ASPECTOS LEGAIS DO ENQUADRAMENTO DE ÁGUAS SUPERFICIAIS E SUBTERRÂNEAS

Camila Macêdo Medeiros1; Márcia Maria Rios Ribeiro2; Ubirajara Duarte Lima3; Dayse Luna Barbosa4 & José do Patrocínio Tomaz Albuquerque5

RESUMO - A crescente utilização quantitativa dos recursos hídricos e os danos resultantes das ações antrópicas sobre a sua qualidade fez com que fossem iniciados movimentos no sentido de criar normativos legais para proteção desses recursos. O presente artigo analisa a situação das normas legais em âmbito federal e do estado da Paraíba para um dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, o enquadramento dos corpos de água. ABSTRACT - The increasing use of quantitative water resources and damage caused by human actions on their quality got them started movements to create legal regulations to protect these resources. This article examines the situation of the federal and state of Paraíba statutory considering one of instruments for the Water Resources National Policy: the water bodies classification.

Palavras-chave: Política Nacional de Recursos Hídricos, Instrumentos de gestão, Paraíba

1 Universidade Federal de Campina Grande. Mestranda em Engenharia Civil e Ambiental, Caixa Postal 505, Campina Grande-PB, 8321011157, camilamedeirosm@gmail.com. 2 Universidade Federal de Campina Grande. Professora Adjunta, Caixa Postal 505, Campina Grande-PB, 8321011157, mm-ribeiro@uol.com.br. 3 Universidade Federal de Campina Grande. Graduando em Engenharia Civil, Caixa Postal 505, Campina Grande-PB, 8321011157, ubirajara.eng@gmail.com. 4 Universidade Federal de Campina Grande. Professora Adjunta. Caixa Postal 505, Campina Grande-PB, 8321011157, dayseluna@yahoo.com.br. 5 Universidade Federal de Campina Grande. Pesquisador. Caixa Postal 505, Campina Grande-PB, 8321011157, patrociniotomaz@uol.com.br.
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INTRODUÇÃO Com a crescente utilização quantitativa dos recursos hídricos e o decréscimo qualitativo dos mesmos vê-se a necessidade da implementação de instrumentos de controle do uso da água. sociais e econômicos (Costa et al. e visa “assegurar às águas qualidade compatível com os usos mais exigentes a que forem destinadas” e a “diminuir os custos de combate à poluição das águas. Art. cobrança. 2007). em diagnósticos que identifica as condições atuais da qualidade da água e nos usos preponderantes na bacia hidrográfica (Cordão et al. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). De acordo com a Lei nº 9. X Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 2 . planos. sistemas de informações) e instrumentos de gestão ambiental (licenciamento e zoneamento). comparando e confrontando os normativos. essas metas devem corresponder ao resultado final de um processo que leve em conta os fatores ambientais. O enquadramento dos corpos de água deve ser visto como um instrumento de planejamento. mediante ações preventivas permanentes” (Lei n° 9. portanto.433/97. Deste modo..1 . Muitas propostas de implantação desse instrumento são fundamentadas em bases institucionais. Este trabalho discute aspectos legais e institucionais relativos ao instrumento do enquadramento dos corpos de água..433/97. tanto superficial. O enquadramento dos corpos de água é o estabelecimento do nível de qualidade (classe) a ser alcançado ou mantido em um segmento de corpo de água ao longo do tempo. com o processo de gestão de recursos hídricos e com o planejamento do uso do solo. As metas de qualidade da água indicadas pelo enquadramento constituem a expressão dos objetivos públicos para a gestão dos recursos hídricos. quanto subterrâneo. Relaciona-se. Entre esses instrumentos enfatiza-se o enquadramento dos corpos de água em classes segundo usos preponderantes. as classes de enquadramento serão estabelecidas pela legislação ambiental. órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) no uso de suas atribuições e através das Resoluções nº 357/05 e nº 396/08 dispõe sobre a classificação e diretrizes para o enquadramento dos corpos de água superficiais e subterrâneos. 2007). respectivamente. mas nos níveis de qualidade que deveriam possuir ou ser mantidos nos corpos de água para atender às necessidades estabelecidas pela comunidade (ANA. 9º). 2008). pois deve estar baseado não necessariamente no estado atual do corpo hídrico. É um instrumento de Gestão de Recursos Hídricos (GRH) e relaciona-se com os demais instrumentos de GRH (outorga.

A Constituição Federal concedeu atribuição à União para instituir o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Esta resolução estabeleceu uma nova classificação para as águas doces. A Tabela 1 apresenta uma relação de normas relativas ao enquadramento dos corpos de água no Brasil. Bahia (1995 e 1998) e Mato Grosso do Sul (1997). O Estado de São Paulo instituiu sua Política Estadual de Recursos Hídricos.984 2000 2005 2008 2008 2008 Resolução CNRH nº 12 CONAMA nº 357 Resolução CONAMA nº 396 Resolução CNRH nº 91 Resolução CNRH nº 92 X Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 3 . O IBAMA realizou o enquadramento dos corpos de água de domínio da União na Bacia do rio São Francisco. distribuídas em 9 classes. de 15 de janeiro.HISTÓRICO DO ENQUADRAMENTO DOS CORPOS DE ÁGUA NO BRASIL O primeiro dispositivo legal relacionado à questão da qualidade da água é datado do ano de 1934. Substituiu a Portaria nº 013. Primeiro sistema de enquadramento dos corpos de água na esfera federal. a qual representou um marco no campo normativo dos recursos hídricos. de 1986 (essa resolução define a classificação das águas doces. Santa Catarina (1979) e Rio Grande do Norte (1984). 1978 1986 Resolução nº 20 do CONAMA 1989 Décadas de 1980 e 1990 1988 1991 Lei nº 7. Após a edição da Portaria nº 013 alguns Estados também realizaram o enquadramento dos corpos de água: São Paulo (1977). Dispõe sobre procedimentos gerais para o enquadramento dos corpos de água superficiais e subterrâneos. salobras e salinas em função dos usos preponderantes). 2007) ANO 1934 1955 1976 Normativo Código de Águas Decreto Estadual nº 24. a implementação. o controle e a avaliação dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos). e enquadrou alguns rios. A Resolução substituiu a Resolução CONAMA nº 20. Alguns estados realizaram os enquadramentos de seus corpos de água principais ou de algumas bacias selecionadas: Paraíba (1988). por meio desta lei. Criação da Agência Nacional das Águas (A ANA tem a função básica de disciplinar. O Estado de São Paulo regulamentou o primeiro sistema de classificação dos corpos de água do País. do Ministério do Interior. já que se antecipou à lei federal. Paraná (entre 1989 e 1991).806 Portaria nº 013. em caráter normativo.2 . de 1976.433 1998 2000 Lei nº 9. a operacionalização. Rio Grande do Sul (entre 1994 e 1998).663 1997 Lei nº 9. Criados Comitês de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas para diversos rios brasileiros. com a publicação do Código de Águas. Tabela 1 – Normas relativas ao enquadramento dos corpos de água no Brasil (adaptado da ANA. destacam-se os de enquadramento dos corpos de água das bacias do rio Paranapanema (1980) e do rio Paraíba do Sul (1981). salobras e salinas do Território Nacional.CNRH (estabelece as diretrizes complementares para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos). Criação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos . Política Nacional de Recursos Hídricos e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos define o enquadramento como um dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos. segundo as classes da Resolução nº 20 do CONAMA. segundo os usos preponderantes a que as águas se destinam. Alagoas (1978). Entre os estudos. com prejuízo de terceiros”. do Ministério do Interior Descrição “A ninguém é lícito conspurcar ou contaminar as águas que não consome. Estabelece os procedimentos para o enquadramento dos cursos de água em classes de qualidade. Minas Gerais (entre 1994 e 1998). principalmente na Região Sudeste. Trata da classificação das águas subterrâneas e traça as diretrizes ambientais para seu enquadramento. Constitui critérios e procedimentos gerais para proteção e conservação das águas subterrâneas no território brasileiro.

Resolução CONAMA 357/05 A Resolução CONAMA nº 357/05 dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento dos corpos de água superficiais.2 . estes estabelecem limites individuais para cada substância em cada classe. As águas subterrâneas da Classe Especial deverão ter suas condições de qualidade naturais mantidas. A classificação das águas é feita em 6 classes. que as mesmas estejam em aquíferos.1 . direta ou indiretamente. como também estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. Os padrões das Classes 1 a 4 deverão ser estabelecidos com base nos Valores de Referência de Qualidade – VRQ.CNRH e Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. O enquadramento do corpo hídrico será definido pelos usos preponderantes mais restritivos da água. após o devido tratamento e desde que obedeçam às condições.3 . O enquadramento dos corpos de água dar-se-á de acordo com as normas e procedimentos definidos pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos . Os parâmetros de qualidade de água selecionados para subsidiar a proposta de enquadramento deverão ser monitorados periodicamente pelo Poder Público. de maneira a facilitar a visualização das diferenças entre elas. atuais ou pretendidos. salobras e salinas do território brasileiro em 13 classes de acordo com a qualidade requerida para os seus usos preponderantes. Quanto aos padrões de qualidade das águas determinados nesta Resolução. De acordo com a Resolução. 3. 396/08. determinados pelos órgãos competentes. padrões e exigências dispostos na mesma e em outras normas aplicáveis. não havendo o detalhamento do destino da água. e nos Valores Máximos Permitidos para cada uso preponderante. nesta classificação há o detalhamento do destino da água.AS RESOLUÇÕES 357/05. Também ficam estabelecidos como condicionantes para o enquadramento das águas subterrâneas em Classe 5. 91/08 E 92/08 A seguir são apresentadas algumas informações contidas nas resoluções. os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados. observados os Limites de Quantificação Praticáveis – LQPs apresentados na Resolução. 3. nos corpos de água. Tem-se a classificação das águas doces. conjunto X Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 4 .Resolução CONAMA 396/08 A Resolução CONAMA nº 396/08 dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento. prevenção e controle da poluição das águas subterrâneas.

a bacia hidrográfica como unidade de gestão. III .o uso e a ocupação do solo e seu histórico. devendo ser considerados no mínimo: I . II . O enquadramento dos corpos de água se dá por meio do estabelecimento de classes de qualidade conforme disposto nas Resoluções CONAMA nos 357/05 e 396/08.a viabilidade técnica e econômica do enquadramento. e que apresentem valores de Sólidos Totais Dissolvidos superiores a 15.a caracterização hidrogeológica e hidrogeoquímica. X Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 5 . a aplicação e disposição de efluentes e de resíduos no solo deverão observar os critérios e exigências definidos pelos órgãos competentes e não poderão conferir às águas subterrâneas características em desacordo com o seu enquadramento.os usos preponderantes mais restritivos. confinados.a localização das fontes potenciais de poluição. IV . VI . na profundidade onde estão ocorrendo as captações para os usos preponderantes. V . e II .a caracterização da vulnerabilidade e dos riscos de poluição.3 – Resolução CNRH 91/08 A Resolução nº 91/08 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos dispõe sobre procedimentos gerais para o enquadramento dos corpos de água superficiais e subterrâneos.a qualidade natural e a condição de qualidade das águas subterrâneas. 3.de aqüíferos ou porções desses. Os procedimentos para o enquadramento devem observar as etapas indicadas na Figura 1. conjunto de aquíferos ou porções desses.o cadastramento de poços existentes e em operação. O enquadramento das águas subterrâneas será realizado por aquífero.000mg/L. e VII . De acordo com esta Resolução. tendo como referências básicas: I .

Figura 1 – Procedimentos para enquadramento de corpos de água (CNRH. X Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 6 . 2008).

A aplicação desse critério na bacia auxiliou de forma satisfatória na tomada de decisão no processo de efetivação do instrumento de enquadramento. de forma sustentável”. embora o mesmo deva subsidiar a outorga e a cobrança. lagoas. as fontes e os reservatórios superficiais naturais (lagos. A metodologia proposta estabeleceu a possibilidade de associar valores de vazão a valores de concentrações da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO). identificando os corpos de água que não atingiram as metas estabelecidas e as respectivas causas pelas quais não foram alcançadas. São Paulo. que cabe aos órgãos gestores de recursos hídricos. ainda. (2009) apresentaram em seu estudo. Essa pesquisa buscou orientar o grau de X Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 7 . Rio Grande do Norte. e desta forma relacionou estas concentrações a uma probabilidade de ocorrência.433/97. fiscalização dos corpos de água. mas afloram em superfície.A Resolução CNRH nº 91/08 determina. para avaliar se estão sendo cumpridas as metas do enquadramento. em articulação com os órgãos de meio ambiente. Esta resolução estabelece critérios para a proteção e conservação das águas subterrâneas. Entendemos que a gestão integrada e sustentável somente será efetivada quando considerarem que as águas subterrâneas não ocorrem só em profundidade. 4 .O ENQUADRAMENTO DOS CORPOS DE ÁGUA NO BRASIL O enquadramento tem provisões tanto na Lei nº 9. quanto nas políticas estaduais da maioria dos estados. etc). 3. um novo critério metodológico aplicado na Bacia Hidrográfica do Alto Iguaçu. ao qual se dará publicidade. (2009) propuseram o enquadramento para os rios das bacias Alto Iguaçu e afluentes do Alto Ribeira estimando os impactos financeiros que determinadas opções de enquadramento produziria no setor de saneamento. na Região Metropolitana de Curitiba. Brites et al.4 – Resolução CNRH 92/08 Outra normativa importante para a proteção das águas subterrâneas é a Resolução CNRH 92/08 que “considera a necessidade de promover a utilização racional das águas subterrâneas e sua gestão integrada com as águas superficiais. Garcia et al. o monitoramento. Os corpos de água já enquadrados com base na legislação anterior à publicação desta Resolução deverão ser objeto de adequação aos atuais procedimentos. a cada dois anos. constituindo a vazão de base de cursos d1água. Esta associação possibilitou analisar a permanência da classe de enquadramento no tempo e com isso definiu-se uma probabilidade mínima de ocorrência desejada dentro do qual o enquadramento deverá ser obedecido. controle. Santa Catarina e Tocantins. Paraíba. Os órgãos também deverão elaborar e encaminhar. Rio Grande do Sul. Goiás. relatório técnico ao respectivo comitê de bacia hidrográfica e ao respectivo Conselho de Recursos Hídricos. não tem nas leis de águas o enquadramento como instrumento. Apenas os estados do Ceará.

(2005) desenvolveram um estudo sobre o Lago Guaíba. Comitesinos e a Universidade Regional Unisinos. 2007). Nogueira et al. que realiza o mesmo desde 1990. O Estado de São Paulo é um deles. A lei estadual nº 13583/00. (2004) desenvolveram uma pesquisa com o propósito de contribuir com os gestores públicos. considerando determinadas condições de vento. estimou-se o impacto econômico. Haase e Silva (2003) desenvolveram trabalho junto a Fundação Estadual de Proteção Ambiental. No estado do Maranhão.5 milhões de habitantes. O zoneamento subsidiou a segmentação do Lago para o enquadramento em classes de usos preponderantes. Empregando um modelo bidimensional horizontal realizouse a simulação numérica hidrodinâmica do lago. no Rio Grande do Sul. incluindo o município de Porto Alegre. Apenas alguns estados realizam esse monitoramento. fazendo análises semestrais de 40 parâmetros. O objetivo foi. No Rio Grande do Sul. constituída por 39 poços tubulares profundos. Jequitaí e Pacuí. dos procedimentos necessários para que se viabilizem os referidos enquadramentos. contempla em seu Art. Com relação ao enquadramento subterrâneo. uma rede de monitoramento da qualidade das águas subterrâneas. O lago se constitui no principal manancial de abastecimento para mais de 1. Descovi Filho et al. de também. conscientizá-los da importância de manter a qualidade das águas. (2008) apresentaram estudos preliminares a respeito do enquadramento das águas subterrâneas na bacia hidrográfica do rio Santa Maria. contando com ampla participação da sociedade da bacia hidrográficas do rio dos Sinos. aterros sanitários e cemitérios. vazão afluente nos rios formadores e de oscilações do nível da água na interface com a Lagoa dos Patos. no estado do Maranhão.preservação destas bacias segundo seus usos preponderantes como mananciais de abastecimento ou corpos receptores para Curitiba e Região Metropolitana. facilitando a implementação. usuários e sociedade em geral no sentido de questionar a metodologia estabelecida para o enquadramento. Tal simulação identificou os padrões de circulação da água e estabeleceu um zoneamento hidrodinâmico. que compreende as bacias dos rios Verde Grande. Avaliaram qualitativamente os recursos hídricos subterrâneos com a finalidade de fornecer X Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 8 . Minas Gerais implantou em 2005. onde dispõe de 170 poços. uma das dificuldades encontrada é que o Brasil não possui uma rede nacional de monitoramento da qualidade das águas subterrâneas. que dispõe sobre a conservação e proteção das águas subterrâneas no Estado de Goiás. A proposta técnica avaliou o grau de poluição das bacias sob a ótica do setor de saneamento e. 6° sobre a implantação de poços de monitoramento da qualidade da água nas áreas de influência de depósitos de combustíveis. no Rio Grande do Sul. Riachão. enfatizando a utilização dos múltiplos usos. para monitorar as áreas mais explotadas (ANA. a partir da capacidade de diluição dos rios. Paz et al. O Distrito Federal está instalando uma rede com 132 poços.

A Câmara Técnica de Ciência e Tecnologia.CERH. Região hidrográfica do rio Pratagy-AL e Bacia hidrográfica do rio Santa Maria-RS). A execução da Política de Recursos Hídricos da Paraíba é regida pelos seguintes instrumentos: Sistemas Integrados de Planejamento e Gerenciamento de Recursos Hídricos. No regimento interno do CERH-PB compete ao mesmo promover o enquadramento dos cursos de água em classes de usos preponderantes. Nesta mesma lei é estabelecida a estrutura do sistema de gerenciamento. Sistema de Informações. baseado na Lei nº 6. a Lei nº 6. Uma das diretrizes da política é a proteção dos recursos hídricos contra ações comprometedoras da sua qualidade. deixa clara a aprovação do enquadramento de corpos de água em classes de usos preponderantes.378/96 que dispõe sobre a Estrutura Organizacional Básica do Sistema Integrado de Planejamento e Gerenciamento de Recursos Hídricos.CERH. até a presente data esta Câmara não está em exercício. com base nas propostas do órgão gestor.APARATO LEGAL PARA O ENQUADRAMENTO NA PARAÍBA A lei que institui a Política Estadual de Recursos Hídricos da Paraíba .446/07) tem como um dos objetivos e princípios básicos fazer o gerenciamento dos recursos hídricos de forma participativa e integrada. 2009) estuda critérios para aplicação integrada dos instrumentos de outorga.257/97) aprova o Regimento Interno do Conselho Estadual de Recursos Hídricos . enquadramento e cobrança para a gestão das águas subterrâneas” (ASUB. O Projeto “Integração dos instrumentos de outorga. 5 .824/97 (alterado pelo Decreto nº 19. sendo um dos órgãos de sua composição. X Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 9 .subsídios ao enquadramento para a gestão integrada destes com os recursos hídricos superficiais. enquadramento e cobrança pelas águas subterrâneas em três bacias hidrográficas brasileiras (Bacia hidrográfica do rio Paraíba-PB. quantidade e usos. de caráter deliberativo e normativo.PERH. O Decreto nº 18. o Conselho Estadual de Recursos Hídricos.308/96. Entre as diversas atribuições do CERH está a aprovação do enquadramento de corpos de água em classes de uso preponderante. O Decreto nº 18.764/05. com base nas propostas dos órgãos e entidades que compõem o Sistema Integrado de Planejamento e Gerenciamento de Recursos Hídricos e a instituição de Câmaras Técnicas. Plano Estadual de Recursos Hídricos e Planos e Programas Intergovernamentais.308/96 (alterada pela Lei nº 8. no entanto. A espacialização dos STD obtida em Sistema de Informações Geográficas evidenciou a ampla ocorrência de águas com características de classe 1. Monitoramento e Enquadramento dos Corpos Hídricos do CERH-PB foi criada pelo Decreto nº 25. considerando os aspectos quantitativos e qualitativos desses recursos e as diferentes fases do ciclo hidrológico.

O órgão responsável em estudar e propor o enquadramento dos corpos de água no estado da Paraíba é a SUDEMA – Superintendência de Administração do Meio Ambiente. a SUDEMA deveria proceder o re-enquadramento. que contêm. 2 e 3. bem como o enquadramento dos principais rios do estado da Paraíba foram divulgadas por meio de Diretrizes do Sistema Estadual de Licenciamento de Atividades Poluidoras – SELAP no ano de 1988. Os rios formadores e/ou afluentes desta Bacia ficaram enquadrados em classe 2. A classificação dos rios. Diretriz 210 – Enquadramento dos corpos d’água da Bacia hidrográfica do rio Trairi. Os corpos de água desta Bacia ficaram entre as classes 1. Neste caso. 2 e 3. realizadas conforme a então Resolução CONAMA nº 20/86. O rio e afluentes. A Diretriz 201 classifica as águas interiores do Estado. Diretriz 205 – Enquadramento dos corpos d’água da Bacia hidrográfica do rio Paraíba. conforme preceitua a Resolução nº 91/08 do CNRH. riachos e açudes pertencentes a esta Bacia variaram entre as classes 1.360/88 que dispõe sobre a Estrutura Organizacional Básica e o Regulamento da Superintendência de Administração do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos da ParaíbaSUDEMA/PB atribui. Os corpos de água desta Bacia ficaram entre as classes 1. Diretriz 208 – Enquadramento dos corpos d’água da Bacia hidrográfica do Litoral e Zona da Mata. 2 e 3. médio e longo prazo para se atingir índice progressivos através de utilização prioritária e proposta de enquadramento dos corpos de água em classes de usos preponderantes. estudar e propor enquadramento dos corpos de água de acordo com a legislação vigente. no seu art. entre outros elementos. A Diretriz não apresenta classificação para os corpos de água desta Bacia. X Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 10 . 14. segundo os usos preponderantes. Diretriz 206 – Enquadramento dos corpos d’água da Bacia hidrográfica do rio Mamanguape. Diretriz 204 – Enquadramento dos corpos d’água da Bacia hidrográfica do rio Piranhas. à coordenadoria dos estudos ambientais. Em 14 de agosto de 2009 foi assinada a Lei nº 8. metas de curto. Os rios e riachos da Bacia do Curimataú foram classificadas em 1 e 2. por exemplo.871 redefinindo a denominação da Secretaria de Estado de Ciências e Tecnologia e do Meio Ambiente.O Plano Estadual de Recursos Hídricos tem como base os planos das bacias hidrográficas. Diretriz 207 – Enquadramento dos corpos d’água da Bacia hidrográfica do rio Curimataú. A seguir segue a relação das Diretrizes e das bacias hidrográficas que possuem enquadramento de águas superficiais. vinculada a SEMARH (Secretaria de Estado do Meio Ambiente dos Recursos Hídricos e da Ciência e Tecnologia). da nascente até a divisa de Estado PB/RN foram classificados em classe 2.SECTMA. A classificação das águas. para Secretaria de estado do Meio Ambiente dos Recursos Hídricos e da Ciência e Tecnologia.SEMARH. O Decreto nº 12. Diretriz 209 – Enquadramento dos corpos d’água da Bacia hidrográfica do rio Jacú.

(VIEIRA. a qual determina o enquadramento de corpos de água no estado da Paraíba. com base nos dados dos processos de outorgas. rio Mumbaba. rio Boa Água. riacho Mussuré. considerando a Diretriz do COPAM DZ 201 de 09 de março de 1988. mas não significa que fazem parte da rede de monitoramento da SUDEMA. No caso específico da Bacia hidrográfica do rio Paraíba existe o Regimento do Comitê da Bacia que tem como uma de suas competências discutir e aprovar a proposta do órgão gestor do meio ambiente (SUDEMA) para o enquadramento dos corpos de água da bacia em classes de usos preponderantes. de 01 de março de 2010.Recentemente foram aprovadas pelo CERH-PB duas resoluções. Paraíso. de 01 de março de 2010. Vaca Brava. A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) faz o acompanhamento de alguns parâmetros de qualidade da água de açudes e poços no estado da Paraíba. A Resolução nº 08. E a Resolução nº 09. 8º dispõe que “as agências de água ou de bacia ou entidades delegatárias das suas funções. com o apoio de audiências públicas. rio Cuiá. Cacimba de Várzea. químicos e biológicos dos rios da Bacia do rio Piranhas. rio Camaratuba. E também dos seguintes açudes: Boqueirão do Cais. objetivando formar uma rede de monitoramento da qualidade das águas superficiais. por falta de enquadramento. rio Caboco. Poleiros. rio Paraíba alto. A SUDEMA realiza o monitoramento para alguns parâmetros físicos. um novo enquadramento para as águas superficiais da Paraíba. para então propor em parceria com a SUDEMA. assegurando o uso prioritário para o abastecimento humano. Neste sentido a AESA está atualmente preparando um projeto. O Decreto nº 31. riacho do Cabelo. em articulação com os órgãos gestores de recursos hídricos e os órgãos de meio ambiente.215 de 30 de abril de 2010 regulamenta o FERH. para deliberação. elaborarão e encaminharão as propostas de alternativas de enquadramento aos respectivos comitês de bacia hidrográfica para discussão. ao Conselho de Recursos Hídricos competente”. nos termos da Resolução CONAMA 20/86”. rio Abiaí. do estuário do rio Paraíba. São Salvador. rio Mamanguape. rio Miriri. Tauá. médio e baixo. O FERH é um dos instrumentos da PERH. José Rodrigues e Capivara. rio Mucatu. Curimataú. rio Jaguaribe. aprovação e posterior encaminhamento. com a finalidade de oferecer suporte financeiro à execução desta política. 2008). cadastros da SUDEMA. “A realidade é que. que encaminha a casa civil proposta de Decreto regulamentando o Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FERH. X Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 11 . A Resolução CONAMA 91/08 em seu Art. CAGEPA e outros. para estabelecer os critérios de metas progressivas obrigatórias de melhoria de qualidade da água para fins de outorga para diluição de efluentes em cursos de água de domínio do estado da Paraíba. todas as águas paraibanas são consideradas de classe 2. Araçagi.

inexistentes na Resolução que trata das águas subterrâneas e as águas subterrâneas podem ser. a Resolução que trata das águas superficiais qualifica as águas em doce. X Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 12 . Panorama do Enquadramento dos Corpos de Água. etc. Parnaíba. Outro questionamento em torno da Resolução que trata das águas subterrâneas é o seu Art. Brasília. como ocorre na Resolução 357/05 das águas superficiais. por exemplo. Além disso. considerando. salobra e salina. uma das dificuldades encontrada é que o Brasil não possui uma rede nacional de monitoramento de qualidade das águas subterrâneas.DISCUSSÃO A partir das análises dos normativos brasileiros sobre o enquadramento dos corpos de água procurou-se sistematizar as informações contidas de maneira a facilitar a visualização das diferenças abordadas em cada uma delas. 5º que menciona que as águas subterrâneas da Classe Especial deverão ter suas condições de qualidade naturais mantidas. salobras ou salgadas como. A primeira autora tem bolsa da CAPES para realização do seu mestrado. Um aspecto observado foi que a Resolução 396/08 não apresenta os limites individuais dos parâmetros estabelecidos para classificar a qualidade da água subterrânea por tipo de uso. Os autores agradecem a todas as instituições mencionadas. Cadernos de Recursos Hídricos. incluindo-se neste contexto o estado da Paraíba. enquadramento e cobrança para a gestão das águas subterrâneas” financiado pelo MCT/FINEP/CTHIDRO. BIBLIOGRAFIA ANA – Agência Nacional de Águas (2007). também. AGRADECIMENTOS Esta pesquisa se insere no âmbito do projeto “Integração dos instrumentos de outorga. acontece com os aquíferos mais profundos ocorrentes nas bacias sedimentares do Paraná .Chaco Paranaense. doces. mas não define essas condições de qualidade natural do aquífero. que as Resoluções do CONAMA para o enquadramento das águas superficiais e para as águas subterrâneas não consideram o mesmo número de classes para suas classificações. por exemplo. elementos e compostos químicos mais comumente ocorrentes de acordo com os usos preponderantes e com prioridade de uso para o abastecimento humano. Com relação ao enquadramento subterrâneo. por exemplo.6 . Foi possível verificar. A aplicação destes normativos deverá se adequar a realidade de cada Bacia/Sistema aquífero. O terceiro e quinto autores tem bolsas financiadas pelo referido projeto.

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