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O monitoramento nutricional frente aos métodos diagnósticos no

planejamento das adubações.

Wadt, P.G.S.1 & Novais, R.F.2

Introdução
O monitoramento nutricional objetiva o acompanhamento
sistemático dos fatores de produção que afetam a produtividade vegetal, com
vistas a orientar o processo de diagnose nutricional e de recomendação de
nutrientes e a proporcionar o estabelecimento de padrões nutricionais.
Ao planejar-se o monitoramento nutricional deve-se,
antecipadamente, determinar-se quais serão os processos diagnósticos que serão
utilizados na interpretação do dados, desde que dependendo do método
escolhido, a metodologia para o monitoramento deverá apresentar características
distintas. Contudo, tem-se sedimentado uma abordagem errônea para os
processos de amostragem e monitoramento nutricional, a partir da premissa de
que os processos recomendados para o método do nível crítico ou das faixas de
suficiência são também aplicados para o método do DRIS.
Neste trabalho, apresentaremos alguns fundamentos básicos para
ilustrar as razões pelas quais os procedimentos de monitoramento nutricional
devem ser distintos segundo o processo diagnóstico adotado.

Fundamentos da Nutrição Mineral


Sob a ótica estritamente matemática, a concentração de um nutriente
no tecido de uma planta (Cn) correspondente ao resultado numérico da análise
química, representado pelo quociente entre a quantidade de nutriente acumulada
no tecido num dado intervalo tempo (n) pela quantidade de biomassa acumulada
no mesmo tecido a este mesmo intervalo tempo (B). Embora a Cn seja resultante
de dois processos dinâmicos de acumulação biológica, constitui-se de uma
medida estática, instantânea (Ingestad, 1987).
Este aspecto da nutrição de plantas é bastante relevante: trabalha-se
com uma medida estática derivada de processos dinâmicos, desde que as taxas
de acumulação de nutriente e de biomassa dependem de inúmeros processos
fisiológicos, como a taxa de absorção de nutriente, as relações fonte-dreno, as

1
Meta Agroflorestal. Caixa Postal 224, CEP: 13.730-000, Mococa (SP). E-mail:
pgswadt@dglnet.com.br
2
Prof.Titular, Departamento de Solos, UFV. E-mail rfnovais@mail.ufv.br
taxas de transporte interno de nutrientes e carboidratos, a respiração e a
fotorespiração celular e a fotossíntese, entre outros (Ingestad & Ågreen, 1995)
Por outro lado, como os processos de acúmulo de nutriente e de
biomassa apresentam mecanismos de autocontrole, ou seja, controlam a si
mesmo, a quantidade de um nutriente absorvida pela planta afetará a própria
capacidade da planta em continuar absorvendo o respectivo nutriente. Em razão
disso, as taxas de acúmulo são mais bem quantificadas pelas taxas relativas de
acúmulo de nutrientes (nR) e de acúmulo de biomassa (BR) (Ingestad & Ågreen,
1992, 1995).
Suponha-se uma planta em que a Cn mantenha-se constante durante
um dado período de tempo. Nessa situação, a derivada da Cn em relação ao
tempo será igual a zero:
d(Cn)/dt = 0.
Como a Cn = quantidade de nutriente (n) / quantidade de biomassa
(B), então:
d(n/B)/dt = 0.
Derivando-se a expressão, segue que:
((B . dn/dt) - (n . dB/dt))/B2 = 0
e, rearranjando os termos, tem-se que:
B.(dn/dt)/B2 - n.(dB/dt)/B2 = 0
B.(dn/dt) = n(dB/dt)
(dn/dt)/n = (dB/dt)/B
ou, em termos de taxas de acúmulo relativa,
nR = BR
Portanto, enquanto as taxas relativas nR e BR forem iguais, a Cn
mantém-se constante. Se algum fator diminuir a nR a uma proporção maior que a
BR, a Cn diminuirá, sugerindo que há limitação nutricional. Por outro lado, se a
nR ocorrer a uma proporção maior que a BR, a Cn da planta aumentará,
sugerindo que o nutriente está em excesso.
Há um relacionamento ideal entre o teor do nutriente e a
produtividade vegetal (Figura 1), donde obtém-se, pelo menos, três zonas para a
resposta da produtividade vegetal em função de variações no teor do nutriente:
zona de deficiência severa, zona de deficiência e zona de suficiência e de
consumo de luxo1.
Na zona de deficiência severa a adição do nutriente deficiente
resultará em um aumento da produtividade (BR) à uma taxa superior à nR,

1
Agrupou-se a zona de suficiência e a zona de consumo de luxo como uma única zona com o propósito de simplificação
da teoria exposta.
promovendo a “diluição” do teor do nutriente no tecido: embora a quantidade total
do nutriente aumente, seu teor diminuirá em razão do maior taxa relativa de
acúmulo de biomassa.
Matematicamente, pode-se definir a zona de deficiência severa como
uma região da curva onde nR << BR. Nesse caso, é como se houvesse uma
“explosão” na B com a adição do nutriente limitante, de forma que o quociente
n/B medido após a adição do nutriente será menor que o mesmo quociente de
antes da adição.
Na zona de deficiência, o aumento da n também resultará em
aumento da B, porém, a taxa de aumento relativo de n tende a ser menor que
B (nR  BR ), significando que a taxa de acúmulo de nutrientes não atende à
demanda de nutrientes imposta pela taxa de crescimento.
Quando nR for ótimo (nR ótimo), BR também será ótimo (BR ótimo).
Fisiologicamente, esse ponto representa o potencial máximo de crescimento da
planta em condições naturais (Ingestad & Ågreen, 1992, 1995). Após o ótimo
fisiológico, se NR > BR, diz-se que a planta está na zona de suficiência ou
consumo de luxo. Esse excesso pode ser prejudicial, como para manganês
(Mn+2), ou indiferente, como para potássio (K+).
Tendo-se definido o relacionamento ideal entre Cn e a produtividade
vegetal, o estabelecimento do nível crítico (NC) torna-se fácil.
NC consiste num valor, ou faixa de valores, que separam plantas
deficientes daquelas não deficientes. O NC tem sido determinado
matematicamente como sendo o teor mínimo na planta que proporciona uma
produtividade equivalente a 90% da produtividade máxima (Figura 1).
Quando Cn < NC, diz-se que a planta está deficiente no nutriente.
Quando Cn  NC, diz-se que a planta está suficiente ou não deficiente.
Se a taxa de acúmulo relativa do nutriente for menor que a taxa de
acúmulo relativa de biomassa (nR < BR), significa que a planta estará crescendo
mais rapidamente que sua capacidade de absorver o nutriente e, portanto,
resultará em Cn < NC. Por outro lado, se a taxa de acúmulo relativa do nutriente
for maior que a taxa de acúmulo relativa de biomassa (nR > BR), significa que a
planta estará absorvendo o nutriente a uma taxa mais rápida que a taxa de
crescimento e portanto, resultará em Cn > NC.
Contudo, a análise química dos tecidos informa somente o resultado
do quociente entre as taxas de acúmulo do nutriente e da biomassa. Uma vez que
tanto o acúmulo de nutrientes como o acúmulo de biomassa resultam de
processos metabólicos controlados por diferentes fatores internos e externos à
planta, um mesmo teor de nutriente poderá ser resultante de diversas
combinações de acúmulo de biomassa e de nutrientes. Jarrel & Beverly (1981),
por exemplo, apresentaram 11 possibilidades de variações nas taxas de acúmulo
do nutriente e da biomassa, exemplificando muitos dos mecanismos
possivelmente envolvidos.
A afirmação que existe um “relacionamento ideal entre o teor do
nutriente e a produtividade vegetal”, deriva, principalmente, do monitoramento da
produtividade vegetal em função da variação da Cn, sob condições em que todos
os demais fatores de crescimento são mantidos controlados, e supostamente, no
ótimo. Mais exatamente, esse relacionamento representa apenas uma exceção à
regra mais geral do fenômeno observado na natureza. Obtém-se essa exceção
quando todos os fatores de crescimento foram mantidos no ótimo, sendo a Cn a
única variável. Nessas condições ideais, BR será máxima enquanto não houver
limitação nutricional e, a medida que essa limitação surge, nR diminui, resultando
na diminuição da BR.

Zona de Suficiência
e de Consumo de
Luxo

B máx.
B

0,9 AB máx
Ponto de crescimento
máximo
Nível Crítico.

Zona de deficiência

Zona de deficiência Cn
severa

Figura 1. Modelo teórico para o relacionamento entre o teor do nutriente (Cn) e a


produtividade vegetal (B).

Variando-se as condições fisiológicas das plantas, em resposta à


fatores abióticos ou bióticos, BR poderá variar a uma taxa diferente da nR, e a
predição do potencial de produção da planta por meio da Cn torna-se inexata.
O relacionamento em condições não controladas entre a Cn (teor de
N nas folhas de árvores de eucalipto) e diversas medidas de biomassa da árvore,
como a biomassa da folhagem (Figura 2), de toda a árvore (Figura 3), do lenho
(Figura 4) e, a taxa média anual de acúmulo de biomassa no lenho (Figura 5)
ilustram os desvios em relação ao modelo teórico esperado (Figura 1).
Atribuem-se esses desvios ao fato de ser a taxa de acúmulo de
biomassa, numa parte da árvore (folhas ou lenho, Figuras 2 e 4) ou em toda a
árvore (Figura 3) ser controlada por inúmeros fatores de crescimento, e não
somente pelo nutriente em foco (no caso do exemplo, o teor de N nas folhas).
Os efeitos de diluição e concentração (Jarrel & Beverly, 1981) são
claros nesses dados. Por exemplo, quando o teor de N nas folhas esteve acima de
2,4 dag.kg-1, a biomassa da folhagem foi sempre inferior a 4 t.ha-1 (Figura 2),
sugerindo, que elevados teores de N nas folhas resultaram de n > B. Essa
condição (n > B) pode ocorrer quando um segundo fator de crescimento for
mais limitante que a quantidade de N acumulada na folhagem (n). Nesta
situação, tem-se o “efeito de concentração”.
A maior B ocorreu a teores de N nas folhas entre 1,6 a 1,9 dag.kg-1
(Figura 2). Nessa faixa, poderá estar havendo o crescimento ótimo quando B
tender ao máximo (n ótimo = B ótimo) 1. Os sítios com B > 4 t.ha-1 e Cn  1,5
dag.kg-1, muito provavelmente, estão sofrendo de “efeitos de diluição” (Figura
2).

12
Biomassa Folhas (t/ha)

10

8
6
4

2
0
1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0 2,2 2,4 2,6 2,8 3,0
N nas folhas (dag/kg)

Figura 2. Relacionamento entre a biomassa da folhagem em árvores de eucalipto


e o teor de N nas folhas. Total de 1986 sítios florestais.

No lenho, a máxima B determinada pela curva de resposta ideal foi


de 33 t.ha ano-1 (Figura 5), e a taxa de crescimento correspondente a 90% desse
-1

valor foi de 29,7 t.ha-1ano-1. Por conseguinte, com base na curva de resposta ideal
pode-se estabelecer o NC de N nas folhas, que foi de aproximadamente 1,7
dag.kg-1 (Figura 5).

1
Há dificuldades no relacionamento entre Cn e as taxas nR e BR, . O uso constante dessa comparação objetiva somente
apresentar os conceitos básicos fundamentados nas duas metodologias (Cn e taxas relativas), de forma a possibilitar o
entendimento do DRIS em bases menos empíricas.
400

Biomassa árvore (t/ha)


350
300
250
200
150
100
50
0
1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0 2,2 2,4 2,6 2,8 3,0
N nas folhas (dag/kg)

Figura 3. Relacionamento entre a biomassa de árvores de eucalipto e o teor de N


nas folhas. Total de 1986 sítios florestais.

350
Biomassa Lenho (t/ha)

300
250
200
150
100
50
0
1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0 2,2 2,4 2,6 2,8 3,0
N nas folhas (dag/kg)

Figura 4. Relacionamento entre a biomassa do lenho de árvores de eucalipto e o


teor de N nas folhas. Total de 1986 sítios florestais.
As árvores em que Cn < NC seriam N deficientes e, aquelas em que
Cn  NC seriam N suficientes. Contudo a B dos sítios em que Cn < NC foi de 15,4
t.ha-1ano-1, valor este estatisticamente igual ao observado para os sítios em que
Cn  NC (B = 15,6 tha-1ano-1). Isso sugere que o potencial produtivo de um sítio
não pode ser inferido somente com base na Cn.
Parte da dificuldade de interpretação do estado nutricional nas
plantas, por meio da Cn, decorre da ausência de um adequado controle de B. Se
a variação de B resultante da ação dos fatores de crescimento não controlados
fosse eliminada, essa dificuldade não ocorreria.
Imagine-se uma planta crescendo em ambiente com níveis
adequados de N e P, porém com o crescimento sendo limitado pela baixa
incidência de energia luminosa fotossinteticamente ativa. Nessa situação, a taxa
relativa de acúmulo de nitrogênio (N) e de fósforo (P) poderiam ser ótimas;
porém, a B poderia estar sendo limitada pela baixa disponibilidade de energia
luminosa. Nessa situação, N = P > B. Portanto, sendo (N) > (B) e (P) >
(B), tanto N como P estariam sofrendo dos efeitos de concentração.
A razão (R) entre o teor de N (N/B) e de P (P/B) pode ser usada
para eliminar a influência de B:
R = (P/B)/(P/B) = P/P
Ou seja, o quociente entre a taxa de acúmulo de N e P foi feito
independente da B, eliminando-se o efeito não controlado da luminosidade.
O uso de R minimiza, portanto, tanto os efeitos de diluição como os
de concentração. Pode-se, ainda, hipotetizar um valor ótimo para R, onde N e P
também estariam no ótimo. Desvios de R em relação à esse valor ótimo (r)
poderiam sugerir que N ou P estariam à taxas limitantes.

90% da B máxima
Biomassa Lenho (t/ha.ano)

45
40
35
30
25
20
15
10
5
0
1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0 2,2 2,4 2,6 2,8 3,0
N nas folhas (dag/kg)
NC

Figura 5. Relacionamento entre a taxa anual de acúmulo de biomassa no lenho de


árvores de eucalipto (B), o teor de N nas folhas (Cn) e o nível crítico para o teor de N nas
folhas (NC). A curva de resposta ideal foi estabelecida arbitrariamente com o único
propósito de estabelecer um referencial para a discussão, ainda que inexato. Total de
1986 sítios florestais.

Os métodos diagnósticos
São muitos os métodos diagnósticos que podem vir a ser utilizados
com o objetivo de avaliar-se o estado nutricional das plantas. Sob o ponto de vista
do monitoramento nutricional importa conhecer a natureza dos dados aptos a
serem utilizados em cada um dos métodos existentes, principalmente, no que diz
respeito à capacidade do método em separar adequadamente os efeitos da
variação de B e n (Figura 6).

Nível Crítico ou Critério das Faixas de Suficiência


Por esse método de interpretação, um nutriente será considerado
como deficiente se sua concentração na folha estiver abaixo de um dado valor,
considerado como crítico. Caso contrário, o nutriente será considerado como
suficiente. Avalia-se a concentração de um nutriente independentemente da dos
demais nutrientes (Malavolta et al., 1989).
O valor crítico, ou nível crítico, é comumente obtido em experimentos
em que o nutriente em análise é feito variável e os demais fatores de produção
(inclusive demais nutrientes) são mantidos controlados e em níveis supostamente
ótimos. O nível crítico é obtido pela concentração do nutriente que correspondente
a 90% da produvidade máxima da planta, sob determinadas condições de
crescimento. Este controle, obtido por meio de uma rigorosa calibração local, faz-
se necessário desde que as variações no teor do nutriente atribuídas à B são
indesejáveis. Portanto, o nível crítico para um nutriente somente será valido se
usado na comparação com valores obtidos sob as mesmas condições utilizadas
para a obtenção da curva de calibração, seja no que diz respeito ao local de
condução dos ensaios, à idade fenológica das plantas e do tecido, ao tipo de
material genético, a posição do tecido na árvore, a época do ano, disponibilidade
dos demais nutrientes, etc. O sucesso do método dependerá do estabelecimento
de um diferencial entre teores adequados e inadequados, com o mínimo possível
de interferências quanto à variações na de B. Em outras palavras, deve-se
garantir a máxima homogeneidade possível para os efeitos ambientais sobre B,
garantindo-se assim que a única variável seja a n. Isto é feito padronizando-se as
causas primárias (luz, temperatura, água, etc.) e fazendo-se n variar por meio do
manejo da adubação (Figura 6).

Alimentação Global
Por esse método, os teores dos nutrientes são somados, formando
grupos com base em alguma característica comum, normalmente sendo esta
característica definida de forma arbitrária e tendo pequena relevância fisiológica.
Esses grupos podem ser baseados no caracter iônico dos nutrientes (cátions ou
ânions) ou na quantidade absorvida desses pelas plantas (macro ou
micronutrientes). Por exemplo, um grupo poderia ser formado pela soma de N, P e
S, em dag.kg-1.
Esse método tem pouco interesse prático e esta praticamente em
desuso e seu uso no monitoramento nutricional deve seguir as mesmas
padronizações exigidas pelo método do nível crítico.

Equilíbrio Fisiológico
Nesse método, as concentrações dos nutrientes são arranjadas três
a três (por exemplo, N, P e S; Ca, Mg e K) e determina-se a relação percentual
ótima existente entre os nutrientes arranjados dessa forma. O valor obtido é
representado por um ponto, plotado em um triângulo equilátero, cujos vértices
representam 100% dos nutrientes. O valor obtido é comparado com os pontos
obtidos ao plotar-se, no mesmo gráfico, os equilíbrios resultantes de amostras de
plantas provenientes de populações bem nutridas e de alta produtividade.
Os equilíbrios triangulares são calculados somando, por exemplo, os
resultados da análise química de tecidos para N, P e K, obtendo-se a soma que
corresponde a 100%. A seguir, calcula-se a porcentagem relativa para cada um
desses nutrientes da seguinte forma:
Soma = CN + CP + CK
pN = (CN . 100 / Soma)
pP = (CP . 100 / Soma)
pK = (CK . 100 / Soma)
onde, CN, CP e CK representam as concentrações de,
respectivamente, N, P e K e pN, pP e pK os equilíbrios triangulares de N, P e K.
Obtidas as porcentagens relativas, essas são plotadas em um
triângulo equilátero, onde os vértices correspondem a 100%, no sentido horário.
Também esse método tem pouco interesse prático e esta
praticamente em desuso e seu uso no monitoramento nutricional deve seguir as
mesmas padronizações exigidas pelo método do Nível Crítico.

Índice do Desvio do Ótimo Percentual (DOP)


A concentração do nutriente é interpretada como a medida do Desvio
Percentual entre a concentração na planta (Cn) em relação à concentração média
do nutriente em plantas sob condições ótimas de nutrição e produtividade.
O DOP pode ser calculado pela seguinte fórmula (Montañes et al.,
1993):
DOP = ([Cn x 100)/Cref] - 100
onde Cn e Cref representam, respectivamente, a concentração do
nutriente na planta em análise e num grupo de plantas nutricionalmente sadias e
de alta produtividade.
Esse método, embora sendo recente, tem despertado pouco
interesse, pois não consegue superar as principais limitações envolvidas no
processo de interpretação da concentração dos nutrientes, como os efeitos de
diluição e de concentração. Contudo, se usado com base numa calibração local
adequada, pode tornar-se de melhor utilidade que o método do Nível Crítico, por
fornecer desvios ponderados em relação ao valor de referência (Cref).
Índices Balanceados de Kenworthy (IB)
Com esse método, a concentração do nutriente é medida com base
no Desvio do Ótimo Percentual (DOP) estudentizado pelo coeficiente de variação
de Cn.
Sua fórmula de cálculo é:
IB = ([(Cn/Cref) . 100) - 100] / (CV/100)
Como a expressão [(Cn/Cref) . 100) - 100] é equivalente àquela usada
no cálculo do DOP, temos que:
IB = DOP.100/CV
onde Cn, Cref e CV representam, respectivamente, a concentração do
nutriente na planta analisada, a concentração média do nutriente num grupo de
plantas de alta produtividade e o coeficiente de variação da Cn num grupo de
plantas de alta produtividade. Seu uso no monitoramento nutricional deve seguir
as mesmas padronizações exigidas pelo método do Nível Crítico.
Não Controláveis Parcialmente Controláveis Controláveis

Causas Luz Temperatura Chuva Solo Variedade Manejo


Primárias (energia) (cinética) (transporte) (capacidade) (potencial
genético)

Strain:
processos B, n
metabólicos

Causas Equilíbrio fisiológico dos


Secundárias nutrientes

Efeitos Produtividade Vegetal


resultantes

Figura 6. Representação esquemática dos efeitos das causas primárias nos processos metabólicos de acumulação de
biomassa (B) e de acumulação de nutrientes (n), nas causas secundárias da produtividade vegetal (equilíbrio fisiológico dos
nutrientes) e nos efeitos resultantes (produtividade vegetal). Baseado em Beaufils (1973).
Método da Chance Matemática.
Este método segue os mesmos princípios do método do Nível
Crítico, diferindo deste somente quanto a natureza dos dados, que não são
provenientes de calibração local e portanto, estão sujeitos a variações não
controladas de B (Wadt et al., 1994, 1998c). Portanto, a princípio, se os dados
estão sujeitos à variações não controladas de B a precisão do diagnóstico ficaria
comprometida. Sua utilidade, no entanto, está na possibilidade de obter-se faixas
de suficiência semelhantes ao do Nível Crítico, sem a necessidade de uma
rigorosa calibração local (Novais et al., 1994; Wadt et al., 1998b, c), desde que as
faixas de suficiência sejam determinadas a partir de dados aleatórios e
representativos das culturas a serem diagnosticadas, por meio de cálculos de
probabilidade de distribuição das plantas produtivas em relação a cada classe de
teores dos nutrientes (Wadt, 1998c).

Método do DRIS
O DRIS (Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação) é um
sistema que permite identificar a ordem de limitação nutricional, agrupando os
nutrientes desde o mais limitante por deficiência até aquele que está em níveis
excessivos (Beaufils, 1973). Por este método, identifica-se facilmente o balanço
dos nutrientes numa planta e permite determinar se o crescimento da planta está
sujeito a limitação de natureza nutricional ou não nutricional (Bataglia et al., 1996).
A avaliação nutricional das plantas com base no DRIS fundamenta-
se na interpretação de índices calculados através das relações entre os nutrientes.
O uso das relações tem sido indicado para sobrepujar as limitações impostas
pelos efeitos de diluição e de concentração.
Os índices DRIS são calculados principalmente a partir de relações
binárias entre os nutrientes, de forma a minimizar-se o efeito não controlado de B
e maximizando-se as variações existentes entre os nutrientes. O valor de cada
índice DRIS nada mais é que a média aritmética dos desvios das relações binárias
entre a amostra e uma população de referencia, ponderando-se cada um destes
desvios pela variabilidade (desvio-padrão) da relação binária na própria população
de referência. Qualquer relação binária entre dois nutrientes pode vir a ser
utilizada para a determinação dos índices DRIS, desde que a relação seja
potencialmente útil ao diagnóstico. A definição de uma relação binária como sendo
útil ou não ao diagnóstico nutricional baseia-se em avaliações dos parâmetros
estatísticos entre a população de referencia e aquela de baixa produtividade
(Beaufils, 1973; Jones, 1981; Wadt; 1996; Wadt et al., 1999a).
Portanto, ao aplicar-se o DRIS torna-se necessário o
estabelecimento (a) do valor ótimo de cada relação binária, (b) o conhecimento da
variabilidade da relação binária no conjunto de plantas da população de referência
e (c) a seleção das relações binárias que serão úteis ao diagnóstico nutricional.
O item (a) pode ser facilmente obtido a partir de uma calibração local,
pois, somente o valor ótimo para a relação interessa. Contudo, os itens (b) e (c)
somente são obtidos se for conhecida toda a variabilidade nutricional e
biologicamente possível de existir em plantas sadias e produtivas (população de
referência) e pela comparação desta variabilidade com aquelas encontradas em
plantas improdutivas ou doentes.
O conhecimento da variabilidade da relação binária na população de
referência é um fator de extrema relevância, pois, se esta variabilidade for inferida
a partir de dados sob condições controladas (ensaios de calibração local),
certamente, não representará toda a variabilidade que pode haver nas condições
de campo, e fará com que os valores de cada função dos índices DRIS sejam
estimados de forma inadequada, conduzindo, a superestimação dos desequilíbrios
nutricionais.
Além disto, a partir do conhecimento da variabilidade das relações
binárias entre a população de referência e o conjunto de plantas de baixa
produtividade, pode-se selecionar aquelas relações binárias que são úteis no
processo de diagnose foliar, como por exemplo, fez-se com cafeeiros (Quadro 1).
Este aspecto da seleção das relações nutricionais constitui-se num dos gargalhos
da aplicação do DRIS, e alguns autores tem usado esta seleção somente para a
escolha da forma direta ou inversa de uma expressão, como feito por Nick (1998),
que adotou o Valor F e o Valor r para esta finalidade, o que não nos parece
suficiente.
Quadro 1. Relações binárias entre nutrientes (X/Y) em folhas do cafeeiro para o cálculo
dos índices DRIS, selecionadas pelo teste F com limite de significância de 10%,
para as variâncias das respectivas relações binárias na subpopulação de baixa
produtividade e na população de referência. Fonte: Wadt et al. (1999a)

DRIS Equações de cálculo dos índices DRIS


I(N)= [f(N/P) + f(N/K) + f(N/Mg) + f(N/S) - f(Fe/N) + f(N/Mn) + f(N/B) + f(N/Cu)]/8
I(P)= [-f(N/P) - f(K/P) + f(P/Ca) - f(S/P) - f(Fe/P) + f(P/Mn) + f(P/B) - f(Cu/P)]/8
I(K)= [-f(N/K) + f(K/P) + f(K/Ca) - f(Mg/K) + f(K/S) - f(Fe/K) - f(Zn/K) - f(Mn/K) + f(K/B) -
f(Cu/K)]/10
I(Ca)= [-f(P/Ca) - f(K/Ca) - f(S/Ca) - f(Fe/Ca) - f(Zn/Ca) + f(Ca/Mn) + f(Ca/B) + f(Ca/Cu)]/8
I(Mg)= [-f(N/Mg) + f(Mg/K) + f(Mg/Fe) + f(Mg/Mn) + f(Mg/B)]/5
I(S) = [-f(N/S) + f(S/P) - f(K/S) + f(S/Ca) - f(Fe/S) + f(S/Mn) + f(S/B) - f(Cu/S)]/8
I(Fe)= [f(Fe/N) + f(Fe/P) + f(Fe/K) + f(Fe/Ca) + f(Fe/Mg) + f(Fe/S) + f(Fe/Zn) - f(Mn/Fe) +
f(Fe/B) - f(Cu/Fe)]/10
I(Zn)= [f(Zn/K) + f(Zn/Ca) - f(Fe/Zn) + f(Zn/Mn) + f(Zn/B) - f(Cu/Zn)]/6
I(Mn)= [-f(N/Mn) - f(P/Mn) + f(Mn/K) - f(Ca/Mn) - f(Mg/Mn) - f(S/Mn) - f(Fe/Mn) - f(Zn/Mn) -
f(B/Mn) + f(Mn/Cu)]/10
I(B)= [-f(N/B) - f(P/B) - f(K/B) - f(Ca/B) - f(Mg/B) - f(S/B) - f(Fe/B) - f(Zn/B) + f(B/Mn) -
f(Cu/B)]/10
I(Cu)= [f(Cu/N) + f(Cu/P) + f(Cu/K) + f(Cu/Ca) + f(Cu/S) + f(Cu/Fe) + f(Cu/Zn) - f(Mn/Cu) +
f(Cu/B)]/9

O monitoramento nutricional frente aos métodos diagnósticos


Com base nos conceitos emitidos, pode-se distinguir dois processos
possíveis para o monitoramento nutricional: um baseado na calibração local, onde
o efeito de B deve ser controlado experimentalmente e, outro, baseado na
amostragem ampla e irrestrita das condições internas das plantas produtivas e
improdutivas, onde a variação de B não necessita ser controlada, mas sim, torna-
se importante o conhecimento de toda a variabilidade possível no que refere-se
aos diferentes estados nutricionais e seu relacionamento com a produtividade das
plantas.
Com os métodos de diagnose nutricional que não eliminam o efeito
da variação de B (métodos do Nível Crítico, Alimentação Global, Equilíbrio
Fisiológico, Desvio do Ótimo Percentual, Índices de Kenworthy, Método da
Chance Matemática), torna-se fundamental estabelecer a diferença, em termos de
concentração do nutriente no tecido vegetal, entre uma planta nutricionalmente
sadia e produtiva daquela nutricionalmente doente e improdutiva, sob condições
ecofisiológicas e tecnológicas rigorosamente padronizadas, desde que qualquer
variação incontrolada sobre B afetará a acurácia do diagnóstico.
Por estes métodos, o diagnóstico fundamenta-se praticamente na
comparação entre estes dois grupos de plantas (sadias e produtivas x doentes e
improdutivas) e a informação básica refere-se ao estabelecimento de valores
desejáveis (valores ótimos ou de referência) em comparação com valores
indesejáveis, em termos de concentração do nutriente no tecido vegetal.
Este processo de diagnóstico é bastante seguro, exigindo,
entretanto, uma excelente base de dados com suficiente número de plantas
representativas das condições nutricionais desejadas e indesejáveis, para cada
extrato ecofisiológico e tecnológico, e portanto, extrema segurança e rigidez para
a padronização dos dados.
Especificamente quanto aos métodos dos Índices Balanceados de
Kenworthy e do Desvio do Ótimo Porcentual, estes adotam, além de um valor de
referência para a concentração do nutriente, também o desvio-padrão deste valor
de referência. Contudo, mesmo assim, não se deve esperar um grande ganho na
interpretação do estado nutricional nem mesmo um menor rigor na padronização
dos dados, desde que o efeito de B não é minimizado no processo diagnóstico.
O método da Chance Matemática é um processo novo que ainda
deve ser avaliado, mas, certamente, seu melhor desempenho estará condicionado
a um controle experimental de B.
O Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação (DRIS) baseia-se em
relações binárias entre os nutrientes, onde faz-se amplo uso dos quocientes entre
os teores de dois nutrientes, e tem como uma de suas vantagem a possibilidade
de minimizar os efeitos não controlados de B.
Ao utilizar-se o método do DRIS, o valor ótimo para a concentração do
nutriente, ou melhor ainda, para as relações entre as concentrações dos
nutrientes, embora ainda seja um importante valor de referencia, pode ser menos
rigorosamente estimado em favor de uma melhor estimativa da variabilidade
nutricional existente entre o grupo de plantas com características desejáveis em
contraposição ao grupo de plantas com características indesejáveis.
A variabilidade nutricional informará, numa primeira análise, quais
relações entre os nutrientes são potencialmente úteis para o processo de
diagnose nutricional e, depois, determinará a magnitude de cada função usada no
cálculo do índice DRIS dos nutrientes e, portanto, o quanto um nutriente poderá
estar desbalanceado em relação ao grupo de plantas com características
desejáveis. Além disto, o uso das relações bivariadas, ameniza o efeitos da
acumulação de biomassa no processo de diagnose, de forma que torna-se
possível a obtenção de padrões nutricionais a partir de grupos de plantas
crescendo sob as mais distintas condições tecnológicas e ecofisiológicas.
Portanto, a filosofia do monitoramento nutricional com vistas à
aplicação do método do DRIS no diagnostico nutricional difere fundamentalmente
daquele realizado com vistas à utilização do método do Nivel Crítico e dos demais
métodos citados. Isto não significa, todavia, que uma amostra qualquer possa ser
comparada com qualquer grupo de valores de referencia; o desejável é que as
condições ecofisiológicas da amostra em análise estejam bem representadas no
grupo de plantas que será tomado como referência.
Não existe um processo de monitoramento nutricional que seja mais
indicado. Ambas as alternativas apontadas são adequadas, considerando-se suas
particularidades. Independentemente do método diagnóstico utilizado, a
recomendação de adubação deve basear-se na constatação das deficiências
nutricionais. A identificação de deficiências nutricionais usando-se o NC é direta;
contudo, ao utilizar-se o DRIS faz-se necessário a adoção de critérios para a
interpretação dos índices DRIS, como o M-DRIS (Hallmark et al., 1987) e o
método do Potencial de Resposta à Adubação (Wadt, 1996; Wadt et al., 1998a,
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