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105ºaNiVersário

Director: Jorge ValaDares /// Director-aDJUNto: aNtóNio armaNDo Da costa /// aNo XVi /// N.º 125

publicação regionalista propriedade da casa De trás-os-moNtes e alto DoUro

Eleição da primeira mulher Presidente da Assembleia da República
deputada assunção esteves (ppd/psd), natural de Valpaços, distrito de Vila real, foi eleita para presidente da assembleia da república a 21 de Junho p.p., com 186 votos, 41 em branco e um nulo, a primeira mulher a ocupar este cargo, e tornar-se a segunda figura do estado português. É um acontecimento duplamente histórico, que deve encher de orgulho todos os transmontanos e altodurienses. após a sua eleição, os presidentes da Mesa da assembleia geral e direcção enviaram à novel presidente, a 22 de Junho, a seguinte carta: O Presidente da Assembleia e o Presidente da Direcção da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, como legítimos representantes desta centenária Instituição que é a mais antiga do seu género em Portugal, não podem deixar de se congratular com a sua eleição para o importante cargo de Presidente da Assembleia da República, não só pelas suas qualidades pessoais que geraram um amplo consenso, mas também por se tratar de uma personalidade nascida na região natural que esta Instituição representa na Grande Lisboa. Para além dos nossos parabéns, formulamos os mais sinceros votos de muito sucesso. associando-se a este gesto, o ntMad recorda que a agora presidente da assembleia da república, quando era Juíza do tribunal constitucional, fez parte da comissão de Honra do iii congresso de trás-os-Montes e alto douro que teve lugar na cidade de bragança em setembro de 2002. eis a sua mensagem aos portugueses e portuguesas no portal parlamento: Caras cidadãs e cidadãos, O Parlamento forma-se no voto livre de cada um de nós, voto com poder igual, que nos vem do estatuto comum de uma dignidade sublime e igual. Esta ligação da democracia com os direitos humanos constitui a nossa matriz originária. A liberdade, a igualdade e a universalidade são o critério e a medida da legislação, das nossas acções e decisões. No mundo global e de rápidas mudanças, que desafia os velhos paradigmas da política, nós, os deputados, convocamos todos para assumir conFotografia gentilmente cedida pelos serviços de apoio da ar

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Fotografia gentilmente cedida pelos serviços de apoio da ar

nosco um projecto de justiça transversal às fronteiras e às gerações, num método de responsabilidade partilhada. Um projecto emancipador e irradiante de humanidade, que se inscreve, afinal, nos nossos princípios de partida. Somos todos Parlamento! Assunção Esteves

18 de Junho de 2011

4 a 31 de Julho

Dia de Chaves na CTMAD

a visita do presidente da câmara Municipal, dr. João baptista, e do Vereador da cultura, dr. antónio ramos; a entrevista do presidente de chaves; a sessão solene; o almoço de confraternização; o programa um grupo de seis pintores inaugurou uma exposição de pintura cultural …e várias outras coisas!!! pág. 03 na ctMad a 4 de Julho p.p.. pág. 06

Exposição de Pintura na CTMAD

Próximas actividades ctmaD
23 de setembro: aniversário da ctMad (ver pág. 06) 3 de outubro: inauguração da exposição de Fotografia “no sentido do olhar” (Ver pág. 08) 5 de Novembro: Festa do Magusto (Ver pág. 08)
reuniões de Direcção: 19 de setembro e depois de 2 em 2 semanas às 2.as Feiras

23 de Setembro próximo

Aniversário da CTMAD
15 h - inauguração da exposição da pintora graça Morais, “tempo de cerejas e papoilas. trás-os-montes 2011”, na galeria ratton. 17 h - Missa celebrada pelo bispo de setúbal. 18 h - sessão solene da comemoração do aniversário na sede da casa: Homenagem da ctMad à pintora graça Morais. 20 h - Jantar de aniversário na ordem dos engenheiros. (nota: É necessário inscrição e pagamento prévios até 16 de setembro)

pág. 06

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro é a mais antiga Associação Regionalista de Lisboa (alvará de 23 de Setembro de 1905) – Condecorações: Membro Honorário da Ordem do Infante Dom Henrique (21 de Abril de 2005); Ordem de Benemerência (5 de Outubro de 1931); Medalha de Honra da Cidade de Lisboa (20 de Julho de 2005) Pessoa Colectiva de Utilidade Pública (D.R. n.° 117, 11 Série de 22-05-1990) Campo Pequeno, 50 3.0 Esq. – Tel. e Fax 21 793 93 11 – 1000-081 Lisboa – E-mail: ctmad.lisboa@gmail.com

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Não é só na CTMAD...
Jorge ValaDares

Lançamento da Colectânea “Trás-os-Montes e Alto Douro – Mosaico de Ciência e Cultura”
o anúncio do lançamento da obra “trás-osMontes e alto douro – Mosaico de ciência e cultura (colectânea de autores oriundos de trás-os-Montes”, respondeu uma das maiores enchentes de pessoas, com a sua presença na sede da ctMad, palco de um acontecimento ímpar, tendo por base a cultura literária e científica, a 14 de Julho. a iniciativa coube a antónio neto e armando palavras, de lagoaça, concelho de Freixo de espada à cinta, grandes colaboradores da festa anual de nossa senhora das graças. das personalidades convidadas para a apresentação da obra estiveram presentes o professor doutor adriano Moreira e o professor doutor ernesto rodrigues que, ladeados pelos presidentes da direcção e da assembleia geral, da ctMad e pelos promotores do lançamento, a anunciaram com merecida grandiosidade. Transcrevemos um pequeno texto do Professor Doutor Adriano Moreira, com que se abre o volume de 399 páginas: «tenho como valor fundamental o amor à pátria pequena que é a aldeia em que nos aconteceu nascer, aos que tiveram a felicidade de conhecer, viver e guardar a riqueza da solidariedade dessa vizinhança que os tempos vão tornando mais rara. na circunstância da grande crise em que nos encontramos, o regresso ao amor das raízes é fundamental para salvaguardar a identidade nacional que servirá de alicerce para a recuperação». antónio neto, figura central da iniciativa, na introdução justificou, em parte, a colectânea referida: «esta colectânea de saberes é uma sentida homenagem a todos os ilustres transmontanos

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editorial

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al como se pode ver num dos artigos deste jornal, realizou-se recentemente uma conferência sobre o associativismo. a conferência foi dirigida pelo doutor augusto Flor, presidente da confederação portuguesa das coletividades de cultura, recreio e desporto (cpccrd) que, na sua intervenção inicial, destacou o papel muito ingrato dos dirigentes associativos neste país, porque sobre eles incidem constrangimentos e incompreensões de natureza externa e interna. externamente debatem-se com falta de apoios e muita incompreensão por parte das variadas forças políticas acerca do papel importante das coletividades na atenuação dos efeitos que a sociedade do capitalismo «selvagem» atual provoca nos cidadãos. internamente, os dirigentes são alvo de muita incompreensão por parte de alguns associados e que se esquecem que eles não são dirigentes profissionais de empresas que auferem rendimentos, são na sua larguíssima maioria «carolas» (expressão empregue por augusto Flor) que sacrificam a sua vida profissional e particular e acabam por despender dinheiro do seu próprio bolso para exercer com dignidade os seus cargos. Foi também destacada a dificuldade em envolver jovens no Movimento associativo. o que o presidente da cpccrd, investigador no ispa, afirmou aplica-se perfeitamente à ctMad. temos sentido as incompreensões a que se refere, mais as externas do que as internas, realce-se, mas temos conseguido sobreviver com a dignidade que muito bem testemunha a realização destes três últimos importantes eventos que foram o Dia de Chaves, em que se dignou participar o

presidente da câmara dessa cidade acompanhado do Vereador da cultura, a exposição de pintura de autores de tMad e o primeiro lançamento da coletânea Trás-os-Montes: Mosaico de Ciência e Cultura, em que colaboraram grandes vultos da cultura da nossa região natural e que contou com a presença de mais de 100 pessoas que, para além do que ouviram na sessão de lançamento, tiveram a oportunidade de apreciar a beleza das pinturas expostas e o sabor dos ótimos produtos regionais servidos no lanche-convívio. como presidente da direção da ctMad cumpre-me agradecer publicamente aos professores adriano Moreira e ernesto rodrigues assim como ao autor e editor antónio neto os seus preciosos contributos para o sucesso deste evento. bem hajam. apesar das incompreensões e bloqueios acima referidos, ninguém poderá honestamente afirmar que não temos cumprido grandes desígnios da ctMad, entre eles a divulgação da cultura e dos valores da nossa região. a pouca atração dos jovens para o associativismo também tem sido sentida por nós. temos tido muita dificuldade em motivar os jovens de hoje para o associativismo regional, porque as condições em que sobrevivemos, devido às diversas razões que foram apontadas na referida conferência, não nos tem permitido rivalizar com os estímulos que os movem, que nada têm a ver com os que algo platonicamente nos motivaram quando éramos das idades deles, nós que tivemos que abandonar as nossas terras para vir para longe, para muito longe..., num tempo em que não havia computadores, cibercafés, bairros atrativos, etc.

que conseguiram, com muito esforço e teimosia, tirar da terra o sustento para eles e para os seus, e que foram capazes do pouco fazerem muito, o que lhes permitiu sonhar que os filhos fossem para doutores em vez de continuarem lavradores. e poucos doutores, no país, se podem “gabar”, como os que saíram de trás-os-Montes, de poderem afirmar à boca cheia: eu sei lavrar, sei semear e ceifar, nada me mete medo, muito cedo aprendi a tirar da terra o sustento para mim e para os meus». no final antónio neto e sua família, ofereceram uma merenda de sonho, com os melhores produtos da sua terra e de sua produção: vinhos, enchidos, compotas… tudo de qualidade invejável, com o apoio da ctMad. Foi uma iniciativa louvável que poderá servir de exemplo a quem a queira seguir e esteja interessado na divulgação da riqueza escondida em trás-os-Montes e alto douro. e poderão contar sempre com a disponibilidade da ctMad para ajudar às suas realizações. Artur Couto e António AmAro

Actividade Federativa – Aniversários
aniversário da cPccrD – Dia Nacional das colectividades dia nacional das colectividades comemora-se um pouco por toda a parte, ponto alto do Movimento associativo popular, em 31 de Maio. nesse dia comemora-se também o aniversário da confederação portuguesa das colectividades de cultura, recreio e desporto (cpccrd), fundada a 31 de Maio de 1924. a comemoração do 87º aniversário da cpccrd foi este ano na academia recreio artístico, sita na rua dos Fanqueiros, 286-1º andar. estiveram presentes representantes de várias colectividades, entre as quais a ctMad, representada pelo vogal da direcção antónio da costa. a sessão solene foi precedida por uma actuação do grupo de teatro “os resistentes” do grupo recreativo “os escorpiões”, que apresentaram várias pequenas peças, e de rafaela bastos que mais uma vez nos revelou a sua excelente qualidade de cantora, apesar da sua pouca idade. a sessão foi encerrada com uma alocução do presidente da cpccrd, doutor augusto Flor, que agradeceu a vinda das várias colectividades presentes, e que fez um sumário das dificuldades que as colectividades enfrentam. após o encerramento da sessão, seguiu-se um beberete que permitiu uma interessante confraternização entre todos os presentes. 88º aniversário da casa do alentejo aos 10 de Junho deste ano comemorou-se o 88º aniversário da casa do alentejo na sede desta instituição. a ctMad respondeu positivamente ao convite da casa do alentejo e esteve presente representada pelo Vogal da direcção antónio da costa.

o

noVos associados
noMe concelHo

eduardo eugénio botelho Helena Maria lobo Fernandes João carlos de Morais cardoso Maria clara Moreira de Morais cardoso Maria José pinto barreira rego sousa Maria alice Videira rodrigues pereira ernesto José rodrigues

Mirandela chaves (a mãe) chaves chaves chaves Mirandela Mirandela

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a festa que tinha por tema central associado a homenagem a três ilustres alentejanos, o escritor Manuel da Fonseca, e os dirigentes Victor paquete e lourenço bernardino, foi iniciada pelo coro dos amigos do alentejo do Feijó, com uma interessantíssima intervenção em frente à sede. seguiram-se as visitas às exposições patentes no páteo árabe, no Museu, na sala de olivença e a Feira do livro de autores alentejanos. destacou-se a exposição da obra de Manuel da Fonseca e a inauguração da sala lourenço bernardino. seguiu-se um almoço de grande confraternização e depois uma sessão solene presidida pelo presidente da Mesa da assembleia geral. aqui houve as habituais intervenções dos Órgãos sociais, homenagearam-se os sócios com 50 (1) e 25 (4) anos de associados, fizeram-se a entrega dos prémios casa do alentejo 2011 – concurso conto “alentejo”, e homenagearam-se os três ilustres alentejanos já referidos acima, com especial relevo para o escritor Manuel da Fonseca. antes do encerramento da sessão solene, e a passagem à actuação de grupos corais e abertura do bolo de aniversário, as estruturas associativas convidadas apresentaram os seus cumprimentos e votos de Feliz aniversário à casa do alentejo, e entregaram prendas. a ctMad ofereceu o livro “Viver, Defender e Divulgar Transmontaneidade e Transmontanismo” do eng. tomaz rebelo do espírito santo, edição da ctMad. Foi uma interessantíssima realização que estamos certos estreitou as boas relações entre as nossas casas regionais. António dA CostA

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Entrevista do Presidente da Câmara Municipal de Chaves
Dr. João Baptista ao NTMAD
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urante a realização do dia de chaves o ntMad entrevistou o presidente da câmara Municipal de chaves. assinalámos a sua presença, e pedimos-lhe que explicitasse os contornos da importância que o Município de chaves e ele próprio lhe atribuíam. o presidente agradeceu, em nome do município e em seu nome pessoal, aos corpos sociais da ctMad a realização deste acontecimento, na pessoa do nosso presidente da direcção, e a todas as pessoas presentes a dar visibilidade à cidade de chaves. esta, enquanto cidade, concelho e região, tem uma História riquíssima com muitas figuras importantes, “um património com recursos alguns deles únicos” e “que se quer continuar a afirmar no contexto regional e nacional”. e a comunidade na grande lisboa, é constituída por flavienses que dão de chaves “uma imagem positiva”. a sua presença homenageia-os a todos por divulgarem a sua cidade, que se pretende cada vez mais afirmativa. pedimos-lhe que sintetizasse os quatro vectores estratégicos por si perseguidos para o desenvolvimento de chaves, contradizendo a ideia generalizada sobre os autarcas do interior do país de terem pouca visão estratégica. “Não considero correcta essa visão comum de que os autarcas não têm visão estratégica. Este país é o que é à custa dos autarcas”, afirmou. Mais “com 10% dos recursos do Estado as autarquias são responsáveis por mais de 50% do investimento no País. Se o País andasse ao ritmo das autarquias não teríamos necessidade da ajuda externa, estaríamos no pelotão da frente da União Europeia”. É necessário “dar às autarquias mais possibilidades, o que faria o país mais avançado e mais desenvolvido”, muito particularmente “no interior aonde as condições são mais difíceis, e aonde se não existissem as autarquias seria muito mais difícil as populações terem as condições de vida de hoje, apesar das dificuldades em que vivem”. os quatro pilares que nortearam o município nos últimos quase dez anos “são estratégias de desenvolvimento imprescindíveis”, e são “como um edifício que se constrói, e tem de ter alicerces e pilares sólidos”. assim “o primeiro pilar é as pessoas. Na sua valorização, temos a educação, a cultura, o desporto e a acção social. Depois temos um segundo pilar importantíssimo, que é o território, e aqui temos naturalmente a valorização e a requalificação urbana, e a valorização ambiental. São aspectos essenciais para além das acessibilidades mas já são mais genéricas. Mas um terceiro vector ou pode fazer por ti, pergunta o que podes tu fazer pelo teu país”. assumindo que os autarcas produzem muito com um investimento muito curto, quisemos saber como vai ser a actividade futura das autarquias, e.g. a de chaves, no actual quadro de dificuldades económicas e financeiras que o país atravessa. “As autarquias já começaram em 2010 a ser penalizadas”, afirmou o autarca. “Foram cem milhões a nível do país, e retiraram do normal financiamento do Estado à autarquia de Chaves 800 000€. Em 2011 foi mais, foi de 220 Milhões no país, em Chaves foi 1 270 000€ e já prevemos do acordo assinado com o BCE e o FMI que serão mais 750 000€ cada um dos próximos dois anos. Portanto serão nos próximos quatro anos 3.5 a 4M€ que Chaves terá a menos do OGE. O problema adjacente é que as receitas próprias não sobem, não há condições para elas subirem”. assim “por extensão a todo o País haverá autarquias em maiores dificuldades pois dependem mais do orçamento de Estado do que a câmara de Chaves. A relação de dependência do OGE depende de autarquia para autarquia. Chaves ainda depende entre 60% do OGE mas ainda tem 40% de sustentabilidade própria. Há autarquias que dependem do Estado 90%. Portanto se falha esse apoio de 90% as dificuldades de sobrevivência são cada vez maiores”. portanto “no caso de Chaves temos vindo a diminuir despesas, nomeadamente aquelas que se afiguram nalguns casos e que são acolhidas pelas pessoas como mais dispensáveis”. assim “o ano passado não tivemos por exemplo fogo-de-artifício nas festas da cidade, utilizamos mais a matriz local da cultura e isso não quer dizer que a qualidade seja menor”, e outros cortes transversais. Mas têm “apostado em fazer obras financiadas por fundos comunitários e não mais do que isso pois são financiadas de 70-85%. A câmara só tem de colocar o restante. Com um investimento menor continuamos a ter obra a um ritmo que não é próximo dos últimos anos mas que permite Chaves ter várias recuperações de equipamentos culturais”. e com um grande sentimento lúgubre de vazio terminou esta entrevista. sentimos o grande entusiasmo do senhor presidente da câmara Municipal de chaves e o espírito desassombrado que o anima e que muito valorizamos, ambos contrastando com o estrangulamento financeiro anunciado a que está sujeito e vai ser agravado. a entrevista completa, pela sua importância, será um dos primeiros documentos a ser publicado no portal da ctMad após a sua inauguração na internet no futuro próximo. António dA CostA

pilar é as actividades económicas, algumas mais próprias de cada região, sendo que em Chaves são o turismo, o termalismo, o agro-alimentar, estas duas naturais. O quarto pilar é a cooperação que hoje é um paradigma de desenvolvimento. No caso de Chaves a cooperação volta-se especialmente para a Galiza mas pode ser a nível inter-institucional interna”. “Portanto estes quatro pilares fundamentam o edifício do desenvolvimento: pessoas, território, actividades económicas e cooperação. São fundamentais. A partir daqui, vão o resto dos compartimentos do desenvolvimento, a educação e a cultura que são fundamentais para envolver todo o resto; a valorização ambiental e da requalificação urbana para as pessoas poderem viver de forma saudável; as actividades económicas para terem os recursos para que a sua vida possa melhorar e a cooperação que é hoje a vivência da cidadania e que é hoje aquilo que se nos pede aquilo que nós sejamos cidadãos a tempo inteiro pois cidadão implica participar, reflectir, questionar, tal como Kennedy disse: antes de perguntares o que o país

O dia de Chaves
ma das mais felizes iniciativas da atual direção da ctMad foi a da realização, na nossa sede, de um dia dedicado a cada um dos lindos e variados concelhos que compõem a nossa singular região natural. o nosso Vogal da cultura, eng. carlos cordeiro, teve a inspirada ideia de alargar o âmbito dos objetivos dos tradicionais almoços por regiões, o convívio de velhos amigos e o matar saudades, transformando-os em dias de convívio, de saudade e de cultura, através da divulgação dos valores históricos, artísticos, literários, turísticos, etnográficos e gastronómicos de cada região. o primeiro evento deste género que decorreu com enorme sucesso foi dedicado a Mirandela, «princesa do tua», e respetivo concelho. sobre ele já foi feito um relato num número anterior deste jornal. no passado dia 18 de Junho, sábado, decorreu na nossa sede um segundo acontecimento do mesmo tipo, desta feita dedicado à região de chaves, «princesa do tâmega», onde o imperador romano titus Flavius Vespasianus fundou, em 79 d.c., o Município chamado aquae Flaviae e onde terá sido impresso o primeiro livro em língua portuguesa, a tradução de uma obra litúrgica. nesse dia 18, às 11 horas, com a presença do presidente da câmara de chaves, dr. João batista e do Vereador do pelouro da cultura, dr. antónio ramos, ouviram-se os acordes da Marcha de chaves tocada pela banda nacional republicana de onde sobressaia uma voz feminina com um excelente timbre, a qual serviu de apoio a dezenas de vozes dos (as) flavienses presentes. não podia ter sido mais inspirador e aglutinador este canto coletivo, acompanhado de imagens de chaves projetadas num ecrã improvisado. após as palmas calorosas, o flaviense antónio barros, possuidor de documentos valiosos, referiu-se a alguns aspetos históricos importantes e muito curiosos da cidade flaviense. seguiram-se as intervenções do senhor presidente da câmara que traçou uma imagem do que tem sido feito nestes últimos anos em prol do desenvolvimento da região, e do presidente da dire-

u

ção da ctMad, que transmitiu uma visão sumária da história da ctMad e agradeceu a presença de todos os que se dignaram participar neste significativo acontecimento, destacando o facto dos dois importantes autarcas flavienses terem vindo de propósito de chaves a esta Festa. no final das intervenções trocaram-se lembranças. e chegou a hora do almoço com um «rancho» preparado escrupulosamente «à moda de chaves», com base numa receita antecipadamente entregue à cozinheira. esse almoço incluiu pastelinhos e folar de chaves e foi regado com um vinho da premiada Quinta de arcossó, oriundo da ribeira de oura, uma zona microclimática muito favorável à obtenção de bons «néctares». a seguir ao almoço desenvolveu-se um programa cultural que começou por um momento de poesia. a nossa já conhecida e muito apreciada amiga glória sousa sensibilizou-nos com poemas de dois autores intimamente ligados a chaves, edgar carneiro e eduardo guerra carneiro. o primeiro ainda recentemente foi homenageado como poeta pelo Município de espinho, cidade

onde vive e o seu filho era dotado de enorme sensibilidade e poder criativo, muito exigente consigo próprio e votado a uma existência muito peculiar. infelizmente suicidou-se ainda relativamente novo, quando muito de grandioso poderia criar. a ctMad já no meu tempo de dirigente prestou a este singular poeta uma merecida homenagem. seguiu-se a passagem de um vídeo sobre chaves onde muitos dos presentes puderam recordar os locais onde viveram na sua infância e adolescência, mas também aquilo que muitos nunca no seu tempo poderiam pensar algum dia ver, como, por exemplo, o moderno casino. Veio então um segundo momento de poesia, em que glória sousa começou por ler um poema de artur Maria afonso, pai do pintor nadir afonso. artur Maria, embora tenha nascido em Montalegre, viveu muitos anos em chaves, e como alguém escreveu, “cantou chaves como ninguém”. glória de sousa terminou a sua apreciada intervenção neste evento lendo um poema da vidaguense Maria priscila que, embora mais conhecida como pintora, também escreve poemas. segunda ela afirma, escreve-os «para si», mas, as minhas ligações familiares e muito afetivas com ela foram decisivas para que acedesse a enviar-me três poemas, dos quais glória de sousa escolheu e leu o que mais gostou. e o evento terminou novamente com a Marcha de chaves cantada em uníssono por muitos dos presentes, a que se seguiu a consulta de vários documentos disponibilizados sobre chaves. a participação foi enorme e várias foram as pessoas que se tentaram inscrever à última hora mas não tiveram lugar. registei com muito agrado a presença de associados de outras terras, que compreenderam bem o importante objetivo desta iniciativa que é dar a conhecer melhor tMad aos transmontanos e alto-durienses. a eles e a todos os que contribuíram com o seu trabalho e/ou com a sua presença, o meu bem Hajam. Jorge VAlAdAres

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Retalhos... de Burel e Ouro
há muitos, muitos anos que liga Mondim (trás-os-Montes) a cabeceiras (Minho) nas chamadas “terras de basto”. pois, o presidente da câmara, Humberto cerqueira, declarou à Voz de trás-osMontes que a ponte tem os dias contados. a albufeira da futura barragem do Fridão exige a sua demolição, substituída por uma nova permitindo uma ligação rápida à a7 e a amarante, por cabeceiras, abrindo novas acessibilidades a Mondim de basto, que sofre de uma certa claustrofobia. a construção da nova ponte será da responsabilidade da edp e estradas de portugal e está prevista para 2011/12. Ver, para crer. sição permanente “Memória da terra e do Vinho”, e projectando-o nos circuitos mundiais. o prémio do melhor museu europeu do ano de 2011 foi atribuído ao Museu galo-romano de tongeren, da bélgica. em Julho o Museu do douro inaugurou uma exposição sobre d. antónia adelaide Ferreira, a “Ferreirinha”, para comemorar o 2º centenário do seu nascimento. camente selecionados e eleitos, que irão satisfazer os prazeres pantagruélicos daqueles que pensam “que o que se come e o que se bebe é o que se leva desta vida.” trás-os-Montes e alto douro não conseguiram melhor que as alheiras para competir com o pastel de bacalhau e o queijo da serra da estrela, na vertente das entradas. no próximo dia 10 de setembro, a partir de santarém, em espetáculo público “transmitido para todo o mundo” se vai decidir da sorte da alheira de Mirandela. esteja atento para conhecer os pratos democraticamente eleitos para, sem problemas de ementa, confecionar no futuro o nacional almoço português.

Armando Jorge e Silva

O dia nacional das Filipinas em Sabrosa
o dia 12 de Junho, a embaixatriz filipina em portugal, teresina barsanas, presidiu em sabrosa, a uma cerimónia comemorativa do dia da independência daquele país do pacífico. Há alguns anos que sabrosa aposta nas relações de colaboração e amizade com as Filipinas baseadas na figura histórica de Fernão de Magalhães, transmontano, que terá nascido em sabrosa e morreu emboscado na ilha filipina de cebu. um pintor famoso nas Filipinas, baldemoro, mostrou em sabrosa as obras que recentemente expôs no Museu do oriente e anda, agora, a pintar paisagens durienses para expor em Manila, capital das Filipinas.

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Uma história de raposas
a povoação de Justes, arredores da cidade de Vila real, acontece caso raro e enternecedor. uma raposa selvagem, ao cair da noite e, com algumas cautelas mas confiante, aproximase do povoado e vem comer às mãos da anciã Maria da conceição, que com ela mantém uma relação de amizade. “A Boneca (assim a batizou) vem perto de minha casa, dou-lhe de comer à boca e, depois regressa ao bosque”. também Mário ribeiro goza da confiança da raposa. “É um momento único quando tenho a sorte de lhe dar de comer.” outro habitante da aldeia deixa-lhe ovos. a raposa sobe as escadas, entra em casa de porta aberta, come os ovos e abala. esta relação de amizade entre o animal selvagem e os humanos está a ser objeto de muita admiração.

Pinhão/Douro

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D. Amândio Tomás
m Maio, no dia 17, d. amândio José tomás assumiu oficialmente as funções de bispo da diocese de Vila real. É o primeiro bispo transmontano a dirigir a diocese vilarrealense. nasceu no dia 24 de Março de 1947, em cimo de Vila da castanheira, no concelho de chaves. por tal motivo, a câmara Municipal flaviense no dia do município, 7 de Julho, deste ano, homenageou-o com a Medalha de Honra da cidade. recordando que a ctMad já teve a sua grata colaboração na celebração da missa numa festa de aniversário, quando era bispo auxiliar de Évora, o ntMad felicita o novo bispo diocesano e desejalhe sucesso no exercício do seu múnus pastoral.

Santa Marta lança zona oficinal
ara resolver o problema das pequenas oficinas degradadas e espalhadas um pouco anarquicamente por todo o lado nesta área protegida do douro Vinhateiro, a câmara Municipal de santa Marta de penaguião decidiu construir uma infraestrutura pioneira no distrito para as acolher. a zona fica situada na povoação de sarnadelo e disponibiliza 24 lotes.com cerca de 520 m2 ao preço de 25 euros o m2, que “nem para pagar o terreno dá”. o custo da obra foi de 1 milhão e 300 mil euros, sendo 85% financiado por fundos europeus

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p

o

s 24 painéis de azulejos que decoram as paredes da estação Ferroviária do pinhão, na linha do douro estão a ser recuperados. É uma iniciativa da refer com a colaboração do Museu nacional do azulejo. eles retratam motivos relacionados com a vinha e o vinho e mostram paisagens emblemáticas da região.

Trás-os-Montes a beijar o Minho: Mondim de Basto

Menção Honrosa para o Museu do Douro

As Sete Maravilhas Gastronómicas
isto das comidas, como em tudo na vida, os gostos não se discutem. gosta-se disto ou daquilo, mais daquilo do que disto porque se gosta, e pronto. Mas está na moda condicionar os gostos e para isso nada melhor que usar os meios de comunicação social, sobretudo a tV. pois vêm aí os sete pratos magníficos, democrati-

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ponte de granito que aqui vemos sobre o rio tâmega, rodeada de luxuriante vegetação,

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(eMF) european Museum Fórum, instituição que aprecia o trabalho desenvolvido pelos museus da europa, atribuiu este ano uma menção honrosa ao Museu do douro pela expo-

D. José Cordeiro

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o dia 18 de Julho, o papa bento XVi, depois de aceitar a resignação do atual bispo por

Padaria

Pastelaria

Fundada em 1942
Fazemos entregas Rua Guilhermina Suggia, 19 - C-D • 1700-225 - Lisboa Tel.: 218 482 113 | Fax: 218 471 425 | Telm.: 963 038 830 e-mail: geral@panificadoraareeiro.pt

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N.º 125 /// setembro 2011

IV Encontro de Sendinenses, Retalhos... de Burel e Ouro 28 de Maio, Algés, Grande Lisboa
ter atingido os 75 anos de idade, nomeou o p. José Manuel cordeiro, com 44 anos, bispo da diocese de bragança e Miranda, o bispo português mais jovem. a tomada de posse da diocese está calendarizada para o próximo dia 2 de outubro. o ntMad felicita o novo bispo e deseja-lhe uma obra eficaz para honra e proveito das nossas gentes brigantinas.

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Mafalda Moutinho

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Barroso da Fonte

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mbora residente em guimarães há muitos anos, João barroso da Fonte é uma figura pública em trás-os-Montes e alto douro, bem conhecido dos agentes culturais. É barrosão, nascido em codeçoso, freguesia de Meixedo, no alto rabagão. no seminário de Vila real, durante uma década, esclareceu e consciencializou os valores perenes inerentes à dignidade humana aprendidos no exemplo dos seus antepassados e contemporâneos. deles tem vindo a ser mensageiro: no seu primeiro emprego, na vida militar, na consolidação da sua formação universitária, na docência e, sobretudo, no exercício da criatividade literária e jornalística. a transmontaneidade de barroso da Fonte, envolvendo vivência, investigação, análise, divulgação, amor e paixão, exigia a digna e vistosa homenagem que o Município de Montalegre lhe prestou no dia 9 de Junho, dia do Município, atribuindo-lhe a Medalha de ouro Municipal. o subscritor desta nota, admirador e velho amigo, associou-se à homenagem onde espiritualmente esteve presente, e o ntMad felicita-o pelo entusiasmo e saber que tem dedicado às terras e gentes transmontanas e altodurienses, e em especial às gentes e terras barrosãs.

sta jovem concedeu uma entrevista, ao jornal luso-americano coMunidades, sediado nos estados unidos. prendada para a escrita está a fazer dessa qualidade, de forma consolidada, o seu múnus profissional. criou a coleção “os primos” em que três adolescentes, com preocupações e interesses muito atuais vão pelo mundo fora à procura de aventuras. as suas narrativas são didácticas, pois utilizam os saberes exigidos pela observação direta, pela História, pela geografia, etnologia, Física. assim estes livros, justamente, constam do plano nacional de leitura, esgotam as edições, e são lidos por jovens e adultos e traduzidos em outras línguas. Mafalda Moutinho é filha de pai transmontano e mãe beirã, curiosamente nascidos em aldeias com o mesmo nome, Midões. o pai é abel Moutinho, que de forma consistente e continuada tem colaborado, ao longo de muitos anos, com a nossa ctMad. aproveitamos a oportunidade para felicitar pai, mãe e filha.

Grupo de Morais convive com P. João de Deus

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p. João de deus é um filho ilustre de Morais, no concelho de Macedo de cavaleiros. Missionário salesiano há 50 anos, foi enviado muito jovem para timor colonial, e participou na obra da emancipação nacional timorense, sofrendo a ocupação indonésia e partilhando com os autóctones as preocupações com as lutas fratricidas de então. assim guardou a cassete contendo o filme do massacre do cemitério de santa cruz, em dili, dum jornalista australiano, cuja divulgação mundial posterior conduziu ao fim da ocupação e independência de timor leste. o p. João de deus, nos seus 85 anos, esteve na nossa ctMad, num convívio amigo promovido por conterrâneos, de entre os quais os associados da ctMad Joaquim Maria prada, João de deus rodrigues, João de deus pires. narrou algumas histórias da sua vida cheia de trabalho, perigos, amor aos timorenses, grandes iniciativas missionárias e realizações sociais, que honram e exemplificam a grandeza da alma transmontana.

mbora tardiamente, importa dar notícia da realização do iV encontro dos sendineses em lisboa, não só pelo êxito obtido, mas também pelo modelo adoptado. pela primeira vez, foi estabelecido um relacionamento com ctMad, e tal poderá servir de modelo à realização de eventos semelhantes nas comunidades transmontano-durienses, residentes em lisboa e arredores. o convívio de sendineses em lisboa nasce, em 2008, do entusiasmou da crisantina picotês (mais conhecida por “crisinha”, grande interveniente na cMtad, pelas inúmeras actividades em que participou) que reuniu, então, à volta dos 140 sendineses num jantar. no ano seguinte, a responsável principal, elisa Jantarada, já teve dificuldades em atingir um número de participantes próximo do anterior. este fenómeno de desmobilização, neste género de acontecimentos, salvo honrosas excepções, é conhecido. assim não causou admiração que, no terceiro convívio, a equipa de “mordomos”, sob orientação da ema ginja, mal conseguisse juntar cerca de metade dos convivas do i encontro Quando chegou a nossa vez (catarina Fonseca, paulo domingos e teófilo bento), decidimos alterar o modelo em que assentavam estes eventos. para tal, acordou-se que o: iV encontro dos sendineses em lisboa se iria organizar, dentro das bases seguintes: - substituir o habitual jantar ou almoço, por uma “festa”, com a dimensão possível aos recursos angariados; - promover uma ligação muito estreita a sendim (Bila de Sendim, em mirandês) por intermédio das suas entidades representativas (o presidente da Junta de Freguesia, o sr. aquilino, viria a estar presente no convívio); - iniciar uma relação com a casa de trás-os-Montes e alto douro (ctMad) para este convívio, e capacitar eventual sustentação organizativa de futuros eventos; - abrir o evento a convidados, designadamente os oriundos d’las tierras de Miranda em lisboa; - procurar patrocínios, não só junto da Junta de Freguesia, e da ctMad, mas também da c. M. de Miranda do douro, pauliteiros de sendim, tendo-se vindo, aliás, a verificar um patrocínio relevante de um elemento da “mordomia”, o paulo domingos.

e, assim, foi programada, para 28 de Maio, tendo por base um restaurante de algés, uma festa que se iniciaria com uma recepção aos sendineses e seus convidados, promovida por uma exibição pública, nos jardins de algés, dos pauliteiros de sendim. ao longo do jantar, seriam exibidas as fotografias dos concorrentes ao “i concurso de Fotografias - olhares de sendim”. após o jantar, além da entrega dos prémios deste concurso, estavam programadas algumas “surpresas”, tais como: - designação do futuro trio da “mordomia” para V encontro dos sendineses em lisboa, em 2012 (os “contemplados” acabaram por ser a lúcia peres, raquel poço e o davide Morgado); - promoção da ctMad, com o sorteio de ofertas para angariação de sócios; - leitura de poemas em Mirandês; - e, outras “surpresas”; a festa seria continuada, até de madrugada, com animação musical a cargo do já conhecido grupo de guitarras “os Maranus”. na verdade, sobre este programa, à parte um ou outro senão, pode afirmar-se que a sua efectivação atingiu um elevado grau de êxito. Mas, muito embora tivesse sido manifestado um generalizado agrado de todos os convivas, houve alguns imponderáveis, embora, não da responsabilidade da organização. a sua superação implicou a necessidade de encurtar todas as actividades programadas e, mesmo, eliminar algumas. ora, uma das actividades suprimidas, que importa relevar, teve a ver com a promoção da ctMad junto dos sendineses. importa, assim, ressarcir esta situação. com as diligências em curso, estamos convictos que, a breve prazo, poder-se-á atingir o objectivo inicialmente programado. teófilo Bento

A Casa do Concelho de Foz Côa esteve em festa
o dia 26 de Junho último, o encontro/convívio organizado pela direcção da casa foi antecedido da inauguração da muito aguardada loja “FoZ cÔa goUrmet”, situada na avenida almirante reis nº 238-b. e foi aqui que todos elementos dos corpos sociais receberam com júbilo as distintas personalidades convidadas, bem como os associados que nos deram o prazer da sua presença. cerca das 11,00 horas, chegou o autocarro municipal com os residentes no nosso concelho que vieram juntar-se a outros participantes oriundos de diversas procedências e às seguintes personalidades que também já se encontravam presentes: o senhor presidente da câmara, a senhora Vereadora andreia polido almeida, o senhor cónego José da silva, e a senhora arquiteta Helena luna. constituindo todos um total de 90 convivas que participaram na cerimónia de inauguração da referida loja. enquanto muitos dos presentes degustavam o “porto de Honra”, constituído por algumas delícias retiradas das prateleiras, o nosso esforçado presidente dirigiu breves palavras de boas vindas aos circunstantes para de seguida dar a palavra ao instituidor da “FoZ cÔa goUrmet”, o senhor. eng.º gustavo duarte que, de maneira entusiástica, incitou os presentes a usufruírem deste e de outros empreendimentos destinados a engrandecer o nome de Foz côa e do concelho.

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para animar a primeira parte da nossa festa, ouviram-se as vozes, os cavaquinhos e outros instrumentos trazidos por dez elementos da “usila” (universidade sénior e intergeracional de lisboa / algés), dirigidos pelo eng.º Marrana que, além do mais, se dispuseram a brindar-nos com algumas cantigas do reportório dos Fiarresgas. Finda a inauguração pelas 12,30, com exceção dos senhores dr. Juiz conselheiro José antónio Mesquita e eng.º João carlos Mettelo nápoles, os restantes participantes rumaram para algés, com

destino ao restaurante “caravela d´ouro” do nosso amigo e conterrâneo sr. antónio lopes. depois dum gostoso beberete e já com os convivas ocupando os respectivos lugares, teve início o excelente almoço comemorativo do 24º aniversário da fundação da casa do concelho de Foz côa. num intervalo do repasto, começou por intervir o presidente de entidade aniversariante, sr. José coelho, que depois de se congratular com a realização de mais este evento, recordou a fundação da instituição a que preside, terminando com palavras de esperança no sucesso da loja horas antes inaugurada. também o senhor presidente da câmara começou por manifestar confiança no êxito da loja, para depois fazer alusão a melhoramentos e à dinamização do centro de estágio do remo no pocinho e do Museu do côa, referindo depois a próxima transferência do gabinete de turismo para a antiga escola conde Ferreira. a meio da tarde o evento retomou a sua atmosfera festiva, com os instrumentistas e cantores da “usila” (e não só) a darem música aos muitos dançantes que “não deixaram os seus créditos por mãos alheias”. só pelas 18 horas se retiram os últimos convivas que, tal como os demais, acabaram bem--dizendo este autêntico dia de festa. José gomes QuAdrAdo

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O Aniversário da CTMAD
ctMad faz, no próximo dia 23 de setembro, a bonita idade de 106 anos! a direcção empenhou-se para comemorar esta data com um programa que esteja à altura do acontecimento e que seja do agrado dos sócios. assim e porque o dia 23 de setembro calha, este ano, à sexta-feira e tendo em conta que o evento se comemora ao final da tarde/ noite, optou-se pela sua realização exactamente no dia do aniversário e não no sábado seguinte como tem sido habitual nos anos anteriores. aquela opção tem ainda a vantagem de “não cortar” o fim de semana dos convivas. chamamos, por isso, a vossa especial atenção para o facto de a data da comemoração do aniversário ser, como dissemos, a 23 de setembro e não a 24 como foi referido no último jornal. o programa é o seguinte: capa e quatro ilustrações para o Príncipe Imperfeito de clara pinto correia, ilustrou alguns livros de sophia de Mello breyner. durante a sessão solene serão ainda homenageados os sócios com 25 e 50 anos de associados.

Exposição de pintura na CTMAD 4/7/2011
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ui de surpresa à casa por causa de acertar a data da celebração do próximo aniversário, o 106º. será então no dia 23 de setembro, sexta feira, com missa solene pelas 17.00 horas no convento das irmãs Franciscanas missionárias de maria, na rua chaby pinheiro nº 12, ali bem perto da nossa casa. ao dar a notícia à direção, fui confrontado com uma exposição de pintura de vários artistas: José augusto coelho, alcina pires, Maria José barreira, Maria priscila, alcina pires e porfírio pires. todos com vários quadros. tudo ficará à disposição dos visitantes durante o mês de Julho. Fez-se uma breve exposição do assunto, dos artistas e da forma de cada um ver a arte e nela sentir a vida a palpitar, com recordações de paisagens, dos lugares por onde se andou e dos objetivos que cada um teve naquilo que fez e pretende deixar para a posteridade. de início e sobre o assunto falaram o presidente da assembleia geral, guilhermino pires, depois o presidente da direção atual, Jorge Valadares. deram-nos uma panorâmica do que é a arte e relacionaram a arte com a cultura. a cultura é um todo onde convergem muitos saberes e todos eles são projetados para a vida. o pintor tem de conhecer o mundo, senti-lo naquilo que faz e deixar-se impressionar e a partir daí desenvolver as suas ideias e impressões. toda a arte tem a sua técnica, seja qual for o seu campo de ação. ou se entra com a matemática, com a geometria, ou mesmo com riscos abstratos. Mas todos têm de

20:30 h — Jantar de aniversário e confraternização
efectuar-se-á na sede da ordem dos engenheiros, 6º piso, na av. antónio augusto aguiar, nº 3-d paredes meias com Hotel eduardo Vii, junto à av. Fontes pereira de Melo. estação de Metro: parque. para lhe aguçar o apetite podemos, desde já, adiantar a ementa: Aperitivos: Whisky, gin, Favaios, Martini e sumo de laranja. croquetes, bolinhos de bacalhau, delícias de camarão, Folhados Mistos, chamuças e Frutos secos. Entrada: Vieiras de Frutos do Mar gratinadas. Prato principal: bacalhau à engenheiro. Sobremesas: Mesa de Queijos, doces e Frutas. café. Vinhos branco e tinto douro “doc” águas, refrigerantes e cervejas. bolo de aniversário e champanhe. Preço: 25€.

15:00 h — inauguração da exposição da Pintora graça morais

“tempo de cerejas e Papoilas . trás-os-montes 2011” galeria ratton: rua academia das ciências 2c, 1200-004 lisboa – 21 346 09 48 / 96 452 98 33 (www.galeriaratton.blogspot. com; galeriaratton@sapo.pt ) este acontecimento foi incluído no programa de comemorações por especial deferência da pintora graça Morais e da galeria ratton.

17:00 h — missa

celebrada pelo senhor bispo de setúbal ou pelo senhor padre dr. curral, natural de Montalegre e terá lugar na igreja conventual das Franciscanas Missionárias de Maria, sita na rua chaby pinheiro, nº 12 (ao campo pequeno). será abrilhantada com cânticos de sócios transmontanos, dinamizados por Juventino afonso.

18:15 h — sessão solene: Homenagem à pintora graça morais

trata-se de uma justa homenagem que a ctMad pretende prestar a esta extraordinária pintora transmontana, nascida a 17 de Março de 1948 em Vieiro, distrito de bragança, trás-os-Montes. Vive e trabalha em lisboa e Freixiel, sendo licenciada em pintura pela escola superior de belas artes do porto no ano de 1971. desde 1974 até 2009 realiza e participa numa centena de exposições individuais e

colectivas, dentro e fora do país (s. paulo, rio de Janeiro, Macau, nova iorque, paris, entre outras cidades). destacando no ano de 2009 a exposição ‘anos 70 atravessar Fronteiras’, no caM - Fundação calouste gulbenkian e “a Máscara e o tempo” na galeria ratton cerâmicas. em 1991 recebe o prémio soctip, artista do ano. em 2008 foi inaugurado o centro de arte contemporânea graça Morais em bragança, com uma exposição em permanência de obras da artista, representativas das várias séries entre 1982 e 2005. graça Morais está representada em várias colecções privadas e públicas: Millennium bcp, culturgest, Fundação luso-americana, Ministério da cultura – Museu de serralves, Ministério das Finanças, c.a.M. – Fundação calouste gulbenkian, colecção Manuel de brito, entre outras. na obra da artista destacam-se intervenções de arte pública, em painéis de azulejos, com produção da galeria ratton, no edifício sede da caixa geral de depósitos (em lisboa), na estação de bielorrússia do Metropolitano de Moscovo, na estação Ferroviária do Fogueteiro (seixal), na estação de Metropolitano da amadora – Falagueira, no Mercado Municipal de bragança, na biblioteca Municipal de carrazeda de ansiães, na caixa de crédito agrícola de bragança, no teatro Municipal de bragança, nas escolas Monsenhor Jerónimo do amaral e na escola Miguel torga em bragança. destacam-se ainda os painéis em azulejo no Viaduto de rinchoa/rio de Mouro, no centro de astrofísica e planetário do porto e na central Hidroeléctrica de Vilar de Frades (Vieira do Minho). colaborou com capa e dez desenhos na ilustração de O Ano de 1993 de José saramago, desenhou a

as inscrições devem ser feitas na sede da ctmaD impreterivelmente até ao dia 16 de setembro, e obrigatoriamente acompanhadas do respectivo pagamento sem o qual não se consideram válidas. o pagamento pode ser feito por cheque ou previamente à inscrição por transferência para o Nib: 0035 0001 0001 3051 5305 6, devendo ser exibido o respectivo comprovativo no acto de inscrição. se a inscrição for feita pelo correio, ela conterá obrigatoriamente o cheque ou fotocópia do comprovativo de pagamento através do Nib, e a indicação do nome do sócio e número de jantares. a direcção tomou esta medida de pagamento antecipado, para evitar a repetição da falta de comparência de alguns sócios inscritos, ficando a ctMad e até membros da direcção com o prejuízo. a direcção faz votos para que as comemorações do 106º aniversário da ctMad sejam um êxito. a grandeza deste está, em parte, nas suas mãos ao participar activamente no programa estabelecido. contamos consigo! CArlos Cordeiro

partir da alma do artista e daquilo que se fixou no seu interior. É uma natureza morta, tem o seu significado. É uma paisagem rural , uma cena do meio agrário, homens, mulheres ou crianças, cada coisa tem significado próprio. o artista que fixa com o pincel ou com o escopro estas coisas é porque gosta delas e as sente por dentro e por fora e sai do seu interior um sentimento de realização e paz, felicidade e alívio, que pretende transmitir aos outros. se a pessoa nasce com esses dons, não pode abafar a voz da alma e tem de levar aos outros que vêem a obra as ideias que ele próprio teve, para os fazer sentir também a vida pelo lado positivo e belo. o homem sendo um ser perfeito criado por deus, tem de transmitir aos outros essa ideia de beleza, paz e amizade, que ele mesmo sente dentro de si. ouvi dizer a um dos artistas presentes que já tinha pintado perto de 2.000 quadros. É fantástico ter conseguido tanto em tão pouco tempo. começou e nunca mais parou. as obras destes e de outros artistas são as coroas de glória que os acompanharão no além, depois desta passagem terrena e nos ajudarão a recordá-los para sempre, porque se tornaram imortais. serAfim de sousA

Grupo de Teatro da CTMAD

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com a maior satisfação que informamos os associados que o grupo de teatro da ctMad está de volta e a trabalhar, sob a direcção de Fernando Marinho, e a preparar a apresentação da peça “terra FirMe” para homenagear Miguel torga, poeta, escritor e autor da mesma peça, e para a qual já está o elenco constituído.

porém apela-se aos associados que gostam de teatro e gostariam de representar integrados no grupo de teatro da ctMad, para se inscreverem na secretaria ou contactar o nº 217939311 das 15:00 às 18:00 horas. todos serão bem recebidos. o grupo de teatro da ctMad participará num convívio a realizar pelo grupo de tea-

tro da caixa geral de depósitos “os Hipopótamos” na casa de trás-os-Montes e alto douro, em 30/09/2011, pelas 20 horas. entre outros convidados, estarão presentes os actores, carlos Vieira de almeida, paulo Matos, gomes Marques, carlos cordeiro, bem como a direcção da ctMad. Haverá mais informações no futuro próximo.

divulgue a sua actividade a todos os nossos leitores
aNUNcie No Nosso JorNal

caro associaDo comerciaNte/iNDUstrial

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Médico João Gonçalves, “Filho Adoptivo de Salselas”
do edifico da escola primária, com duas salas, inaugurada em 1970. como médico poucas foram as famílias salselenses, ricas ou pobres, que, a um dado momento da doença imprevista, ligeira ou grave, não tivessem chamado o “senhor doutor”, ouvindo directamente os resultados dos seus prognósticos sintomatológicos imediatos sobre a doença em questão. infelizmente em muitos casos, já era tarde demais, porque aguardavam pelo “a ver se passa”. as consultas, particularmente as das famílias modestas, foram tendencialmente gratuitas, quando muito pagas a trabalhar umas horas ou uns dias, também gratuitamente. este acto transformava-se numa espécie de “torna-jeira” em época de pouco dinheiro. dado o valor da vida e das obras do médico dr. João gonçalves, a Junta de Freguesia de salselas levou a efeito uma justíssima homenagem a este transmontano no dia 7 de setembro de 2005, em que decorreram 23 anos após a sua morte, um acto que contou com a solidariedade dos habitantes, tanto dos velhos que o conheceram como dos novos que têm ouvido e lido estas realidades dum tempo que eles não chegaram a viver. para além de uma arruada da banda 25 de Março de lamas, foi celebrada uma missa cantada por alma do homenageado e inaugurado em sua honra um busto e os painéis em azulejo da zona envolventes, com cenas tradicionais, junto da fonte dos engaranhados, zona que passou a ser designada por praça dr. João gonçalves a partir dessa data. nesta inauguração estiveram presentes o pároco da freguesia, p. acácio Manuel Fernandes, o presidente da assembleia Municipal de Macedo de cavaleiros, a dr.ª amélia gonçalves Vilas boas e outros familiares do homenageado e alguns jornalistas e contou com uma intervenção do presidente da Junta de Freguesia, dinis antónio tiago sarmento, e um discurso sobre o homenageado pelo salselense dr. antónio cravo. assim se materializou um sentimento de gratidão eterna há muito presente no coração dos salselenses. de 1931 a 1981, o dr. João gonçalves intermediou com a sua vida de Médico e de lavrador, a actividade de escritor, tendo escrito: estigmas de degenerescência de Menores delinquentes anormais; protecção da criança contra a tuberculose; considerações sobre profilaxia anti-sifilítica; recordações de uma reunião de curso; crónicas dispersas; Vida e coisas da Vida, 1963; notas biográficas relativas ao ilustre Macedence – tenente coronel luís antónio Miranda, 1964; retalhos da Vida, 1967; notas de um Médico esquecido, 1971; latães – na História e na lenda, 1974; canhenho de um Médico rural; izeda – centro de recordações e saudade; retalhos da Vida transmontana, 1981. António CrAVo

Personalidades de Trás-os-Montes e Alto Douro

Conferência Temática

o associativismo e as relações inter-geracionais de proximidade

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dr. João gonçalves nasceu em Vale de nogueira, freguesia de salsas, concelho de bragança, em 21 de outubro de 1902 e faleceu em 7 de setembro de 1982. em 1914 matriculou-se no liceu de bragança, onde concluiu o antigo 7º ano. Frequentou a Faculdade de Medicina da universidade do porto, onde concluiu a sua licenciatura em 1925. em 1927 foi para izeda exercer o cargo de subdirector e médico da colónia correcional. no dia 30 de abril de 1934, casou em salselas, aldeia do concelho de Macedo de cavaleiros, com d. imperatriz Miranda rodrigues, tendo nascido desse casamento uma filha, a dr.ª amélia gonçalves Vilas boas. além de ter sido médico da colónia correcional de izeda, ele fez clínica na extensa área que compreendia a parte sul do conselho de bragança, a zona leste do concelho de Macedo de cavaleiros e a parte do conselho de Vimioso pela sua influência, como presidente da Junta de Freguesia, salselas ficou a dever-lhe vários melhoramentos públicos. começou pela melhoria higiénica da água de consumo nascente local, antiga fonte de banhos dos engaranhados. Mais tarde, promoveu a canalização que foi possível dos recursos aquáticos. as suas intervenções pessoais permitiram a substituição duma ponte de madeira sobre a ribeira de salselas que passa ao meio da povoação, por outra em cimento armado e granito com dimensões para o suporte da passagem de uma futura estrada, em 1943; a transladação das sepulturas do interior da igreja Matriz, para o cemitério público, repondo depois um soalho novo na igreja (1945-46); a instalação da linha telefónica com uma cabine pública, em 1953; a instalação da luz elétrica em toda a aldeia no princípio da década de 60; o rompimento da estrada municipal de salselas em finais da década de 60; o primeiro calcetamento de algumas ruas de salselas, vizinhas da ponte, em finais dos anos 40 e o empedramento das restantes nos finais da década de 60; a oferta de uma parte do terreno e a construção

O Canto do Editor
António ArmAndo dA CostA
proxima-se a comemoração do aniversário da ctMad e entregamos nas mãos dos sócios mais um jornal. desta vez temos a satisfação de assinalar um acontecimento positivo de grande relevância para a nossa região, a eleição da drª. assunção esteves para presidente da assembleia da república, a segunda figura do estado português. para a elaboração desta notícia contámos com a colaboração dos serviços de apoio à presidência da assembleia da república, em especial da drª. Helena de Melo carvalho, adjunta da senhora presidente, cuja cooperação muito agradecemos. também temos a agradecer a cooperação da pintora graça Morais e da galeria ratton para que a comemoração do nosso aniversário fosse ainda mais brilhante. isto mostra como o nosso esforço humilde é efectivamente reconhecido. também o dia de chaves merece destaque, mais um êxito da ctMad. esperamos que a realização de dias d se mantenha e que os problemas das autarquias sejam devidamente arejados nas páginas deste jornal, contribuindo para o esclarecimento das difi-

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culdades colocadas no caminho do poder local, como sucede com a entrevista feita ao dr. João baptista, presidente da câmara Municipal de chaves, que nos honrou com a sua presença. aproveito para insistir que a presença no jantar comemorativo do aniversário implica inscrição e pagamento prévios, visto esta realização se efectuar fora da nossa sede. Que esta comemoração que contará com a homenagem à pintora graça Morais, um nome maior do nosso reino Maravilhoso, tenha a presença do maior número possível de associados, para que ele seja mais uma manifestação de vitalidade associativa, tanto mais necessária nos momentos difíceis que já estamos a enfrentar. também estamos a fazer os máximos esforços para termos pronto o nosso portal na internet que queremos seja não só uma fonte de informação da ctMad mas também uma fonte de informação de trás-os-Montes e alto douro. este portal, porque vai conter a edição electrónica deste jornal, implicará a definição dum novo formato do ntMad, mais compatível com os formatos da internet. e continuem a enviar-nos o que pensam do nosso esforço, e as vossas sugestões para o melhorarmos.

conferência em epígrafe, realizada no contexto da community development international conference, que teve lugar na Fundação calouste gulbenkian, na sextafeira, dia 8 de Julho, das 11 às 13 horas, foi uma organização da confederação portuguesa das colectividades de cultura, recreio e desporto (cpccrd), com o apoio do instituto superior de psicologia aplicada (ispa), no contexto do acordo entre estas duas entidades para acções conjuntas. participaram dirigentes do Movimento associativo popular, dos quais antónio guilhermino pires, presidente da Mesa da assembleia-geral, Jorge Valadares, presidente da direcção, e antónio da costa. Vogal da direcção, pela casa de trás-osMontes e alto douro (ctMad); e a mesa era formada pelo professor James calvin, da John Hopkins university (carey business school), usa, pelo professor José ornelas do ispa, e pelo doutor augusto Flor, presidente da cpccrd, que moderou o debate. a apresentação do tema coube ao moderador, que apontou os problemas internos e externos que afectam as colectividades, estas com fins vários (bandas Filarmónicas, bombeiros, casas regionais, casas do povo, campismo e Montanhismo, clubes de empresa, associativismo Militar, associativismo desportivo, teatro de amadores, ipss) exprimindo a pluralidade e diversidade do Movimento associativo, e a necessidade de assumir que os dirigentes associativos voluntários são dirigentes comunitários. conforme referiu o Movimento associativo tem sido uma forma de organização da sociedade civil, para colmatar problemas vários da organização capitalista que rege a nossa sociedade. seguiram-se várias intervenções que destacaram não só os problemas que se colocam à envolvência dos jovens no Movimento associativo, mas também confirmando através de alguns exemplos de sucesso,

que as relações inter-geracionais no Movimento associativo são de cooperação e não de conflito, o que representa um excelente exemplo para a sociedade. pela ctMad falou antónio guilhermino pires, que enfatizou a importância desta temática, que não é alheia à ctMad, e que a procura superar. depois de valiosas contribuições de James calvin e José ornelas para o tema em debate, augusto Flor encerrou a sessão afirmando que existem 30000 colectividades, com cerca de 435 a 450 mil dirigentes voluntários e benévolos, havendo cerca de 1/3 da totalidade da população portuguesa filiada. esta sessão especial foi um excelente contributo para o estudo sobre dirigentes associativos em portugal, que está a ser realizado pelo ispa com o apoio da Fundação calouste gulbenkian e do Montepio geral. porém o tema necessita de mais tempo de debate. este protocolo entre a cpccrd e o ispa é da maior importância para uma melhor caracterização da situação que afecta todas as colectividades, e para a afirmação do Movimento associativo como parceiro maior da estruturação da sociedade a que pertencemos, colocando os dirigentes associativos voluntários como actores de primeira linha da afirmação do papel dos cidadãos e cidadãs na construção comunitária permanente, reforçando espírito de cooperação face ao espírito de competição. este parece ser também a visão da direcção da cpccrd e do ispa, que têm já agendado a continuação deste debate para data a determinar em outubro ou novembro, num dia inteiro. a ctMad manifestou a sua total disponibilidade para continuar a participar neste esforço conjunto, e em particular nas acções do protocolo ispa― cpccrd, e naturalmente participará na continuação do debate em curso, contribuindo para o seu aprofundamento.
António ArmAndo dA CostA

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Magusto 2011
Data: 5 de novembro, sábado local: colégio dos salesianos: salesianos--oficinas de s. José, praça de d. bosco, 32, campo de ourique, lisboa presença do grupo Musical “amizade” da associação cultural Flaviense, chaves
Notas sobre a associação cultural Flaviense, chaves e até aos dias de hoje, pois tem um vasto reportório essencialmente composto por música popular portuguesa d’outrora. Muitas foram as actuações desde então na sua grande maioria na região de trás-os-Montes desde concertos, festas populares, praças, auditórios, e outros locais, e conta também com actuações em espanha e em França. composto em média por 35 elementos, este grupo conta com cavaquinhos, violas acústicas, viola baixo, acordeões, instrumentos de sopro tais como clarinete, saxofone alto, saxofone tenor, trombone, e outros, bombo, ferrinhos e de várias vozes em grupo ou a solo. a batuta está a cargo do conceituado Maestro, alfredo duarte oriundo do nosso concelho. desde o primeiro ano que as nossas actividades incluem digressões anuais de carácter social oferecendo concertos a associações de carácter social e sem fins lucrativos.

“No Sentido do Olhar”: Exposição de Fotografias

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erminada em novembro de 2007, a associação cultural Flaviense, chaves, foi escriturada em 08/07/2008 , tendo como objectivos o convívio, a aprendizagem musical e a divulgação e preservação da música. incorpora vários sectores tais como o recreativo e cultural, aprendizagem ou escola de música e musical. este último sector está a cargo do grupo amizade, nascido na mesma data da associação e faz jus ao ambiente que se vivia antes, durante e depois da sua criação

local: sede da ctMad; Data: 3 (inauguração) a 31 de outubro; organização: universidade lusíada de lisboa, comunicação e Multimédia (2º ano)

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luz atrai e orienta o olhar. Fixa a atenção como um íman que nos incita a identificar ou a descobrir o que existe nesse espectro. É também a luz que torna possível a fotografia, um dos principais pilares da visibilidade das sociedades pós-modernas. perpetuadora de memórias, a imagem fotográfica tem assumido um papel determinante no olhar que o Homem lança sobre o mundo e na sua percepção do real. o ser humano conhece o passado pelas fotografias que o tempo preservou e imagina como se vivia inspirado por esses pedaços de papel sépia. preso ao discurso da mimesis de que se os olhos vêem é porque é verdade, autentifica a existência dos lugares, pessoas ou objectos apresentados. além de metáfora da memória, a fotografia é igualmente o pilar de toda a linguagem visual, da televisão ao cinema. num grande plano ou numa perspectiva geral, procura-se dar força visual e sentido a uma história ou acção. no encalço desse sentido do olhar e na sua capacidade de revelação, foi seleccionado um con-

junto de retratos, da autoria dos alunos do 2ºano da licenciatura em comunicação e Multimédia, da universidade lusíada de lisboa, que exercesse a capacidade única de captar essa direccionalidade visual que existe em nós, seres humanos. um sorriso, um olhar - distante ou presente -, uma miragem, uma expressão, um rosto tranquilo … são instantes que alguém partilha, inconscientemente, com a objectiva fotográfica, ignorando a sua existência e atravessando tempos para se tornar eterno. a exposição inclui uma série de fotografias que exemplifica como o domínio da técnica e da estética fotográfica é importante para prender a atenção do observador e levar a uma segunda leitura da imagem. recorrendo a regras de enquadramento e de composição ou criando novos modelos, o fotógrafo trabalha a luz existente para intensificar sentimentos e criar ilusões, da mesma forma que os pintores misturam a palete de cores. nesse acto criativo ou depurativo da imagem, criam-se pontos de vista ou perspectivas de que o fotógrafo se serve para transmitir a linguagem conotativa, apenas possível quando existe um sentido do olhar. (Texto de fátimA loPes CArdoso, jornalista e docente no curso de Comunicação e Multimédia da Universidade Lusíada de Lisboa)

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direCtor: Jorge Valadares // direCtor-AdJunto: antónio armando da costa // ColABorAm nestA edição: antónio amaro, antónio a. da costa, antónio cravo, armando Jorge e silva, artur couto, carlos cordeiro, Jorge Valadares, José gomes Quadrado, serafim de sousa, teófilo bento // coordenação gráfica: antónio armando da costa // Paginação: nuno leite // ProJeCto gráfiCo e ConsulturiA de Design: nuno leite // reVisão de textos: antónio armando da costa e serafim de sousa // imPressão: textype, artes gráficas, lda // tirAgem destA edição: 2000 exemplares // dePósito legAl: 178581/02

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