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Metabolismo da Glicose e Glicólise

O documento discute o metabolismo da glicose, especificamente a via da glicólise. A glicólise é a via metabólica que oxida a glicose em piruvato através de 10 etapas enzimáticas, produzindo energia na forma de ATP e NADH. A glicólise ocorre na maioria das células e é regulada por três enzimas-chave: hexocinase, fosfofrutocinase e piruvatocinase.

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Tópicos abordados

  • ciclo celular,
  • etanol,
  • substratos,
  • hexocinase,
  • fosfofrutocinase,
  • glicose-6-fosfato,
  • ribose-5-fosfato,
  • lactato,
  • glicogênio,
  • glicólise
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Metabolismo da Glicose e Glicólise

O documento discute o metabolismo da glicose, especificamente a via da glicólise. A glicólise é a via metabólica que oxida a glicose em piruvato através de 10 etapas enzimáticas, produzindo energia na forma de ATP e NADH. A glicólise ocorre na maioria das células e é regulada por três enzimas-chave: hexocinase, fosfofrutocinase e piruvatocinase.

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  • glicólise

Universidade Federal de Pelotas

Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária


Doenças Metabólicas

Metabolismo de Glicídios
Lucas Balinhas
Mozer Ávila
Patrícia Mattei
Uriel Londero

Pelotas, abril 2015


E a estrela do dia é...

GLICOSE
Papeis da glicose

Oxidação pela
glicólise

Glicose
Oxidação pela
via das Síntese de
pentoses polímeros
estruturais
fosfato

Armazenamento
O que é a glicólise?

Via metabólica que compreende 10 etapas de diferentes reações enzimáticas,


com o objetivo de oxidar a glicose a piruvato, na qual parte da energia livre da
glicose é conservada na forma de ATP e NADH.
Importância da glicólise

o Via central quase universal do catabolismo


da glicose;

o Única fonte de energia metabólica para


alguns tecidos e células de mamíferos
(eritrócitos, medula renal, cérebro)

o Produz poucos ATP’s, mas inicia a


Gasto Produção TOTAL oxidação da glicose; produz
ATP 2 4 2 NADH, que será levado para a CR
NADH  2 2 para produção de ATP e produz
compostos intermediários para
outras vias;
De onde vem a glicose para a glicólise?

Dieta

Reservas
Glicose Gliconeogênese

Outros
sacarídeos
11 Conversão da glicose em glicose-6-fosfato

1
ATP

Transferência do fosfato do ATP para a glicose

Por que esse ATP é gasto?


P tem carga negativa e não passa pela camada bilipídica (apolar)...fica
aprisionada na célula. Todos intermediários subsequentes são fosforilados.
2 Conversão da glicose-6-fosfato em frutose-6-fosfato

Conversão de glicose em
frutose: isômeros

Por que converter glicose em frutose?


Reação de preparação: a frutose é uma molécula mais simétrica, a nas fases
seguintes vai originar duas moléculas – processo facilitado
3 Conversão da frutose 1-fosfato a frutose 1-6-bifosfato

1
ATP

Transferência do fosfato do ATP para a frutose

Por que converter frutose 6-fosfato em frutose 1,6-bifosfato?


Reação de preparação: tornar a molécula ainda mais simétrica
Conversão da frutose 1,6 – bifosfato a
4
di-hidroxicetona fosfato e gliceraldeído 3-fosfato

A molécula de di-hidroxiacetona
tem de ser4 convertida
Fase em diante: a
gliceraldeído
tudo vezes3-fosfato...
dois!!!
Conversão da di-hidroxicetona fosfato
5
a gliceraldeído 3-fosfato

Rearranjodadaposição
Rearranjo posiçãodas
dasligações
ligações
6 Conversão do gliceraldeído 3-fosfato a 1,3-bifosfoglicerato

Gliceraldeído 3-fosfato desidrogenase

2 2
6 Conversão do gliceraldeído 3-fosfato a 1,3-bifosfoglicerato

Gliceraldeído 3-fosfato desidrogenase

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=fOUjDY7gIWw
Por que a reação ocorre em duas fases?

Porque quando o Pi está livre, desligado de uma mol rica em energia (ATP), não
tem energia suficiente para ser ligado ao gliceradeído diretamente.

1º passo: oxidar o gliceraldeído


Nível de energia diminui

2º passo: entrada do Pi

Enzima: acopla as duas reações, formando um composto intermediário que


guarda a energia de oxidação e torna possível a reação
7 Conversão do 1,3-bifosfoglicerato em 3-fosfoglicerato

2
ATP
8 Conversão do 3-fosfoglicerato em 2-fosfoglicerato

Muda o P de posição

Por que muda o P de posição?


P tem carga negativa...O também. Repulsão de cargas para tornar a
saída do P favorável
9 Conversão do 2-fosfoglicerato em fosfoenolpiruvato

Enolase

Reação de desidratação

Esse rearranjo das ligações provoca uma redistribuição de elétrons


na molécula...tornando a presença do P “desfavorável”
10 Conversão do fosfoenolpiruvato em piruvato

2
ATP

Piruvato cinase

2
Balanço energético

Gasto Produção TOTAL


ATP 2 4 2
NADH  2 2

Fase 1 a 5: Investimento de energia


(consumo de 2 ATP’s)

Fase 6 a 10: Compensação de energia


(produção de 4 ATP’s e 2 NADH)
Regulação da glicólise

3 principais pontos de
controle:

HEXOCINASE

FOSFOFRUTOCINASE
FOSFOFRUTOCINASE

PIRUVATOCINASE
Regulação pela fosfofrutocinase

Frutose 6-fosfato Frutose 1,6-bifosfato

FRUTOSE 6-FOSFATO POUCO ATP


FRUTOSE 6-FOSFATO
FRUTOSE 6-FOSFATO * Regulação
MUITO ATP
pela
VELOCIDADE

FRUTOSE 6-FOSFATO
quantidade de
ATP
* Regulação
pela queda do
pH
FRUTOSE 6-FOSFATO
*Regulação
FRUTOSE 6-FOSFATO
pelo acúmulo
FRUTOSE 6-FOSFATO
do citrato
FRUTOSE 6-FOSFATO

FRUTOSE 6-FOSFATO
Regulação pela hexocinase

3 principais reguladoras:

HEXOCINASE

FOSFOFRUTOCINASE

PIRUVATOCINASE
Regulação pela hexocinase

A HEXOCINASE É INIBIDA PELO SEU PRODUTO, A GLICOSE


6-FOSFATO

HEXOCINASE FOSFOFRUTOCINASE
GLICOSE GLICOSE 6-FOSFATO FRUTOSE 6F FRUTOSE 1,6-BIF
GLICOSE 6-FOSFATO FRUTOSE 6F
GLICOSE 6-FOSFATO FRUTOSE 6F
GLICOSE 6-FOSFATO FRUTOSE 6F
GLICOSE 6-FOSFATO FRUTOSE 6F
Regulação pela hexocinase

3 principais reguladoras:

HEXOCINASE

FOSFOFRUTOCINASE

PIRUVATOCINASE

o Inibida pela quantidade de ATP


o Inibida pelo acúmulo de alanina
Destinos do Piruvato

Ciclo de Krebs

Gliconeogênese Piruvato Fermentação


Fermentação

Estratégia de restauração do NAD+ para abastecer a glicólise

o Condições anaeróbicas

o Condição de aerobiose em células


que não possuem mitocôndrias

Fermentação láctica

Fermentação alcoólica
Fermentação Láctica

o Tecidos dos animais


o Pouco O2

Pode ser reutilizado


para a glicólise
Fermentação Láctica

Como fica o equilíbrio [NADH/NAD+]?

Glicose

2NAD+
2NADH
2 Piruvato 2 Lactato
Fermentação Láctica

Lactato

Lactato Glicose

O limitante da atividade é a acidificação nos 2 ATP


músculos e no sangue
Fermentação Alcoólica

Glicose + 2ADP + 2Pi → 2 etanol + 2CO2 + 2ATP + 2H2O

No fígado, o etanol é oxidado com redução de NAD+ a NADH


A gliconeogênese e glicólise não são exatamente idênticas...

Formação de glicose a partir de piruvato e


compostos de 3 ou 4 carbonos

A gliconeogênese não ocorre só no citosol;

Sete das dez reações da glicólise são


reversíveis e inversas às da gliconeogênese;

As 3 restantes são irreversíveis, sendo


necessárias enzimas e reações diferentes.
Reações irreversíveis que distinguem a gliconeogênese da glicólise

1. Conversão do piruvato em
fosfoenolpiruvato (PEP)

2. Conversão da frutose 1,6-bifosfato em


frutose 6-fosfato

3. Conversão da glicose 6-fosfato em glicose


1 Conversão do piruvato a fosfoenolpiruvato (PEP)

2 vias: piruvato ou alanina/lactato

Piruvato + ATP + GTP + HCO3- → PEP + ADP + GDP + P1 + CO2


2 Frutose-1,6-bifosfato → Frutose-6-fosfato

Frutose-1,6-fosfato + H2O→ Frutose-6-fosfato + Pi


3 Glicose-6-fosfato → Glicose

Glicose-6-fosfato + H2O→ Glicose + Pi


Gliconeogênese
Gliconeogênese

2 Piruvato + 4 ATP + 2NADH + 2H+ + 4H2O → glicose + 4ADP + 2GDP + 6Pi + 2NAD+

Assegurar a irreversibilidade

Intermediários do CK, com 4, 5 ou 6 carbonos


podem ser utilizados na gliconeogênese

Aminoácidos são gliconeogênicos (exceto lisina e leucina)

Animais não são capazes de converter ácidos graxos em glicose;


Mas o glicerol sim, que é utilizado na gliconeogênese
Via das pentoses fosfato

Também conhecida como :


o Desvio das Pentoses;
o Desvio das Hexoses Monofosfato;
o Via do Fosfogluconato.
A via das pentoses tem duas funções básicas

Produção de pentoses – produz ribose 5-fosfato para a síntese de


nucleotídeos componentes do ácidos nucléicos que formam o DNA);

Produção de NADPH que é um agente redutor utilizado para a


síntese de ácido graxos e dos esteroides (colesterol e seus
derivados), e para contrapor os efeitos deletérios dos radicais de
oxigênio (exemplo das hemácias)

A via das pentoses é ativada no fígado, glândula mamária, tecido adiposo e


nas hemácias. É uma via citoplasmática e anaeróbica.
Glicólise e a via das pentoses fosfato

Ribose-5-
fosfato

Frutose-
6-fosfato

Gliceraldeido-
3-fosfato
A via das pentoses fosfato pode ser dividida em duas etapas

Fase oxidativa – produção de pentoses-fosfato e NADPH

Fase não oxidativa- produção de intermediários para a via


glicolítica.
Ex: formação de frutose 6- fosfato e gliceraldeído 3-fosfato -
intermediários da glicólise

As duas vias apesar de diferentes, estão intimamente ligadas


através de compostos comuns: glicose 6-fosfato, frutose 6- fosfato e
gliceraldeído 3-fosfato.
Via das pentoses fosfato
Glicólise e a via das pentoses fosfato
Fase oxidativa
Fase não oxidativa
Fase não oxidativa
Glicólise e a via das pentoses fosfato

VIAS QUE REQUEREM NADPH


SÍNTESE
Biossíntese de ácidos graxos
Biossíntese de colesterol
Biossíntese de neurotransmissores
Biossíntese do nucleotídeo
DESINTOXICAÇÃO
Redução da glutationa oxidada
Citocromo P450 monoxigenae
Glicólise e a via das pentoses fosfato

TECIDOS COM VIAS ATIVAS PELA PENTOSE FOSFATO


TECIDOS FUNÇÃO
Glândula adrenal Síntese de esteróides
Fígado Síntese de ácidos graxos e colesterol
Tecido adiposo Síntese de ácidos graxos
Ovarios Síntese de esteróides
Glândula mamária Síntese de ácidos graxos
Metabolismo do Glicogênio

Glicose armazenada na forma de glicogênio

Ocorre no citosol, utilizando a glicose excedente


Glicogênese

Consiste em adicionar moléculas de glicose à moléculas de


glicogênio pré-formadas, formando ligações α 1,4

GLICOSE GLICOGÊNIO
1
ATP

Glicose – 6 – fosfato Glicose – 1 – fosfato


Fosfoglicomutase

1
UTP

UDP – glicose

UDP – glicose pirofosforilase


Glicogênese

Glicogênese

Glicogênio sintetase
UDP – glicose + (glicose)n (glicose)n + 1 + UDP

Enzima alostérica

Insulina
Glucagon
Glicogênese

Glicogênio sintetase precisa de um primer de glicogênio


para incorporar a UDP- glicose, então a primeira molécula
a ser sintetizada é a glicogenina, atuando como se fosse
um primer ao qual se une a primeira glicose, atuando
como enzima de sua própria reação.
Glicogenólise

o Glicogênio-fosforilase
o α 1,6 glicosidase (enzima de desramificação do glicogênio)
o Fosfoglicomutase
Glicogenólise

Glicogênio-fosforilase

(glicose) n+ Pi (glicose) n-1+ glicose – 1 – fosfato

Fosfoglicomutase
glicose – 1- fosfato glicose – 6- fosfato

α- 1,6 – glicosidase
Rompe as ligações glicosídicas α 1- 6
Glicogenólise

Glicogenólise

Glicogênio-fosforilase

Fosforila a Fosforila b
Fosforilase – quinase Fosforilase – fosfatase
Adrenalina e glucagon Insulina
Metabolismo do Glicogênio

Glicogenólise

Única reserva para manter o nível de glicose sanguinea.

Glicose – 6 – fosfato glicose + Pi

Glicose – 6- fosfatase

Reserva energética exclusivamente para a contração


muscular
Obrigado!
lucasbalinhas@gmail.c
avilazootec@gmail.c
patymattei@gmail.c
uriel_londero@hotmil.c

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