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Cuidar

bem
das águas
Copyright @ 2010 by Adelsin

Editora Peirópolis

Editora
Renata Borges
Editora adjunta
Luciana Tonelli
Coordenadoras editoriais
Carla Arbex e Lilian Scutti
Revisão
Luciane Helena Gomide
Diagramação
xxxxxxxxxxxxxxx
Impressão
xxxxxxxx

Nhambu Ação Cultural

Textos e ilustrações
Adelsin
Colaboração
Viviane Fortes
Revisão
Rachel Murta
Pesquisa
Casa das Cinco Pedrinhas

Filiada à

2ª edição - 2010

Editora Fundação Peirópolis Ltda.

Rua Girassol, 128 – Vila Madalena

05433-000 São Paulo/SP

vendas@editorapeiropolis.com.br

www.editorapeiropolis.com.br
Cuidar
bem
das águas
Adelsin

Livro do aluno
Sumário

Introdução – página 7

Brincar com água – página 8

Brincadeiras:

Boias de cabaça e garrafa – página 10

Barquinho de papel – página 14

Barquinhos de folhas – página 16

Roda d’água – página 18


Sifão – página 20

Patinho – página 22

Bolinhas de sabão – página 24

Peixinho da natureza e de papel – página 26

Papel artesanal – página 30

Panelinhas de barro – página 32

Copinhos de água – página 34


Introduçào

Meninas e meninos,
Brincar com a água é muito bom! Este livrinho foi feito para ajudar
as pessoas a entenderem a necessidade que as crianças têm de
brincar com a água, de brincar com a terra, de brincar com o ven-
to, de brincar com o fogo e de brincar com as outras crianças.­
A gente só brinca com o que gosta. A experiência de brincar
com a água em liberdade pode fortalecer os elos entre o ser
humano, o elemento água e o meio ambiente.
Geralmente, as informações sobre a importância da preser-
vação das águas são secas. Elas podem virar pó e se perder no
vento como muitas outras coisas que aprendemos na escola.
As informações, as reflexões e a consciência da preservação das
águas só encontram acolhida em nossa mente, em nosso cora-
ção e em nossa alma quando elas são molhadas.
Neste livrinho encontraremos algumas informações molha­das
sobre a água. Espero que elas lavem a alma, irriguem o coração e
façam brotar na mente de cada pessoa que folhear essas páginas
o compromisso de cuidar bem das águas de ­nosso planeta.
Adelsin

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Brincar com a água

A água é um dos melhores brinquedos para as crianças. Desde


pequenos, adoramos brincar com a água nas bacias, banheiras,
piscinas, nos tanques, nas pias, poças, mangueiras, nos rios, nas
lagoas e no mar. Até no chuveiro inventamos brincadeiras.
Quem nunca brincou de tomar chuva e pisar nas poças?
Quem nunca mergulhou com o dedo no nariz para ver quanto
tempo aguentava debaixo d’água? Quem nunca viu o arco-íris
na água da mangueira do jardim?
Só quem aprendeu a nadar sabe como é bom quando não
é mais preciso usar boias nos braços. Só quem pegou jacaré na
praia sabe a delícia que é ser carregado pelas ondas. Só quem
entrou atrás da cachoeira sabe como é o mundo visto através
de uma cortina de água. Só quem brincou bastante com a água
pode saber a importância que ela tem para o planeta e apren-
der a cuidar muito bem dos nossos rios, das lagoas e do mar.

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Brincar com a água é tão bom que todas as crianças, jovens e
adultos deveriam ter este direito. Infelizmente em nosso mun-
do, e até mesmo em nosso país, existem muitas pessoas que
não têm água nem para beber. São pessoas que vivem em re-
giões onde não chove durante muitos meses e os rios secam
durante a estiagem.
Mais grave do que isso é que muitas pessoas estão poluindo
as nossas águas com esgoto, lixo, agrotóxicos e resíduos indus-
triais. Como alguém pode sujar um rio? Muitas vezes a pessoa
suja a água sem saber. Quando alguém joga uma embalagem
plástica no chão, ela pode ser levada pela enxurrada para os
rios. Juntando as embalagens jogadas por muitas pessoas, te-
remos um grande problema para o rio e para os seres que de-
pendem da água.
Precisamos cuidar muito bem da água para que possamos
brincar para sempre com ela. Nossos filhos e netos, que ainda
vão nascer, também merecem experimentar a alegria de brin-
car com a água.

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Boias de Cabaça

Nadar é uma maravilha. Que bom seria se todos pudessem ir


sempre a locais de água limpa para brincar com a água. Na
­comunidade da Grota Funda em Serrinha, na Bahia, os me-
ninos fazem cintos de cabacinhas para amarrar na cintura e
boiar nos açudes no período das chuvas. No livro Manuelzão e
Miguilim, Guimarães Rosa conta que o tio Terês fez uma boia
de cabacinhas para “Miguilim nadar mais o irmãozinho Dito no
açude lá do Mutum”. Veja agora como fazer uma boia como a
do ­menino Miguilim.

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Como fazer?

1. Arranje seis cabaças pequenas, quatro médias ou


duas grandes.
2. Pegue uma cordinha resistente e amarre bem
amarradinho o “pescoço da cabaça”.
3. Amarre as outras cabacinhas e faça o cinto.
4. Só use as boias em locais rasos.

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Boias de Garrafa PET

Quem mora em cidade grande, longe de rios e do mar, só pode


nadar em piscinas. Infelizmente, muita gente não tem acesso a
clubes ou locais onde possa nadar. O contato de corpo inteiro
com a água só acontece no chuveiro, ou quando é possível via-
jar para o interior ou para o litoral.
A boia de garrafa pet eu vi pela primeira vez com meninos
urbanos, em uma lagoa de um parque em Minas Gerais, no ano
de 1996. Vamos ver como era feita?

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Como fazer:

1. Pegue quatro garrafas pet de dois litros com tampa e


amarre com uma cordinha forte pelo bico.
2. Verifique se as garrafas estão bem fechadas, passe as
cordinhas por baixo do braço e experimente sua boia na
­parte rasa da piscina, do mar, rio ou da lagoa.
3. Se você não souber nadar, não use a boia no fundo, pois a
cordinha pode escapulir e você pode ficar sem apoio.

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Barquinho de Papel

Os meninos que moram perto de rios, de lagoas ou do mar


gostam de fazer barquinhos para brincar. Para construir os bar-
quinhos, os meninos utilizam casca de coco, bambu, madeira e
outras coisas que flutuam.
Os meninos da cidade também têm seus barquinhos. O mais
comum na cidade é o barquinho feito com uma folha de papel
dobrada. Este barquinho é conhecido em todo o mundo e é
muito fácil de fazer. O que é legal é que ele flutua de verdade.
Você pode fazer barquinhos de papel de tamanhos diferen-
tes e brincar com eles em uma bacia, tanque, balde e até mes-
mo em uma piscina.
Veja agora como fazer um barquinho de papel. É muito bom
pedir a ajuda de algum adulto que já tenha brincado com bar-
quinhos de papel.

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Como fazer:
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1. Pegue uma folha de papel já utilizada
para escrever ou imprimir.
2. Dobre a folha ao meio.
3. Com a parte aberta para baixo, dobre
uma ponta, como no desenho. 9 10
4. Dobre a outra ponta.
5. Dobre as abas para cima.
6. Vire as pontinhas (forma de chapéu).
7. Abra o chapéu até encostar uma ponta na outra.
8. Amasse para vincar (fazer a marca
da próxima dobra). 11
9. Levante uma das pontas.
10. Levante a outra ponta.
11. Abra o chapéu até encostar uma
ponta na outra. 12
12. Segure nas laterais e vá abrindo até formar o barquinho.
13. O barquinho está pronto para você brincar.

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Barquinhos de folhas

Já sabemos que os meninos que moram perto de rios, lagoas


ou do mar gostam de fazer barquinhos para brincar com eles.
Para construir os barquinhos, os meninos utilizam casca de
coco, bambu, madeira e outras coisas que flutuam.
No interior do Pará e do Maranhão, os meninos utilizam a
capa de uma palmeira que, por ter a forma de um barco, recebe
o nome de barquinha de anajá. No Maranhão, os meninos cons-
troem barquinhos com talo de uma palmeira chamada buriti.
Em Minas Gerais, os meninos utilizam as cascas de s­ ementes
de árvores do Cerrado que têm formas parecidas com barcos, e
até mesmo a casca grossa do amendoim.
Alguns meninos fazem as velas dos barcos com folhas e
taliscas de bambu. Outros utilizam cordões de algodão para
amarrar as velas em seus barquinhos.
É importante lembrar que os barquinhos que serão levados
pelas correntezas e pelas marés devem ser construídos com
materiais da natureza. As águas limpas são um presente da
­natureza que precisamos preservar.

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Como fazer:

1. Procure encontrar materiais que sejam naturais para fazer o


seu barquinho. Eles podem ser folhas de árvores diferentes,
gravetos, varinhas de bambu, capas de palmeiras e cascas
duras de sementes.
2. Agora é só botar a imaginação para funcionar e inventar o
seu barquinho. Você pode utilizar um cordão de algodão
para fazer as amarrações do seu barco. Experimente colo-
car quilhas, que são como uma asa de avião por baixo do
barco. As quilhas servem para dar equilíbrio ao barquinho.
Você pode usar também flutuadores, que são como bar-
quinhos laterais que não deixam o barco virar.
3. Invente, experimente e descubra como é bom brincar com
os barquinhos e com a água.

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Roda d’água

A roda d’água é um engenho utilizado por diferentes povos


para bombear água para casas e plantações e também para
moer grãos, como milho e trigo. A roda d’água também é utili-
zada para gerar energia elétrica.
Crianças de muitas partes do mundo fazem rodas d’água de
brinquedo com materiais diversos da natureza e as apoiam em
forquilhas com a base enterrada no leito dos riachinhos. Elas
utilizam um tubo, que pode ser de bambu, para levar a água
até as suas rodinhas. Aí, é só se alegrar com o giro das rodinhas
e os respingos de água que caem em quem estiver por perto.
Quem não mora próximo a um riacho de águas limpas
também pode brincar com uma rodinha d’água. Ela pode ser
­construída com garrafas plásticas e funcionar como as rodas
d’água de bambu.

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Como fazer:
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1. Arranje três garrafas pet de 2 litros e duas pequenas de 300 ml.
2. Corte as garrafas grandes como no desenho. 11
3. Fure os fundos das garrafas pequenas com um prego quente.
Peça a ajuda de um adulto para esta etapa.
4. Corte as garrafas pequenas seguindo o desenho.
5. Dê cinco cortes no fundo da garrafa pequena seguindo as
marcas dos gomos. Ver desenho.
6. Corte até a metade cada uma das partes.
7. Dobre como no desenho. 12
8. Faça a mesma coisa com a outra garrafinha. 13
9. Encaixe uma garrafinha na outra para fazer a roda.
10. Pegue uma parte de uma garrafa grande e faça dois furos.
Observe no desenho qual a parte que você irá utilizar.
11. Faça um furo mais largo em uma tampa de uma das partes
de cima cortadas das garrafas grandes.
12. Passe um arame pela roda e pelos furos da garrafa.
13. Enrole as pontas do arame.
14. Encaixe as garrafas como no desenho e brinque à vontade
com sua rodinha. 14

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Sifão

O sifão é um mecanismo que serve para levar líquidos de um


local para um outro local mais baixo, passando por uma parte
mais alta. Você pode utilizar este recurso em muitas situações.
É muito comum as pessoas utilizarem o sifão para esvaziarem
uma caixa d’água para reparos e limpeza.
Mesmo que você nunca precise de um sifão, é interessante
descobrir como funciona e inventar brincadeiras com ele e com
a água. Um dia você vai aprender na escola sobre uma reação
física que faz a água percorrer a mangueira sem ar e mudar de
um recipiente para outro. Quando isso acontecer, você já terá
vivido na prática essa experiência. Por ter brincado bastante
com a água, você provavelmente irá compreender com muita
facilidade esta e outras experiências científicas.

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Como fazer:

1. Arranje dois recipientes grandes para água. Podem ser bal-


des, garrafões ou bacias.
2. Arranje também um pedaço de mangueira de jardim de
mais ou menos dois metros.
3. Lave bem a mangueira.
4. Encha um dos recipientes com água e coloque em um local
mais elevado do que o local onde está o outro recipiente.
Pode ser um banco, um degrau ou outra elevação qualquer.
5. Coloque uma ponta da mangueira dentro da água e a
outra na boca.
6. Chupe o ar da mangueira até sentir a água chegando.
7. Tampe com o dedo a ponta da mangueira e rapidamente a
coloque dentro do recipiente que está na parte mais baixa.
8. Se a ponta da mangueira estiver sempre embaixo d’água,
acontecerá uma sucção e toda a água passará de um
recipiente para o outro.
9. Se isso acontecer, é porque o seu sifão é um sucesso!

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Patinho

As crianças acostumadas a brincar em rios e lagoas, quando


chegam perto da água, começam a escolher pedras no chão.
Sabem pra quê? Para jogar na água. Mas não é só isso: elas sa-
bem que, se jogadas de uma certa maneira, as pedras saltarão
sobre a superfície da água algumas vezes antes de afundar.
As crianças de Minas Gerais chamam esses pulos de “pati-
nho” ou “patins”. É comum a gente ouvir, na beira da lagoa,
alguém falando assim: “Vamos jogar pedra na água para fazer
patins?” “Vamos fazer patinho na água?”
Quem já “fez patinho” sabe que as pedras achatadas são as
que pulam melhor.
Uma vez aprendido como se faz “patinho”, você não conse-
guirá mais ir a uma lagoa sem jogar umas pedrinhas.
E aí, quer aprender a “fazer patinho”?

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Como fazer:

1. Escolha pedras achatadas que caibam na sua mão. As


­ edras não devem ser nem grandes, nem pequenas.
p
2. Agora, segure a pedra apenas com os dedos indicador
(fura-bolo) e polegar (dedão).
3. Abaixe um pouco o corpo e jogue a pedra para frente com
velocidade. A pedra não deve ser arremessada em dire-
ção à água. A pedra deve ser lançada rasteirinha sobre a
­superfície da lagoa.
4. A pedra deverá tocar de leve a água e saltar algumas
­vezes. Experimente várias vezes até pegar o jeito certo de
arremessar a pedra.

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Bolinhas de sabão

Quem não gosta de fazer bolinhas de sabão?


As crianças de todos os lugares do mundo gostam de soprar
canudinhos para fazer bolinhas de sabão! Alguns conseguem
fazer bolas grandes, outros fazem muitas bolinhas pequenas.
Algumas pessoas chamam as bolinhas de bolhinhas! Alguns
pais compram brinquedos plásticos que soltam bolinhas para
seus filhos. O certo é que todos, adultos, jovens e crianças, se
encantam quando veem bolinhas de sabão subindo pelo ar.
As crianças do Brasil inventaram uma maneira muito simples
e legal de fazer bolinhas de sabão utilizando garrafas pet. Va-
mos ver como é que se faz?

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Como fazer:

1. Arranje uma garrafa pet de qualquer tamanho e lave-a


bem lavadinha.
2. Corte a garrafa ao meio e separe a parte com o bico.
3. Arranje um recipiente que pode ser um caneco, uma vasilha
plástica, ou mesmo o fundo de uma outra garrafa pet mais
larga que a garrafa cortada.
4. Neste recipiente, coloque um copo de água e um pouquinho
de sabão em pó ou detergente biodegradável. Misture bem
para fazer um pouco de espuma.
5. Agora pegue a parte do bico da garrafa cortada sem tampa e
coloque a parte mais larga dentro da água com sabão.
6. Retire e sopre suavemente pelo bico da garrafa.
7. Você verá que se forma uma bolha bem grande.
8. Agora, é só dar uma sacudidinha na garrafa que a bola
sairá voando.
9. Experimente fazer bolas com garrafas de tamanhos diferentes.
10. Experimente colocar algumas gotas de vinagre na
água para as bolas ficarem mais resistentes.

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Peixinho da natureza

As formas da natureza são muito variadas. As plantas, pedras


e animais possuem uma imensa riqueza de cores, formatos e
tamanhos. Quem observa e convive com a natureza desenvol-
ve uma capacidade de se expressar com a mesma riqueza da
natureza. Quem já viu o artesanato feito pelos índios do Brasil
fica surpreso com a beleza, a harmonia e a inteligência com que
cada peça é construída. Você também pode fazer coisas incrí-
veis utilizando somente materiais da natureza.

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Como fazer:

1. Procure folhas, gravetos, pedrinhas, sementes e areias de


cores diferentes pelo chão.
2. Agora, vá construindo o seu peixe e também o ambiente
do fundo do mar e dos rios. Você vai ficar surpreso com
a beleza desses peixes. Eles quase sempre ficam mais
bonitos do que qualquer peixe desenhado ou pintado no
papel ou no computador.

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Peixinho de papel

O peixinho de papel nasceu no Japão, mas se espalhou pelo


mundo! No Brasil, este peixinho ganhou novos materiais, for-
mas e cores. Você pode fazer um lindo peixe utilizando uma
folha de jornal e algumas tiras de papel crepom.

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Como fazer:

1. Pegue uma folha dupla de jornal e dobre ao meio.


2. Corte como no desenho.
3. Abra as folhas e desloque uma sobre a outra na largura
de um dedo.
4. Faça pequenos cortes na parte que sobra, passe cola, ­dobre
e aperte para colar.
5. Vire o papel e faça o mesmo do outro lado.
6. Pegue uma outra folha de jornal e enrole-a começando
pela ponta até formar um canudo. Cole a ponta.
7. Faça um círculo com o canudo que seja um pouquinho
mais largo do que a boca do peixe. Cole com fita crepe.
8. Passe o círculo por fora da boca e cole com fita crepe.
9. Amarre uma linha de pipa na boca do peixe, como
no desenho.
10. Enfeite o peixe com tiras de crepom, amarre a linha
em uma varinha e saia brincando.

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Papel artesanal

O papel é feito da celulose que é tirada das árvores. Quando


o papel é reciclado, muitas árvores deixam de ser derrubadas.
Por isso é muito importante que a gente evite o desperdício
de papéis e encaminhe os que já foram utilizados para as
usinas de reciclagem.
Você também pode fazer papel reciclado em casa ou
na escola. Existem maneiras artesanais muito simples de
fazer papel. Você vai precisar apenas de um balde, algumas
peneirinhas plásticas de fundo plano, um liquidificador, uma
bacia, folhas velhas de papel e uma colher de vinagre. O papel
que é feito nessa receita é rústico, com a forma circular e muito
bonito. Veja agora como fazer este papel artesanal.

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Como fazer:
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1. Pegue algumas folhas de jornal ou de caderno velho e pi-


que bem picadinho.
2. Deixe de molho por 24 horas em um balde com água e
uma colher de vinagre.
3. Coloque a água com o papel, aos poucos, no liquidifica- 6
dor e bata por alguns minutos.
4. Despeje a polpa do liquidificador em uma bacia.
5. Com uma peneirinha de fundo plano retire um pouco de
polpa, escorrendo a água e deixando a polpa de papel co-
brir todo o fundo da peneira.
6. Deixe a polpa secar na peneira. Utilize uma peneirinha
para fazer cada folha de papel.
7. Quando estiver seca, retire a folha com cuidado e colo-
que-a entre duas folhas de jornal. Ponha embaixo de um
livro pesado para que ela fique bem plana. No dia seguin- 7
te o seu papel artesanal estará prontinho!

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Panelinhas de barro

Desde que os seres humanos começaram a cozinhar os seus ali-


mentos, há milhares de anos, as meninas também começaram
a fazer as suas panelinhas para brincar. São panelinhas de barro
cru que duram só o tempo de uma brincadeira. Os filhos de cera-
mistas e paneleiros aproveitam quando os seus pais vão queimar
suas peças para colocar suas panelinhas no forno. As panelinhas
queimadas são mais resistentes e duram muitas brincadeiras.
Você pode fazer suas próprias panelinhas dos tamanhos e
formatos mais variados. Primeiro é preciso arranjar um pouco
de argila ou barro de fazer panela. Você pode comprar argila em
papelarias. O barro para fazer as panelinhas não deve ser muito
mole e nem ressecado.

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Como fazer:

1. Pegue um pouco de barro, vá amassando e inventando


suas panelas. Você pode deixar secar as panelinhas que
­ficarem do seu agrado.
2. Guarde o barro que sobrar enrolado em um pano úmido
e dentro de um saco de plástico. Assim, a argila vai estar
boa para brincar por muitos dias.
3. Algumas panelinhas ficam quebradiças quando secam.
Para que isso não aconteça é preciso amassar bastante a
argila e alisar bem a sua panelinha.
4. Vá construindo as panelinhas e observando o resultado.
Em pouco tempo você saberá a melhor maneira de fazer
as suas panelas.

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Copinhos de água

Nas casinhas das crianças sempre existem copos para beber


água. Os copinhos podem ser para beber água de verdade
ou de mentirinha. Para beber água de faz-de-conta, qualquer
tampinha serve.
As crianças que vivem perto da natureza utilizam cascas
de frutas e coquinhos para fazer os copinhos. Nos locais onde
existem fontes de água pura, as crianças enrolam folhas para
fazer copinhos e beber a água cristalina que brota da serra.
Quando é para beber água de verdade, é preciso que a
água e o copo sejam bem limpos para não haver risco de do-
enças. A água pura faz muito bem para a saúde. Todo mundo
precisa tomar pelo menos cinco copos de água por dia. Quan-
do a gente sente sede é porque as células do nosso corpo já
estão ressecadas (desidratadas). Por isso é importante beber
água antes da sede chegar.

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Como fazer:
Copinhos de mentirinha
1. Procure tampinhas de garrafa ou de creme dental
para ­fazer os copinhos.
2. Lave bem as tampinhas, pois, mesmo de faz-de-conta, é
bom brincar com objetos limpos.
3. Algumas crianças nem precisam de copos. Elas apenas fa-
zem de conta que estão segurando um copo na mão e
bebem a água imaginária.

Copinhos de verdade
1. Procure folhas de pés de frutas, como folhas de amora e
de goiaba, e lave-as bem lavadinhas.
2. Enrole a folha fazendo um cone. O cone é a forma do
­chapéu do palhaço de cabeça para baixo.
3. Dobre a pontinha do cone.
4. Segure a folha para não abrir, encha de água filtrada ou
mineral e beba em seu copinho.

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