Universidade Federal de Pelotas
Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária
Doenças Metabólicas
Metabolismo de Glicídios
Lucas Balinhas
Mozer Ávila
Patrícia Mattei
Uriel Londero
Pelotas, abril 2015
E a estrela do dia é...
GLICOSE
Papeis da glicose
Oxidação pela
glicólise
Glicose
Oxidação pela
via das Síntese de
pentoses polímeros
estruturais
fosfato
Armazenamento
O que é a glicólise?
Via metabólica que compreende 10 etapas de diferentes reações enzimáticas,
com o objetivo de oxidar a glicose a piruvato, na qual parte da energia livre da
glicose é conservada na forma de ATP e NADH.
Importância da glicólise
o Via central quase universal do catabolismo
da glicose;
o Única fonte de energia metabólica para
alguns tecidos e células de mamíferos
(eritrócitos, medula renal, cérebro)
o Produz poucos ATP’s, mas inicia a
Gasto Produção TOTAL oxidação da glicose; produz
ATP 2 4 2 NADH, que será levado para a CR
NADH 2 2 para produção de ATP e produz
compostos intermediários para
outras vias;
De onde vem a glicose para a glicólise?
Dieta
Reservas
Glicose Gliconeogênese
Outros
sacarídeos
11 Conversão da glicose em glicose-6-fosfato
1
ATP
Transferência do fosfato do ATP para a glicose
Por que esse ATP é gasto?
P tem carga negativa e não passa pela camada bilipídica (apolar)...fica
aprisionada na célula. Todos intermediários subsequentes são fosforilados.
2 Conversão da glicose-6-fosfato em frutose-6-fosfato
Conversão de glicose em
frutose: isômeros
Por que converter glicose em frutose?
Reação de preparação: a frutose é uma molécula mais simétrica, a nas fases
seguintes vai originar duas moléculas – processo facilitado
3 Conversão da frutose 1-fosfato a frutose 1-6-bifosfato
1
ATP
Transferência do fosfato do ATP para a frutose
Por que converter frutose 6-fosfato em frutose 1,6-bifosfato?
Reação de preparação: tornar a molécula ainda mais simétrica
Conversão da frutose 1,6 – bifosfato a
4
di-hidroxicetona fosfato e gliceraldeído 3-fosfato
A molécula de di-hidroxiacetona
tem de ser4 convertida
Fase em diante: a
gliceraldeído
tudo vezes3-fosfato...
dois!!!
Conversão da di-hidroxicetona fosfato
5
a gliceraldeído 3-fosfato
Rearranjodadaposição
Rearranjo posiçãodas
dasligações
ligações
6 Conversão do gliceraldeído 3-fosfato a 1,3-bifosfoglicerato
Gliceraldeído 3-fosfato desidrogenase
2 2
6 Conversão do gliceraldeído 3-fosfato a 1,3-bifosfoglicerato
Gliceraldeído 3-fosfato desidrogenase
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=fOUjDY7gIWw
Por que a reação ocorre em duas fases?
Porque quando o Pi está livre, desligado de uma mol rica em energia (ATP), não
tem energia suficiente para ser ligado ao gliceradeído diretamente.
1º passo: oxidar o gliceraldeído
Nível de energia diminui
2º passo: entrada do Pi
Enzima: acopla as duas reações, formando um composto intermediário que
guarda a energia de oxidação e torna possível a reação
7 Conversão do 1,3-bifosfoglicerato em 3-fosfoglicerato
2
ATP
8 Conversão do 3-fosfoglicerato em 2-fosfoglicerato
Muda o P de posição
Por que muda o P de posição?
P tem carga negativa...O também. Repulsão de cargas para tornar a
saída do P favorável
9 Conversão do 2-fosfoglicerato em fosfoenolpiruvato
Enolase
Reação de desidratação
Esse rearranjo das ligações provoca uma redistribuição de elétrons
na molécula...tornando a presença do P “desfavorável”
10 Conversão do fosfoenolpiruvato em piruvato
2
ATP
Piruvato cinase
2
Balanço energético
Gasto Produção TOTAL
ATP 2 4 2
NADH 2 2
Fase 1 a 5: Investimento de energia
(consumo de 2 ATP’s)
Fase 6 a 10: Compensação de energia
(produção de 4 ATP’s e 2 NADH)
Regulação da glicólise
3 principais pontos de
controle:
HEXOCINASE
FOSFOFRUTOCINASE
FOSFOFRUTOCINASE
PIRUVATOCINASE
Regulação pela fosfofrutocinase
Frutose 6-fosfato Frutose 1,6-bifosfato
FRUTOSE 6-FOSFATO POUCO ATP
FRUTOSE 6-FOSFATO
FRUTOSE 6-FOSFATO * Regulação
MUITO ATP
pela
VELOCIDADE
FRUTOSE 6-FOSFATO
quantidade de
ATP
* Regulação
pela queda do
pH
FRUTOSE 6-FOSFATO
*Regulação
FRUTOSE 6-FOSFATO
pelo acúmulo
FRUTOSE 6-FOSFATO
do citrato
FRUTOSE 6-FOSFATO
FRUTOSE 6-FOSFATO
Regulação pela hexocinase
3 principais reguladoras:
HEXOCINASE
FOSFOFRUTOCINASE
PIRUVATOCINASE
Regulação pela hexocinase
A HEXOCINASE É INIBIDA PELO SEU PRODUTO, A GLICOSE
6-FOSFATO
HEXOCINASE FOSFOFRUTOCINASE
GLICOSE GLICOSE 6-FOSFATO FRUTOSE 6F FRUTOSE 1,6-BIF
GLICOSE 6-FOSFATO FRUTOSE 6F
GLICOSE 6-FOSFATO FRUTOSE 6F
GLICOSE 6-FOSFATO FRUTOSE 6F
GLICOSE 6-FOSFATO FRUTOSE 6F
Regulação pela hexocinase
3 principais reguladoras:
HEXOCINASE
FOSFOFRUTOCINASE
PIRUVATOCINASE
o Inibida pela quantidade de ATP
o Inibida pelo acúmulo de alanina
Destinos do Piruvato
Ciclo de Krebs
Gliconeogênese Piruvato Fermentação
Fermentação
Estratégia de restauração do NAD+ para abastecer a glicólise
o Condições anaeróbicas
o Condição de aerobiose em células
que não possuem mitocôndrias
Fermentação láctica
Fermentação alcoólica
Fermentação Láctica
o Tecidos dos animais
o Pouco O2
Pode ser reutilizado
para a glicólise
Fermentação Láctica
Como fica o equilíbrio [NADH/NAD+]?
Glicose
2NAD+
2NADH
2 Piruvato 2 Lactato
Fermentação Láctica
Lactato
Lactato Glicose
O limitante da atividade é a acidificação nos 2 ATP
músculos e no sangue
Fermentação Alcoólica
Glicose + 2ADP + 2Pi → 2 etanol + 2CO2 + 2ATP + 2H2O
No fígado, o etanol é oxidado com redução de NAD+ a NADH
A gliconeogênese e glicólise não são exatamente idênticas...
Formação de glicose a partir de piruvato e
compostos de 3 ou 4 carbonos
A gliconeogênese não ocorre só no citosol;
Sete das dez reações da glicólise são
reversíveis e inversas às da gliconeogênese;
As 3 restantes são irreversíveis, sendo
necessárias enzimas e reações diferentes.
Reações irreversíveis que distinguem a gliconeogênese da glicólise
1. Conversão do piruvato em
fosfoenolpiruvato (PEP)
2. Conversão da frutose 1,6-bifosfato em
frutose 6-fosfato
3. Conversão da glicose 6-fosfato em glicose
1 Conversão do piruvato a fosfoenolpiruvato (PEP)
2 vias: piruvato ou alanina/lactato
Piruvato + ATP + GTP + HCO3- → PEP + ADP + GDP + P1 + CO2
2 Frutose-1,6-bifosfato → Frutose-6-fosfato
Frutose-1,6-fosfato + H2O→ Frutose-6-fosfato + Pi
3 Glicose-6-fosfato → Glicose
Glicose-6-fosfato + H2O→ Glicose + Pi
Gliconeogênese
Gliconeogênese
2 Piruvato + 4 ATP + 2NADH + 2H+ + 4H2O → glicose + 4ADP + 2GDP + 6Pi + 2NAD+
Assegurar a irreversibilidade
Intermediários do CK, com 4, 5 ou 6 carbonos
podem ser utilizados na gliconeogênese
Aminoácidos são gliconeogênicos (exceto lisina e leucina)
Animais não são capazes de converter ácidos graxos em glicose;
Mas o glicerol sim, que é utilizado na gliconeogênese
Via das pentoses fosfato
Também conhecida como :
o Desvio das Pentoses;
o Desvio das Hexoses Monofosfato;
o Via do Fosfogluconato.
A via das pentoses tem duas funções básicas
Produção de pentoses – produz ribose 5-fosfato para a síntese de
nucleotídeos componentes do ácidos nucléicos que formam o DNA);
Produção de NADPH que é um agente redutor utilizado para a
síntese de ácido graxos e dos esteroides (colesterol e seus
derivados), e para contrapor os efeitos deletérios dos radicais de
oxigênio (exemplo das hemácias)
A via das pentoses é ativada no fígado, glândula mamária, tecido adiposo e
nas hemácias. É uma via citoplasmática e anaeróbica.
Glicólise e a via das pentoses fosfato
Ribose-5-
fosfato
Frutose-
6-fosfato
Gliceraldeido-
3-fosfato
A via das pentoses fosfato pode ser dividida em duas etapas
Fase oxidativa – produção de pentoses-fosfato e NADPH
Fase não oxidativa- produção de intermediários para a via
glicolítica.
Ex: formação de frutose 6- fosfato e gliceraldeído 3-fosfato -
intermediários da glicólise
As duas vias apesar de diferentes, estão intimamente ligadas
através de compostos comuns: glicose 6-fosfato, frutose 6- fosfato e
gliceraldeído 3-fosfato.
Via das pentoses fosfato
Glicólise e a via das pentoses fosfato
Fase oxidativa
Fase não oxidativa
Fase não oxidativa
Glicólise e a via das pentoses fosfato
VIAS QUE REQUEREM NADPH
SÍNTESE
Biossíntese de ácidos graxos
Biossíntese de colesterol
Biossíntese de neurotransmissores
Biossíntese do nucleotídeo
DESINTOXICAÇÃO
Redução da glutationa oxidada
Citocromo P450 monoxigenae
Glicólise e a via das pentoses fosfato
TECIDOS COM VIAS ATIVAS PELA PENTOSE FOSFATO
TECIDOS FUNÇÃO
Glândula adrenal Síntese de esteróides
Fígado Síntese de ácidos graxos e colesterol
Tecido adiposo Síntese de ácidos graxos
Ovarios Síntese de esteróides
Glândula mamária Síntese de ácidos graxos
Metabolismo do Glicogênio
Glicose armazenada na forma de glicogênio
Ocorre no citosol, utilizando a glicose excedente
Glicogênese
Consiste em adicionar moléculas de glicose à moléculas de
glicogênio pré-formadas, formando ligações α 1,4
GLICOSE GLICOGÊNIO
1
ATP
Glicose – 6 – fosfato Glicose – 1 – fosfato
Fosfoglicomutase
1
UTP
UDP – glicose
UDP – glicose pirofosforilase
Glicogênese
Glicogênese
Glicogênio sintetase
UDP – glicose + (glicose)n (glicose)n + 1 + UDP
Enzima alostérica
Insulina
Glucagon
Glicogênese
Glicogênio sintetase precisa de um primer de glicogênio
para incorporar a UDP- glicose, então a primeira molécula
a ser sintetizada é a glicogenina, atuando como se fosse
um primer ao qual se une a primeira glicose, atuando
como enzima de sua própria reação.
Glicogenólise
o Glicogênio-fosforilase
o α 1,6 glicosidase (enzima de desramificação do glicogênio)
o Fosfoglicomutase
Glicogenólise
Glicogênio-fosforilase
(glicose) n+ Pi (glicose) n-1+ glicose – 1 – fosfato
Fosfoglicomutase
glicose – 1- fosfato glicose – 6- fosfato
α- 1,6 – glicosidase
Rompe as ligações glicosídicas α 1- 6
Glicogenólise
Glicogenólise
Glicogênio-fosforilase
Fosforila a Fosforila b
Fosforilase – quinase Fosforilase – fosfatase
Adrenalina e glucagon Insulina
Metabolismo do Glicogênio
Glicogenólise
Única reserva para manter o nível de glicose sanguinea.
Glicose – 6 – fosfato glicose + Pi
Glicose – 6- fosfatase
Reserva energética exclusivamente para a contração
muscular
Obrigado!
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