A DURAÇÃO DO CONTRATO CELEBRADO EM CARÁTER EMERGENCIAL THE DURATION OF CONTRACT SINGNED IN EMERGENCY SITUATION Georgeanne Lima Gomes Botelho

RESUMO Inicialmente, busca-se demonstrar a fundamentação, tanto constitucional como infra-constitucional, para a contratação direta em casos de emergência e calamidade. A seguir, passa-se a verificar as distintas definições conferidas às situações de emergência e calamidade pelos doutrinadores e pelos julgados das cortes de contas, bem como os requisitos para que sejam firmadas contratações diretas, fundamentadas nestas situações. Depois de verificada a doutrina e a jurisprudência, são apresentadas ponderações acerca da possibilidade de serem prorrogados os contratos emergenciais. Por fim, considerando-se que o dispositivo legal da Lei das Licitações, que regula as contratações em situação emergencial, expressamente, proíbe a prorrogação de contrato desta natureza, e em face do princípio da legalidade, previsto no art. 37, da Constituição Federal de 1988, não é possível prorrogar os instrumentos contratuais desta natureza, mesmo que ainda não tenha sido resolvida a situação emergencial que ensejou a contratação. Assim, caso os serviços, objeto do contrato emergencial, continuem sendo necessários, um novo instrumento contratual deve ser celebrado, com esteio na situação emergencial atual, mesmo que seja com a mesma empresa. PALAVRAS-CHAVES: contrato emergencial, duração, prorrogação

ABSTRACT Initially, we seek to demonstrate the both constitutional and infra-constitutional reasons, to direct contracting in emergency and disaster. After that, we start to verify the various definitions accorded to emergency and disaster by scholars and judged by the courts of accounts, as well as requirements to be fastened direct hires, based in these situations. After verifying the doctrine and jurisprudence, considerations are presented about the possibility of being extended those emergency contracts. Finally, considering the legal provisions of the Law on Bidding, which regulates the hiring in an emergency situation, expressly prohibits the extension of such contract, and in keeping with the principle of legality, under art. 37 of the Constitution of 1988, it is not possible to extend the contractual instruments of this nature, even if it has not yet been resolved in an emergency situation that called for the hiring. Thus, if the services underlying the futures emergency, remain necessary, a new contractual instrument should be signed, with mainstay in the current emergency situation, even with the same company. KEYWORDS: Emergency contract, duration, extension

INTRODUÇÃO

Expirado o prazo de vigência do contrato celebrado em caráter emergencial, sem, entretanto, ter sido resolvida a situação de emergência que ensejou a contratação direta, suscita-se sempre a dúvida se seria possível prorrogar o prazo deste Contrato. Sendo este um tema cercado de grande controvérsia, considerando que o dispositivo legal, que esteia a contratação direta em face da ocorrência de uma situação emergencial, expressamente veda a sua prorrogação. No entanto, frequentemente, quando se encerra o prazo de vigência do contrato emergencial, principalmente nos casos de contratação dos serviços der locação de mão de obra especializada, a situação emergencial, que ensejou a referida contratação, ainda não foi resolvida, sendo necessária a continuidade dos serviços contratados emergencialmente, sob pena de gerar prejuízos aos serviços prestados pelo órgão ou entidade da Administração Pública.

Em face desta dúvida, objetiva o presente trabalho, através de pesquisa bibliográfica, exploratória, pura e qualitativa, analisar a possibilidade de prorrogar o prazo do contrato celebrado em caráter emergencial, mostrando o posicionamento que tem adotado a doutrina e a jurisprudência acerca do tema, em face das situações práticas, vivenciadas pelos órgãos e entidades da Administração Pública e as disposições taxativas, contidas no art. 24, inciso IV, da Lei Federal n° 8.666/93, a chamada “Lei das Licitações”.

Acredita-se que, considerando que o dispositivo legal, que trata da contratação direta fundamentada em uma situação emergencial, veda, expressamente, a prorrogação deste tipo de contrato, não é possível prorrogar os instrumentos contratuais desta natureza, embora a situação emergencial ainda não tenha sido resolvida. Persistindo a necessidade premente dos serviços, objeto do contrato emergencial, deve ser celebrada uma nova avenca, mesmo que com a mesma empresa, mas fundamentada na descrição da situação emergencial atual.

* Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de 2010

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666/93. 24. e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos. determina que as obras. o legislador discrimina os casos de contratação direta. ainda. serviços. inciso XXI. que estes mesmos recursos são insuficientes. é certo que tal regra não é absoluta. de prever um elenco exaustivo com todas as situações em que ocorrerá a inviabilidade da competição. avaliando os benefícios (possíveis) e os prejuízos (inevitáveis) que poderiam concretizar-se em virtude do desenvolvimento do procedimento licitatório. permissões e locações da Administração Pública. em que a Lei considera dispensável a licitação. da Lei nº 8. contados da ocorrência da emergência ou calamidade. segundo a doutrina dominante. assim. no mercado. Para regulamentar o mencionado inciso constitucional. A exigência de realização de procedimento licitatório. como previsto no mesmo dispositivo que a obrigatoriedade de realizar procedimento licitatório deixará de existir nos "casos específicos ressalvados na legislação". foi editada a Lei Federal n° 8. diante das necessidades populares. os quais estão disciplinados pela legislação ordinária. são as hipóteses contidas nos artigos 24 e 25. alienações. previstos no inciso IV: Art. a Constituição Federal determina. compras. os casos de emergência ou calamidade. sendo. equipamentos e outros bens. O artigo segundo. serviços. também. quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas. que ocorrem quando. serão necessariamente precedidas de licitação. a autorização legal para contratação direta deriva da previsão do legislador de prejuízos superiores aos potenciais benefícios. o legislador permitiu a contratação direta. concessões. o procedimento licitatório seria ineficaz. das situações de dispensa e de inexigibilidade de licitação. ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei.666/93. em seu artigo 37. os casos excepcionais em que a contratação ou aquisição poderá ser realizada sem que seja precedida de licitação. As exceções. a dispensa de licitação depende de previsão explícita em lei. regra geral. os casos em que a licitação é inexigível. além de determinar e descrever as modalidades licitatórias.I A FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DA CONTRATAÇÃO EMERGENCIAL Considerando que os recursos financeiros gerenciados pelo administrador público compõem o patrimônio do povo. quando contratadas com terceiros. não existe possibilidade de competição. [1] II OS CONCEITOS DE EMERGÊNCIA E CALAMIDADE * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . embora tenha sólidos constitucionais. Com relação à dispensa. para um determinado seguimento de prestação de serviços ou fornecimento. reconhecida pelo legislador. como providência preliminar à celebração de contratos pela Administração Pública. É dispensável a licitação: IV . pois. ocorrem quando. o rol normativo tem natureza exemplificativa. haja vista a impossibilidade. portanto. vedada a prorrogação dos respectivos contratos. 10. que cuida. Já nos casos de inexigibilidade. serviços. públicos ou particulares. obras.CE nos dias 09. respectivamente. cujo rol é exaustivo e não pode ser ampliado. que tratam. Há. Por isso. inclusive de publicidade.nos casos de emergência ou de calamidade pública. ela não é o meio mais adequado para atender o interesse público naquele momento. o qual deverá garantir igualdade de condições a todos os concorrentes. como hipóteses em que a licitação é dispensável. que as obras. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública. e considerando. devendo ser aplicados de forma a melhor atender suas necessidades e expectativas. comportando exceções. Verifica-se. 11 e 12 de Junho de 2010 2025 . Em tais hipóteses. mesmo sendo possível a competição.

é identificar o conceito de casos de emergência ou calamidade. Corolário dessa premissa é. a nosso ver. No Direito.. emergência não é simplesmente uma situação fática anormal. pouco aproveitando a noção coloquial do termo. 11 e 12 de Junho de 2010 2026 . serviços ou bens. Urgência jurídica é.. à pessoas ou coisas. in Revista Trimestral de Direito Público. uma conduta especial em relação àquela que se nutre da normalidade aprazada institucionalmente". manifesta-se Hely Lopes Meirelles. A emergência é um conceito relacional entre a situação fática anormal e a realização de certos valores. Carmen Lúcia Antunes Rocha. Quando a realização de licitação não é incompatível com a solução necessária. de tal modo que a realização de licitação. na aplicação do inciso acima transcrito. a demandar. com os prazos e formalidades que exige. Como a licitação pressupõe certa demora para seu trâmite.A primeira dificuldade. obras. Observe-se que o conceito de emergência não é meramente “fático”. Ou seja. fundamentalmente. sobre o conceito de emergência: "Urgente é o que não pode esperar sem que prejuízo se tenha pelo vagar ou que benefício se perca pela lentidão do comportamento regular. ou. a absoluta impossibilidade de atender ao interesse público – fim único de toda atividade administrativa -. pois. provocar a paralisação ou prejudicar a regularidade de suas atividades específicas. a situação que ultrapassa a definição normativa regular de desempenho ordinário das funções do Poder Público pela premência de que se reveste e pela imperiosidade de atendimento da hipótese abordada. nº 1/1993. em potencial. ainda. no momento preconizado.[6] * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . se adotado o procedimento licitatório. A ocorrência anômala (emergência) conduzirá ao sacrifício de certos valores se for mantida a disciplina jurídica estabelecida como regra geral. de outro. emergência diz respeito à possibilidade de se promover a dispensa de licitação. Emergência.[4] A emergência é. de um lado. assim. 10. dissociada da sede de licitação e contratos. pode causar prejuízo à empresa (obviamente prejuízo relevante) ou comprometer a segurança de pessoas.” Sobre emergência. certa dose de imprevisibilidade da situação e a existência de risco. Mais especificamente: um caso é de emergência quando reclama solução imediata. em que seria permitida a aplicação desta previsão legal. emergência significa necessidade de atendimento imediato a certos interesses. Também o conteúdo jurídico da palavra urgência contém quer o sentido de tempo exíguo e momento imediato. quer a idéia de necessidade especial e premente. aos quais o legislador se refere. A situação emergencial põe em risco a satisfação dos valores buscados pela própria norma ou pelo ordenamento em seu todo. No caso específico das contratações diretas. Para Jorge Ulisses Jacoby Fernandes[2]. Para Marçal Justen Filho[3].[5] Conceito de urgência no Direito Público Brasileiro.CE nos dias 09. caracterizada pela inadequação do procedimento formal licitatório ao caso concreto. submeter a contratação ao processo licitatório propiciaria a concretização do sacrifício a esses valores. p. Sobre emergência. a necessidade (aí abrangida a emergência) retrata-se na existência de situação fática onde há potencial de dano caso sejam aplicadas as regras-padrão. (. requer a caracterização de uma situação cujo tempo de atendimento implique a necessidade de dispensar o procedimento licitatório. o conceito de urgência não refoge a estas idéias que se alocam na definição leiga da palavra. na finalidade desse dispositivo. demasiado lerdo para a precisão que emergiu. Aqui.) A emergência consiste em ocorrência fática que produz modificação na situação visualizada pelo legislador como padrão. Demora em realizar a prestação produziria risco de sacrifício de valores tutelados pelo ordenamento jurídico. A noção de uma situação de emergência deve coadunar-se com o tema em questão. Compõe a situação de emergência. pois. diz Antônio Carlos Cintra do Amaral. 234. para autorizar a dispensa. o que pode ser considerado emergência por uns pode não o ser para outros. não se caracteriza a emergência. com que se depara o administrador público. que requerem urgência de atendimento. Malheiros Editores.

acima transcrito.(. mas há de estar baseado em fatos consumados ou iminentes. de 16 de agosto de 1993. sem que o ato formal da declaração de calamidade pública se exteriorize. que entende por estado de calamidade pública o reconhecimento. o transporte coletivo. 11 e 12 de Junho de 2010 2027 . a quebra de máquinas ou equipamentos que paralise ou retarde o serviço público. portanto. comprovados ou previstos. mas admite-se que. situação emergencial ou calamitosa que autoriza a contratação direta. os conceitos doutrinários para emergência e calamidade e. tais como inundações devastadoras. verifica-se que. ao contrário do caso de emergência. deve ser reconhecida por portaria da Secretaria Especial de Políticas Regionais da Câmara de Políticas Regionais. Jorge Ulisses Jacoby Fernandes[7].CE nos dias 09. O reconhecimento da emergência é de valoração subjetiva. contudo. é fato que toda contratação sem licitação deverá ser minuciosamente motivada. pgs 314 e 315. à desídia ou à má gestão dos recursos disponíveis.Exemplificando. a ocorrência de um surto epidêmico. Calamidade pública é a situação de perigo e de anormalidade social decorrente de fatos da natureza. fica imprecisa a definição do que realmente seria situação de emergência que justificaria a contratação sem licitação. e não publicado formalmente. vendavais destruidores. são casos de emergência o rompimento do conduto de água que abastece a cidade. sendo. Em tais casos. sempre. o administrador público deverá confrontar a obrigação de licitar com os possíveis prejuízos ou riscos que poderão resultar da demora na celebração do contrato diante da realização do procedimento licitatório. posiciona-se: Sem a declaração do estado de calamidade pública. O primeiro requisito. a habitação ou o trabalho em geral. seria inaceitável que um fato previsível e evitável pudesse ser posteriormente utilizado como justificativa para a declaração de calamidade pública de modo repetitivo ou comum. inundações. Se. será autorizada a contratação direta. do Decreto Federal n° 895. provocada por desastres. verificando a urgência das medidas administrativas. Admissível. a queda de uma ponte essencial para o transporte coletivo. a autoridade pública responsável. deparando-se com situações concretas.. Diante do conceito legal de calamidade pública. podendo ensejar a declaração de calamidade pública vendavais. causando sérios danos à comunidade afetada. não pode pretender o administrador utilizar-se do dispositivo sem a existência desse ato administrativo formal. Realmente. epidemias letais. em Contratação Direta sem Licitação. doenças infecto-contagiosas em largas proporções e seca prolongada. porque o entendimento das Cortes de Contas é muito variado. como resultado desse confronto. Já o conceito de calamidade está descrito no artigo 2°. incorre possibilidade de critério subjetivo ou discricionário. Desta forma. Entretanto. que justifiquem a dispensa de licitação. Para efetivar-se a contratação direta. por isso. 10. enchentes. 2000. seria aquela que a Administração não tem possibilidade normal de prevenir e que. * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . circunscritas à debelação do perigo ou à atenuação de danos a pessoas e bens públicos ou particulares. Observando–se. e tantos outros eventos ou acidentes que transtornam a vida da comunidade e exigem prontas providências da Administração. pode declará-las de emergência e dispensar a licitação para as necessárias contratações. pelo Poder Público. diante dos casos concretos. principalmente. ainda.” Define.. devem ser observados três requisitos básicos: situação emergencial ou calamitosa que não enseje a imputação de desídia ao administrador.)? Também a calamidade é circunstanciada pelo aspecto da imprevisibilidade. não pode ser imputada à falta de planejamento. justifique a contratação direta. o interesse público que a justificará. Hely Lopes Meirelles[8]. de situação anormal. inclusive à incolumidade ou à vida de seus integrantes. concluir o administrador que licitar irá causar ou poderá vir a causar sérios prejuízos à Administração ou à sociedade em geral. como calamidade pública. os bens particulares. secas assoladoras e outros eventos físicos flagelantes que afetem profundamente a segurança ou a saúde públicas. se previsível e inevitável. Pelo exposto. que na época da efetivação das contratações ainda esteja em elaboração. urgência de atendimento e risco de ocorrência de sérios danos a pessoas ou bens.

efetivada a contratação de terceiro para execução de obra. em resposta à consulta. Portanto. o risco.gov. da mesma Lei: a. segundo as especificações e quantitativos tecnicamente apurados. celebrado com esteio neste inciso. efetivo e eficiente de afastar o risco iminente detectado. diante das razões expostas pelo relator. o Tribunal não responde a consultas consubstanciadas em caso concreto. o administrador não poderá deixar de atentar para a aplicação dos princípios gerais da licitação e atender às formalidades adequadas. a. Embora seja certo que tais contratações exijam formalidades menores. em tese: a) que. inciso IV.666/93: O Tribunal Pleno.1) que a situação adversa. firmou. * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . da falta de planejamento. houver risco da ocorrência de prejuízo ou comprometimento da segurança de pessoas ou bens públicos e particulares.3) que o risco. da desídia administrativa ou da má gestão dos recursos disponíveis. requisitos necessários à contratação direta. 24.br. que ela não possa. total ou parcialmente. Da leitura do dispositivo legal. 26 e seu parágrafo único da Lei n° 8. a. esta ocorrerá quando. Isto significa que. DECIDE: 1. inciso IV. ser atribuída à culpa ou dolo do agente público que tinha o dever de agir para prevenir a ocorrência de tal situação. DOU de 21-6-1994. 11 e 12 de Junho de 2010 2028 . ou seja.4) que a imediata efetivação. responder ao ilustre Consulente. no entanto.CE nos dias 09. O Tribunal de Contas da União. fundamentada no art. contados da ocorrência da emergência ou calamidade. que é identificar o conceito de emergência e calamidade. da “Lei das Licitações”. a. deve ser passível de comprovação concreta. quanto à caracterização dos casos de emergência ou de calamidade pública. até pelas próprias circunstâncias inerentes à contratação direta. o administrador público tem ampliado o grau de discricionariedade para esses atos. 24. além da adoção das formalidades previstas no art. nos casos de contratação direta. verifica-se que é dispensável a licitação.666/93. normalmente enfrentada na aplicação no inciso IV. além de concreto e efetivamente provável. tem-se o prazo de duração do contrato. dada como de emergência ou de calamidade pública.Com relação ao segundo requisito. conhecer do expediente formulado pelo ilustre Ministro de Estado dos Transportes para informar a Sua Excelência que. serviços ou compras. 2. de pronto. de determinadas obras. visando afastar riscos de danos a bens ou à saúde ou à vida de pessoas. por meio da Decisão n° 347/94 – Plenário. impostas pela lei. caso as medidas requeridas não sejam adotadas prontamente. III – A DURAÇÃO DO CONTRATO EMERGENCIAL Analisada a primeira dificuldade. pelo prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos. da Lei n° 8. vedada a prorrogação dos respectivos contratos. serviço ou fornecimento. 24. são pressupostos da aplicação do caso de dispensa preconizado no art. como outro ponto de muita polêmica. nos casos de emergência ou de calamidade pública. mostre-se iminente e especialmente gravoso.2) que exista urgência concreta e efetiva do atendimento a situação decorrente do estado emergencial ou calamitoso. disponível no site www. do art. caso não seja. de acordo com as normas que disciplinam a matéria. em alguma medida. possa a Administração demonstrar objetivamente a probabilidade de ocorrer sérios danos a pessoas ou bens. tido como terceiro pressuposto para contratação direta. seja o meio mais adequado. isto se constituir numa ação desprovida de regras. Finalmente. constatada a situação emergencial ou calamitosa. a urgência de atendimento. não se tenha originado.tcu. não podendo. por meio de contratação com terceiro. em virtude se ser legalmente dispensável a licitação. 10.

Nesse ponto. Lucas Rocha Furtado[12]. distinguir entre prorrogação e renovação. o fez sem o interesse de distinguir entre o que é precedido de licitação ou não. A prorrogação poderá ocorrer. Obviamente. Situação diversa. poderá ser firmado mais de um contrato. posicionamentos divergentes sobre a possibilidade de prorrogação de contrato emergencial. Ivan Barbosa Rigolin e Marco Túlio Bottino[10]: Caso outro estado emergencial ou calamitoso ocorra dentro dos cento e oitenta dias do primeiro. Para Jorge Ulisses Jacoby Fernandes[9]: Mesmo na ocorrência de qualquer fato alheio à vontade das partes. em dias consecutivos e ininterruptos. II. a rigor. Além de estabelecer a forma de contagem. o dispositivo acabou por vedar a prorrogação do contrato. de modo que a segunda impedisse a regular execução do contrato firmado para atender situação emergencial criada pelo evento anterior. Ao contrário. Entendemos que temos renovação de vigência de contrato quando. seja por fatores supervenientes ao ajuste. Na mesma obra. mas a prestação do serviço ainda é necessária ou ainda não foi concluída. que admite esse tipo de renovação para contratos de serviço de natureza contínua). 57. por exemplo. estaria a vedar a renovação do prazo do contrato. foi igualmente objeto de manifestação do mesmo Tribunal de Contas da União. Não servem ao caso concreto.57: em qualquer caso.296/96. encontra-se o administrador em um impasse. continua Lucas Rocha Furtado: O Tribunal de Contas da União. ao proceder ao exame do Processo TC n° 625. em que se examinou a possibilidade de prorrogação. quer porque o procedimento licitatório instaurado para contratação do serviço ou fornecimento não foi concluído. findo o prazo de 180 (cento e oitenta) dias da contratação emergencial. encontrando-se. sendo admissível que no prazo de 180 dias se refira a um conjunto de contratos. através de outra contratação direta. temos a prorrogação de vigência de contrato quando. não sendo possível a renovação – e não prorrogação. Sobre o assunto. não podendo a execução do contrato superar cento e oitenta dias (vedada a prorrogação). Nessa hipótese. chegando quase a ser corriqueiro. desde que atendidas. No mesmo prazo. a situação que ensejou a emergência ou a calamidade ainda persistir. tendo sido acertado que determinada obra seria iniciada em determinada data e concluída em 30 dias. a cada nova contratação. o que se veda é a prorrogação de um mesmo contrato para além de cento e oitenta dias. quer porque a obra. no dia a dia da administração pública. salvo se caracterizado outro dos motivos de dispensa ou inexigibilidade. manifestou-se o TCU nos seguintes termos: ‘5. expressão que o legislador utilizou no plural. ficará automaticamente prorrogado o prazo de vigência do contrato.189/97-3. sempre poderá ser realizada – e ainda que seja com a mesma pessoa física ou jurídica. contados os 180 dias do fato. o tempo do ajuste conta-se de forma contínua. poderiam suceder-se duas calamidades em uma mesma região. na prática.” Analisando o assunto. acertase que o mesmo irá vigorar por mais 12 meses – além dos inicialmente pactuados (ver art.CE nos dias 09. como equivocadamente indica o dispositivo legal – do anteriormente celebrado. aqui.26. e não a prorrogação do início ou da conclusão da execução de contratos celebrados sem licitação sob o fundamento de urgência ou emergência. mas não pode ser proibida. Contrário a estes posicionamentos está Marçal Justen Filho[11]: A contratação direta deverá objetivar apenas a eliminação do risco de prejuízo. IV. p. as hipóteses dos incisos ou dos parágrafos do art. numa homenagem à interpretação literal. por exemplo. entendeu que a ocorrência de nova situação calamitosa requer a celebração de novo contrato. Foi decretado estado de calamidade * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . As premissas que fundamentam a consulta são as seguintes. contudo. e não renovação. se persistirem os requisitos previstos a seguir. em que restou evidente a distinção entre os termos renovação e prorrogação. dependendo das circunstâncias supervenientes. devidamente justificada. de contrato emergencial. Nestes casos. 11 e 12 de Junho de 2010 2029 . sem amparo legal a prorrogação por emergência pelo mesmo fato ensejado da primeira contratação direta. A prorrogação é indesejável. acontecer de. necessária à recuperação dos danos causados pela calamidade não foi terminada. 10. julgou por bem distinguir prorrogação e renovação: Importa. Essa é a inteligência que se extrai do fato de a lei referir-se a vedação da prorrogação dos respectivos contratos. 74 e 75. não é possível o início da execução do contrato pelo fato de a Administração não ter disponibilizado o local. descabe a prorrogação. 24. é muito comum. a lei deve ser interpretada em ternos. seja no interesse da Administração. A interpretação procedida pelo Tribunal levou à conclusão de que o art.Entretanto. na doutrina. pois a Lei veda expressamente a prorrogação do contrato. em princípio. outra aquisição. tendo sido fixado no contrato que este vigoraria por 12 meses. Embora improvável. as formalidades do art. No exame do processo TC – 500.

oriundos dos projetos aprovados. Diante disso.à Delegacia de Administração do Ministério na Fazenda no Espírito Santo que: (. (.. Consoante registrado anteriormente. os recursos foram repassados 60 (sessenta) dias após a ocorrência da calamidade e inclusive do respectivo Decreto. encaminhou projetos a órgãos do governo federal solicitando os recursos. poderão sofrer prorrogação em seus prazos de início e de conclusão.1998.. como restou assentado no relatório acima. realizava a manutenção das mesmas com o próprio fornecedor. as obras e serviços deverão ser concluídos no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias. Portanto. mas não pode ser proibida. Processo TC – n° 300.4 . TCU – Plenário. após a efetivação dos créditos.10. foi iniciado o devido processo licitatório.A .666/93. poderiam suceder-se duas calamidades em uma mesma região.. no transcurso dos certames promovidos pela administração da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S. art. No meu entendimento. de modo que a segunda impedisse a regular execução do contrato firmado para atender situação emergencial criada pelo evento anterior’ (op. com base no inciso IV. Ministro Relator: José Antônio B. podem ser prorrogados. firmados com dispensa de licitação.666/93. Embora improvável.1996 e 20. entendo não procedentes as alegações da representante nesse particular. Marçal Justen. 23. com respeito à possibilidade * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . Ministro Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto. Verifica-se que. Surgindo a possibilidade de competição. a doutrina é pacífica no sentido de sua aplicação em contratos administrativos.. inciso IV. todos com fulcro nas disposições do art. pois seu funcionamento normal poderia ficar comprometido. disponível no site www. §1°.) 2. DECIDE: 8. qual seja.CE nos dias 09.) sem prejuízo de determinar: 8. no entanto. que a representação formulada pela empresa Elevadores Otis Ltda preenche os requisitos de admissibilidade para o seu conhecimento por este Tribunal. tais obras. no decorrer desses procedimentos.TRENSURB para a contratação dos serviços mencionados foram celebrados 03 (três) contratos: em 14.observe. inicialmente.. Na suposição de que as obras. publicada no DOU de 13.. a Lei determina que ocorrendo situação calamitosa ou emergencial. Nesse sentido.1 . 24 da Lei n° 8. de Macedo. desde que ocorra. circunstâncias sucederam alheias a vontade da empresa. a manutenção das escadas rolantes se fazia imprescindível. especialmente ante a possibilidade da falta de planejamento da administração.. Decisão 822/97 – TCU – Plenário.137).. Com respeito a Teoria da Imprevisão. Conforme observo. seção I.)1. Cit. estranho à vontade das partes. que altere fundamentalmente as condições de execução do contrato.pública em um ente municipal.Página 29830. conclusivamente. abstendo-se de celebrar contrato por prazo superior a 180 (cento e oitenta) dias contados da ocorrência da situação emergencial ou calamitosa.666/93. No entanto. fato excepcional ou imprevisível. senão vejamos: 1. em especial: (. (. "dentro do critério de exclusividade e única disponibilidade técnica existente no mercado local".) 31. o município só vai poder iniciar as obras. O entendimento das Cortes de Contas. inclusive liminar concedida em mandado de segurança. Após aprovação. portanto.) o art. 180 (cento e oitenta) dias após o evento calamitoso.) 21. 24.189/97-3. estranho à vontade das partes que altere as condições do respectivo contrato. Diante do exposto. a teor do disposto no art.. posteriormente. disponível no site www. dependendo das circunstâncias supervenientes. embora tenham prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias para a conclusão das obras e serviços. Assim acolho a proposta da Unidade Técnica e VOTO no sentido de que o Tribunal adote a Decisão que ora submeto à apreciação deste Plenário’ É de se concluir. da Lei n° 8. Processo nº TC 625. a lei deve ser interpretada em ternos. Por sua vez. diante das razões expostas pelo Relator. Dou de 12/12/1997 .. compartilho com o entendimento proferido pelo Prof. em caso de dispensa de licitação de que trata esse inciso.. 11 e 12 de Junho de 2010 2030 . a princípio.10.246/96-0.gov.666/93. desde da instalação das mencionadas escadas rolantes. não se admite.1.. tais contratações poderiam ser questionadas. serviços e aquisições só findarão 240 (duzentos e quarenta) dias consecutivos e ininterruptos após a ocorrência do evento.br : Voto do Ministro Relator Consigno.tcu. que ensejaram retardamento na contratação.1997 com a Atos. da Lei nº 8.1 . a TRENSURB.tcu. Por outro lado.acolher as razões de justificativa apresentadas (. Sessão 1. 22. 8. a renovação de referidos contratos. 10. A prorrogação poderá ocorrer. assim como da doutrina. vejo que. vedada a prorrogação dos respectivos contratos. serviços e aquisições foram realizadas de forma a atender o prazo contido no inciso IV do art. tem variado ao longo do tempo e dependendo do caso.443/92. 24. P. (.05.gov. que os contratos. neste caso. é razão suficiente para alteração do contrato. Ocorre que. diante de situações excepcionais e estranhas à vontade das partes (conforme Decisão n° 820/96 supra). 24. a superveniência de fato excepcional ou imprevisível. Decisão n° 678/98.03.1996 com a Elevadores Otis Ltda e em 22. 57. que assim prescreve: ‘ A prorrogação é indesejável. fielmente. que os contratos emergenciais. entendo. serviços e aquisição de bens. O município não tem recursos financeiros suficientes para arcar com as despesas decorrentes desse estado calamintoso. Nesse ponto. item II.br : O Tribunal Pleno. decorrendo daí as contratações emergenciais. Comércio e Assessoria Técnica em Elevadores Ltda. 24. as normas de licitações e contratos previstas na Lei n. da Lei n° 8. Contudo. inciso IV. posto que só poderá empenhar à vista de tais créditos.

outra aquisição. tumultuando terrivelmente o disciplinamento das prorrogações. a delonga não pode ser atribuída somente às contestações e recursos das empresas contra o edital de licitação lançado..000. a fim de evitar a contratação direta.Primeira Câmara. como aduz o responsável. Portanto.CE nos dias 09.) II.º 8.e ainda que seja com a mesma pessoa física ou jurídica.666/93. IV. DECIDE: 1 .gov. acompanhando suas sugestões.br : Relatório Cuidam os autos do Contrato n. 24. nesse passo. porque. Sobre esse assunto.. 16. Decisão O Tribunal Pleno. Corte: I. 15.000. já emergencial.2. até porque estaria. só ocorreu na vigência desse último contrato.tcu. no mérito. por que a C. caracterizando prorrogação. Processo n° 3..Caso outro estado emergencial ou calamitoso ocorra dentro dos cento e oitenta dias do primeiro.. 10. o que se veda é a prorrogação de um mesmo contrato. pois. ainda na vigência do contrato anterior ao primeiro contrato emergencial DP/28-A2000. pág. da Lei n. Voto no sentido de que este Tribunal adote a decisão que submeto à deliberação deste Plenário. Finalmente.. nessa hipótese.12 a 31. disponível no site www. aqui foi a própria Codesp que deu origem à necessidade urgente. da Lei n.gov. que é. quando em 06/09/2000 foram iniciados os estudos para a licitação.00 com vigência de 13. como o contrato encontra-se expirado há dois anos e inexistem indícios de danos ao erário ou mérito. 24. sempre poderá ser realizada . 1995. (.(. 113 da Lei nº 8. mais de cinco meses se passaram até a novo contrato emergencial DP-01A2001.. Acórdão 518/2002 .. Da análise formal de tais ajustes esclarece a instrução que a prorrogação por meio de termo aditivo é incompatível com o art. Entretanto. previsto nos art. Em exame ainda o termo aditivo ao referido contrato. "in casu". do art. além de recomendação à entidade." Diante dessas considerações. foi celebrado um novo contrato. para. Isso.br : 14.df. IV. ao demorar na instauração e finalização do procedimento licitatório adequado. CONCLUSÃO Sopesando os dispositivos legais.. refiro-me ao item 8. (.6 da instrução. diante das razões expostas pelo Relator.de ter havido prorrogação irregular de contrato emergencial na circunstância em exame. por ter firmado um contrato emergencial sucessivo a outro emergencial. da Lei nº 8. Convenho com a Secex/SP sobre a imperatividade da multa.) 3. para além de cento e oitenta dias.conhecer da representação formulada pela empresa Elevadores Otis Ltda nos termos do § 1º. que fundamentou a dispensa de licitação.666/93. considerá-la improcedente.)” 4.tc.94.00.400/96 – Conselheiro Relator: Ronaldo Costa Couto. 11 e 12 de Junho de 2010 2031 . uma licitação já deveria ter sido promovida. proibida pelo art. determine à Entidade estrita observância ao disposto no art. Processo n° TC . devidamente justificada. julga extemporânea e desnecessária a adoção de outras medidas.. através de outra contratação direta.015. 57 e seguintes. (. ressalto que inocorreu a transgressão denunciada. Assim. disponível no site www. com dispensa de licitação. Ministro Relator: MARCOS VINICIOS VILAÇA.666/93.729/2001-1. 24. objetivando o fornecimento de gêneros alimentícios e material de higiene e limpeza.º 8.. Depois disso. prorrogando-se o seu prazo de vigência por 60 (sessenta) dias e alternando-se o seu valor para R$ 519.666/93.º 07/94. especialmente quanto à vedação à prorrogação contratual. 261): ". inciso IV. na obra Manual Prático das Licitações (São Paulo: Saraiva. isto parece mais razoável do que entender ter a lei proibido toda e qualquer prorrogação dentro desse prazo. os mais diversos posicionamentos doutrinários e as decisões dos * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . no qual se sustenta a cominação de multa ao diretor-presidente da Codesp. celebrado entre a Fundação de Serviço Social do DF e a Sociedade de Abastecimento de Brasília S/A. VOTO. trago a colação o entendimento de Ivan Barbosa Rigolin e Marco Túllio Bottino. no valor de R$ 173.12. entretanto.) Voto Diante das considerações do órgão instrutivo. Publicado no Dou 14/08/2002. afora de a prorrogação em contrato emergencial ser vedada por lei.

não é vedada a continuidade da contratação. entretanto. São Paulo: Malheiros. Marçal. Hely Lopes. 24. FURTADO. permanente. caracteriza-se uma situação de emergência. CITADINI. José. vencido o prazo máximo previsto em lei. A essa nova emergência aplica-se a norma que prevê a dispensa de licitação. Não pode. Das licitações públicas. certamente. Rio de Janeiro: Forense. senão. da Lei n° 8. criá-las. podendo até ser celebrado com a mesma empresa. persistindo a situação emergencial ou calamitosa que ensejou a celebração da avenca. 1999. Editora Brasília Jurídica. o prazo de 180 dias como adequado. falta de planejamento ou má gestão dos recursos disponíveis. quer seja a continuidade da anterior.São Paulo: Atlas. Ao estabelecer como prazo máximo de duração da contratação emergencial 180 dias e vedar expressamente sua prorrogação (art. temporários. Ivan Barbosa. 5 ed.66/93. não permitir que uma situação marcada pela excepcionalidade se tornasse ordinária. 3 ed. 10. para todos os efeitos. Comentários e urisprudência sobre a lei de licitações públicas. Comentários à lei das licitações e contratos administrativos. então.a continuidade da situação emergencial após os 180 dias. ROCHA. quer uma nova situação. Licitação e contrato administrativo. 1996. MEIRELLES. diante da redação atual do inciso legal que lhe dá fundamento. 1998. a rigor. 2000. não poderão ter duração superior a 180 (cento e oitenta) dias. por determinação expressa da Lei. a vigência do contrato emergencial não poderá ser prorrogada. São Paulo: Malheiros. concluímos que os instrumentos contratuais. 11 e 12 de Junho de 2010 2032 . já que. Lucas Rocha. 2001. 1999. Curso de licitações e contratos administrativos. São Paulo: Forense. 10 ed. São Paulo: Max Limonad. A hipótese de dispensa de licitação refere-se a casos de “urgência” que têm a clara conotação de passageiros.. suficiente. inc. -. São Paulo: Saraiva. FERNANDES. o prévio processo licitatório é indispensável. Carmen Lúcia Antunes. 1995. que descreva o estágio atualizado da emergência. DI PIETRO. Manual prático de licitações. Se. RIGOLIN. 3. concluir que. e não por desídia. in Revista Trimestral de * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . acarretando a possibilidade de se efetuar uma nova contratação direta. 24. por fim. uma nova emergência. Restando. A norma jurídica contém hipóteses. Contratação direta sem licitação. Elegeu-se. permiti-las ou proibi-las. desde que realizada através de um novo contrato. 12 ed. Conceito de urgência no direito público brasileiro. para a possível normalização da situação. e desde que fique comprovado que a contratação não foi precedida de licitação por circunstâncias alheias à vontade do administrador público. 2001. Temas Polêmicos sobre licitação e contratos.CE nos dias 09. REFERÊNCIAS: JUSTEN FILHO. celebrados com esteio no inciso IV. IV). ed. a ponto de desviar-se do dever geral de licitar. nos termos do art. Antônio Roque. do art. Mas a lei não proíbe . buscando prever e regular situações fáticas. CRETELLA JÚNIOR. e BOTTINO. Jorge Ulisses Jacoby. baseado em um novo parecer. Maria Sylvia Zanella. Marco Túllio. 8 ed. No entanto. transitórios.e seria insensato admitir que pudesse fazê-lo . juridicamente existe. para atender às necessidades permanentes.Tribunais de Contas sobre a duração do contrato emergencial. a intenção da Lei foi. 2º da Lei.

Hely Lopes. Manual prático de licitações. Ivan Barbosa. Licitação e Contrato Administrativo. [2] [3] 238 e 239. pg 261. Lucas Rocha. São Paulo. Jorge Ulisses Jacoby. 2000. 234. 54. São Paulo. Comentários à Lei das Licitações e Contratos Administrativos. 1995. MEIRELLES. JUSTEN FILHO. 2001. pgs 325 e 326. São Paulo. 2001. pg. Licitação e Contrato Administrativo. pgs 314 e 315. Jorge Ulisses Jacoby. in Revista Trimestral de Direito Público.Marçal. Dialética. [12] FURTADO. ROCHA. pg. p. 2000. pgs 312 e 313. p. Antônio Carlos Cintra do. Hely Lopes. 98: FERNANDES. em Contratação Direta sem Licitação. JUSTEN FILHO. RIGOLIN. [1] Lei 8666/93. Dialética. em Contratação Direta sem Licitação. 1999. Malheiros Editores. 98: FERNANDES.Marçal. FERNANDES. e BOTTINO. 1999. AMARAL. p. 11 e 12 de Junho de 2010 2033 . MEIRELLES. pg. Jorge Ulisses Jacoby. nº 1/1993. Contratação Direta sem Licitação. Marco Túllio. 10.Direito Público. 1979. 2001. Curso de licitações e contratos administrativos. * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . [4] [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11] 241. nº 1/1993. em Licitações nas Empresas Estatais. 75.Carmen Lúcia Antunes Conceito de urgência no Direito Público Brasileiro. p. 2000. Comentários à Lei das Licitações e Contratos Administrativos.CE nos dias 09. São Paulo.

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