CAPÍTULO 14 – SISTEMA CARDIOVASCULAR
Coração – bomba que faz o líquido interno circular.
Sistemas circulatórios mais eficientes, o coração bombeia sangue em um sistema fechado de
vasos.
Sistema circulatório ou cardiovascular: constituído de um coração, vasos sanguíneos e sangue.
Capilares: vasos microscópicos nos quais ocorre troca de materiais do sangue com o liquido
intersticial.
Valvas do coração e as veias criam um fluxo sanguíneo unidirecional. As veias transportam o
sangue de volta para o coração.
Sangue que entra do lado direito do coração, passa pelos pulmões antes de ir para o lado
esquerdo.
VISÃO GERAL DO SISTEMA CIRCULATÓRIO
Sistema circulatório: serie de tubos (vasos), cheios de líquidos (sangue), conectados a uma
bomba (coração).
A pressão gerada no coração propele o sangue continuamente pelo sistema.
Sistema circulatório – comunicação célula a célula e defesa do organismo contra agentes
invasores.
O SISTEMA CIRCULATÓRIO TRANSPORTA MATERIAIS POR TODO O CORPO
Função primaria – transportar materiais para e de toda a parte do corpo.
As substancias transportadas pelo sistema circulatório podem ser divididas em: Nutrientes,
agua e gases que entram no corpo a partir do meio externo. Materiais que se movem de célula
a célula. Resíduos que as células eliminam.
Um fornecimento contínuo de oxigênio às células é essencial, uma vez que quando privadas de
oxigênio, sofrem danos irreparáveis.
Por causa da sensibilidade do encéfalo à hipóxia – pouca quantidade de oxigênio – os controles
homeostáticos fazem o possível para manter o fluxo sanguíneo cerebral.
Equipe de defesa: constituída pelos leucócitos e anticorpos, patrulham a circulação para
interceptar invasores.
O sistema circulatório recolhe os resíduos metabólicos e o dióxido de carbono liberados pelas
células e os transportam ate os pulmões e rins, onde serão excretados.
O SISTEMA CIRCULATORIO É CONSTITUIDO POR CORAÇÃO, VASOS SANGUINEOS E SANGUE
Artérias - Vasos sanguíneos que levam sangue a partir do coração.
Veias – Vasos sanguíneos que trazem sangue para o coração.
Sistema de valvas no coração e nas veias assegura que o sangue flua em um sentido único e
unidirecional.
Valvas – impedem que o sangue inverta o sentido de fluxo.
Septos – divide o coração em metade direita e esquerda.
Cada metade funciona como uma bomba independente que consiste em um átrio e um
ventrículo.
O átrio recebe o sangue que retorna dos vasos sanguíneos ao coração e o ventrículo bombeia
o sangue para os vasos sanguíneos.
O lado direito do coração recebe sangue a partir dos tecidos e o envia para os pulmões onde
sera oxigenado. O lado esquerdo recebe o sangue recém oxigenado dos pulmões e o bombeia
para os tecidos do corpo.
Trajeto iniciado no ÀTRIO DIREITO. Sangue demonstrado em azul para demonstrar o oxigênio
extraído pelos tecidos. Embora esse sangue seja desoxigenado, ele não é completamente
desprovido de oxigênio. Sob algumas condições, o sangue com baixa quantidade de oxigênio
pode conferir uma cor azulada a certa áreas da pele – ao redor da boca e embaixo das unhas.
Condição conhecida como cianose.
A partir do ATRIO DIREITO o sangue flui para o VENTRICULO DIREITO do coração, de onde ele é
bombeado via AA PULMONARES para os PULMÕES, onde é oxigenado. A partir dos pulmões, o
sangue vai via VV PULMONARES para o lado esquerdo do coração.
Os vasos sanguíneos que vão do ventrículo direito para os pulmões e os que voltam para o
átrio esquerdo são conhecidos como CIRCULAÇÃO PULMONAR.
O sangue proveniente dos pulmões entra no átrio esquerdo e passa para o ventrículo
esquerdo. O sangue é bombeado para fora do ventrículo esquerdo e entra na A. AORTA.
Da artéria aorta o sangue vai movendo-se para pequenas veias cada vez menores.
Após deixar os capilares, o sangue flui para o lado venoso da circulação, movendo-se de
pequenas veias para veias cada vez maiores. As veias da parte superior do corpo de unem e
formam a VEIA CAVA SUPERIOR. As veias da parte inferior se unem e formam a VEIA CAVA
INFERIOR. As duas veias cavas desembocam no átrio direito.
Os vasos sanguíneos que levam sangue do lado esquerdo do coração para os tecidos e de volta
para o lado direito do coração são denominados – circulação sistêmica.
Ramificações da aorta após ela deixar o ventrículo esquerdo – Primeiro ramo representa as aa.
Coronárias, que nutrem o próprio musculo cardíaco. O sangue flui para capilares desss artérias
diretamente para as veias cardíacas que desembocam no átrio direito no seio coronário.
Ramos ascendentes da aorta vão para os braços, cabeça e encéfalo. A parte abdominal supre o
tronco, as pernas e os órgãos internos.
PRESSÃO, VOLUME, FLUXO E RESISTÊNCIA
Por que o sangue flui? Gases e líquidos fluem a favor de um gradiente de pressão, de locais
com maiores pressão para locais com menores pressão.
Nos seres humanos o coração gera uma alta pressão quando se contrai. O sangue flui para fora
do coração (região de pressão mais alta) para o circuito fechado de vasos sanguíneos (região
de menor pressão). Conforme o sangue se move pelo sistema a pressão diminui devido ao
atrito do entre o sangue e a parede dos vasos sanguíneos. Consequentemente a pressão do
sangue cai a medida que ele se afasta do coração.
A pressão mais alta nos vasos do sistema circulatório é encontrada na AORTA e nas ARTÉRIAS
SISTÊMICAS que recebem sangue do ventrículo esquerdo.
A pressão mais baixa ocorre nas VEIAS CAVAS imediatamente antes de desembocarem no
ÁTRIO DIREITO.
A PRESSÃO DO LIQUIDO EM MOVIMENTO DIMINUI COM O AUMENTO DA DISTÂNCIA
Pressão – força exercida por um líquido em seu recipiente.
Se o liquido não está em movimento, a pressão exercida é denominada hidrostática e a força
exercida é igualmente em todas as direções.
Em um sistema no qual o liquido está em movimento, a pressão cai à medida que a distância
percorrida aumenta e a energia é perdida devido ao atrito.
A PRESSÃO NOS LIQUIDOS PODE MUDAR SEM ALTERAÇÃO DO VOLUME
Se as paredes de um recipiente cheio de liquido se contraem, a pressão aumenta sobre o
liquido no recipiente.
No coração humano, a contração dos ventrículos cheios de sangue é similar a apertar um balão
com agua. A pressão criada pela contração do musculo ventricular é transferida para o sangue.
Esse sangue sob alta pressão flui para fora do ventrículo deslocando o sangue de baixa
pressão.
Pressão propulsora – pressão criada nos ventrículos, pois é a força que impulsiona o sangue
pelos vasos sanguíneos.
Já quando o coração relaxa e expande, a pressão de dentro das câmaras cheias de liquido cai.
As mudanças nos volumes dos vasos sanguíneos e no coração são os principais fatores que
influenciam a pressão sanguínea no sistema circulatório.
O SANGUE FLUI DE UMA AREA DE MAIOR PARA UMA AREA DE MENOR PRESSÃO
O fluxo pelo tubo é diretamente proporcional ao gradiente de pressão.
Quanto maior o gradiente de pressão, maior é o fluxo do liquido.
Mesma diferença de pressão, mesmo fluxo.
A RESISTÊNCIA SE OPÕE AO FLUXO
A tendência do sistema circulatório se opor ao fluxo sanguíneo é denominada resistência ao
fluxo.
Fluxo de sangue escolhe o caminho com menor resistência.
Um aumento de resistência de um vaso sanguíneo resulta em redução de fluxo por ele.
Se a resistência aumenta, o fluxo diminui.
Quais parâmetros determinam a resistência?
Raio do tubo, comprimento do tubo e a viscosidade (espessura).
Lei de POISEULLE – mostra a relação entre esses fatores. Mostra que a resistência oferecida
por um tubo ao fluxo de liquido aumenta quando o comprimento do tubo aumenta. A
resistência aumenta a media que a viscosidade do liquido aumenta, mas a resistência diminui
quando o raio do tubo aumenta.
FISICA DO FLUXO DOS LIQUIDOS NO SISTEMA CIRCULATORIO
O coração gera pressão e bombeia sangue para o lado arterial da circulação. As artérias atuam
como um reservatório de pressão durante as fases de relaxamento do coração mantendo a
pressão media arterial que é a força impulsionadora do fluxo sanguíneo.
A pressão arterial media (PAM) é influenciada por dois fatores: Debito cardíaco (volume de
sangue que o coração bombeia por minuto) e Resistência periférica ( Resistência do vaso
sanguíneo ao fluxo de sangue).
O MUSCULO CARDIACO E O CORAÇÃO
O CORAÇÃO TEM QUATRO CAMÂRAS
Localizado no centro da cavidade torácica.
Ápice – voltado para baixo e para o lado esquerdo do corpo.
Base – mais larga fica atrás do osso esterno.
Dentro da cavidade torácica, o coração se situa na parte ventral, entre os dois pulmões, com
seu ápice sobre o diafragma.
Envolvido por um saco membranoso – pericárdio.
Há uma fina camada de liquido pericárdico dentro do pericárdio que lubrifica a superfície
externa do coração.
Atrito pericárdico – inflamação do pericárdio com consequente redução da lubrificação.
Maior parte é composta pelo musculo miocárdico recoberto por finas camadas de tecido
epitelial e conectivo.
A maior parte do coração é a parede espessa dos ventrículos, os átrios apresentam paredes
mais finas.
Os principais vasos sanguíneos emergem da base do coração.
A aorta e o tronco pulmonar direcionam o sangue do coração para tecidos e pulmões,
respectivamente.
As veias cavas e pulmonares trazem o sangue de volta para o coração.
Percorrendo as superfícies dos ventrículos, estão os sulcos que contem as artérias e as veias
coronárias, as quais suprem de sangue o musculo cardíaco.
Septo interventricular – separa lado direito e esquerdo do coração de modo que o sangue de
um lado não se mistura com o sangue do outro lado.
Os dois lados se contraem de modo coordenado.
Primeiro átrios se contraem juntos e depois os ventrículos.
O sangue flui das veias para os átrios e segue para os ventrículos por valvas que se abrem em
um único sentido.
Ventrículos são câmaras bombeadoras de sangue. O sangue deixa o ventrículo direito via
tronco pulmonar e o esquerdo via artéria aorta. Um cjto de valvas guarda a saída dos
ventrículos, de modo que o sangue não pode fluir de volta para o coração após ser ejetado.
Os ventrículos devem se contrair de baixo para cima para que o sangue seja ejetado pelo topo.
O tecido conectivo fibroso atua como isolante elétrico entre os átrios e ventrículos.
Este arranjo assegura que os sinais elétricos possam ser conduzidos por um sistema de
condução especializada para o ápice do coração, gerando uma contração do ápice para a base
do coração.
AS VALVAS CARDIACAS ASSEGURAM UM FLUXO UNIDIRECIONAL
Dois conjuntos de valvas asseguram um fluxo unidirecional no coração – valvas
atrioventriculares (localizadas entre átrios e ventrículos) e valvas semilunares ( localizadas
entre ventrículos e artérias).
Mesma função – impedir o fluxo sanguíneo para tras.
Na abertura entre cada átrio e o seu ventrículo há uma valva atrioventricular.
As valvas se movem passivamente quando o fluxo de sangue as empurra.
Quando um ventrículo contrai, o sangue é empurrado para o lado de baixo da valva Av e a
força para cima para assumir a posição fechada.
Prolapso – quando as cordas tendineas falham e a valva é empurrada para dentro do átrio.
As duas valvas AV não são idênticas. A valva AV direita (tricuspede) apresenta três folhetos. Já
a valva AV esquerda (bicuspede) apresenta dois folhetos. A valva AV esquerda também é
chamada valva mitral.
As valvas semilunares separam os ventrículos das grandes artérias. A valva aórtica está entre p
ventrículo esquerdo e a aorta. E a valva pulmonar entre o ventriulo direito e o tronco
pulmonar.
Cada valva semilunar tem três folhetos que se fecham rapidamente quando o sangue tenta
voltar para dentro do ventrículo.
Por seu formato, as valvas semilunares não precisam de tendões de conexão como as valvas
AV.
O MUSCULO CARDIACO CONTRAI SEM INERVAÇÃO
A maior parte do coração é composta por células musculares cardíacas ou miocárdio.
A maioria das células musculares cardíacas são contráteis, mas cerca de 1 por cento delas são
especializadas em gerar potenciais de ação espontaneamente.
Propriedade única do coração – contrair sem qualquer sinal externo.
O sinal para contração do coração é MIOGÊNICO – é originado dentro do próprio musculo
cardíaco.
O sinal para contração miocárdica é proveniente de células especializadas denominadas
células autoexcitáveis e não do SNC. Essas cels também são denominadas células marcapasso,
porque elas determinam a frequência dos batimentos cardíacos.
Células autoexcitáveis – não contribuem para a força contrátil do coração; Cels contrateis são
típicas do musculo estriado.
Durante períodos de aumento de atividade, o coração utiliza de quase todo oxigênio trazido
pelas artérias coronárias. Assim a única maneira de conseguir mais oxigênio para o musculo
cardíaco é aumentando o fluxo sanguíneo.
A ENTRADA DO CÁLCIO É UMA CARACTERISTICA DO ACOPLAMENTO EXCITAÇÃO-
CONTRAÇÃO CARDIACO
Potencial de ação também inicia o acoplamento EC, mas o potencial se origina
espontaneamente nas células marcapasso do coração e se propaga para as células contrateis
pelas junções comunicantes.
O relaxamento do musculo cardíaco é similar ao do musculo esquelético. Quando as
concentrações citoplasmáticas de Ca 2+ diminuem, o Ca 2 + se desliga da troponina, a miosina
libera a actina e os filemantos contrateis deslizam de volta para a sua posição de relaxamento.
A CONTRAÇÃO DO MUSCULO CARDIACO PODE SER GRADUADA
Uma propriedade chave das células musculares cardíacas, é a capacidade de uma única fibra
muscular executar contrações graduadas, nas quais a fibra varia a quantidade de força que
gera.
A força gerada pelo musculo cardíaco é proporcional ao numero de pontes cruzadas ativas.
E o numero de pontes cruzadas ativas é determinada pela quantidade de Ca2+ ligada a
troponina.
Outro fator que afeta a força de contração do musculo cardíaco é o comprimento do
sarcomero no inicio da contração.
Quanto maior o comprimento do sarcômero e da fibra muscular quando a contração inicia,
maior a tensão desenvolvida.
OS POTENCIAIS DE AÇÃO NO MIOCÁRDIO VARIAM
A fase de despolarização rápida é resultante da entrada de Na+ e a fase de repolarização é
devida à saída de K+.
Na célula miocárdica existe um potencial de ação prolongado devido à entrada de Na+. O
potencial miocárdico mais longo ajuda a prevenir a contração sustentada, denominada tétano.
A prevenção do tétano é de extrema importância, já que o m.cardíaco deve relaxar entre as
contrações, de modo que os ventrículos possam se encher de sangue. PROVA
Como um potencial de ação mais longo impede o tétano? O período refratário é aquele
período após um potencial de ação, durante o qual um estímulo normal não pode desencadear
um segundo potencial de ação. No musculo esquelético, o potencial de ação e o período
refratário estão terminando quando a contração começa. Por essa razão, um segundo
potencial de ação disparado imediatamente depois do período refratário causa a soma das
contrações. Se uma série de potenciais de ação ocorrer em rápida sucessão, ocorrerá a
contração sustentada, chamada tétano. O TÉTANO NÃO PODE OCORRER NO MÚSCULO
CARDÁICO, POIS O POTENCIAL DE AÇÃO PROLONGADA FAZ COM QUE A CONTRAÇÃO E O
PERÍODO REFRATÁRIO TERMINEM QUASE SIMULTANEAMENTE. QUANDO UM SEGUNDO
POTENCIAL PODE OCORRER, A CELULA MIOCARDICA ESTÁ QUASE QUE COMPLETAMENTE
RELAXADA.CONSEQUENTEMENTE NÃO OCORRE SOMAÇÃO.
CELULAS MIOCARDICAS AUTOEXCITAVEIS
O que confere às células miocárdicas, a capacidade de gerar potenciais de ação de modo
espontâneo na ausência de um sinal do SN?
Esta propriedade resulta do seu potencial de membrana instável, o qual começa m -60 mV e
sobe lentamente em direção ao limiar.
Esse potencial de membrana instável é chamado de potencial MARCAPASSO, em vez do
potencial de membrana em repouso porque ele nunca descansa em um valor constante.
Sempre que o potencial marcapasso despolariza até o limiar, as células autoexcitaveis
disparam um potencial de ação.
O que causa essa instabilidade do potencial de membrana das células?
O conhecimento atual é de que as células autoexcitáveis, contém canais que são diferentes
dos canais de outros tecidos excitáveis.
OS NEUROTRANSMISSORES AUTONÔMICOS MODULAM A FREQUÊNCIA CARDÍACA
A velocidade na qual as células marcapasso despolarizam determina a frequência com que o
coração contrai – frequência cardíaca.
O intervalo entre os potenciais de ação pode ser modificado alterando a permeabilidade das
células autoexcitaveis a diferentes íons. O aumento da permeabilidade ao íons Na+ e Ca2+
durante a fase do potencial marcapasso, acelera a despolarização e a frequência cardíaca, ao
passo que a diminuição ao Ca2+ e o aumento ao K+, retarda a despolarização e diminui a
frequência cardíaca.
A estimulação simpática das células marcapasso, aumenta a frequência cardíaca. As
catecolaminas, noradrenalinas e a adrenalina aumentam o fluxo iônico pelos canais de Ca2+.
Os cátions entram mais rapidamente, acelerando a despolarização do marcapasso, fazendo
com que a célula alcance mais rápido o limiar e aumente a frequência de disparo dos
potenciais de ação. Quando o marcapasso dispara potenciais de ação mais rapidamente, a
frequência cardíaca aumenta.
O neurotransmissor parassimpático acetilcolina, reduz a frequência cardíaca. A acetilcolina
ativa os receptores adrenérgicos muscarinicos que influenciam os canais de K+ e Ca2+ nas
células marcapasso. A permeabilidade ao K+ aumenta, depolarizando a célula de modo que o
potencial marcapasso inicia em um valor mais negativo. Já a diminuição ao Ca2+ diminui a
velocidade na qual o marcapasso despolariza. A combinação dos dois efeitos faz com que a
célula demore mais tempo para alcançar seu limiar, atrasando o inicio no potencial de ação no
marcapasso e diminuindo a frequência cardíaca.
O CORAÇÃO COMO BOMBA
A CONDUÇÃO ELÉTRICA NO CORAÇÃO COORDENA A CONTRAÇÃO
*Celula autoexcitável não contrátil
As células miocárdicas devem se despolarizar e contrair de modo coordenado para o coração
gerar força suficiente para o sangue circular.
A comunicação elétrica no coração começa com um potencial de ação em uma célula
autoexcitável. A despolarização se espalha rapidamente pelas células adjacentes através das
junções comunicantes. A onda de despolarização é seguida por uma onda de contração que
passa pelo átrio e depois vai para os ventrículos.
A DESPOLARIZAÇÃO COMEÇA NO NÓ SINOATRIAL (NÓ SA), AS CÉLULAS AUTOEXCITÁVEIS
LOCALIZADAS NO ÁTRIO DIREITO QUE ATUAM COMO O PRINCIPAL MARCAPASSO DO
CORAÇÃO. A ONDA DE DESPOLARIZAÇÃO SE PROPAGA RAPIDAMENTE POR UM SISTEMA
ESPECIALIZADO DE CONDUÇÃO CONTITUIDO DE FIBRAS AUTOEXCITAVEIS NÃO CONTRATEIS.
UMA VIA INTERNODAL RAMIFICADA CONECTA O NÓ SINOATRIAL AO NÓ ATRIOVENTRICULAR
(NÓ AV), UM GRUPO DE CÉLULAS EXCITAVEIS LOCALIZADAS PROXIMAS AO ASSOALHO DO
ATRIO DIREITO.
DO NÓ AV, A DESPOLARIZAÇÃO MOVE-SE PARA OS VENTRÍCULOS. AS FIBRAS DE PURKINJE,
CELULAS DE CONDUÇÃO ESPECIALIZADAS, TRANSMITEM SINAIS ELETRICOS MUITO
RAPIDAMENTE A PARTIR DO FASCICULO ATRIOVENTRICULAR (FEIXE DE HISS), LOCALIZADO NO
SEPTO ENTRE OS VENTRICULOS. PERCORRIDO UM CURTO CAMINHO NO SEPTO, O
FASCÍCULOSE DIVIDE EM RAMO DIREITO E ESQUERDO. ESSES RAMOS CONTINUAM SE
DESLOCANDO PARA O ÁPICE DO CORAÇÃO ONDE SE DIVIDEM EM VÁRIOS RAMOS MENORES
CHAMADOS DE RAMOS SUBENDOCÁRDIOS QUE SE ESPALHAM LATERALMENTE ENTRE AS
CELULAS CONTRATEIS.
O SINAL ELETRICO PARA A CONDUÇÃO COMEÇA QUANDO O NÓ SA DISPARA UM POTENCIAL E
AÇÃO E A DESPOLARIZAÇÃO SE PROPAGA PARA AS CELULAS ADJACENTE PELAS JUNÇÕES
COMUNICANTES. A CONDUÇÃO ELÉTRICA É RAPIDA PELAS VIAS DE CONDUÇÃO INTERNODAIS,
MAS MAIS LENTA ATRAVÉS DAS CELULAS CONTRATEIS DO ATRIO.
QUANDO OS POT. DE AÇÃO SE ESPELAHAM PELOS ATRIOS, ELES ENCONTRAM O ESQUELETO
FIBROSO DO CORAÇÃO NA JUNÇÃO ENTRE ATRIOS E VENTRICULOS. ESTA BARREIRA IMPEDE
QUE OS SINAIS ELETRICOS SEJAM TRANSFERIDOS DOS ATRIOS PROS VENTRICULOS.
CONSEQUENTEMENTE, O NÓ AV É O ÚNICO CAMINHO NO QUAL OS POTENCIAIS DE AÇÃO
PODEM ALCANÇAS AS FIBRAS CONTRATEIS DOS VENTRICULOS.
O SINAL ELETRICO PASSA DO NÓ AV PARA O FASCICULO AV E SEUS RAMOS ATÉ O APICE DO
CORAÇÃO. OS RAMOS SUBENDOCARDIOS – FIBRAS DE PURKINJE – TRANSMITEM OS
IMPULSOS MUITO RAPIDAMENTE DE MODO QUE TODAS AS CELULAS CONTRATEIS DO APICE
SE CONTRAEM QUASE AO MESMO TEMPO.
Por que é necessário direcionar os sinais elétricos através do nodo AV? Por que não permitir
que eles se espalhem dos átrios para os ventrículos? A resposta reside no fato de que o sangue
é bombeado para fora dos ventrículos através das aberturas localizadas na porção superior
dessas câmaras. Se o impulso elétrico vindo dos átrios fossem conduzidos diretamente ao
ventrículos, estes iniciariam a contração pela parte superior. Logo o sangue seria impulsionado
para baixo e ficaria represado na parte inferior dos ventrículos. A contração do ápice para a
base empurra o sangue para a abertura das artérias localizadas na base do coração.
A EJEÇÃO DE SANGUE DOS VENTRICULOS É AJUDADA PELO ARRANJO ESPIRAL DOS MUSCULOS
NAS PAREDES. QUANDO ESSES MUSCULOS SE CONTRAEM, ELES APROXIMAM O APICE DA
BASE, IMPULSIONANDO O SANGUE PARA FORA ATRAVES DAS ABERTURAS NO TOPO DOS
VENTRIUCULOS.
UMA SEGUNDA FUNÇÃO DO NÓ AV É ATRASAR UM POUCO A TRANSMISSÃO DOS POTENCIAIS
DE AÇÃO, PERMITINDO QUE OS ATRIOS COMPLETEM SUA CONTRAÇÃO ANTES QUE OS
VENTRICULOS COMECEM A SE CONTRAIR.
O RETARDO NO NÓ AV É CAUSADO PELA DIMINUIÇÃO DE VELOCIDADE DE CONDUÇÃO DAS
CELULAS DO NÓ AV.
OS MARCAPASSOS DETERMINAM A FREQUENCIA CARDIACA
As células do Nó SA determinam o ritmo dos batimentos cardíacos. – marcapasso mais rápido
determina a frequência cardíaca. No coração a ordem para seguir isso é o sinal elétrico
enviado pelo Nó SA para outras células.
Outras células também podem agir como marcapasso sob algumas condições – células do Nó
AV e as fibras de Purkinje, já que apresentam potenciais de repouso instáveis, porem ritmos
mais lentos.
Caso o Nò AS se canse, o papel passa a ser do Nó AV.
O ELETROCARDIOGRAMA REFLETE A ATIVIDADE ELÉTRICA DO CORAÇÃO
Fornecem informações indiretas sobre o funcionamento do coração.
Triângulo de Einthoven – triângulo elétrico criado ao redor do coração.
Um eletrodo positivo de derivação, um negativo e um inativo.
O traçado do ECG mostra a soma dos potenciais elétricos gerados em todas as células do
coração. As ondas do ECG podem ser relacionadas com contração e relaxamento.
Acompanhamento de um ECG em um ciclo cardíaco: Há dois componentes principais no ECG –
ondas e segmentos. As ondas aparecem como deflexões para cima ou para baixo na linha de
base. Os segmentos são partes das linhas de base entre as duas ondas. Os intervalos são
combinações de ondas e segmentos. Três principais ondas podem ser vistas em um ECG:
1. Onda P – corresponde à depolarização dos átrios.
2. Complexo QRS (trio de ondas) – representa a onda progressiva de despolarização
ventricular. ( A repolarização atrial está incorporada nesse processo).
3. Onda T – representa a repolarização dos ventrículos.
Quando uma onda elétrica que percorre o coração se dirige para o eletrodo positivo, temos
uma deflexão positiva no ECG – ondas para cima da linha de base. Se o movimento resultante
de cargas se dirigir para o eletrodo negativo, ondas para baixo da linha de base.
As derivações extras fornecem informações detalhadas sobre a condição do coração.
Interpretação de um ECG:
1. Frequencia cardíaca: Medida entre o inicio de uma onda P até a onda P seguinte. Ou
do pico de uma onda R até a onda R seguinte. Uma frequência normal cardíaca de
repouso é de 60 a 100 batimentos por minuto. Uma frequência mais elevada é
conhecida com TAQUICARDIA e uma frequência mais baixa que a normal é conhecida
como BRADICARDIA.
2. Ritmo dos batimentos: Ritmo irregular (arritmia) pode ser um batimento extra benigno
ou uma condição mais seria.
O CORAÇÃO CONTRAI E RELAXA DURANTE UM CICLO CARDIACO
Cada ciclo possui duas fases: DIÁSTOLE – período no qual o musculo cardíaco relaxa – e a
SÍSTOLE – período no qual o músculo cardíaco contrai.
Como átrio e ventrículo não se contraem de modo simultâneo, ambos os processos serão
discutidos.
Vale lembrar que o sangue flui de uma área de pressão mais elevada, para uma área de menor
pressão. Contração aumenta pressão ao passo que o relaxamento diminui.
O ciclo cardíaco será dividido em 5 fases:
1. O coração em repouso – Diástole atrial e ventricular: Nesse momento tanto átrios
quanto os ventrículos estão relaxados. Os átrios estão se enchendo com o sangue
vindo das veias e os ventrículos acabaram de completar uma contração. À medida que
os ventrículos relaxam, as valvas AV – entre átrio e ventrículo - se abrem e o sangue
flui por ação da gravidade dos átrios para os ventrículos.
2. Término do enchimento ventricular e Sístole atrial: Embora a maior parte do sangue
entre nos ventrículos enquanto os átrios estão relaxados, os restantes vinte por cento
de enchimento dos ventrículos ocorre quando os átrios se contraem. A sístole ou
contração atrial inicia seguindo uma onde de despolarização que percorre
rapidamente os átrios. A pressão aumentada que acompanha a contração, empurra
sangue para dentro dos ventrículos. Vale ressaltar que embora as veias se estretitem
durante a contração, uma pequena quantidade de sangue é forçada a voltar para as
veias, pois estas não apresentam valvas unidirecionais para bloquear o fluxo de
sangue.
3. Contração ventricular inicial e o primeiro som cardíaco: Enquanto os átrios se
contraem, a onda de despolarização percorre lentamente as células condutoras do nó
AV e rapidamente segue pelos ramos do fascículo AV – fibras de Purkinje até o ápice
do coração. A sístole ventricular inicia no ápice do coração quando as bandas
musculares em espiral empurram o sangue para cima em direção à base. O sangue
empurrado em direção inferior às valvas AV faz com que estas se fechem de modo que
não há refluxo para o átrio. As vibrações geradas pelo fechamento das valvas AV cria o
PRIMEIRO SOM CARDÍACO – S1, o “tum” do “tum-tá”.
Com ambos os conjuntos de valvas AV e semilunares fechadas o sangue dos
ventrículos não tem para onde ir. Entretanto os ventrículos continua a se contrair. Essa
fase é chamada de contração isovolumétrica – destacando o fato de que o volume no
interior dos ventrículos não se altera.
Enquanto os ventrículos realizam a sua contração, as fibras atriais estão se
repolarizando e relaxando. Quando as pressões nos átrios atingem pressões com
valores inferiores à pressão das veias, o sangue volta a fluir das veias pros átrios. O
fechamento das valvas AV isola as câmaras cardíacas superiores e inferiores, o que
significa que o enchimento atrial é independente dos eventos que ocorrem nos
ventrículos.
4. O coração bombeia – ejeção ventricular: Quando os ventrículos se contraem, eles
geram uma pressão suficiente para abrir as valvas semilunares e empurrar o sangue
para as artérias. A pressão criada pela contração ventricular se torna a força
propulsora do fluxo sanguíneo. O sangue sob alta pressão é forçado para dentro das
artérias deslocando o sangue de baixa pressão que as preenche. Durante essa fase as
valvas AV permanecem fechas e os átrios continuam enchendo.
5. Relaxamento ventricular e o segundo som cardíaco: No final da ejeção ventricular, os
ventrículos começam a se repolarizar e a relaxar diminuindo a pressão ventricular.
Uma vez que a pressão ventricular cai abaixo da pressão das artérias, o sangue começa
a fluir de volta para o coração. Esse fluxo retrógrado preenche os folhetos das valvas
semilunares, forçando –os para a posição fechada e fechando as valvas.
As vibrações geradas pelo fechamento das valvas semilunares são o segundo som
cardíaco, S2 – o “tá” do “tum-tá”.
Uma vez que essas valvas se fecham os ventrículos voltam a ser câmaras isoladas. As
valvas AV permanecem fechadas. Esse período é chamado de relaxamento ventricular
isovolumétrico.
Quando o relaxamento dos ventrículos faz a pressão ventricular cair até ficar com a
pressão menor que a dos átrios, as valvas AV se abrem e o ciclo cardíaco começa
novamente.
AS CURVAS DE PRESSÃO VOLUME REPRESENTAM O CICLO CARDÍACO
O lado esquerdo do coração gera pressões mais elevadas que o átrio direito, o qual
envia sangue para a circulação pulmonar que é mais curta.
VDF ou pré-carga: Volume de sangue contido no ventrículo no final da diástole. ( cerca
de 135 ml).
VSF: Volume de sangue contido no ventrículo no final da sístole.
VS ou descarga sistólica: Quantidade de sangue bombeada por um ventrículo durante
uma contração.
Fração de ejeção: Fração do VDF que é ejetado num batimento cardíaco.
Frequência cardíaca: número de batimentos por minuto.
Débito cardíaco ou volume minuto cardíaco: Volume de sangue bombeado pelo
coração em um minuto.
Índice cardíaco:
Carga cardíaca ou pós carga: Pressão arterial que deve ser contida pela pressão
ventricular.
VOLUME SÍSTOLICO É O VOLUME DE SANGUE BOMBEADO EM UMA CONTRAÇÃO
VS ou descarga sistólica: Quantidade de sangue bombeada por um ventrículo durante uma
contração.
Volume sistólico = Volume de sangue antes da contração – Volume de sangue após a
contração.
VS= VDF – VSF
Ex: Vs= 135 – 65
Vs= 70 ml.
O DÉBITO CARDÍACO É UMA MEDIDA DO DESEMPENHO CARDÍACO
Indicador do fluxo sanguíneo total do corpo.
DC = FC x VS
FC = frequência cardíaca
VS = Volume sistólico
Ex : DC = 72 X 70 = 5040 ml/min (Aproximadamente 5 L por minuto )
O volume total médio de sangue é de 5L, portanto na realização de exercício físico pode chegar
a 30, 35 L.
Alterações no Débito Cardíaco são ocasionadas por mudanças na frequência cardíaca ou no
volume sistólico.
A FREQUÊNCIA CARDÍACA É CONTROLADA POR NEURÔNIOS E CATECOLAMINAS
A frequência cardíaca media em repouso é de 70 batimentos por minuto.
As crianças apresentam FCM mais elevadas que os adultos.
Embora a frequência cardíaca seja iniciada pelas células autoexcitáveis do nó SA, ela é
modulada por sinais neurais e hormonais.
As subdivisões simpática e parassimpática do SNA influenciam a frequência cardíaca por um
controle antagônico. A atividade parassimpática diminui a frequência cardíaca e a atividade
simpática aumenta. Normalmente o controle tônico da frequência cardíaca é realizado pelo
parassimpático. Esse controle pode ser demonstrado bloqueando todas as entradas de sinais
autonômicos para o coração. Quando todos os sinais simpáticos e parassimpáticos são
bloqueados, a frequência de despolarização espontânea do nó SA é de 90 a 100 bat por
minuto. Para alacançar uma frequência de 70 bpm, a atividade parassimpática tonica deve
diminuir a frequência intrínseca de 90bpm.
Um aumento na FC pode ser alcançado de duas formas: O modo mais simples é diminuir a
atividade parassimpática. Quando a influencia parassimpática é retirada das células
autoexcitáveis, elas assumem sua frequência intrínseca de despolarização e a frequência
aumenta para 90 a 100 bpm. Por outro lado a atividade simpática é necessária para elevar a
frequência cardíaca acima da frequência intrínseca. Conforme já visto, a noradrenalina ou
adrenalina agindo sobre os receptores beta 1 eleva a frequência de despolarização das células
autoexcitavies, aumentando a FC.
Ambas as subdivisões – simpática e parassimpática – alteram a velocidade de condução no nó
AV. A acetilcolina secretada pelos neurônio parassimpáticos, retarda a condução dos impulsos
pelo nó SA. Em contraste as catecolaminas e noradrenalina aceleram a condução dos
potenciais de ação.
MÚLTIPLOS FATORES INFLUENCIAM O VS
VS – volume de sangue bombeado por cada ventrículo em cada contração está diretamente
relacionado à força gerada pelo musculo cardíaco durante a contração.
Normalmente quando a força de contração aumenta, o VS aumenta. No coração isolado, a
força de contração ventricular é afetada por dois parâmetros: o comprimento da fibra
muscular no inicio da contração e a contratilidade do coração.
O volume de sangue no ventrículo no inicio da contração (VDF) indica o comprimento do
musculo.
RELAÇÃO DE COMPRIMENTO – TENSÃO: LEI DE FRANK STARLING
Quando o comprimento do sarcômero aumenta, a força de contração aumenta. Em um
coração sadio, quando o estiramento da parede dos ventrículos aumenta, o VS aumenta. Se
mais sangue chegar ao ventrículo as fibras musculares se estiram mais e aumentarão a força
de contração, ejetando mais sangue.
O grau de estiramento do miocárdio antes do início da contração é chamado de pré carga –
pois este estiramento representa a carga colocada sobre os músculos antes que eles se
contraiam.
A relação entre o estiramento e a força no coração sadio foi colocado em um gráfico na curva
de Frank – Starling. O gráfico mostra que o VS é proporcional ao VDF. Quanto mais sangue
chega ao coração, ele se contrai com mais força e ejeta mais sangue. O eixo X representa o
VDF e o eixo Y o VS – indicador de força de contração. (Gráfico vide página 533 do livro
Silveerthorn).
Isso significa que dentro dos limites fisiológicos, o coração ejeta todo sangue que chega ate
ele.
VOLUME SISTOLICO E RETORNO VENOSO
O VDF é normalmente determinado pelo retorno venoso que é a quantidade de sangue que
retorna ao coração pela circulação venosa.
3 fatores afetam o retorno venoso: Contração ou compressão das veias que levam o sangue
para o coração; mudança de pressão no abdômen e no tórax durante a respiração; inervação
simpática das veias.
Bomba do musculo esquelético – contrações que espremem as veias. Durante exs que
envolvem os membros inferiores o musculo esqueltico ajuda a bombear o sangue de volta
para o coração.
Bomba respiratória – Criada pelo movimento do tórax durante a inspiração. Como o tórax se
expande e o diafragma se move em direção ao abdome, a cavidade torácica se amplia e
desenvolve uma pressão subatmosferica. Essa baixa pressão diminui a pressão na veia cava
inferior que passa atrás do tórax, permitindo que mais sangue das veias abdominais entre na
veia cava. A combinação do aumento de pressão sob as veias abdominais e da diminuição de
pressão sob as torácicas aumenta o retorno venoso durante a inspiração.
Atividade simpática – Quando ocorre a constrição das veias o seu volume diminui, empurrando
mais sangue para dentro do coração. Com um volume ventricular maior no inicio da próxima
contração, o ventrículo contrai com mais força enviando mais sangue para o lado arterial da
circulação.
Desse modo a inervação simpática das veias permite que o corpo redistribua parte do sangue
venoso para a circulação arterial do coração.
A CONTRATILIDADE É CONTROLADA PELOS SISTEMAS NERVOSO E ENDÓCRINO
Subst. Química que afeta a contratilidade do coração – agente inotrópico.
Efeito – efeito ionotrópico.
Se uma substancia aumenta a força de contração ela é possui um efeito ionotrópico positivo. –
EX – catecolaminas e adrenalinas.
O VOLUME DIASTOLICO FINAL E A PRESSÃO SANGUINEA ARTERIAL DETERMINAM A PÓS
CARGA
A carga combinada do VDF e da resistência arterial durante a contração ventricular é
conhecida como pós carga.
O aumento da pós carga é encontrada em diversas condições patológicas. Inclui elevação da
PA e complacência da aorta.
Para manter o VS constante, quando a pós carga aumenta, o ventrículo deve aumentar a sua
força de contração e o musculo necessitará de mais oxigênio e ATP.
Indice funcional – fração de ejeção.