Universidade do Estado de Minas Gerais Faculdade de Engenharia João Monlevade / MG

Adriana Alves Bárbara Franca Joana Gabriela Priscilla Lima Talita Cristina

Produção mais limpa do cimento

João Monlevade-MG Maio/201

Universidade do Estado de Minas Gerais Faculdade de Engenharia João Monlevade / MG

Adriana Alves Bárbara Franca Joana Gabriela Priscilla Lima Talita Cristina

Produção mais limpa do cimento

Trabalho apresentado à Faculdade de Engenharia da UEMG (FaEng) como parte das exigências da disciplina Processos Industriais I pelas discentes Adriana, Bárbara, Joana, Priscilla e Talita do 5° período de Engenharia Ambiental.

João Monlevade-MG Maio/2011

além de apresentar os impactos ambientais decorridos e medidas que podem ser adotadas para que essa produção seja realizada de forma mais sustentável. cleaner production. produção mais limpa.Produção mais limpa do cimento Resumo O presente trabalho procura mostrar todo o dinamismo do processo de produção do cimento. . impacto ambiental. Palavras-chave: Produção de cimento. especificando a matéria-prima envolvida nesse processo e elucidando suas etapas. environmental impact. and present environmental impacts and after measures that can be adopted so that this production is performed in a moresustainable. specifying the raw materials involved in this process and the clarification of its stages. Keywords: Cement production. Cleaner production of cement Abstract This article attempts to show all the dynamism of the cement production process.

3 Gesso 5.1 A utilização de combustíveis alternativos 6.5 Resíduos sólidos 6. Referências 5 6 7 8 8 9 9 10 16 16 18 20 21 22 22 23 24 .6 Ruídos e vibração 7. Processos de fabricação do cimento 6. História 4. Introdução 2.2 Argila 4.Sumário 1. Matérias-primas 4.3 Mineração 6. Objetivos 3. Impactos ambientais da produção de cimento 6.4 Emissões de material particulado 6.1 Calcários 4. Conclusão 8.2 O uso de adições ao cimento 6.

Nele apresentaremos a sua história.Introdução Este trabalho falará sobre a produção mais limpa do cimento. . as etapas que constituem o processo de fabricação e os impactos que estas causam. com variedade limitada de tipos e com especificações e processo de fabricação semelhante em todo o mundo. O cimento é o componente básico do concreto. que é o material mais consumido no planeta depois da água. É um produto homogêneo.

a rocha calcário ou mais conhecido.Objetivos Adquirir conhecimento básico e sobre tudo formar idéias sobre um processo mais limpo da produção de cimento. calcário. . tendo o ponto de partida fixado no inicio da produção de sua matéria prima.

Em suas tentativas. bem-estar . viadutos. tipo de pedra arenosa muito usada em construções na região de Portland. edifícios. O engenheiro John Smeaton. A importância deste material cresceu em escala geométrica. Joseph Aspdin. como a sílica ativa. Obras cada vez mais arrojadas e indispensáveis. depois de seca. verificou que uma mistura calcinada de calcário e argila tornavam-se. patentear a descoberta. pelo conjunto inédito de suas propriedades de moldabilidade. possibilitou a obtenção de concreto de alto desempenho (CAD). na Inglaterra. com resistência à compressão até 10 vezes superiores às até então admitidas nos cálculos das estruturas. passando ao concreto armado e finalmente. Coube.barragens.História A procura por segurança e durabilidade para as edificações conduziu o homem à experimentação de diversos materiais aglomerantes. Os romanos chamavam esses materiais de "caementum". por volta de 1756. a partir do concreto simples. batizando-a de cimento Portland. pontes. procurava um aglomerante que endurecesse mesmo em presença de água. Inglaterra. ao concreto protendido. tão resistentes quanto às pedras utilizadas nas construções. em 1824. estações de . A água era evaporada pela exposição ao sol ou por irradiação de calor através de cano com vapor. numa referência à Portlandstone. de modo a facilitar o trabalho de reconstrução do farol de Edystone. elevadas resistências aos esforços e por ser obtido a partir de matérias-primas relativamente abundantes e disponíveis na natureza. em meio úmido. até se transformar-se em pó impalpável. que propiciam conforto. entretanto. A descoberta de novos aditivos. No pedido de patente constava que o calcário era moído com argila. termo que originou a palavra cimento. Os blocos da mistura seca eram calcinados em fornos e depois moídos bem finos O cimento Portland desencadeou uma verdadeira revolução na construção. hidraulicidade (endurecer tanto na presença do ar como da água). a um pedreiro.

primas     Calcário Argila Minério de ferro Gesso Calcários São constituídos basicamente de carbonato de cálcio CaCO3 e dependendo da sua origem geológica podem conter várias impurezas.e o contínuo surgimento de novos produtos e aplicações fazem do cimento um dos produtos mais consumidos da atualidade. sob a forma de minerais tais como a greda. Matérias . alumínio e o ferro. alumínio ou ferro. sendo fonte de calcita e dolomita). silício. é o quinto mais abundante na crosta terrestre.tratamento de água. que abrange 40% de todo o calcário. como magnésio. após o oxigênio. conferindo uma dimensão estratégica à sua produção e comercialização. o calcário e o mármore(rocha metamórfica originada do metamorfismo do calcário. portos e aeroportos . O elemento cálcio. O calcário é uma rocha sedimentar. sendo a terceira rocha mais abundante na crosta terrestre e somente o xisto e o arenito são mais encontrados. silício. rodovias. O carbonato de cálcio é conhecido desde épocas muito remotas. Isso provoca o aumento do volume e produz sais solúveis que enfraquecem o concreto quando exposto a lixiviação. O uso de calcário com alto teor de MgO (calcário magnesiano) causa desvantagens na hidratação do cimento. .

É encontrado sob as formas de gipsita (CaSO4.Argila São silicatos complexos contendo alumínio e ferro como cátions principais e potássio. respectivamente. Fe2O3 e SiO2. cálcio. sódio. Podendo ser utilizado bauxita. . Utiliza-se também o gesso proveniente da indústria de ácido fosfórico a partir da apatita.0. 2H2O). A argila fornece os componentes Al2O3. Gesso É o produto de adição final no processo de fabricação do cimento. minério de ferro e areia para corrigir. porém são pouco empregados. com o fim de regular o tempo de pega por ocasião das reações de hidratação. hemidratado ou bassanita (CaSO4. magnésio.5H2O) e anidrita (CaSO4). os teores dos componentes necessários. titânio e outros.

Neste trabalho será enfatizado o processo por via seca. que é o mais utilizado nas indústrias cimenteiras do Brasil. dependendo claramente do grau de dureza que . o processo por via úmida esta sendo substituído pelo processo de vias seca. entra no forno rotativo sob a forma de uma pasta de lama. Porém. uma vez que proporciona economia de combustível já que não tem água para evaporar no forno. Deste modo. Já no processo por via seca a mistura é moída totalmente seca e alimenta o forno em forma de pó. proporcionando redução de custos e diminuição de emissão de poluentes. onde esta extração é feita normalmente a céu aberto e a extração da pedra pode ser mecânica ou com explosivos. está em desuso.Processo de fabricação do cimento O processo de fabricação do cimento pode ser realizado através de dois métodos: o processo seco (via seca) e o processo úmido (via úmida). As etapas deste processo são: Etapa 1 – Mineração: o primeiro passo na produção de cimento é extrair as matérias primas. A diferença entre eles é bem notável no processo de moagem. No processo por via úmida a mistura é moída com a adição de aproximadamente 40% de água. Em todos os dois processos os materiais são minerados e britados de forma bem parecidas e o cimento obtido nos dois casos é idêntico. além de ser mais simples na sua operação e não necessitar de sistemas avançados de filtragem de material particulado. Os fornos utilizados no processo por via seca possuem instalações de moagem e do forno muito mais complexas em relação ao forno por via úmida. Sendo o calcário extraído de pedreiras. mistura e queima. A homogeneização é muito mais difícil e as instalações requerem equipamento de filtragem de material particulado muito mais complexos. pois requer maior consumo de energia. A obtenção do cimento por via úmida é a mais antiga e mais eficaz para obter a homogeneização de materiais sólidos. calcário e argila.

Etapa 4 – Pré-aquecimento: os fornos atualmente contam com torres de préaquecimento. são novamente moídas para produzir uma "farinha crua”. em regiões próximas a matas ciliares. como uma extração com alto grau de impactos ambientais. Nesta etapa primeiramente é eliminada a umidade superficial. pois pode apresentar se. responsáveis por remover a umidade restante no material e por iniciar a descarbonatação do calcário. sendo que as rochas que já passaram por uma etapa de cominuição. Etapa 3 – Pré-homogeneização: processo que mantém a mistura de matérias primas na sua composição química adequada. Os fornos modernos possuem torres maiores capazes de completar quase totalmente o processo de descarbonatação. mantendo a temperatura próxima à temperatura de ebulição da água. suficiente para que a água esteja eliminada e para que sejam iniciadas decomposições químicas da matéria-prima. o material atinge de 700°C a 1000°C. Etapa 2 – Britagem: as matérias primas são conduzidas até os britadores primários e secundários (sendo estes normalmente britadores de mandíbulas. .esta rocha apresentar. baixando a carga térmica na zona de queima e aumentando a vida útil do revestimento refratário. o material sólido contendo apenas umidade intergranular passa a ser aquecido gradativamente. é adicionado mais um estágio no pré-aquecedor conhecido como calcinador. Ele é responsável por 60% a 95% da calcinação da farinha crua nos fornos rotativos para cimento. sendo deste modo um enorme problema. Posteriormente. No final do processo. Para uma maior produção e redução de custos. Já a extração de argila é feita normalmente. empregadas para retirar partículas sólidas de uma corrente de gases. Os pré-aquecedores mais usados são torres de ciclones. mas podem vir a ocorrer com britadores cônicos) para serem reduzidas a uma granulometria adequada (em torno de 10 cm) à sua alimentação nos moinhos (normalmente moinhos de bolas) da planta de beneficiamento.

utilizados em fornos mais antigos. O tempo e o perfil de resfriamento do mesmo são elementos chave para a determinação de suas propriedades químicas finais. Hoje os resfriadores modernos. os resfriadores têm grande importância na qualidade do produto. e transformando a farinha em clínquer. sendo acoplados à carcaça do mesmo. que são cilindros menores solidários ao movimento de rotação do forno. possibilitando a recuperação de parte da energia associada ao mesmo. instável à alta temperatura. tornando a mistura incandescente e pastosa. Parte desta reação acontece no “pré-calcinador”. O primeiro tipo é denominado resfriadores satélites. Atualmente são empregados dois tipos de resfriadores. . ocorre a redução da temperatura de saída do material. Lentos processos de resfriamento levam à transformação de silicato tricálcico. Assim. o restante das emissões é gerado pela queima de combustíveis. No início do processo de fabricação do clínquer. A decomposição química do calcário emite entre 60 a 65% das emissões de GEEs totais. Essa elevada temperatura causa reações químicas e físicas. a farinha pré-calcinada é levada ao forno rotativo.Etapa 5 – Pré-calcinador: o processo de calcinação se dá a partir da decomposição de calcário em óxido de cálcio. Parte das reações de descarbonatação e a formação de silicatos de cálcio e aluminatos de cálcio ocorrem no interior desse forno. A matéria prima permanece no forno por aproximadamente 4 horas e atinge temperaturas de até 1230°C. sendo a etapa mais complexa e crítica em termos de qualidade e custo. além de propiciarem uma ótima troca térmica. o que aumenta a eficiência do sistema. Etapa 7 – Resfriamento e armazenagem: nesta etapa o clínquer sofre uma diminuição brusca de temperatura que lhe confere características importantes do cimento. Etapa 6 – Produção do clínquer: a parte central do processo de fabricação do cimento é a produção do clínquer. em silicato dicálcico o que diminui a resistência do cimento. O segundo tipo é chamado de resfriadores de grelha que possuem ventilação forçada e possibilita uma maior taxa de transferência de calor entre o clínquer e o ar entrante. Além da eficiência energética.

O Cimento portland pozolânico – NBR 5736 recebe além de gesso. do ponto de vista tecnológico. Etapa 9 – Moagem do cimento: a mistura de clínquer resfriado e gesso são trituradas. o cimento portland de moderada resistência aos sulfatos e moderado calor de hidratação (MRS) e o cimento portland de alta resistência a sulfatos (ARS) – NBR 5737. além de manter um custo competitivo em relação às matérias-primas tradicionais. Todos os tipos de cimento contêm em torno de 4 a 5% de gesso. não recebem outros aditivos. como. nos seguintes teores: de 10 a 40% para cimento tipo 25 Mpa e de 10 a 30% para tipo 32 Mpa. que é utilizado para controlar o tempo de secagem do produto. por exemplo. o cimento portland branco. Etapa 8 – Adições: nesta etapa o clínquer é misturado com outros componentes minerais. calcário. diversos requisitos devem ser atendidos para que um resíduo possa ser empregado como matéria-prima secundária numa fábrica de cimento. são feito de clínquer + gesso. ou então triturada em conjunto com outros componentes minerais ou outros resíduos originando o cimento composto. o produto é chamado de cimento composto. Para o cimento portland comum – NBR 5732 é permitida a adição de escória granulada de alto forno num teor de até 10%. dando origem ao cimento Portland comum. Portanto. . resíduos de outras indústrias. cinzas. a adição de material pozolânico (argila calcinada ou pozolana natural). recebe 25 a 65% de escória. além de gesso. ou outros materiais são usados na mistura com o clínquer. Além de sua compatibilidade com as matérias-primas e com o clínquer. O Cimento Portland de alta resistência inicial (ARI) . a não ser o gesso. Entretanto. Quando quantidades significativas de escória. esses materiais devem apresentar propriedades estruturais semelhantes às do cimento e garantir uniformidade e qualidade ao produto final.NBR 5733. Já o cimento portland de alto forno – NBR 5735. O clínquer também pode ser misturado com outros componentes.também possibilitam a recuperação de gases quentes que são reutilizados no processo de fabricação.

cisternas para transporte ferroviário ou para navios de transporte de cimento. A figura abaixo mostra todas as etapas de produção do cimento por via seca.Etapa 10 – Armazenamento e transporte: O produto final é então homogeneizado e armazenado em silos. O despacho do cimento é feito para uma central de empacotamento. o cimento é embalado (através de máquinas ensacadeiras) e depositado em paletes. Na forma de saco. no caso de venda a granel. . Na forma a granel é transferido diretamente do silo de armazenagem para caminhões-cisternas. no caso de cimento ensacado ou para um caminhão silo.

dentro de certos limites. concreto armado.8 – 6. e resistências mecânicas maiores em tempo menor. é indicado em concreto exposto a águas agressivas como água do mar e sulfatadas. CPIIF40 – cimento portland 14 24 40 Utilizado para desenformas rápidas.8 – 5.9 – 66.2 3. além disso.0 – 24. Usando também na fabricação de pré-moldados: telhas.0 TIPO DE CIMENTO RESISTÊNCIA A COMPRESSÃO (Mpa) APLICAÇÃO 3 dias 7 dias 28 dias CPIIF32– cimento portland comum 10 20 32 Aplica-se a obras diversas. não sendo utilizado para desenformas rápidas e para uso em águas marinhas. . concreto simples.3 1.0 Fe2O3 MgO SO3 0.0 0.COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO CIMENTO CaO SiO2 Al2O3 % 58. Seu emprego é generalizado em 10 AF 32 – cimento de alto forno 18 32 obras de concreto simples e concreto armado.9 – 7. caixas de água etc.8 19.9 – 3.

 A utilização de combustíveis alternativos A produção do cimento requer quantidades grandes de energia. de matéria prima e de combustíveis fósseis. A produção do cimento tem importantes impactos positivos e negativos a nível local. Os impactos negativos incluem danos à paisagem. Os impactos ambientais da produção de cimento A produção do cimento tem um grande papel na construção das cidades e da civilização em geral. poeira e ruídos. nos fornos utilizados para fazer cimento. Deste modo. entre outros. e emissões de gases poluentes. óleos combustíveis e gás natural nos fornos. principalmente de carvão. Uma solução encontrada para diminuir a emissão de gases poluentes é a substituição desses combustíveis por outros denominados alternativos. a seguir serão elucidados esses impactos ambientais seguidos de medidas que proporcionem pelos menos a diminuição desses danos. podemos citar os empregos gerados pela indústria e novas oportunidades de negócio para a população local. porém gera diversos impactos ambientais com conflitos tanto no entorno de suas áreas quanto em outras áreas que tenham relação com a sua produção. a partir do co-processamento. CP ARI – cimento portland de Alta Resistência Inicial 24 h 11 3dias 22 7 dias 31 É especialmente empregado quando se necessita desenforma rápida. Do lado positivo.Seu emprego é generalizado não POZ 32 – cimento portland pozolânico 10 18 32 havendo contra-indicação desde que respeitadas suas peculiaridades como às menores resistências nos primeiros dias. que é a queima de resíduos industriais e de passivos ambientais. .

Os fornos utilizados na produção do cimento são particularmente adaptados para receber esses combustíveis alternativos uma vez que devido à alta temperatura do forno e o longo tempo de exposição. mas existem algumas limitações práticas. Além de ser possível realizar a integração entre as cinzas inorgânicas e o clínquer. Óleos usados ou solventes. tecidos e resíduos de papel. Entretanto. Os combustíveis alternativos possuem propriedades físicas e químicas que apresentam mais variações que o combustível convencional. diminuindo assim a emissão de poluentes perigosos como dioxinas e furanos. as emissões não são maiores que a de outros combustíveis e em alguns casos o seu uso pode promover até a redução nas emissões de CO2. a queima desses combustíveis é realizada quase que completamente. Plásticos. Esses fornos podem oferecer eficiência na queima desses combustíveis. e quando sua queima é feita de maneira controlada e correta. a utilização desses combustíveis promovem alguns conflitos por causa da queima de substâncias perigosas. Biomassa (resíduos de animais e de madeira). Porém estudos recentes revelam que a queima desses resíduos não geram grandes emissões e na maioria dos casos essas emissões podem ser facilmente controladas. NO2 e de SO2. combustível com conteúdo energético baixo e umidade elevada significa um desafio técnico a mais que precisa ser vencido. Em relação ao uso dos pneus é justificável pelo falo deles possuírem um conteúdo mais elevado de energia que o carvão. que podem gerar emissões de dioxinas. . Os combustíveis alternativos usados pela indústria de cimento são:     Pneus usados. como por exemplo.

como escórias siderúrgicas. O uso de qualquer combustível alternativo requer procedimentos especiais de operação e de monitoramento. onde é produzido o clínquer. . Porém. a utilização desses aditivos possui viabilidade econômica limitada por causa da distância existente entre as fábricas de cimentos e fábricas que fornecem as matérias primas. mas a saúde e segurança dos trabalhadores e da população local. o uso de cimentos com esses aditivos representa uma ótima alternativa para redução do consumo de energia térmica utilizado por tonelada de cimento produzido. reduzindo a emissão de CO2 proveniente da queima de combustíveis no forno e da transformação química do calcário (calcinação). assim como de planos de emergência com o envolvimento da comunidade potencialmente afetada.  O uso de adições ao cimento Durante a produção do cimento é necessário grande quantidade de matéria prima. diminui a quantidade de rejeitos a serem dispostos em aterros sanitários e reduz a emissão de GEEs. utilizado na fábrica do cimento Portland.Deste modo. Logo. Além de economizar energia devido à menor utilização do forno rotativo. é importante ressaltar que o uso dos combustíveis alternativos deve promover não apenas a proteção do meio ambiente. o que provoca impactos ambientais e emissão de poluentes. A utilização desses aditivos possibilita a diminuição da quantidade do clínquer usado na fabricação do cimento. diminui a utilização do calcário e preserva recursos energéticos. essa medida ajuda a destinar os resíduos produzidos por outras indústrias. Para que esses danos possam ser diminuídos é possível haver a adição de alguns tipos de aditivos ao cimento. Dessa forma. cinzas de termelétricas e fíler calcário.

aumento da força a longo prazo. melhoramento das condições de trabalho. melhor durabilidade (dependendo da aplicação) Contribui para um desenvolviment o forte. as propriedades do cimento podem variar significamente Produção de ferro e aço Estimativa anual do nível de produção 200 milhões de toneladas (2006) Disponibilidade Os volumes da produção futura de ferro e aço são difíceis de prever Cinzas Gases de combustão de fornos a carvão 500 milhões de toneladas (2006) Depende dos planos de expansão do setor elétrico Pozolanas natrurais (ex. disponibilidade pode ser afetada por trocas de combustível no setor de geração de energia elétrica A maioria das pozolanas naturais levam a uma redução na força a curto prazo. pode apresentar melhores condições de trabalho. sílica) Vulcões.A tabela a seguir mostra as principais características para cada tipo de adição. mas apenas 50% é usado A disponibilidade depende da situação local – muitas regiões não tem a matéria prima disponível Pozolanas artificiais Manufatura específica Calcário Pedreiras Melhora nas condições de trabalho Requirimento de energia extra em decorrência da calcinação Para manter a força talvez seja necessário aumento de energia para moer clínquer Desconhecido Desconhecido Disponibilidade muito limitada devido a restrições econômicas Imediatamente disponível . outras indústrias 300 milhões de toneladas (2003).: cinzas vulcânicas. Substituto do clínquer Escória de alto forno Fonte Características positivas Melhora na resistência química e aumento da resistência a longo prazo Menor demanda de água. casca de arroz. algumas rochas sedimentares . melhora na resistência química e aumento da resistência a longo prazo Similar a pozolana natural Características limitantes Maior demanda de eletricidade para moagem e diminuição da resistência inicial Diminuição da resistência inicial.

mas a sua extração gera graves impactos ambientais. Entre esses produtos o principal é o calcário que é encontrado na natureza em abundância. ou aspectos culturais. como calcário. Reabilitar e restaurar os habitats no entorno do sítio. como:      Estabelecer uma zona de amortecimento para separar a área de mineração de áreas adjacentes. Proteger áreas ricas em biodiversidade. Aumentar a conscientização pública e dos trabalhadores sobre a biodiversidade. geológicos e cênicos importantes para tais comunidades. portanto. argila. Outra medida que pode ser adotada na etapa inicial do planejamento de exploração consiste na utilização da área depois da exploração para outro fim. pelos seus registros fósseis ou pelos seus valores culturais. e. minimizando a necessidade de reabilitar e restaurar os sítios após o uso final da mina. as avaliações ambientais e sociais não devem menosprezar sítios com biodiversidade única. Todos esses elementos possuem um valor econômico considerável. Mineração O processo de produção de cimento requer grandes quantidades de produtos minerados. As regiões que são ricas em calcário possuem características de sua biodiversidade. xisto e gesso. uma vez que a extração mineral além de eliminar esses sítios podem também eliminar espécies presentes na área. Essa eliminação pode ser contida com etapas preventivas bem fáceis e simples. Recuperar e reabilitar os sítios presentes na área. .

onde o fluxo é grande: . Para as estradas dentro do empreendimento.   Utilizar sprinklers e sprays estabilizadores nas pilhas de armazenamento. Também pode ser feito o controle do material particulado nas operações efetuadas nas fábricas. Essas técnicas não possuem alto custo. como:     Usar britadores e moinhos (equipamentos ligados a cominuição) com cobertura. e se apresentar um planejamento bem organizado das atividades de carga e descarga do material pode haver uma significativa redução na geração de poeira com custo adicional pequeno. Instalar coletores de material particulado ou outros filtros onde necessário. Também são utilizados lavadores. Para controlar essas emissões são empregados precipitadores eletrostáticos.Pavimentação. Estabelecer pontos de transferência de material e de armazenamento com cobertura. Emissão de material particulado A exploração de matéria prima e a sua preparação produzem fontes de emissões de particulados no processo de fabricação do cimento. . cominuição do cimento e seu empacotamento e transporte que muitas vezes é feito em estradas não pavimentadas.Utilização de varredores a vácuo e sprinklers. entre essas fontes temos: o britador das matérias primas e a sua mistura. Paisagismo e re-vegetação do sítio. . múltiplos ciclones e filtros-manga. que são mais eficazes no controle das emissões de óxidos de enxofre.

Dispor adequadamente o material que não pode ser queimado ou reaproveitado nos processos ou na recuperação da área da mina. regulação de distância mínima entre fontes de ruídos e trabalhadores.  Ruído e vibração As maquinas pesadas normalmente utilizadas na fabricação do cimento (britadores. . Medidas de mitigação incluem supressores de ruídos. Resíduos sólidos Os resíduos sólidos indesejáveis produzidos na fabricação do clínquer são basicamente de rochas e material sólido. sopradores. isolamento das fontes de ruído. Usar rochas e outros resíduos sólidos para recuperar minas.) são as principais fontes de ruído e vibração. moinhos. quando possível. compressores e etc. para minimizar os impactos promovidos por esses resíduos podem ser adotadas as seguintes medidas:     Reciclar o material particulado. Incinerar os resíduos durante o processo de queima. diminuindo assim o volume final de resíduos. e a provisão de protetores auriculares para os empregados em áreas que o nível de ruído excede o limite.

A implantação de uma produção mais limpa na produção do cimento é de suma importância. uma vez que o cimento é a matéria-prima essencial na construção civil. . Assim. a mesma é caracterizada pela geração de impactos ambientais em toda sua cadeia de produção. Entretanto. reduzindo os resíduos gerados e diminuindo a emissão de gases poluentes. desde a extração de matéria-prima até a sua comercialização.Conclusão Percebe-se que a indústria cimenteira é fundamental para a sociedade. uma vez que ameniza esses impactos. por exemplo. torna-se necessário compreender melhor a ciência e tecnologia envolvida nesse processo de produção para que seja possível alcançar conquistas do mundo moderno e ao mesmo tempo proteger o meio ambiente.

ufmg.net/OMonitor/processo-de-produo-do-cimento Acessado dia 20 de abril de 2011 às 14:00h.com. . http://www.br/interessante/cimento/cimento.br/pesquisas/pis/Estudo%2061.slideshare. http://www.Referências http://www.htm Acessado dia 20 de abril de 2011 às 13:00h.cedeplar.pdf Acessado dia 22 de abril de 2011 às 10:00h.hpg.cienciaquimica.

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