTO .......................................................................................... 26 3.......................... 26 3....................................1 O SISTEMA SICRO2 DE COLETA DE PREÇOS........... 19 3 SISTEMA DE LEVANTAMENTO DE PREÇOS DOS INSUMOS........................... 39 4.......................................2......1 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA ......................................2.. 7 CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS EM ORÇAMENTOS DE OBRAS RODOVIÁRIAS ...........................................................2 METODOLOGIA .................2.............................2 ENCARGOS SOCIAIS................................ 26 3....4 SELEÇÃO DO PREÇO DE REFERÊNCIA ........................................................................................................2 DESCRIÇÃO DAS FUNÇÕES................. 3 1...................................................................................2............2 2. 4 1............. 24 3...................................................... 26 3....................... 24 3............................................................4 COMPOSIÇÃO DE CUSTOS UNITÁRIOS DIRETOS ....5 PLANILHA DE ORÇAMENTO...................... 2 1................ 23 3.....1.........3 ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA........................3 2...............5 ESTRUTURA DE CUSTOS .......1 SISTEMA DE PESQUISA DE PREÇOS ...1...............................1 CUSTO DA MÃO-DE-OBRA ..........................................................................................................2........1 OBJETIVO............. 8 CARACTERIZAÇÃO DOS CUSTOS DE OBRA RODOVIÁRIA .....................2...........................................2........................................ 28 4 CUSTOS UNITÁRIOS DOS INSUMOS ................. 2 1...............................................2...................3............ 24 3..........................................2........................1 CUSTO HORÁRIO ...............................................................3 TRANSCRIÇÃO E CRÍTICA DOS VALORES ...............................................3 CICLO DE ATUALIZAÇÃO.... 42 I ........................................... 29 4................................... 37 4.............1 SALÁRIO .3.............

. 89 5............................................................ 91 6................................................. 96 7..................................................................3......................................................................2............................. 74 4................................ 84 5........................................................3 EQUILÍBRIO DAS EQUIPES MECÂNICAS OU PATRULHAS ...2 MATERIAIS ................4...................................................1 ESTUDOS E CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES .......... 75 5.1...................................................................1 MÉTODO TEÓRICO .......................................................................................1 INTRODUÇÃO .......................................................................... 80 5.. 89 5........................ 93 7................................................2 CUSTO DOS MATERIAIS POSTOS NA OBRA...................2....................................................................5 CATEGORIAS DE SERVIÇOS..................................1 TRANSPORTE LOCAL ................................. 77 5....1 PRINCÍPIOS QUE REGEM A MONTAGEM DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS ..............3 SELEÇÃO DE COMPOSIÇÕES DE SERVIÇOS........4...... 75 5................................................2......1 MÃO-DE-OBRA ................. 74 4............................. 95 7.......................4 PREÇOS UNITÁRIOS DOS SERVIÇOS.....................2......................................................................3.............................. 92 6..4...........2....2......................... 91 6........................ 95 7...................................................................... 96 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........2................... 95 7....................................4.........................................3 MATERIAIS ........3......................................5 QUANTITATIVOS DE SERVIÇOS..... 77 5............................ 84 5........... 87 5................. 74 5 TECNOLOGIA DE CONSTRUÇÃO ................. 73 4....................1 ORGANIZAÇÃO DAS TABELAS............................................................. 77 5....... 97 II .......... 91 6................ 93 7....2 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS.......3 EQUIPAMENTOS .............................................................................................. 76 5........... 76 5....... 95 7..................................................... 89 6 TABELAS DE PREÇOS DO SICRO2...1 PREÇOS LOCAIS E PREÇOS REGIONAIS...........................................................3 PRODUÇÃO DAS EQUIPES MECÂNICAS.................................................................................................2 PREÇOS DE INSUMOS ...............................2 TRANSPORTE COMERCIAL ...............................................2 CICLO DOS EQUIPAMENTOS .....................................................................3 MATERIAIS BETUMINOSOS................. 75 5................ 75 5...............1 APRESENTAÇÃO DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA .....3...............................................6 ESTRUTURA DO BANCO DE DADOS DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA .......................................................2 ITEMIZAÇÃO DO ORÇAMENTO .... 92 6.......................................................................................................................................................................................... 91 6.................. 92 7 ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTOS .....................................3......................... 93 7.............................................................................4 TEMPO OPERATIVO E TEMPO IMPRODUTIVO .........7 PLANILHA EXTRATORA DE DADOS DO SICRO2 .......2 MÉTODO DE AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DE EQUIPAMENTOS NA OBRA.....3 TRANSPORTE DE MATERIAIS BETUMINOSOS ........................................ 88 5..........................................................1 PLANO DE ATAQUE OU DE EXECUÇÃO DA OBRA ..3 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA...6 PREÇO TOTAL DA OBRA......................................................................................................4 OPERAÇÕES DE TRANSPORTE .......6...

modificaram a formação dos custos das suas respectivas atividades. o Órgão da Administração Pública que liderava e estabelecia padrões nacionais para o trato da questão. e. apesar de algumas dificuldades impostas pela sua pouca flexibilidade. Por outro lado. por exemplo. com o valor dos insumos pesquisados em diversas regiões do país e atualizados mensalmente. quando se passou a estimar custos unitários através de Composições de Serviços o que. vão defrontar com todo tipo de diferenciação locacional. era absoluta novidade no país. bem como ao próprio plano de mobilização e instalação que o construtor tenha em mente. que qualquer delonga em sua produção poderia torná-la ultrapassada e sem qualquer valor. entretanto. Esta dedicação foi coroada de pleno êxito. Assim sendo.1 INTRODUÇÃO 1. 1 . os custos a serem incorridos em todos os casos. a inflação. na década de setenta. avance apenas até a etapa de cálculo de custos unitários de serviços e à conseqüente emissão das Tabelas Referenciais de Preços. decorrente do Plano Real. com precisão. É óbvio que uma mesma Tabela de Preços não pode ser adequada para a preparação de orçamentos que reflitam. para isso. Da mesma forma. com a incorporação de recursos de informática. custos unitários específicos para cada obra. sua validade era tão curta. e a maior integração da economia aos mercados externos. a evolução tecnológica ocorrida no setor de construção nos últimos anos.1 OBJETIVO A obtenção de parâmetros de custo de construção. Com este objetivo em mira. tanto na área técnico-administrativa quanto na modernização de equipamentos. tornou-se fator de modificação de custos que não pode deixar de ser considerado. a fim de conservar sua utilidade. Este foi o caso. Este êxito se deveu. ou seja. É preciso levar em conta. à receptividade que seus técnicos sempre demonstraram para incorporar ao seu trabalho as mais modernas tecnologias disponíveis. a abrangência e a extensão de um Sistema de Custos. Este fato ganha especial relevo no caso das obras rodoviárias federais. Estas circunstâncias fizeram com que o Sistema. pois estas se realizam nas mais diversas regiões do país e. em uso hoje pelo DNIT. a que a moeda do país esteve sujeita por longo período. sociais. era uma preocupação antiga e constante do extinto DNER. por si só. Com o advento da estabilização monetária. quando se trata de utilizá-las os mesmos para elaborar orçamentos específicos de obras. onerosas. econômicas e logísticas que aí são encontradas. com vistas a servir de referencial para suas licitações de obras rodoviárias. gerando. conseqüentemente. em grande parte. estas Tabelas Referenciais têm sido instrumento de valor inestimável para o setor de construção rodoviária do país. tornou-se extremamente oportuna esta Revisão do Manual de Custos Rodoviários. fornecedores e empresários de um modo geral. Para tanto. alteraram significativamente o comportamento de construtores. tinha que se cingir ao imperativo da brevidade. seria necessário que o Sistema de Custos avançasse mais um passo e adentrasse a etapa de elaboração dos orçamentos. Como se sabe. pois o DNER era sem dúvida. desenvolver e implantar metodologias que incorporassem a melhor técnica de cálculo de custos disponível. conseqüentemente. tornava a informação resultante desse processo muito efêmera. o Órgão dedicava esforços e recursos no sentido de manter uma estrutura administrativa voltada para o assunto e também para criar. dentro das etapas que presidem a elaboração dos orçamentos de obras rodoviárias. visto que tais fatos. que as tarefas envolvidas no processo de estimar custos são extremamente trabalhosas e consumidoras de tempo e. às condições naturais. É notório que os custos de obras em geral são muito sensíveis à sua localização geográfica. portanto.

2 METODOLOGIA Como medida prévia à revisão propriamente dita do Manual. foram estabelecidas algumas diretrizes metodológicas. b) Pesquisas de Custos de Mão-de-Obra por Categoria Profissional Os níveis de remuneração da mão-de-obra no setor da construção rodoviária serão determinados utilizando os pisos salariais acordados nas Convenções Coletivas de Trabalho. A denominação de “preços regionais” se aplicará aos utilizados nos demais casos. Os aspectos abordados foram os seguintes: 1. 1.2. Assim sendo. realizar pesquisa salarial e adotar valor médio. Sugere-se freqüência anual mínima para as revisões de rotina. que ainda não eram utilizados em 1980 e que. Tal cadastramento 2 . que na área específica de apuração de custos. como aferidores das reais condições de mercado. permitindo. celebradas entre os Sindicatos de Trabalhadores e os Sindicatos Patronais para as categorias servente. a presente Revisão abre oportunidade para que se cogite de uma ampliação do alcance do próprio Sistema de Custos do DNIT. entretanto a realização de pesquisas intermediárias sempre que houver razão para se supor que tenham acontecido mudanças significativas no mercado de mão-de-obra da construção. c) Preço do Estado e Preço da Região Será mantida a denominação de “preço de insumos de um determinado Estado” apenas quando forem feitas pesquisas diretas locais. ajudante e oficial e multiplicadores. para uma aferição dos multiplicadores que reflitam a situação presente. A utilização de preços da região num determinado estado subentende certa distorção de valores que deve ficar clara para o usuário. são de uso corrente na construção rodoviária. atualmente. contemplando-se. os recursos que a informática oferece atualmente. resultante de Convenção Coletiva de Trabalho. Com a finalidade específica de Revisão do Manual foi realizada pesquisa junto às construtoras e/ou sindicatos patronais. com vistas a distinguir perfeitamente as duas situações. reconhecidamente idôneas. utilizará preços colhidos por outras entidades. para as demais categorias.1 SISTEMA DE PESQUISA DE PREÇOS a) Tamanho da Amostra de Preços de Materiais e Equipamentos O SICRO buscará aumentar o tamanho das amostras de coleta de preços de materiais e equipamentos (ideal: mínimo de três preços de cada item) ou. Materiais / equipamentos: menor valor pesquisado na região d) Pesquisa e Cadastramento de Novas Materiais e Equipamentos Foram cadastrados no sistema materiais e equipamentos. na impossibilidade. de modo a orientar os trabalhos a serem desenvolvidos. tornam possível e fácil a realização de tarefas que no passado seriam extremamente penosas. aferidos periodicamente por pesquisa direta. A determinação de preços regionais obedecerá ao seguinte critério: • • Mão de obra: maior piso salarial da região pesquisada. ainda. que se alcance leque de ofertas mais amplo que não está sendo atingido pelas pesquisas. Para as categorias não contempladas na Convenções Coletivas de Trabalho.Há que levar em conta. ainda.

Horas Extraordinárias e em Trabalho Noturno O custo da mão de obra é calculado pelo SICRO considerando todo o trabalho desenvolvido em horas normais. No seu cálculo. a fim de refletir o esforço a que estão sujeitos em cada caso. os reativadores de asfalto. ainda. Na área de materiais. Será permitido aos responsáveis pelos orçamentos selecionar as condições de trabalho dos equipamentos. etc. 3 . incorporando os ganhos de produtividade a elas inerentes. avaliada a incidência relativa ao fornecimento de material de segurança do trabalho. Médias e Pesadas Foram incluídos no sistema os custos nas três condições de trabalho.2 CÁLCULO DOS CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA a) Custo da Mão-de-obra em Horas Normais. são: a fresadora de pavimento. indicados os serviços em que é normal os equipamentos trabalharem fora das condições médias. bem como das produtividades com que trabalham. levam em conta os custos horários dos equipamentos trabalhando em condições médias. também trabalham contratando mão-de-obra não pertencente aos seus quadros. bem como para avaliação da repercussão sobre os mesmos dos custos com refeições e transportes. 1. b) Encargos Sociais Foram revistos os cálculos dos percentuais de encargos sociais para horistas trabalhando em regime normal. prática hoje consagrada no mercado. Essas informações foram recolhidas junto a fabricantes e usuários dos novos materiais e equipamentos. máquinas com controles eletrônicos no lugar dos controles hidráulicos. além de outras adequadas a cada caso. Exemplos típicos. na área de equipamentos. Foi.compreendeu o levantamento e registro de suas características construtivas. com vista à sua atualização legal. Foram. 1.2. entretanto. usina de asfalto “drum-mixer”. de acordo com as características dos serviços que estiverem compondo. c) Diferenciação de Encargos Sociais para Serviços de Conservação Delegada Decidiu-se descontinuar a diferenciação dos encargos sociais para os serviços de conservação contratados e delegados. mecânicas e operacionais.também. levando em conta as tecnologias de emprego mais recente. admitindo que os órgãos que assumem a delegação. A atualização cadastral tem por objetivo dotar o sistema de recursos para compor os custos dos serviços. Não serão incluídos no sistema os cálculos do custo da mão-de-obra em horas extraordinárias e em trabalho noturno.3 CUSTOS HORÁRIOS DE EQUIPAMENTOS a) Custos Horários para Condições Leves. mantas geotéxteis. As composições de serviços do SICRO.2. com vistas à confecção das tabelas do DNIT. se levará em conta vida útil dos equipamentos variável. recicladora de pavimentos de rodovias. o que é satisfatório para a obtenção de preços de referência.

4 . em certos casos. Como conseqüência.2. existentes em publicações especializadas. A pesquisa destinou-se a trazer subsídios para definir os valores de vida útil que foram consideradas pelo SICRO no cálculo dos custos de manutenção e depreciação. g) Custo de Equipamento Operativo e Improdutivo Foram redefinidas as parcelas que integram o cálculo dos custos horários dos equipamentos em situação operativa e improdutiva. d) Critério para Estabelecimento do Valor Residual dos Equipamentos Os percentuais utilizados pelo SICRO para estimar o valor residual dos equipamentos foram aferidos através de pesquisa de mercado de máquinas usadas. ditados pelas modernas práticas de administração e de manutenção. sofreram alterações. nos casos em que se identificaram discrepâncias.4 COMPOSIÇÃO DE CUSTOS UNITÁRIOS DIRETOS a) Produção das Equipes Mecânicas Realizada pesquisa. usuários e publicações especializadas. 1. realizada nas praças do Rio de Janeiro e São Paulo. utilizados anteriormente foram aferidos. tomaram-se por base dados sobre custos de manutenção de grupo selecionado de equipamentos. em relação aos seus valores anteriores. Para tanto. Os resultados observados no grupo de controle foram expandidos para o conjunto. junto a fabricantes e usuários. com vista a captar os valores de vida útil dos equipamentos. a fim de aferir as produtividades utilizadas atualmente nos cálculos dos custos rodoviários. foram estabelecidos novos valores para os Coeficientes de Manutenção – K. c) Custos de Manutenção de Equipamentos Os valores de Coeficientes de Manutenção – K. f) Seguro e Impostos Os custos horários dos veículos devem contemplar parcela para cobertura do IPVA e do Seguro Obrigatório. além da própria formação das equipes mecânicas que. e) Depreciação O critério adotado para o cálculo da depreciação é o da Linha Reta. através de considerações sobre as semelhanças entre equipamentos considerados como pertencentes à mesma classe.b) Vida Útil dos Equipamentos Foi realizada pesquisa junto a fabricantes. levando em conta as características dos novos equipamentos e as alterações havidas nos métodos construtivos.

assim como custos unitários diretos para a execução de atividades elementares. seu transporte e descarga na obra. assumindo a forma geral: Y = ax + b. classificados pelas categorias que comporão as Tabelas de Custos Unitários Regionais do DNIT. Tais custos serão obtidos pela agregação de itens pertencentes às duas fases anteriores. descarga e manobra.Custo total da tonelada transportada. além do custo do material. Sinalização ou Restauração. calculados através de equações lineares que comportam dois termos. ou seja. Custos unitários nos níveis de agregação com que figuram usualmente nas Normas de Medição e Pagamento nas contratações do DNIT. pela distância média de transporte e pelo peso transportado. no campo. Esta sistemática de cálculo foi revista. Conservação. onde: • • • • Y. isto é. descarga e manobra. Adotou-se metodologia na qual a parte fixa é incluída diretamente nas composições dos custos dos serviços para o qual estão sendo realizadas as operações de carga. e) Tabela de Custos Unitários de Referência As tabelas do SICRO apresentarão os Custos Unitários de Referência. Custos unitários diretos para atividades de apoio tais como: fabricação na obra de materiais e componentes. em geral. Descarga. um fixo e outro variável. a – Custo unitário por tonelada-quilômetro transportada x – Distância de transporte. • Custos Unitários Diretos de Referência de Obras e de Serviços. c) Atividades Auxiliares e Custos de Referência As composições de custos unitários foram classificadas como segue: • Custos Unitários Diretos para Atividades Auxiliares. fornecimentos de materiais compreendendo. a produtividade dos novos equipamentos com a utilização de processo estatístico de observação. transportes comerciais e outros assemelhados necessários ao suprimento da obra. é calculado pelo produto do custo unitário da tonelada x quilômetro. Manobra e Transportes na Obra Os custos de transporte são. Os custos Unitários de Referência.b) Metodologia para Pesquisa de Campo com vistas à Determinação de Produtividade de Equipamentos Novos Desenvolvida metodologia para pesquisar. O custo do transporte. fornecido pela composição auxiliar respectiva. que incluirão os custos diretos e o LDI (lucro e despesas indiretas). Construção. indiferentemente. d) Carga. trabalhos no menor nível de complexidade passível de ser quantificado e que pode fazer parte. de serviço mais complexo de mais de uma categoria. propriamente dito. b – Custo fixo relativo às operações de carga. em 5 .

para atendimento do Art. O projetista deverá apresentar a pesquisa de preços realizada na região da obra. econômicas e logísticas de cada obra. médias e pesadas.5 PLANILHA DE ORÇAMENTO a) Percentual de LDI Os Critérios adotados para o cômputo do LDI nos custos do SICRO. o projetista deve definir se serão utilizados brita e areia produzidos ou extraídos na obra. Este sistema faculta a elaboração de orçamentos de obras rodoviárias específicas. considerando-se ainda prévia analise dos aspectos ambientais e da disponibilidade desses materiais. b) Orçamentos de Referência de Obras Específicas O Sistema propicia um primeiro nível de adequação dos custos unitários. Para a elaboração do orçamento de uma obra com utilização do SICRO.666/93. conforme metodologia descrita no próximo capítulo. com a utilização de Preços Unitários de Serviços de Referência do DNIT. Esta opção levará em conta os volumes necessários e a viabilidade de exploração de areais e pedreiras na região da obra. quando adotadas brita e areia comerciais. posteriormente modificados por determinação do TCU. muito embora possam ter origem em Composições de Serviços Auxiliares. são discriminados de acordo com os diferentes categorias de obras. através do cálculo dos custos horários dos equipamentos considerando sua utilização em condições leves. adequados às condições locais. ou se estes materiais serão adquiridos comercialmente.40 da Lei n° 8. 6 . Conservação. ou seja: Construção. materiais. Sinalização e Restauração. 1.2. foram definidos pela então Gerência de Custos Rodoviários do Extinto DNER. agregados segundo critérios convenientes a cada caso.sua apresentação nas Tabelas. sociais.

na sua origem. Mobilização e Desmobilização – a parcela de mobilização compreende as despesas para transportar. centrais de britagem. estrutura assemelhada à seguinte: Estrutura de Custos Custo Direto dos Serviços Custo de Administração Local Mobilização e Desmobilização Canteiro e Acampamento Eventuais Despesas Financeiras Administração Central Margem Impostos sobre o Faturamento __________________________ PREÇO DE VENDA onde: • Custo Direto dos Serviços – representa a soma dos custos dos insumos (equipamentos. e das obras rodoviárias. com vistas a evitar dupla remuneração. apresenta.1 ESTRUTURA DE CUSTOS A formação do Preço de Venda ou Preço Total de uma obra. também. colocando-as em condição de funcionamento. 7 • • . a desmobilização de equipamentos e instalações se faz a fim de transportá-los para uma nova obra. materiais e mão-de-obra) necessários à realização dos serviços de todos os itens da planilha: Custo de Administração Local – representa todos os custos locais que não são diretamente relacionados com os itens da planilha e. portanto. Inclui itens como: Custo da Estrutura Organizacional (pessoal). em geral. de um modo geral. centrais de concreto. Como. não será prevista parcela especifica para este fim. etc. Seguros e Garantias de Obrigações Contratuais e Despesas Diversas. não são considerados na composição dos custos diretos. desde sua origem até o local aonde se implantará o canteiro da obra.2 PREÇO DE OBRA RODOVIÁRIA 2. bem como todos os equipamentos e instalações (usinas de asfalto. os recursos humanos. aí incluídas as despesas para execução das bases e fundações requeridas pelas instalações fixas e para sua montagem. Estão.) necessários às operações que aí serão realizadas. em particular.

portanto. bem como dos arruamentos e caminhos de serviço. bem como de prover recursos para o pagamento de impostos sobre o resultado. o PIS. a ser absorvida pela obra em tela. refeitórios. As despesas financeiras decorrentes de inadimplência do Contratante. sob o ponto de vista do Executor da obra. esta característica conceitual.) e as dependências necessárias à obra. DNIT e DER’s. • • • • • 2. vão integrar o LDI (Lucro e Despesas Indiretas). laboratórios. pois. Impostos Incidentes sobre o Faturamento – são. Eventuais – é percentual aplicado ao custo para cobertura de despesas não previstas: Despesas Financeiras – resultam da necessidade de financiamento da obra por parte do Executor. a COFINS e a CPMF. Administração Central – é a parcela do Preço Total que corresponde à quota parte do custo da Administração Central do Executor. os custos indiretos. (escritórios. Todos os itens da planilha de preços. sendo. oficinas. 8 .2 CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS EM ORÇAMENTOS DE OBRAS RODOVIÁRIAS Muitos dos itens de custo que. todos os demais podem ser a ela atribuídos sem ambigüidade. Na prática. por serem eventuais. alojamentos. A classificação do custo de um serviço como direto ou indireto está apenas relacionada à sua inclusão ou não na respectiva planilha de preços a serem cotados por ocasião da licitação da obra. Margem – é uma parcela destinada a remunerar os fatores da produção do Executor que intervêm na obra. guarita. almoxarifados. para os quais são requeridas cotações específicas e cujo pagamento se fará de acordo com alguma forma de medição. tais como: capital aplicado em equipamento. Esta necessidade ocorre sempre que os desembolsos mensais acumulados forem superiores às receitas acumuladas. elétricas. conhecimento tecnológico e risco do negócio. sob a ótica dos órgãos rodoviários. não é isso que ocorre. etc. no ano de 2003: o ISS (quando devido.). como no caso precedente. se limitariam àqueles referentes à parcela da administração central da empresa a serem absorvidos pela obra em questão. Os itens de serviços que não constarem da planilha serão classificados como indiretos e. etc. são correntemente classificados como indiretos não têm. conseqüentemente. nas obras rodoviárias. são considerados como custos diretos. somente os custos relativos à sua própria administração seriam indiretos. e de acordo com as alíquotas estabelecidas pelas Prefeituras Municipais). esgotamento) destinadas a abrigar o pessoal (casas. capacidade administrativa. Já. sanitários.• Canteiro e Acampamento – esta rubrica tem por finalidade cobrir os custos de construção das edificações e de suas instalações (hidráulicas. a rigor. caso assim se desejasse. rateados sobre os custos diretos. propriamente ditos. não podem ser consideradas na estimativa de custos. balança. Todos os demais itens do custo de construção poderiam ser perfeitamente apropriados a uma rodovia especifica ou a um de seus sub-trechos. De fato.

está-se criando a possibilidade de uma inadequação no valor pago em relação a seu custo. conseqüentemente. deriva de certa comodidade do Contratante. os quais são pagos na época em que são realizados. que. todo serviço cuja remuneração é incluída no LDI tem seu retorno distribuído por todo o prazo de realização da obra. só poderá ocorrer se os contratantes das obras rodoviárias buscarem retirar do LDI. Se ocorrerem variações. posteriormente. o que obriga à estimativa e incorporação de ônus financeiro ao preço de venda ou a ajustes nos preços dos itens da planilha.Em termos da realidade concreta dos empreendimentos rodoviários. do preparo das planilhas de preço a serem incluídas nos editais de licitação. como se fossem custos indiretos. pode ter flutuações importantes que não serão percebidas. devem ser buscados parâmetros que permitam chegar a seu valor através de procedimentos analíticos para. cabendo. que são proporcionais ao tempo de duração da obra. todos serviços passíveis desse tratamento. essa incidência. visto que. nos quantitativos de serviços arrolados como itens do custo direto. basicamente. Conclui-se. em relação ao inicialmente previsto. ou seja. Ao contrário. dependendo das circunstâncias. pagos por esse item. É o que ocorre. inteiramente inadequados. naturalmente. portanto. Assim. O procedimento corrente. em que se busca chegar ao valor do item aplicando um percentual convencional sobre o total dos custos diretos ou sobre o preço final da obra. para alguns dos itens usualmente incluídos no LDI. Toda vez que a norma adotada para o pagamento de determinado item se desvincula da lei de formação de seus custos. Esse desajustamento é provocado. sem inconvenientes. e passarem a encarar como itens do custo direto. geram-se possibilidades de distorções que podem conduzir a valores finais. Existe outro aspecto importante a considerar. Além disso. conseqüentemente. então. por ocasião da elaboração do orçamento da obra e. decorrente das ponderações acima: o fato que determinado item seja considerado como custo indireto não impede que seu valor seja orçado de forma analítica. por parte deste. transformado em percentual dos demais custos e incluídos no LDI. sempre que possível. a remuneração dos itens indiretos também variará. A redução desses tipos de incertezas e. que é justamente o oposto. a metodologia orçamentária deve ser independente da forma adotada para o pagamento dos diferentes itens de serviço. a fim de que se possam elaborar orçamentos consistentes e confiáveis. inferiores ou superiores ao que corresponderia à sua justa remuneração. e de formular normas para seu pagamento que sejam compatíveis com suas respectivas estruturas de custos. cessam. Essa situação pode configurar um financiamento por parte do Executor. pode levar a distorções. vinculada à relação de itens de serviço que o órgão rodoviário responsável pela obra esteja disposto e fiscalizar e. diferentemente dos serviços que geram custos diretos. O tratamento de itens de serviço. Essa comodidade não ocorre. O mesmo acontece com os custos da administração local do Executor. quando se rateiam sobre os custos diretos – pagos segundo quantidades realizadas – os custos de mobilização e desmobilização de equipamento ou de construção de instalações de canteiros de obra que são itens que têm custos fixos. portanto. ao órgão rodoviário estabelecer esse enquadramento em suas Normas de Medição e 9 . verificar sua incidência percentual. a medir e pagar de forma individualizada. a distinção entre custos diretos e indiretos está. entretanto. as preocupações com a medição efetiva dos quantitativos realizados. Assim sendo. para efeito de pagamento. dos contingenciamentos com que o executor se resguarda dos riscos que delas decorrem. todos os itens passíveis de serem considerados como custos diretos deverão ser classificados como tais. sem que necessariamente seus custos tenham se alterado nas mesmas proporções. Calculado seu valor. sempre que se adotam formas de remuneração atreladas a quantidades de trabalho realizado para itens cujos custos sejam fixos ou cresçam com os prazos de execução da obra. por exemplo. porque nem todos os itens de serviço têm a mesma lei de formação de custos.

3 CARACTERIZAÇÃO DOS CUSTOS DE OBRA RODOVIÁRIA Observemos especificamente cada um dos itens usualmente incluídos nos orçamentos rodoviários como Custos Indiretos.666/93 em seu Art. Ele é todo constituído por tributos.38% do PV A – PIS B – COFINS C . comunicações. desde aqueles que isentam a construção civil do tributo até os que a taxam com percentuais que variam na faixa de 2. Ela varia. Inclui o PIS. relativo a uma obra bem definida.0% a 5. de acordo com as seguintes alíquotas: Itens de Valor Percentual Fixo e Obrigatório Ìtens de Custo • • • Percentuais 0.65% do PV 3. etc. ou seja. a COFINS e a CPMF. 2.CPMF O segundo grupo é misto. Tais custos envolvem. pois depende do porte da empresa. não há grandes comentários a fazer. que por decisão do TCU. Sobre o primeiro grupo.40. verificar a alíquota real de ISS a ser paga. conveniência. Administração Central – Cada operação que o Executor realiza deve absorver uma parcela dos custos relativos à sua Administração Central. viagens do pessoal lotado na sede. As incidências desses tributos se dá sobre o Preço de Venda (PV). treinamento e desenvolvimento tecnológico. de sua estrutura organizacional. materiais de expediente. um segundo grupo apresenta variações percentuais que usualmente se limitam a uma faixa restrita e.5% para fazer face a esta despesa. da composição do seu 10 • . Conforme se mostra a seguir. um terceiro.0% sobre o valor da obra. caberá ao projetista. ainda. administração central de pessoal. em função de sua experiência. por ser uma contribuição provisória. o SICRO adotará alíquota média de 3. sobre as quais cabem os seguintes comentários: • ISS (Imposto sobre Serviços) – é um tributo municipal. capacidade de fiscalização. Tendo em vista essa circunstância. conforme o Município. Entretanto. Comporta tributos e outras despesas cujas incidências admitem alguma variação. entre outros: honorários de Diretoria. de sua política de negócios e. Esta última.Pagamento. conforme preconizado pela Lei n° 8. características da obra e das condições de sua realização. foi recomendado ao DNIT que se retirassem do LDI os itens referentes a INSTALAÇÃO E MOBILIZAÇÃO. sua alíquota não é a mesma para todo o país. administração do patrimônio. será eliminada dos custos quando de sua revogação.00% do PV 0. que pode apresentar variações bastante significativas com o tipo de obra e as circunstâncias em que são realizadas. existem alguns deles que têm valor percentual fixo e obrigatório e que são parte integrante da carga tributária que incide sobre o preço da obra. aluguéis da sede. do volume de obras que está realizando. É o caso presente. assim sendo. É um valor extremamente difícil de ser determinado por via analítica. por ocasião da elaboração de um orçamento real. cuja aplicação é estabelecida e regulamentada por Lei. despesas comerciais e de representação. inciso XIII.

considera-se este custo 0%. tais como: custo de oportunidade do capital aplicado nos equipamentos mobilizados na obra. finalmente. Dependendo do caso. através do qual o Executor buscará realizar seu Lucro. No presente manual partiu-se de uma taxa de lucro definida no valor de 5. finalmente. quando se trata de itens do terceiro grupo. com repercussão no custo da obra. que se estabeleça um balizamento para os valores máximos e mínimos que esse possa vir a assumir nos orçamentos das obras. Outras formas de contratação minimizam tais riscos. Tais custos são calculados como um percentual equivalente à taxa de juros básicos do Banco Central (SELIC) aplicado sobre o Preço de Venda menos a Margem.00% de PV. que tenham que ser arcadas pelo executante. principalmente quando as variações de custo por eles causada têm outras formas de serem compensadas. assim. ela é. serviços novos não previstos inicialmente nos editais de licitação. bem como prover recursos para pagamento de impostos sobre o resultado. • Eventuais – Como seu próprio nome indica. como aqueles decorrentes de alterações de projeto. reserva-se para esta rubrica percentuais de 0 a 5% do Custo Direto. e acrescentandose os valores referentes ao IRPJ e CSLL chegou-se ao valor da Margem. o risco do negócio. Evidentemente. Margem – a rigor. durante um mês. na verdade. A margem é. que a inclusão de itens dos dois primeiros grupos no LDI não apresenta maiores inconvenientes e possibilita. sem que possa ser considerada como item de custo. representada pelas estruturas organizacionais da empresa e pelo conjunto de normas e procedimentos de que se utiliza. uma parcela destinada a remunerar os fatores da produção do Executor que intervêm na obra. a margem complementa a formação do Preço de Venda. conhecimento tecnológico adquirido através de experiências pregressas e pelo investimento em formação. As despesas financeiras decorrentes de inadimplência do Contratante. treinamento de pessoal e compra de “know how” e. entretanto. Numa empreitada por preço global ou num contrato “turn-key” os riscos de que aconteçam fatos não previstos. As flutuações nos preços dos insumos são compensadas pelo índices de reajustamento das faturas e. são possíveis de aditivo através da inclusão de novos preços no contrato. a menos que estas sejam tão largas que 11 . sobre o qual recairá este ônus. inclusive. as variações para mais ou para menos nos quantitativos de serviços são resolvidas pelas medições. qualquer tentativa de estabelecer faixas percentuais para enquadra-los será frustrada. Numa empreitada por preços unitários. pela sua própria natureza.faturamento. por serem eventuais. pelas razões apresentadas. são elevados. que aferem as quantidades efetivamente realizadas. capacidade administrativa e gerencial para a administração do contrato e a condução da obra. trata-se de reserva para cobrir eventuais acréscimos de custos da obra não recuperáveis contratualmente. Por terem estruturas de custos que se formam de maneira peculiar em cada obra. O mesmo não acontece. não podem ser consideradas na elaboração dos custos referenciais do DNIT. que ocorre quando os desembolsos mensais acumulados forem superiores às receitas acumuladas.50% do Custo Direto de cada obra para atender estas despesas. • • Fica óbvio. pela observação efetuada. Este Manual adotou o percentual de 1. Custos Financeiros – Resultam da necessidade de financiamento da obra por parte do Executor. que é a forma de contratação mais usual no DNIT. os eventuais que possam ou não ocorrer numa obra vão depender fundamentalmente do tipo de contrato sob o qual ela está sendo realizada. um excedente sobre o custo orçado. No caso do SICRO.

Engenharia e Planejamento. caberá ao próprio Engenheiro de Custos realizar um ensaio sobre a questão. Seu custo é representado pelo somatório dos salários e encargos dos componentes da respectiva equipe. estão incluídos também na administração local. costumava-se fazer com relação à Mobilização e Desmobilização. inclusive. • Administração Local – Compreende o conjunto de atividades realizadas no local do empreendimento pelo Executor.Manutenção de Equipamento. Assim sendo. visto que os níveis inferiores da hierarquia estão incluídos diretamente nas Composições de Atividades e Serviços. que são: . são altamente influenciados pelas condições particulares de cada caso. é de passar a tratar como itens do custo direto. a seguir. .Administração do Contrato. . as despesas com Instalações de Canteiro e Acampamento e Mobilização e Desmobilização como. . e como determina a Lei 8666/93. que inclui pessoal de serviços gerais e de apoio. conforme se ressaltou. Este custo depende da estrutura organizacional que o Executor vier a montar para a condução de cada obra e de sua respectiva lotação de pessoal.perderão qualquer sentido prático. . no extinto DNER. estes itens são perfeitamente passíveis de serem orçados analiticamente. em caráter de exclusividade.Segurança do Trabalho. . específica do Executor da obra. através de sua Decisão n° 1332/2002. A concepção dessa organização. A realização dessa tarefa pode ser melhor orientada atentando-se para o fato que.Chefia da Obra. bem como da lotação em termos de recursos humanos requeridos. a nova orientação que o presente Manual introduz por orientação do TCU – Tribunal de Contas da União. a administração local deve exercer certo número de atividades básicas.Produção. é tarefa de planejamento. necessárias à condução da obra e à administração do contrato. Itens cujo Valor Percentual Varia com o Tipo de Obra ou Serviço Itens de Custo • • • I – Administração Local J – Canteiro e Acampamento K – Mobilização e Desmobilização Apresentam-se. As peculiaridades inerentes a cada obra determinarão a estrutura organizacional necessária para bem administrá-la. em qualquer obra. independentemente de seu porte ou de suas demais características. diretrizes gerais com vistas a orientar o cálculo destes itens. É exercida por pessoal técnico e administrativo. os mestres e encarregados gerais. 12 . com vistas a estabelecer bases para estimar os custos envolvidos pela Administração Local. Segundo a metodologia adotada. Como. cujos valores. Não existe modelo rígido para esta estrutura.

.fotografias.Administração da Obra. a estratégia adotada para sua execução. Nesse desdobramento devem ser levados em consideração as características da obra. nos cargos e funções a serem preenchidos.aluguéis.Gestão de Recursos Humanos.telefonemas. . .segurança: polícia e vigilância. A montagem da estrutura administrativa local de cada obra passará a ser feita. Elas são função do porte e das peculiaridades do empreendimento. .Gestão de Materiais.telex. o cronograma. de uma obra para outra. então.medicamentos. das circunstâncias locais em que ocorrerá a construção e das alternativas tecnológicas e estratégicas para sua realização. .. . resultarão da maior ou menor complexidade das atividades em caso. As variações de estrutura organizacional. tais como: .material de escritório. como tal. . 13 . bem como da possibilidade de atribuí-las de forma mais ou menos agregada aos cargos criados para exercê-las. .fax. .seguro saúde Este Manual adotou o percentual de 2. As Despesas Diversas incluem uma série de dispêndios que ocorrem em obras.veículos leves para transporte de pessoal.consultoria externa. devem ser criteriosamente orçados. conseqüentemente. Seguros e Garantias de Obrigações Contratuais são custos que resultam de exigências contidas nos editais de licitação e só podem ser estimadas caso a caso. . . • Canteiro e Acampamento – Denomina-se de Canteiro e Acampamento ao conjunto de instalações destinadas a apoiar as atividades de construção.energia elétrica para iluminação pública e domiciliar.50% do Custo Direto de cada obra para atender estas despesas. por meio de consultas a empresas seguradoras. combustível e manutenção. representam parcela significativa do custo de investimento e. Não existem padrões fixos para esse tipo de instalações. .cópias xerográficas e heliográficas. Compreende número expressivo de elementos. . com características bastante diferenciadas. bem como a dispersão geográfica das frentes de trabalho. pelo desdobramento de cada uma dessas atividades básicas e. que embora não se incorporem fisicamente ao empreendimento. a fim de que elas possam ser executadas. .

que além das edificações propriamente ditas. a fim de capacitá-las para suas funções. para abrigar e fornecer condições adequadas de conforto e segurança ao pessoal. fator que espelhe os acréscimos de custos decorrentes dessa circunstância. o custo do m² de cada tipo de construção. por se referirem a outro local. de modo a. compreendendo: Sistema de Captação. no dimensionamento dessas instalações deve-se levar em conta as possibilidades de inserção regional das populações atraídas pela obra. Devem ser previstos valores do mobiliário e da aparelhagem de que serão providas as instalações comunitárias. faixas de variações plausíveis para os percentuais dos custos de construção que deverão ser previstos para mobiliário e aparelhagem dos diferentes tipos de instalações comunitárias. Tratamento e Despejo de Esgotos. que podem ter peso significativo no orçamento das unidades. deverá calcular o custo de uma unidade residencial ou Comunitária típica. que serão necessárias ao longo da obra. Tratamento e Distribuição de Água. a partir de preços disponíveis no SINAPI. Subestação e Rede de Distribuição Elétrica e Iluminação Pública. ao elaborar o orçamento.¸ Instalações de Acampamento – Compreende as unidades residenciais e instalações comunitárias. com os ajustes que o bom senso e a experiência indicarem. sobretudo quando esta se situar em área de difícil acesso. Deve-se levar em conta. Instalação Habilitações unifamiliares Alojamentos Escolas Centros Recreativos e Esportivos Centro Comunitário Ambulatório / Centro de Saúde Guarita Principal Percentagem do Custo de Construção 40 – 60 20 – 50 20 – 50 20 – 50 20 – 50 60 – 100 05 – 10 14 . recomenda-se adotar. a seguir. Esse valor será utilizado para orçar os demais tipos de edificações com especificação semelhante. Estação de Coleta. Deve ser dada especial atenção à topografia e às condições de fundação do local de implantação. Quando não for possível obter esses valores no SINAPI. em função da sofisticação conferida às instalações que estiver orçando. poderão ser necessários os sistemas de facilidades. tirar partido dos equipamentos já disponíveis nos núcleos urbanos existentes na região. não reproduzirem perfeitamente as condições reais de custos no local da obra. a esses preços por metro quadrado. O Engenheiro Rodoviário. para os valores referentes a esses itens. assim. será necessário que se aplique. Apresentam-se. estabelecendo. sempre que possível. Se esses preços. de tal sorte que as instalações a serem construídas tenham apenas capacidade de atendimento complementar. acréscimos percentuais aos custos das respectivas construções. Caberá ao Engenheiro de Custos selecionar o percentual adequado ao seu caso. ainda. Dependendo do porte da obra.

Drenagem. em geral. Paiol de explosivos. Instalação de Beneficiamento de Areia Natural e/ou Cascalho. b) Unidades Administrativas e Técnicas – As principais unidades são: - Escritório do Executor. As instalações industriais mais comuns no canteiro de obras rodoviárias são: Central de Britagem. Distribuição de energia. como finalidade. Posto de combustíveis e lubrificantes. 15 . Pátio de Pré-Moldados. d) Sistemas – Os sistemas no canteiro de obras incluem as redes e instalações de facilidades que compreendem. o processamento de materiais. e) Instalações Industriais – As instalações industriais do canteiro são aquelas em que ocorrem atividades de produção ou de manuseio tendo. Central de Ar Comprimido. entre outras: - Abastecimento de água. Viário. com vistas a prepará-los para emprego na obra. c) Unidades de Apoio – As principais são: - Refeitório central e cozinha. Laboratórios. Central de Carpintaria.¸ Instalações de Canteiro – As instalações de Canteiro compreendem as seguintes categorias: a) Unidades de Armazenamento – As principais unidades componentes são: - Almoxarifado. Central de Armação. Usina de Asfalto Usina de Solos Central de Concreto. Sanitários de campo. Ambulatório. Oficina de Manutenção. iluminação e subestação. Pátio de Estruturas Tubulares.

adquirido especialmente para determinada obra. durante algum tempo. é o desconhecimento dos pontos de origem (mobilização) e destino (desmobilização) a partir dos quais elas se darão e. a seguir. tais como pátios e oficinas da empresa. individualmente. utilizando para o efeito os preços da Construção Civil calculados pelo SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices de Construção Civil). sob pena de dupla contagem. se possível. até o local da obra e. caberá ao projetista considerar na elaboração do orçamento de uma obra o valor a ser atribuído para o pagamento deste item. Por outro lado. Considerando que por determinação do TCU foi retirado do LDI o percentual destinado ao pagamento das Instalações. Capítulo IX da Lei nº 10. Assim sendo. que apresenta peculiaridades quando se trata de deslocar pessoal ou equipamento.707 de 30/07/03 (LDO). antes de sua remobilização para uma nova obra. Sendo a mobilização e a desmobilização essencialmente operações de transportes. uma série de parâmetros relativos às circunstâncias reais em que se darão a mobilização e a desmobilização são ainda desconhecidas. Resolvido o problema da origem e destino. inversamente. para fazê-los retornar ao seu ponto de origem. a principal fonte de incerteza. o Executor buscará sempre deslocá-lo diretamente para outra. Esse obstáculo só poderá ser contornado através da admissão de algumas hipóteses que supram a deficiência apontada. ou pátios de fabricantes/representantes. fornecidos pelo Projeto Final de Engenharia e. para efeito de orçamento. conseqüentemente. para incluí-los no orçamento. ao liberar o equipamento de uma obra. cada um desses.Estas instalações serão dimensionadas a partir dos Quadros de Quantidades de Serviços a serem executados e do cronograma da obra. pois dependem de particularidades inerentes à empresa que vier a se encarregar dos serviços. Em condições reais. O equipamento. uma empresa contratada mobiliza seu pessoal a partir de sua sede ou escritórios regionais. para cálculo de seu custos. pode-se considerar que a desmobilização de equipamento é. cabe agora atentar para os aspectos da operação de mobilização propriamente dita. também. dos meios de transporte e das rotas disponíveis para executá-las. desloca-o de outra obra e admite algumas categorias profissionais no próprio local da obra. na própria região. seus custos não devem ser imputados à primeira. na realidade. a fim de guardar o equipamento. Examina-se. a mobilização de uma nova obra e. É mesmo usual que as empresas constituam pátios de equipamentos em locais próximos às obras concluídas. pode ter diversas origens. No momento em que se necessita desses valores. das produtividades da mão-de-obra 16 . outras obras que a empresa tenha realizado ou que esteja realizando. • Mobilização e Desmobilização – A mobilização e desmobilização são constituídas pelo conjunto de providências e operações que o Executor dos serviços tem que efetivar a fim de levar seus recursos. como tal. em pessoal e equipamento.10. ainda. de acordo com Art. ¸ Estimativa da Força de Trabalho a Ser Deslocada – A partir do Quadro de Quantitativos de serviços e do respectivo cronograma de execução. ao término dos trabalhos. quando se tratar de equipamento novo.

até mesmo. onde: pm = número máximo de mensalistas. também. pm1 = parcela de pm a ser deslocada para a obra. 17 . com razoável aproximação. no seu capítulo referente às condições sócioeconômicas da região onde se pretende implantar o empreendimento. na obra. colher informações atualizadas. po2 = parcela de po a ser admitida no local da obra. o engenheiro encarregado de fazer o orçamento deverá buscar novos dados estatísticos e. na obra. na obra. Assim: p = po + ps e po = po1 + po2 onde. os valores de po2 e. p = número máximo de empregados. cujo o contingente será representado por: pm = pm1 + pm2. De qualquer forma. A força de trabalho de mensalistas é estimada segundo dimensionamento da estrutura organizacional que será montada para a Administração Local da Obra. pm2 = parcela de pm a ser admitida no local da obra. Atenção especial deve merecer. salvo em situações especiais. Ps = número máximo de “empregados não qualificados”. Essas informações devem permitir estimar. empregados não qualificados. po1 = parcela de po a ser deslocada para a obra. segundo suas respectivas categorias profissionais. dimensiona-se a força de trabalho de horistas que será necessário empregar ao longo do desenvolvimento da obra. ás suas custas. eventualmente. a conjuntura econômica do país e da região na época. que tem forte influência na oferta de mãode-obra. a estimativa da força de trabalho a ser deslocada abrange apenas a mãode-obra qualificada. O valor destas parcelas dependem. sobre a maior ou menor facilidade que esta terá para até aí se deslocar espontaneamente. como no caso dos horistas. Como a tendência atual é no sentido do Executor não deslocar. atraída pela oferta de emprego. da localização da obra e do nível de emprego no país e na região.calculadas a partir das Composições de Atividades e Serviços. po = número máximo de “empregados qualificados”. de modo a poder classifica-la em duas categorias “empregados qualificados” e”empregados não qualificados”. conseqüentemente de po1. deve fornecer indicações sobre as disponibilidades locais de mão-de-obra e. O Projeto Final de Engenharia.

pode-se definir os equipamentos de pequenos porte como aqueles cujo peso individual não chega a atingir 10 t. Equipamentos de pequeno porte: A instalação de uma obra requer o concurso de grande número de itens compostos por equipamentos de pequeno porte. conforme indicado nos itens que seguem: Veículos leves e caminhões comuns: Estes equipamentos se deslocam até o local da obra por seus próprios meios. até onde a rede rodoviária permita. descarga e seguro. que identificam os equipamentos principais a serem utilizados. salvo situações especiais. peças. em função dos Quadros de Quantidades de Serviços. ainda. (que não puder ser transportada pela frota própria do Executor). Para efeito de distinção. será representado pelos custos de carga. equipamentos de pequenos porte. bem como no cronograma de realização dos serviços. chegam a representar tonelagem importante. - 18 . ao custo operacional de cada um desses veículos. para vencer a distância a ser percorrida. terá seu custo de mobilização estimada a partir dos níveis de custo de transporte comercial comum. classificada nesse grupo. O custo de mobilização. que. Seu deslocamento para a obra se faz de forma distinta. em conjunto. que deve ser aproveitada para absorver parte da carga necessária a transportar para a obra. que indicam as incidências dos equipamentos por unidade de produção e do dimensionamento das instalações de canteiro. gerada pelo deslocamento de seus caminhões comuns. segundo seu bom senso. Para fins de mobilização. além de inadequações dos tipos de caminhões para as cargas a serem transportadas. ou com base em informações dos fabricantes. uma oferta de capacidade de transporte. Nos casos comuns. nesse caso. dimensiona-se o parque de equipamentos que será necessário mobilizar para execução da obra. deve-se utilizar com capacidade de transporte 70% da capacidade total dos caminhões. equipamentos de grande porte. contidos em seu Projeto Final. para a distância considerada. Estes equipamentos devem ter seu peso estimado pelo Engenheiro de Custos. O deslocamento de frota de caminhões comuns gera. bem como entre as datas em que as cargas e os caminhões deverão chegar a obra. acrescido das despesas de alimentação e hospedagem do respectivo motorista. Nesse cálculo deve-se levar em conta que nos casos reais ocorrem algumas incompatibilidades entre as origens das cargas e dos caminhões. A tonelagem restante de equipamento . Assim. portanto. Parte dessa tonelagem será absorvida pela capacidade de transporte do próprio Executor.¸ Custo de Mobilização de Equipamentos – A partir dos estudos do planejamento da obra. o custo de mobilização correspondente. o parque de equipamentos é habitualmente grupado em três tipos: veículos leves. ferramentas e utensílios de toda ordem.

o transporte será obrigatoriamente acompanhado por escolta. o custo desse transporte será composto por três parcelas.4 PREÇO TOTAL OU PREÇO DE VENDA Tendo em vista as considerações acima. ou que o PBT exceder a 60 t. Tendo sido retirado do LDI. tendo em vista o peso e as dimensões da carga. com ou sem escolta. é fornecido por empresas especializadas na prestação desses serviços e depende do tipo do veículo capaz de realizá-lo.km. por orientação do TCU o percentual que era destinado ao pagamento de Mobilização e Desmobilização. em que são demonstrados os valores das incidências dos diferentes itens sobre o Preço Total ou Preço de Venda da obra (PV).(PV) – assumirão as expressões: CD= Cd + (H + I) PV = CD + ( A+B+C+D+E+F+G) onde os símbolos têm o seguinte significado: PV: Preço de Venda A: PIS D: ISS G: Margem H: Canteiro e Acampamento CD: Custo Direto Total B: COFINS E: Administração Central e Local I: Mobilização e Desmobilização Cd: Custo Direto dos Serviços C: CPMF F: Custos Financeiros 2.5 CONCEITO DE LDI Com base nessas considerações foi construído o quadro a seguir. o projetista poderá seguir a orientação deste Manual para estipular o Custo destes itens. Cada uma delas é calculada da seguinte forma: a) Preço Básico: O preço básico do transporte. c) Preço de Escolta: Sempre que o conjunto carga/cavalo/carreta ou qualquer de suas partes exceder às dimensões limites mencionadas no item a. b) TUV – Taxa de Utilização Viária: Essa taxa é cobrada pelo DNIT sempre que o peso bruto total (PBT) do conjunto carga/cavalo/carreta ultrapasse 45 t. as fórmulas gerais dos Custos Diretos e do Preço de Venda . 19 . 2. O transporte com escolta é exigido para equipamentos de mais 60 t ou de dimensões que ultrapassem 3. No caso mais complexo.20 m de largura. 25 m de comprimento e 5 m de altura.- Equipamentos de grande porte: Classificam-se neste grupo os equipamentos que pelo seu peso ou dimensões requeiram transporte em carreta. em R$/t.

100 CD Os custos relativos a uniformes. Além disso procedeu-se. foi calculado a partir de Imposto e Taxas vigentes à época da edição deste Manual. ficará encarregada de atualizar o valor do LDI acima.sobre seu Custo Direto (CD) e sobre o Próprio LDI. Cabe observar que o LDI de 23. em muitos casos. sempre que os Impostos e Taxas adotadas sofrerem variações advindas de atos governamentais. por estarem diretamente relacionados com a força de trabalho empregada e por serem previstos. equipamentos de segurança. é dado pela expressão: LDI (%) = ( PV . A equipe responsável pela operação do Sistema de Custos Rodoviários – SICRO2. A relação entre o Preço Total ou Preço de Venda (PV) e o Custo Direto(CD) constitui o fator de LDI (Lucro e Despesas Indiretas). nas próprias convenções coletivas de trabalho. que é expresso por: Fator de LDI = PV CD O LDI em percentagem. a abertura do valor considerado como Margem. também.1) . destacando a carga tributária sobre ela incidente. alimentação e transporte de pessoal serão considerados como integrantes dos Adicionais sobre Mão-de-Obra. 20 .90% constante do quadro “COMPOSIÇÃO DO LDI (LUCRO E DESPESAS INDIRETAS)” a seguir apresentado.

38 % de PV % sobre PV % sobre CD 0.20% do PV 1.Margem Sub .28 80.PV 19.00 0.00% do PV 5.total 3.03 0. IRPJ e CSLL – IN/SRF no 306 de 12/03/03 LDI – TOTAL = 23. COFINS.20 15.90% PV = Preço de Venda CD = Custo Direto E = Administração Central + Administração Local SELIC Nov/2003 = 17.20 1.00 % de PV 0.72 100.Administração F .47 5.CPMF Sub .64 8.00 8.50 % de PV 4.Margem) 7.90 Margem IRPJ CSLL Lucro Líquido 1.92 18.20 1.24 6.total 0.00 % de CD SELIC / 12 do (PV .20 PIS.20 % de PV 3.23 1.00 5.65 % de PV 3.34 4.ISS E .Custos financeiros G .25 4.32 7.90 LDI Custos Diretos .00 1.50 3.COMPOSIÇÃO DO LDI (Lucro e Despesa Indiretas) ITENS DE VALOR PERCENTUAL FIXO E OBRIGATÓRIO A .50% aa 21 .72 0.65 3.38 4.92 1.00% do PV 7.48 1.COFINS C .00 ITENS DE VALOR PERCENTUAL VARIÁVEL COM O TIPO DA OBRA OU SERVIÇO D .00 23.81 3.CD Preço de Venda .PIS B .

COFINS C .Margem) 7.ISS E . IRPJ e CSLL – IN/SRF no 306 de 12/03/03 PV = Preço de Venda CD = Custo Direto E = Administração Central + Administração Local SELIC Nov/2003 = 17.92 18. COFINS.PIS B .COMPOSIÇÃO DO LDI (Lucro e Despesa Indiretas) IMPOSTOS E TAXAS IMPOSTOS OBRIGATÓRIOS A .Administração F .Margem Sub .65 % de PV 3.50% aa 22 .90 (*) Imposto e Taxas Variáveis com o Local.34 4.20 % de PV 4.00 1.total 3.total 0.64 8. Tipo de Obra ou Serviço LDI – TOTAL = 23.00 % de CD SELIC / 12 do (PV .50 % de PV 4.38 % de PV 0.72 0.90 LDI 23.00 INCIDÊNCIA % sobre CD IMPOSTO E TAXAS VARIÁVEIS (*) D .90% PIS.Custos financeiros G .00 % de PV 0.47 5.81 3.CPMF Sub .

em pelo menos três estabelecimentos. é definido. parte integrante do SICRO2 . Cada preço pesquisado é comparado com os respectivos valores informados pelos estabelecimentos nos três meses anteriores ao da pesquisa. ou seus distribuidores nacionais. preferencialmente. Caso a variação no valor não esteja situada no intervalo definido para aceitação.1. os itens por eles comercializados. Os preços coletados junto aos estabelecimentos são criticados. onde a pesquisa de preços não é realizada diretamente. o PEP registra as informações levantadas junto a sindicatos e órgãos envolvidos regionalmente com obras rodoviárias. três estabelecimentos. Para pesquisar custos com mão-de-obra. o valor coletado sofre nova verificação. a priori. Variações nos preços consideradas como distorções regionais poderão ser corrigidas com a atribuição do preço unitário vigente em outro estado.Sistema de Custos Rodoviários. periodicamente. são considerados os preços cobrados pelos fabricantes. para determinado item. consiste em comparar o menor valor obtido num estado. a crítica interestadual. de equipamentos e materiais contidos no Sistema de Cadastramento de Dados do SICRO2.1. para fornecimento do equipamento. O preço unitário dos itens. O PEP mantém cadastro de estabelecimentos onde são pesquisados. Materiais e Mão-de-obra.Sistema de Pesquisa de Preços de Equipamentos.2 COBERTURA DA PESQUISA Nos estados onde se realizam pesquisas. o PEP emite questionários contendo a solicitação de informações aos estabelecimentos. os representantes autorizados e. as principais características do PEP . com os menores valores levantados em outros estados. de forma automática ou manual. são considerados. Caso não exista representação local. o processo de aceitação dos valores. pela seleção do melhor preço pesquisado no estado. O PEP é o sistema responsável pela coleta e manutenção dos preços dos insumos utilizados no cálculo das composições de serviços rodoviários do DNIT. A cada ciclo de pesquisa de preços. a nível estadual. a seguir. São considerados como informantes os estabelecimentos comerciais credenciados.1 O SISTEMA SICRO2 DE COLETA DE PREÇOS Apresentam-se. no sentido de se aprimorar a qualidade da informação utilizada. naquelas unidades da federação onde as UNITs dispõem de recursos dedicados ao apoio do sistema. em pelo menos.1 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA A pesquisa de preços para o SICRO2 é executada. A segunda crítica executada. são pesquisados preços. são coletados informações de preço para cada material. os preços praticados para venda à vista. dentro do cadastro de equipamentos e materiais. preferencialmente atuando no comércio atacadista. O PEP permite intervenção sobre o processo de definição do preço unitário. assistindo. 3. acrescido do respectivo custo 23 .3 SISTEMA DE LEVANTAMENTO DE PREÇOS DOS INSUMOS 3. 3. em estabelecimentos situados nas capitais dos estados. Nos demais estados. são considerados os preços selecionados de suas regiões geográficas. Para cada estabelecimento participante da pesquisa são identificados. Para a pesquisa de preço de equipamentos. visando verificar distorções regionais de preços. quando possível. equipamentos e materiais. que comercializem regularmente os materiais pesquisados e que sejam expressivos para o comércio local. de acordo com os perfis profissionais previamente definidos no Sistema de Cadastramento de Dados do SICRO2.

por funcionário do DNIT. visando transcrever para meio legível por processamento eletrônico de dados e submeter a informação a testes que assegurem sua qualidade. 24 . O ciclo de pesquisa de preços pode ser alongado para períodos múltiplos do mês. Periodicamente. O cadastro é mantido em nível estadual pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários. o PEP é capaz de imputar preços. As pesquisas de preços junto aos estabelecimentos são realizadas entre os dias 05 e 15 de cada mês para a estimativa dos preços unitários utilizados no mês subseqüente. d) seleção do preço de referência: seleção do menor preço unitário informado. entre os preços pesquisados para cada estado. com o apoio das UNITs.2 PROCESSAMENTO DA PESQUISA A pesquisa de preços é processada para ciclos mensais de atualização. os preços unitários para o mês serão imputados. fax ou e-mail.de frete até a capital do estado. de acordo com o ciclo de pesquisa de preços adotado. Para os estados onde não seja possível a pesquisa de um item. materiais e mãode-obra). Conforme a disponibilidade de pessoal nas UNITs. c) transcrição e crítica da informação: realizada pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários. b) pesquisa de preços: realizada através das UNITs que apóiam o SICRO2.3 CICLO DE ATUALIZAÇÃO Os ciclos de pesquisa de preços são mensais. com a colaboração das UNITs. para o grupo de itens não pesquisados (equipamentos. será considerado o preço unitário estimado para a região.1 PREPARAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS O PEP mantém cadastro de estabelecimentos onde serão identificados os estabelecimentos e as formas de acesso às suas informações. os questionários podem ser: levados em mãos. são elaborados os questionários para coleta de informações. no período de 05 a 15 de cada mês. através da identificação dos itens comercializados pelos estabelecimentos cadastrados no PEP. os preços coletados ou imputados no mês anterior. Os preços estimados para um mês têm origem nas coletas feitas no mês imediatamente anterior.1. Assim.2 PESQUISA DE PREÇOS Os questionários preparados pelo PEP são submetidos aos estabelecimentos participantes da pesquisa para informação direta ou assistida. Sempre que a pesquisa de um grupo de informações não for realizada num mês para um determinado estado. equipamento ou material. O processamento do PEP será executado em quatro fases distintas: a) preparação dos questionários: onde são identificados os itens comercializados pelos estabelecimentos cadastrados no PEP e emitidos os questionários para a coleta de informações. o PEP emitirá os questionários de pesquisa de preços. tendo como referência num mês.2. Com base neste cadastro e nos dados mantidos pelo Sistema de Cadastramento de Dados do SICRO2. 3. 3. nos meses em que a coleta de informações não for realizada. 3. 3. personalizados por estabelecimento participante da pesquisa. não obrigando igual tratamento aos demais estados onde a pesquisa seja praticada. seja devido à estabilidade nos preços dos itens pesquisados seja por motivos operacionais. como telefone. equipamentos ou materiais.2. ou imputação de seu valor. até os estabelecimentos. quando necessário. A decisão de alongar o ciclo de atualização de valores poderá ser tomada a nível estadual.

• Equipamentos: A pesquisa de preços é efetuada junto aos fabricantes ou seus concessionários autorizados para equipamentos novos. sem uso. Os materiais a serem pesquisados são devidamente descritos no Sistema de Cadastramento de Dados. São pesquisados equipamentos. etc. Deve ser considerado como preço do material seu valor unitário para venda a vista. A UNIT zela pelos prazos da pesquisa de preços. deverão ser utilizadas visando melhor aproximar o preço coletado pelo PEP com o realmente cobrado pelo estabelecimento. peças de reposição. devidamente descritos no Sistema de Cadastramento de Dados. devem ser utilizadas. grandes distribuidores. tomando como referência os valores acordados com os sindicatos da capital. frete e embalagem. os preços dos materiais coletados no mercado se referem a unidades de acondicionamento comercial que não correspondem às unidades técnicas com que estes figuram nas composições. registrando-se o padrão da remuneração em salários mínimos e a taxa de encargos trabalhistas aplicáveis a cada categoria profissional. sem a inclusão de qualquer adicional. para serem preenchidos pelo próprio informante e posterior devolução à UNIT. por exemplo. não deverão ser incluídos no preço dos equipamentos. deverá ser sempre considerando o de melhor qualidade para uma mesma especificação. o próprio Sistema dispõe dos fatores de conversão. do cimento cujo preço é cotado em sacos quando sua unidade técnica é o kg. acrescido dos impostos (ICM e IPI). Os dados de mão-de-obra serão registrados em nível estadual. lotes. É o caso. como desconto por quantidade ou qualquer outra mensurável em dinheiro. que serão acionados automaticamente. conforme ficha técnica padronizada para cada classe de equipamento. nessa ordem de prioridade. assistência técnica.preenchidos pelo pessoal da UNIT através de entrevista efetuada por telefone com o funcionário do estabelecimento. Serviços extras como supervisão de montagem. etc. de tal sorte que os preços dos materiais serão sempre referidos às unidades adequadas ao seu emprego 25 . como desconto por quantidade ou qualquer outra mensurável em dinheiro. revendedores regionais. O valor da remuneração é o da jornada normal de trabalho. O PEP deverá considerar como preço do equipamento o seu valor unitário para venda a vista. • Mão-de-obra: A pesquisa de custo com mão-de-obra é efetuada junto aos sindicatos regionais que representem as categorias profissionais registradas no Sistema de Cadastramento de Dados. não devem ser incluídos no preço dos materiais. Eventuais bonificações praticadas pelo fabricante ou distribuidor autorizado. Serão acompanhados os dissídios profissionais que poderão vir alterar o padrão de remuneração da mão-de-obra registrada no sistema. para posterior montagem do equipamento e cálculo do respectivo preço. encargos ou vantagens. ou enviados pelo correio. Caso existam diferenças de qualidade para o material pesquisado. estabelecimentos comerciais atacadistas e junto aos estabelecimentos que comercializem regularmente os materiais pesquisados e que sejam expressivos para o comércio local. Em todos as oportunidades em que isto possa ocorrer. Eventuais bonificações praticadas pelos estabelecimentos. Em geral. estes serão pesquisados a parte. elaborada com as especificações obtidas em manuais e folhetos dos fabricantes. Custos extras como embalagem especial. frete e embalagem. mantendo contato permanente com os estabelecimentos e fornecendo subsídios necessários a uma boa coleta de informações. garantia. acrescido dos impostos (ICM e IPI). • Materiais: A pesquisa de preços é efetuada junto aos fabricantes. visando eliminar qualquer ambigüidade na sua caracterização. de forma a melhor aproximar o preço coletado pelo PEP do realmente cobrado. Caso o equipamento necessite de acessórios ou partes componentes. quantidades mínimas. do dia 05 a 15 de cada mês. e-mail ou fax.

3. A crítica de preços dos estabelecimentos é executada por comparação do preço informado no mês com o preço informado. esteja fora do padrão de aceitação definido pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários. São computadas as taxas de variação do estado em análise. A Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários poderá utilizar dois tipos de crítica para as informações: crítica de preços dos estabelecimentos e crítica interestadual de preços. com apoio das UNITs.4 SELEÇÃO DO PREÇO DE REFERÊNCIA Uma vez aceitos os preços informados pelos estabelecimentos.2. os materiais. tudo de forma sensitiva ao contexto. e à “internet”. entre si. com a divisão do preço informado pelo fator de conversão definido no Sistema de Cadastramento de Dados. conforme as informações complementares obtidas. 3. Durante o processo de crítica. após a aceitação preliminar dos questionários. Para 26 . A taxa de variação é comparada com o padrão de aceitação estabelecido pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários e. cujas unidades de acondicionamento comercial forem diferentes da unidades de trabalho no SICRO2. O SICRO2 utiliza interface gráfica para as interações do usuário. os preços registrados no PEP podem ser corrigidos visando obter o melhor padrão possível de qualidade para a base de cálculos do SICRO2. A transcrição dos preços informados é efetuada no PEP pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários.3 3. O SICRO2 está integrado à rede “intranet”. para aquele tipo de material. Caso não exista valor informado para determinados itens. é emitido aviso específico da ocorrência. A seleção de preços é baseada no menor valor informado para o estado. utilizar os valores selecionados para outro estado ou definir individualmente os valores a serem utilizados. em que os comandos de ação são condicionados por opções. Para definição do preço unitário adotado pelo sistema. dentre estas taxas. são introduzidos descontos ou acréscimos no preço. visa a verificar distorções existentes nos menores preços estaduais. A segunda. em relação aos preços considerados para os demais estados. Nesta fase. permitindo o pleno acesso para funções de consulta às informações. informando o erro cometido ou as ações possíveis. optando entre repetir o adotado no mês anterior.3 TRANSCRIÇÃO E CRÍTICA DOS VALORES Os questionários preenchidos são conferidos.3. é emitido aviso da ocorrência. caso esteja fora da faixa de aceitação. A primeira. A crítica de preços interestadual é feita por comparação do menor preço de um estado com o menor preço dos demais estados da pesquisa. todos funcionando de forma integrada numa arquitetura multiusuária do tipo cliente-servidor em ambiente MS-Windows. através de marcação em botões de seleção.3. a Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários deverá imputar um valor. do DNIT. Caso alguma. para verificar se os preços informados correspondem aos itens pesquisados e se a discriminação do preço está de acordo com o preço final de venda. nos três ciclos anteriores.2. pelo mesmo estabelecimento. De forma seletiva. tem por objetivo verificar eventuais distorções de preços no nível individual do estabelecimento. terão seus valores pesquisados convertidos automaticamente.1 INFORMATIZAÇÃO DO SISTEMA AMBIENTE DE PROCESSAMENTO As funções do SICRO2 estão agrupadas em 4 sistemas. com o Sistema Gerenciador de Banco de Dados MS-Visual FoxPro. deverão estar disponíveis transações para atualização das informações do sistema. A função de auxílio ao usuário está disponível em todas as telas do sistema através de botões ou de tecla de função. o PEP seleciona os preços unitários a serem considerados para as diversas unidades da federação.

conforme Figura 3-1 PESQUISA DE PREÇOS (EQUIP. compostos com subconjuntos das tabelas de custos rodoviários. MÃO-DE-OBRA) SISTEMA DE PESQUISA DE PREÇOS CÁLCULO DO CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTOS SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS COMPOSIÇÃO DO CUSTO DE ATIVIDADES AUXILIARES COMPOSIÇÃO DO CUSTO DE SERVIÇOS DE REFERÊNCIA SISTEMA DE ORÇAMENTO PARA PROJETOS PLANILHA DE ANÁLISE DE CUSTOS RODOVIÁRIOS Figura 3-1 . O SICRO2 trabalha o cálculo dos custos rodoviários mediante processo gradativo de composição de custos. além de consultar a base de dados. O SICRO2 será atualizado em ciclos. colaborador do sistema e gestor do sistema.utilizando portas de comunicação entre a rede do DNIT e as redes públicas. de forma a manter séries históricas de informações. restrita a consultas à base de dados. No próximo passo utiliza esta informação. Estes arquivos.anonymous”. o SICRO2 inicia o sistema de custos rodoviários com o cálculo do custo horário de equipamentos. conforme predicado de distribuição regional.acesso aos dados. que acrescentarão novos conjuntos de composição de custos ao banco de dados. 27 . podendo utilizar todos os tipos de consulta e de transações para atualização dos dados. também. podem ser copiados para outros computadores através de “FTP . MAT. A cada ciclo de atualização do sistema. O “usuário do sistema” pode fazer consultas ao sistema através de aplicação própria. O “colaborador do sistema” pode manusear as tabelas de preços pesquisados. destinados aos usuários que não tenham acesso a rede do DNIT. A seguir. armazenados de forma comprimida. aos quais serão atribuídos privilégios diferenciados: usuário do sistema.sistema genérico de transferência de arquivos utilizados em redes do tipo Internet . em conjunto com os preços unitários. e dos equipamentos montados com a utilização do menor preço pesquisado na unidade geográfica. também são definidos relatórios parciais. será produzido um conjunto de arquivos planos. inicialmente mensais.Esquema de Composição de Custos O primeiro cômputo do SICRO2 é executado no sistema de pesquisa de preços para determinar o preço unitário dos elementos pesquisados. materiais e mão-de-obra. equipamentos. O grupo denominado de “gestor do sistema” tem acesso ilimitado às tabelas do SICRO2. O SICRO2 reconhece três grandes classes de usuários. contendo a imagem dos principais relatórios do sistema.

2 DESCRIÇÃO DAS FUNÇÕES O SICRO2 está dividido em quatro sistemas: cadastramento de dados. custos rodoviários e orçamento. de materiais. O conjunto de todas as informações calculadas é. o sistema de orçamento permite ao usuário selecionar e extrair serviços do SICRO2. Somente o “gestor do sistema” tem acesso a todas as informações destes sistemas. conforme esquema previamente descrito. mão-de-obra e parâmetros do sistema. restrita aos dados públicos do SICRO2. utilizado para calcular o custo dos serviços de referência. onde podem ser manuseados para a composição de custo padrão para quilômetro de rodovia tipo ou utilizado na elaboração de orçamento para novos projetos rodoviários. 3. então. O sistema de custos rodoviários utiliza as tabelas dos dois sistemas anteriores para cálculo dos custos das atividades auxiliares e para cálculo dos custos de serviços rodoviários. As composições de custos são descritas em tabelas próprias deste sistema e podem ser extraídas no sistema de orçamento para utilização no cálculo de novos projetos rodoviários.3. Para os “usuários do sistema” consultarem os dados e extraírem informações foi desenvolvida uma aplicação de consulta. Finalmente. Finalmente.para compor o custo das atividades auxiliares. O sistema de cadastramento de dados é o responsável pela manutenção dos dados básicos do sistema. o conjunto de custos das atividades auxiliares e dos serviços de referência pode ser extraído do banco de dados para ser analisado em planilhas de cálculo. O sistema de pesquisa coleta os preços referentes aos dados básicos em estabelecimentos previamente designados. que estão a cargo de um ou mais UNITs. Os dados extraídos são carregados em planilha de cálculo (MS-Excel). 28 . através de regiões de pesquisa. conforme orçamento de projetos previamente definidos ou de padrões que caracterizem o quilômetro tipo em rodovias selecionadas. quais sejam: catálogo de equipamentos. pesquisa de preços.

obtidos junto aos Sindicatos regionais ou em outras fontes 4. no da Construção Civil • pesquisa dos valores médios praticados.1.1 SALÁRIO Os custos referentes a mão-de-obra receberão o seguinte tratamento para serem inseridos nos custos dos serviços rodoviários: • Para as categorias de servente e operário qualificados. celebradas entre os Sindicatos dos Trabalhadores e Patronais. na ausência deste. para a região. da Construção Pesada e. que têm o piso básico determinado nas convenções coletivas de trabalho serão adotados. em todos os estados. o maior valor encontrado nos diversos estados que o compõem • Para as demais categorias serão calculados pela fórmula: salário mínimo salário horário = padrão salarial x 220 A seguir relacionam-se os padrões salariais das categorias para as diversas regiões que compõem o SICRO2: 29 . através de: • pisos salariais acordados nas Convenções Coletivas de Trabalho.4 CUSTOS UNITÁRIOS DOS INSUMOS 4.1 CUSTO DA MÃO-DE-OBRA A coleta dos custos da mão-de-obra será feita.

2 3.7 2.4 2.2 2.1 2.6 2.4 2.601 T.5 T.4 2.2 3.7 3.1 3.4 2.302 T.0 3.6 4.401 T.9 3.6 7.312 T.6 2.4 2.8 T.1 1.5 4.1 2.5 3.7 3.7 3.608 T.801 2.606 T.5 2.5 2.313 T.9 3.5 2.7 3.9 3.603 T.5 3.1 3.1 3.6 2.602 T.4 7.31 T.1 3.1 2.0 3.9 4.1 3.7 3.7 3.0 3.5 1.2 3.1 3.701 T.5 7.1.4 2.4 2.301 T.4 2.4 2.7 2.7 3.1 3.9 3.4 2.6 2.6 2.9 1.7 2.314 T.4 2.2 3.6 4.4 2.6 2.1 3.7 7.4 2. conforme indicado abaixo.50 T.7 3.0 4.6 2.7 3.3 OPERADOR DE MÁQUINA.7 3.0 4.0 3.0 3.1 3.4 2.7 2.0 3.30% 30 .5 3.4 T.7 3.0 3.6 T.1 3.5 2.0 2.6 2.501 T.1 2.1 3.605 T.0 2. de acordo com a legislação vigente e a prática usual da administração de pessoal.4 2.1 3.6 2.3 7.1 3.7 1.0 1.0 3.0 3.2 3. VEÍCULOS E EQUIPAMENTO Motorista Motorista de veículo leve Motorista de caminhão Motorista de veículo especial Operador de equipamento Operador de equipamento leve 1 Operador de equipamento leve 2 Operador de equipamento pesado Operador de equipamento especial TÉCNICO Pré – marcador ENCARREGADO Encarregado de turma Encarregado de turma Encarregado de serviço Encarregado de serviço de pavimentação Encarregado de britagem OPERÁRIO QUALIFICADO Blaster Montador Carpinteiro Pedreiro Armador Ferreiro Pintor Soldador Jardineiro Serralheiro PROFISSIONAL NÃO ESPECIALIZADO Ajudante Servente TRABALHADORES EM CONDIÇÕES ESPECIAIS Perfurador de tubulão T.8 3.5 3.3 7.1 3.5 3.7 2.0 3.6 2.51 T.609 T.4 2.8 2.0 3.4 2.4 2.5 2.0 4.0 4.0 3.0 3.512 T.7 3.5 2.6 2.6 2.4 2.2 3.6 2.0 4.9 3.7 3.9 2.7 2.7 2.610 T.6 2.1 7.5 3.1 3.PADRÃO SALARIAL DA MÃO-DE-OBRA Referência: Dezembro de 1996 Código Profissão Norte Nordeste Sudeste Sul Centro.7 3.30 T.1 3.1 2.4 2.2 3.1 3.7 3.0 3.Rio de São Minas Oeste Janeiro Paulo Gerais T.6 2.0 3.0 3.4 7.1 3.6 1.6 2.1 3.4 2.1 3.9 3.511 T.0 3.7 T.1 2.702 T.5 2.0 4.311 T.5 3.0 4.6 2.2 4.4 2.4 2.604 T.6 2.5 2.4 2.7 4.303 T. TAXAS DE ENCARGOS SOCIAIS SOBRE A MÃO-DE-OBRA Tipo de Contrato: Contratação Direta de Serviço Regime de trabalho: horista com horas normais de trabalho Percentual 126.607 T.7 3.0 3.4 2. incidem encargos sociais.7 2.7 3.1 2.6 2.0 3.4 2.2 3.9 2.9 3.2 ENCARGOS SOCIAIS Sobre os salários.5 3.1 3.6 2.9 3.

1 dia de repouso = = = = 365/ 12/ 7 = = 365/ 7 = = 44/ 6 = = 7 x 7. os que se referem aos direitos dos empregados. Art.00 08/11/90 Lei 5. 23º de 13/09/66.146/70.60 A8 SEBRAE Lei 8. entretanto. 356 de 07/12/91 Lei 5. previstos pela legislação. item III.676. regulamentada pela Lei 99. item II Lei Complementar nº 11/71 0.entada decreto 99.00 A1 INSS Art.00 A7 acidente de 24/07/91.3333 51. 25 decreto. Sobre estes dias incidem também os encargos do grupo A Antes de apresentar o demonstrativo do cálculo dos encargos do grupo B. (conforme abaixo indicado) para se obter os dias efetivamente trabalhados: 31 . 22 de 24/07/9. Art 8 °.570/90 Art.154 de 1. que incidem diretamente sobre a folha de pagamento e que são regulamentadas de acordo com a legislação a seguir: Item Contribuição Legislação Percentual Lei 8212 Art.212 de 3. Foram adotados os valores médios ocorridos no setor da Construção Rodoviária Nos itens seguintes são detalhados os quatros grupos que compõem os encargos sociais: a) Cálculo dos Encargos Sociais Referentes ao Grupo A Neste grupo estão incluídas as obrigações.3333 = = 51.redação dada pela Lei 8. regulamentada pelo Decreto 356 de trabalho INSS 07/12/91 art 26.Os encargos são determinados e regulamentados por lei.446/67. parágrafo 3° Lei 8. lei 8036 de 11/05/90 e regulâm. 3 Decreto 60.154/90 de A3 SESI 1.107 Art.043 de 22/03/82 e lei 7787/89 Seguro contra Art.029/90. calculam-se as horas efetivamente trabalhadas por ano de acordo com os seguintes parâmetros: Dias trabalhados por ano Dias da semana Dias trabalhados por semana Meses por ano Horas trabalhadas por semana Semanas por mês Semanas por ano Horas trabalhadas por dia Horas remuneradas por semana Horas remuneradas por mês Horas trabalháveis por ano = = = dias da semana .3331 x 4.787/89 Salário Art 3 do Decreto 60.80% b) Cálculo dos Encargos Sociais Referentes ao Grupo B Neste grupo são considerados os dias em que não há prestação de serviço. 1º DL 6246/44. mas que o funcionário tem direito de receber sua remuneração. 8 inciso II lei 8029/90 .446/67. Regulamentada pelo 20.154/90.00 A4 SENAI 28/12/90 Art. Art.570/90 O total de encargos do Grupo A é de 36.3333 = 365 7 6 12 44 4. Lei 8. têm incidência variável de acordo com a freqüência com que são exercidos .107/66 art. 1 e Decreto 99. 26 reg. 1º item I do Decreto lei A5 INCRA nº 1. 22 item II.684 de A2 FGTS 8. letra A da Lei 8.15. Lei 8.3331 223.50 A6 Educação 87.0526 2.3452 = = 365 x 7. 2 Disciplinado pela. item 1 do Decreto 2.6545 Das horas trabalháveis por ano.1429 7.3452 52.029/90 modificada pela 0.20 1º DL 1867 /81 e lei 7.50 28/12/90 e reg Art. devem ser descontados os dias não trabalhados.

2 dias consecutivos por morte de ascendente.dias reconhecidamente de calamidade pública ( chuva.3 dias consecutivos em caso de casamento .período em que estiver cumprindo às exigências do serviço militar Lei 1060 de 05/03/1950 .607/60 e 8213 de 24/07/91 Lei 3607/60 e 8213 de 24/07/91 Disposição Provisória da Constituição Federal de 88 ( Art 10.2 dias para alistamento eleitoral . descendente ou cônjuge .dias de greves devidamente reconhecidas por determinação judicial .os dias de eleição de acordo com legislação específica . inundações etc) • Os feriados municipais são determinados por leis próprias. parágrafo 1°) Art 473 e 822 da CLT .2 dia a cada 12 meses para doação voluntária de sangue . inciso XVII da CF Lei 3. sendo que. na maioria dos municípios nelas estão incluído: • Férias .de acordo com as Leis: 662 de 06/04/49.dias que estiver a serviço da justiça como testemunha Por determinação de lei específica: .1266 de 08/12/50 e 6802 de 30/06/80 os seguintes dias:: Dia da Confraternização Universal 1° de janeiro Dia de Tiradente 21 de abril Dia do Trabalho 1° de maio Independência do Brasil 7 de setembro Dia da Padroeira do Brasil 12 de outubro Dia da Proclamação da República 15 de outubro 25 de dezembro Natal 3 a feira de data móvel Carnaval data móvel a 6 feira Santa data móvel -5 a feira Corpus Cristi 2 de novembro finados Art 129 a 148 da CLT.DIAS NÃO TRABALHADOS LEGISLAÇÃO • Descanso remunerado ( domingos) • Feriados e dias Santificados (média de 13dias/ ano) Art 67 CLT e Lei 605 de 5 de janeiro de 1949 Art 70 da CLT Art 1° da Lei 605/ de 5/11/49 e Decreto Lei 86 de 27/12/66 São feriados federais : .1 dia por ano para internação de dependente .(30 dias) • Auxílio enfermidade (15 primeiros dias) • Auxílio de acidente de trabalho (15 primeiros dias) • Licença Paternidade ( 5 dias consecutivos) • Faltas justificadas 32 .

.considerou-se a média de 1.3333 = 36.5 x 7.50 x 1.4702) = 1.9508 h /a 7 • Feriados: -13 dias para o total dos feriados por ano.8%.a taxa média de fecundidade.6663 x 100 % = 4.9508 x 100% = 17.5 dias de faltas justificadas por ano.6663 h /a • Férias .9990 h/a • Auxílio Enfermidade .15 primeiros dias de licença sob a responsabilidade do empregador.Total de horas efetivamente trabalhadas no ano: (2.676.2 dias com probabilidade de cair num domingo ou nas férias.00 x7.972. . por trabalhador.858 x 0.3333 = 80.3333 = 350.80% 1.4702 h/a .3333 = 1. (365 -30 ) x 7.a probabilidade de um dias destes não cair no domingo é de 85.30 dias de férias por ano. 1.6545 .03 x 7.1 dia por semana de descanso (domingo). .Repouso semanal remunerado 350. por ano e por empregado.3333 = 3.704. Apenas 3% dos empregados utilizam este benefício.09 % 1.1843 33 .03 5 x 0.3333 = 11.3000 h/a • Licença Paternidade .1843 • B2 .afastamento médio de 5 dias. é de 3% 0.00 h/a Pelo demonstrativo acima conclui-se que: . 11 x 7.972.6665 h/a • Auxílio Acidente .30 dias de férias a cada ano. 15 x 0.972.Feriados 80.a duração da licença é de 5 dias corridos.3333 = 219.1843 h/a Com o valor das horas efetivamente trabalhadas por ano chega-se aos percentuais de incidência dos encargos do Grupo B: • B1 . de acordo com o anuário do IBGE 1990-1995.Total das horas não trabalhadas por ano: 704. 5 x 7. 30 x 7. a composição etária da população entre 18 a 59 anos é de 50% . salvo no período de férias.8876 h/a • Faltas Justificadas .Cálculo das horas correspondentes aos dias não trabalhados: • Repouso semanal remunerado: .

86 % 1.1843 • B7 .Auxílio Enfermidade 36.972.Faltas Justificadas 11.16 % 1.972.87 % 1.• B3 .9990 x 1.6665 x 100% = 1.8876 x 100% = 0.56 % 1.10 % 1.61% c) Cálculo dos Encargos Sociais Referentes ao Grupo C Neste grupo estão os encargos pagos diretamente aos empregados e.3333 x 100 % = 14. Instrução Normativa 2 SNT de 12/03/92.multa por demissão sem justa causa nos 30 dias antes da data base da Convenção Coletiva de Trabalho C2 C3 O cálculo dos itens deste grupo é feito da seguinte forma: 34 .Licença Paternidade 1.17 % 1.1843 • B4 .1843 • B6 . inciso XXI da CF Art 9° da Lei 7.Férias Além das horas não trabalhadas.107/66 alterada pelo art 10°. há que considerar que o empregado tem direito de receber mais 1/3 do valor das férias 219.13 ° Salário.238/84 . os que não incidem sobre eles os encargos do Grupo A Eles são previstos de acordo com a seguinte legislação: ENCARGOS DO GRUPO C C1 LEGISLAÇÃO Multas por Rescisão Art 6°da Lei 5.1843 • B5 .Auxílio Acidente 3.972.1843 O total de encargos do Grupo B é de 50.00 x 100 % = 0. assim sendo. de acordo com Lei 4090 de 13/07/62 30 x 7. Inciso I das Disposições Transitórias da Constituição Federal sem Justa Causa de 88 Aviso Prévio Indenizado Indenização Adicional Art 487 CLT art7 .3333 x 100 % = 11.972.1843 • B8 .972.972.3000 x 100% = 0.

0526 x 1.1843 = 1.Incidência do Grupo A sobre B 0.40 x 0.96% Com os valores acima obtêm-se o total de encargos sociais de 126.15 x 100 % 1. 35 . ou seja : 0.Indenização Adicional 9 12 x 100 % = 14.3680 x 0.08 x 0.13 % Indenização equivalente ao salário de 30 dias do empregado dispensado sem justa causa.0526 ◊ o percentual de contribuição para FGTS sobre o salário = 8% 0.62 % • D2 . inciso I das disposições Transitórias da Constituição Federal de 88.Multa por Rescisão do Contrato de Trabalho sem Justa Causa Trata-se de indenização compensatória de 40%.1116 x 0.13 % Trata-se de uma indenização equivalente ao salário de 30 dias para o empregado demitido sem justa causa. calculados sobre o valor do salário/hora efetivamente trabalhado.95 x 1.Aviso Prévio Indenizado 9 12 x 100 % = 4. sobre a o saldo do fundo de garantia.972. para o caso da dispensa sem justa causa .95 x 9 x 223.40 x 0.5061 x 100 %= 18. 30 x 7.3333 x 0.1843 • C2 . Sabendo-se que : ◊ a freqüência de empregados demitidos sem justa causa = 95% ◊ o período médio de permanência dos empregados = 9 meses ◊ as horas remuneradas por mês = 223.972. A ocorrência média de demissões nesta situação é de 15 % 30 x 7. no período de 30 dias anteriores à data base da correção salarial .95 x100 % = 0.67 % O total de encargos do Grupo C é de 19.• C1.972. devido a demissão sem justa causa.Incidência de multa do FGTS sobre o 13° salário Corresponde a incidência do FGTS sobre o 13° salário.1843 • C3 .30 %.3333 x 0.93% d) Cálculo dos Encargos Sociais Referentes ao Grupo D Neste grupo estão os encargos referentes a incidência sobre outros encargos ou seja: • D1. conforme determina o art 10 .34 % O total de encargos do Grupo D é 18.08 x 0.

16 0.00 1.80 4.00 0.80 TOTAL DO GRUPO A GRUPO B Repouso Remunerado Feriados e Dias Santificados Férias e 1/3 de Férias Auxilio doença Acidente de Trabalho 13o Salário Licença Paternidade Faltas Justificadas TOTAL GRUPO B GRUPO C Multa por Rescisão Contrato Trabalho sem Justo Causa Aviso Prévio Indenizado Indenização Adicional 17.86 0.56 50.20 2.e) Resumo dos Encargos Sociais Resumo dos Encargos Sociais Trabalhistas Regime de Contratação: Contrato Direto dos Serviços Salário: Horário Regime de Trabalho: Normal GRUPO A INSS FGTS SESI SENAI INCRA Salário Educação Seguro Acidente De Trabalho SEBRAE PERCENTAGEM 20.17 11.13 1.87 1.00 8.67 19.61 TOTAL GRUPO C GRUPO D Incidência do Grupo A sobre B Incidência da Multa FGTS sobre 13o Salário 4.13 14.09 14.30 36 .34 18.50 1.10 0.93 TOTAL GRUPO D TOTAL DOS ENCARGOS 18.50 3.96 126.60 36.00 0.62 0.

os seguintes aspectos: • Insalubridade O Art 189 a 197 da CLT trata do adicional ao salário devido ao trabalho insalubre. regulamentada pelo Decreto 95. O deslocamento da equipe deverá ser considerada na produção dos serviços. Prevista nas Disposição Provisória da Constituição Federal de • Licença Maternidade 88 ( Art 10. e outros motivos em que o trabalhador é remunerado.3 ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA Além dos encargos acima calculados. Este procedimento não foi considerado. 37 . Foi incluído este percentual nas categorias de Blaster e trabalhadores em Tubulão.f) Observações Adicionais Foram ainda analisados. a seguir relacionados. referente à segurança e medicina do trabalho. Adicional à mão-de-obra • Equipamento de Proteção Individual • Transporte Legislação Específica De acordo com Art. haver produção de serviço. de acordo com a região e o período de realização da obra) devem ser incluídos no LDI. Regulamentado de acordo com os Decretos Lei 2445 de 29 de • PIS / PASEP junho de 1988 e 2449 de 21 de julho de 1988 deve ser considerada como parte do LDI. por dia a jornada de Trabalhado trabalho. A aplicação deste acréscimo. é obrigatório o fornecimento de transporte aos empregados. sem entretanto. que foram intitulados de ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA. no cálculo do custo da mão-de-obra. parágrafo 1°). tendo em vista que esta prática não é usual na construção civil pesada. enquanto os dias de chuva (devido a grande variação. Assim sendo. gratuitamente aos empregados. • Periculosidade Neste item deveriam ser incluídas as horas paralisadas de serviço devido aos deslocamentos da equipe. Pelo Artigo 488 da CLT é facultado o aviso prévio trabalhado • Aviso Prévio sendo.247 de 17/11/87. não será considerada esta parcela. Também deverá ser incluído no LDI já que este fundo incide FINSOCIAL sobre a receita bruta da empresa.1. dias de chuva. de acordo com perícia técnica. o percentual a ser adotado e as proteções a serem fornecidas dependem das condições de trabalho. De acordo Lei 7418 de 85 . assim sendo não foi Contribuição Sindical considerada • Paralisação dos serviços 4. é obrigatório o fornecimento dos equipamento de proteção individual. 162 da CGT e MR 6 e 18. este item não foi considerada tendo em vista que praticamente a totalidade da mão-de-obra dos trabalhadores horistas da construção rodoviária é de homens. De acordo com Art 193 da CLT deve ser acrescido percentual de 40 % às categorias que trabalhem com risco de vida tais como: manuseio de explosivos ou locais sujeitos a desmoronamento. neste caso reduzido do 2 horas. devem ser feitas as seguintes observações com referências à outros custos que incidem sobre a mão-de obra. A contribuição sindical é facultativa. pois são diretamente proporcionais à mão-de-obra empregada.

percentual do custo médio de alimentação em relação ao salário médio . O percentual referente às Ferramentas Manuais deverá ser incluído no cálculo do custo unitário sempre que for necessário a execução do serviço.percentual sobre a mão-de-obra do custo com ferramentas manuais.25) X 100% = 4. necessária a execução de determinados serviços.79% • Alimentação .60 Ferramentas Manuais 5. Junta-se a este argumentos.25% Alimentação = [0.79 Alimentação 9.12% • Transporte . O fornecimento das ferramentas manuais necessárias à execução dos serviços a) Demonstrativo do Adicional à Mão-de-obra Para considerá-los no cálculo dos custos da mão-de-obra.percentual da participação máxima do trabalhador permitida de acordo com a Lei 6321 de 14 de abril de1976 .00 38 .percentual de dedução fiscal (instrução do MAJUR de 1996) . a prática usual do fornecimento de alimentação nas obras de construção rodoviárias.Adicional à mão-de-obra • Alimentação • Ferramentas Manuais Legislação Específica O fornecimento de alimentação aos trabalhadores tem sido incluída. b) Resumo dos Encargos Adicionais à Mão-de-obra Resumo dos Encargos Adicionais à Mão-de-obra Regime de Contratação: Contratação Direta dos Serviços Salário: Horário Regime de Trabalho: Normal Discriminação Percentual Equipamento de Proteção Individual 1.00% Os percentuais referentes aos Equipamentos de Proteção Individual. nos acordos coletivos de trabalho. Transporte e Alimentação não são considerados no cálculo dos custos unitários das composições de custos do SICRO2. estes só deverão ser levados em consideração nos orçamentos de acordo com as exigências locais. é de 5. • Equipamento de Proteção Individual Percentual mínimo de equipamento de proteção individual de segurança sobre a mão-deobra é de1.16% . sua obrigatoriedade adquire força de lei. foram calculados percentuais correspondentes aos itens acima relacionados.60% • Ferramentas Manuais .20% .percentual de dedução fiscal de acordo com instrução do MAJUR de 1996 = 25% Transporte = [0.20) ] X (1-0. cada vez com mais freqüência.12 Transporte 4.068 x (1-0.percentual do transporte em relação ao salário médio 6.participação dos empregados de acordo com art 9 inciso I do decreto 95.06)] X ( 1-0.247 de 87=6% .16 x (1-0. Assim sendo.25) X 100% = 9.8% .

2. será preciso estabelecer critérios que definam a forma como serão levados em conta os diferentes componentes desse custo.2 4.1 EQUIPAMENTOS CUSTO HORÁRIO O cálculo dos custos dos serviços de rodoviários requer o conhecimento dos custos horários de operação dos equipamentos empregados em sua execução. os fabricantes sugerem vincular sua vida útil às condições em que operam. não sendo necessário.2. no custo horário.Partes de desgaste (bordas cortantes. com o objetivo de melhor espelhar.Reparos em geral .Custo de Oportunidade do Capital . obtidos da seguinte relação: Custo horário do equipamento Custo unitário do serviço produzido = Produção horária do equipamento 4. podem sofrer expressiva variação de desgaste em função das condições de trabalho que lhes são impostas.2 EQUIPAMENTOS CUJO CUSTO HORÁRIO VARIA COM AS CONDIÇÕES DE TRABALHO Na construção rodoviária.Combustível . no entanto. Deste modo.Seguros e Impostos • Custos de Manutenção .Depreciação . Ele é utilizado para o cálculo dos custos unitários dos serviços que o equipamento produz. • “motoscrapers”. estabelecer diferenciação das condições em que são utilizados. • pás carregadeiras de esteiras. Neste caso enquadram-se. a grande maioria dos equipamentos trabalha em condições razoavelmente uniformes. • pás carregadeiras de rodas. Nestes casos. manutenção e operação referidos à unidade de tempo (hora).Mão-de-obra de Operação O custo horário de um equipamento é a soma dos custos de propriedade.Material rodante / pneus . por exemplo.Filtros e lubrificantes . etc. britagem. entre outras) • Custos de Operação .4. para cálculo do custo horário. esse maior desgaste. ferramenta de penetração no solo. equipamentos de compactação. Outros equipamentos. • escavadeiras hidráulicas. 39 . usinas de solos e asfalto. As despesas que são consideradas para o cálculo do custo horário de um equipamento são as seguintes: • Custos de Propriedade . dentes de caçamba. Os equipamentos que normalmente requerem esse tipo de distinção são: • tratores de esteiras.

os custos horários desses equipamentos foram calculados considerando-os operando em condições médias. consequentemente. 2a e 3a categorias. em termos de motor. bordas cortantes. Nas composições apresentadas neste Manual. estará provocando acentuado desgaste nos pneus do “motoscraper”. conforme pode ser observado na tabela a seguir. com matacões ou rocha explodida. ainda. influirão sobre a vida útil dos mesmos. em que os pneus absorvem parte do impacto. • Superfície de operação: As superfícies em que os equipamentos operam também variam de firmes e lisas até irregulares. em função dos impactos e resistência ao rolamento. São os solos usualmente definidos pelo DNIT como de 1a. diferencia-se não apenas pelas condições de sua utilização. a superfície de operação. não os transmitindo à estrutura. operando em superfície pesada. estabelecendo-se para estes equipamentos 3 níveis de condições de operação: leve. transmissão. • caminhões (em geral). O desgaste sofrido por um trator de esteiras. A variação do desgaste. desde argila levemente arenosa e de fácil rompimento até rocha fragmentada ou explodida. chassis. desgaste do material rodante. As características de cada um desses tipos de solos vão solicitar mais ou menos os equipamentos. Suas características influenciam o maior ou menor desgaste da estrutura e das peças componentes do equipamento. média e pesada. que são justamente aqueles usualmente realizados pelos equipamentos em questão. em termos de facilidade de operação. de forma simplificada. classificaram-se as condições de trabalho em leves. médias e pesadas para os serviços de escavação e carga e de transporte. O sistema informatizado SICRO2 incorpora recursos para considerar essas condições diferenciadas de utilização dos equipamentos. ou sua ação independente. como também pelo tipo da máquina. turfosos. Acrescenta-se. no caso. Com base nessas considerações. determinarão o maior ou menor desgaste dos equipamentos. 40 . São dois os fatores que influem sobre a maior ou menor vida útil desses equipamentos: tipo de solo com que o equipamento está operando e condições da superfície de rolamento sobre a qual ele trabalha. é mais acentuado para sua estrutura que o de um “motoscraper”. e da vida útil. • motoniveladoras. e. Por outro lado. a categoria dos materiais úmidos. etc.• retro-escavadeiras. A combinação destes fatores. dentes de caçamba. cujas dificuldades de manuseio são notórias. etc. • Tipo de solo:os tipos de solo nas obras rodoviárias podem variar. entretanto. Esta vinculação pode ser feita.

etc.00m de profundidade • escavação em barranco de material facilmente penetrável • material bem escarificado Para transporte • desmatamentos • superfícies com apoio total as sapatas e • unidades carregando em terreno nivelado baixo teor de areia. • carregamento em rocha escarificada (para “scrapers”) • restrições constantes no comprimento ou largura.Condições leves Condições pesadas Para escavação e carga • • • • • Para escavação e carga Condições de Trabalho Condições médias Para escavação e carga • • • • • • • • camada de solo superficial materiais de baixa densidade argila com baixo teor de umidade material retirado de pilhas operação de lâmina em aterro solto reboque de “scrapers” (trator de esteira) espalhamento e nivelamento de materiais valetamento em solo leve até 2m de profundidade (retro-escavadeira) pedras freqüentes ou afloramento de rochas cascalho grosso (sem finos) escarificação pesada em rocha. sem material solto. cascalho consolidado. trabalho em pedreiras carregamento contínuo em solos compactados como xisto argiloso. Para transporte • • • • • • deslocamento contínuo em terreno rochoso piso úmido ou irregular freqüentes aclives piso de areia frouxa e seca sem aglutinante resistência ao rolâm. • superfícies conservadas por Para transporte motoniveladoras • distâncias irregulares(longas e curtas) • estradas de curvas moderadas • resistência ao rolamento menor que 4% (*) • aclives e declives constantes • resistência ao rolamento entre 4% a 7% (*) Rr . Rr = Kg de força necessário peso do veículo 41 . • argila arenosa • argila com alguma umidade • mistura de solos diferentes como areia e cascalho fino • produção de aterros (trator de esteiras) • carregamento em rocha bem fragmentada • valetamento em solo médio a pesado até 3. de operação. (“scrapers”) • superfícies firmes.ento maior que 7% piso em pedras soltas e lamelares. • valetamento em profundidades superiores a 3m.Resistência ao rolamento • pouca patinagem do material rodante.

serão sempre aqueles objeto de coleta pelo SICRO2. o valor do fundo adicionado ao valor residual do equipamento seja suficiente para a aquisição de um equipamento novo.2. as de interesse imediato nulo. • Valor Residual Ao se pretender atribuir ao valor residual dos equipamentos um percentual de seu Valor de Aquisição. tais como: período de vida útil. A inclusão da depreciação como parcela de custo tem. correspondentes às cotações de fabricantes ou grandes revendedores. igual àquele que estaria sendo retirado da linha de produção. Esta conceituação é importante no sentido de desvincular a depreciação pelo uso (ou seja. variação de valor. relacionada ao número de horas em que o equipamento presta serviços efetivos) de outros dois conceitos que não se aplicam no caso do cálculo de seu custo horário: a idade cronológica do equipamento e a depreciação para fins contábeis.4. aqueles que tiverem procura nesse mercado. ainda. Com apoio na pesquisa a seguir. de alguns parâmetros. a função de gerar um fundo.3. terão cotação mais elevada. regulamentada por legislação específica. conforme a região em que se deseja negociar. em cada Estado ou Região. seu valor total corresponde à diferença entre o preço do equipamento novo e o valor residual que ele ainda possui ao final de sua vida útil. a serem utilizados nos cálculos do seu custo horário. O cálculo da depreciação para efeito de custeio depende.2. mesmo. a depreciação é considerada como a parcela do custo operacional correspondente ao desgaste e à obsolescência do equipamento que ocorrem ao longo de sua vida útil. b) Parâmetros de Depreciação • Valor de Aquisição Os valores de aquisição dos equipamentos.1 Custos de Propriedade a) Depreciação Em termos genéricos. valor de aquisição de equipamento novo e valor residual e. relativas a equipamentos novos para venda à vista. portanto. ao final de sua vida útil. Há. portanto. principalmente de pequeno porte. da definição da forma como imputar este ônus ao custo operacional horário. o SICRO2 adotou os seguintes percentuais do valor de Aquisição dos Equipamentos para a estimativa de seu Valor Residual: 42 .3 CRITÉRIOS DE CÁLCULO DO CUSTO HORÁRIO 4. de tal forma que. têm apenas valor de sucata. compreendendo em seu valor a carga tributária que sobre eles incide (ICMS e IPI). também. Existem algumas de maior aceitação e procura. Assim sendo. melhora o valor residual do equipamento. ao final da vida útil do equipamento. A existência de mercado consumidor ativo. Esses fatores são dinâmicos e variam ao longo do tempo. outras menos procuradas e. verifica-se que o mercado de máquinas usadas distingue tipos de equipamentos e marcas. Certos equipamentos.

TABELA - PERCENTUAIS DE VALORES DE AQUISIÇÃO ADOTADOS PELO SICRO2 PARA REPRESENTAR O VALOR RESIDUAL DOS EQUIPAMENTOS
VALOR RESIDUAL VALOR RESIDUAL

TIPO DE EQUIPAMENTO

TIPO DE EQUIPAMENTO

(%) Acabadora de concreto com forma deslizante Aplicador de mat.termoplástico por extrusão Aquecedor de fluido térmico Aquecedor de material termoplástico Bate estacas de gravidade Betoneira Caldeira de asfalto rebocável Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão betoneira Caminhão carroceria de madeira Caminhão tanque Campânula de ar comprimido Carregadeira de pneus Carrinho de mão Cavalo-mecânico com reboque Central de concreto Chata 25m3 c/rebocador Compressor de ar Compressor de ar para pintura com filtro Conjunto de britagem Conjunto moto bomba Distribuidor de agregados Distribuidor de asfalto em caminhão Distribuidor de lama asfáltica montado em caminhão Equipamento distribuidor de LARC (Microflex) Draga de sucção para extração de areia Equipamento. para hidrosemeadura Escavadeira hidráulica Esmerilhadeira de disco Espalhadora de concreto Estabilizadora e recicladora a frio Fábrica de pré-moldados - guarda-corpo Fábrica de pré-moldados - mourão Fábrica de pré-moldados para pavimentação Fábrica de tubos de concreto Fábrica de pré-moldados - balizador Fresadora a frio Fresadora de solos Furadeira elétrica de impacto Fusor Gerica Grade de disco Grupo gerador Guilhotina 10,0 15,0 10,0 15,0 15,0 10,0 10,0 20,0 20,0 20,0 20,0 20,0 10,0 20,0 5,0 20,0 10,0 15,0 15,0 15,0 10,0 5,0 10,0 20,0 20,0 20,0 15,0 20,0 20,0 5,0 10,0 20,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 20,0 20,0 5,0 15,0 5,0 5,0 15,0 15,0
43

(%) Martelete rompedor 28 a 33kg Martelo perfurador rompedor Microtrator com roçadeira Moto-serra Motoniveladora Motoscraper Perfuratriz de esteira “Crawler-drill” Perfuratriz manual Placa vibratória com motor diesel Prensa excêntrica Régua vibratória Retroescavadeira Roçadeira em trator de pneus Roçadeira mecânica Rolo autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus autopropulsor Rolo compactador estático Rolo compactador pé-de-carneiro “tamping” Rolo compactador pé-de-carneiro vibratório Rolo estático de pneus autopropulsor Rolo Tandem estático Rolo Tandem vibratório Seladora de juntas Serra circular Serra de juntas Serra de disco diamantada para junta Soquete vibratório Talha de guincho manual Tanque de estocagem de asfalto Texturizadora e lançadora c/estação meteorológica Transformador de solda Trator “uniloader” com vassoura Trator agrícola (de pneus) Tratores de esteira acima de 200 kW Máquina p/pintura de faixa a quente Tratores de esteira até 200 kW Tripé / Sonda com motor Usina de asfalto a quente Usina misturadora de solos Usina pré-misturado a frio Vassoura mecânica para varredura com aspirador Vassoura mecânica rebocável Veículo leve “Pick-up” (caminhonete) Veículo leves - automóvel até 100hp 5,0 5,0 20,0 5,0 20,0 15,0 5,0 5,0 5,0 15,0 5,0 20,0 20,0 5,0 10,0 15,0 15,0 15,0 10,0 15,0 15,0 10,0 10,0 5,0 10,0 10,0 5,0 5,0 10,0 10,0 5,0 20,0 20,0 15,0 15,00 20,0 10,0 10,0 10,0 10,0 20,0 10,0 25,0 25,0

TIPO DE EQUIPAMENTO

VALOR RESIDUAL

TIPO DE EQUIPAMENTO

VALOR RESIDUAL

Jateadora de areia Lixadeira Lixadeira. Máquina p/pintura demarcação de faixas autopropelida. Máquina universal para corte de chapa

(%) 5,0 5,0 15,0 15,0

Vibrador de imersão para concreto Vibro-acabadora de asfalto Vibro-acabadora de concreto de cimento

(%) 5,0 10,0 10,0

• Período de Vida Útil do Equipamento O conceito de vida útil de um equipamento é eminentemente econômico. Para ilustrá-lo, construiu-se o gráfico a seguir, que representou a evolução dos seus principais componentes de custo ao longo de certo período De acordo com o gráfico apresentado, pode-se ver que os valores de depreciação vão diminuindo

C U S T O H O R Á R I O

Custo Total

Depreciação Custo de Reparo

TEMPO (ANOS)
com o número de anos em que o equipamento é utilizado, enquanto o custo dos reparos para mantê-lo em condições de utilização, vai aumentando com o passar dos anos (na metodologia do SICRO2, para evitar que o equipamento tenha custo horário variável ao longo de sua vida útil, tanto a depreciação como a manutenção são computadas em parcelas iguais, mas a realidade seria melhor representada por um comportamento como mostrado na figura). Existe um momento, em que as economias de custo de manutenção, que se pode obter pela utilização de um equipamento novo, são suficientes para cobrir a diferença para mais no custo de depreciação. Este seria o ponto ideal de troca, pois, embora nesse preciso instante, os custos totais das duas opções sejam os mesmos, o equipamento antigo entrará, daí por diante, em regime de custos crescentes e o novo em regime de custos decrescentes. A vida útil de um equipamento é influenciada por dois fatores preponderantes: os cuidados com sua manutenção e as condições de trabalho sob as quais opera. Quanto à manutenção, admitiu-se
44

que a mesma obedeça às recomendações do fabricante, visto que os orçamentos devem ser neutros em relação ao maior ou menor zelo que os possíveis executantes venham a ter com o seu equipamento. No que respeita às condições de trabalho, o assunto foi enfocado no item 4.2.2 do Manual. Como vemos, a determinação da vida útil do equipamento é complexa, pois envolve vários fatores. Os fabricantes de equipamentos sugerem valores, a partir dos quais fazem estimativas de custos de depreciação e dos reparos. Considerando as condições médias de aplicação e operação dos equipamentos, optou-se por considerar a vida útil sugerida pelos fabricantes, conforme Tabela apresentada a seguir.

45

00 7.000 2.000 2.000 2.000 E002 E003 E005 E006 E007 E009 E010 E011 E013 E014 E015 E016 E055 E056 E062 46 .00 4. de trab.000 2.000 2.00 4.000 2.000 2. (anos) D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D 6. E001 L M P L M P L M P L M P L M P Pot.33m3 Carregadeira de pneus 1.000 2.00 6.000 2.50 11.000 2.000 2.Tabela .72m3 Carregadeira de pneus 1.00 4.000 2.000 2.000 2.00 4.00 4.00 9.000 2.750 2.000 1.00 7.00 8.000 2.00 5.00 5. Descrição (kW) Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Motoscraper Motoscraper Motoscraper Motoniveladora (105 a 130hp) Motoniveladora (105 a 130hp) Motoniveladora (105 a 130hp) Trator agrícola ( de pneus) L M P L M P L M P Carregadeira de pneus 1.00 6.72m3 Carregadeira de pneus 3.00 5.000 2.00 8.25t (vibratório) L M P L M P L M P Trator de esteira c/ escarificador Trator de esteira c/ escarificador Trator de esteira c/ escarificador Motoniveladora (150 a 180hp) Motoniveladora (150 a 180hp) Motoniveladora (150 a 180hp) Carregadeira de pneus 1.000 2.000 2.750 2.000 2.00 HTA (h/a) 2.000 2.1m3 Carregadeira de pneus 3.72m3 Carregadeira de pneus 1.00 6.000 2.000 2.000 1.00 5.80 7.00 5.Vida Útil dos Equipamentos Cód.50 6.00 11.000 2.250 2.33m3 Carregadeira de pneus 1.00 6.1m3 Retroescavadeira Retroescavadeira Retroescavadeira Rolo Pé-de-carneiro autopropulsor 11.1m3 Carregadeira de pneus 3.00 4.000 2.750 1.000 2.00 6.00 6.000 2. Cond.00 10.00 7.00 5.00 4.000 2.33m3 Rolo compactador pé-de-carneiro vibratório Rolo compactador pé-de-carneiro "tamping" L M P Escavadeira hidráulica deesteiras Escavadeira hidráulica de esteiras Escavadeira hidráulica de esteiras 82 82 82 104 104 104 228 228 228 246 246 246 104 104 104 77 78 78 78 127 127 127 57 57 57 85 228 228 228 138 138 138 79 79 79 80 156 166 166 166 Tipo VU de comb.00 6.00 11.000 2.50 10.00 7.000 2.00 9.000 1.50 6.000 2.50 6.00 6.00 5.000 2.

00 8.750 96 100 100 112 108 57 97 99 40 150 8 128 20 43 20 43 10 83 59 170 1 260 105 297 250 85 74 188 74 70 45 243 274 59 83 200 D D E E D E E D D D D D E E D D D D D E D D D D D D D D 74 23 59 E E D 2 87 292 73 7 4 9 E D E E D E E . autopropulsor 11.00 8.00 6.00 5. vibratório autopropulsor de 10.Cód.750 1.00 7.750 1.diesel Betoneira de 320l . cap 600l p/ longo alcance Draga de sucção para extração de areia Chata para 25m3 com rebocador Grade de disco 24X24 Rolo compactador Tanden.750 1.750 1.00 6.750 1.000 2.00 6.00 7.750 2.6t Distribuidor de lama asfáltica montado em caminhão Caldeira de asfalto rebocável 600l Usina de asfalto a quente 100/140t/h Fresadora a frio Fresadora a frio Estabilizadora e recicladora a frio Rolo compactador liso autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus Usina de asfalto 90/120 t/h com filtro de manga Vibro-acabadora para asfalto sôbre esteiras Rolo compactador estático Carregadeira compacta de pneus Fressadora e distribuidora de solos p/ regular sub-leito Equipamento distribuidor de LARC (Microflex) com cavalo mecânico Compressor de ar 250pcm Compressor de ar 350pcm Compressor de ar 764pcm Perfuratriz manual Perfuratriz sobre esteira “Crawler-Drill" Conjunto de britagem 30 m3/h Conjunto de britagem 9 / 20 m3/h Compressor de ar 180pcm Martelete rompedor de 28kg Martelete rompedor de 33kg Compressor de ar p/ pintura com filtro Compressor de ar portátil 375pcm Conjunto de britagem 80m3/h Conjunto de britagem para produção de rachão Betoneira de 320l .elétrica 47 Tipo VU de comb. Cond.elétrica Betoneira de 750l .00 7.00 6.00 8.30 10.750 1.00 10.00 6.00 6.00 8.750 1.750 1.00 5.750 1.00 8.00 5. Descrição (kW) Escavadeira hidráulica.750 1.6t Rolo compactador liso vibratório autopropulsor.00 8.750 1.750 2.000 2.00 6.00 8.000 1.00 8.00 12.750 1.750 1.00 6.750 1.250 1.00 8.00 6.00 8.750 1.9t Rolo compactador liso vibratório.750 1. E063 E065 E066 E101 E102 E103 E104 E105 E106 E107 E108 E109 E110 E111 E112 E113 E114 E115 E116 E117 E118 E119 E121 E122 E123 E124 E126 E127 E138 E139 E142 E147 E149 E151 E156 E160 E161 E201 E202 E203 E204 E205 E206 E207 E208 E209 E210 E211 E223 E225 E226 E301 E302 E303 Pot.000 1.00 6.00 8.750 1.2 Tanden Rolo compactador.750 1.00 8.00 6.misturadora a frio 30 / 60t/ h Rolo estático Tanden autopropulsor a 9t Rolo Tanden vibratório 1.00 6.750 1.80 6.500 1.000 1. de pneus autopropulsor 21t Usina misturadora solo 350 / 600t/h Vassoura mecânica rebocável Distribuidor de agregados rebocável Distribuidor de agregados autopropulsor Tanque estocagem de asfalto de 20 000l Distribuidor de asfalto em caminhão Aquecedor de fluido térmico Usina de asfalto a quente 40 / 60t/ h Vibro-acabadora de asfalto sôbre pneus Usina pré-misturadora a frio 60 / 100t/ h Usina pré .500 1.750 1.750 1. de 23t Rolo compactador liso vibratório 6.00 6.00 6.80 5.00 5.250 1.750 1.750 1.00 8.000 1.00 5. de trab.00 HTA (h/a) 2.00 7.80 6.750 2.750 1.750 1.80 8.750 1.750 1.250 1.80 8.00 8.00 10.00 10.750 1.000 1. 7.00 6.750 1.000 1.000 2.750 1.200 1.250 2.750 1.00 10.00 6.750 1. (anos) D D D D D D D E 5.750 1.00 5.200 1.00 7.00 6.6t Rolo compactador de pneus estático autopropelido. esteira.

00 6.200 1.80 5.30 4.000 2.25m Máquina p/serrar juntas Instalação fábrica de pré-moldados para pavimentação Jateadora de areia Betoneira 580 l Caminhão basculante 5m3 (8.50 5.00 5.000l Caminhão tanque 10.250 1.00 6. E304 E305 E306 E307 E308 E309 E310 E311 E312 E313 E314 E316 E317 E318 E323 E330 E331 E332 E333 E334 E335 E337 E338 E339 E340 E343 L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M Pot.00 8.000 2.000 2.00 5.000 1.5t) Caminhão basculante 6 m3 (10.000 2.30 4.00 5.200 1.200 1.000l Caminhão tanque 6.200 1.00 5.80 5.000 2.30 4.000 2.000 1.000 2.000 2.8t)Caminhão basculante 5 m3 (8.00 8.200 1.200 1.750 2.50 5.5t) Caminhão basculante 6 m3 (10.250 1.50 5.00 5.00 6.00 6.00 8.250 1.000 2.00 6.250 2.000 2.000 2.000 2. Descrição (kW) Carrinho de mão 80l Gerica A-15 Vibrador de imersão para concreto Fábrica de tubos de concreto D=20cm Fábrica de tubos de concreto D=30cm Fábrica de tubos de concreto D=40cm Fábrica de tubos de concreto D=60cm Fábrica de tubos de concreto D=80cm Fábrica de tubos de concreto D=100cm Fábrica de tubos de concreto D=120cm Fábrica de tubos de concreto D=150cm Instalação completa p/ fabricação de mourão Instalação completa p/ fabricação de balizador Instalação completa p/ fabricação de guarda-corpo Central de concreto 30m3/h c/ silo p/ cimento (dosadora) Espalhadora de concreto Acabadora de concreto com forma deslizante Texturizadora e lançadora c/ estação meteorológica Serra de disco diamantado para junta Seladora de juntas Central de concreto de 270m3 /h Régua vibratória de 4.Cód.000 2.00 5.30 5.250 1.00 5.250 1.000l Caminhão carroceria fixa 4t Caminhão carroceria fixa 4t 48 Tipo VU de comb.5t) Caminhão basculante 10m3 (15t) Caminhão basculante 10m3(15t) Caminhão basculante 10m3 (15t) Caminhão basculante p/ rocha 8m3 (13 t) Caminhão basculante p/ rocha 8m3 (13 t) Caminhão basculante p/ rocha 8m3 (13 t) Caminhão tanque 6.000l Caminhão tanque 10.30 4.00 10.00 6.000 1.00 10.500 1.00 8.00 5. Cond.00 6.000 2.200 1.00 6.000 2.000 2.00 5.50 5.200 1.8t)Caminhão basculante 5 m3 (8.000 2.000 2.00 10.000 2.200 1.000 2.200 1.00 6.000l Caminhão tanque 6.200 1.00 5.00 8.000 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 25 172 172 57 47 6 149 1 6 2 10 125 125 125 170 170 170 150 150 150 170 170 170 170 170 170 150 150 150 170 170 170 80 80 E E E E E E E E E E E E E D D D G G E E E E G D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D E400 E402 E403 E404 E405 E406 E407 E408 . (anos) 1.00 8.00 5.200 1.00 7.500 1.00 5. de trab.000 1.80 HTA (h/a) 1.000 2.00 5.000l Caminhão tanque 10.00 1.000 2.00 5.00 5.00 5.00 5.8t)Caminhão carroceria de madeira 15t Caminhão carroceria de madeira 15t Caminhão carroceria de madeira 15t Caminhão basculante 6 m3 (10.200 1.

Cód. Cond. de trab. P L M P L M P

Pot. Descrição (kW) Caminhão carroceria fixa 4t Caminhão carroceria fixa 9t Caminhão carroceria fixa 9t Caminhão carroceria fixa 9t Caminhão basculante 4m3 (7,1t) Caminhão basculante 4m3 (7,1t) Caminhão basculante 4m3 (7,1t) Cavalo mecânico c/ reboque 29,5t Veículo leve automóvel até 100hp Veículo leve Pick up 80 150 150 150 112 112 112 265 38 97 170 170 170 150 150 150 160 160 160

Tipo VU de comb. (anos) D D D D D D D D G D D D D D D D D D D 5,00 6,50 5,80 5,00 6,00 5,30 4,00 12,00 5,00 5,00 6,00 5,30 4,00 6,50 5,80 5,00 6,00 5,30 4,00

HTA (h/a) 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 1.000 1.500 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000

E409

E410

E411 E412 E416 L M P L M P L M P

E421

Caminhão tanque 13.000l Caminhão tanque 13.000l Caminhão tanque 13.000l Caminhão tanque 8.000l Caminhão tanque 8.000l Caminhão tanque 8.000l Caminhão betoneira 5m3 (11,5t) Caminhão betoneira 5m3 (11,5t) Caminhão betoneira 5m3 (11,5t) Caminhão basculante 14m3 (20t) Caminhão basculante 14m3 (20t) Caminhão basculante 14m3 (20t) Caminhão basculante p/ rocha 12m3 (18t) Caminhão basculante p/ rocha 12m3 (18t) Caminhão basculante p/ rocha 12m3 (18t) Caminhão carroceria c/ equipamento guindauto 6x1, cap 7t Caminhão carroceria c/ equipamento guindauto 6x1, cap 7t Caminhão carroceria c/ equipamento guindauto 6x1, cap 7t Grupo gerador 40KVA Grupo gerador 140KVA Grupo gerador 180KVA Grupo gerador 292KVA Grupo gerador 9/10KVA Grupo gerador 80KVA Grupo gerador 2,5 a 3KVA Grupo gerador 25KVA Trator de pneus c / roçadeira Micro trator com roçadeira Roçadeira mecânica Campânula de ar comprimido (3m3) Bate estaca de gravidade 500kg Bate estaca de gravidade 3000kg Serra circular de 8" Talha guincho manual para 4t Soquete vibratório
49

E422

E427

E432

L M P L M P L M P

279 279 279 279 279 279 150 150 150 32 120 144 212 10 88 3 15 77 10 2 17 160 4 2

D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D E G

6,00 5,30 4,00 6,00 5,30 4,00 6,50 5,80 5,00 7,00 7,00 7,00 7,00 7,00 7,00 7,00 7,00 8,00 6,00 3,00 11,00 10,00 10,00 8,00 11,00 9,00

2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 1.250 1.000 400 1.250 1.500 1.500 2.000 1.250 1.000

E433

E434

E501 E502 E503 E504 E505 E507 E508 E509 E601 E602 E603 E901 E902 E903 E904 E905 E906

Cód. Cond. de trab. E907 E908 E909 E910 E911 E912 E914 E915 E916 E917 E918 E919 E920 E921 E922 E923 E924 E925

Pot. Descrição (kW) Conjunto Moto-Bomba Máquina Demarcadora de faixas autopropelida Equipamento p/ hidrossemeadura (5.500l) Esmerilhadeira de disco Tripé/sonda c/ motor Furadeira elétrica de impacto Placa vibratória c/ motor a diesel Equipamento p/ varred. e aspiração (montado em caminhão) Moto serra Máquina para corte de chapa Prensa excêntrica Guilhotina 8t Máquina p/pintura de faixa a quente Máquina para pintura (fusor) Martelo perfurador/ rompedor Lixadeira Transformador de solda Aplicador de material termoplástico por extrusão 11 44 125 2 22 1 3 150 4 4 1 3 22 10 1 2 8 4

Tipo VU de comb. (anos) G D D E D E D D G E E E D D E E E D 8,00 10,00 5,30 8,00 5,00 8,00 10,00 5,80 3,00 7,00 7,00 7,00 10,00 5,00 8,00 8,00 7,00 10,00

HTA (h/a) 1.250 1.250 2.000 1.250 2.000 1.250 1.000 2.000 400 2.000 2.000 2.000 1.250 1.500 1.250 1.250 2.000 1.250

• Critério de Depreciação Aspecto importante, a ser levado em consideração no estabelecimento de critérios para o cálculo da depreciação dos equipamentos, é o método a ser adotado nessa avaliação. Embora o DNIT viesse usando tradicionalmente o método conhecido por “sinking fund” ou método do “fundo remunerado de capitalização”, estudos comparativos revelaram que resultados muito semelhantes poderiam ser obtidos com o emprego do método da “linha reta”, cujos procedimentos de cálculo são muito mais simples, visto que o valor horário da depreciação é dado pela fórmula linear: VA - R dh = n . HTA dh = depreciação horária VA = Valor de aquisição R = Valor residual d) Custo de Oportunidade do Capital Dentre os diferentes itens tradicionais que compõem a estrutura de custos de construção encontram se os juros sobre o capital imobilizado para o desenvolvimento da atividade. Eles representam o custo, incorrido pelo empresário, pelo fato de aplicar, num negócio específico, seu capital próprio ou o capital captado de terceiros. No que diz respeito aos juros relativos ao capital aplicado em equipamentos, existem duas alternativas de imputação. Tradicionalmente, eles são imputados diretamente no cálculo do custo horário do equipamento. Outra forma de fazê-lo, seria computar seu valor agregado ao resultado da operação global, ou seja, remetê-los ao LDI. Embora a forma tradicional de cálculo apresente algumas vantagens, dentre as quais a principal é a maneira simples como se efetua seu cálculo, optou-se a, daqui por diante, por incluir essa parcela de custo no LDI, ou seja, a margem de lucro prevista é que deve remunerar o custo do capital investido em equipamento de construção. n = Vida útil HTA = Quantidade de horas trabalhadas por ano

, em que

50

Cabe lembrar que, considerar os custos do capital aplicado, como remuneração deste fator de produção, não significa que se deva computá-los aos níveis de juros de mercado na ponta da captação. O critério justo seria de remunerá-lo pelo seu custo de oportunidade, ou seja, pelo nível médio de rendimento que este capital poderia obter, em condições semelhantes de risco. Como, entretanto, seria extremamente difícil definir o que poderia ser considerada uma condição semelhante de risco, pode-se tomar como referência as opções de baixo risco apresentadas pelo mercado, que compensam taxas mais baixas com a segurança da aplicação. Encontram-se neste caso as aplicações em Cadernetas de Poupança, cujo rendimento se dá à taxa nominal de TR+ 6% ao ano; em que a TR entra como componente inflacionária e os 6% como rendimento real. Como os custos rodoviários são calculados mensalmente, seus valores já embutem o efeito inflacionário. Assim sendo a aplicação simples da taxa de i = 6 % a.a. sobre base permanentemente reajustada estaria, na realidade, promovendo a remuneração mencionada. A taxa de juros assinalada deveria incidir sobre o valor médio do investimento em equipamento, durante sua vida útil, que é fornecido pela expressão Im = [(n+1) x VA] / 2n; obtendo-se a valor horário dos juros pela fórmula: Im . i Jh = ; HTA em que todos os símbolos já foram identificados. As indicações aqui fornecidas servem como orientação para que se possa ter idéia do montante de juros contidos nos custos horários de equipamentos, lembrando, entretanto, que tal parcela não é calculada nem computada explicitamente, pois fica embutida na margem do LDI. e) Seguros e Impostos Para complementar os custos de propriedade, resta considerar os custos oriundos de impostos e seguros. Regra geral, devido ao alto custo envolvido, os grandes frotistas de equipamentos não fazem seguro de todos seus equipamentos em companhias seguradoras, a não ser em casos especiais. Eles próprios bancam os riscos, representados principalmente por avarias, já que os roubos de equipamentos de maior porte são raros. Já com relação aos veículos o procedimento é distinto. A porcentagem dos que são segurados tende a crescer, mas é muito variável de empresa para empresa. Este Manual considera, a título de Seguros e Impostos, somente o IPVA e o Seguro Obrigatório necessário para a regularização do veículo. O IPVA, (Imposto de Propriedade de Veículos Auto Motores), imposto estadual relativo a licenciamento de veículos, varia com a idade do mesmo, segundo regras próprias para cada Estado, além do Seguro Obrigatório, ligado a ele, seriam os únicos valores a serem considerados nessa rubrica, totalizando incidência total de 2,5% sobre o investimento médio em veículos. Seu valor é calculado pela aplicação da seguinte fórmula: (n + 1) . Vo x 0,025 , onde: 2n . HTA = custo horário relativo a Impostos e Seguros (somente para os veículos) = valor de aquisição do veículo = quantidade de horas de trabalho por ano = vida útil = taxa média sugerida. IS =

IS Vo HTA n 0,025

Obs: O caminhão fora de estrada não é considerado veículo normal para emplacamento, e portanto não está sujeito ao IPVA.
51

. de valores de custos. Komatsu e FiatHITACHI. Admite-se. influem grandemente nestes valores.3. observando que para utilização em outros países.Mão de obra de manutenção diária e periódica.“Manual de Produção” . e que não foram considerados os seguintes custos: . os cuidados do operador e a estrutura de manutenção que assiste o equipamento. e que as condições do local de operação. Os custos de manutenção.Janeiro de 1996 e FIAT-HITACHI a) Reparos em geral Caterpillar Esta fornece valores médios horários. achamse descritas as condições para as quais tais custos são válidos. . até então.2. As fontes consultadas foram: CATERPILLAR KOMATSU . entretanto. assim como o do SICRO2. de acordo com os métodos preconizados pelos fabricantes. apresentam-se informações relativas a custos de manutenção fornecidas pelos fabricantes acima relacionados e que tiveram por fonte seus respectivos Manuais. constituindo-se.Material e suprimentos para manutenção diária e periódica. para equipamentos de suas respectivas linhas. Todos afirmam estar diante de uma grande variedade de aplicações e. que considerou a mão de obra necessária para efetuar os reparos ao preço total de US$ 40.Outubro de 1995.2 Custos de Manutenção Os custos horários de manutenção utilizados pelo SICRO2 são obtidos através da expressão: V0 x K M= H M = custo horário da manutenção (R$/h) V0 = valor de aquisição do equipamento (R$) H = vida útil em horas K = Coeficiente de Manutenção. onde as taxas de importação e outra despesas afetam consideravelmente seus preços. .00 / h (inclui as despesas gerais de oficina. incluem materiais e mão de obra necessários para execução dos reparos em geral. Esta revisão teve como referência os procedimentos utilizados pelos fabricantes dos equipamentos para estimar os custos de manutenção. em valores que não podem ser utilizados indiscriminadamente. foram considerados os nove tipos de equipamentos utilizados na revisão do conceito de vida útil.Custo de quilometragem do carro de socorro manutenção. Caterpillar. Informa . portanto. da mesma categoria. . como premissa dos cálculos de custo. Nos itens a seguir.Janeiro de 1994 . a serem feitos nas primeiras 10. onde A elaboração do presente Manual de Custos do DNIT comportou profunda revisão dos Coeficientes de Manutenção que vinham sendo utilizados. calculados por três fabricantes.“Performance Handbook” .“Specification and Application Handbook” . Com a finalidade de se comparar os custos utilizados pelo SICRO2 com os estimados pelos fabricantes. devido às influências diferentes que as condições de trabalho podem trazer para cada uma delas. às vezes preferem estimar os custos de cada parcelas separadamente. foram calculados valores esperados de manutenção.Edição 26 . Para estes.Edition 17 . Os fabricantes. também. portanto. ferramentas e salários dos mecânicos). 52 . pelo SICRO2. material rodante ou pneus e materiais especiais de desgaste.000 h de serviço. que funcionam como reserva para os reparos previstos. com o preço das peças retirados da lista de preços ao Consumidor nos EUA. que o equipamento será operado razoavelmente e terá bom atendimento para sua manutenção. Neles.4. é necessário fazer os devidos acréscimos.

000 horas 1..00 8.000 horas 1.00 D3C/D4C D5C D4H D5H D6H D7H D8N D9R D10N D11N $2. e o valor obtido deve ser considerado como o valor médio a ser utilizado desde a primeira hora da máquina.Custo de efetuar análises técnicas ou a análise programada do óleo.00 0 a 15.00 4.00 6. .000 horas 1.00 4.Despesas de viagem de mecânico para a oficina e vice versa.0 D8 a D11 – Peças: 70% 0 a 15.00 16.00 14.00 12.00 6.1 Mão-de-obra: 30% 0 a 20.00 18.00 120H 135H 12H 140H 143H Distribuição de Custos Peças: 55% Mão-de-obra: 45% Fatores de Extensão da Vida Útil 0 a 10.3 Challenger 35 Challenger 45 Challenger 65C Challenger 70C Challenger 75C Challenger 80C Challenger 85C* * Dados insuficientes MOTONIVELADORAS $2.000 h.000 horas 1.00 20.06 0 a 20.00 10. Custos de Propriedade e Operação TRATORES DE ESTEIRAS $2. Para o caso de se prever utilização maior que 10.000 horas 1.000 horas 1.00 Distribuição de Custos Fatores de Extensão D3 a D7 – Peças: 60% da Vida Útil Mão-de-obra: 40% 0 a 10.00 8.00 8.00 10. o valor médio sugerido deve ser multiplicado por um fator de extensão.00 4.00 6.00 10.21 160H 163H 14H 16H Inclui motoniveladora básica com cabina ROPS 53 .

00 14.00 16.21 Tandem e Autocarregável 1.00 22.00 1.08 1.00 613C Série II 615C Série II 621F 623F 627F 631E Série II 633E 637E Série II 651E 657E Distribuição de Custos Peças: Mão-de-obra: 55% 45% Fatores de Extensão da Vida Útil Período Um só motor 0 a 10.06 0 a 20.000 horas 1.21 1.00 18.03 para Push-Pull) 1. 00 (1.000 horas 1.00 8.00 6.00 26.00 12.00 10.06 1.MOTO-ESCRÊIPERES $4.00 20.00 0 a 15.00 24.24 Inclui trator de rodas básico equipado com escrêiper padrão 54 .000 horas 1.

30 994 Peças: 75% Mão-de-obra: 25% Inclui pá-carregadeira básica.00 4. $8.00 4. IT14G* Distribuição de Custos Fatores de Extensão 914G-992 da Vida Útil Peças: 60% 0 a 10.00 8.00 4. lança de uma peça e braço médio.00 10.00 16.00 Distribuição de Custos Peças: 50% Mão-de-obra: 50% 5130 y 5230 Peças: 75% Mão-de-obra: 25% Fatores de Extensão da Vida Útil (Não disponível) 307 311 312 315 M315* M318* 317* 320 322* 325 330* Inclui escavadeira básica equipada com caçamba.00 20.00 38. Modelo extrator de madeira com cortador-empilhador padrão.00 22.00 2.00 8.00 12. equipada com cabina ROPS e caçamba para fins gerais (998 e 992 com caçamba para rochas.00 14.00 12.00 18.Estimada 55 .Dados insuficientes 30.Dados insuficientes $2.00 998F 990 992D 994* * .00 416B 426B 428B 436B* 438B* 446B* PÁS-CARREGADEIRAS DE RODAS E CARREGADEIRAS PARA MÚLTIPLAS APLICAÇÕES * . IT28F 930T 938F.00 36.00 26.00 10.000 horas 1.000 horas 1.00 10. tipo pá).Dados insuficientes $0.00 Mão-de-obra: 40% 0 a 15. IT24F 928F.00 28.00 40. RETROESCAVADEIRAS CARREGADEIRAS 350* 375 5080* 5130* 5230* * .000 horas 1.00 14. IT38F 950F Série II 960F 966F Série II 970F 980F Série II * .00 6.00 16.00 34.00 914G.00 42.00 24.00 32.00 18.10 0 a 20.ESCAVADEIRAS $2.00 6.00 20.00 924F.

necessidade de acréscimos para utilização de peças importadas.000.000.320.00 81.025.96 4.00 51. mão de obra de reparos ao preço total de US$ 40.70 - 1.50 39. de pneus Escav.00 59.3 `1. de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 14.250.50 8.670.00 8. e o quadro dos custos totais correspondentes.00 1.440.600. o quadro dos custos horários estimados pela Caterpillar para os equipamentos focalizados.1 1.00 145.550.600.1 - 3.160. MATERIAIS.00 8.200.400.700. hidr.00 62.00 14.00 27.3 1.800.00/h.00 56.21 - CATERPILLAR CUSTOS TOTAIS ESTIMADOS PARA REPAROS EM GERAL (US$) TIPO DE EQUIPAMENTO POT Kw PREVISÃO PARA 10.025.O.000.1 1.00 - 35.000 h.00 20. Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras “motoscraper” Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escav.50 3.250.63 5.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS ATÉ 20.00 44.50 32.3 1.00 19.640.000 h M.000.00 92.000 h M. a seguir.00 78.00 20.000 h PEÇAS M.00 39.00 29.400.00 99.000 h FATOR DE EXTENSÃO ATÉ 15. 56 .352.760. hidr.87 - 1.00 70.750.85 10.00 49.500.00 - 37.880.3 1.08 5.780.00 - 56.00 65. e utilização de fatores de extensão para utilização prevista acima de 10.000 h M. de pneus Escav.30 5.200.Apresenta-se.77 3.50 21.50 2.00 52.21 1.00 - 23. CATERPILLAR CUSTOS HORÁRIOS ESTIMADOS PARA REPAROS EM GERAL (US$) TIPO DE EQUIPAMENTO POT Kw DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS ATÉ 10. com as mesmas observações feitas pela Caterpillar. isto é.400.80 7.750.95 4. de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 60% 60% 70% 55% 55% 60% 60% 50% 50% 40% 40% 30% 45% 45% 40% 40% 50% 50% 3. PREVISÃO PARA 20.00 - Komatsu Esta fornece valores médios.00 33. MATERIAIS PREVISÃO PARA 15.720.00 46.29 6.00 13.3 - 4.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS ATÉ 15.00 7.000.00 53.40 9.00 30.600.480.800.662.500.587.06 1.O.050.00 18.O.00 14.00 - 21.21 1.000.3 1.50 32.00 34.000.06 1.00 24.000 h FATOR DE EXTENSÃO ATÉ 20.1 1.197.00 49. MATERIAIS.000. Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escav.1 1.50 1.000.68 5. englobando reparos gerais e material rodante.500.1 1.O.00 33.00 24.45 4.00 41.60 4.950.50 4.95 8.

57 57 .

58 .

00 20.000 hours 1.00 Parts Labor 0 20 40 60 80 100 WA120 CLASS WA180 CLASS WA250 CLASS WA320 CLASS WA380 CLASS WA420 CLASS WA470 CLASS WA500 WA600 WA700 WA800 59 .1 0 – 20.000 1.0 0 – 15.3 Cost Distribution (%) (US$/h) 0 5.00 15.WHEEL LOADERS Extended-life Multipliers 0 – 10.00 10.000 1.

000.00 99. pneus e peças especiais de desgaste.3 1.1 6.200.30 4.000 h Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escavadeira de pneus Escavadeira hidráulica de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 60.000 h PREVISÃO PARA 15.000 h FATOR DE EXTENSÃO ATÉ 15.1 1.000.2 1.00 264.000 h e o resultado multiplicado por fatores.00 48.36 KOMATSU CUSTOS TOTAIS ESTIMADOS PARA REPAROS EM GERAL (US$) (Inclui o material rodante das máquinas de esteiras) TIPO DE EQUIPAMENTO POT kw PREVISÃO PARA 10.00 78. custos de reparos gerais separadamente dos de material rodante.00 50. KOMATSU CUSTOS HORÁRIOS PARA REPAROS EM GERAL US$ TIPO DE EQUIPAMENTO POT Kw DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL ATÉ 10.80 1.90 5.000.O.60 9. .00 40.de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 - - 6.000.1 1.00 140.Tipo de equipamento.3 1.35 17.00 2.. subtraindo o custo dos pneus.Qualidade do operador.000 h PREVISÃO PARA 20.000.08 1.000. também.000.00 30.000 h FATOR DE EXTENSÃO ATÉ 20.00 33. .1 1.O valor de aquisição.00 120.1 1. .40 3.Vida Útil em anos.Total de horas previstas para sua utilização (fator de extensão).250. Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escav.3 1.00 5.000. . .80 6.00 160. se tratar-se de equipamento com pneus.000.3 1.500.000. apresenta-se quadro dos custos horários estimados pela Komatsu para os equipamentos focalizados e.000.00 28. como a Caterpillar.Tipo de manutenção. 60 .1 1.40 2.00 221.000 h PEÇAS M.20 2.00 156.000.00 46.1 1.20 3.000. .000.00 41.00 104.2 1.600.05 20.3 1.00 Fiat-Hitachi Esta considera.000.80 11. é dividido por 10.Tipo de atividade.000.Condições de trabalho (relativas ao material).000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL ATÉ 15.00 3.Em seguida.2 7.1 1.00 49. .000. o quadro dos custos totais correspondentes.00 8.00 2. de pneus Escav.200.Temperatura do local de trabalho. Faz o cálculo do custo horário dos reparos a partir do valor da máquina exclusivamente.50 16.00 4. assim considerado.00 85.00 82.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL ATÉ 2. isto é.60 5.hidr.500. que são definidos em função das seguintes informações: .00 67.Organização do serviço.50 3.000.00 20.00 66. .00 3.

8 Anos previstos para uso do equipamento 2 4 6 8 10 15 Fator 0.6 0.3 0.3 Organização de serviço Excelente Bom Médio Fraco Fator 0.A variação dos fatores é mostrada nos quadros seguintes: Tipo de equipamento Trator de esteira acima de 400 HP Trator de esteira de 200 a 400 HP Trator de esteiras até 200 HP Obs: Quando utilizado com escarificador.6 0.5 Condições de manutenção Excelente Bom Médio Fraco Nenhum Fator 0.4 0.8 0.7 0.3 0.3 2.1 a 0.6 0.3 Carregadeira de pneus acima de 2.7 0.9 1.0 1.0 1.5 0.5 0.4 0.5 0.0 Tipo de atividade Exploração de minas ou grande obra Obra média Empreiteiro de obra pequena Aluguel para outros Fator 0.2 1.5 2.20 a 5o C Muito frio abaixo de 20o C Fator 1.8 1.8 1.7 0. adicionar 0.0 1.5 0.6 0.3 0.8 0.0 Anos previstos para uso do equipamento Muito quente acima de 35o C Quente 25 a 35 o C Normal 5 a 25o C Frio .8 1.5 0.0 1.3 Horas previstas para uso do Equipamento 2000 4000 6000 8000 10000 12000 16000 20000 Fator 0.2 Motoscraper Motoniveladora Fator 0.3 1.0 1.8m3 Escavadeira hidráulica acima 60t Escavadeira hidráulica de 25 a 60 t Escavadeira hidráulica até 25t Obs: Quando utilizada com quebrador hidráulico adicionar 0.8m3 Carregadeira de pneus até 2.1 1.0 1.8 1.3 61 .

518 0.114 0. e para situações médias de trabalho quanto ao material. FIAT-HITACHI CUSTOS HORÁRIOS ESTIMADOS PARA REPAROS EM GERAL TIPO DE EQUIPAMENTO POT Kw VALOR AQUISIÇÃO R$ FATOR PARA 10.2 1.90 207.62 4.190 0.037 1. para os equipamentos incluídos na amostra.464. onde estes valores podem ser facilmente comparados: 62 .07 4.389 0. de pneus Escav.283 0.00 0.64 8.94 2.518 0.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL 15.414.8 Qualidade do Equipamento Boa Média Pobre Fator 0. considerando a variação dos fatores relativos ao tipo de equipamento.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL 10.0 1.46 5.393.000.30 54.68 8.90 15. apresenta-se estimativa do custo de manutenção.114 0.32 1.266 3.212 0.495 5.907 0.41 2.227 0.610.037 0.0 Turnos de trabalho por dia Fator Leve Média Pesada 1 turno até 5 h 1 turno entre 6 e 9 h 2 ou 3 turnos por dia 0.303 0.30 102. supondo que este deve ser bem operado.56 20.000 h FATOR PARA 15.00 6. não influem no resultado.495 0. Os outros fatores são supostos iguais a 1.518 0.163.43 4.152 0.46 1.000.2 Condições de trabalho do material Leve Médio Pesado Ultra Pesado Fator 0.Qualidade do Operador Excepcional Bom Médio Fraco Fator 0.5 0. calculados segundo os métodos preconizados por cada um dos fabricantes examinados.86 11.46 0.8 1.0 1.9 1.76 34.-hidr.00 1.40 18.. permitiu a construção do quadro a seguir.212 0.907 10.60 395 000.266 0.24 Resumo dos Custos de Manutenção Estimados pelos Fabricantes Os custos horários de manutenção dos tipos de equipamentos considerados na amostragem.93 16.303 0.04 10.73 3.456.8 0.389 0.778 0.11 6.00 168.000 h FATOR PARA 20.18 2.5 No quadro a seguir. portanto . com condições boas de manutenção. vida útil em horas e vida útil anos.648 0.9 1. de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 105.354 0.8 0.19 5.377 0.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL 20. elaborado pelo método FIATHITACHI.96 9.00 128.9 1.60 444.80 166.36 1.000 h Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escav.

b) Material Rodante.08 5.00 5. particularmente.68 4.: Os valores da Komatsu incluem. particularmente.08 8. ao efeito do material existente na superfície do terreno.73 3.. Os fabricantes consideram as seguintes condições fundamentais para definir a provável vida útil do material rodante: a) Impacto . certamente devido à sua grande variação em função do tipo de material a ser trabalhado e das condições em que isso acontece. Níveis de abrasão: ◊ Alto: solos úmidos saturados.36 15.60 4. Pneus e Itens Especiais de Desgaste • Material Rodante A Caterpillar e a Fiat-Hitachi preferem calcular. Os custos com pneus não estão incluídos nos custos de reparos em nenhum caso.18 2.43 3.40 10. Eles podem representar importante parcela dos custos de manutenção de máquinas de esteiras.40 18.95 4. ao efeito das condições do terreno sobre os componentes estruturais da esteira da máquina.86 11.87 3.RESUMO DOS CUSTOS HORÁRIOS DE REPAROS EM GERAL. ◊ Baixa: solos secos ou rocha. O acúmulo de terra nos dentes da roda motriz. com impacto de 150 mm de altura ou mais. grãos angulares ou em ponta. e problemas com ferragens e retenção dos pinos e das buchas. empenamento.96 9. ESTIMADOS PELOS FABRICANTES VIDA ÚTIL 10.000 h CATERPILLAR R$/h KOMATS U R$ / h FIAT HITAC HI R$ / h Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira Pneus Carregadeira Pneus Retro-escavadeira 60 104 228 246 93 78 127 57 3. tais como. etc.50 4.30 4.refere-se. ou seja. mesmo não sendo abrasiva. Níveis de impacto: ◊ Alto: superfícies duras.35 17.32 3.00 1.60 5.00 1.00 8.46 3.00 2.60 9.04 10. deformação.11 6.90 2.000 h TIPO DE EQUIPAMENTO POT kW CATERPILLA R R$/h KOMATS U R$ / h FIAT HITACHI R$ / h VIDA ÚTIL 15. a topografia (trabalhos a meia encosta ou em terrenos inclinados aumentam o desgaste nos lados inferiores dos componentes). os custos estimados para o material rodante.00 6.00 4.20 5. para os equipamentos de esteiras.76 34.80 6. Substancias químicas corrosivas podem afetar 63 . ◊ Médio: superfícies parcialmente penetráveis e impactos de 75-150 mm de altura ◊ Baixo: superfícies completamente penetráveis. com baixa proporção de areia dura. c) Terreno .20 2.70 6.24 Escavadeira Hidráulica 90 Obs. não penetráveis.45 4.40 9.80 11. grãos angulares ou em ponta.90 5.50 16.50 2.704.87 6.29 6. A Caterpillar e a Fiat-Hitachi não incluem o material rodante. ou partículas de rocha.00 7.refere-se.50 1.80 4.95 8.30 5. com baixa proporção de partículas duras. à parte.00 3.46 5. proporcionando apoio total à sapata b) Abrasão .000 h CATERPILLA R R$/h KOMATS U R$ / h FIAT HITACHI R$ / h VIDA ÚTIL 20.50 3. os custos de manutenção do material rodante. pode causar esforço excessivo para seu funcionamento.00 3. ou partículas de lascas de pedra. de esmerilhar os componentes da esteira da máquina. e podem variar.63 5.00 3.80 7. ◊ Médio: solos ligeira ou intermitentemente úmidos.56 20.05 20.96 4.46 1.50 8.62 4.93 16.50 3. rachadura. independentemente dos custos básicos do equipamento.refere-se às outras condições de sua influência.21 7.40 2. angulares ou pontudas.68 5.36 1. com elevada proporção de areia dura.19 5.94 2.41 2.64 8.85 10.07 4.

abrasão e fator Z. curvas fechadas.1 FATOR Z 1.0 0.0 9. Cálculo do Custos com Material Rodante Caterpillar: é feito através de tabela que fornece um fator básico para cada equipamento.uma boa manutenção consiste em observar a tensão correta das esteiras.5 Custo horário do material rodante = 12 (0. D5TSK 330 D3C (todos).alguns hábitos dos operadores podem aumentar o desgaste e o custo das esteiras. etc.80 / h 64 . 312 FATOR BÁSICO 17. de alto impacto. D5 x L. 571.2 0. 953B.3 0.9 = US$ 10. 589. D6LGP.2 Exemplo: Calcular o custo horário de um trator de esteiras modelo D-10N trabalhando em material não abrasivo.1 ABRASÃO A 0.7 3. 317. juntamente com a avaliação periódica do desgaste e a atenção aos serviços recomendados.0 0. D4C (todos).2 0. 322 D4SR 307.os índices de desgaste das esteiras. D5LGP.5 2.5) = 12 x 0. 578. 572. com escória quente e solos congelados representando os extremos. Fator básico Fatores I A Z 12.4 0. (d).4 3. e que é corrigido pelos fatores de correção definidos para as condições de impacto. 963B.0 4.2 5. 320.5 9.2 CATERPILLAR FATORES DE CORREÇÃO ALTO MÉDIO BAIXO IMPACTO I 0. D7 x R 375. D658.4 3. O fator básico corrigido pelas condições de trabalho. D4LG8. d) Operação . com fator Z médio. tais como operação em velocidade alta (especialmente em marcha-ré). enquanto a Fiat-Hitachi considera um fator para cada condição.5 0.1 0. A Caterpillar considera as condições (c).1 + 0.0 2. 939 325 315. D6XL e D6 x R 350 D5.3 + 0.4 6. D5C (todos).3 0. correções constantes de direção e permissão da patinagem das esteiras. 5080 D6.5 12. 933 (todos). e (e) como um fator Z do meio ambiente em que a máquina trabalha.3 5. D4TSK. em US$. sua limpeza diária quando o material abranger materiais adesivos. dá o valor horário da despesa com o material rodante.0 6. D7LGP D7.0 8. CATERPILLAR FATORES BÁSICOS DO MATERIAL RODANTE MODELO DO EQUIPAMENTO D11N D10N D9R D8N 973. E a temperatura pode exercer sua influência. e) Manutenção .5 8. 311.

sua equipe de manutenção é boa e sua operação é mediana. e que é corrigido pelos fatores definidos para as condições de impacto. versão LGP.2 1.4 0.20% 2.10% 1. modelo FD175.40% 1.2 0.2 TERRENO MANUTENÇÃO 0.4 0.55% 2. adicionar 25% ao custo horário calculado.2 2. sabendo-se que irá trabalhar em material argiloso.55% 0.000 65 .4 0.4 0.85% 1.44 / h 1. abrasão média.Fiat-Hitachi: o cálculo dos custos com o material rodante é feito pela através da tabela que fornece um índice. FATORES CONDICIONANTES DO MATERIAL RODANTE ITENS ALTO MÉDIO BAIXO IMPACTO 0.1 0.1 Exemplo: Calcular o custo horário estimado de um trator de esteiras.95% 2. expresso em porcentagem do preço do equipamento novo. abrasão. Fatores Condicionantes Impacto Abrasão Terreno Manutenção Operação Soma ÍNDICE BÁSICO DA TABELA 2.4 0. O preço do equipamento é de $ 90. de baixo impacto.UBI) TIPO DE EQUIPAMENTO DE ESTEIRAS FD-30C (Trator de esteiras 257 kw) FD-20 (Trator de esteiras 169 kw) FD-175 (Trator de esteiras 123 kw) FD-145 (Trator de esteiras 93 kw) FL-20 (carregadeira de esteiras) FL-175 (carregadeira de esteiras 125 kw) FL-145 (carregadeira de esteiras 94 kw) FL-55 (carregadeira de esteiras 37 kw) FH-400 (escavadeira 213 kw) FH-300 (escavadeira 149 kw) FH-220 (escavadeira 116 kw) FH-200 (escavadeira 93 kw) FH-150 (escavadeira 71 kw) FH-130 (escavadeira 63 kw) ÍNDICE BÁSICO 1.20% 3.4 0. manutenção e operador.25 -----------------------------------.2 0.8 0.2 x 1. FIAT-HITACHI ÍNDICES BÁSICOS DO MATERIAL RODANTE (Undercarriage Basic Index .65% 2.05% Obs.65% 2.6 0. mas em área com algumas inclinações.00.45% 1.8 0.000.00% 2.1 ABRASÃO 0.: Para o tipo de esteiras LGP (Low Ground Pressure).000 x 1.1 OPERADOR 0.4 0.2 0.1 0.70% 3.00% 2. cujo valor é dividido por 1000.55% x 90.= $ 3. condições de terreno.

000 Fiat Caterpillar Komatsu Fiat Caterpillar Komatsu Fiat Hitachi Hitachi Hitachi 4.000 3. propulsora). e são apresentados para os pneus comumente fabricados para a operação em máquinas de construção. devido à grande variação de consumo em função do material a ser trabalhado e das condições em que o serviço será realizado. ou à utilização de pneus especiais. devido à abrasão. Sua vida útil depende das condições da superfície onde trafega. desgaste normal em toda a banda de rodagem.000 3. para a estimativa de suas vidas. das cargas (recomendada ou com sobrecarga) que transporta.000 1. CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS PNEUS (VIDA ÚTIL EM HORAS) TIPO DE EQUIPAMENTO LEVE Caterpillar Komatsu MÉDIO PESADO Motoscraper Carregadeira de pneus Motoniveladora 3.000 3.000 6. dentes de caçamba.000 3.500 O custo horário relativo a pneus é calculado pela fórmula: N x Pu Custo Horário = VUpn x VUeq VUeq . ao final de sua vida.000 3.000 a 6. etc.• Pneus Os pneus representam parte importante do custo horário de qualquer máquina que os utiliza.000 500 a 1. a Komatsu e a Fiat-Hitachi consideram separadamente essa parcela.000 1.000 1. enquanto outros falham prematuramente devido a cortes e rasgos causados por pedras e perfurações irreparáveis e condições pesadas são aquelas em que é mínimo o número de pneus com desgaste total da banda de rodagem antes de ser descartado.000 a 4.000 a 5.000 a 2. em horas: 66 .000 3.000 3. onde N = Número de pneus da máquina Pu = Preço unitário do pneu VUeq = Vida útil do equipamento VUpn = Vida útil do pneu • Itens Especiais de Desgaste Representam os gastos com cantos de lâmina.000 1.500 a 3. Condições leves de trabalho são aquelas em que quase todos os pneus apresentam.000 1. condições médias são aquelas em que existe o desgaste normal de alguns pneus.000 1. da velocidade máxima utilizada. A Caterpillar.000 2.500 a 2. Os valores apresentados para a vida útil dos pneus são baseados em condições de operação leves.000 4. da posição em que se encontra (roda traseira. Elas solicitam que os seus representantes sejam contactados para aconselhar a maneira mais econômica de conduzir esses serviços Em linhas gerais. revestimento de escarificadores. a orientação sobre eles é a seguinte.000 500 a 2.000 500 a 1. bordas cortantes. e dos cuidados empregados na sua manutenção. sem levar em consideração possível aumento de vida devido à recauchutagem. dianteira.VUpn .000 1. médias e pesadas. das curvas e rampas existentes em seu caminho.500 3.000 3. geralmente devido a cortes causados por pedras.

000 1.000 500 1.42 / h 67 .000 2.500 a 2.000 CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO MÉDIA 50 a 150 3.000 150 a 300 1.25 = US$ 0.000 1.000 500 15 a 50 1.000 PESADA 15 a 50 1.22/h = US$ 0.42 + 0.pontas Revestimento protetor do porta pontas Trator de esteiras Cantos de Lâmina Lâmina Carregadeira Dente de caçamba lateral Dente de caçamba central Bordas cortantes Motoscraper Bordas Cortantes Motoniveladoras Dente do Escarificador Bordas cortantes Escavadeiras Lâmina Dentes de caçamba 150 a 300 7.000 1.00 cada •Pontas: = 250 3 a US$ 55. 50 •Vida útil da ponta: = = 250 h de operação do trator 0.000 200 100 Exemplo: Calcular o custo horário total de itens especiais de desgaste para um trator de esteiras equipado com um ripper de 3 porta-pontas e um “bulldozer” reto.500 a 5.000 1.000 500 100 200 1.22 + 0.500 a 2.89 / h = US$ 0.20 •Vida útil do revestimento protetor do porta-pontas = 3 x 250 = 750 h de operação do trator •Vida útil da borda cortante = 500 h de operação do trator 3 a US$ 35.000 50 a 150 2.000 1.500 150 a 300 3.VIDA ÚTIL PREVISTA EM HORAS ITEM ESPECIAL DE DESGASTE LEVE Trator de Esteiras Ripper pontas (unhas) Porta .25/h = US$ 0. e a vida útil estimada da ponta é de 50 horas e a vida útil estimada da borda cortante é de 500 h. supondo-se que irá trabalhar cerca de 20% do tempo total de operação do trator com o ripper.000 2.000 1.000 a 10.000 450 a 1.000 2.500 300 800 100 300 1.500 4.00 cada •Protetores de porta pontas = 750 US$ 125 •Bordas cortantes: = 500 •Total = 0.

50 0.90 0.90 0.80 0. de LARC (Microflex) c/ cav.80 0.60 1.00 0.60 0. Equip.60 0.50 0.30 0. é possível estabelecer parâmetros de custo de manutenção para outros equipamentos.80 0.90 0.70 0.50 0.60 0.50 0.70 0.50 0.80 0.50 0.80 0.50 0.00 0.80 0.70 0.70 0.50 0.90 0.50 0.70 1.70 0.70 0.80 0.guarda -corpo Fábrica de pré-moldados para pavimentação Fábrica de tubos de concreto Fresadora Furadeira elétrica de impacto Fusor Gerica Grade de disco Coef.mourão Fábrica de pré-moldados .80 0.balizador Fábrica de pré-moldados . Rolo tandem estático Rolo tandem vibratório Seladora de juntas Serra de juntas Serra circular Serra de disco diamantada para junta Soquete vibratório Talha de guincho Tanque de estocagem de asfalto Texturizadora e lançadora c/estação meteorológica Transformador de solda Trator agrícola (de pneus) Tratores de esteira acima de 200 kW Tratores de esteira até 200 kW Tripé / Sonda com motor Usina de asfalto a quente Usina misturadora de solos Usina pré-misturado a frio Vassoura mecânica para varredura com aspirador Vassoura mecânica rebocável Veículo leve “Pick-up” ( caminhonete) Coef.70 0.80 0.80 0.80 0.80 0.50 0.90 0.90 0.60 0. K 0.70 0.80 0.80 0.90 0.70 0.70 0.80 0.80 0. e o coeficiente K representa a necessidade de maior ou menor custo de manutenção.80 0.c) Custos de Manutenção Para os Demais Equipamentos Os equipamentos que foram estudados formam um grupo importante na obtenção dos custos dos serviços rodoviários.90 0.80 0.50 0.70 0.70 0.50 0.70 0.70 0.90 0.90 0.70 0.60 68 TIPO DE EQUIPAMENTO Máquina universal para corte de chapa Martelete rompedor 28 a 33kg Martelo perfurador rompedor Microtrator com roçadeira Moto-serra Motoniveladora Motoscraper Perfuratriz de esteira “Crawler-drill” Perfuratriz manual Placa vibratória com motor diesel Prensa excêntrica Régua vibratória Retroescavadeira Roçadeira em trator de pneus Roçadeira em micro-trator Roçadeira mecânica Rolo compactador autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus autopropulsor Rolo compactador estático de pneus Rolo compactador pé-de-carneiro “tamping” Rolo compactador pé-de-carneiro auto-vib.80 0. distr.80 0.60 0. levando em consideração a relação que deve existir entre sua vida útil e o coeficiente K.80 0.70 1.80 0.80 0. para a produção do serviço. K 0. mec.80 0. distribuidor de lama asfáltica em caminhão Equipamento para hidrosemeadura Escavadeira hidráulica Esmerilhadeira de disco Espalhadora de concreto Estabilizadora e recicladora a frio Fábrica de pré-moldados .70 0.60 0.60 0. A tabela adiante apresentada mostra os novos valores de K adotados pelo SICRO2: TIPO DE EQUIPAMENTO Acabadora de concreto com forma deslizante Aplicador de material termoplástico por extrusão Aquecedor de fluido térmico Bate estacas de gravidade Betoneira Caldeira de asfalto rebocável Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão betoneira Caminhão carroceria Caminhão tanque Campânula de ar comprimido Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus c/ vassoura Carrinho de mão Cavalo-mecânico com reboque Central de concreto Chata 25m3 com rebocador Compressor de ar Compressor de ar para pintura com filtro Conjunto de britagem Conjunto moto bomba Distribuidor de agregados autopropulsor Distribuidor de agregados rebocável Distribuidor de asfalto em caminhão Draga de sucção para extração de areia Equip.70 0. Com base nesse estudo. Para a maioria dos equipamentos.50 0.80 .70 0.00 0. a vida útil deve ser considerada entorno de 10 000h.70 0.50 0.

geralmente.80 0.90 Para instalações industriais e caminhões. são: • Nos conjuntos de britagem: mandíbulas e revestimento de britadores. Estes equipamentos. é necessário fazer.TIPO DE EQUIPAMENTO Grupo gerador Guilhotina Jateadora de areia Lixadeira Máquina p/pintura demarcação de faixas autopr. como materiais de consumo.90 Vibro-acabadora de asfalto 0. geralmente. Sua vida útil é estimada. mais comuns. • Caminhões Os caminhões têm sua vida útil estimada.60 Vibrador para concreto de imersão 0. por isso.11 Total 6. em 15 000 h.80 0. O SICRO2 considera o coeficiente K = 0.92 Outras comparações foram feitas com dados obtidos da publicação especializada “Revista M&T”.50 Veículo leves . têm custo de manutenção maior que as usinas de solos ou pré-misturado a frio. K 0. as seguintes observações: • Instalações industriais As instalações industriais. com 3° eixo.80 para os demais veículos. usinas de solos e usinas de prémisturado a frio. Máquina para pintura de faixa a quente Coef. e suas respectivas peças desgaste de alto consumo. Custo Horário de Manutenção (R$/h) Itens Concessionária SICRO2 Reparos 2.90 para caminhões basculantes e cavalos-mecânicos e K = 0.02 7. em 10 000 h .13 Cabe ainda observar. porta-dentes e seu apoio. 69 . usinas de asfalto a quente.67 Total 7.50 0. seus custos não estão incluídos no valor do coeficiente K. que existem equipamentos com grande consumo de peças especiais de desgaste e.03 Pneus 1. com o que resulta da aplicação da metodologia do SICRO2 para caminhão basculante de 15t. devido ao trabalho em alta temperatura.14 6. (valores de julho de 1996). A adequação destes coeficientes foi confirmada pela comparação do valor obtido em concessionária autorizada pelo fabricante para o custo horário de manutenção do caminhão basculante Mercedes Benz LK1618/42. TIPO DE EQUIPAMENTO K 0. encontradas em canteiros de obras rodoviárias são: conjuntos de britagem. que fornece os seguintes valores para o caminhão basculante de 5m³: Custo Horário de Manutenção (R$/h) Itens Revista M&T SICRO2 Reparos 5.80 Coef. em torno de 160°C.automóvel até 100hp 0. As usinas de asfalto a quente.35 Pneus 4. que trabalham na temperatura ambiente. ainda.50 0. • Nas fresadoras a frio: dentes de corte. mas são computados diretamente nas composições.

21 0.5 0.15 0.20 0.16 0.22 0.4 96 99 93 10.10 0.5 55 59 6. para os tipos de equipamentos selecionados.10 0.0 10.5 70 .5 13.11 0. No quadro a seguir.4 9.16 0.11 0.5 295 35.17 0.07 0.0 9.11 0.16 0.0 22.17 0.12 0.14 0.23 0.3 Custos de Operação a) Combustível Os fabricantes fornecem índices de consumo horário de combustível para três condições de carga do motor: baixo.5 25.4 50.3 9.15 0.0 19. • Nas perfuratrizes manuais: brocas.20 0.16 0.0 10.12 0.14 0.3 7.13 0.5 6.5 33.15 0.0 17.10 0.22 0.19 0.19 0.12 0.5 20.09 0.13 0.13 0.09 0.2 64.22 0.09 0.21 0.16 0.14 0.18 0.12 13.9 20.5 44.9 93 93 103 12.0 18. mostram .5 13. luvas.se os valores estimados pelos fabricantes.5 11.5 15.5 25.15 212 225 169 25.12 0.14 0.16 0.11 0.23 0.0 11.13 0.12 0.19 0.0 12.5 15.0 20.5 10.16 0.5 20.13 0.11 0.0 36.5 25. TIPO DE EQUIPAMENTO POT. (kw) CONSUMO DE COMBUSTÍVEL ESTIMADO EM l/h e (l/h/Kw) l/h BAIXO l/h/Kw l/h MÉDIO l/h/Kw l/h ALTO l/h/Kw Trator de esteiras D-4E Caterpillar Trator de esteira D-37E-5 Komatsu MÉDIA Trator de esteira D-6-D Caterpillar Trator de esteiras D-60 e 8E Komatsu Trator de esteiras FD-175 MÉDIA Trator de esteiras D-8N Trator de esteiras D155AX-3 Trator de esteiras FD-20 MÉDIA Motoscraper 621F Caterpillar MÉDIA Motoniveladora 120 HGT Motoniveladora GD-510 R-1 Komatsu Motoniveladora FG75A Fiat-Hitachi MÉDIA Carregadeira de pneus 930T Caterpillar Carregadeira de pneus 180-3 Komatsu Carregadeira de pneus FR-100 S MÉDIA Carregadeira de pneus 950F Caterpillar Carregadeira de pneus WA 320-3 Komatsu Carregadeira de pneus FR-160 MÉDIA Retro-escavadeira 416B Caterpillar Retro-escavadeira PC-100 Komatsu MÉDIA Escavadeira 320 Caterpillar Escavadeira PC-200-6 Komatsu Escavadeira FH-350 S MÉDIA 60 60 104 123 123 7.0 `16.12 0.21 0.5 45.3. médio e alto.5 10.19 0.0 19.2.14 0.0 34.16 0.2 11.0 9.12 0.5 26.2 7.17 0.18 0.18 0.5 78 82 86 8.14 0.22 0.3 5.8 15.08 0.21 0. 4.20 0.3 18.5 0.16 `0.21 0.17 0.16 0.19 0.11 0.22 0.5 26.0 14.• Nas estabilizadoras e recicladoras: bits e porta-bits.10 11.0 14.16 0.11 0.5 8.15 0.12 0.3 13.22 0.1 10.1 15.5 0.5 13.0 18.22 0.16 0. punhos e coroas.5 14.14 0.14 0.16 0.0 18.3 9.11 0.10 0.12 0.12 0.8 23.12 0.0 13.7 14.20 0.10 0. • Nas perfuratrizes sobre esteiras: hastes.17 0.21 0.0 127 121 139 13.0 20.18 0.10 0.

“motoscrapers” e motoniveladoras 0.Os consumos horários de combustível por kw são muito variáveis. escarificação.30 l/kw/h Veículos a álcool 0. ou isto não ser possível devido a constante manobras. as taxas de consumo adotadas são as seguintes: EQUIPAMENTO SICRO2 l/kw/h Veículos a gasolina 0. espalhamento de aterro e de mistura em estrada. com freqüentes períodos de marcha lenta Fator de carga Baixo Fator de carga Alto Escarificação contínua.ré. material de base. etc. Motoniveladora leve. reboque de scrapers ou de percurso sem carga e numerosas operações de carregamento por empuxo. às condições leve. Isso porque. com diminuição sensível da aceleração. de cada um dos tipos de equipamento acima. transportes ou trabalho no ciclo básico. Pouca ou nenhuma marcha lenta ou percursos de marcha-à. seus valores médios são considerados apenas estimativa dos fabricantes. quando se verifica o quadro acima. Manutenção rodoviária média. Os fabricantes fornecem um guia para explicar variações do fator de carga do motor. Acabamento. média e severa que influem na vida útil do equipamento. mas distâncias de considerável em marcha lenta. manutenção rodoviária pesada. valores esses que incluem as despesas com lubrificantes s filtros: EQUIPAMENTO SICRO2 l/kw/h Tratores de esteiras. bate estacas e grupo geradores 0. elétricos ou a álcool. inversão de marcha ou deslocamento sem carga. não corresponde. Tempo Operação constante.20 l/kw/h Equipamento elétricos 0. conforme o tipo de equipamento. em função dos serviços que realizam: Fator de carga Médio Trator de Esteira Tempo considerável em marcha lenta Produção de lâmina. Condições contínuas de alta resistência total com ciclos constantes Operação constante no ciclo básico da carregadeira.15 Demais equipamentos 0. Motoscraper Uso médio com longos períodos em Uso típico em construção de estradas marcha lenta ou rampas favoráveis com baixa resistência ao rolamento e material de fácil carregamento Carregadeira de pneus Serviços gerais leves. trabalho de Valetamento.22 Caminhão e veículos em geral 0. algumas vezes.20 Para os equipamentos a gasolina. o SICRO2 adotou as seguintes taxas de consumo específico de combustíveis. ou na sua manutenção. o trabalho que realiza em cada hora poderá exigir maior tempo de aceleração próxima do máximo. manutenção tráfego em estradas. escarificação. resta observar que a variação de consumo de combustível para as condições de fator de carga baixo. Assim. médio e alto. nota-se que os consumos previstos variam. Alguma marcha lenta e alguns percursos sem carga.20 l/kw/h Demais equipamentos a gasolina 0. Com base em pesquisas em Manuais de Fabricantes e Revistas Técnicas especializadas. também. Entretanto.85 kwh/kw Finalmente. um trator de esteiras 71 .24 Compressores de ar. carregamento de vai e vem por empuxo e trabalho de lâmina em declives. Retro-escavadeira e Escavadeira Hidráulicas Serviços gerais com ciclos Trabalhos gerais com ciclos normais em Trabalhos de produção com ciclos longos intermitentes em aplicações leves e aplicações médias ou com a utilização de ferramentas de fluxo médias contínuo.

15 l/HP .002 x 6 x 0.002 l/HP . optou-se em considerar para os equipamentos.010 0. e portanto.óleos lubrificantes 0.24128 0. a seguir.006 . ao consumo horário do combustível.óleo diesel 0.15 . encontramos os seguintes parâmetros: . de 1 a 3% do custo horário total do equipamento.5 = 0.002 l x 5= 0.óleos lubrificantes 0.filtros 0.trabalhando com lâmina cheia em material de 1ª categoria. mas de alto consumo de combustível. É como faz o SICRO2. • preço do óleo lubrificante médio igual a 6 vezes o do óleo diesel ou 5 vezes o da gasolina. exemplo teórico do procedimento metodológico utilizado para estimativa dos custos de lubrificantes e filtros em função do custo do combustível. assim. Sejam os seguintes consumos médios: .225 0. somente um consumo médio de combustível.001 kg/HP .012 .002 l x 6= 0. com precisão razoável.graxa 0.180 x 1. Apresenta-se.180 gasolina óleos lubrificantes graxas total 0.010 0. e para motores a gasolina. para incluir as despesas de óleos lubrificantes e filtros. b) Filtros e Lubrificantes Esta parcela representa. A determinação de seu valor pode ser referida. c) Mão-de-Obra de Operação A mão-de-obra de operação.óleo diesel 0.32842 O SICRO2 adota. • despesa horária com filtros corresponde a 50% da despesa com óleo lubrificante. que adota as seguintes simplificações. esse trator de esteiras trabalhando em terreno irregular. acréscimo de 10%. Assim.0126 .gasolina 0. como o fundo de um corte rochoso. tem condição de trabalho que não é pesada para sua estrutura. mas consumo de combustível que não é alto.245 x 1. Do mesmo modo. tem condição de trabalho que é severa para sua estrutura.total 0. acréscimo de 20% sobre o custo de combustível.34044 = 0. para considerar os custos de lubrificantes e filtros: • preço médio único para todos os óleos lubrificantes utilizados. para os motores a óleo diesel. na maioria dos casos. para sua vida útil. • preço unitário da graxa igual ao dobro do óleo lubrificante. foi classificada em diversas categorias. do que da aceleração da máquina. função da potência do motor.245 0.graxa 0.001 x 5 x 2= Transformando em consumo por Kw: Diesel Gasolina 0.34044 = 0. de acordo com a complexidade dos equipamentos em que 72 .001 x 6 x 2= 0. constituída por motoristas e operadores de equipamentos.225 l/HP Considerando o preço do combustível como referência. porque exige mais da habilidade do operador.

com vassoura aspiradora Cavalo mecânico com reboque Operador de Máquina Leve 2 • • • • • • • • • • • • Bate estaca Betoneira Bomba de concreto Compactador Compressor Grupo gerador Micro trator com roçadeira Perfuratriz de esteira Transformador de solda Trator de pneus Trator de pneus com roçadeira Tripé de sonda No custo horário da mão-de obra de operação devem ser incluídos o salário horário dos motoristas e operadores.mão-de-obra e equipamentos .que requerem uma série de cálculos preliminares. (O sistema de coleta de preço dispõe de recursos para transformar preços referentes a unidades de acondicionamento comercial para unidades técnicas. desde que satisfaçam às seguintes condições: • se refiram a preços para condições de pagamento à vista. os preços de aquisição dos materiais levantados pelo sistema de coleta são empregados diretamente nas composições de custo. 4. • contenham toda a carga tributária que sobre eles incide. equipado com guindaste Caminhão pipa Caminhão tanque Operador de Máquinas Especiais • • • • • • • • • • • • • • • • • • Acabadora de concreto Central de concreto Conjunto de britagem Demarcadora de faixa Distribuidora de concreto Equipamento p/ lama asfáltica Escavadeira de esteiras Espalhadora de concreto Extrusora Fresadora de pavimento Guindaste sobre pneus Motoniveladora Usina de asfalto Usina de reciclagem Usina misturadora de solos Vibro-acabadora Aplicadora material termoplástico por extrusão Distribuidor lama asfáltica ruptura contr. • expressem o preço relativo à mesma unidade de medida em que é empregado na composição de custo.2 . a fim de que seus valores de mercado possam ser utilizados no cômputo dos custos de obras e serviços. quando necessário) 73 . conforme descrito no item 4. os encargos sociais e o adicional à mão de obra. em cavalo mecânico Motorista de veículos especiais • • • Caminhão betoneira Cam.atua e com as diferentes escalas salariais praticadas no mercado de trabalho.1.3 MATERIAIS Ao contrário dos demais insumos . conforme Quadro a seguir: Categorias Profissionais da Mão-de-obra de Operação Motorista de veículos leves • • Automóvel até 100 HP Veículo caminhonete Operador Máquinas Leves 1 • • • • • • • • • • • • Jateadora de areia Régua vibratória de concreto Martelete Moto serra Placa vibratória Seladora de junta Roçadeira manual Serra de disco Serra de junta de concreto Soquete vibratório Texturizadora e lançadora de concreto Vibrador de imersão Operador de Máquina Pesada • • • • • • • • Carregadeira de pneus Chata com rebocador Distribuidor de agregado Draga de sucção Hidrosemeadora Motoscraper Retroescavadeira de pneus Trator de esteira Motorista de caminhão • • • • • • • Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão carroceria Caminhão distribuidor de asfalto Cam.Encargos Sociais.

3. para levar em conta o custo desse deslocamento.4. 4. que comercializem regularmente os materiais pesquisados e que sejam expressivos para o comércio local. são coletadas informações de preço para cada material. levantados pelo sistema de coleta. São considerados como informantes os estabelecimentos comerciais credenciados.3 MATERIAIS BETUMINOSOS Ao ser editado o presente manual. O engenheiro de custos.3. deverá utilizar composições de transporte comercial.2 CUSTO DOS MATERIAIS POSTOS NA OBRA Os preços dos materiais.1 PREÇOS LOCAIS E PREÇOS REGIONAIS Nos estados onde se realizam pesquisas. 74 . preferencialmente atuando no comércio atacadista. ao elaborar um orçamento específico. em pelo menos três estabelecimentos. 4. estava em vigor a Instrução de Serviço no 9 de 22/07/03. As Emulsões continuam com fornecimento a cargo das empresas contratadas. para uso genérico e não para o caso de qualquer obra em particular. uma vez que estes se destinam à inclusão nas tabelas do SICRO2. que trata do fornecimento de Cimentos Asfálticos e Asfaltos Diluídos pelo DNIT. não incluem fretes para seu transporte até o local da obra. será considerado o preço unitário estimado para a região.3. Para os estados onde não seja possível a pesquisa de um item.

tem que levar em conta o conjunto de circunstâncias que caracterizam o meio onde seu emprego está sendo cogitado.Para os fins desta Lei. cada composição reflete uma opção tecnológica. os : • Serviços de Conservação Rodoviária. em termos de mãode-obra. as condições climáticas da região onde se localiza a obra e a logística do empreendimento. impondo-se. a obra rodoviária projetada estará completa e acabada.define. conservação. desempenhar o papel instrumental esperado nos procedimentos de planejamento e de orçamento da obra. montagem. Essa tarefa implica. tais como: demolição.5 TECNOLOGIA DE CONSTRUÇÃO 5.Serviço . Como tal. instalação.toda construção.. uma solução de compromisso. de 21 de junho de 1993 . a seleção da tecnologia de execução a ser empregada para a realização de cada um dos serviços que compõem a obra. considera-se: I . conserto. reparação. 75 . é necessário definir qualitativa e quantitativamente os insumos. ditada pelo bom senso. reforma. Para esse fim. em primeiro lugar. cuja soma corresponde ao Custo Direto da Obra. utilizada para descrever o resultado físico que é obtido através da realização de um conjunto de serviços ou atividades. manutenção. transporte. é necessário ter em mente alguns princípios. 6o . publicidade.1 PRINCÍPIOS QUE REGEM A MONTAGEM DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS Ao se elaborar uma composição de serviço.Lei No. 5. elaborar sua composição. fabricação.Obra . como se segue. realizada por execução direta ou indireta. na maior parte dos casos. será feita sempre com vista a conciliar dois objetivos: eleger a melhor técnica de execução com maior economicidade. as distâncias de transporte previstas.” Na Engenharia. ou seja.. a expressão “obra” é. À atividade de orçamento cabe estimar os custos de todos esses serviços. equipamentos e materiais. . os conceitos de “obra” e “serviço”: “ . A seleção da tecnologia. o elenco qualitativo e quantitativo de mão-de-obra e de equipamentos de que se poderá dispor. realizados todos eles.. o cronograma da obra.toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração. por ter sido corretamente concebida. É necessário esclarecer que nem sempre tais objetivos são convergentes.. operação.2 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS As atividades de projeto e planejamento devem traduzir a obra em um elenco de serviços. Neste manual. • Obras de Restauração Rodoviária.666. Art. seguro ou trabalhos técnico-profissionais. são consideradas obras as : • Obras de Construção Rodoviária. de modo que esta possa.2. locação de bens. adaptação. necessários à realização de uma unidade de cada um desses serviços. e. recuperação ou ampliação. que é função do planejamento da obra. 5. freqüentemente. de tal forma que. dentre as quais não podem ser omitidos: as especificações e as quantidades dos serviços a realizar contidos no Projeto Final de Engenharia. 8. Assim. com respectivas quantidades e unidades de medida. • Obras de Sinalização Rodoviária. Como serviço. as características dos materiais naturais a serem trabalhados. sujeita às condicionantes acima. II .1 INTRODUÇÃO O Estatuto das Licitações .

5. que mesmo dispondo do acervo de informações técnicas e operacionais sobre a maior parte dos equipamentos utilizados correntemente. que marca o início de um novo ciclo. O mesmo procedimento 76 .2. Da mesma maneira. será calculada sua produção horária. ou seja. bem como o tempo total do ciclo. Isso é usualmente denominado otimização do equilíbrio interno da patrulha. Entende-se por ciclo o conjunto de ações ou movimentos que o equipamento realiza desde sua partida.O primeiro ponto a ser observado é a adequação tecnológica da composição. Em primeiro lugar. de uma determinada situação. que o SICRO2 coloca à sua disposição. durante o qual o equipamento em questão realiza certa quantidade de serviço. nas condições em que trabalha. 5. bem como para calcular a produção da própria patrulha. até seu retorno a uma situação semelhante.representa a incidência desse equipamento na composição. Decorre daí. o equilíbrio se dá sempre em torno do equipamento eleito como principal ou que comandará o ritmo da patrulha. Em termos práticos. e seu inverso . Selecionado o equipamento principal e conhecidos a produção que este realiza durante um ciclo. se obterá sempre maior economicidade no trabalho da patrulha quando o equipamento escolhido para comandar seu ritmo for aquele de maior custo horário. é preciso saber que tipos de equipamentos devem ser reunidos para realizar determinada tarefa. conforme se esclareceu acima. a atenção deve se voltar para o dimensionamento desses recursos. Em vista disso. O tempo decorrido entre as duas situações é denominado “duração do ciclo” ou “tempo total do ciclo”.2 CICLO DOS EQUIPAMENTOS Os equipamentos. que é a quantidade de determinado insumo. Finalmente. que tire o melhor partido das capacidades individuais.3 EQUILÍBRIO DAS EQUIPES MECÂNICAS OU PATRULHAS Promover o equilíbrio de uma patrulha de equipamentos é a atividade que consiste em selecionar seus componentes e dimensionar a quantidade de cada um deles. remetendo a questão à escolha da tecnologia mais adequada. Uma vez que a tecnologia tenha sido corretamente selecionada. Do fato de ter cada um desses equipamentos. o mais comum é que se disponham de várias opções.horas efetivas de operação por unidade de serviço . realizam operações repetitivas. com ênfase nos equipamentos. resulta a necessidade de se dimensionar a quantidade dos diferentes tipos de equipamentos de forma a maximizar a produção da patrulha. A "produção efetiva" traduz a quantidade de serviço produzido pelo equipamento por hora de operação efetiva. Note-se que nem sempre este problema oferece uma única solução. As considerações até aqui tecidas mostram que qualquer composição de serviço está indissociavelmente relacionada com o conjunto de condições sob as quais tais serviços serão executados. a incidência da mão-de-obra e dos materiais é determinada a partir da quantidade desses insumos necessária para a produção de uma unidade de serviço. A quantificação do serviço realizado durante um ciclo e seu tempo total de duração são elementos fundamentais para a determinação da produção horária do equipamento. Cabe observar que ao se montar uma composição de serviço será sempre necessário ajustar incidências em função das relações entre as respectivas "produções efetivas". o Engenheiro de Custos jamais poderá abrir mão de sua experiência e sensibilidade ao se ocupar com a elaboração de composições de serviços.2. uma determinada produção efetiva. que trabalham em conjunto constituindo o que usualmente se denomina equipe mecânica ou patrulha. necessária à realização de uma unidade de produção. ou seja. Na maior parte dos casos. figurando os demais como seus coadjuvantes. para dimensionar e equilibrar o restante dos equipamentos que com ele formam patrulha. trabalham em ciclos. um terceiro ponto a ser observado é o que se refere à determinação da incidência dos insumos na composição. em geral. que determina um intervalo. os serviços de construção são realizados por grupos de equipamentos de diferentes tipos. de tal forma que a harmonia do conjunto resulte numa produção otimizada.

há ainda que considerar.3.1 MÉTODO TEÓRICO O método teórico para determinação da produção de uma equipe mecânica parte do princípio de que esta será sempre igual à produção do seu equipamento principal. Não se consideram os outros custos. pois se admite que estes ocorram somente ao longo da vida útil. 5. o custo horário operativo é calculado somando-se os custos horários de depreciação. Matematicamente. Na hora improdutiva. operação. aguardando que o equipamento que comanda a equipe permitalhe operar. o equipamento está operando normalmente. apenas seus resultados devem ser periodicamente verificados por comparação com dados levantados no campo. A outra parcela poderá ser acrescentada na fase do orçamento pelo Engenheiro de Custos. a improdutividade aparece quando se compara a produção horária da equipe com a dos equipamentos individuais. Pelo que foi exposto até aqui. Até aqui. que o DNIT implante um plano de pesquisas de campo. É recomendável. O coeficiente de utilização produtivo é o quociente de divisão da produção da equipe pela produção de cada tipo de equipamento e é sempre menor ou igual a 1. ao compor os custos dos itens de serviço. pode-se depreender que sua quantificação só é possível quando se estuda caso a caso. O coeficiente de utilização improdutiva é obtido por diferença. Em conseqüência desses conceitos. na composição dos custos dos itens de serviço. A própria forma como a 77 . Durante a hora operativa. que implicam medições feitas diretamente no campo. o equipamento está parado.4 TEMPO OPERATIVO E TEMPO IMPRODUTIVO Os conceitos e o modelo matemático adotados no cálculo dos preços unitários consideram dois períodos de tempo diferentes na atuação dos equipamentos: a hora operativa e a hora improdutiva.2. Fazendo-se as relações entre a produção horária do equipamento principal e a dos demais.3 PRODUÇÃO DAS EQUIPES MECÂNICAS A produção das equipes mecânicas corresponde sempre à de seu equipamento principal devido ao próprio princípio através do qual as patrulhas são compostas. manutenção e mão-de-obra. 5. Esses levantamentos servirão como aferidores e balizadores dos resultados obtidos teoricamente. entretanto. pois ela é inteiramente condicionada pela maneira como se pretende conduzir cada frente de serviço. notadamente a ocorrência de chuvas. O custo horário improdutivo é igual ao custo horário da mão-de-obra. garantindo assim a validade de seus valores e permitindo adquirir maior sensibilidade para as possíveis variações devidas a particularidades das condições em que os serviços são realizados.será adotado para cálculo da produção horária dos demais componentes da patrulha. Assim sendo. Esta produção pode ser determinada por métodos teóricos. para valores inteiros. O método teórico pela sua facilidade e praticidade não deve ser abandonado. 5. com relação aos tempos improdutivos dos equipamentos. diante das condições particulares de cada obra. que levam em conta as características de catálogo do equipamento ou por meio de métodos empíricos. com o motor desligado. a incidência dos tempos improdutivos devidos as condições climáticas. Na fase de orçamento. com vistas a levantar dados de produção em condições reais de execução. expressa em horas operativas. as Composições de Serviços contidas no SICRO2 incluem somente o tempo improdutivo correspondente ao dimensionamento das patrulhas. a quantidade destes será estabelecida como resultado destes quocientes. sujeito às restrições que são levadas em conta quando se aplica o fator eficiência. as informações do SICRO2 relativas às produções de equipes mecânicas foram geradas pelo método teórico. arredondados sempre a maior.

80 . é calculada através de fórmulas específicas para cada tipo de equipamento. levam em conta uma série de variáveis intervenientes.O fator de conversão é a relação entre o volume do material para o qual está sendo calculado o custo unitário e o volume do mesmo material que está sendo manuseado.57 • Fator de Carga . para que sejam levados em consideração os tempos gastos em alterações de serviço ou deslocamentos. Foram adotados os seguintes valores: . cuja finalidade é de adaptar os resultados às condições reais em que os serviços são realizados.0 / Categoria: FC = 1. Usualmente são empregados os seguintes fatores de correção: • Fator de Eficiência • Fator de Conversão • Fator de Carga Referidos fatores comportam as seguintes considerações: • Fator de Eficiência . conhecendo-se a produção horária do equipamento principal. Estas planilhas encontram-se junto às respectivas composições de custos unitários. Estas.39 = 0. apresentadas nos Volumes 2 a 7 deste Manual. será estimada a produção efetiva de 50 minutos. O conjunto de fórmulas utilizadas para esse fim está apresentado nas respectivas planilhas de cálculo. como extração de areia com draga.O fator de eficiência de um equipamento é a relação entre o tempo de produção efetiva e o tempo de produção nominal. Os valores adotados encontram-se nas faixas recomendadas pelos fabricantes e são os seguintes: .77 . 78 . cujo modelo é apresentado a seguir. por sua vez. . Foram feitos os cálculos das produções das equipes mecânicas para cada uma das composições de custo unitário que estão cadastradas no SICRO2.75 • Fator de Conversão .Material de 1ª Categoria: FC = 1. foram feitas adequações neste valor. bem como alguns fatores de correção.Para determinadas atividades que dependem de conjugação com outras para a efetivação do ciclo de produção.Para as obras de restauração o fator de eficiência adotado é de 45 min / 60 min = 0.0 / 1.70 Uma vez dispondo de todos os elementos necessários ao cálculo. preparação da máquina para o trabalho e sua manutenção. A produção do equipamento principal. devem ser observados os seguintes critérios: . este é feito com o auxilio da planilha de Produção das Equipes Mecânicas.O fator de carga é a relação entre a capacidade efetiva do equipamento e sua capacidade nominal.Material de 3ª Categoria: 0.90 .72 1.30 = 0.Material de 2ª Categoria: 0.Material de 3ª Categoria: FC = 1 / 1. Fator de Eficiência = (50 min/60 min) = 0.83 .patrulha é dimensionada responde por essa afirmação.Material de 2ª .Para cada hora do seu tempo total de trabalho. estará determinada a produção da patrulha. Para calcular o fator de eficiência.75 = 0. Desta forma. Na terraplenagem. que são função das características do equipamento e do serviço que este realiza. ou para alguns serviços. representa a relação entre o volume do corte e o volume do material solto.Material de 1ª Categoria: 0.

CÓDIGO SERVIÇO UNIDADE VARIÁVEIS INTERVENIENTES UNIDADE EQUIPAMENTOS a b c d e f g h i j l m n o p q r s t u AFASTAMENTO CAPACIDADE CONSUMO (QUANTIDADE) DISTÂNCIA ESPAÇAMENTO ESPESSURA FATOR DE CARGA FATOR DE CONVERSÃO FATOR DE EFICIÊNCIA LARGURA DE OPERAÇÃO LARGURA DE SUPERPOSIÇÃO LARGURA ÚTIL NÚMERO DE PASSADAS PROFUNDIDADE TEMPO FIXO (CARGA. DESCARGA E MANOBRA) TEMPO PERCURSO (IDA) TEMPO DE RETORNO TEMPO TOTAL DE CICLO VELOCIDADE (IDA) MÉDIA VELOCIDADE RETORNO OBSERVAÇÕES FÓRMULAS PRODUÇÃO HORÁRIA NÚMERO DE UNIDADES UTILIZAÇÃO OPERATIVA UTILIZAÇÃO IMPRODUTIVA PRODUÇÃO DA EQUIPE MT/DNIT – Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS – SICRO2 PRODUÇÃO DAS EQUIPES MECÂNICAS 79 .

em particular. Aplica-se este conceito apenas quando as esperas forem de curta duração que não justifiquem desligamento de motores. o regime de contratação e o contratante. Tais esperas têm sua origem em desequilíbrios internos.5. O passo seguinte será definir os tipos de intervalos de tempo que se deseja levantar. ou em condições de trabalho. O equipamento operativo comporta duas situações: produtivo e em espera. e resultam de se juntar numa mesma patrulha equipamentos com capacidades e níveis de produtividades diferentes. de tal sorte que o ritmo do mais lento condiciona a produção do conjunto. os tipos de materiais naturais que estão sendo trabalhados. sejam elas normais ou ocasionais. as condições climáticas sob as quais os serviços estão sendo realizados. tais tempos podem ser classificados em: • Operativo . devem ser explicitados para que possam ser levados em conta quando se fizer uma eventual comparação ou crítica de valores. No seu tempo produtivo. Todos esses fatores podem influir na produtividade que se deseja levantar e. De acordo com o interesse do levantamento que se pretende realizar. quando for o caso. Ela será calculada pela através da diferença de duas medições.Produtivo . principalmente quando estas têm influência nos níveis de desempenho.3. quando se tratar de equipamento não propelido mecanicamente. essas diferentes tarefas podem ser discriminadas como fases do serviço a serem apropriadas. o executante da obra. o equipamento está aguardando que algum outro componente da patrulha complete sua parte. assim caracterizadas. Para tanto é necessário que se conheça antecipadamente o tipo de serviço que está sendo objeto de estudo e. A determinação da produção realizada não oferece maiores problemas. o equipamento cuja produtividade se deseja avaliar. na frente de trabalho. de modo a abrir frente para que ele possa atuar.2 MÉTODO DE AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DE EQUIPAMENTOS NA OBRA A avaliação empírica da produtividade dos equipamentos. com seus motores ou acionadores ligados. ao longo do mesmo período. requer que se conheçam basicamente os valores de duas grandezas: produção realizada durante um período determinado e os tempos de cada uma das fases por que o equipamento passou. no seu término. o equipamento está efetivamente executando alguma das tarefas a ele inerentes. correspondentes às diversas fases atravessadas pelo equipamento durante a realização dos serviços. realizada no início do período e. Durante as esperas. portanto. na realização de certos serviços. Quando em espera. os demais equipamentos que compõem a patrulha encarregada do serviço. requer algumas considerações preliminares que têm por finalidade definir que tempos devem ser levantados e de que forma fazê-lo. a obra e o local onde o serviço está sendo realizado. a segunda. 80 . A rigor. Em primeiro lugar. os motores estarão funcionando em marcha lenta ou os equipamentos realizando pequenos deslocamentos para melhor se posicionarem. a primeira. A mensuração dos intervalos de tempo. a data.Em esperas • Improdutivo Tempo operativo é aquele em que o equipamento está dedicado ao serviço. é necessário caracterizar perfeitamente o serviço que está sendo realizado. o papel nele desempenhado pelo equipamento cuja produtividade se deseja medir. isto é seu tempo operativo e seus tempos improdutivos devidos às diversas causas inerentes ao serviços realizados.

Com vistas a evitar esses inconvenientes. em que os equipamentos continuam vinculados ao serviço e seus operadores permanecem mobilizados. além de oneroso pois imobiliza um apontador durante todo o tempo em que cada equipamento esteja sendo levantado. quebra ou falha do equipamento em questão ou de algum outro componente da patrulha. o intervalo de observação também fosse cíclico. reabastecimento de combustível etc. Nela. falta de material.. preconiza-se que os levantamentos dos tempos característicos das fases de trabalho dos equipamentos sejam feitos mediante a utilização do Método das Observações Instantâneas.Os tempos improdutivos. por ventura. será possível calcular o tempo de cada uma das fases. que é um método de amostragem estatística. pois esta estaria sujeita a recair sucessivamente sobre a mesma ou as mesmas fases. Tais paradas podem ter as mais diversas razões como. Como Σfn =1.. chuva. Uma sucessão de n observações constituirá uma amostra e definirá a quantidade de vezes em que cada uma das fases de trabalho foi observada. o equipamento é observado em momentos precisos. poderia ocorrer um vício de observação. por exemplo. Trata-se de trabalho enfadonho. Note-se que a medição de produção deve ser feita para o mesmo período. Assim sendo. que possibilita distrações e perda de informação. comportam paradas de mais longa duração. de tal forma que n = ΣFn. é preciso avaliar quais deles se deseja individualizar e quais os que podem ser tratados em conjunto sob a rubrica de outros ou de diversos. alguns cuidados devem ser tomados. acompanharia o equipamento durante todo o tempo em que este estivesse na frente de trabalho. 81 . F2 . por sua vez. Segundo este. Com estes valores será possível construir uma distribuição de freqüência para o fenômeno observado. Este inconveniente pode ser evitado fazendo com que o horário de observação seja gerado a partir de uma Tabela de Números Aleatórios. conhecido o tempo total. as freqüências de cada uma das fases representará a fração do tempo total de trabalho durante o qual esta foi exercida. ou seja. anotando as horas de suas mudanças de fase. Com relação aos momentos em que serão feitas as observações instantâneas. em vez de acompanhamento contínuo. F1. munido de cronômetro. Se. necessidades do operador. o método mais óbvio para se realizar as apropriações de tempo seria a cronometragem contínua. A fim de não complicar desnecessariamente a apropriação. conforme se exemplificará a seguir. Tomadas essas providências iniciais e preparatórias. Estes decorrem sobretudo do fato dos serviços observados serem cíclicos. mesmo que seus motores tenham sido desligados. que corresponde ao período de funcionamento da frente de trabalho entre o início e o fim da operação. se processarem num determinado ritmo e de forma repetitiva. Fn . em que a freqüência de cada fase de trabalho será dada pela expressão genérica fn = Fn/n. um apontador. isto é. quando então a atividade que estiver exercendo será classificada de acordo com as categorias predefinidas.

13:54 .212 . Este resultado expressará a quantidade de minutos que deverão transcorrer.216 .854 . os números foram constituídos pelos três algarismos iniciais dos primeiros vinte números da primeira coluna.240 .16:24 . essa correspondência se faz na proporção de 660/1000.628 . No exemplo. McGraw-Hill .156 .281 .558 .281 • Ordenar os números aleatórios selecionados em ordem crescente.9:19 .156 . Como os números com até três algarismos compreendem um conjunto de 1000 elementos..13:08 . para se fazer cada observação.944 .649 .305 .9:22 . cada um dos números aleatórios a um dos 660 minutos contidos entre as 7:00 hs e as 18:00 hs.168 .16:32 . Desta forma teremos: 517 .867 .944 • Fazer corresponder. como é bastante usual nos canteiros de obras rodoviárias.649 .8:42 . realizar 100 82 .Coleção Schaum . à partir das 7:00 hs.16:23 .910 628 .418 . por exemplo.Ed.8:50 . Caso se deseje.9:38 .35 .856 .10:05 .418 . Qualquer outra forma de extração também seria adequada. visto que o zero está incluído.305 .551 .558 . conforme segue: 35 .14:08 .216 .13:03 .168 .11:35 . A seqüência deve ter a mesma quantidade de elementos que a das observações que se deseja realizar no dia. em que o horário de funcionamento seja de 7:00 h às 18:00 h.856 . Os passos a realizar são os seguintes: • Selecionar uma seqüência contínua de números aleatórios extraídos da Tabela acima. teremos: 7:23 .551 .240 ..12:02 12:41 .854 . Convertendo tais valores à forma horária.867 .459 .10:21 . proporcionalmente.910 .1978 Suponhamos que se deseje gerar cronologia para a realização de 20 observações num determinado dia de levantamento.212 .459 517 .17:23 que são as horas em que devem ser feitas as observações instantâneas do equipamento e assinalada sua atividade naquele instante.17:00 .Tomemos a seguinte Tabela de Números Aleatórios: Tabela de Números Aleatórios 74640 42331 29044 46621 23491 83587 6568 21960 60173 52078 25424 11645 2133 75797 45406 31041 79353 81938 82322 96799 3355 95863 20790 65304 64759 51135 98527 62586 56301 57683 30277 94623 91157 77331 60710 52290 17480 29414 6829 87843 93582 4186 19640 87056 76105 10863 97453 90581 56974 37428 93507 94271 12973 17169 88116 42187 36081 50884 14070 74950 745 65253 11822 15804 25439 88036 24034 67283 68829 6652 41982 49159 48653 71590 16159 14676 27279 47152 35683 47280 51772 24033 45939 30586 3585 64937 15630 9448 21631 91097 62898 21287 55870 86707 85659 55189 41889 85418 16835 28195 Fonte: Probabilidade e Estatística .

de modo que se identifique o tempo consumido por eventos particulares. medida no final do dia.55 h Tempo improdutivo observado: . foi de P m2 / 11h. • Equipe parada para reparo mecânico rotineiro e rápido. foi de P m2. correspondente ao comprimento x largura fresados. exemplo de aplicação hipotética do método. 83 . e as observações feitas conduzem às seguintes conclusões: 60 / 100 = 60% de 11 h = 6. para o caso de serviço de Fresagem a Frio: Serviço Equipamento principal: Fresagem a frio de _____ cm de CBUQ Marca: Modelo: Fresadora a frio • Demais equipamentos Obra: ______________________ • : Caminhões basculantes Local: ______________________ Data: _______________________ ______________________ Executante: Contratante: ______________________ Regime de Contratação: _______________________ ______________________ ______________________ Intervalos de tempo que se deseja levantar: • Tempo Operativo Produtivo • Tempo Operativo em esperas • Tempo Operativo em manobras • Tempo Improdutivo Admita-se que o processo aleatório de escolha dos tempos de levantamentos durante o período de 1 dia de trabalho conduziu a 100 observações feitas. os eventos cujos tempos se decidiu levantar foram grandemente simplificados.60 h . tais como: • Equipe em operação. distribuídas ao longo de 5 dias. é conveniente que a cada dia se gere uma cronologia diferente de observações. A produção da fresadora. etc). portanto. Com finalidade puramente ilustrativa. • Equipe em deslocamento entre frentes de serviço.65 h Tempo operativo em esperas observado: 20 / 100 = 20% de 11 h = 2. no exemplo apresentado acima. • Equipamento parado por circunstâncias inevitáveis e naturais (necessidades fisiológicas. • Equipe parada para reabastecimento. consumo de água.20 h Tempo operativo em manobras observado: 5 / 100 = 5% de 11 h = 0. Nos casos práticos pode-se subdividir o ciclo de operação em intervalos menores. A produção horária. apresenta-se.60 h Tempo operativo produtivo observado: 15 / 100 = 15% de 11 h = 1. a fim de evitar os ciclos diários da operação. má visibilidade. sem remoção do equipamento para oficina.observações. incluindo as esperas normais dentro do ciclo de trabalho.Produção horária no Tempo Operativo Produtivo: P / 6. a seguir. das 7:00 h às 18:00 h.Produção horária real no Tempo observado : P / 11 h Evidentemente. com os seguintes resultados: Tempos levantados N°de observações feitas ° Tempo operativo produtivo 60 Tempo operativo em esperas 15 Tempo operativo em manobras 20 Tempo improdutivo 5 O tempo de trabalho foi de 11 h.

em h O custo unitário da tonelada transportada é obtido da seguinte expressão : CHO Custo unitário em R$ = PH = CE 2X + T V CHO = Custo Horário Operativo em R$/h PH = Produção em t/h CHO . as quais irão determinar a velocidade média de trajeto. exigindo remoção do equipamento para a oficina ou por falta de peças de reposição. • Equipe parada por falha mecânica importante. 5. • Equipe em aquecimento no início da jornada ou em resfriamento no final.4 5.• Equipe parada para execução de serviço manual complementar. • Equipe parada devido a chuvas e suas conseqüências. A produção horária de um caminhão é dada pela expressão: CE PH = . • Equipe repetindo serviço rejeitado no controle geométrico ou tecnológico. • Equipe parada por deficiência da frota de transporte. A produção do equipamento de transporte depende do tipo de Rodovia e da distância percorrida. carga e descarga. onde : 2X + T V PH = produção horária em t/h C = capacidade útil do caminhão em t E = fator de eficiência X = distância de transporte em km V = velocidade média em km/h T = tempo total de manobras. • Equipe parada por acidente. A produção.1 OPERAÇÕES DE TRANSPORTE TRANSPORTE LOCAL Os transportes locais são aqueles realizados no âmbito da obra para o deslocamento dos materiais necessários á execução das diversas etapas de serviço.4. • Equipe parada por falta de material. também. onde 2 CHO Custo unitário em R$/t = Y = VCE 84 CHO T X + CE (1) . é dependente dos tempos gastos em manobras para carga e descarga e dos tempos de carga e descarga . • Equipe parada para refeição dos operadores.

que relaciona o tempo real em que o equipamento é utilizado para o trabalho e o tempo total em que estaria disponível: (50 min / 60 min = 0. a carga útil é a diferença entre o PBT e a tara.75). Com relação ao Fator de Eficiência. O PBT é a soma do peso do chassis com o peso do equipamento montado no chassis e com o peso da carga útil. basculante) Rodovia não pavimenta (Restauração e Conservação -Cam basculante) Rodovia pavimentada (Construção . A soma das duas primeiras parcelas é chamada de Tara. consideram-se valores variáveis para os serviços de Construção. podemos escrever: equação de uma reta onde a parcela aX representa o custo unitário correspondente ao transporte propriamente dito e a parcela b representa o custo unitário correspondente aos tempos gastos em manobras . C E e b= CE Y = aX +b CHO T . carga e descarga .Caminhão basculante) Rodovia pavimentada (Restauração -e Conservação . Conservação e Restauração. Para as velocidades médias utilizadas no cálculo das produções do transporte local em estrada pavimentada. Entretanto. Os Serviços de Construção relativos à Adequação de Capacidade do Tráfego (Construção de 2a Pista). sendo os serviços de Restauração e Conservação os mais afetados. Para calcular os custos unitários do Transporte local em diversas situações . A influência do Tráfego de terceiros existente no percurso local está sendo considerada na velocidade média adotada .Caminhão. a hora de 50 minutos. o Fator de Eficiência acima citado é multiplicado por 0. Fornecem-se os seguintes valores médios provenientes de estimativas e observações: Caminhão Caminhão Transportes Locais PBT = 22 a 23t PBT=15t (10 m3) (6m3) Elementos considerados Carga útil 15 t Carga útil 9t 0. que supõe a perda de 10% do tempo realmente utilizado no trabalho. será considerada.83) Para os transportes locais. as velocidades adotadas para os serviços de Restauração.90 x 0. também para os transportes.90.75 1-Fator de eficiência 2-Velocidades Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Rodovia não pavimentada (Construção .ou de Correção de Pontos Críticos. para os transportes locais o Fator de Eficiência fica: (0. desta forma.83 = 0. todos os serviços podem sofrer a influência de tráfego intenso de terceiros no percurso de seus transportes locais. e os caminhões de 15t de PBT e que correspondem à carga útil aproximada de 9t.75 0.Fazendo : 2 CHO a= V.Cam basculante) Rodovia não pavimentada (Caminhão betoneira) Rodovia pavimentada (Caminhão betoneira) Rodovia não pavimentada (Caminhão Guindauto) Rodovia pavimentada (Caminhão Guindauto) Rodovia não pavimentada (Caminhão Carroceria) Rodovia pavimentada (Caminhão Carroceria) 35 km/h 30 km/h 45 km/h 40 km/h 30 km/h 40 km/h 30 km/h 40 km/h 30 km/h 40 km/h 40 km/h 35 km/h 50 km/h 45 km/h 40 km/h 45 km/h 40 km/h 45 km/h 85 . deverão utilizar no cálculo de seus orçamentos. Assim. em esperas causadas por interferências de outras frentes ou equipamentos em serviço na obra. vamos escolher como representativos da classe os caminhões de 22 a 23 t de PBT (Peso bruto total) e que correspondem à carga útil aproximada de 15 t .

63h 23.00+4.375h = = Voltando á equação Y = aX + b.10 min = 0.80 0.60 min Tempo de carga para a carregadeira 950 de 3.50+0.0 = 35.00+4. fator de eficiência 0.20 min = 0.60+0.55 min .15h 0.00+26.60 h carregado com produção de 10 m3/h Transporte em caminhão guindauto 0.2 min 6.22 h 40.60 min 2min 3min 0.20+1.60+2.00+6.00+3.30 min 14 min 2.29 min Tempo de carga para a usina de pré-misturado a frio (60 t/h) com fator eficiência 0. brita.10 min = 0.30 =2.12h 0.00+2.8 min = 0.com tempo de ciclo de 0.50 min = 0.60+3.17h 0.) 3 2.40 min = 0. bases e pedra de mão (descarga livre) Transporte de brita ou areia para tratamentos superficiais TSS TSD TST Transporte de mistura betuminosa a quente Valor de T caminhão de22 a 23t (PBT) Carga útil 15t Valor de T caminhão de15 t (PBT) Carga útil 9t 0.3 min = 0.50 min.7 min (5m3) Tempo de carga manual para sacos de 50 kg (6 homens) 35 min Tempo de carga manual feito a pá (10 homens) 120 min Tempo de carga para tubos de concreto com caminhão guindauto 20 min 5.60+0.60 min = 0.0 37.8 min 16 min 9.00 = 20.60 16.50+8.20 min = 0.83 e fator de carga 0.34 h 13.70+5.60+2.60+0. fator de Eficiência 0.70 = 14.1 m e 127 kw . e fator de carga 0.60 +2.1a cat.50 min.02 h 39.60 min = 0.00+25.80 min = 0.00 0.44 h 60.60+2.04h 0.60+2.60+2.20+30.20 = 9.29 +2.60+0.00+20.00+9.20 min 0.1 m3 e 127 kw .7 min 26.00+15.0 min = 0.60 25 min Tempo de carga para Usina de asfalto (com silo para armazenar mistura produzida) 5 min 3 Tempo de carga para central de concreto (30 m /h) com fator eficiência 0.10 min = 0. carga e descarga. para os diversos tipos de serviços.60 Transporte de concreto em caminhão betoneira 0.00 = 7.60 min = 0.Carga 2.30 =3. o tempo T de manobra.60+0.00+5.60 min = 0. com tempo de ciclo de 0.68 h 26. e fator de carga 0.00 37.0 min 4.20+2.60 min .0 min 15.03h = 0.00 = 0.8 min 1.00+5.50 min 1.00+12.20+21.60+2.60+2.66 h 0.00+1.00+15.57+2.60 min 1.39h 0.30 min 8 min 2 min 4.83 .Transportes Locais Elementos considerados 3-Manobras Tempo de manobra para posicionamento de descarga em equipamentos autopropulsores Tempo de manobra para posicionamento de descarga em equipamentos rebocados Tempo de manobra para descarga livre Tempo de manobra de posicionamento para carga Caminhão PBT = 22 a 23t (10 m3) Carga útil 15 t Caminhão PBT=15t (6m3) Carga útil 9t 2 min 3 min 0. 4. solo para sub-bases.09 min = 0.40 min 2. pode definir-se .24h = 10.60+0.20 min 0.90 (material em 1a categoria) Tempo de carga para a usina de solos (350 t/h) com fator de eficiência 0.00+2.50 min fator de eficiência 0.90 (mat.0 = 61.Descarga Tempo de descarga livre Tempo de descarga no distribuidor de agregado para tratamento superficial Tempo de descarga no distribuidor de agregado autopropulsor para base Tempo de descarga na vibro-acabadora de Asfalto Tempo de descarga manual para sacos de 50 kg (6 homens) Tempo de descarga do caminhão betoneira Tempo de descarga do caminhão guindauto 0.0 min 5.75 min Tempo de carga para a carregadeira 950 de 3.7 m3 e 75 kw.57 min 15 min 3 min 21 min 72 min 12 min 0.20+35.37h 0.20+16.60+3.63h 0. onde: 86 .22h 20.80 (material em 2a categoria) 3.83. fator de eficiência 0. com tempo de ciclo de 0. como segue : Tipo de Serviço Transporte de areia.10 min = 0.57h 0.00+4.50+0.70 (material em 3a categoria) Tempo de carga para a carregadeira 924 de 1.0 = 22.70 =34.00+6.80 =22.06h Tipo de Serviço Transporte de mistura betuminosa a frio Transporte de mistura de solos e agregados (brita graduada) Transporte de cimento em sacos ou de materiais diversos em caminhão de carroceria Valor de T caminhão de22 a 23t (PBT) Carga útil 15t Valor de T caminhão de15 t (PBT) Carga útil 9t Transporte de concreto em caminhão betoneira carregado em Central com produção de 30 m3/h e eficiência de 0.65 min 2.00+16.3 min = 0.17 min = 0.50 min Tempo de carga para a carregadeira 950 de 3.83.60 4.1 m3 e 127 kw . e fator de carga 0.30 min = 0.34h = 13. com tempo de ciclo de 0.30 min = 1.50+14.50 min 2.0 min Com os elementos fornecidos.

consumo A parcela aX que depende da distância de transporte para ter sua influência definida no custo unitário do transporte.E CHO x T . X é a distância do transporte em km 2 . T b= C. T CHO = C.E é a parcela do custo do transporte oriunda dos tempos de manobra carga e descarga do veículo. 5. n . 87 . existente nessa unidade de serviço: Custo por unidade de Serviço = (Custo por tonelada) x (quantidade em t existente na unidade de serviço) Custo por unidade de serviço = b . será calculada dentro do custo unitário do próprio serviço a ser realizado. T . CHO a= V. n . carga e descarga do veículo. em vez de T: CHO Custo por unidade de serviço = C.E Consumo . representa o custo do serviço Transporte Local.E CHO . que : CHO Custo por unidade de serviço = Produção horária = C. T . e que independe da distância a ser percorrida Na metodologia a ser usada para o cálculo dos custos unitários dos transportes locais . A parcela b é o custo em R$ / t dos tempos de manobra. e do tipo de estrada (pavimentada e não pavimentada). a parcela b deverá constar das composições dos custos unitários dos serviços. consumo = b . o transporte local é medido em t x km. etc). o que se obtém com a introdução do caminhão entre os equipamentos relacionados para a sua execução . Considerando que aX representa o Momento de transporte de 1 tonelada transportada a uma distância X . tanque.4. e considerando a sua utilização igual ao do tempo T (tempo total de manobra. isto é. basculante. consumo = b.E consumo .T = C.2 TRANSPORTE COMERCIAL São aqueles relativos ao deslocamento de materiais que vêem de fora dos limites da obra. e tem seus códigos diferenciados em função do tipo de caminhão ( carroceria. CHO .C.Consumo Pode escrever-se. carga e descarga). em R$.consumo Quando houver n passadas do equipamento para executar a produção do serviço. também. o ciclo passará a ser n .Y é o custo do transporte de 1 tonelada.E é o coeficiente representativo da relação entre o custo do transporte propriamente dito e a distância a ser percorrida. e para calcular esse custo em relação à unidade de serviço que se deseja compor. é necessário conhecer a quantidade em tonelada.

83 . a prática no comércio é a do fornecimento CIF. Os materiais transportados são madeiras. as equações tarifárias que vinham sendo adotadas de uma forma geral. V Para Rodovia não pavimentada (V=40 km/h) ⇒ Y = 0. aplica-se fator de multiplicação de 1. 5. por um lado.Manaus. elaboradas para servirem de referência. quando da realização de um orçamento específico. c) Para rodovias com limitação de carga.X 15 . cimentos.o que permitirá sejam cotados os custos correspondentes. ferros. quando tal limitação implica mudança de equipamento para caminhões de menor porte. desprezando o valor de b (carga.83. e as seguintes velocidades: • Rodovia não pavimentada: 40 km/h • Rodovia pavimentada: 60 km/h Devido às longas distâncias de transporte. com o que se obtém: Custo unitário do transporte em R$/t ou Momento de Transporte para 1 tonelada transportada a uma distância X (em km): CHO . brita. a Fábrica entrega o cimento na Central de Concreto do comprador. Portanto. serão conhecidas as distâncias dos seus transportes entre suas Refinarias ou Fábricas. V 2. que fornecem o custo de transporte rodoviário de material asfáltico. areia etc. CHO .X= 2 . descarga e manobra).27 que reflete a correção de mão-de-obra.Esse tipo de transporte é feito. trecho Humaitá . a saber: rodovia com revestimento asfáltico. Esclarece-se. e. que utiliza sistemática própria para a sua obtenção (ver Ofício Circular no 032/2000/DEPC de 28/06/2000 do extinto DNER e Portaria no 250 de 04/05/2003 do DNIT). será utilizada para o cálculo do seu custo unitário a fórmula de transporte (1). Usar-se-á o caminhão carroceria PBT = 22 a 23t (capacidade útil de 15 t). ou seja 0.4. Tratam-se de seis equações tarifárias. o transporte do material a quente e a frio e. são aplicados às equações básicas fatores de multiplicação nas seguintes situações: a) Para rodovias onde o tráfego ocorra de forma normal. logo não é aqui considerado.0040 x CHO x X Para Rodovia pavimentada (V=60 km/h) ⇒ Y = 0. que na Região Amazônica.V .C. o tipo de revestimento da rodovia em que este se realiza. para diferentes distâncias de transporte. b) Para rodovias com travessia de balsas e/ou atoleiros e/ou outras dificuldades graves que não as limitações de carga. 15 . por outro. por tonelada. de jurisdição das 1a.18 que reflete a correção da mão-de-obra e reposição de peças. 2 Y =aX = E. são as fornecidas pelo DNIT. a não ser no caso de brita e areia cujo transporte comercial é feito em caminhão basculante. e os locais de suas aplicações.40 . tubos. o transporte já está incluído no preço do material. 2a e 22a UNITs.3 TRANSPORTE DE MATERIAIS BETUMINOSOS Na determinação dos custos de transporte comercial dos produtos betuminosos. aplica-se fator de multiplicação de 1. geralmente. rodovia com revestimento primário e rodovia em leito natural. As composições do SICRO2. indicarão os consumos estimados dos produtos asfálticos. ainda. com a eficiência de 50/60. 88 .90. isto é. aplica-se fator de multiplicação 1. peças e dificuldades específicas do deslocamento. As seis equações distinguem. a) Cimento a Granel Para o caso particular do cimento a granel.CHO . a exemplo da BR-319. com caminhão carroceria.0027 x CHO x X Os valores médios acima são provenientes de estimatimativas e observações.X= 0.

trabalhos no menor nível de complexidade passível de ser quantificado e que pode fazer parte indiferentemente de serviço mais complexo de mais de uma categoria de serviço. à partir de uma base comum. Cabe ressaltar. Os serviços de Restauração. estão sendo tratados pelo SICRO2 como categoria específica. devido às características particulares de sua utilização. Os conceitos expostos permitem classificar. Conservação Sinalização ou Restauração. Os serviços de Conservação são aqueles necessários à manutenção. • Conservação. não é possível distinguí-las completamente. em geral. das obras já construídas. Os serviços de construção correspondem às obras de implantação ou construção propriamente ditas. entretanto. dentro das condições normais de uso. Este serviço. • Sinalização. segundo sua natureza e finalidade: • Construção.6. seu transporte e descarga na obra. que anteriormente eram englobados na categoria de Construção. os Serviços de Restauração obedecem a um projeto específico para cada caso. pois na Conservação poderão se fazer alguns serviços de Construção. que. ou seja. 5.1 APRESENTAÇÃO DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA As composições de custos unitários cadastradas no Banco de Dados do SICRO2 e calculadas pelo programa informatizado são apresentadas pelo sistema conforme modelo a seguir. Ao contrário desses últimos. fornecimentos de materiais compreendendo. 5. embora sejam complementares de obra de construção ou restauração. • Custos de Referência: Custos unitários de serviços nos níveis de agregação com que figuram usualmente nas Normas de Medição e Pagamento nas contratações do DNIT. as composições foram classificadas nos seguintes tipos: • Atividades Auxiliares: Custos unitários diretos para atividades de apoio tais como: fabricação na obra de materiais e componentes. de forma genérica as categorias de serviços enumeradas.6 ESTRUTURA DO BANCO DE DADOS DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA O sistema de custos permite que se montem composições para as diferentes categorias de serviços. que se fazem de forma rotineira. tiveram suas características construtivas iniciais deterioradas a ponto de não poderem ser reconstituídas por simples serviços de conservação.5. Custos unitários diretos para a execução de atividades elementares. além do custo do material. após certo tempo de uso ou devido a quaisquer condições adversas. assim como na Restauração poderão ocorrer serviços de Conservação. 89 . Tais custos serão obtidos pela agregação de itens pertencentes às duas fases anteriores. através de agregações sucessivas. com finalidade de atender ao conforto e segurança dos usuários. transportes comerciais e outros assemelhados necessários ao suprimento da obra. Os serviços de Sinalização são constituídos pela colocação de sinais por meio de marcas. são aqueles correspondentes às obras de melhoramentos ou reconstrução das rodovias que. símbolos ou legendas sobre o revestimento da rodovia ou sobre dispositivo montado em suportes verticais. • Restauração. classificados pelas categorias de serviços que compõem as composições de Custos Unitários Referenciais Regionais do DNIT. Para tanto. Construção. o porte dos equipamentos utilizados em cada caso são diferentes. isto é. entretanto.5 CATEGORIAS DE SERVIÇOS O SICRO2 considera as seguintes categorias de serviço.

.Equipamento Custo Horário de Equipamentos Quantidade Salário-Hora Custo Horário B .Material 90 Custo Total do Material Quantidade Unidade Preço Unitário Custo Unitário D .Transporte de Materiais F .M.Sistema de Custos Rodoviários Mês : Produção da Equipe : Quantidade Utilização Operativa Improdutiva Custo Operacional Operativo Improdutivo RCTR0320 (Valores em R$) Custo Horário SICRO2 Custo Unitário de Referência A .00 %) Custo Horário de Execução Custo Unitário de Execução Quantidade Unidade Preço Unitário Custo Unitário C .Transporte de Materiais Produzidos Toneladas / Unidade de Serviço Custo Unitário Custo Unitário Direto Total Lucro e Despesas Indiretas ( 32.Mão-de-Obra Custo Horário da Mão-de-Obra Adc.O.Ferramentas: ( 0.Atividades Auxiliares Custo Total das Atividades Toneladas / Unidade de Serviço Custo Unitário E .68 %) Preço Unitário Total Observações : .DNIT .

construção. pesado Operador de equip. sinalização e restauração.312 T. tanto na parte da produção direta dos serviços como também na operação dos equipamentos utilizados. estão relacionadas as categorias profissionais que participam dos serviços de construção. na ordem em que foram citadas acima. Mão-de-Obra Básica e Respectivos Códigos CÓDIGO CATEGORIA PROFISSIONAL T.6 T.501 T. VEÍCULOS E EQUIPAMENTO Motorista Motorista de veículo leve Motorista de caminhão Motorista de veículo especial Operador de equipamento Operador de equipamento leve 1 Operador de equipamento leve 2 Operador de equip.303 T. ou seja.511 T. e a categoria de serviços de conservação. indicando a classe profissional e dois algarismos seqüenciais indicando as várias subclasses.607 OPERADOR DE MÁQUINA.601 T.603 T.2 6.6 TABELAS DE PREÇOS DO SICRO2 6.3 T. Os Preços de Insumos.313 T.314 T.31 T. conservação.401 T. As Composições de Preços Unitários estão subdivididas em Composições de Atividades Auxiliares e Composições de Preços de Referência. Estes últimos compreendem as três categorias de obras rodoviárias.30 T.302 T. 6.605 T.602 T.2. abaixo listada. a saber: Preços de Insumos e Composições de Preços Unitários.1 ORGANIZAÇÃO DAS TABELAS As tabelas do SICRO2 acham-se divididas em dois grandes grupamentos. um algarismo.301 T.1 PREÇOS DE INSUMOS MÃO-DE-OBRA Na mão-de-obra básica. por sua vez.512 T. indicando tratar-se de custos com trabalhadores. de pavimentação Encarregado de britagem OPERADOR QUALIFICADO Blaster Montador Carpinteiro Pedreiro Armador Ferreiro Pintor 91 .606 T. especial TÉCNICO Pré-marcador ENCARREGADO Encarregado de turma Encarreg.5 T.4 T. restauração e sinalização rodoviária. Nos itens seguintes. contem tabelas relativas à mão-de-obra. O código de identificação da mão-de-obra é composto de uma letra T. apresenta-se a relação de tabelas contidas no SICRO2.311 T. materiais e equipamentos.604 T.

e Outros Custos I • Drenagem.3. Na Ficha Técnica de cada equipamento. 6. • Drenagem.Composições de Custos Unitários de Referência de Obras de Sinalização Rodoviária.2.1 – Composições de Custos Unitários de Atividades Auxiliares.3 EQUIPAMENTOS Os equipamentos que constam do Banco de Dados do SICRO2. 92 . 6. 6. • Obras de Arte Especiais.609 T.701 T.608 T.702 T. Estes equipamentos alugados entram nas composições de custos unitários no item “C – Material”. que receberam codificação especial.3.5 . que têm seus custos horários calculados a partir dos seus preços de aquisição. apresentada no anexo 1.Mão-de-Obra Básica e Respectivos Códigos CÓDIGO CATEGORIA PROFISSIONAL T.3 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA A relação das composições de custos unitários que fazem parte do SICRO2 estão apresentadas nos seus respectivos volumes.610 T. iniciada com o prefixo “F”.3.801 Soldador Jardineiro Serralheiro PROFISSIONAL NÃO QUALIFICADO Servente Ajudante TRABALHADORES EM CONDIÇÕES ESPECIAIS Perfurador de tubulão 6. ao invés do prefixo “E” adotado nos demais equipamentos.Composições de Custos Unitários de Referência de Obras de Restauração Rodoviária. e Pavimentação. que são fornecidos por seus proprietários sob a forma de aluguéis. 6. estão relacionados no Anexo 1. é informado qual o tipo de aluguel que é cobrado pelo fornecedor do equipamento.3. 6. estão relacionados NO Anexo 1.8 T.3. e Outros Custos II. com indicação de sua potência e tipo de combustível que utilizam.3. cotados por dia ou hora de trabalho.2 – Composições de Custos Unitários de Referência de Obras de Construção Rodoviária: • Terraplenagem. Nesta relação estão também incluídos “equipamentos alugados”. O mesmo procedimento é adotado na hipótese do fornecedor cotar o equipamento o equipamento alugado por unidade de serviço a ser executado.Composições de Custos Unitários de Referência de Serviços de Conservação Rodoviária. Adotou-se este procedimento em função da maneira como são coletados os seus preços.7 T. a seguir relacionados: 6. 6. com seus respectivos códigos.4. diferentemente dos demais equipamentos “E”.2 MATERIAIS Os materiais constantes do Banco de Dados do SICRO2.2.

Dimensionamento e lay-out do canteiro de administração e das instalações industriais. O planejamento de execução da obra deve se desenvolver em quatro etapas: I. deve ser precedida de estudo preliminar em que são estabelecidas as linhas gerais do Plano de Execução de Obra. disponibilidade de mão-de-obra etc. O modo como a obra é executada influi diretamente em seu custo. 7. b) . Entretanto. tais como: clima. a necessidade de sua reformulação. a época para início das obras seria sempre escolhida de forma que oferecesse sempre melhor rendimento dos fatores locacionais. condicionam a época do início efetivo do serviço.Dimensionamento dos Equipamentos. como não se pode encarar a obra como um fato isolado. financeira e legal condicionam o prazo de execução dos serviços. Por esta razão. legal etc. e) . abundância de equipamento ocioso na região. administrativa. III. IV.7 ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTOS 7. Cabe ao engenheiro encarregado do orçamento avaliar as repercussões técnicas e as conseqüências de ordem financeira que advém da fixação da época de início da obra baseada nos fatores acima relacionados. que via de regra. a) Época do início dos trabalhos Considerando apenas fatores técnicos. II. fatores de ordem política. Também aqui cabe ao engenheiro encarregado do orçamento analisar a possibilidade de execução da obra dentro do período fixado mostrando. quando for o caso. Nele. b) Período de Execução Tal como ocorre na fixação da época do início dos trabalhos. aos fatores técnicos ter-se-á que acrescentar outros. Cronograma de utilização de equipamento.1 ESTUDOS E CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES A elaboração do Orçamento.. Plano de ataque ou plano de execução da obra. 93 .Cronograma físico e financeiro. propriamente dita.Plano de execução propriamente dito. administrativa. de ordem política. financeira.Época do início dos trabalhos. procura-se estabelecer cinco importantes definições: a) .1.Conseqüências da localização e do tipo de obra d) . o orçamento e o planejamento de sua execução têm que caminhar interligados.Período de execução c) .1 PLANO DE ATAQUE OU DE EXECUÇÃO DA OBRA Denomina-se Plano de Execução à seqüência racional do conjunto de atividades que constituem a obra.

Este. Estes aspectos podem ser agrupados: • Aspectos Geográficos ◊ Facilidades de obtenção de produtos industrializados necessários à obra. • Aspectos Climáticos ◊ Regime Pluviométrico. o volume de terraplenagem a ser executado em terreno virgem ou em alargamento. tais como asfalto. madeira. ◊ Apoio logístico tal como vias de acesso. consiste na ordenação e qualificação das atividades que constituem as diversas etapas da obra. bem como o fato de uma base de solo estabilizado ser executada com ou sem mistura. além do item de serviço. nos dois casos. ◊ Índice Pluviométrico.c) Conseqüências da Localização e do Tipo da Obra O fato de se executar uma obra em determinado local traz uma série de facilidades e/ou limitações inerentes à própria localização da obra. Um dimensionamento preliminar poderia indicar o uso de “scrapers” rebocáveis para pequenas distâncias e equipes de escavação e transporte por caminhão para as grandes distâncias de transporte. tendo em vista suas características. o mais viável seria utilizar o mesmo equipamento usado nas grandes distâncias. Assim. Na seleção dos equipamentos a serem utilizados na obra. etc. d) Plano de Execução Propriamente Dito Com as definições da data do início e período de execução e conhecidas as condições locacionais e o tipo de serviço. e) Dimensionamento dos Equipamentos O planejamento da execução possibilita determinar a necessidade global de equipamento. tem-se que tomar conhecimento daqueles decorrentes do tipo de obra a ser executada. Caso o volume de movimento de terra a pequena distância seja muito pequeno. • Aspectos Geológicos e Geotécnicos ◊ Existência de materiais para pavimentação e/ou revestimento primário. podemos citar o caso de obra em que exista pequena quantidade de serviço de terraplenagem com distância de transporte menor que 6 km e quantidade importante com distância de transporte acima dos 6 km. infra-estrutura de serviços. estão presentes os elementos necessários à elaboração do plano de execução da obra. evitando-se a mobilização de “scrapers” para curta utilização. a quantidade a ser executada. ◊ Dificuldades de ordem geológica na execução da terraplenagem. Os aspectos locacionais. uma vez que esta pode ser decisiva para o emprego ou não de um dado equipamento. que influem na execução. ◊ Seleção de Equipamento em decorrência dos dois aspectos anteriores.. etc. para efeito de planejamento da execução. Além dos aspectos locacionais. talvez. permitindo calcular as horas ociosas de cada unidade no conjunto da obra e a variação da produção ao longo do período de execução. difere muito. 94 . têm que ser conhecidos ao ser feito o planejamento executivo da obra. A título de exemplo. deve ser levada em consideração. cimento.

isto é. pavimentação. sem prejuízo na precisão dos valores publicados. sinalização. por exemplo. deste Volume 1 do Manual de Custos Rodoviários. a saber: terraplenagem. Não se justifica o uso de maior relação “moto-scraper / pusher” devido a pequeno volume eventual de serviço com distância de transporte entre 1000 e 1200m. Como. Estes valores. em geral. 7.5 QUANTITATIVOS DE SERVIÇOS O valor de determinado serviço rodoviário é obtido pelo produto de seu preço unitário pela quantidade efetivamente executada. os limites. num caso em que grande parte da escavação seja executada em 1ª categoria. são disponibilizados preços unitários para Estados específicos.Como se vê. contêm um Quadro de Quantidades. paisagismo. salvo nos casos em que esta distinção não for muito nítida. a periodicidade de cálculo dos preços de serviços rodoviários é mensal. instalações para operação da rodovia.2 ITEMIZAÇÃO DO ORÇAMENTO O conhecimento dos diversos serviços necessários a realização da obra dá ao engenheiro de custos condições de estabelecer a lista dos itens de que se constituirá o orçamento. drenagem. etc. Assim sendo. uma vez que a amplitude de suas variações tem sido consideravelmente reduzida. como ocorre em serviços de conservação.TECNOLOGIA DE CONSTRUÇÃO. ao longo do tempo. e preços regionais para os locais onde a pesquisa de preços de insumos não é realizada diretamente.4 PREÇOS UNITÁRIOS DOS SERVIÇOS As composições de serviços conduzem ao cálculo de seu custo unitário direto. calculados pela metodologia do SICRO2. evitando que o Engenheiro de Custos tenha que buscá-los nas suas diversas seções. Para efeito de elaboração de orçamento de obras. este período poderá vir a ser alongado. 95 . não podem ser fixados de maneira muito rígida e poderão sofrer. obras de arte especiais . face à estabilidade monetária vigente no país. tendo em vista as circunstâncias particulares a cada caso. 7. fornecerá seu preço por unidade produzida.3 SELEÇÃO DE COMPOSIÇÕES DE SERVIÇOS Uma vez conhecidos os serviços que comporão o orçamento da obra. Para esclarecer as diferentes implicações envolvidas nessa seleção recomenda-se a leitura do Capítulo 5 . onde existe coleta de preços de insumos. em que tais valores acham-se reunidos num só local. utilizando-se basicamente um trator “pusher” e três “moto-scrapers”. Atualmente. deverão ser selecionadas as composições mais adequadas para realizá-los. 7. A relação completa e ordenada dos serviços a serem incluídos no orçamento constitui o “Plano Orçamentário” da obra. a serem admitidos por tipo de equipamento nas distâncias de transporte de terraplenagem. Aos preços disponibilizados devem ser somados os preços dos transportes de materiais para os locais das obras. com distância de transporte entre 200 e 400m. preços unitários dos diferentes serviços rodoviários são calculados pelo Sistema Informatizado do SICRO2 periodicamente e com base nas coletas de preços de insumos realizadas nos diferentes Estados que fazem parte do Sistema. Entretanto. que acrescido do percentual de LDI adotado para a obra. modificações decorrentes de inovações tecnológicas. Essa relação será organizada segundo as grandes classes de serviços que compõem uma obra rodoviária. 7. estes quantitativos de serviços devem ser levantados nos respectivos Projetos Finais de Engenharia que. O número de unidades é dimensionado em função do quantitativo real de serviços e este fato deverá ser levado em consideração quando do dimensionamento das equipes mecânicas que não trabalharão com seus rendimentos ideais.

7 PLANILHA EXTRATORA DE DADOS DO SICRO2 O Sistema Informatizado do SICRO2 é provido de recursos que permitem a extração de valores referentes a preços unitários de serviços do seu Banco de Dados para uma planilha eletrônica MS/Excel. onde podem se fazer todas as operações de cálculo necessárias à elaboração e apresentação dos Orçamentos de Obras Rodoviárias.7.6 PREÇO TOTAL DA OBRA Vencidas todas as etapas precedentes. explicitando subtotais referentes a itemização do orçamento. 7. 96 . o Preço Total da Obra será obtido pelo simples somatório do valor de todos os serviços necessários à sua execução integral. Este Preço pode ser apresentado em diferentes níveis de agregação. em grau de detalhamento conveniente ao fim a que este se destina.

. FIAT-HITACHI. Rio de Janeiro. Manual de construção de obras de arte especiais. Catálogo Técnico de Produto.. 328p. Manual de cálculo de custos e formação de preços do transporte rodoviário de cargas. 2 a edição. Rio de Janeiro. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. São Paulo. 1997. Performance handbook. 1997. S. (IPR Publ. Ed. 1994. 21p. Usina de asfalto manual de operação e manutenção. ENEMAX. 13. 318p. 1994. Catálogo de composição de serviços . [19--]. 1988.Diretoria de Planejamento.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS DEPARTAMENTOS ESTADUAIS DE ESTRADAS DE RODAGEM. 1996. ______. 2 a edição. (IPR Publ. Rio de Janeiro. CATERPILLAR. 320p. ______. Especificações gerais para obras rodoviárias do DNER. Italy Grafica. Guarulhos. 1995. 602) ______. São Paulo. COMERCIAL GERDAU. Divisão de Estudos e Projetos. EMPRESA DE OBRAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. 1989. Manual de pavimentação. ENCONTRO DE ASFALTO. 1996. 4v. CENTRAIS ELÉTRICAS. 1995. Sistema GEWI. [19--]. Manual de produção. DYWIDAG. Rio de Janeiro. 606) ______. Rio de Janeiro. 63p. Rio de Janeiro: IBP. Sistema para elaboração do orçamento de obras civis de usinas hidrelétricas . 8v. Turin. Diretoria de Desenvolvimento Tecnológico.sistema de custos unitários. Dissi. 1996. 206p.SISORH. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. [19--]. elaboração. [19--]. Paulo. 1994. Coletânea de Normas. Manual de britagem. Trabalhos Técnicos.A). ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE CARGA. Prelim. Peoria (U. CRDO 3.S. 2. apresentação e uso de documentos técnicos do DNER. Manual de implantação básica. 1993. 697) ______. FÁBRICA DE AÇO PAULISTA. 2 a edição. 1996. Álbum de projetos tipo de drenagem. BRASIL. Rio de Janeiro. Grupo de Trabalho de Custo Rodoviário. 4. ed. ed. (IPR Publ. Rio de Janeiro. 1994. Brasília. BARBER-GREENE. ELETROBRÁS. ______. Rio de Janeiro. DNER-PRO 101/97. ALLIS. Rio de Janeiro. 97 .

José Antônio Araújo.M de. n. n. 1996. (metodologia adotada pelo DER.]. Francisco Antônio de. MAC PROTENSÃO. Rio de Janeiro.PR). 48p. Edgard. KOMATSU. 36 . SECRETARIA de ESTADO da FAZENDA DO RIO DE JANEIRO. Revista dos tribunais. [19--]. Rio de Janeiro. Curitiba: [s. 362 p. São Paulo. MERCEDES BENZ DO BRASIL. Microconcreto asfáltico a frio. São Paulo: Ipiranga Asfaltos.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GRUPO DE TRABALHO DE CUSTO RODOVIÁRIO.44. Rio de Janeiro. Manual de drenagem de rodovias. [S. Rio de Janeiro.E. Tokyo (Japan). 1996.. Divisão de Pesquisas.equipamentos e transportes. 1988. [19--]. Tabelas de composições de preços para orçamento. SANTOS. Valores do IPVA para veículos.85. Paulo. Rafael M. PROGAB. São Paulo. 19--]. São Paulo: SOBRATEMA. PINI. FERNANDES. Nelson R. 23p ______. GEPEL. Estimativa de custo operacional. Curt. S. SAMAR EQUIPAMENTOS RODOVIÁRIOS E INDUSTRIAIS. v.72. Valores do IPVA para veículos. INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS. Manual de perfuração de rocha. Specifications and application handbook. OLIVEIRA. 1994. Rio de Janeiro. NTC INDICADORES DO TRANSPORTE. São Paulo: Ipiranga Asfaltos. dez. uma inovação tecnológica para tratamento de superfície. Polígono. 1997.I. 1996 98 . 1996. Sistema de custo para obras e serviços de engenharia. Sistema de protensão. CTR CONSULTORIA DE TRANSPORTE. São Paulo: Lotus Comunicações. 1990. Planilhas para levantamento de custos. RIO DE JANEIRO (Estado).n. São Paulo. 1968. Consolidação das leis do trabalho comentada. PEDROSO. Relatório CROD 3. RIO DE JANEIRO (Cidade). REVISTA M&T. Gabiões. 414 p. 1996. [19--]. Custos rodoviários . Asfalto modificado com polímero. Diretoria de Obras. 1996. Secretaria de Fazenda.. 1997. REIS. novembro 1994 HERRMANN.

TRIMAK ENGENHARIA E COMÉRCIO. 113p TEIXEIRA. São Paulo: Livraria Nobel. 1975. SILVA.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SIKA. Jorge Willian. ed. 99 . [19--]. 3. 10. ed. Manual de traços de concreto. Manual técnico. Rio de Janeiro. 1996. ed. 6. Gildásio Rodrigues. Aplicação do geotextil Bidim em obras de restauração de pavimentos. 1976. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: EMOP. Custos de obras públicas sistema de custo EMOP.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful