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Desenvolvimento da

Literacia / Prevenção do
Sucesso Escolar

Cristina Q. Pinto
Fev/2008
Desenvolvimento da Literacia / Prevenção do Sucesso Escolar

“A leitura no séc. XXI coloca-nos desafios


múltiplos e complexos, para os quais a
escola e a biblioteca têm de encontrar as
respostas adequadas. Adequadas na
forma e no tempo. Perceber o papel, a
importância e as funções da leitura nas
sociedades contemporâneas, gerindo
com eficácia o presente e antecipando o
futuro (...)”
In Prefácio – Teresa Calçada, Vice-comissária do Plano Nacional de
Leitura

Cristina Q. Pinto
Fev/2008
Desenvolvimento da Literacia / Prevenção do Sucesso Escolar

O homem que lê de viva voz se expõe


totalmente.
Se não sabe o que lê,
ele é ignorante de suas palavras,
é uma miséria, e isso percebe-se.
Se se recusa a habitar a sua leitura,
as palavras tornam-se letras mortas, e isso
sente-se.
Se satura o texto com a sua presença,
o autor se retrai, é um número de circo, e isso
vê-se.
O homem que lê de viva voz se expõe
totalmente
aos olhos de quem o escuta".
Cristina Q. Pinto
Daniel Pennac Fev/2008
Desenvolvimento da Literacia / Prevenção do Sucesso Escolar

HOJE…
ØLer e escrever são competências imprescindíveis à
qualidade de vida de cada um.

ØLer e escrever implica redimensionar as práticas e os


espaços escolares.

ØExige uma reflexão sobre a relação pessoal com o


desenvolvimento da leitura e da escrita na sala de aula

ØPropõe o desencadeamento de novos modos de ser e


fazer o ler e o escrever na escola.

Cristina Q. Pinto
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Desenvolvimento da Literacia / Prevenção do Sucesso Escolar

Porque é urgente…

A formação de cidadãos e
cidadãs para um mundo em
permanente mudança nas
suas escritas, e cada vez mais
exigente quanto à qualidade
da leitura.

Cristina Q. Pinto
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Desenvolvimento da Literacia / Prevenção do Sucesso Escolar

Ler não é decifrar. Escrever não é copiar

 “Os poucos estudos nacionais sobre o modo como a leitura 
está a ser ensinada nas nossas escolas indicam que o 
tempo lectivo semanal, que os professores dedicam ao 
ensino da leitura nos primeiros anos de escolaridade, é 
superior ao dos nossos parceiros europeus.“

(Sim-Sim, 1994)

Cristina Q. Pinto
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“A questão não parece estar, portanto, no montante do 
tempo despendido, mas certamente na forma como 
esse tempo é gerido, quer em termos de organização e 
gestão da classe, quer quanto ao uso de materiais 
pedagógicos e práticas lectivas específicas”

(APP, 2001)

Cristina Q. Pinto
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üÉ verdade que o domínio da leitura e o consequente


desenvolvimento da literacia implicam um processo de
aprendizagem e treino que requer muitas horas de
prática.

üNão há uma via única para ensinar a ler todas as


crianças, o que significa que não é o método, mas sim o
docente com as estratégias que utiliza, que marca a
diferença no sucesso da aprendizagem da leitura.

Cristina Q. Pinto
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Desenvolvimento da Literacia / Prevenção do Sucesso Escolar

Hoje , na escola…

“…ensinar não deve ser sinónimo de fazer


aprender as letras e os números…”.
(CABRAL,Maria)

Descobrir o Prazer de
Ler…
Assegurar que todos beneficiem da
aprendizagem
por meios que os ajudem a participar
de direito na vida pública, nos seus
grupos, na vida económica.
Cristina Q. Pinto
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automatizaç
ão
do processo eficácia na selecção de
de estratégias adequadas
decifração
capacidade para ao fim de leitura em
ler vista
espontaneamente
er
e com regularidade
ov
a capacidade
o m autonomia e a
para perseverar r velocidade de
na leitura de um P leitura
texto
capacidade para usar promover a capacidade
a leitura como forma para
de aprendizagem apreciar e fruir textos
literários. Cristina Q. Pinto
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Igualdade de
Oportunidades
o contacto com a e múltiplas e
linguagens (verbais e diferenciadas
não verbais) práticas
pedagógicas
“O desenvolvimento da competência de literacia
em contexto escolar pressupõe que os alunos,
para além de serem capazes de ler e
compreender diversos géneros, sejam também
capazes de produzirem textos escritos que
sirvam os seus objectivos de comunicação, nos
domínios pessoal, académico e social. …”.
(CABRAL,Maria L)
o uso das maior diversidade
tecnologia possível de
s qualidade de textos Cristina Q. Pinto
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Neste sentido, a educação


contemporânea destaca a
essencialidade da leitura e da escrita
como capacidades para interpretar e
compreender
as diversas manifestações
socioculturais, no contexto identitário
dos sujeitos.

Ler e escrever não se instituem como


meros instrumentais de codificação e
descodificação dos signos alfabéticos,
mas são inseridos num universo mais
amplo de possibilidades e ultrapassam
Cristina Q. Pinto
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Antes de se ensinar a criança a ler, ela já aprendeu.

Ao longo da infância, e antes da entrada para a escola, a


criança apercebe-se do poder do impresso e explora-o.
Esta exploração permitir-lhe-á desenvolver um conjunto
de conhecimentos fundamentais para a aprendizagem da
leitura e escrita.

LITERACIA
EMERGENTE

Cristina Q. Pinto
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Ao falar em literacia emergente há quatro
aspectos principais a ter em conta:

a) o desenvolvimento da literacia começa


precocemente, antes da instrução formal da leitura e
da escrita;

b) as capacidades de ouvir, falar, ler e escrever


desenvolvem-se de forma simultânea e
interrelacionada nas crianças mais novas;

c) as competências relacionadas com a literacia


são uma parte integrante do processo de Cristina Q. Pinto
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Desenvolvimento de Competências de
Literacia Emergente

Família
A introdução precoce dos livros e
a participação das crianças em Jardim de Infância
interacções com os pais

A interacção das educadoras durante a leitura de


livros em salas de educação pré-escolar, A forma
como as educadoras de infância lêem livros com
crianças, num contexto de grupo, está fortemente
relacionada com o desenvolvimento, a longo
prazo, do vocabulário e de competências de
compreensão de histórias.

Dickinson & Smith (1994)


Cristina Q. Pinto
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(...) “As histórias lidas ou contadas pelo educador, recontadas e 
inventadas pelas crianças, de memória ou a partir de imagens, 
são um meio de abordar o texto narrativo que, para além de 
outras formas de exploração, noutros domínios de expressão, 
suscitam o desejo de aprender a ler.” (Silva, 1997: Orientações
Curriculares” pg. 70)

PROJECTO PESSOAL DE LEITOR

Cristina Q. Pinto
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Partilhando com os adultos tarefas de leitura, a


criança cedo perceberá que:

Ø a leitura se efectua sobre as palavras;

Øque a cada palavra lida corresponde um conjunto de


caracteres separados por um espaço;

Ø que as palavras são constituídas por letras que, no


conjunto, traduzem as características fonológicas da
palavra e não propriedades do objecto que
representam...

Cristina Q. Pinto
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Desenvolvimento da Literacia / Prevenção do Sucesso Escolar

As práticas de escrita no
jardim-de-infância apresentam
um potencial organizador da
actividade para além da
oportunidade de pôr em prática
conhecimentos que a criança
vai coleccionando sobre a
leitura e escrita: regras sobre o
impresso, conhecimento
fonológico, conhecimento
sobre diversas dimensões
linguísticas.

Cristina Q. Pinto
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Literacia emergente
como esforço para descobrir o sentido do impresso

" Deixemos as crianças escrever a sua escrita e, se 
aquilo que nos parece um chapéu é para a criança uma 
serpente, que seja uma serpente ".
Saint Exupery

Cristina Q. Pinto
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“(...) ensinar a escrita nos anos pré-escolares impõe 
necessariamente que a escrita seja relevante à vida 
(...) que as letras se tornem elementos da vida das 
crianças, da mesma maneira como, por exemplo, a 
fala. Da mesma forma que as crianças aprendem a 
falar, elas podem muito bem aprender a ler e a 
escrever”
(Vigotsky)

Cristina Q. Pinto
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Autores como Piaget, Vygotsky, Emília Ferreiro, Ana Teberosky, defendem que:

“Para aprender a ler e escrever, a criança precisa


construir um conhecimento de natureza conceptual:
precisa compreender não só o que a escrita representa,
mas também de que forma se pode representar
graficamente a linguagem. Isso significa que a
alfabetização não é o desenvolvimento de capacidades
relacionadas à perfeição, memorização e treino de um
conjunto de habilidades sensório-motoras. É antes, um
processo no qual as crianças precisam resolver
problemas de natureza lógica até chegarem a
compreender de que forma a escrita alfabética em
português representa a linguagem e assim poderem ler
por si mesmas”. Cristina Q. Pinto
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Como professores devemos procurar que a


transposição didáctica implique fidelidade ao saber de
origem, assim como fidelidade às possibilidades do
sujeito atribuir um sentido ao que vai aprender.

Educação

via para a construção e a proposta para esse


afirmação da individualidade percurso, coerente e
do sujeito num processo criadora no conjunto de
que o implica enquanto possibilidades que
elemento participante de oferece à realização do
uma sociedade, indivíduo.

Cristina Q. Pinto
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Alfabetizar não pode ser um exercício de mera informação,


mas de promoção do desenvolvimento humano, de
formação do sujeito e conquista da cidadania. E, nessa
perspectiva, é também um investimento na sociedade
democrática.

Cristina Q. Pinto
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É por tudo isto que:

Ø Para educar uma criança é necessário uma aldeia

ØOs livros farão parte da vida das crianças que


habitam nos adultos se... nos diversos momentos
da sua vida puderam crescer com livros.

Cristina Q. Pinto
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Mas também é verdade que:

“ A qualidade educativa no 1º CEB que permita a aprendizagem de todas as


crianças e a elevação geral dos nossos níveis de literacia passa pela
transformação das práticas propostas por inadequados manuais escolares, pela
capacidade de apropriação dos novos programas por cada professor”.
(Lucília Salagado, 1994)

R A
E…

I A
desenvolver medidas de formação e

Z
informação a pais e educadores facilitar o acesso de

L O R Ã O
livros às famílias,

VA UCAÇ
sensibilizar os agentes políticos locais para a incidir sobre a formação inicial
necessidade de medidas de desenvolvimento e continuada dos professores
literácito sustentado.

ED
ampliar o debate e a troca de
experiências dos educadores
favorecer a desburocratização escolar, a
autonomia das instituições de ensino, o
aprimoramento das condições de trabalho e a
aproximar a universidade dignificação da profissão docente.
da escola básica
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Mas, também não deixa de ser


necessário:

“A mobilização de todos os actores comunitários, pessoas,


instituições, na difusão do interesse pela escrita, pode criar
um contexto de Educação Difusa que permita o
desenvolvimento local da literacia e assim dos contextos de
aprendizagem das gerações futuras.”

Lucília Salgado (1994)


Desenvolvimento da Literacia / Prevenção do Sucesso Escolar

Dimensão ecológica a todo o


processo educativo
família
Promoçã
o
indivídu Literacia
poder
os Projectos
politico
comunida Escola;
de outras
Instituições;
Estado (PNL;
PNEP)
Patrocinar a Formação e Sensibilizar os
oferta de informação a agentes políticos
livros às professores, pais e locais
famílias educadores
Desenvolvimento literácito
sustentado.
Cristina Q. Pinto
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(...) ser capaz de ler não define a literacia no complexo mundo de hoje. 

O conceito de literacia inclui a literacia informática, a literacia do 


consumidor, a literacia da informação e a literacia visual.

 Por outras palavras, os adultos letrados 
devem ser capazes de obter e perceber a 
informação em diferentes suportes.
 Além do mais, compreender é a chave.

Literacia significa ser capaz de perceber bem ideias novas para as 
usar quando necessárias. 

Literacia significa saber como aprender".


STRIPLING, Barbara K. , ERIC,1992, in
CTAP Information Literacy Guidelines K-12

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Afinal …Isto tudo porquê?


… O que é que é preciso mudar?

Estudo Nacional de Literacia de Benavente,


1995

E
… TODOS NÃO SOMOS DEMAIS…
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ABORDAGEM TERRITORIAL INTEGRADA

ØCondeixa-a-Nova - 15340
habitantes
Sector primário - 2,2% Sector secundário - 28,1%

Sector terciário - 69,8%

empregados administrativos - 10,7%,


Profissões intelectuais e científicas - 12,2
Trabalhadores não qualificados da
agricultura, indústria, comércio e serviços -
14,0%
Trabalhadores da produção
industrial e artesãos - 18,9%
Domésticos e trabalhadores
similares - 62,5% (dados de 2001)
Cristina Q. Pinto
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REDE ESCOLAR

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No ano lectivo 2006/2007

Educação Pré-escolar 1º CEB Ensino


261 alunos 525 alunos Secundário
142 alunos

Ensino
Recorrente
168 alunos
EB2,3 Escola Secundária com 3º
Condeixa-a- CEB Fernando Namora
Nova - 24 (144 alunos)
alunos
Novas Oportunidades - 3º CEB Fernando Namora
- 54 adultos
•40 pretendem a equivalência ao 3º CEB

• 14 ao 2º CEB.

Setembro de 2006
Cristina Q. Pinto
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A taxa de analfabetismo:

Ø 1991 - 20%

Ø 2001 - 17,14%, valor acima da média nacional.

Ø De referir, também, a ligeira diminuição da


população residente analfabeta com dez ou mais
anos que ocorreu na última década, passando de
13,13% para 10,65%.

Cristina Q. Pinto
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PROJECTO: “ Vamos criar uma Miateca”


Ou melhor: “Palavras desenhadas por Nós…”

PÚBLICO ALVO
- Alunos dos Jardins de Infância e Escolas do 1º Ceb
do Agrupamento de Escolas de Condeixa-a- Nova

INTERVENIENTES:

- Pré- Escolas e Escolas do 1º CEB


- Famílias e Comunidade

- Biblioteca Escolar do Agrupamento

- Biblioteca Pública

- (Outros…)

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PROBLEMATIZAÇÃO

Em cada sala de aula deparamo-nos com alguns alunos que não


lêem nem escrevem, outros que conhecem as letras, mas não
descodificam nem constroem palavras nem frases e outros que
até já lêem. Tudo em função das hipóteses conceptuais que cada
um ainda está a desenvolver, e que é em muito consequência da
influência do meio familiar, letrado ou não, de onde provêm.
Com este projecto pretendemos ajudar os alunos, em igualdade
de oportunidades, a estabelecerem relações entre o escrito e o
oral para que avancem nas suas habilidades de leitura e escrita.

Cristina Q. Pinto
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OBJECTIVOS GERAIS
 
üEnvolver os vários parceiros educativos na construção de um projecto
comum para o desenvolvimento dos níveis de literacia da população escolar
e da população em geral

üPromover a interactividade entre cidadão/escolas/biblioteca de forma a que


cada um sinta e faça da biblioteca um espaço onde se alia o conhecimento
ao prazer de estar, aprender, saber e partilhar.

ü Criar um espaço, na BP, para trabalhos de autores da comunidade escolar

üReservar na BP um espaço disponível para que cada um possa


guardar/divulgar e partilhar os seus trabalhos

üFazer da BP um espaço usado e partilhado por toda a comunidade escolar


e população em gera

üEstimular a criação de hábitos de frequências da biblioteca na população


mais jovem

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OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
 
üPromover o trabalho cooperação e parceria entre educadores e
professores do 1º Ceb do Agrupamento de Escolas

ü Promover o prazer da leitura e da escrita

ü Promover a igualdade de oportunidades para a criação de um projecto


leitor de cada uma das nossas crianças

üEstimular o desenvolvimento das competências linguísticas em cada um


dos nossos alunos

ü Promover no seio familiar hábitos de partilha de momentos de leitura

ü Promover a criação de um projecto de escolarização no seio familiar

üPromover o espaço da Biblioteca Pública como um espaço de todos e de


cada um

ü Criar hábitos de frequência da Biblioteca Pública


 
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DESENVOLVIMENTO DO PROJECTO
 
- Cada turma do 2º,3º ou 4º ano elaborará um texto reconto de
uma história tradicional (ou não) a partir da sua versão original que
encontrou na BP
- Com a adaptação elaborada a turma constrói a sua
apresentação em power point
- Apresenta o trabalho a uma turma do Pré-escolar o do 1º ano
de escolaridade
- A turma à qual foi feita a presentação da história, fará a
impressão do texto, e a ilustração da história e a encadernação do
livro, onde deve constar:
- Título da história
- Autor da versão original
- Adaptação de…
- Ilustração de….
- O nome e a idade dos autores
Durante a realização do trabalho de projecto os encarregados de
educação serão chamados a participar em sessões de leitura
partilhada em sala de aula, devendo acompanhar e participar no
desenvolvimento do mesmo
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AVALIAÇÃO DO PROJECTO

Ao longo do projecto pais, educadores e


professores farão tantas reuniões de trabalho
quantas as sentidas como necessárias em vários
momentos para avaliação e reajuste dos
procedimentos necessários à concretização do
projecto
Serão realizadas reuniões intercalares com o
coordenador do projecto a fim de se proceder à
DIVULGAÇÃO E PUBLICAÇÃO
avaliação do trabalho, planificação e reajustes
 
necessários com vista a concretização do projecto
  No final do ano lectivo serão apresentados
todos os trabalhos numa sessão aberta a toda a
comunidade podendo os melhores serem
premiados e editados numa pequena brochura e
num A
NOTA: cd.
metodologia e as estratégias utilizadas para a elaboração do trabalho,
fica ao critério do professor, sob coadjuvação do coordenador do projecto,
respeitando a sua autonomia, na flexibilidade, gestão de estratégias e métodos
para o desenvolvimento do seu, promovendo o envolvimento e a criatividade da
sua turma.
Cristina Q. Pinto
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NOTA FINAL
 
Se realmente o projecto contribuir para derrubar
barreiras e, nesta primeira fase, aproximar efectivamente
os diferentes parceiros educativos envolvidos neste
projecto – Educadores, Professores, Pais, Autarquia e
Agrupamento de Escolas, terá todo o sentido alargá-lo a
outros parceiros da comunidade (Centro de Saúde, Equipa
da Intervenção Precoce) a fim de fazermos uma
abordagem territorial integrada para promoção das
competências de literacia da população do concelho,
fazendo divulgação dos produtos, do projecto, às famílias
que frequentam as consultas de planeamento familiar e
as consultas de Saúde Infantil promovendo assim, nas
famílias, a consciencialização da importância da leitura e
da criação de um projecto leitor no desenvolvimento das
competências de literacia e no sucesso educativo e social
dos seus filhos.
  Cristina Q. Pinto
Fev/2008
Desenvolvimento da Literacia / Prevenção do Sucesso Escolar

…E tudo vai valer a


pena…. Tu vais ver….

….Quando ler, escrever e


contar for para mim um
brinquedo apetecido!...

João Concreto
(A Ti Professor Eu Acuso, 1986)