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ee fi criatividade e a inovagao na gestao das organizacoes por Fernando Cardoso de Sousa ‘AAnecessidiade de diferenciar dols conceltos distintos que, por vezes, o senso comum mistura. fis Implicagdes dessas diferent mo ebordegem post U vel da imporiéncie de atiovidede no gesto0 dos orgonizogées pode pos- sor por fozer véris combi- rages do polovre egestécn com a ciaividede € seus derivodos, oblendo-se ossim propostos interessontes de tratamento do tema de eio- tvidade & de inovagéo nos corganizagées, 0s quais consiirdo 0 cbjecto deste criga. A sober: =A gesiée do-ciatvidade; = Agesiéo ciativo; = A gestbo dos critives Exlonde, rsohido © probleme, follo opencs dlarifcor & seporagéo entre of temas werialvidoden ¢ sinovagéos, uma vez que os mesmos aparecem gerolmente essociedos, avon- do afinol se froto de coisas diferentes, lal como referem ‘oulores como Farr # Ford (1990), King {1995} ov Woodman, Sawyer e Grifin (1993). A distingdo € importante pare os orgonizacées, (6 que a ctiolvidade & um processo fundo~ rmentolmenle individual, de corécter cognitive-emocional, Fernando José Vieira Cardoso de Souse Dotter em Pscoco Soce eOrgariaconal Iti eldnin do boo ‘eo Super de Comune Sci) El endo sovotnalepoc pt as para 0 management. lenguonto a inovogto & um processe social, em que inlervém sobrehy- do fenémenos relatives & comu- ricagao. Esto dislingSe, quando opli- coda & geste dos empresos, ‘obrige-nos a vérios prestu- pul, sobre os quois se ido desenvolver as. pro- postas de trolomenta do tame ols ciedos. Ai criatlvidade nao existe, ‘ainovagao sim Tembém néo se dizer 0 que & 0 wala», ‘mas £0) perfeitomente o que ela ¢ copa de conseguir ‘Como esclarecem Woodman © Schoenfeld (1990), © ferme erotvdaden pode ser vis quer como um conceit. social, expresso nas teorias impliitos dos pessoas, quer como uma consirugéo cinifico, desenvolvide por invest- godores da especiolidade. Quando ambos os significodos 360 distintos, ou dificeis de objeciivar, como € 0 cosa, surgem 5 mais vriadas dficuidodes no investgasée cer Ico, devido 6 austncia da voidade do consiugso, iso &, cde um significado concreto e objectivo, que posso ser parti thodo. Assim, para verficar se & possivel obier una cons- trugéo coerente, forna-se necessério, em primeiro logos examinar o forma como ela & explicada em obordagens & defnigbes levicas e, depois, consitar a forma come & ArvIsTa PORTUGUESA OF BESTHO cco sociclmente percebide, em especial quando oplicada 0 uma ‘octvidade ou contexte, como & 0 coso dos orgonizacées. Relalivamenie & consitugdo da craividede, ¢ cl como na efinigdo proposta por Mortis Sin (Stein, 1953; 1995), era cle h6 bem pouco fempo cceite que se trolova de «um rocesso que resulta numo novidade que é aceite | convincente ou saisfatéria por um grupo jcative de pessoas, num determinado perio- do». No entanla, fol come foi exposie por Sousa (2000), 0 elnino resisl 8 conteslagio fete 6 notureza subject ‘ve dos elementos que e consiivem. + Os cilrios uizedos no deinigdo de produls cativos el longe de proporcionor um pedréo objetivo sobre o.que reelmente conslui umo realizag60 tative: nov dade ¢ wuiidode> dependem milo do ponto de visto o observador. © proto tem de ser convincentes, & esse 6 um fenémeno de persuesto, n6o de crngio ro priomente dio; Mesmo recorrendo @ petites no essuno, ou olé 6 avai 060 histéica, © objectvidede néo melhera muito, 6 ‘aie tonlos€ 160 varedes so os faciores que podem lever © que determinado produto ov pesson sejam valiados de formas cferenies em contexos diferentes. © fenémeno da repulagéo &dindmico e cumulative, tor nondo-se ef explicar por que é que pessoas com pro- ugées semelhaites recebem, por vezes, um reconheci mento piblico tbo diferene; ~ Se bem que © autor edmita que nem todo o critivi ade 6 susceptvel de esular num produto e ressalve {que s2 lola de um eprocesso,vérios autores const deram que os processos subjacentes oo pensomenio riotvo néo sao diferentes dos que se encontcam em ‘quolquer outro ipo de pensomento, pela simples rorbo que © pensamento é sempre crilivo, Mesmo © ‘ossociogéo que anleriormente se foris entre o divergéncia de pensomento e ¢ crialvidede pode fom- bbém ser posta em causo, 00 reconhecer-se que © divergéncia e o convergéncia estéo sempre ossociadas ‘no pensamento, (© reconhecimento da criaivdade ‘nclui muilas pessoas iacaoe no desempenho de varios papéis de produgao, mi Prumanwen 200 ARTIGOS reconhecimento, que Sicin (1993) designa por eriadores, intermediérios ¢ apreciadores, lornando muilo dolerminar quem deve julgar, por que € que um determi- nado jvlgamenio € produzido © quando ¢ o olivra idea ppora fazer um julgamento definitive quanto ao nivel de cra Yividede de delerminedo produto. Criag60, persuasto, capacidade de apreciar, conslituem varios vertentes de um ‘mesmo fenémano, de tal modo que parece ser mais cor- ‘eelo adoplar o ofirmacée de Czikszentminayi (1991) de ‘que «a crlatividade néo esté localizada no criador nem no produto mas sim na interacgio entre o crice dor e os responsdveis pela drea em questo, que retdm ou rejeitam selectivamente os produtos ria tivos». 7 [Nesta perspective, a criotvidede ndo possui ume exisién- ia conereta, uma vex que se trata de ume atibuigéo. Fico centdo consubslancieda no processo de comunicagéo fenlve © cfiador (ov © produtc) © 0 oudincio; e se a ‘tribvigdo que é feita pela audiéncia o esse produto (ou