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Alegações Finais

O réu é acusado de tentativa de homicídio, mas a defesa alega que se tratou de legítima defesa ou, no máximo, lesão corporal. O réu teria se defendido após ser provocado e agredido primeiro pela vítima e por outro homem, durante uma briga que começou por causa do arremesso de uma bomba caseira na casa do réu. A defesa pede a absolvição do réu ou a desclassificação para lesão corporal culposa.

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Alegações Finais

O réu é acusado de tentativa de homicídio, mas a defesa alega que se tratou de legítima defesa ou, no máximo, lesão corporal. O réu teria se defendido após ser provocado e agredido primeiro pela vítima e por outro homem, durante uma briga que começou por causa do arremesso de uma bomba caseira na casa do réu. A defesa pede a absolvição do réu ou a desclassificação para lesão corporal culposa.

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Alegações Finais Por Memoriais

Tribunal Do Júri
Tribunal do Júri
EXMO (a). SR (a). DR (a). JUIZ (a) DE DIREITO DO TRIBUNAL DO
JÚRI DA COMARCA DE XXXX XXXXXXXXX - MG

AUTOS Nº.

Fulano de Tal já devidamente qualificado nos autos em epígrafe, por


intermédio de seus procuradores infra-assinados, nos autos do
processo em que o Ministério Público lhe move, vem,
respeitosamente, à elevada presença de Vossa Excelência,
apresentar ALEGAÇÕES FINAIS, nos termos dos artigos 403, § 3º e
art. 404, parágrafo único, ambos do Código de Processo Penal nos
seguintes termos:

I - DOS FATOS

O réu é acusado pela prática do crime capitulado no art. 121, § 2º, II,
c/c art. 14, II, e art. 155, todos do Código Penal. Todavia, tal
acusação não pode prosperar, uma vez que a denúncia encontra-se
totalmente desconexa e contrária às provas produzidas nos autos.

A denúncia da conta que o réu, no dia xx de setembro de XXXX, por


volta das 19:00 hrs, na Ruaxxxxxxxxxx, nº xxx, bairro xxxxxxxxx,
nesta Comarca, atentou contra a vida de xxxxxxxxxxx.

Narra ainda que, o crime somente não se consumou por questões


alheias à vontade do réu, bem como que o crime teria sido cometido
:
por motivo fútil.

Foram ouvidas testemunhas arroladas pelas partes e interrogado o


réu (fls. xxx/xxx).

Em sede de alegações finais, o Ilustre Representante do MP


posiciona-se pela condenação do réu nos termos da denúncia (fls.
xxx/xxx).

Vista para alegações finais da Defesa, que ora se manifesta.

II – DO MÉRITO

Noticía a denúncia que, o réu, no dia xx de setembro de XXXX, por


volta das 19:00 hrs, na Rua xxxxxxxxxx, nºxxxx, bairro xxxxxxx, nesta
Comarca, atentou contra a vida de xxxxxxxxxxxxx. Narra ainda que, o
crime somente não se consumou por questões alheias à vontade do
réu, bem como que o crime teria sido cometido por motivo fútil.

Em detida análise de todo o arcabouço processual nota-se que os


fatos se deram de maneira diversa do narrado na peça acusatória,
não havendo que se falar em tentativa de homicídio, como quer fazer
crer a acusação, e, sim, que o fato foi cometido por legitima defesa,
ou, quando no muito, houve uma lesão corporal, pois foi a vítima
quem primeiro agrediu o réu.

Ressalta-se que, a lesão sofrida pela vítima foi de natureza leve, não
causando perigo de vida, conforme se verifica do laudo ECD indireto
(fls. xx), inclusive, a vítima foi liberada do hospital no mesmo dia,
passando por uma simples sutura no local do ferimento.

Em relação ao fato propriamente dito, toda a confusão foi iniciada


por um indivíduo de nome Tal xxxxxxxxx, que era vizinho do réu à
época dos fatos.
:
O tal xxxxxx, conforme dito,era vizinho do réu e sempre provoca o
mesmo, principalmente em dias de jogos do time tal xxxx. Essas
provocações se davam de todas as formas, com gritos, xingamentos
e até mesmo com o arremesso de bombas na casa do réu, o que
literalmente aconteceu no dia dos fatos, conforme asseverou a
testemunha Sra. xxxxxx (fls. xxx).

Na data dos fatos, o réu estava fazendo um churrasco em sua casa,


na companhia de sua família, justamente para assistir a partida de
futebol pela televisão Após o jogo, o tal xxxxxxxx, em provocação ao
réu, arremessou uma bomba caseira no quintal de sua casa, que,
inclusive, chegou a perfurar o telhado e veio a cair bem próxima a
seu filho.

Assim, diante de tal atitude, o réu subiu no muro de sua residência


para advertir xxxx, ocasião em que passou a ser ofendido por ele e
por xxxxxxxx (vítima), ocasião em que se iniciou a discussão que
culminou no presente feito.

Nota-se que todo o contexto narrado se encontra em consonância


com o depoimento da testemunha, Sra. xxxxxxxxxxxxxx (fls. xxx).

Quanto a briga propriamente dita, ao contrário do que informa a


denúncia, tanto a vítima, quanto o próprio réu ficaram feridos,
conforme comprova os laudos de fls. xxx e xxx. Ou seja, ambos
foram feridos quase que na mesma proporção, contudo, somente o
réu responde a presente ação.

O que se extrai, é que em momento algum teve o réu a intenção de


matar xxxxxxxx – animus necandi – este somente se defendeu das
agressões que lhe foram dirigidas. Ora, o réu não pode ser culpado
de uma conduta que ele nem ao menos esperava, pois apenas
utilizou dos meios disponíveis para se defender. O único responsável
pelo resultado foi a própria vítima, que em companhia de Tal xxxxx,
:
agrediu e provocou o acusado.

Em relação ao tal xxxxxx, conforme documentos ora colacionados, o


mesmo é indivíduo dado a práticas criminosas, motivo pelo qual foi
protegido pelas testemunhas que foram ouvidas até o momento,
inclusive, este teria fugido antes da chegada dos policiais militares
ao local. Veja-se que o mesmo sequer foi citado no respectivo
BOPM. Outrossim, o tal xxxxxxx é condenado por homicídio e
responde a vários outros inquéritos em andamento, inclusive
relacionados a briga de torcidas.

Salienta-se que, o réu é primário, possui emprego e ocupação lícita


(fls. xx/xx), residência fixa (fls. xx), tem filhos que moram consigo
(fls. xx/xx) e não é pessoa dada a práticas criminosas.

Isto posto, restando comprovada a inexistência do dolo direto ou


mesmo reconhecida a excludente da legitima defesa, não há
possibilidade de pronunciar o réu, o que, desde já, se requer.

III – DA CONCLUSÃO

1) Postas tais considerações, confiante no discernimento afinado,


justo e perfeito de Vossas Excelências, a Defesa pede, a impronuncia
do réu quanto aos delitos mencionados na peça acusatória;

2) Sucessivamente, caso não seja o entendimento de Vossa


Excelência, dada a ausência de dolo por parte do réu, pede-se a
desclassificação para o crime de lesão corporal culposa (art. 129, do
CP).

Termos em que,

pede deferimento.

Local data
:
______________xx de___________xxxx

Advogado

OAB

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réu (fls. xxx/xxx).
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O tal xxxxxx, conforme dito,era vizinho do réu e sempre provoca o
mesmo, principalmente em dias de jogos do time tal xxxx. Es
agrediu e provocou o acusado.
Em relação ao tal xxxxxx, conforme documentos ora colacionados, o
mesmo é indivíduo dado a prát
______________xx de___________xxxx
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