DECivil Secção de Mecânica Estrutural e Estruturas

DIAGRAMAS DE ESFORÇOS INTERNOS EM ESTRUTURAS ISOSTÁTICAS

I. Cabrita Neves

Abril, 2002

Exemplo 13 14 2 . Relações entre diagramas de carga.ÍNDICE Pág. de esforços transversos e de momentos flectores 11 4. Diagramas de esforços transversos e de momentos flectores 3 5 3. Diagramas de esforços normais 5. Esforços internos em peças lineares 2. 1.

em equilíbrio sob a acção de um carregamento genérico. iguais e opostos (Fig. Se efectuarmos a redução destes sistemas de vectores no centro de massa de cada uma r r das secções S1 e S2 obteremos vectores principais R e − R . Numa representação esquemática é vulgar reduzir as peças lineares ao seu eixo. isso pode ser feito designando por extremidade 1 a sua extremidade esquerda e por extremidade 2 a sua extremidade direita. Se efectuarmos um corte numa destas peças lineares por uma secção transversal S o equilíbrio rompe-se em geral. Ao sólido assim gerado dá-se o nome de peça linear. 1). Secção transversal S Fig. Cada um deles representa a acção de uma das partes da peça sobre a outra. ou 3 .DIAGRAMAS DE ESFORÇOS INTERNOS EM ESTRUTURAS ISOSTÁTICAS 1. ditas forças interiores relativamente à estrutura como um todo. para decompor r r R e M adopta-se por convenção o seguinte referencial: começa-se por orientar a peça da esquerda para a direita. 2). Estes vectores podem ser decompostos segundo as três direcções de um qualquer referencial ortonormado. sinal claro de que entre as duas partes que resultaram do corte se exerciam forças. As peças lineares de eixo rectilíneo e secção constante chamam-se peças prismáticas. 1 – Peça linear Uma peça linear diz-se de secção constante se as dimensões da superfície que a gera se mantiverem constantes durante o movimento ao longo do eixo. à linha chama-se eixo da peça linear e à superfície plana secção transversal. por forma que a linha e a superfície se mantenham permanentemente perpendiculares entre si (Fig. e momentos resultantes r r M e − M . As peças lineares são de eixo rectilíneo ou curvilíneo consoante a forma do seu eixo. Esforços internos em peças lineares Considere-se uma superfície plana cujo centro de gravidade se desloca ao longo de uma linha. No entanto. cujo comprimento é muito superior às dimensões da superfície. Considere-se agora uma estrutura isostática constituída por peças lineares. Estas forças interiores constituem dois sistemas de vectores que se distribuem nas duas secções transversais S1 e S2 que resultaram do corte e que obedecem ao princípio da acção e reacção. necessárias ao equilíbrio.

O eixo z é tangente ao eixo da peça e aponta para fora. 3). e − M e − R . 2 – Elementos de redução das forças de interacção entre duas partes de uma mesma peça linear A origem do referencial localiza-se no centro de massa da secção da extremidade direita da peça (extremidade 2. das forças que actuam na secção S1 (secção negativa). um referencial com origem em G1 e cujos eixos têm sentidos opostos aos eixos do referencial anterior. as r r r r componentes de M e R . Vy e N dos elementos de redução M e R neste referencial dá-se o nome de esforços internos na secção S da peça linear e serão positivos se tiverem os sentidos indicados. secção S2. O eixo y é vertical e orientado de cima para baixo e obviamente o eixo x será perpendicular a ambos e formará com eles um referencial directo (orientado para fora do papel). M z .simplesmente orientando o seu eixo da esquerda para a direita através de uma seta (Fig. r r Às componentes M x . por outro (Fig. também chamada secção positiva). Por isso. concordantes com os sentidos positivos do r r r r referencial escolhido. e de − M e − R nos referenciais próprios de cada secção 4 . representam dois aspectos de um mesmo efeito de interacção entre as partes esquerda e direita de uma peça linear numa secção S. por um lado. r R r S2 M 1 2 G2 r r z Mz N x y r My r Vy r Mx r Vx Fig. 3 – Peça linear orientada e sentidos positivos dos esforços internos. 2). M y . Repare-se que os vectores M e R . se se utilizar r r como referencial para efectuar a decomposição dos elementos de redução − M e − R . Vx . acção da parte 1 sobre a parte 2 r R r M S1 G1 G2 parte 1 r S2 parte 2 −M r −R acção da parte 2 sobre a parte 1 Fig.

A M z chama-se momento torsor e o seu efeito. que se designará simplesmente por M. que também contém o seu eixo. Às componentes M x e M y dá-se o nome de momentos flectores segundo x e segundo y. O seu efeito é o de comprimir ou traccionar a peça. Elas representam a tendência para o corte da peça na secção S. Os seus sentidos positivos nas extremidades esquerda e direita de um troço da peça linear encontram-se representados na Fig. 4 – Sentidos positivos dos esforços internos nas extremidades direita e esquerda de um troço de uma peça linear 2. Obviamente que basta considerar os esforços que actuam numa das duas secções. Ficam assim definidos de forma inequívoca os sinais dos esforços internos numa secção S de uma peça linear. respectivamente. o caso da viga simplesmente apoiada AB sujeita a uma carga uniformemente distribuída de densidade de distribuição q (Fig. e o seu efeito é o de flectirem a peça nos planos yz e xz. e na prática usa-se unicamente a secção positiva e o referencial correspondente. Quando as primeiras forem positivas as segundas também o serão. Diagramas de esforços transversos e de momentos flectores Considere-se.terão sempre os mesmos sinais. só existirão três esforços internos. 5 – Viga simplesmente apoiada L RB B z 5 . e vice versa. se se encontra sujeita a forças existentes num único plano. isto é. Esforço normal N. À componente N dá-se o nome de esforço normal. Às componentes Vx e Vy chamam-se esforços transversos segundo x e segundo y. e esforço transverso segundo y. q A S RA z y Fig. De acordo com a convenção anterior um esforço normal positivo será de tracção e um negativo será de compressão. Se uma peça linear se encontra em equilíbrio plano. que se representará simplesmente por V. respectivamente. como o nome indica. a título de exemplo. dado tratar-se de uma força perpendicular à secção transversal da peça. 4. é o de produzir torção da peça em torno do seu eixo. M N V + M N V Fig. momento flector segundo x. 5).

arbitradas de baixo para cima. 6 . explicitando os esforços internos em S. 6 – Diagrama de corpo livre do troço AS. 6). Se representarmos graficamente as funções dadas pelas Eqs. Estes esforços internos foram arbitrados com o sentido positivo. e trace-se o diagrama de corpo livre da parte AS (Fig. Comecemos por fazer a representação do diagrama de esforços transversos V . 7). q N A RA S MS z y VS z Fig. dado pela Eq. diagrama de esforços transversos e diagrama de momentos flectores. A esta representação gráfica dá-se o nome de diagramas de esforços internos. que representam a acção da parte SB da viga sobre a parte AS.As reacções nos apoios A e B. ∑ Fz = 0 ⇒ N = 0 (4) (5) (6) L  ∑ Fy = 0 ⇒ − R A + q z + VS = 0 ⇒ VS = q  − z  2   z L z2 ∑ MS = 0 ⇒ MS + q z − R Az = 0 ⇒ MS = q z − q 2 2 2 Os resultados obtidos nas Eqs. A partir deste diagrama de corpo livre e recorrendo às respectivas equações de equilíbrio podem determinar-se os esforços internos na secção S. ∑ M A = 0 ⇒ R B × L − qL × L =0 2 (1) (2) (3) ∑ Fy = 0 ⇒ − R A − R B + qL = 0 RB = q L = RA 2 Corte-se a viga pela secção S. (5) e (6) mostram que tanto o esforço transverso VS quanto o momento flector MS variam com a posição da secção S considerada. (5) e (6) poderemos ter uma ideia da forma como estes esforços internos variam ao longo do eixo da viga. à distância genérica z do apoio A. neste caso. (5) (Fig. tomando para sentido positivo de momentos o sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. podem ser determinadas a partir das equações de equilíbrio seguintes. de acordo com a convenção de sinais estabelecida anteriormente para os esforços internos numa secção.

Na verdade. 9 – Concordância entre deformada e diagrama de momentos flectores 7 . a flexão da peça é concordante com o andamento do diagrama de momentos flectores. isto é. esse troço flectirá para baixo. 6. apresentará convexidade para o lado onde são representados os momentos flectores. M M M M deformada da peça z + M M diagrama de momentos flectores M - M z + + Fig. A B + M qL2 8 z + Fig. 7 – Diagrama de esforços transversos B z qL − 2 O diagrama de momentos flectores será obtido pela representação gráfica da Eq. 8). 8 – Diagrama de momentos flectores A razão pela qual se inverte o sentido do eixo das ordenadas no caso dos diagramas de momentos flectores reside no facto de que ao procedermos deste modo o diagrama nos dá imediatamente uma ideia de como a peça se vai deformar por flexão. isto é. Nesta representação iremos inverter. 9). e vice versa (Fig. por razões que serão justificadas a seguir.V + + qL 2 A + Fig. o sentido positivo do eixo das ordenadas M (Fig. se um troço de uma peça linear se encontrar submetido a momentos positivos nas suas extremidades.

8 . Analogamente. 6 o qual. 7 e 8 foram obtidos com base no diagrama de corpo livre da Fig. 12). Vejamos porquê. 11) N A RA (7) S MS z VS z y Fig. se num determinado ponto estiver aplicado um momento. Viga simplesmente apoiada com carga concentrada Calculando momentos das forças que actuam na viga relativamente ao ponto B facilmente se conclui que a reacção em A vale L RB C B z a  R A = P 1 −   L O diagrama de corpo livre do troço AS da viga será (Fig. Suponhamos que num determinado ponto C da viga anterior actua uma carga concentrada P (Fig. 10). Para z > a o diagrama de corpo livre do troço AS terá que incluir a força P (Fig. 10 . P A S RA a z y Fig. Pelo equilíbrio de forças segundo a vertical conclui-se imediatamente que a  VS = R A = P1 −   L (8) Esta conclusão será válida enquanto for válido o diagrama de corpo livre da Fig. 11 – Diagrama de corpo livre do troço AS. enquanto for z ≤ a . Se existir uma carga concentrada aplicada num determinado ponto da peça o diagrama de esforços transversos apresentará uma discontinuidade nesse ponto. isto é.Repare-se que os diagramas das Figs. é válido qualquer que seja z. 11 em que se baseou. neste caso. o diagrama de momentos flectores apresentará uma discontinuidade nesse ponto.

12 – Diagrama de corpo livre do troço AS. Vejamos agora o caso em que existe um momento aplicado num determinado ponto da peça (Fig. de acordo com a convenção de sinais acima adoptada para os esforços transversos. Repare-se que o valor do esforço transverso numa secção S de uma peça de eixo rectilíneo corresponde à soma das componentes segundo a normal ao eixo de todas forças à esquerda de S (ou à direita de S). 14). 9 . 13 – Diagrama de esforços transversos.P A RA N z a S MS VS z y Fig. 14 – Viga com momento aplicado. Por soma de forças verticais obtém-se neste caso VS = R A − P = − Pa L (9) expressão que será válida para a < z ≤ L . afectadas do correspondente sinal. 13) V +  a P 1 −   L A + B C z - Pa − L Fig. A S RA b y z L D RB MD B z Fig. O diagrama completo de esforços transversos será então (Fig.

(Fig. 15). 16) A RA MD S z D MS VS N z y Fig. 10 . e o momento flector em S será obtido através de z  ∑ M S = 0 ⇒ M S + M D − R A z = 0 ⇒ M S = M D  − 1 L  (12) A partir das Eqs. de acordo com a convenção de sinais anteriormente estabelecida para os momentos flectores. N A RA S MS z VS z y Fig. 15 – Diagrama de corpo livre do troço AS. 16 – Diagrama de corpo livre do troço AS. 11 e 12 pode então obter-se o diagrama de momentos flectores completo (Fig. arbitrada com o sentido de baixo para cima. Tal como acontecia no caso do diagrama de esforços transversos também aqui o valor do momento flector numa secção S pode ser obtido através da soma de todos os momentos aplicados à esquerda de S (ou à direita) com os momentos produzidos relativamente a S por todas as forças à esquerda de S (ou à direita). vale RA = MD L (10) O diagrama de corpo livre do troço AS da viga permite-nos obter a expressão para o momento flector à esquerda de D. tendo em conta o correspondente sinal. 17). Calculando momentos em relação a S vem MS − R Az = 0 ⇒ MS = MD z L (11) Para secções S à direita de D o diagrama de corpo livre de AS será (Fig.Calculando momentos das forças aplicadas na viga AB relativamente ao ponto B conclui-se facilmente que a reacção em A.

e na hipótese de as funções que representam os esforços internos serem contínuas no troço em causa. atendendo a que representa um infinitésimo de ordem superior relativamente às restantes. de acordo com a convenção estabelecida. 18). Os esforços foram arbitrados com sentidos positivos. chega-se a 11 . 14. 13 obtém-se (13) (14) dz − M − V dz = 0 2 p=− dV dz (15) Desprezando a terceira parcela da Eq. 18 – Diagrama de corpo livre de um troço elementar de uma peça linear. Note-se que. de esforços transversos e de momentos flectores Destaque-se um troço elementar de uma peça linear em equilíbrio e trace-se o seu diagrama de corpo livre (Fig. e representou-se por p a densidade de distribuição de carga. sendo elementar o comprimento deste troço. 17 – Diagrama de momentos flectores. Teremos para equações de equilíbrio ∑ Fy = 0 ⇒ − V + p dz + (V + dV ) = 0 ∑ M B = 0 ⇒ M + dM + p dz A partir da Eq. os esforços que actuam nas suas extremidades esquerda e direita distinguem-se entre si por variações elementares dessas funções.A b  M D  −1 L  D B z + M b  M D  − 1 L  + Fig. p(z) M V y A dz B M+dM V+dV z Fig. Relações entre diagramas de carga. 3.

Se o diagrama de carga for representado por um polinómio de um determinado grau. 18. Note-se que na Eq. 21 indica-nos que o esforço transverso na secção B pode ser obtido subtraindo ao esforço transverso em A a área abaixo do diagrama de carga. compreendida entre os pontos A e B. isto é. no sentido positivo do eixo y. 15. um carregamento será positivo se actuar de cima para baixo. 12 . Analogamente.V= dM dz (16) As Eqs. Em cada ponto o valor do esforço transverso poderá ser obtido pela tangente ao diagrama de momentos flectores. compreendida entre os pontos A e B. 15 e 16 podem ainda ser escritas na forma dV = −p dz dM = V dz (17) (18) Considerando um troço finito de uma peça linear compreendido entre dois pontos A e B escrever-se-á ∫ ∫ VB VA dV = − ∫ p dz xB xA (19) MB MA dM = ∫ V dz xB xA (20) ou ainda VB = VA − ∫ p dz xB xA (21) M B = M A + ∫ V dz xB xA (22) A Eq. para efeitos de utilização da Eq. e o diagrama de momentos flectores por um polinómio de dois graus acima. 22 mostra que o momento flector num ponto B pode ser obtido adicionando ao momento flector num ponto A a área abaixo da curva que representa o diagrama de esforços transversos. de esforços transversos e de momentos flectores. a Eq. Portanto. o diagrama de esforços transversos será representado por um polinómio de um grau acima. Em cada ponto a densidade de carga poderá ser obtida através do valor da tangente ao diagrama de esforços transversos com o sinal trocado. 14 p representa o módulo da densidade de carga de um carregamento que actue com o sentido considerado na Fig. 15 e 16 traduzem as relações que devem existir entre os diagramas de carga. As Eqs.

15 e pressupõe um sentido positivo de q da esquerda para a direita (o sentido positivo do eixo z). Trace-se o seu diagrama de corpo livre (Fig. 13 . a expressão N B = N A − ∫ q dz xB xA (25) que nos mostra que o esforço normal num ponto B se pode obter subtraindo ao esforço normal num ponto A a área abaixo do diagrama de carga axial compreendida entre A e B. Esta carga distribuída pode representar a componente segundo a direcção do eixo da peça de uma carga distribuída actuando com outra orientação qualquer. 19).4. de forma análoga à Eq. Naturalmente. q(z) N A dz y Fig. com densidade de distribuição q. Diagramas de esforços normais Considere-se uma vez mais um troço elementar de uma peça linear. mas desta vez em equilíbrio sob a acção de uma carga distribuída actuando na direcção do eixo da peça. tendo em conta a convenção de sinais estabelecida para os diagramas de esforços normais. Para um troço de dimensão finita AB pode ainda escrever-se. Diz-nos que o valor da densidade de carga distribuída segundo o eixo da peça num determinado ponto pode ser obtido a partir do valor da tangente ao diagrama de esforços normais depois de multiplicado por menos um. o esforço normal numa secção S de uma peça linear de eixo rectilíneo representa a soma das componentes segundo o eixo da peça de todas as forças à esquerda de S (ou à direita). B N+dN z Teremos para equação de equilíbrio ∑ Fz = 0 ⇒ N + dN + q dz − N = 0 (23) ou q=− dN dz (24) Esta equação é semelhante à Eq. 19 – Diagrama de corpo livre de um troço elementar de uma peça linear sujeita a uma carga distribuída actuando segundo o seu eixo. 21.

20. D e G. 20 – Estrutura com carregamento Resolução Trata-se de uma estrutura exteriormente hiperestática do 2º grau. Exemplo Pretende-se traçar os diagramas de momentos flectores. sujeita ao carregamento indicado. relativamente à qual se sabe desde já que o diagrama de momentos flectores passará necessariamente pelos pontos B.5 − 16 − 15 × 8 − 28 × 12 × 6 = 0 ⇒ R Gx = −462.0 m 2. as rotações relativas entre as peças que se lhes ligam. globalmente isostática. por natureza.0 m D E F 16 kN.7 kN (27) 14 . ∑ M D = 0 ⇒ 8R Gy − 16 − 15 × 4 − 28 × 8 × 4 = 0 ⇒ R Gy = 121. Cálculo das reacções exteriores O diagrama de corpo livre da barra DG (Fig. 28 kN/m 15 kN C 1.5 kN (26) Com base no diagrama de corpo livre do troço BDG (Fig.5 m B 3.0 m Fig.m G A 22 kN/m 2. já que as articulações existentes nestes pontos não impedem.0 m 4.5. 22) calcula-se a componente horizontal da reacção em G. de esforços transversos e de esforços normais em todas as barras da estrutura representada na Fig. ∑ M B = 0 ⇒ 121.0 m 2.5 × 12 − R Gx × 1.0 m 2. 21) irá permitir-nos determinar a reacção vertical em G com a escrita de uma única equação de equilíbrio. O primeiro passo da resolução consiste na determinação das reacções exteriores.

0 m G RG Fig. 22 – Diagrama de corpo livre do troço BDG ∑ Fy = 0 ⇒ R Ay − 28 × 12 − 15 + 121.2 kN. 15 .5 = 0 ⇒ M A = −1355.5 kN G RBy 2. começando pela barra AB (Fig. 23). 21 – Diagrama de corpo livre do troço DG 28 kN/m 15 kN RGx C 1.5 × 12 + 462.7 kN 2 15 kN 28 kN/m RGx y x (28) ND D VD 4. 24).m 121.0 m 2.0 m 4. Tracemos seguidamente os diagramas de esforços.m (30) Estamos agora em condições de traçar os diagramas de esforços nas várias barras que constituem a estrutura.5kN (29) 22 × 3 × 1 − 28 × 12 × 6 − 15 × 8 − 16 + 2 121.0 m 2. 25).0 m 2. ∑ Fx = 0 ⇒ R Ax + 22 × 3 − 462. Começamos por orientar todas as barras da estrutura (Fig. as três equações de equilíbrio da estrutura como um todo permitem-nos determinar as reacções no encastramento A (Fig.m 2.0 m 2.0 m Fig.Finalmente.0 m E F 16 kN.7 × 4.7 = 0 ⇒ R Ax = 429.5 = 0 ⇒ ∑ MA = 0 ⇒ MA − R Ay = 229.5 m RBx B D y x E F 16 kN.

0 m x A 22 kN/m RAy Fig. 26).0 m 2. Para traçar os diagramas de esforços no troço CDEG (Fig. 24 – Orientação das barras da estrutura. A carga distribuída dá assim origem a duas outras.5 m B D E F 16 kN.0 m 2.0 m 4. da esquerda para a direita Tracemos agora os diagramas de esforços na barra BC (Fig. 16 .7 kN C 1. Por a barra ser inclinada teremos o cuidado de decompor as forças que nela actuam em componentes segundo o eixo da barra e segundo a perpendicular antes de traçar os diagramas de esforços.0 m 2. 27). começa-se por traçar o diagrama de corpo livre deste troço. As reacções em C calculam-se a partir das três equações de equilíbrio das forças que actuam na barra BC.0 m C B D E F G A Fig. 23 – Diagrama de corpo livre da estrutura como um todo MA R Ax 2.5 kN G y 3. uma actuando na direcção do eixo da barra e a outra na direcção perpendicular. colocando em C reacções iguais e de sentido oposto às que actuavam na extremidade C da barra BC.28 kN/m 15 kN 462.m 121.

5 kN 1355.7 kN B 462.2 kN.5 kN B - Diagrama de esforços normais na barra AB Fig.m B + Diagrama de momentos flectores na barra AB Polinómio do 3º grau A 229.Polinómio do 1º grau 22 kN/m 229. 25 – Diagramas de esforços na barra AB.m A 429.7 kN B 229. 17 .7 kN Diagrama de corpo livre da barra AB A 429.7 kN Diagrama de esforços transversos na barra AB Polinómio do 2º grau Tangente horizontal A 1355.2 kN.5 kN 462.

1 kN.m 474.0 m 173.7 kN C 1.9 kN 291.8 kN Diagrama de corpo livre da barra BC B 94 kN C - 138.44 kN/m 17.5 m 229.3 kN Diagrama de esforços normais na barra BC Fig.7 kN B 2.92 kN/m 507.3 kN 138.m 462.9 kN B 94 kN 2. 26 – Diagramas de esforços na barra BC.0 kN.8 kN Diagrama de esforços transversos na barra BC Polinómio do 1º grau Polinómio do 2º grau B B 507. 18 .5 kN Diagrama de corpo livre da barra BC 13.m Diagrama de momentos flectores na barra BC - C C - 474.28 kN/m 291.0 kN.5 m C 291.5 kN 462.

0 kN.m F C 462.m Polinómio do 2º grau C D E F Diagrama de momentos flectores no troço CDEG G + 246.0 kN.5 kN G Diagrama de esforços transversos no troço CDEG - Polinómio do 1º grau 121.0 kN.7 kN Diagrama de corpo livre do troço CDEG 173.m 171. 19 .5 kN + 5.5 kN 291.0 m 2.7 kN D G - E Diagrama de esforços normais no troço CDEG Fig.m 173.5 kN 2.5 kN F C D E 9. 27 – Diagramas de esforços no troço CDEG.0 kN.28 kN/m 462.7 kN C D 291.1 kN.0 m G 462.m 121.m 187.0 m 4.0 m E 15 kN F 16 kN.5 kN 2.

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