1 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ ©

BENEFÍCIOS FISCAIS DO IRPJ ©
Autor: Júlio César Zanluca Distribuição: www.portaltributario.com.br Dica: para localizar rapidamente uma palavra, tecle CTRL + L SUMÁRIO: (clique no link de cada módulo para acessá-lo) Introdução Siglas Utilizadas MÓDULO 1: DEPRECIAÇÃO ACELERADA INCENTIVADA MÓDULO 2: PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR (PAT) MÓDULO 3: PROGRAMAS ESPECIAIS DE EXPORTAÇÃO – BEFIEX MÓDULO 4: INCENTIVOS ÀS ATIVIDADES CULTURAIS OU ARTÍSTICAS MÓDULO 5: INCENTIVOS À ATIVIDADE AUDIOVISUAL MÓDULO 6: INCENTIVOS A PROGRAMAS PDTI OU PDTA – REVOGADO PELA LEI 11.196/2005 MÓDULO 7: DOAÇÕES AO FUNDO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE MÓDULO 8: REDUÇÃO DO IR COMO INCENTIVO AO DESENVOLVIMENTO REGIONAL - ADENE E ADA MÓDULO 9: APLICAÇÃO DO IR EM INVESTIMENTOS REGIONAIS MÓDULO 10: PESQUISA TECNOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA DE PRODUTOS – REVOGADO PELA LEI 11.196/2005 MÓDULO 11: INCENTIVOS À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA – A PARTIR DE 01.01.2006 ADENDO: QUADRO RESUMO DOS LIMITES DE APLICAÇÕES EM INCENTIVOS FISCAIS Lucro da Exploração INTRODUÇÃO A legislação do Imposto de Renda - Pessoas Jurídicas tem diversos incentivos fiscais. Por desconhecimento, muitas empresas deixam de obter estes benefícios. O presente Manual tem por objetivo explorar os principais benefícios fiscais previstos na legislação. SOBRE O AUTOR E A OBRA Júlio César Zanluca é Contador e mora em Curitiba – PR. Catarinense, foi auditor e consultor de várias empresas no Paraná e Santa Catarina. Atualmente, o autor é coordenador de conteúdo do site Portal Tributário, tendo escrito várias outras obras, como 100 Idéias Práticas de Economia Tributária, manuais do IRPJ, Simples Federal, PIS e COFINS, Planejamento Tributário, Cooperativas, Contabilidade de Custos e Gestão Tributária (esta última, em coautoria com Paulo Henrique Teixeira). è Direitos autorais REGISTRADOS. A cópia, reprodução, distribuição ou comercialização por qualquer meio somente será permitida mediante autorização POR ESCRITO do detentor
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de direitos autorais. Permitida a reprodução de apenas 1 (uma) cópia para uso exclusivo e pessoal do adquirente. SIGLAS UTILIZADAS CLT: Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/43) COFINS: Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (Lei Complementar 70/1991) CPMF: Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (Lei 9.311/1996) CSL ou CSLL: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (Lei 7.689/1988) ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (Lei Complementar 87/1996) GPS: Guia da Previdência Social IN: Instrução Normativa INSS: Instituto Nacional de Seguridade Social IR: Imposto de Renda IRF: Imposto de Renda na Fonte IRPF: Imposto de Renda – Pessoa Física IRPJ: Imposto de Renda – Pessoa Jurídica ISS: Imposto sobre Serviços (Lei Complementar 116/2003) LALUR: Livro de Apuração do Lucro Real LC: Lei Complementar OS: Ordem de Serviço PIS: Programa de Integração Social (Lei Complementar 7/1970) RIPI: Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (Decreto 4.544/2002) RIR/99: Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/1999) RPS: Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999) SRF: Secretaria da Receita Federal TJLP: Taxa de Juros a Longo Prazo PESSOAS JURÍDICAS EXCLUÍDAS DO GOZO DOS INCENTIVOS FISCAIS De acordo com o art. 614 do Regulamento do Imposto de Renda/1999, não podem se beneficiar da dedução dos incentivos de que trata este manual: I – as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido II – as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro arbitrado III – as empresas instaladas em Zona de Processamento de Exportação – ZPE IV – as microempresas – ME e empresas de pequeno porte – EPP, optantes pelo SIMPLES V – as empresas concessionárias de serviços públicos, relativamente à parcela do lucro inflacionário tributada à alíquota de 6% (seis por cento); VI – as pessoas jurídicas com registro no Cadastro Informativo de créditos não quitados do setor público federal – CADIN A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, da quitação de tributos e contribuições federais (Lei 9.069/95, art. 60).

MÓDULO 1: DEPRECIAÇÃO ACELERADA INCENTIVADA
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Em casos previstos na legislação, permite-se a adoção de coeficientes de depreciação acelerada com a finalidade de incentivar a implantação, renovação ou modernização de instalações e equipamentos (Regulamento do Imposto de Renda/99, art. 313). DEPRECIAÇÃO DE BENS ADQUIRIDOS ENTRE 12.06.1991 E 31.12.1993 Por meio da Lei 8.191/91, art. 2, é permitida a depreciação acelerada, calculada pela aplicação da taxa de depreciação usualmente admitida, multiplicada por dois, sem prejuízo da depreciação normal, das máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos novos destinados ao uso da produção industrial incorporados ao ativo fixo do adquirente no período compreendido entre 12 de Junho de 1991 e 31 de dezembro de 1993 e utilizados no processo de produção. Exemplo: Máquina adquirida em 25.07.1993, pelo valor (corrigido) de R$ 70.000,00 Depreciação contábil (10% de R$ 70.000,00) no ano: R$ 7.000,00 Depreciação incentivada que poderá ser excluída do LALUR: R$ 7.000,00 x 2 = R$ 14.000,00. Nota: Conforme Portaria MFEP 596/91, os bens abrangidos por esse benefício são os que constam do Anexo ao Decreto 151/91. DEPRECIAÇÃO DE BENS ADQUIRIDOS ENTRE 12.01.1992 E 31.12.1994 Por meio das Leis 8.383/91, art. 46, e 8.643/93, art. 22, é permitido às pessoas jurídicas depreciar, em 24 quotas mensais, o custo de aquisição ou construção de máquinas e equipamentos, novos, adquiridos entre 12 de janeiro de 1992 e 31 de dezembro de 1994, utilizados em processo industrial da adquirente, inclusive máquinas e equipamentos objeto de contratos de arrendamento mercantil (neste caso, o beneficio é da empresa arrendadora, ou seja, da empresa de Leasing). Exemplo: Custo de aquisição (corrigido) de equipamento adquirido em 07.08.1994: R$ 240.000,00. Valor contabilizado (no ano) como depreciação: R$ 240.000,00 x 10% = R$ 24.000,00 Valor do incentivo, que poderá ser excluído na apuração do Lucro Real (no ano): R$ 240.000,00 dividido por 24 quotas = R$ 10.000,00 vezes 12 quotas de janeiro a dezembro = R$ 120.000,00 menos: valor já contabilizado como depreciação no ano (R$ 24.000,00) = R$ 96.000,00 O Parecer Normativo CST 7/92 dispôs que: a) para fins de gozo da depreciação incentivada, entende-se como máquinas e equipamentos os produtos classificados nos Capítulos 84, 85 e 90 da TIPI e, como processo industrial, o conjunto de procedimentos a que é submetido o material (matéria-prima e insumos) até a obtenção do produto acabado; b) com referência aos bens objeto de arrendamento mercantil, atendidos os pressupostos
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sem prejuízo da depreciação normal.br .00 O benefício. relacionados no Anexo à Lei 9. A depreciação acelerada equivale a valor correspondente à depreciação normal.000. utilizados no processo industrial da empresa arrendatária. 103 da Lei 8.12. somente alcança os equipamentos: a) que identifiquem no cupom fiscal emitido os produtos ou serviços vendidos.00 Nota: O benefício referido neste tem fica condicionado a comprovação.portaltributario.12.493/97) objeto de contrato de arrendamento mercantil. e b) cuja utilização tenha sido autorizada pelo órgão competente dos Estados. Exemplo: Depreciação contabilizada de um bem nas condições acima: R$ 25. Exemplo: Depreciação contabilizada: R$ 2.01.981/95. sem prejuízo desta.00 Depreciação incentivada (mesmo valor da contabilizada) R$ 25.000.00 Depreciação incentivada (mesmo valor da contabilizada) R$ 2. Calcula-se a depreciação acelerada pela aplicação da taxa de depreciação usualmente admitida.493/97. DEPRECIAÇÃO DE EQUIPAMENTOS EMISSORES DE CUPOM FISCAL ADQUIRIDOS ENTRE 12. foi permitido às pessoas jurídicas com atividade comercial de vendas de produtos e serviços promover depreciação acelerada dos equipamentos Emissores de Cupom Fiscal (ECF) novos. todavia.000. pelo contribuinte. adquiridos no período compreendido entre 12 de janeiro e 31 de dezembro de 1995. a quem cabe proceder à depreciação.06. Nesse caso. a depreciação acelerada pode ser utilizada pela empresa arrendadora.1995 e 31.1995 Por meio do art.com. O benefício é extensivo aos bens (relacionados no Anexo à Lei 9. PROGRAMAS SETORIAIS INTEGRADOS (PSI) www. do Distrito Federal ou dos Municípios.1995 E 31. equipamentos. aparelhos e instrumentos novos.000. utilizados pelas arrendatárias em seu processo industrial.12.1995 E 31. da regularidade quanto ao pagamento de todos os tributos e contribuições federais e não pode ser usufruído cumulativamente com outros da mesma natureza.06.1997 Pode ser depreciado aceleradamente o custo de aquisição ou construção de máquinas. poderiam usufruir da depreciação incentivada as máquinas e os equipamentos adquiridos pelas empresas arrendadoras. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS ADQUIRIDOS ENTRE 14. adquiridos (ou construídos) entre 14.1997 e utilizados no processo industrial da empresa.4 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © da legislação especifica.

000. 500 do RIR. científica. sob sua direção e responsabilidade diretas. utilizados no processo de produção e em atividades de desenvolvimento tecnológico industrial. de Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (PDTI) no Pais. quando o programa se enquadrar em atividade industrial prioritária.com. foi permitido usufruir do benefício da depreciação acelerada de máquinas.00 Depreciação incentivada (mesmo valor da contabilizada) R$ 17.000.00 Base: art.06.00 Depreciação incentivada (50% do valor da depreciação contabilizada) R$ 10. sem prejuízo da depreciação normal.1993 Às empresas industriais e agropecuárias que executarem Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (PDTI) e Programas de Desenvolvimento Tecnológico Agropecuário www. que permite a concessão ás empresas titulares de PDTI de um crédito de parcela do imposto retido na fonte incidente sobre os valores pagos. podiam prever a depreciação acelerada de máquinas.1993 Às empresas executoras. 319 do RIR/99. para os programas aprovados a partir de 29 de dezembro de 1989.00 Depreciação incentivada (mesmo valor da contabilizada) R$ 17.1989 Depreciação contabilizada de um bem nas condições acima: R$ 17.00 PDTI/PDTA APROVADO A PARTIR DE 03.5 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Os Programas Setoriais Integrados aprovados até 03 de junho de 1993 pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI). de produção nacional. calculada pela aplicação da taxa de depreciação usualmente admitida. assistência técnica. Exemplo: Depreciação contabilizada de um bem nas condições acima: R$ 17. previstos em contratos averbados nos termos do Código da Propriedade Industrial. direta ou indiretamente.06. administrativa ou assemelhadas.00 Exemplo 2: Programa PSI aprovado a partir de 29.000.000.000.12. a depreciação acelerada equivale à aplicação: a) da taxa de depreciação usualmente admitida.1989 Depreciação contabilizada de um bem nas condições acima: R$ 20. b) de 50% da taxa de depreciação usualmente admitida. PDTI APROVADO ATÉ 03. novos.portaltributario.000. e de serviços técnicos especializados. Exemplo 1: Programa PSI aprovado até 28. vinculado ao Ministério da Indústria. de produção nacional.12. aparelhos e instrumentos. sem prejuízo da depreciação normal. Comércio e Turismo. a título de royalties. equipamentos. remetidos ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados no exterior. aprovados até 03 de junho de 1993. aparelhos e instrumentos novos. equipamentos. para os programas aprovados até 28 de dezembro de 1989.br . Nesses casos. Foi vedada a fruição deste beneficio (previsto nos artigos 320 e 494 do RIR/99) cumulativamente com o de que trata o art.

calculada pela aplicação da taxa de depreciação usualmente admitida.br .000. sem prejuízo da depreciação normal.portaltributario.12. novos. multiplicada por dois. 322 do RIR/99. industrial e agropecuário.000.000.com. sem prejuízo da depreciação normal. Exemplo 1: Programa BEFIEX aprovado até 28.00 Depreciação incentivada (2 x o valor da contabilizada) R$ 30. Exemplo: www.00 Depreciação incentivada (mesmo valor da contabilizada) R$ 15. destinados á utilização nas atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. a partir de 01.1989. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA OBRAS AUDIOVISUAIS Foi permitida a depreciação em 24 quotas mensais do custo de aquisição ou construção de máquinas e equipamentos adquiridos entre 12 de janeiro de 1992 e 31 de dezembro de 1993. equipamentos.12.196/2005. das máquinas. usufruir do benefício da depreciação acelerada de máquinas.1989. no caso de Programas Befiex aprovados até 28.000.01.1989 Depreciação contabilizada de um bem nas condições acima: R$ 15. produção. 321 do RIR/99 autoriza o benefício de depreciação acelerada. ou de laboratório de imagens ou de estúdios de som para obras audiovisuais conceituadas no art.00 Depreciação incentivada (50% do valor da depreciação contabilizada) R$ 10. Nota: os benefícios PDTI e PDTA foram revogados.000.00 Base: art.2006. pela Lei 11.401/92. utilizados pelos adquirentes para exibição. equipamentos. aparelhos e instrumentos.00 Exemplo 2: Programa BEFIEX aprovado a partir de 29.6 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © (PDTA) a legislação consolidada no art. novos. b) de 50% da taxa usualmente admitida. PROGRAMAS BEFIEX Foi permitido às empresas industriais titulares de Programas Befiex. de produção nacional. utilizados no processo de produção e em atividades de desenvolvimento tecnológico industrial. aprovados até 03 de junho de 1993.1989 Depreciação contabilizada de um bem nas condições acima: R$ 20. Exemplo: Depreciação contabilizada de um bem nas condições acima: R$ 15. 2 da Lei 8.00 Este incentivo fiscal foi regulamentado pelo Decreto 949/93.12.000. tratando-se de Programas Befiex aprovados a partir de 29. aparelhos e instrumentos.12. calculada pela aplicação: a) da taxa de depreciação usualmente admitida.

tais como a pasteurização e o acondicionamento do leite.br .000.7 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Custo de aquisição (corrigido) de equipamento adquirido em 09. exceto a terra nua.00 Total da Depreciação Contábil + Incentivada: R$ 25. que poderá ser excluído na apuração do Lucro Real (no ano): R$ 240.00 Valor da Depreciação Incentivada (mediante exclusão no LALUR) R$ 20. assim como o mel e o suco de laranja. para uso nessa atividade. resulte em 100% do custo de aquisição do bem.000. consumo ou industrialização. avicultura. Base: art. cunicultura. b) a pecuária. 323 do RIR/991 DEPRECIAÇÃO NA ATIVIDADE RURAL Os bens do Ativo Permanente Imobilizado. Isso significa excluir do lucro líquido. no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) (no ano de aquisição). sericicultura.00) = R$ 96.000.000. podem ser depreciados integralmente no próprio ano de aquisição.000.000.00 Valor do incentivo.000.00 dividido por 24 quotas = R$ 10.00 CONCEITO DE ATIVIDADE RURAL Considera-se atividade rural: a) a agricultura. valor que.00 vezes 12 quotas de janeiro a dezembro = R$ 120.000.00 x 10% = R$ 24.000.000. piscicultura e outras culturas animais. adquiridos por pessoa jurídica que explore a atividade rural.portaltributario. suinocultura.09. 58 e 314 do RIR/99 Depreciação Incentivada Rural e Contribuição Social sobre o Lucro www.00 menos: valor já contabilizado como depreciação no ano (R$ 24. feita pelo próprio agricultor ou criador.com.00 Valor da Depreciação Contábil no ano: R$ 5. acondicionados em embalagem de apresentação.000. somado à depreciação normal (registrada na escrituração contábil).1994: R$ 240. Exemplo: Depreciação de trator: Valor de Aquisição: R$ 25.000.00. c) a extração e a exploração vegetal e animal.00 Base: art. utilizando exclusivamente matéria-prima produzida na área rural explorada. sem que sejam alteradas a composição e as características do produto in natura. d) a exploração da apicultura. f) o cultivo de florestas que se destinem ao corte para comercialização. e) a transformação de produtos decorrentes da atividade rural. Valor contabilizado (no ano) como depreciação: R$ 240. com equipamentos e utensílios usualmente empregados nas atividades rurais.

o benefício fiscal da depreciação acelerada não pode ser usufruído cumulativamente com outros idênticos.000.000. a título de reversão da depreciação incentivada. no ano 2: R$ 5. Exemplo: Valor de Aquisição de um Trator. observando-se que: a) o total da depreciação acumulada. o valor da depreciação normal. em seguida.00 (mesmo valor contabilizado como custo ou despesa. não pode ultrapassar o custo de aquisição do bem. b) a partir do período de apuração em que for atingido o limite mencionado em “a” (valor total do custo de aquisição). utilizados nessa atividade poderão ser depreciados integralmente no próprio período de apuração da aquisição. poderá ser excluído do lucro líquido. a quota de depreciação do bem (calculada pela taxa correspondente ao prazo estimado de sua vida útil) e. no www.com. registrado na escrituração comercial. na contabilidade. exclui-se. podem ser adotados os mesmos critérios aplicáveis à depreciação acelerada incentivada para efeitos do Imposto de Renda.000. naquele ano).000. deverão ser adicionadas ao lucro líquido. no período de apuração em que o bem for adquirido. na determinação do Lucro Real e da base de cálculo da CSL. resulte em 100% do custo de aquisição. no ano 1.00 Depreciação de Trator. constituirá exclusão do lucro liquido e deve ser escriturada no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). Desta forma. somado ao da quota de depreciação normal. no ano 1: R$ 25. porém. 52 da IN SRF 93/97. FORMA DE APROVEITAMENTO DA DEPRECIAÇÃO ACELERADA INCENTIVADA A quota de depreciação acelerada. registra-se normalmente. exceto com a depreciação acelerada em função dos turnos de trabalho. os bens do Ativo Permanente Imobilizado. o valor que.00 Valor da Adição. para determinação da base de cálculo da CSL (a título de depreciação acelerada). Assim. correspondente ao beneficio. tanto no Lucro Real como na Base de Cálculo da CSL. exceto a terra nua.br . na apuração da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro (CSL) por empresas que explorem a atividade rural. registrada na escrituração contábil.8 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © De acordo com o art. Assim.portaltributario.00 Valor Contábil da Depreciação Acumulada no ano 1 da depreciação: R$ 5. no ano 2 de sua aquisição: R$ 5. deverá ser adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real. as importâncias registradas na escrituração contábil relativas às quotas de depreciação. REVERSÃO DA DEPRECIAÇÃO ACELERADA INCENTIVADA Nos períodos de apuração subsequentes.000. incluindo a normal e a acelerada. c) salvo autorização expressa em lei. como depreciação incentivada na atividade rural: R$ 20.00 Valor da Exclusão no Lucro Real e na Base de Cálculo da CSL.

lançada anualmente na contabilidade: R$ 5.00 = R$ 45. se for o caso).00. Exemplo: Em janeiro de 2000. o bem ainda não estará totalmente depreciado e sua depreciação continuará a ser registrada normalmente como custo ou despesa operacional. b) para fins contábeis. não haja mais saldo da depreciação acelerada na Parte “B” do Lalur. para efeitos fiscais.000. CONTROLE NA PARTE “B” DO LALUR As quotas de depreciação acelerada excluídas do liquido mediante ajuste lançado na Parte “A” do devem ser registradas em folha própria da Parte "B" do mesmo livro.12. c) a depreciação que for registrada na contabilidade após o bem estar integralmente depreciado para efeitos fiscais (letra “a”) deverá ser adicionada ao lucro líquido. na Parte “B” do livro.12. excluída do lucro líquido na Parte “A” do Lalur: R$ 50.1995. 3. conseqúentemente.1995. Este valor deverá ser registrado em folha própria da Parte B do Lalur. se adquirido até essa data). na Parte “A” do Lalur: R$ 5.00 (10% de R$ 50.000. a quota anual deverá ser ajustada proporcionalmente ao número de meses.br . o valor correspondente depreciação acelerada incentivada.9 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © LALUR.000. baixando-se idêntico valor da conta de controle.00).000.000. 2) depreciação acelerada incentivada. na Parte “A” do Lalur.00).com. um equipamento sujeito à taxa de depreciação normal de 10%.portaltributario. e segue o seguinte esquema: a) o bem estará integralmente depreciado.00 www. até que o bem esteja totalmente depreciado (contabilmente) e. Então os seguintes cálculos deverão ser procedidos: a) em 2000: 1) despesa de depreciação lançada na contabilidade: R$ 5.000.000. determinada empresa rural tributada com base no lucro real anual adquiriu.00 (10% de R$ 50.00 menos R$ 5.00.000. A quota anual de depreciação acelerada incentivada é determinada aplicando-se a taxa admitida pela legislação específica sobre o custo de aquisição do bem (corrigido monetariamente até 31. Este controle é obrigatório. Se a pessoa jurídica apurar lucro real referente a período inferior a 12 meses ou se houver acréscimo de bem (beneficiado pela depreciação acelerada incentivada) ao Ativo no curso do período-base. no entanto.1) despesa de depreciação. por R$ 50. 3) a partir do ano-calendário de 2001 e até 2010: 3.2) adição ao lucro líquido.000. a partir do momento em que a soma da depreciação acumulada normal (registrada na escrituração contábil) com a depreciação acelerada incentivada (excluída no Lalur) atingir 100% do custo de aquisição do bem (corrigido até 31.

500.1991 BEFIEX aprovado em 2.1994.06. por R$ (apuração anual) 500.08.000. que se refere à depreciação acelerada incentivada de bens do Ativo Imobilizado de empresas rurais.00 Equipamento R$ 50. com base nos seguintes dados: Valor contábil de aquisição do bem R$ 75.00 (valor corrigido) b) Calcule a reversão da depreciação incentivada.00) Máquina adquirida em 10.000.br . EXERCÍCIOS DO MÓDULO 1: a) Complete o quadro com o valor dos benefícios de exclusão do Lucro Real e/ou da base de cálculo da CSL: Especificação Valor Depreciação Contábil R$ Valor da Depreciação Incentivada – IRPJ Lucro Real Valor da Depreciação Incentivada na base de cálculo da CSL Atividade Rural (valor do 5.900.00 Valor contábil da depreciação do período R$ 7.000.00 07.1990 Equipamento adquirido 50.000.000.000.1989 PSI aprovado em 1.10 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Este valor será anualmente baixado na forma própria da Parte B do Lalur que controla o valor excluído pelo incentivo em 2.000 Nota Importante: Especificamente no caso aqui exemplificado. registrada na Parte B do LALUR R$ 25. o beneficio é restrito ao Imposto de Renda.00 Valor contábil da depreciação acumulada do bem R$ 50.00 05.portaltributario.00 Valor da depreciação incentivada.04.00 15.00 RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 1: a) Especificação Valor Depreciação Valor da Depreciação Incentivada – IRPJ Valor da Depreciação Incentivada na base de www. Nas demais modalidades de depreciação acelerada incentivada.000.com.000.09.00 em 11.05.1994 PDTI aprovado em 1.000.00 01.000. seriam cabíveis os ajustes exemplificados também para efeito de determinação da base de calculo da Contribuição Social sobre o Lucro.

00 7.000.500.00 (valor do equipamento R$ 50.08. Valor Contábil da Depreciação Acumulada 3. 10 da Lei 9.000.11 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Contábil R$ Lucro Real cálculo da CSL Atividade Rural 5. no entanto. Valor contábil de Aquisição do Bem 6. a pessoa jurídica deve apresentar e registrar formulário junto ao ECT ou enviar via internet constante no "site" do MTE (www.1989 PSI aprovado em 1. a título de incentivo fiscal.00 adquirido em (apuração anual) 11.1991 BEFIEX aprovado 2.00 82.000.000.1993 Equipamento 50. entre outros.1994 por R$ 500.00 01.000 não precisam renovar o formulário. mantendo o comprovante de postagem da agência ou o comprovante de adesão via internet.09.00 1.000.00 75. 2 da Portaria SIT 3/2002.portaltributario.000.000.900.00 Zero (não existe incentivo para a CSL) 200.06.000.00 (apuração Zero (não existe anual) incentivo para a CSL) 20.00 Zero (não existe incentivo para a CSL) 3.000.00) Máquina adquirida 10.000.00 em 15. Soma (1 + 2 + 3) 5. que a partir dessa renovação será válido por prazo indeterminado.000.05.00 MÓDULO 2: PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR (PAT) É permitido às pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real deduzir do Imposto de Renda devido. devidamente preenchido e instruído com os seguintes elementos: www.532/97 e art.00 (valor corrigido) b) Cálculo: 45.00 em 05. Valor contabilizado no período como depreciação 4. devem renovar o mesmo. o valor correspondente á aplicação da alíquota do imposto sobre a soma das despesas de custeio realizadas no período em Programas de Alimentação do Trabalhador (PAT).1994 PDTI aprovado em 1.5) 25.br .500.000. As empresas que firmarem o termo de adesão a partir de 2. aquelas que o fizeram antes. Base: Art.000.gov.com.000. Para cadastrar-se no PAT. Valor da Depreciação Incentivada Parte B LALUR 2. FORMA E PRAZO DE ADESÃO E VALIDADE DO PROGRAMA A adesão ao PAT consiste na apresentação do formulário oficial.mte.04.800.00 7.00 50.000. Estes documentos têm validade por prazo indeterminado.500.00 45.00 Zero (não existe incentivo para a CSL) 500. Valor da reversão (4 .00 Zero (não existe incentivo para a CSL) 2.00 07.br).

Os cardápios deverão oferecer. 3) modalidade de serviços de alimentação e percentuais correspondentes (próprio. conforme disposto no art. jantar e ceia) e pelo menos uma porção de frutas nas refeições menores (desjejum e lanche). 4 da Portaria Interministerial MTPS/MF/MS 5/1999 e § 1 e 2 do art. A documentação relacionada aos gastos com o Programa e aos incentivos dele decorrentes deve ser mantida à disposição da fiscalização. uma porção de frutas e uma porção de legumes ou verduras. 6) termo de responsabilidade e assinatura do responsável pela empresa. deverão assegurar qualidade e quantidade da alimentação fornecida aos trabalhadores. cabendo-lhes a responsabilidade de fiscalizar a qualidade e o teor nutritivo. O formulário é adquirido nas agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). pelo menos.gov. A inscrição também pode ser efetuada por meio eletrônico utilizando o formulário constante da página do Ministério do trabalho e Emprego na INTERNET (www.portaltributario. nas refeições principais (almoço. Base: Art. convênio e cesta de alimentos). As normas específicas do teor nutritivo da alimentação foram estabelecidas pela Portaria Interministerial 66/2006. A empresa deverá informar anualmente no Relatório Anual de Informações Sociais . GUARDA DOS DOCUMENTOS DO PAT A cópia do formulário e o respectivo comprovante oficial da postagem ou o comprovante de adesão via INTERNET deverá ser mantida nas dependências da empresa.com. parágrafo 1 da Portaria Interministerial MTPS/MF/MS 5/1999. matriz e filiais. de 14 de janeiro de 1991. As pessoas jurídicas participantes do PAT. á disposição da fiscalização federal.mte. art. FORMAS DE EXECUÇÃO DO PAT www. 2 da Portaria SIT 3/2002.12 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © 1) identificação da empresa beneficiária. fornecedor.br). Bases: parágrafo 2. 4) número de trabalhadores beneficiados por UF. 2. 2 da Portaria SIT 3/2002. mediante prestação de serviços próprios ou de terceiros. de modo a possibilitar seu exame e confronto com os registros contábeis e fiscais exigidos pela legislação pertinente.br . e art.RAIS sua participação no Programa. 5) número de trabalhadores beneficiados por faixas salariais. 2) número de refeições maiores e menores. 3º do Decreto nº 5. QUALIDADE E TEOR NUTRITIVO DA ALIMENTAÇÃO Os programas de alimentação do trabalhador deverão propiciar condições de avaliação do teor nutritivo da alimentação. O PAT fica automaticamente aprovado mediante a apresentação e registro do formulário na ECT.

desde que essas entidades sejam credenciadas pelo Programa e se obriguem a cumprir o disposto na legislação do PAT e na Portaria SIT 3/2002. magnéticos ou adequada) que permitam a aquisição de refeições ou estabelecimentos comerciais. EXTENSÃO DO PROGRAMA Empregados dispensados ou com contrato suspenso O beneficio do PAT pode ser estendido pela pessoa jurídica: trabalhadores documentos de outros oriundos de tecnologia de gêneros alimentícios em ser suficiente para atender às www. em seqüência ininterrupta. a pessoa jurídica beneficiária poderá: 1) manter serviço próprio de refeições. parágrafo único).com. d) nome. inclusive não preparados (cestas básicas) e 3) firmar convênios com entidades que forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva. 8. Bases: Decreto 2. e f) a expressão “válido somente para pagamento de refeições” ou “válido somente para aquisição de gêneros alimentícios". 10 da Portaria SIT 3/2002. art. deverão comprovar atendimento à regulamentação técnica da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. conforme o caso. deverão ser adotados mecanismos que assegurem proteção contra falsificação. Quando a pessoa jurídica beneficiária fornecer a seus legitimação (impressos.para esta finalidade. e) prazo de validade. 9.br . e art.Instituto Nacional de Metrologia. cartões eletrônicos. 27. para fins de determinação do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro (IN SRF 11/96. vinculada à empregadora. Na emissão dos documentos de legitimação. Normalização e Qualidade Industrial . As empresas produtoras de cestas de alimentos e similares. 2) distribuir alimentos. Nos documentos de legitimação deverão constar: a) razão ou denominação social da pessoa jurídica beneficiária. não inferior a 30 dias nem superior a 15 meses. distribuídas indistintamente a todos os empregados da pessoa jurídica. o valor do documento deverá exigências nutricionais do PAT. fornecedoras de componentes alimentícios devidamente embalados e registrados nos órgãos competentes. FORNECIMENTO DE CESTA BÁSICA Independentemente da existência de Programa de Alimentação do Trabalhador os gastos com a aquisição de cestas básicas.13 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Para a execução do PAT. b) numeração continua. são dedutíveis do lucro liquido.101/96. condição que deverá constar expressamente do texto do convênio entre as partes interessadas. endereço e CGC/CNPJ da prestadora do serviço de alimentação coletiva. para transporte individual. através de organismo designado pelo INMETRO .portaltributario. c) valor em moeda corrente no País.

limitada essa extensão ao período de cinco meses.14 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © a) aos trabalhadores por ela dispensados. 6 do Decreto 05/1991). 6 do Decreto 05/1991). desde que esteja garantido o atendimento da totalidade dos trabalhadores que percebam até 5 salários mínimos. e b) aos empregados que estejam com o contrato de trabalho suspenso para participação em curso ou programa de qualificação profissional. a empresa empreiteira pode estender o PAT aos empregados de subempreiteira que para ela trabalhem no mesmo canteiro de obras. porém.com. a pessoa jurídica pode deduzir do Imposto de Renda devido com base no lucro real o valor equivalente á aplicação da alíquota cabível do Imposto de Renda sobre a soma das despesas de custeio realizadas na execução do PAT. 2) a segunda vez. ter valor inferior àquele concedido aos de renda mais elevada. a dedução se dá “em dobro”: 1) uma vez.portaltributario. ressaltando-se que essa dedução não tem limites. CUSTEIO EM COMUM COM OUTRA EMPRESA A pessoa jurídica que custear em comum com outra pessoa jurídica as despesas para a execução do Programa de Alimentação do Trabalhador poderá beneficiar-se do incentivo fiscal. Bases: art. via contabilidade valor liquido dos gastos a título de despesa com o PAT. O benefício concedido aos trabalhadores que percebem até 5 salários mínimos não poderá. obedecidos os limites determinados. Portanto. (art. diminuída a participação dos empregados no custo das refeições. pela dedução direta do imposto. no período de transição para novo emprego. INEXISTÊNCIA DE REFLEXOS NA REMUNERAÇÃO DO TRABALHADOR É importante ressaltar que no PAT previamente aprovado pelo Ministério do Trabalho. sob qualquer pretexto. apurando-se o valor do incentivo pelo critério de rateio. www.br . a parcela paga in natura pela empresa não tem natureza salarial. não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nem se configura como rendimento tributável do trabalhador (art. não se incorpora á remuneração para quaisquer efeitos. INCLUSÃO DOS TRABALHADORES DE RENDA MAIS ELEVADA NO PROGRAMA — CONDIÇÃO Os trabalhadores de renda mais elevada podem ser incluídos no Programa de Alimentação do Trabalhador. limitada a extensão ao período de seis meses. Empregados de subempreiteira De acordo com o Parecer Normativo CST 08/82. FORMA DE APROVEITAMENTO DO INCENTIVO Observados os critérios expostos a seguir. 2 do Decreto 05/1991 e art. independentemente da duração da jornada de trabalho. 3 da Portaria SIT 3/2002.

ainda que calculado com base em balanços/balancetes de suspensão ou redução do imposto mensal. além da matéria-prima. Exemplo: Valor do IRPJ (sem adicional) devido: R$ 120. a dedução fica limitada a 4% do imposto devido (também sem a inclusão do adicional). as despesas constantes do Programa de Alimentação do Trabalhador (art. encargos decorrentes de salários.00 Limite de dedução do PAT: 4% de R$ 120. 2) apurado com base no lucro real anual ou trimestral.800.br . se for pleiteada em conjunto com o incentivo relativo a Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial/Agropecuário (PDTI/PDTA).00 Além disso. relativa ao incentivo ao PAT. com subtítulos por natureza de gastos. Exemplo: Conta: DESPESAS COM O PAT Subcontas: CUSTO DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS CUSTO DE FUNCIONÁRIOS DEPRECIAÇÃO DO REFEITÓRIO ÁGUA E ENERGIA DO REFEITÓRIO MANUTENÇÃO DO REFEITÓRIO.15 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © TRATAMENTO CONTÁBIL DOS GASTOS COM O PROGRAMA A pessoa jurídica deve destacar contabilmente.com.000. podendo ser considerados. a dedução direta no imposto.1998. 7 do Decreto 05/1991).000. LIMITES DE DEDUÇÃO DO IMPOSTO Desde 01. etc.00 = R$ 4. fica limitada a 4% (QUATRO POR CENTO).01. DEDUÇÃO DO IMPOSTO DEVIDO POR ESTIMATIVA OU COM BASE NO LUCRO REAL DEFINITIVO Observados os limites supracitados e os demais requisitos aqui mencionados. está limitada a 4% do imposto devido. asseio e os gastos de energia diretamente relacionados com o preparo e a distribuição das refeições. DESPESAS DE CUSTEIO ADMITIDAS NA BASE DE CÁLCULO DO INCENTIVO As despesas de custeio admitidas na base de cálculo do incentivo são aquelas que vierem a constituir o custeio direto e exclusivo do serviço de alimentação. mão-de-obra. como já mencionado. mas o eventual excesso pode ser utilizado para dedução nos dois anos-calendário www. PARCELA QUE EXCEDER O LIMITE —APROVEITAMENTO A dedução do incentivo ao PAT. do Imposto de Renda (sem a inclusão do adicional). o valor do incentivo ao PAT pode ser deduzido do valor do imposto: 1) devido mensalmente por estimativa.portaltributario.

CÁLCULO DO INCENTIVO O incentivo ao PAT. PARTICIPAÇÃO DO TRABALHADOR NO CUSTO DIRETO DA REFEIÇÃO A participação do trabalhador no PAT é limitada a 20% (vinte por cento) do custo direto da refeição. os seguintes dados: 1) IR por estimativa devido no mês: imposto normal: R$ 10.000.666. Exemplo: Vamos supor que uma pessoa jurídica optante pelo pagamento mensal do imposto por estimativa (portanto.99.67. 2) R$ 0. www. Exemplo: Valor do Custo Direto da Refeição: R$ 4. 3) número de refeições servidas no mês: 2. corresponderá ao menor dos seguintes valores: 1) aplicação da alíquota de 15% sobre a soma das despesas de custeio realizadas com o PAT. 4 da Portaria SIT 3/2002.00. o custo máximo por refeição é de R$ 1. Base: artigo 2. observados os limites legais.2985 (15% de R$ 1. encontra-se o limite dedutível por refeição (R$ 0. 2) despesas realizadas no mês com o PAT.16 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © subsequentes com observância dos limites admitidos. Bases: parágrafo 2o do artigo 585 do Regulamento IR/99 e art. parágrafo 2 da IN SRF 267/2002.00.00 Limite de participação do trabalhador: 20% x R$ 4. Para efeito de pagamento mensal do imposto por estimativa.80 por refeição LIMITE DE CUSTO DE REFEIÇÃO DEDUTÍVEL DO IMPOSTO DE RENDA Para efeito de utilização do incentivo fiscal a Programas de Alimentação do Trabalhador (PAT).2985).99). descontável diretamente do IRPJ.br .000. Aplicando-se sobre a base do incentivo (R$ 1. já deduzida a participação cobrada dos empregados: R$ 5. a parcela do incentivo excedente em cada mês pode ser utilizada nos meses subsequentes. no mês de março.00 = R$ 0.com.portaltributario.99) a alíquota do Imposto de Renda (15%). multiplicado pelo número de refeições fornecidas no período. adicional (10%) do imposto: R$ 4. sujeita ao lucro real anual) apresentasse.500. do mesmo ano-calendário.

prevalecerá o menor valor (R$ 746.000.00 = R$ 750.25) poderá ser utilizado nos meses subsequentes do mesmo ano-calendário.R$ 400.975.00 x 15% = R$ 746. cujo formulário foi apresentado em: 1) 15.500 refeições = R$ 4.com. indistintamente a todos os funcionários.00 (IRPJ) x 4% = R$ 400. III . EXERCÍCIOS DO MÓDULO 2: a) Qual o período de validade do PAT.00).2001 b) A responsabilidade pela fiscalização permanente das condições protéicos-calóricas das refeições é: ( ( ( ( ) do Ministério do Trabalho ) do Ministério da Previdência e Assistência Social ) do Ministério da Fazenda ) do próprio contribuinte c) Indique quais os mecanismos de execução admissíveis para o PAT: 1) 2) 3) 4) manter serviço próprio de refeições pagar. observados os limites legais. poderá ser considerado dedutível no Lucro Real e na Contribuição Social sobre o Lucro. um benefício/refeição distribuir alimentos. inclusive não preparados (cestas básicas) firmar convênio com entidades fornecedoras de alimentação coletiva d) O fornecimento de cestas básicas. Portanto.04.Limite da dedução do PAT no mês: R$ 10.975.00 II — Parcela dedutível a título de PAT: R$ 4.br .000. como este exemplo toma por base uma empresa que esteja pagando o IR mensal por estimativa.25 . em dinheiro.17 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Diante desses dados.00 = R$ 346.25 Note-se que. nas seguintes condições: www.Excesso a ser utilizado nos meses subsequentes R$ 746.Determinação da base de cálculo mensal do incentivo ao PAT: R$ 1.portaltributario.99 x 2. teremos: I .2001 2) 18.25).25 Observe-se que esse é o um valor menor do que os 15 0/o sobre a soma das despesas de custeio (15% de R$ 5.03. o excesso apurado (R$ 346.00 IV .

2) aos trabalhadores terceirizados. do PAT com os seguintes dados: Valor do Custo Direto (já descontado a participação dos trabalhadores) R$ 25. descontável do IRPJ. i) Calcule o excesso do incentivo do PAT.12.00 RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 2: a) 1) 01.99 por refeição 15% de R$ 2.2001 a 31. que para ela trabalhem no mesmo canteiro de obras.49 por refeição g) A participação máxima do trabalhador no custo da refeição é de: 1) 20% do custo direto da refeição 2) 20% de R$ 2. no período de transição para novo emprego.2001 b) do próprio contribuinte c) 1. limitada essa extensão ao período de 5 meses.500.12.2001 a 31. 3 e 4 d) 2 e) 1.000.400 IRPJ Devido (sem o adicional) R$ 104.01.br .portaltributario. 3 e 4 www. a ser aproveitado em até dois anos-calendário subsequentes com observância dos limites admitidos: Valor do Custo Direto (já descontado a participação dos trabalhadores) R$ 50.900.090. 3) aos empregados que estejam com o contrato de trabalho suspenso para participação em curso ou programa de qualificação profissional.18 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © 1) desde que a empresa tenha o PAT 2) não há restrição e) Quais os trabalhadores cujos benefícios do PAT podem ser estendidos? 1) aos trabalhadores dispensados.00 Número de refeições servidas: 10.00 Número de refeições servidas: 26.49 3) 20% do salário mínimo h) Calcule o valor do incentivo. 4) Aos trabalhadores da subempreiteira. f) Quais os limites de dedução do PAT: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 4% do Imposto de Renda Devido + Adicional 4% do Imposto de Renda Devido 15% dos Gastos Líquidos efetuados com o PAT 15% do Gasto Total efetuado com o PAT 15% de R$ 1.com.04. limitada a extensão ao período de 6 meses.2001 e 2) 18.

065/95. aparelhos e instrumentos novos. e Lei 7.433/88.00 º Limite 2) 15% x Valor do Custo = 1 R$ 3.433. poderão ser concedidos os seguintes benefícios. 95. 8.2985 R$ 7.86 Nota: há ainda de se observar o limite de 4% do valor do IRPJ Devido (sem o adicional) i) Cálculos: 1) Valor do Custo Líquido Direto do PAT 2) 15% x Valor do Custo = 1º Limite 3) Número de Refeições Servidas 4) Valor máximo do incentivo por refeição 5) Número de Refeições x Valor máximo por refeição (3 x 4) = 2º Limite 6) Valor a prevalecer (o menor entre o 1º e o 2º Limite) 7) IRPJ Devido (sem o adicional) x 4% Limite Incentivo = R$ 104. art. equipamentos. aparelhos e instrumentos. de produção nacional.br .00 26.00 MÓDULO 3: PROGRAMAS ESPECIAIS DE EXPORTAÇÃO – BEFIEX Às empresas industriais titulares de Programas Especiais de Exportação aprovados até 3 de junho de 1993.880. não estando submetida ao limite de compensação de 30% (Lei 8. incisos III e V.portaltributario. art. www. 3 e 5 g) 1 h) Cálculos: 1) Valor do Custo Líquido Direto do PAT R$ 25.00 R$ 7.011. art.2985 4) Número de Refeições x Valor máximo por refeição (3 x R$ 3.661/93.160.400 refeições R$ 1.7) R$ 50.99 x 15% = R$ 0. das máquinas.40 R$ 7.com. sem prejuízo da depreciação normal.635.99 x 15% = R$ 0.00 R$ 3. nas condições fixadas em regulamento (Decreto-lei 2. inciso V. art. 1).825. art.000 x 4% 8) Excesso a ser utilizado posteriormente (6 . de 1988.86 º Limite 4) = 2 6) Valor a prevalecer (o menor entre o 1º e o 2º Limite) R$ 3.19 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © f) 2 .00 3) Número de Refeições Servidas 10. pela Comissão para Concessão de Benefícios Fiscais a Programas Especiais de Exportação – Comissão BEFIEX.00 R$ 4. utilizados no processo de produção e em atividades de desenvolvimento tecnológico industrial. de produção nacional.500. A depreciação acelerada de que trata o inciso II será calculada mediante a aplicação de 50% (cinqüenta por cento) da taxa de depreciação usualmente admitida. equipamentos.900. e Lei 9.981/95.090 refeições 4) Valor máximo do incentivo por refeição R$ 1. 1.011. art. novos.635. 8): I – compensação de prejuízo fiscal verificado em um período de apuração com o lucro real determinado nos 6 (seis) anos-calendário subseqüentes independentemente da distribuição dos lucros ou dividendos a seus sócios ou acionistas. e Lei 8. ou em atividades de desenvolvimento tecnológico industrial (Decreto-Lei 2.988/89.475. 8. inciso IV). II – depreciação acelerada das máquinas. utilizados no processo de produção.

000.000. com os ajustes previstos na legislação do Imposto de Renda.1987 tem isenção do imposto de renda até o limite do lucro da atividade calculado com base no lucro da exploração. Exemplo: Depreciação normal = 10% ao ano Depreciação incentivada = 5% ao ano Assim. e corresponderá a parcela isenta do IRPJ.00 www. a parcela incentivada. Exemplo: 1. a parcela incentivada.000. durante a vigência do mesmo programa.1987 .000.00.20 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Exemplo: Depreciação normal = 10% ao ano Depreciação incentivada = 5% ao ano BEFIEX APROVADO ATÉ 31.00). BEFIEX APROVADO A PARTIR DE 29.000.1989 tiveram a taxa de depreciação acelerada reduzida para 50% da taxa normal.000.12. se a contabilização da depreciação foi de R$ 5. corresponderá a metade do montante contabilizado (R$ 4. EXERCÍCIOS DO MÓDULO 3 a) Calcule a depreciação incentivada para os seguintes programas Befiex: R$ 1. Lucro de Outras Atividades (1 . Lucro da Exploração (BEFIEX aprovado até 31. excluída do lucro real.00 R$ 300. taxa igual à normal. Lucro Total 2.00).12.1987) 3.12. corresponderá ao mesmo montante (R$ 5.12. se a contabilização da depreciação foi de R$ 8.000.00.com. O Lucro da Exploração é calculado com base na receita.12.portaltributario.LUCRO DA EXPLORAÇÃO As empresas que tiveram projeto BEFIEX aprovado até 31.1989 utilizavam como taxa de depreciação acelerada. Exemplo: Depreciação normal = 10% ao ano Depreciação incentivada = 10% ao ano Assim. excluída do lucro real.br .12.00 R$ 700. custos e despesas da atividade.12.1989 Os projetos aprovados a partir de 29.2) BEFIEX APROVADO ATÉ 28.1989 Os projetos aprovados até 28.000.

MÓDULO 4: INCENTIVOS ÀS ATIVIDADES CULTURAIS OU ARTÍSTICAS Cabe fruição do incentivo fiscal de dedução do Imposto de Renda devido por pessoas jurídicas. PROJETOS CULTURAIS INCENTIVADOS As doações e os patrocínios em favor de projetos culturais somente poderão ser objeto do incentivo fiscal se o projeto houver sido aprovado pelo Ministério da Cultura (MinC).313/91.2000 (6 anos calendários após o prejuízo). 18 ou 25 da Lei 8.09.1989 10.00 15.313/91.00 04.portaltributario.00 10.1994. Qual o prazo limite para compensação deste prejuízo.00 Sem incentivo * * Os incentivos da depreciação correspondem somente aos programas aprovados até 06.12. destinados ou circunscritos a circuitos www.06.09. Base: Lei 8. tributadas com base no lucro real.06. regulamentada pelo Decreto 5.1993.00 20. produtos.874/99).000.000.1989 04.21 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Programa aprovado em: 05.06. relativo ao segmento objeto do projeto cultural.05.000. Teve prejuízo fiscal em 31. o dispositivo legal (art.06.br . que efetuarem doações ou patrocínios em favor de projetos culturais. valor máximo autorizado para captação.1992 04. a instituição beneficiária de doação ou patrocínio.00 Valor Depreciação Incentivada R$ b) Uma empresa teve o programa BEFIEX aprovado em 10. 1 da Lei 9.000. utilização e circulação públicas dos bens culturais deles resultantes. A aprovação do projeto.000. sem limite de 30%? RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 3: a) Programa aprovado em: Valor Depreciação Normal Valor Depreciação R$ Incentivada R$ 05. com a redação dada pelo art. vedada a concessão de incentivo a obras.761/2006.com.1992 20.12.000.1993 Valor Depreciação Normal R$ 10.00 10.1992. b) 31. deverá conter: a) b) c) d) e) o título.06. eventos ou outros decorrentes. que é publicada no Diário Oficial da União. Vedação a Projetos destinados a circuitos privados ou a coleções particulares O incentivo somente será concedido a projetos culturais que visem a exibição.000.1993 15.00 04.000. o prazo de validade da autorização.

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privados ou a coleções particulares. Restrição a doações ou patrocínios a pessoa vinculada Para fins do incentivo, a doação ou o patrocínio não poderão ser efetuados a pessoa ou instituição vinculada ao agente. Consideram-se vinculados ao doador ou ao patrocinador: a) a pessoa jurídica da qual o doador ou patrocinador seja titular, administrador, gerente, acionista ou sócio, na data da operação, ou nos doze meses anteriores; b) o cônjuge, os parentes até o terceiro grau, inclusive os afins, e os dependentes do doador ou patrocinador ou dos titulares, administradores, acionistas ou sócios de pessoa jurídica vinculada ao doador ou patrocinador. c) outra pessoa jurídica da qual o doador ou patrocinador seja sócio. Não se consideram vinculadas as instituições culturais sem fins lucrativos, criadas pelo doador ou patrocinador, desde que devidamente constituídas e em funcionamento, na forma da legislação em vigor. INTERMEDIAÇÃO - INAPLICABILIDADE Nenhuma aplicação de recursos poderá ser feita com a utilização de qualquer tipo de intermediação. No entanto, a contratação de serviços necessários à elaboração de projetos para obtenção de doação, patrocínio ou investimento, bem como a captação de recursos ou a sua execução por pessoa jurídica de natureza cultural, não configura intermediação. CONCEITO DE DOAÇÕES E DE PATROCÍNIOS Considera-se doação: A transferência gratuita, em caráter definitivo, à pessoa física ou à pessoa jurídica de natureza cultural, sem fins lucrativos, de numerário, bens ou serviços para realização de projetos culturais, vedado o uso de publicidade paga para a divulgação desse ato, observando-se que se equiparam a doações: 1) as despesas efetuadas por pessoas físicas ou jurídicas com o objetivo de conservar, preservar ou restaurar bens de sua propriedade ou sob sua posse legítima, tombados pelo Governo Federal, desde que atendidos os requisitos correspondentes. 2) a distribuição gratuita de ingressos para eventos de caráter artístico-cultural efetuada por pessoas jurídicas a seus empregados e dependentes legais. Considera-se patrocínio: 1) a transferência gratuita, em caráter definitivo, à pessoa física ou jurídica de natureza cultural com ou sem fins lucrativos, de numerário para a realização de projetos culturais, com finalidade promocional e institucional de publicidade;

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2) a cobertura de gastos ou a utilização de bens móveis ou imóveis, do patrimônio do patrocinador, sem a transferência de domínio, para a realização de projetos culturais por pessoa física ou jurídica de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos. Nota: Constitui infração o recebimento, pelo patrocinador, de qualquer vantagem financeira ou material em decorrência do patrocínio que efetuar. DISPÊNDIOS QUE PODEM SER OBJETO DO INCENTIVO FISCAL Podem ser objeto do incentivo fiscal: a) os recursos financeiros correspondentes a doações ou patrocínios depositados em conta corrente mantida especialmente para este fim e de movimentação exclusiva do responsável pelo projeto cultural, em estabelecimento bancário de sua livre escolha; b) as doações ou os patrocínios realizados sob a forma de prestação de serviços ou de fornecimento de material de consumo, previstos como itens de despesa nos respectivos projetos culturais, observados os preços praticados no mercado; c) o valor de bens móveis ou imóveis doados, observadas as normas mencionadas adiante; d) as despesas realizadas pelo proprietário ou titular da posse legítima de bens tombados pelo Governo Federal, objetivando sua conservação, preservação ou restauração, desde que observados os seguinte requisitos: 1) preliminar definição, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHANI), das normas e dos critérios técnicos que deverão reger os projetos e os orçamentos; 2) aprovação prévia, pelo IPHAN, dos projetos e dos respectivos orçamentos de execução de obras; 3) posterior certificação, pelo IPHAN, das despesas efetivamente realizadas e da circunstância de terem sido as obras executadas de acordo com os projetos aprovados; e) o custo de cessão de uso de bens móveis ou imóveis de propriedade do patrocinador, cedidos ao responsável pela execução do projeto cultural, observado que: 1) o custo de cessão de uso de bens móveis ou imóveis será calculado com base no preço de mercado que o proprietário deixar de receber durante o período de cessão do bem; 2) havendo dúvida quanto ao valor declarado, a Secretaria de Apoio á Cultura e a Secretaria da Receita Federal (SRF) poderão solicitar ao doador ou patrocinador laudo técnico de avaliação, assinado por três peritos; f) as doações em espécie ao Fundo Nacional da Cultura (FNC), desde que comprovadas por meio de recibo de depósito bancário e de declaração de recebimento firmada pelo donatário; g) as despesas realizadas por pessoas jurídicas na aquisição de ingressos para eventos de caráter cultural ou artístico, para doação a seus empregados e dependentes legais, devidamente representados pelas respectivas organizações de trabalhadores na empresa, desde que sejam objeto de acordo firmado entre as partes e aprovado pelo Ministério da Cultura.

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Bases: art. 91 e 477 do RIR/99. VALOR DOS BENS DOADOS Com referência ao valor dos bens doados, observar que, no caso de doações efetuadas por pessoa jurídica, o valor dos bens móveis ou imóveis doados será: 1) tratando-se de bem integrante do Ativo Permanente, o valor contábil do bem, constante da escrituração comercial do doador - ou seja, o custo de aquisição (corrigido monetariamente até 31.12.1995, se o bem houver sido adquirido até essa data) deduzido da respectiva depreciação, amortização ou exaustão acumulada; 2) tratando-se de bem não integrante do Ativo Permanente, o custo de sua aquisição ou produção. Bases: §§ 22, 32 e 52 do art. 32 da Instrução Normativa Conjunta SE-MC/SRF 1/95. COMPROVAÇÃO DAS DOAÇÕES OU DOS PATROCÍNIOS A pessoa física ou jurídica responsável pelo projeto cultural aprovado deverá emitir comprovantes, sob a forma e modelo definidos pela Secretaria de Apoio á Cultura (SAC), em favor do doador ou do patrocinador, devidamente firmados em três vias, que terão a seguinte destinação: a) a primeira via deverá ser entregue ao doador ou patrocinador para efeito do benefício fiscal; b) a segunda via deverá ser encaminhada á SAC, no prazo de 5 dias após a efetivação da operação; c) a terceira via deverá ficar em poder do responsável pelo projeto cultural por um prazo não inferior a 5 anos, para fins de fiscalização. O comprovante deverá conter: • nome do projeto; • data da publicação de sua aprovação no Diário Oficial da União; • nome da pessoa física ou jurídica responsável pelo projeto, número de sua inscrição no CPF ou CNPJ e endereço completo; • tipo de operação (doação ou patrocínio); • valor da operação em reais, correspondente ao período da doação ou do patrocínio; • data da operação, no caso de contribuição em bens e serviços; • data do depósito bancário, nome do banco e número da conta bancária do responsável pelo projeto, no caso de contribuição em espécie; • nome do doador ou patrocinador, número de sua inscrição no CNPJ ou no CPF e endereço completo; • assinatura do responsável pelo projeto ou, quando se tratar de pessoa jurídica, de seu representante legal, com indicação de nome, cargo e CPF. Base: art. 92 da Instrução Normativa Conjunta SE-MC/SRF 1/95. APROVEITAMENTO DO INCENTIVO FISCAL LIMITE DE DEDUÇÃO
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TRATAMENTO DOS GASTOS NA DETERMINAÇÃO DO LUCRO REAL Para efeito de determinação do lucro real. 10 da Lei 9. tomando-se por base as doações e os patrocínios realizados no anocalendário. não for aproveitado no ano-calendário da realização das doações e dos patrocínios não poderá ser deduzido do imposto devido em ano-calendário subsequente. observado o limite indicado anteriormente. Nota: No caso de doações e patrocínios realizados. em favor de projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura. dele excluído o eventual valor do imposto incidente sobre a parcela do lucro real correspondente a lucros. conforme o caso: a) as doações e os patrocínios realizados em favor de projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura com base no art. No caso de empresa optante pelo pagamento do Imposto de Renda calculado mensalmente por estimativa e. as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real podem deduzir diretamente do Imposto de Renda devido importância correspondente a até: 40% do valor das doações e 30% do valor dos patrocínios realizados no período de apuração do imposto. consequentemente.portaltributario.313/91 podem ser integralmente deduzidos como despesa operacional.com. 25 da Lei 8. do imposto devido sobre o lucro real anual poderá ser deduzido o incentivo. PESSOA JURÍDICA DOADORA OU PATROCINADORA O art.532/97 dispõe que: “do imposto apurado com base no lucro arbitrado ou no lucro presumido não será permitida qualquer dedução a título de incentivo fiscal”. sem prejuízo da dedução do incentivo fiscal (observadas as regras antes mencionadas). o que significa que somente as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real podem usufruir do incentivo fiscal de que trata este texto. Assim. até o limite de 4% do imposto anual. observado o limite legal. a preços de mercado. rendimentos e ganhos de capital. os valores correspondentes a doações e patrocínios culturais realizados terão um dos seguintes tratamentos. em decorrência da limitação. pela apuração anual do lucro real: a) a parcela excedente ao limite de 4% do imposto normal devido no mês em que forem efetuadas as doações ou os patrocínios poderá ser deduzida nos meses subsequentes do mesmo ano-calendário até dezembro. b) observadas as regras mencionadas.25 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © A dedução do incentivo referente a doações e patrocínios culturais é limitada a 4% (quatro por cento) do imposto normal devido (sem a inclusão do adicional do imposto).br . sob a forma de www. Observe-se que o valor do incentivo que.

.. o que significa que deverá ser adicionado ao lucro líquido. que é o imposto normal devido)... respeitados os limites legais. discriminadas na respectiva prestação de contas...00 (a título de doações) e de R$ 3. 12 da Lei 9.00 Se considerássemos que essa empresa tivesse realizado no mês dispêndios em favor de projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura.. Base: art.00 (patrocínios)... que é a diferença entre o total da parcela incentivada (R$ 2.com..500.00) . R$ 2.100.00 • (+) Adicional do IR R$ 20. no valor de R$ 800..07.br .00.000.26 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © prestação de serviços ou de fornecimento de material de consumo para projetos culturais.900.313/91 (com a redação dada pelo art. DOAÇÃO EM ESPÉCIE Somente serão consideradas para fins de comprovação do incentivo em espécie..000..serão efetuados a preços de mercado..00 Neste caso: a) o limite de dedução do incentivo no mês seria de R$ 2..900. 25 da Instrução Normativa SRF 267/2002. para fins de dedução do imposto de renda devido..874/99)...500.00 • (=) Total do IR devido no mês R$ 72..000.. www.portaltributario. o cômputo como despesa operacional limitar-se-á ao custo contábil do bem ou serviço.00) e o limite deduzido em julho (R$ 2.... nos valores de R$ 5..00 (4% de R$ 52.500. R$ 2.000.2006): • imposto normal R$ 52.00) R$ 900... b) o valor total das doações e dos patrocínios realizados em favor de projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura com base no art. até dezembro/2006 (observado o limite de 4% do imposto normal devido).. com observância de todas as normas explanadas neste texto..100.000..00. DOAÇÕES EM FORMA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS OU FORNECIMENTO DE MATERIAL DE CONSUMO As doações ou patrocínios realizados na forma de prestação de serviços ou de fornecimento de material de consumo: I . é indedutível como despesa operacional..00).00 • (+) patrocínios (30% de R$ 3.. as contribuições que tenham sido depositadas em conta bancária específica em nome do beneficiário.....00 • (=) Total . 18 da Lei 8. e b) restaria um excedente dedutível nos meses seguintes. para fins de determinação do lucro real. Exemplo de dedução do incentivo no IR mensal por estimativa: Empresa optante pelo pagamento do Imposto de Renda mensal do imposto por estimativa apresente os seguintes dados correspondentes ao mês de junho/2006 (imposto a ser pago até 31..... a parcela incentivada dos gastos seria assim determinada: • doações (40% de R$ 5...000.

III . d) relação de bens móveis e imóveis adquiridos. com os seguintes elementos: a) relatório técnico sobre a execução do projeto e avaliação dos resultados. c) relação de pagamentos de qualquer espécie. as informações supra-mencionadas. EXERCÍCIOS DO MÓDULO 4: a) Calcular o incentivo fiscal para projetos culturais: Origem: Doações Patrocínios Valor aplicado R$ 50. prestadas pelos beneficiários.00 R$ 40. f) comprovante do recolhimento. PELOS DOADORES OU PATROCINADORES Os incentivadores confirmarão perante a SAC. OBRIGAÇÕES A SEREM CUMPRIDAS PELOS RESPONSÁVEIS POR PROJETOS CULTURAIS As pessoas físicas ou jurídicas responsáveis pelos projetos culturais deverão encaminhar.br . ao Fundo Nacional da Cultura (FNC).não integrarão a receita bruta ou faturamento do doador ou patrocinador na determinação da base de cálculo do IRPJ. b) demonstrativo da execução da receita e de despesa. 20. produzidos ou construídos. parágrafo 6 da Instrução Normativa SRF 267/2002.000. a despesa e a receita do projeto. a respectiva prestação de contas à SAC.00 Incentivo R$ b) As seguintes empresas poderão deduzir do IRPJ a pagar o incentivo de projetos culturais: ( ) As tributadas pelo Lucro Presumido. no prazo de 30 dias após a execução final do projeto. de eventual saldo não utilizado na execução do projeto. nos quais registre.000. Real ou Arbitrado ( ) As tributadas pelo Simples Federal www. evidenciando todos os aportes. de forma destacada. e) conciliação bancária. MANUTENÇÃO DE CONTROLES PRÓPRIOS PELO RESPONSÁVEL POR EXECUÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS A pessoa física ou jurídica responsável pela execução de projetos culturais deverá possuir controles próprios. inclusive sob a forma de bens e serviços. Base: art. em modelo definido por esta. limitados ao custo contábil do bem ou serviço. que constará de informações sob forma e modelos a serem por esta definidos.com.portaltributario.27 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © II .computar-se-ão como despesa operacional. bem como manter em seu poder todos os comprovantes e documentos a ele relativos. pelo prazo de cinco anos contados a partir da data do recebimento de doações ou patrocínios. os rendimentos auferidos da aplicação dos recursos no mercado financeiro e possível saldo. com indicação das formas de incentivo fiscal utilizadas.

000. c) O limite será de R$ 50.00 RESPOSTAS DO MÓDULO 4: a) Origem: Doações Patrocínios b) Somente as tributadas pelo Lucro Real.329/2006. aprovado pelo MinC com base no art. 50 da MP 2228-1/2001. brasileiros de produção independente. distribuição e infra-estrutura técnica apresentados por empresa brasileira.de produção de obras cinematográficas e videofonográficas brasileiras de longa. 1º da Lei nº 8.específicos da área audiovisual.000.br . 18 da Lei 8383/91.000. cinematográfica de exibição.000.228-1.00 30% = R$ 12. nos termos do § 6º do art. as pessoas jurídicas terão incentivos na área do Imposto de Renda caso efetuarem investimentos em: I .000.000. 39 da Medida Provisória nº 2. d) R$ 1.000.00 (a parcela de R$ 20. animações e de programas de televisão de caráter educativo e cultural.de produção independente de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras de que trata o caput do art. II . ficcionais. desde que produzidos com os recursos de que trata o inciso X desse mesmo artigo 39. minisséries.000. de 1993.00 Incentivo R$ 40% = R$ 20.00 do IRPJ á alíquota normal Mais R$ 20.685.000.00 do IRPJ á alíquota adicional d) Uma empresa doou R$ 5. de 1993. este com base no art.00 ( ) 1. inclusive. média e curta metragens de produção independente.00 Valor aplicado R$ 50. No Livro de Apuração do Lucro Real.000. As deduções previstas no art.00 para um projeto cultural.00 R$ 40. documentais.00 para outro projeto.000. devendo os projetos a serem beneficiados por estes incentivos ser previamente aprovados pela ANCINE – art. www. de telefilmes.685/1993. previstos no § 5º da art.00 ( ) 5.000.00 MÓDULO 5: INCENTIVOS À ATIVIDADE AUDIOVISUAL Até o ano calendário de 2006. III .com.000.000. 1º da Lei nº 8.000. de co-produção de obras cinematográficas e videofonográficas brasileiras de produção independente. 25 da Lei 8383/91 e R$ 1.00 x 4% = R$ 2. de 2001. 1º da Lei 8. também aprovado pelo MinC.portaltributario. deverá adicionar o valor de R$: ( ) 6.28 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © ( ) Somente as tributadas pelo Lucro Real c) Calcule o limite para gozo do incentivo fiscal de uma empresa que tenha: R$ 50. ficam prorrogadas até o exercício de 2010 inclusive. alterada pela Lei 11.685.00 do IRPJ adicional não terá qualquer incentivo).

CERTIFICADOS DE INVESTIMENTO EM OBRAS AUDIOVISUAIS Os Certificados de Investimento. e sim em conta patrimonial. g) número total de quotas beneficiárias de incentivos fiscais e respectivo percentual de participação nos direitos de comercialização. www. §§ 2° e 3°. que poderão ser nominativos ou escriturais.Decreto 974/93”. • efetuados mediante aquisição de quotas representativas dos direitos de comercialização das respectivas obras audiovisuais.08. Observação: Os investimentos nos projetos de que trata o item III anterior não poderão ser excluídos do lucro líquido para fins de determinação do lucro real. d) número de aprovação do projeto no Ministério da Cultura. j) especificação dos direitos assegurados no empreendimento. A dedução é restrita a investimentos: • em projetos aprovados previamente pelo Ministério da Cultura (MinC).685/93. m) prazo para conclusão do projeto.1996) do imposto devido (Lei 8. parágrafo 3 da IN SRF 267/2002. deverão conter: a) a denominação “Certificado de Investimento .br . o) assinatura autorizada do responsável pela empresa emissora.com. n) local e data de emissão do Certificado. e) denominação do projeto aprovado pelo Ministério da Cultura. f) número do registro de emissão e distribuição na CVM. em seu valor integral.portaltributario. caracterizadas por Certificados de Investimento emitidos de acordo com as normas baixadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).29 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Os investimentos decorrentes de aplicações de que tratam os itens I e II anteriores. 1°. relativo aos dispêndios tratados nos itens I e II anteriores. mediante exclusão. 28. identificando a natureza pública do registro. 1°). ainda é possível a redução do Imposto de Renda. Lei 9. conforme analisado mais adiante. se houver. art. REDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA Além do incentivo de exclusão do lucro líquido. conforme art. c) qualificação da empresa emissora. embora não contabilizados em despesas. l) garantias. com os números de inscrição no CNPJ e da inscrição estadual. poderão ser deduzidos em até 3% (três por cento) (era de 1% até 15. podem reduzir o lucro real do período-base em que for efetuado o investimento. i) identificação do investidor. b) número de ordem do Certificado. art.323/96. h) número de quotas representadas em cada Certificado de Investimento. Os valores aplicados nos investimentos.

Bases: § 11 do art. 2 da Instrução Normativa SRF 56/94.30 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © APROVEITAMENTO DO INCENTIVO Pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real trimestral As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real apurado trimestralmente só podem deduzir o incentivo do valor do imposto devido no trimestre em que os investimentos forem efetuados.portaltributario. Bases: art. observado o limite legal. LIMITE DE DEDUÇÃO A dedução do incentivo relativo a investimentos em atividades audiovisuais é limitada a 3% do imposto normal devido (sem a inclusão do adicional do imposto). dele excluído o eventual valor do imposto incidente sobre a parcela do lucro real correspondente a lucros. dele excluído o eventual valor do imposto incidente sobre a parcela do lucro real correspondente a lucros. o limite de 3% do imposto normal devido (sem a inclusão do adicional do imposto). 486 do 818/99 e § 39 do art. as pessoas jurídicas optantes pelo pagamento mensal do imposto por estimativa e. Além disso. até dezembro do mesmo ano. Exemplo: Contribuinte optante pelo pagamento do Imposto de Renda mensal por estimativa apresente os seguintes dados correspondentes ao mês de março/2001: www. consequentemente. observado. 2) do imposto calculado com base no lucro real anual será deduzido o valor dos investimentos feitos durante o ano-calendário e a eventual parcela excedente não poderá ser deduzida do imposto devido em períodos posteriores. rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. a diferença deverá ser paga no prazo fixado para o pagamento do saldo do imposto apurado no ano. 394 e art.com. Observações: 1) a parcela do investimento que exceder ao limite mensal de dedução poderá ser deduzida do imposto devido nos meses subsequentes. 486 e 543 do RIR/99. a dedução desse incentivo em conjunto com a dedução do incentivo relativo a Operações de Caráter Cultural e Artístico não poderá exceder a 4% do imposto normal devido (respeitado o limite específico de 3% para o incentivo referente a investimentos em atividades audiovisuais). 1 da Instrução Normativa SRF 62/95. e 3) se o valor do incentivo deduzido do imposto mensal estimado for superior ao calculado com base no imposto devido sobre o lucro real anual. rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. pela apuração do lucro real anual podem deduzir o incentivo do imposto devido no mês em que os investimentos forem feitos.br . Pessoas jurídicas optantes pela estimativa mensal Respeitado o limite. com a redação dada pelo art. ainda.

atendendo as demais normas legais: a) o limite de dedução do incentivo no mês seria de R$ 1. 372 do RIR/99. do valor total aplicado Sem prejuízo da dedução do incentivo diretamente do imposto devido.000.500.00 Ganhos auferidos.00.00 15.000. Lucro Líquido do Exercício 2.31 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © • Imposto normal R$ 52.000. supondo ainda que não exista excesso do incentivo relativo a meses anteriores.00 70.575.00 (3% de R$ 52. no período de apuração em que ocorrer o desembolso). b) restaria um excedente dedutível nos meses seguintes. na determinação do lucro real (exclusão do lucro líquido. Base: art.00 Demonstração do Lucro Real: 1.000.000.000. www.00 Valor do Lucro Líquido do Exercício: R$ 85.2) 85. na parte ‘A” do Lalur.00.000. Exclusão. que é a diferença entre o valor do Certificado de Investimento (R$ 10.575.500.portaltributario. nesse mesmo mês. segundo as regras já focalizadas.000. Lucro Real (1 .500. Mas. como o valor aplicado deve ser registrado contabilmente em conta do Ativo Permanente (Investimentos) e não em conta de despesa operacional. Exclusão: Aplicações em Certificados de Obras Audiovisuais 3.br . na alienação dos Certificados de Investimento Os ganhos auferidos por pessoa jurídica na alienação dos Certificados de Investimento sujeitam-se á tributação pelo Imposto de Renda como ganhos líquidos no mercado de renda variável (se a negociação for realizada por intermédio de bolsa de valores) ou como ganhos de capital na alienação de bens do Ativo Permanente (nas demais hipóteses).com. Observação: a perda de capital apurada na alienação ou baixa dos Certificados não será dedutível na determinação do lucro real por tratar-se de investimento adquirido mediante dedução do imposto de renda devido pela pessoa jurídica. Exemplo: Valor da aquisição de Certificado de Investimento: R$ 15. até dezembro/2001 (observado o limite de 3% do imposto normal devido em cada mês). que é o imposto normal devido). no valor de R$ 8. por pessoa jurídica. na apuração do lucro real.00 • (=) Total do IR devido no mês R$ 75. o valor total aplicado pela empresa no investimento em projeto audiovisual poderá ser abatido como despesa operacional.00.00).00 Se considerarmos que. a dedução será feita mediante ajuste ao lucro líquido. a empresa adquiriu Certificado de Investimento em projeto audiovisual no valor total de R$ 10.425.00 •(+) Adicional do IR R$ 23.00) e o limite deduzido em março (R$ 1.

e 25% nos anos calendários de 2009 e 2010. DEPÓSITO EM CONTA ESPECIAL Os recursos destinados aos projetos vinculados á emissão de Certificados de Investimento deverão ser depositados em contas especiais de aplicação financeira no Banco do Brasil. 5 da Instrução Normativa SRF 56/94. para cada projeto. 50% nos anos-calendário de 2006 a 2008. perante o Ministério da Cultura. AQUISIÇÃO DE QUOTAS DOS FUNCINE Como alternativa ao incentivo tratado anteriormente. em nome do produtor. Quando a empresa utilizar também outros incentivos fiscais de dedução do imposto.br . inclusive adicional. tributada com base no lucro real. 2) As pessoas jurídicas receptoras do investimento deverão manter escrituração contábil destacada para cada projeto. deduzido da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. 429 do RIR/99 e inciso 1 do art. A movimentação da conta sujeitar-se-á à prévia comprovação. que adquirirem quotas dos FUNCINES. Os rendimentos decorrentes desses depósitos estão sujeitos à tributação na fonte segundo as regras previstas para a tributação de rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa. contendo Quadro Resumo dos Limites individuais e globais para cada incentivo de dedução do imposto www. encontrando a parcela a ser deduzida do imposto de renda devido no período de apuração. pela instituição financeira interveniente. mediante exclusão. poderão usufruir dos seguintes incentivos fiscais: 1) Exclusão do Lucro Líquido: O valor do investimento pode ser. as pessoas jurídicas tributadas pelo Lucro Real. trimestral ou anual. deverá observar os limites globais de dedução. A redução está limitada a 3% do imposto devido. Ver tópico próprio no presente trabalho. de que se destina a investimentos em projetos de produção de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras de produção independente.com. Notas: 1) Os investimentos não poderão ser utilizados na produção de obras audiovisuais de natureza publicitária. aplicará o percentual resultante da soma das alíquotas do IRPJ e da CSLL devidos.portaltributario. sendo: 100% nos anos-calendário de 2002 a 2005. 2) Dedução do imposto de renda devido: Sobre o valor das quantias dispendidas com a aquisição das cotas a pessoa jurídica.32 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Bases: art.

a preço fixo.com. por meio de guia própria (em modelo aprovado pelo Ministério da Cultura).APLICAÇÃO DE PARTE DO IR FONTE Estão sujeitas à incidência do Imposto de Renda na Fonte.portaltributario. empregadas. creditadas. na data de ocorrência do fato gerador do imposto na fonte. como rendimento decorrente da exploração de obras audiovisuais estrangeiras em todo o território nacional ou por sua aquisição ou importação. em projetos previamente aprovados pelo Ministério da Cultura. distribuidores ou intermediários no exterior. o valor correspondente à redução do imposto devido (70%) em conta de aplicação financeira no Banco do Brasil S/A. EXPLORAÇÃO DE OBRAS AUDIOVISUAIS ESTRANGEIRAS . cabo-difusão. 3) Perdas na alienação do investimento: A perda apurada na alienação das quotas dos FUNCINES será sempre indedutível na apuração do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL. Para efeito da remessa do rendimento. Os recursos da conta de aplicação financeira especial serão transferidos à conta da empresa www. desde que invistam na co-produção de obras audiovisuais cinematográfícas brasileiras de produção independente. O imposto incide sobre: a) os filmes importados a preço fixo. distribuidor ou intermediários domiciliados no exterior.br . por meio de Darf (sob o código 5192). no momento da efetivação do crédito para pagamento dos direitos adquiridos. mercado videofonográfico ou qualquer outra modalidade de exploração comercial da obra. aberta em nome do investidor estrangeiro optante pelo incentivo. as importâncias pagas. deverá ser apresentada ao Banco Central do Brasil comprovação do depósito e do recolhimento do imposto. b) recolher ao Tesouro Nacional a parcela correspondente a 30% do IR Fonte devido. à alíquota de 25%. DEPÓSITO DO VALOR A APLICAR O contribuinte que se utilizar do incentivo de redução do imposto de renda devido pela aquisição de cotas do FUNCINE ou que se beneficiar da redução do imposto de renda na fonte nas remessas ao exterior. b) os rendimentos decorrentes da exploração das obras audiovisuais estrangeiras em regime de distribuição e comercialização em salas de exibição.33 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © devido. emissoras de televisão. remetidas ou entregues aos produtores. Mas os contribuintes desse imposto poderão beneficiar-se do abatimento de 70% do valor do imposto devido. 706 e 707 do RIR/99. de sinal aberto ou codificado. no momento da efetivação do crédito a produtor. deverá: a) depositar. Bases: art.

MANUTENÇÃO DE REGISTROS E DE DOCUMENTOS PELAS EMPRESAS BENEFICIÁRIAS As empresas receptoras dos recursos oriundos dos incentivos fiscais focalizados neste texto deverão manter todos os registros e os documentos relativos aos projetos. Para fins de apuração do valor do rendimento a ser atribuído ao co-produtor estrangeiro. ressalvada a aplicação de alíquota menor constante de acordos internacionais. b) apurar a parcela do rendimento proporcional á participação de co-produtores estrangeiros. e art. Base: art.34 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © produtora. Os rendimentos ficam sujeitos à tributação na fonte. á alíquota de 15%. Para efeito de apuração do ganho de capital tributável não há custo a ser computado.000.com. em nome do projeto. a contar da data fixada para a conclusão do projeto. acrescidos dos rendimentos financeiros auferidos no período. REMESSAS AO EXTERIOR DE RENDIMENTOS ATRIBUÍDOS A CO-PRODUTORES ESTRANGEIROS As remessas.000. decorrentes da alienação do direito de participação na co-produção. ao exterior.249/95. que deverá ser recolhido no dia da ocorrência do fato gerador mediante DARF preenchido com o código 5192. 18 da Lei 9. a empresa produtora deverá: a) manter escrituração contábil destacada para cada projeto. 10 da Instrução Normativa SRF 56/94.00 10. ALIENAÇÃO DO DIREITO DE PARTICIPAÇÃO Os ganhos de capital auferidos por pessoas físicas ou jurídicas.br .portaltributario. ficam sujeitos à tributação. Bases: art.00 Limite do Incentivo R$ b) Demonstre o Lucro Real de uma empresa que aplicou em certificados de investimentos em www. numa empresa tributada pelo Lucro Real que apresentou os seguintes dados: Histórico IRPJ Normal IRPJ Adicional Valor R$ 50. pelo prazo de 5 anos. 15 da Instrução Normativa SRF 56/94 EXERCÍCIOS DO MÓDULO 5 a) Calcule o limite do incentivo fiscal de aplicações em certificados de obras audiovisuais. bem como o livro de registro de transferência dos Certificados de Investimento. conforme previsto para a tributação dos rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa. dos rendimentos atribuídos a co-produtores estrangeiros decorrentes da exploração das obras audiovisuais cinematográficas produzidas com recursos advindos do incentivo fiscal em referência ficam sujeitas ao Imposto de Renda na Fonte á alíquota de 25%.

necessários para sustentação da capacidade de gerar. Exclusão: Aplicações em Certificados de Obras Audiovisuais 3. observando-se que: a) por capacitação tecnológica entende-se a capacidade das empresas de desenvolver endogenamente inovações tecnológicas. adaptar. devidamente aprovados pelo MinC e demais exigências legais. bem como selecionar.00 Não há incentivo 1. Lucro Líquido do Exercício 2.000.196/2005 PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO INDUSTRIAL (PDTI) OU AGROPECUÁRIO (PDTA) Os PDTI e PDTA têm por objetivo a capacitação tecnológica da empresa.00 Limite do Incentivo R$ 3% = R$ 1. nacionais ou importadas. tecnológicos de estrutura e de serviços. mediante a execução de programas de pesquisa e desenvolvimento próprios ou contratados com instituições de pesquisa e desenvolvimento gerenciados pela empresa por meio de uma estrutura permanente de gestão tecnológica.2006.00 155. licenciar. pela Lei 11.35 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © obras audiovisuais. compreendendo aspectos estratégicos. a partir de 01.000.00 Aplicações em certificados de investimentos em obras audiovisuais: R$ 45.000.01. absorver. culturais.00 MÓDULO 6 .00 45.00 10.com.000. Lucro Real (1 . em conjunto com a dedução do incentivo relativo a Operações de Caráter Cultural e Artístico não poderá exceder a: ( ) 3% ( ) 4% ( ) 1% RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 5: a) Histórico IRPJ Normal IRPJ Adicional b) Demonstração do Lucro Real: Valor R$ 50.000.500. com os seguintes dados: Lucro Líquido do Exercício R$ 200. aperfeiçoar e difundir tecnologias. introduzir e apropriar inovações www.000.br . mecanismos e instrumentos organizacionais.2) c) 4% 205. b) por gestão tecnológica entende-se a administração do desenvolvimento de um conjunto de habilidades.INCENTIVOS A PROGRAMAS PDTI OU PDTA Nota: os benefícios tratados neste módulo foram revogados.00 c) A dedução do incentivo em obras audiovisuais. gerenciais.portaltributario. visando a geração de novos produtos ou processos ou o evidente aprimoramento de suas características.000.

os incentivos fiscais pleiteados e os compromissos a serem assumidos pela empresa titular. Decreto 949/93. com vistas ao desenvolvimento de produtos. as metas e os prazos do programa. e b) às empresas que. assim considerados os trabalhos executados com o objetivo de adquirir conhecimentos quanto á compreensão de novos fenômenos. processos e sistemas. sistemas e serviços ou. 3) o desenvolvimento experimental.36 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © tecnológicas de produto. mediante a criação e a manutenção de estrutura de gestão tecnológica permanente ou o estabelecimento de associações entre empresas. a) às empresas de desenvolvimento de circuitos integrados. processos. processos ou sistemas inovadores. entendidos como tais aqueles que sejam indispensáveis á implantação e à manutenção das instalações e dos equipamentos destinados exclusivamente ás linhas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico dos programas. com vistas a maximizar a competitividade da empresa. ainda.com. 55 do Decreto 949/93). para o exercício dessa atribuição e para acompanhar e avaliar a sua implementação pelos beneficiários (art. visando a comprovação ou demonstração da viabilidade técnica ou funcional de novos produtos. de processo e de gestão. sem que esta seja sua atividade-fim.br .portaltributario. assim entendidos os trabalhos executados com o objetivo de adquirir novos conhecimentos. um evidente aperfeiçoamento dos já produzidos ou estabelecidos. Base: art.art. 505 do RIR/99 CONCEITO DE ATIVIDADES DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Consideram-se atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico industrial e agropecuário as realizadas no País. 504 e art. por determinação legal. na forma estabelecida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) . com vistas ao desenvolvimento ou aprimoramento de produtos. bem como á capacitação dos recursos humanos a eles dedicados. bem como credenciar órgãos e entidades de fomento ou pesquisa tecnológica. os objetivos. invistam em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia de produção de software. 39 do Decreto 949/1993 CONTEÚDO E EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS Os PDTI e PDTA devem conter os dados básicos da empresa. os recursos necessários. Bases: art. federais ou estaduais. as atividades a serem executadas. associação entre www. Os programas podem ser propostos e executados por empresa isolada. Compete ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) aprovar os PDTI e PDTA. 6. de modo sistemático e continuo. e 4) os serviços de apoio técnico. compreendendo: 1) a pesquisa básica dirigida. EMPRESAS QUE PODEM SE BENEFICIAR DOS INCENTIVOS Os incentivos fiscais de que trata este texto podem ser concedidos às: a) empresas industriais e agropecuárias que executarem PDTI ou PDTA. 2) a pesquisa aplicada. considerados como tal os trabalhos sistemáticos delineados a partir de conhecimentos preexistentes.

Para a execução do PDTI ou PDTA é facultada a contratação de atividades. PRAZO DE EXECUÇÃO O prazo de execução do PDTI ou PDTA não pode ser superior a cinco anos (§ 3 do art. gestão e metodologias. necessários à execução das atividades mencionadas de desenvolvimento tecnológico. deverão constar tens que indiquem: a) b) c) d) e) f) g) h) i) a identificação dos associados. o objetivo. a participação dos incentivos fiscais. Observação: são instituições de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico as entidades dotadas de recursos humanos. observando-se que a fruição dos incentivos será proporcional à participação de cada integrante da associação executora do programa. bem como acesso a equipamentos. integrantes de associação executora de PDTI ou PDTA equiparam-se às empresas isoladas. desde que sejam mantidos. com a titular. os direitos e as obrigações de cada associado. o risco empresarial.br . a gestão do programa. Observações: 1) A minuta do instrumento jurídico deverá ser incluída na proposta do PDTI ou PDTA e a aprovação final do programa está condicionada à entrega do instrumento na sua forma definitiva. 79 do Decreto 949/93) INCENTIVOS FISCAIS CONCEDIDOS ÀS EMPRESAS TITULARES DE PDTI OU PDTA APROVADOS A PARTIR DE 3 DE JUNHO DE 1993 As empresas industriais e agropecuárias que executarem PDTI ou PDTA podem usufruir dos seguintes incentivos fiscais: DEDUÇÃO DO IMPOSTO DEVIDO Dedução direta.portaltributario. ASSOCIAÇÕES PARA EXECUÇÃO DE PROGRAMAS As associações para a execução do PDTI ou PDTA devem ser formalizadas mediante convênio ou instrumento jurídico assemelhado. 2) Para efeito de gozo dos incentivos fiscais. e outros aspectos relevantes. a responsabilidade. com instituições de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico e outras empresas. os recursos a serem alocados. a apropriação dos resultados. do IRPJ devido sobre o lucro real trimestral. obrigatoriamente. a execução do programa.com. a gestão e o controle da utilização dos resultados do programa. anual ou apurado em www. no País.37 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © empresas ou associação de empresas com instituições de pesquisa e desenvolvimento. do qual. as empresas e as instituições de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico.

por órgãos e entidades do poder público.000. b) os montantes alocados. 3) na base de cálculo do incentivo não podem ser incluídos.000. inclusive pagamento a terceiros. incorridos no período de apuração. decorrente da observância do limite de 4%. aparelhos e instrumentos.000. em função do limite de 4% aproveitou somente R$ 3. exceto quando efetuados a instituição de pesquisa constituída no Brasil. do valor equivalente á aplicação da alíquota de 15% sobre a soma dos dispêndios com atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico industrial ou agropecuário. classificáveis como despesa de acordo com a legislação do Imposto de Renda. destinados à utilização nas atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico industrial e agropecuário.00 Dedução direta do IRPJ: 15% x 80.000.000. sem inclusão do adicional e excluída a parcela desse imposto que porventura corresponda a lucros. Esta dedução é efetuada. observando que: 1) a parcela do incentivo dedutível diretamente do imposto é limitada a 4% do imposto normal devido. novos.00) poderá ser utilizado até o ano de 2.000.00 Depreciação acelerada incentivada: R$ 20.br . a empresa obteve um valor incentivado de R$ 12.38 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © balanços/balancetes de suspensão/redução de estimativa. como dispêndios relativos a atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico industrial ou agropecuário: a) os pagamentos de assistência técnica. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior. DEPRECIAÇÃO ACELERADA O incentivo da depreciação acelerada é calculado pela aplicação da taxa de depreciação usualmente admitida. se no ano de 2. calculado pela alíquota de 15%. na prática. O eventual excesso. das máquinas. pode ser aproveitado no próprio ano-calendário ou nos dois anos-calendário subsequentes. Assim.00 (2 x o valor da depreciação www.000.00.portaltributario. o saldo correspondente (R$ 9. com controle na parte "B" do Livro de Apuração do Lucro Real. multiplicada por 2 (dois).00 = R$ 12. científica ou assemelhados e dos royalties por patentes industriais. sem prejuízo da depreciação normal. Exemplo: Depreciação contábil no período: R$ 10. como recursos não reembolsáveis. Exemplo: Valores de despesa contabilizado com atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e industrial: R$ 80.00 (exemplo anterior) e se.001.000.00 2) a soma dessa dedução com a relativa ao incentivo ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) também não poderá exceder a 4% do imposto normal devido.com.003. equipamentos. mediante a exclusão de 200% das despesas contabilizadas de depreciação dos citados equipamentos.

00 no período. como gastos com pesquisa e desenvolvimento).000.00 Observação: como a amortização não pode ultrapassar o valor do diferido amortizável. Este valor será excluído do Lucro Real no período. A amortização integral. no exemplo citado. com complementação de mais 90%. a título de royalties. este valor deverá ser adicionado (acrescido) ao Lucro Real. para fins fiscais. previstos em contratos de transferência de tecnologia. se um bem intangível tem amortização normal de 10% ao ano. averbados nos termos do Código da Propriedade Industrial.000) Lucro Real R$ 200.01. registrado no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR).000.000.br . O benefício é utilizado mediante exclusão.000 menos R$ 12. classificáveis no Ativo Permanente do beneficiário (Ativo Imobilizado.00 DEMONSTRAÇÃO DO LUCRO REAL: Lucro Líquido do Exercício. Valor já contabilizado como amortização: R$ 12. consulte o Módulo 1 deste manual (depreciação acelerada). no período de apuração em que forem efetuados.00. etc.1998 até www. no período posterior. Exemplo: Gastos com bens intangíveis. AMORTIZAÇÃO ACELERADA Mediante dedução como custo ou despesa operacional. O valor de R$ 108. de assistência técnica ou científica e de serviços especializados.000. contabilmente. do Lucro Real. mesmo para fins fiscais.39 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © contabilizada). antes da Provisão para o IRPJ Exclusão: PDTI/parcela de amortização incentivada (R$ 120. isto é.00 R$ 92.00 R$ 108. observando-se que: 1) o crédito é limitado aos seguintes percentuais do IR Fonte: a) 30%. como marcas e patentes. dar-se-á no próprio período-base em que os dispêndios foram efetuados.portaltributario. dos dispêndios relativos à aquisição de bens intangíveis. via LALUR. os efeitos da amortização contábil. mediante adição ao lucro líquido para fins de apuração do lucro real.000. relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 12. direitos autorais. Para maiores detalhes. se a amortização contábil for de R$ 12. devem ser anulados na escrita fiscal.com.000. após o período em que excluiu o valor do Lucro Real. Assim. vinculados exclusivamente às atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico industrial e agropecuário.00 deverá ser controlado na Parte "B" do LALUR para demonstrar a reversão do incentivo. ou Ativo Diferido.000. este continuará sendo amortizado por este percentual. CRÉDITO DO IMPOSTO DE RENDA NA FONTE Incidente sobre os valores remetidos ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados no exterior. registrados no Ativo Permanente: R$ 120.

relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1º de janeiro de 2014. durante a execução do seu programa. dispêndios em pesquisa e desenvolvimento no País.40 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © 31. DEDUÇÃO DE ROYALTIES E DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA OU CIENTÍFICA Dedução. pelas empresas industriais ou agropecuárias de tecnologia de ponta ou de bens de capital não senados. a pedido da empresa titular do PDTI ou PDTA. até o limite de 10% da receita líquida das vendas dos bens produzidos com a aplicação da tecnologia objeto desses pagamentos. relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 12.01. entre filial ou subsidiária de empresa estabelecida no Brasil e sua matriz com sede no exterior.2004 até 31.131/62. da soma dos pagamentos em moeda nacional ou estrangeira. O PDTI ou PDTA deverá ser apresentado com a cópia da averbação dos contratos de transferência de tecnologia pelo INPI. segundo o qual não são permitidas remessas para pagamento de royalties. ou quando a maioria do capital da empresa no Brasil pertença aos titulares do recebimento dos royalties no estrangeiro. O benefício fica extinto. O benefício referido não se aplica ás importações de tecnologia cujos pagamentos não sejam passíveis de: 1) remessa ao exterior. ao dobro do valor do benefício.2003. relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 12.383/91. o PDTI ou PDTA deverá ser apresentado com a cópia da averbação dos contratos de transferência de tecnologia pelo www. Observação: este benefício somente será concedido se a empresa assumir o compromisso de realizar. caso em que a dedução continuará condicionada à averbação do contrato.12. 2) quando o pleito contemplar o incentivo de dedução. no mínimo. efetuados a título de royalties. desde que o PDTI ou o PDTA esteja vinculado á averbação de contrato de transferência de tecnologia.2013.com.2008.portaltributario. em montante equivalente.01. 50 da Lei 8. como despesa operacional. ou não quiser valer-se desse benefício. 2) dedutibilidade nos termos dos art. a empresa terá direito à dedução comum dos mencionados pagamentos (observadas as condições específicas previstas na legislação para a dedução dessa espécie de despesa) até o limite de 5% da receita líquida das vendas do bem produzido com a aplicação da tecnologia objeto desses pagamentos.br .2009 até 31. de assistência técnica ou científica. nos termos do art. nos termos do Código da Propriedade Industrial. no prazo de trinta dias contados da data da entrada da solicitação. O crédito do Imposto de Renda na Fonte será efetuado em moeda corrente. nos termos do Código da Propriedade Industrial. com as alterações introduzidas pelo art. pelo uso de patentes de invenção e de marcas de indústria ou de comércio. 14 da Lei 4. b) 20%.12. observando-se que: 1) quando não puder. 353 e 354 do RIR/99.12. e c) 10%.

nos termos do art. c) portaria expedida pelo MCT. Base: Portaria MCT 265/93 CONTABILIZAÇÃO As empresas executoras de PDTI ou PDTA. 14 da Lei 4. os dispêndios relativos às atividades de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico do programa. no prazo de 30 dias. d) certidões negativas expedidas pela SRF e pelo INSS.131/62.br . b) certificado de averbação expedido pelo INPI. REQUERIMENTO PARA FRUIÇÃO DOS INCENTIVOS O requerimento para fruição dos incentivos fiscais deve ser formulado segundo o roteiro de apresentação de PDTI ou PDTA aprovado pelo MCT. isoladamente ou em associação. no mínimo.com. em montante equivalente. deverá formular pedido de restituição dirigido á unidade local da SRF com jurisdição sobre o domicílio fiscal do requerente. RESTITUIÇÃO DO CRÉDITO DO IR FONTE —FORMALIZAÇÃO DO PEDIDO O contribuinte que desejar usufruir do beneficio do crédito do IR Fonte sobre royalties e assistência técnica pagos a beneficiário no exterior.portaltributario. Ao pedido deverão ser anexados os seguintes documentos: a) segunda via autenticada do Darf. durante o período de sua execução. com a informação do número da conta corrente e agência bancária em que a interessada deseja receber o crédito da restituição. Reconhecido o direito creditório. dispêndios em pesquisa e desenvolvimento no País. O pedido deverá ser instruído com as informações e documentação completas requeridas para cada tipo de incentivo fiscal. observando-se que o não-atendimento de eventuais exigências complementares. acarreta o indeferimento do pleito. e) comprovante dos valores pagos. 3) o benefício somente será concedido se a empresa assumir o compromisso de realizar. Exemplos: www. comprovando o recolhimento do imposto. que ateste que a empresa está habilitada ao benefício. devem destacar contabilmente. e de dedutibilidade nos termos dos art. com subtítulos por natureza de gastos. com indicação da data de sua publicação no Diário Oficial da União. o qual será fornecido pela Secretaria de Tecnologia ou pelas agências credenciadas. remetidos ou creditados a beneficiários residentes no exterior. 353 e 354 do RIR/99. 4) o benefício não se aplica às importações de tecnologia cujos pagamentos não sejam passíveis de remessa ao exterior. ao dobro do valor do beneficio. mediante solicitação dos interessados. durante a execução do seu programa.41 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © INPI. a restituição será paga por meio de emissão de Ordem Bancária em favor do interessado.

poderá ser concedido. aos demais requisitos mencionados na legislação de regência. o beneficio correspondente a seu equivalente financeiro. respeitado o limite total de dedução de 4% do imposto devido. respeitado o termo inicial mencionado na letra “a”. • para fins de cálculo do benefício a que se refere este tem deve ser observado o limite total de 4% de dedução do imposto devido. como ressarcimento do incentivo fiscal de dedução direta do imposto devido. o benefício poderá ser usufruído a partir da data de sua concessão até o término do segundo ano-calendário subsequente.01. Importa.Pesquisadores Conta: Despesas de Laboratório Conta: Consultoria Tecnológica Conta: Depreciação de bens de pesquisa Etc. de modo a possibilitar ao MCT e à SRF a realização de auditoria prévia à concessão do beneficio. EXECUÇÃO SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO MCT Caso a empresa ou associação haja optado por executar o programa de desenvolvimento tecnológico sem a prévia aprovação do respectivo PDTI ou POTA. com subtítulos por natureza de gasto.portaltributario. não gera. no que couber. ainda. os dispêndios relativos ás atividades de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico do programa durante o período de sua execução. o que deverá ser comprovado pela disponibilidade de um produto ou processo. inclusive na hipótese de execução concomitante de outro PDTI ou PDTA também beneficiado com a concessão do incentivo fiscal de dedução direta do imposto devido. registrar que: • a opção para executar programas de desenvolvimento tecnológico.br .42 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © ATIVO DIFERIDO PESQUISA E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO PROGRAMA PDTI Conta: Folha de Pagamento .com. em ato conjunto do Ministério da Fazenda e do Ministério da Ciência e Tecnologia. d) a empresa ou associação tenha destacado contabilmente. no máximo. após a sua execução. e pela declaração formal do beneficiário de produzir e comercializar ou usar o produto ou processo. e) o PDTI ou PDTA atenda. desde que: a) o início da execução do Programa tenha ocorrido a partir de 12. com evidente aprimoramento tecnológico. b) o programa tenha sido concluído com sucesso. • na hipótese referida neste tem. direito à concessão do beneficio. em quaisquer circunstâncias. sem a aprovação prévia de PDTI ou PDTA. www. para utilização na dedução do imposto devido após a concessão do mencionado beneficio. c) o pleito de concessão do beneficio refira-se. ao período de 36 meses anteriores ao de sua apresentação.1994.

que este se encontra habilitado a usufruir dos incentivos fiscais expressamente indicados no ato concessivo.. compete a qual órgão federal a aprovação do programa? 1..43 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Base: art. de uma empresa com programa PDTA aprovado que tenha contabilizado o seguinte: Gastos com bens intangíveis. ( 2. e excluída a parcela desse imposto que porventura corresponda a lucros. para as empresas que tenham programas PDTI/PDTA.. registrados no Ativo Permanente... ( 4.com.. a ser www.00 de amortização incentivada.00 RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 6: a) 1 b) R$ 100. a ser excluída do Lucro Real. por cento do imposto de renda devido. a ser excluída no Lucro Real. d) Preencha: a dedução do imposto devido.000. e) Calcule o incentivo de dedução do IRPJ devido.00 Adicional de 10%: R$ 10.00 menos R$ 10. é limitada a . bem como as demais decisões do MCT relativas a tais programas.000.. 507 do RIR/99 e art.000.00 Imposto de Renda Devido: A alíquota de 15%: R$ 30. ( 3. 27 do Decreto 949/93 PUBLICIDADE DOS ATOS DE CONCESSÃO DO INCENTIVO Os atos concessivos de incentivos fiscais aos titulares de PDTI ou PDTA. sem o adicional.. com as seguintes características: Despesas com PDTI aprovado: R$ 100.000.000. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior.portaltributario. Valor já contabilizado como amortização no período: R$ 10.000..000. O MCT informará à Delegacia da Receita Federal (DRF).. serão publicados no Diário Oficial da União.00 = R$ 90..00 de depreciação normal de máquinas e equipamentos usados na pesquisa tecnológica.000.00 c) Calcule a depreciação acelerada incentivada. ( ) Ministério da Ciência e Tecnologia ) Receita Federal ) Ministério da Fazenda ) Ministério da Indústria e Comércio b) Calcule a amortização incentivada.000. EXERCÍCIOS DO MÓDULO 6: a) Para obtenção de incentivos fiscais decorrentes de PDTI ou PDTA.00 no período.br . com jurisdição sobre o domicílio fiscal do titular do PDTI ou PDTA. vinculados exclusivamente às atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico agropecuário: R$ 100. de uma empresa com programa PDTI aprovado que tenha contabilizado R$ 5.

com. as contribuições feitas aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais.200.000.00 Limite: 1% de R$ 150. Estaduais ou Nacionais dos Direitos da Criança e do Adolescente. observados os limites e as regras a seguir focalizados. em bens ou em dinheiro não são dedutíveis para fins de apuração do lucro real. Limite do incentivo: R$ 30.000 . diminuído do imposto correspondente a lucros. § 4º.00.00 Total do IRPJ devido (sem o adicional e o correspondente a lucros.000. rendimentos ou ganhos de capital auferidos no exterior. Instrução Normativa SRF 93/97. Bases: §11 do art. sem a inclusão do adicional).000.br .000. A dedução das doações efetuadas aos fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. se pleiteada em conjunto com outras deduções. respeitado o limite. d) 4% e) R$ 1. em cada período de apuração. não está submetida a limite global.000. As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real podem deduzir do imposto devido.800.00 de depreciação acelerada incentivada.000.000. Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.44 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © excluída do Lucro Real e controlada na Parte B do LALUR.00 x 15% = R$ 15.200 = R$ 13. rendimentos ou ganhos de capital auferidos no exterior): R$ 150. devidamente comprovadas. c) R$ 5. artigo 2º. Cálculos: Incentivo total: R$ 100.00 vezes 2 = R$ 10. DOAÇÕES EFETUADAS POR PESSOA JURÍDICA As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real (e somente estas) podem deduzir do imposto devido o total das doações efetuadas aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais.00.500. embora possam reduzir o imposto devido.00 Saldo a ser aproveitado nos 2 anos subsequentes = R$ 15. Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.200.000. Exemplo: Total das doações efetuadas: R$ 10.portaltributario.R$ 1.00 x 4% = R$ 1. 394 do RIR/99. desde que não exceda o limite de 1 % do imposto normal devido (calculado à alíquota de 15%.00 APROVEITAMENTO DO INCENTIVO www. MÓDULO 7: DOAÇÕES AO FUNDO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE As doações aos Conselhos Municipais.00 = R$ 1. LIMITE DE DEDUÇÃO O total das doações efetuadas aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real pode ser deduzido diretamente do Imposto de Renda devido.

controladores dos fundos beneficiados pelas doações. COMO DESPESA. 2) as doações feitas no ano-calendário poderão ser deduzidas do valor do imposto anual devido até o limite mencionado. 23 e inciso 1 do §2 art. E vedada a dedução do respectivo valor como despesa operacional. 38 da Instrução Normativa SRF 93/97.000.45 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Para fins de dedução do incentivo deve ser observado que: a) se a pessoa jurídica for optante pela tributação com base no lucro real trimestral. a data e o valor efetivamente recebido em dinheiro. e a parcela excedente do incentivo.00 Demonstração do Lucro Real: Lucro Líquido antes do IRPJ Adições: Doações aos fundos DCA Lucro Real no Período COMPROVAÇÃO DAS DOAÇÕES Para fins de comprovação. O comprovante deverá. a dedução será feita no imposto devido no trimestre em que for efetuada a doação.00 www. observando sempre o referido limite. a pessoa jurídica deve registrar em sua escrituração os valores doados e manter arquivada a documentação correspondente.000. observado o limite. Exemplo: Doações efetuadas no período: R$ 5.000. Bases: Inciso 1 e § 49 do art. INDEDUTIBILIDADE.00 R$ 5. devem emitir comprovante em favor do doador. o que significa que os valores da espécie. 9.com. no qual especifique o nome e o CNPJ do doador. contabilizados como despesa. § 4 art. DOS VALORES DOADOS As doações aos fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente só podem ser utilizadas como dedução direta do imposto. b) se a pessoa jurídica for optante pelo pagamento mensal do imposto por estimativa (lucro real anual): 1) o valor doado poderá ser deduzido do imposto devido no mês.000. até o limite de 1% exposto anteriormente. Os Conselhos Municipais. poderá ser deduzida do imposto devido nos meses subsequentes do mesmo ano-calendário. tanto para efeito da determinação do lucro real quanto da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro. R$ 50. na determinação da base de cálculo desses tributos.00 R$ 55. Estaduais ou Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. constituirão adição ao lucro líquido do período. observados o limite e os critérios supracitados. em cada mês.br .portaltributario.

na determinação do lucro real. além de conter o número de ordem.portaltributario. o nome e a inscrição no CNPJ e o endereço do emitente.46 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © a) conter o número de ordem. diminuído. se adquirido até essa data). e o CPF ou o CNPJ dos responsáveis por essa avaliação. como dedução. amortização ou exaustão acumulada. Base: parágrafos 5 e 6 do artigo 12 da Instrução Normativa SRF 267/2002. o nome e a inscrição no CNPJ e o endereço do emitente e de ser firmado por pessoa competente para dar a quitação da operação. ENTIDADES BENEFICIÁRIAS DAS DOAÇÕES . e diminuído da provisão para perdas que tiverem sido computadas. 2) considerar-se-á como valor do bem o seu valor contábil (desde que não exceda ao valor de mercado ou. Nota: a pessoa jurídica deverá baixar os bens doados na sua escrituração contábil.1995. deve conter a identificação desses bens. de depreciação. observado que: 1) o comprovante da doação. por meio de documentação hábil. que será determinado mediante prévia avaliação por meio de laudo idôneo de perito ou empresa especializada de reconhecida capacidade técnica para aferição do seu valor.com. b) ser firmado por pessoa competente para dar a quitação da operação. no caso de imóveis.12. 2) bens classificados no Ativo Permanente (exceto participações societárias): o valor contábil corresponde ao valor pelo qual o bem estiver registrado na escrituração da pessoa jurídica (corrigido monetariamente até 31. Estaduais ou Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente deverão informar à Secretaria da Receita Federal (SRF). se for o caso. VALOR CONTÁBIL DOS BENS DOADOS Considera-se valor contábil: 1) bens não classificados no Ativo Permanente: o valor contábil corresponde àquele pelo qual o bem estiver registrado na escrituração da pessoa jurídica. DOAÇÃO EFETUADA EM BENS Na hipótese de a doação ser efetuada em bens.br . o valor das doações recebidas. www. ao que serviu de base de cálculo do imposto de transmissão). o doador deverá comprovar. mediante sua descrição em campo próprio ou em relação anexa. Quando a doação for efetuada por valor superior ao contábil. informando também se houve avaliação. deverá ser apurado ganho de capital com base na legislação vigente. até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente.PRESTAÇÃO DE CONTAS À SRF Os Conselhos Municipais. a propriedade dos bens doados. acrescido do ágio ou reduzido pelo deságio (se o investimento for avaliado pela equivalência patrimonial). 3) participações societárias (registradas no Ativo Permanente): o valor contábil corresponde ao valor pelo qual as participações estiverem registradas na escrituração da pessoa jurídica. GANHO DE CAPITAL – VALOR DOS BENS DOADOS AVALIADOS POR PREÇO DE MERCADO O doador poderá optar pelo valor de mercado dos bens.

EXERCÍCIOS DO MÓDULO 7 a) Os valores doados aos fundos da Criança e do Adolescente são (marque as certas): 1.00.br .146/2001.portaltributario.200. poderão ter redução do valor do Imposto de Renda a pagar.2001. O limite de 1% do IRPJ devido (R$ 120. b) O limite é de R$ 1. Base: art.00 RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 7: a) 2 e 3 (a frase 1 não é correta porque a doação pode ser efetivada em bens). 13 da Instrução Normativa SRF 267/2002.000. MÓDULO 8 . ( ) Devem ser acrescidos ao Lucro Real b) Calcule o limite de dedução do Imposto de Renda da seguinte doação ao fundo da criança e do adolescente: Total das doação efetuada: R$ 1. que venham a se instalar na área de atuação da ADENE ou da ADA. a legislação foi adaptada ás novas siglas.000.REDUÇÃO DO IR COMO INCENTIVO AO DESENVOLVIMENTO REGIONAL .47 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © A prestação da informação será efetuada em meio digital. ( ) Podem reduzir o Imposto de Renda devido.05. calculado pelo Lucro da Exploração. pelo prazo de dez anos. criando-se em seu lugar a Agência do Desenvolvimento do Nordeste (ADENE) e a Agência do Desenvolvimento da Amazônia (ADA). REDUÇÃO PARA EMPREENDIMENTOS NOVOS NA ÁREA DA ADENE E ADA As empresas industriais ou agrícolas. ( ) Admissíveis como doação somente quando efetivados em dinheiro 2.ADENE E ADA NOTA INTRODUTÓRIA Até 04. tais Superintendências foram extintas. rendimentos ou ganhos de capital auferidos no exterior): R$ 120.000 x 1% = R$ 1. nas condições a serem definidas pela Coordenação-Geral de Fiscalização (Cofis) da SRF. os incentivos fiscais relativos às aplicações em investimentos eram coordenados pela SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) e pela SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). Com a edição da Medida Provisória 2. www.00 Total do IRPJ devido (sem o adicional e o correspondente a lucros.000. dentro do limite de 1% 3. Para efeitos dos estudos apresentados. É válido também para as empresas que ampliarem/modernizarem os seus empreendimentos ou diversificarem a sua linha de produção.com.00) somente será utilizado para dedução se o valor da doação for igual ou superior a este valor.

prioritários para o desenvolvimento regional.08. A utilização do benefício da Redução não impede a opção em favor do FINOR. a empresa compareça à Delegacia da Receita Federal à qual a empresa estiver jurisdicionada. adotado pela Autarquia. nas áreas de atuação das extintas Sudene e Sudam (MP nº 2. solicitando o reconhecimento e a homologação do direito ao benefício pretendido.portaltributario.trinta e sete e meio por cento.com. de 2000.5% .vinte e cinco por cento.058. a partir de 1º de janeiro de 2004 até 31 de dezembro de 2008.doze e meio por cento. solicitando que seja expedida Declaração de que satisfaz as condições mínimas indispensáveis ao gozo do incentivo. Já o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia é regulamentado pelo Decreto 4.253/2002. § 2º. Base: Lei 9.058. REDUÇÃO PARA EMPREENDIMENTOS EXISTENTES As pessoas jurídicas que mantenham empreendimentos industriais ou agrícolas em operação na área de atuação da ADENE e ADA. de 2000. pelo prazo de até dez anos a contar do período de apuração em que o empreendimento entrar em fase de operação. pagarão o imposto e adicionais não restituíveis. O direito à redução não alcança o Imposto de Renda e adicionais não-restituíveis que já tenham sido pagos à Fazenda Nacional. art. COMO HABILITAR-SE AO INCENTIVO A empresa interessada deve encaminhar requerimento à ADENE ou a ADA. estabelecida segundo o "Roteiro para Elaboração de Pleitos". 1º e reedições). juntamente com a documentação necessária. conforme a localização do empreendimento. sendo imprescindível que.48 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © PROJETOS PROTOCOLIZADOS E APROVADOS APÓS 24. em ato do Poder Executivo. a Medida Provisória 2.br .5% . A ADENE ou a ADA analisa o pleito e. III – 12.532/1997. O Fundo de Desenvolvimento do Nordeste é regulamentado pelo Decreto 4. de posse da mesma. art. II – 25% . prevê redução do imposto sobre a renda exclusivamente àqueles que venham a ser enquadrados em setores da economia considerados. expede Declaração. a partir de 1º de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2013. em relação aos aludidos empreendimentos.2000 Para os projetos protocolizados e aprovados após 24 de agosto de 2000. ASPECTOS GERAIS A redução só terá efeito a partir da data da apresentação à ADENE ou á ADA do requerimento devidamente instruído. através de seus Escritórios Regionais. 3º. FINAM ou do www.254/2002. com a redução de: I – 37. a partir de 1º de janeiro de 1998 até 31 de dezembro de 2003. ao aprová-lo.

000. para efeito de destacar e demonstrar os elementos de que se compõem os respectivos custos. conforme o caso. com relação ao saldo do Imposto de Renda a pagar. registros contábeis específicos.000. clique no link do mesmo. Esse valor não é dedutível na determinação do lucro real.000. os elementos de que se compõem as operações e os resultados do período de apuração de cada um dos estabelecimentos que operem na área de atuação incentivada (Lei 4.000. Na hipótese de o sistema de contabilidade adotado pela pessoa jurídica não oferecer condições para apuração do lucro por atividade. Se a pessoa jurídica mantiver atividades não consideradas como industriais ou agrícolas.000 = 50. podendo a ADENE ou a ADA. deverá efetuar.00 % do Lucro da Exploração Incentivado: R$ 1.000 dividido por R$ 2. Exemplo: Receitas Líquidas das Vendas da Produção Criada pelo Projeto R$ 1. § 2°).portaltributario. as pessoas jurídicas interessadas deverão demonstrar em sua contabilidade. 16. Para os efeitos do disposto neste item. este poderá ser estabelecido com base na relação entre www.000. pela empresa beneficiária. receitas e resultados de cada um dos estabelecimentos incentivados que operam na área da ADENE ou da ADA.com. em relação às atividades beneficiadas. receitas e resultados. A fruição da isenção fica condicionada à observância.00% Nota: Para determinação do lucro de exploração. 16.239/63. art. entre a receita líquida de vendas da produção criada pelo projeto e o total da receita líquida de vendas do empreendimento. Demonstração do Lucro do Empreendimento Beneficiado com Redução Quando se verificar pluralidade de estabelecimentos. verificar o cumprimento do disposto. § 1°). em relação às atividades beneficiadas. com clareza e exatidão. no mesmo período de apuração. registros contábeis específicos. O valor que deixar de ser pago à Receita Federal em virtude da concessão do Incentivo não poderá ser distribuído aos sócios e constituirá reserva de capital da empresa para ser utilizada apenas em absorção de prejuízos ou aumento de capital social. PARCELA DA REDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA A parcela de redução do Imposto de Renda será determinada mediante a aplicação.49 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Reinvestimento. dos dispositivos da legislação trabalhista e social e das normas de proteção e controle do meio ambiente. de percentagem igual à relação. art. sobre o lucro da exploração do empreendimento. a qualquer tempo.br . destacando os elementos de que se compõem os respectivos custos.00 Receita Líquida Total de Vendas do Empreendimento: R$ 2. será reconhecido o direito à isenção em relação aos rendimentos dos estabelecimentos instalados na área de atuação da ADENE e/ou da ADA (Lei 4.239/63. As empresas devem efetuar.000.

Assim. para os quais prevalece o benefício de isenção até o término do prazo de concessão do benefício (Lei 9.br .50 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © as receitas líquidas das atividades incentivadas e a receita líquida total. art.000.00% A redução de que trata este item somente se aplica ao imposto e adicionais não restituíveis calculados com base no lucro da exploração do empreendimento (Decreto-lei 1. observadas as demais normas em vigor. Exemplo: Receitas Líquidas das Atividades Incentivadas R$ 2. ampliação ou diversificação. inciso I).000.730/79. devendo o pedido estar instruído com laudo expedido pelo Ministério da Integração Nacional (MI). a partir de 1º de janeiro de 2004 até 31 de dezembro de 2008. alínea b. 1°.598/77. por exemplo. o lucro decorrente de aplicações financeiras ou ganhos de capital. passam a ser de redução do imposto de renda e adicionais não restituíveis. a partir de 1º de janeiro de 1998. no órgão competente. II – 50% (cinqüenta por cento).00 Receita Líquida Total R$ 5. art.000. por exemplo. 3º. a partir de 1º de janeiro de 1998 até 31 de dezembro de 2003. caput e § 1º). não podendo exceder a dez anos. III – 25% (vinte e cinco por cento).000. observados os seguintes percentuais (Lei 9. modernização. não é incentivado. § 1°. a partir de 1º de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2013.000. PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO DIREITO Á REDUÇÃO DO IRPJ A competência para reconhecer o direito será da unidade da SRF a que estiver jurisdicionada a pessoa jurídica.000 = 40. Base: artigos 59 a 61 da Instrução Normativa SRF 267/2002. O prazo de fruição do benefício fiscal é igual ao período compreendido entre o ano de início de fruição e 31 de dezembro de 2013. O disposto neste item não se aplica a projetos aprovados ou protocolizados até 14 de novembro de 1997. LIMITES DOS INCENTIVOS NA ÁREA DA ADENE E ADA A PARTIR DE 1998 NOVOS EMPREENDIMENTOS Os benefícios fiscais de redução.532/97.00 % do Lucro da Exploração Incentivado: R$ 2. art. art. observado o disposto quanto ao lucro da exploração. 19.000 dividido por R$ 5. para os projetos de instalação. e Decreto-lei 1. aplicáveis à matéria.000. LIMITE DOS INCENTIVOS BENEFICIADOS COM REDUÇÃO DO IR DE EMPREENDIMENTOS JÁ EXISTENTES Os benefícios fiscais de redução do imposto de renda e adicionais não restituíveis relativos a www. O chefe da unidade da SRF decidirá sobre o pedido em cento e vinte dias contados da apresentação do requerimento à repartição fiscal competente.532/97. caput): I – 75% (setenta e cinco por cento).com. aprovados pelo órgão competente. 3º.portaltributario.

art. www. 612 do Regulamento do IR/99.ATIVIDADES INCENTIVADAS DA ADENE/ADA O valor do imposto de renda que deixar de ser pago em virtude da isenção aos empreendimentos na ADENE e/ou ADA não poderá ser distribuído aos sócios e constituirá reserva de capital da pessoa jurídica. A contabilização a débito de uma conta de resultado (IRPJ do Exercício) é necessária para evitar que o valor seja distribuído aos sócios e/ou que seja transferido para Lucros Acumulados ou Reservas de Lucros. 545). IRPJ do Exercício (Conta de Resultado) C.portaltributario.20% De 2009 a 2013 . a partir de 1º de janeiro de 1998 até 31 de dezembro de 2003.ADENE e ADA Para as empresas dos setores industrial. III – 12. a partir de 1º de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2013. § 3º). os benefícios fiscais de redução do Imposto de Renda (Lei 9. Exemplo: Valor do IRPJ que deixou de ser pago. até o ano de 2013.10% Base: art. relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1º de janeiro de 2014. DESTINAÇÃO DO VALOR DO IMPOSTO DE RENDA .000.000.51 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © empreendimentos já existentes. é permitindo o reinvestimento de parte do Imposto de Renda devido apurado sobre o Lucro da Exploração. acrescido de uma parcela de recursos próprios (50% do valor do Imposto que será reinvestido).532/97. que somente poderá ser utilizada para absorção de prejuízos ou aumento de capital (Regulamento do Imposto de Renda/99. art. observando os seguintes percentuais: • • • De 1998 a 2003 .00 Contabilização: D. passam a ser calculados segundo os seguintes percentuais (Lei 9.00 Histórico: pela formação da reserva de incentivo fiscal. agroindustrial e de construção civil.30% De 2004 a 2008 . em função da isenção e/ou redução: R$ 500. 3º.br . EXTINÇÃO DOS INCENTIVOS DE IR Ficam extintos. art. prejudicando assim a manutenção do incentivo fiscal. conforme projeto ADENE/ADA. observadas as demais normas em vigor. que estejam em operação na área de atuação da ADENE ou da ADA.5% (trinta e sete inteiros e cinco décimos por cento). a partir de 1º de janeiro de 2004 até 31 de dezembro de 2008. na modernização ou complementação de equipamentos dos seus projetos. aplicáveis à matéria. § 2º): I – 37.532/97. REINVESTIMENTO DO IMPOSTO DE RENDA . II – 25% (vinte e cinco por cento).com. 3º. Reserva de Incentivos Fiscais (Patrimônio Líquido) R$ 500.5% (doze inteiros e cinco décimos por cento).

2. Esses depósitos devem ser efetuados da seguinte forma: è Imposto – correspondente a até 70% do Imposto de Renda devido. os valores correspondentes ao Imposto e ao incentivo (% do Imposto a ser reinvestido mais 50% de recursos próprios) devem ser depositados numa agência do Banco do Nordeste dO Brasil S/A (se a empresa está na área da ADENE) ou no Banco da Amazônica (se a empresa está na área da ADA).5% do Imposto de Renda. è Incentivo – correspondente a até 30% do valor do Imposto de Renda devido mais 50% de recursos próprios.52 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © COMO HABILITAR-SE AO INCENTIVO A empresa deve fazer a opção pelo incentivo em sua Declaração de Rendimentos. no mesmo prazo fixado para pagamento do Imposto. Efetuados os recolhimentos. num prazo de 180 dias. Paralelamente. adotado pela autarquia. devendo ser recolhido através do documento "Guia de Recolhimento". no campo específico existente com essa destinação – Redução por Reinvestimento. ( ) 50% 2.com. enquanto não aplicado. durante o ano de 2. devidamente corrigidos. dependendo do percentual de reinvestimento a que a empresa tem direito. um projeto técnicoeconômico acompanhado dos referidos comprovantes de depósito bancário e da documentação exigida segundo o "Roteiro para Elaboração de Pleitos". para a conta de livre movimentação da empresa. poderá pagar o imposto e respectivo adicional. com a redução de: 1. na área da ADENE. desde a data da efetivação dos depósitos até a sua liberação. Uma vez analisado e aprovado o projeto. sendo remunerado pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Uma vez beneficiada com o Incentivo da Redução. a ADENE ou a ADA emite uma ordem de liberação autorizando o Banco a proceder à transferência imediata dos recursos (Incentivo mais Recursos Próprios) existentes em conta vinculada. como receita da União. através de seus Escritórios Regionais ou de Representação. devendo ser recolhido normalmente através de DARF. ficando o montante referente ao incentivo. conforme sua localização. ( ) 37. que deverá efetivar a incorporação destes recursos ao seu Capital Social. contados a partir da data de emissão do ofício de liberação. reservado e preservado em conta vinculada. EXERCÍCIOS DO MÓDULO 8: a) Um empreendimento já existente que tiver reconhecimento de redução do imposto de renda. disponível nas agências do Banco do Nordeste ou do Banco da Amazônia. NOTAS: 1.br .001.portaltributario. Este Incentivo pode ser utilizado cumulativamente ao Incentivo da Redução de até 37.5% www. a empresa deverá apresentar à ADENE ou á ADA. a empresa não pode optar pela dedução do Imposto de Renda em favor do FINOR ou FINAM.

aprovados. Finam e Funres..167..... RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 8: a) 2 (37.2003) b) 75.. nas datas de www... mediante depósito no Banco da Amazônia. isolada ou conjuntamente. para fins de apuração do Imposto de Renda...000.br . FORMA DE OPÇÃO A opção será manifestada na declaração ou no curso do ano-calendário. considerando um empreendimento na área da ADA. que sejam beneficiários das aplicações no Finor.000.. será de R$ . o IRPJ que deixou de ser pago por incentivo na área da ADENE ou ADA deverá (assinale a correta): ( ( ( ( ) Ser distribuído aos sócios ) Compor reserva de capital ) Compor reserva de lucros ) Ser mantido como Provisão de IRPJ a Pagar d) A data da extinção dos incentivos na área da ADENE e ADA. enquadrado em setores da economia considerados. parte do Imposto de Renda devido sobre o Lucro de Exploração de R$ 200..000../.5% até 31.... que...000 dividido por R$ 3... para base de cálculo do depósito.00 c) Para fins de contabilização do valor do incentivo. e) Uma empresa com empreendimento agroindustrial situado na ADA pretende reinvestir.250.000....001. de 1997. detenham. O valor máximo do incentivo. até o dia 2 de maio de 2001. 9º da Lei nº 8..000..00 Receita Líquida Total: R$ 3.000. pelo Poder Executivo. no órgão competente.00 em 2.portaltributario. prioritários para o desenvolvimento regional. nas datas de pagamento do imposto apurado trimestralmente.000) c) Compor reserva de capital d) 01/01/2014 e) R$ 60. 51% do capital votante de sociedade titular de projetos nas áreas de atuação das extintas Sudam e Sudene. ocorrerá em ..000..12../.00... com os seguintes valores de Receita Líquida: Receita Líquida Incentivada: R$ 2.00% (Cálculo: R$ 2. ( ) 20% b) Calcule o % de incentivo sobre o lucro da exploração. Cálculo: 30% x R$ 200..53 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © 3.com.250.. pelo menos..00.... MÓDULO 9: APLICAÇÃO DO IR EM INVESTIMENTOS REGIONAIS OPÇÕES DE INCENTIVOS A pessoa jurídica ou grupos de empresas coligadas de que trata o art.. poderão manifestar a opção pela aplicação de parte do imposto de renda em investimentos regionais. na declaração ou no curso do ano-calendário..

no montante de doze por cento.2001 As pessoas jurídicas submetidas à apuração do imposto de renda pelo lucro real. relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1º de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2013. em Darf específico com os códigos: 6677 (Finor). de 6 de julho de 1971): I . A partir do dia 2 de maio de 2001. 6692 (Finam) ou 6704 (Funres). 5º do Decreto-lei nº 1. LIMITE DAS APLICAÇÕES Sem prejuízo do limite específico para cada incentivo.30% (trinta por cento). de 1991 puderam optar pela aplicação de parte do imposto de renda devido em investimentos regionais destinados ao Finor.br .106. que não se enquadrem no art. para essas pessoas jurídicas. 1825 (Finam) e 1838 (Funres).10% (dez por cento). em Darf específico com os seguintes códigos: 1800 (Finor).145. PAGAMENTOS MENSAIS – CÓDIGOS DO DARF A pessoa jurídica que efetuar pagamentos mensais deverá recolher o valor correspondente à aplicação em investimentos regionais.167. relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1º de janeiro de 1998 até 31 de dezembro de 2003. a opção pela aplicação na DIPJ. Não é possível. mediante recolhimento por Darf específico (Medida Provisória nº 2. A opção manifestada é irretratável e os Darf utilizados para recolhimento com os códigos anteriormente mencionados não poderão sofrer retificação relativa ao código ou ao valor da www.128-9. os percentuais do imposto devido a seguir indicados. APLICAÇÕES ATÉ 02.179. ou no lucro real. de 26 de abril de 2001 e MP nº 2. relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1º de janeiro de 2004 até 31 de dezembro de 2008.05. de 16 de junho de 1970.portaltributario. Finam e Funres até 2 de maio de 2001. 6º do Decreto-lei nº 1. II .54 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © pagamento do imposto com base no lucro estimado. em favor do Programa de Integração Nacional (PIN) de que trata o art. trimestral ou anual. de 2 de maio de 2001). apurado mensalmente.com. em cada período de apuração. LIMITE DAS APLICAÇÕES As aplicações somente poderão ser efetuadas até o final do prazo previsto para a implantação dos respectivos projetos. incluídas as deduções compulsórias. somente é possível a aplicação nesses Fundos pelas pessoas jurídicas ou grupos de empresas detentores de 51% do capital votante de sociedade titular de projeto. 9º da Lei nº 8. A pessoa jurídica sujeita à apuração trimestral do imposto deverá recolher o valor correspondente à aplicação em investimentos regionais.20% (vinte por cento). III . e do Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulo à Agroindústria do Norte e do Nordeste (Proterra) de que cuida o art. apurado trimestralmente. o conjunto das aplicações em favor do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) e do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam) não poderá exceder.

que optaram pela aplicação de parte do imposto de renda devido em investimentos regionais destinados ao Finor. mesmo tributados com base no lucro real. de 1990) acarretará à pessoa jurídica infratora a perda.br . d) as pessoas jurídicas ou grupos de empresas coligadas. que não se enquadrem no art. relativamente à parcela da base de cálculo absorvida por este incentivo. submetidas à apuração do imposto de renda pelo lucro real. isolada ou conjuntamente. dos incentivos e benefícios de redução ou isenção previstos na legislação tributária.069. de 1989.167.167. de 1991. de pelo menos.portaltributario. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo fiscal relativo a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionado a comprovação pelo contribuinte da quitação de tributos e contribuições federais (art. b) como subscrição voluntária para o fundo destinatário da opção manifestada no Darf. c) a pessoa jurídica referida no art. 28 da Lei nº 7. 59 e 60 da Lei nº 9. quando o recolhimento for efetuado pelas demais pessoas jurídicas. deverão informar na DIPJ os valores aplicados. 13. de 2000. de 1991. As pessoas jurídicas. art. mediante recolhimento por Darf específico. b) a pessoa jurídica instalada em Zona de Processamento de Exportação – ZPE. quando o recolhimento for efetuado pelas pessoas jurídicas de que trata o art. 3º c/c art. Finam e Funres até 2 de maio de 2001. que não sejam detentores. PARCELA EXCEDENTE NO AJUSTE ANUAL A parcela excedente destinada aos fundos verificada no ajuste anual pelas pessoas jurídicas será considerada: a) como recurso próprio aplicado no respectivo projeto. de 1995). 9º da Lei nº 8. A prática de atos que configurem crimes contra a ordem tributária (Lei nº 8.28. VALOR MÍNIMO DAS APLICAÇÕES Não serão consideradas aplicações inferiores a R$ 8.137. Finam e Funres. PESSOAS JURÍDICAS NÃO BENEFICIADAS Não têm direito aos benefícios fiscais relacionados neste módulo: a) a pessoa jurídica que goze do benefício fiscal de redução por reinvestimento. 51% do capital votante de sociedade titular de projeto nas áreas das extintas Sudam e Sudene que seja beneficiário das aplicações no Finor. no ano-calendário correspondente. relativamente à parcela do lucro inflacionário tributada à alíquota de seis por cento. trimestral ou anual.55 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © receita (MP nº 2. e reedições).730.058. 9º da Lei nº 8. RECOMENDAÇÃO www.com. AJUSTE ANUAL – CÓDIGOS DO DARF O valor referente à aplicação em incentivos fiscais correspondentes aos valores apurados no ajuste anual deverá ser recolhido nos seguintes códigos: 7920 (Finor). 7933 (Finam) ou 7946 (Funres).

.56 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Para fins de planejamento tributário. as pessoas jurídicas poderão deduzir do lucro líquido. de 1997... EXERCÍCIOS DO MÓDULO 9: a) O benefício de aplicação de parte do imposto de renda em investimentos regionais. poderá optar.2001.637/2002.. no fundo escolhido.( ) Recolher o valor mensalmente.2006. na DIPJ..2003. em DARF 2. no órgão competente: 1. 3.com. pelo menos. quanto á opção de aplicação em incentivos fiscais de dedução do IRPJ: 1. as despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos..05. pela Lei 11.196/2005 A partir de 01. aprovados. c) Para fins de planejamento tributário. que. 2. a partir de 02...167. tendo o risco de recolher a maior o incentivo. recomenda-se. Base: art.br . mantendo o direito de receber os certificados de investimentos..... a partir de 01. 4. na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL. c) 2 MÓDULO 10: PESQUISA TECNOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA DE PRODUTOS Nota: os benefícios tratados neste módulo foram revogados.. detenham. recomenda-se que as empresas que não tiverem projetos próprios não recolham o incentivo fiscal em DARF específico porque não terão qualquer vantagem. INOVAÇÃO TECNOLÓGICA – CONCEITO www. isolada ou conjuntamente. 90% 50% 49% 51% b) As aplicações da questão anterior (a) somente poderão ser efetuadas até .01...portaltributario. no montante máximo permitido. 39 da Lei 10. é restrita á pessoa jurídica ou grupos de empresas coligadas de que trata o art. o seguinte percentual do capital votante de sociedade titular de projetos nas áreas de atuação das extintas Sudam e Sudene.. 9º da Lei nº 8.( ) Optar somente na época do preenchimento da Declaração de Informações da PJ RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 9: a) 51% b) o final do prazo previsto para a implantação dos respectivos projetos.. Se pagar tudo como IRPJ. Referido incentivo foi regulamentado pelo Decreto 4928/2003..01.

000. poderão ser depreciados na forma da legislação vigente.portaltributario. metrologia.000.00 Valor adicionado em 2. aplicáveis a produtos.000. os gastos deverão ser controlados contabilmente em contas específicas.000.000. em cada período de apuração posterior.000.000. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual.000. podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação do lucro real. bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e no efetivo ganho de qualidade ou produtividade.004: R$ 40. sistemas e pessoal.000.004: R$ 40.00 CONTROLE CONTÁBIL DOS GASTOS Para fins da dedução.000. licenças.000. máquinas e equipamentos.br .57 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Considera-se inovação tecnológica a concepção de novo produto ou processo de fabricação. individualizadas por projeto realizado.004 na Parte A: R$ 40. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos.003: R$ 960. resultando maior competitividade no mercado.00 Valor a ser excluído do lucro real = R$ 960.003: R$ 960. Exemplo: Valor excluído na Parte A do Lalur em 2.000.004: R$ 960.00 = R$ 960.00 Saldo final em 2.000. no período de apuração em que concluída sua utilização.000. na determinação do lucro real. FORMA DE UTILIZAÇÃO DO INCENTIVO EXCLUSÃO DA DEPRECIAÇÃO INTEGRAL Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. Exemplo: www. homologações e suas formas correlatas. normalização técnica e avaliação da conformidade. Exemplo: Gastos incorridos em instalações fixas: R$ 1.00 CONTROLE DO INCENTIVO NA PARTE B DO LALUR O valor do saldo excluído deverá ser controlado na parte B do Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) e será adicionado.com.00 Valor depreciado no período de apuração: R$ 40.000.00 Saldo não depreciado: R$ 1.000.00 – R$ 40. procedimentos de autorização de registros.00 Valor a ser adicionado na Parte B do Lalur em 2.00 = R$ 920.00 – R$ 40. processos.00 Depreciação dos gastos incorridos incentivados em 2. A exclusão do saldo não depreciado não se aplica para efeito de apuração da base de cálculo da CSLL.00 Controle do Saldo na Parte B do Lalur: Saldo final em 2. pelo valor da depreciação normal que venha a ser contabilizada como despesa operacional.

168. como incentivo adicional.002 No exercício de 2003. quando for o caso. e alterada pela Lei no 10. das contas do Ativo Diferido. credenciadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia para análise e aprovação técnica. valor equivalente a 100% (cem por cento) do dispêndio total de cada projeto que venha a ser transformado em depósito de patente. CONDIÇÕES PARA UTILIZAÇÃO DOS INCENTIVOS Para convalidar a adequação dos dispêndios efetuados.Projeto Inovação Produto XYZ (Ativo Imobilizado) C. de 2 de junho de 1993. os dispêndios somente poderão ser deduzidos se pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no País. Máquinas e Equipamentos . até que sejam satisfeitas as exigências previstas. A concessão do benefício fiscal adicional far-se-á mediante portaria do Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia. observadas regras fixadas em regulamento. 4o da Lei no 8. em pelo menos uma das seguintes entidades de exame reconhecidas pelo "Patent Cooperation Traty" (PCT): I – Departamento Europeu de Patentes (European Patent Office). os projetos de desenvolvimento de inovação tecnológica deverão ser encaminhados às agências de fomento. excluir. ou III – Departamento Norte-Americano de Patentes e Marcas (United States Patent and Trade Mark Office). nos termos dispostos no § 5o do art. O valor que servirá de base para a exclusão deverá ser controlado na parte B do Lalur. de 29 de dezembro de 2000. exceto os pagamentos destinados à obtenção e manutenção de patentes e marcas no exterior. de 19 de dezembro de 2001. em 31 de dezembro de 2002. tanto o normal quanto o adicional. a pessoa jurídica deverá comprovar. Fornecedores SALDOS DO ATIVO DIFERIDO DE 2. II – Departamento Japonês de Patentes (Japan Patent Office).2003 a empresa Alfa concluiu o projeto tecnológico de inovação de seu produto www. referentes a dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.00: D. ainda. na determinação do lucro real. e.000.332. Para se utilizar dos incentivos (normal e adicional). Para gozo do benefício fiscal previsto. federais ou estaduais. quando poderão ser excluídos na determinação do lucro real. o incentivo aplica-se também aos saldos.com.661. devidamente registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). com vistas ao gozo do benefício fiscal adicional. o recolhimento da contribuição de intervenção no domínio econômico instituída pela Lei no 10. Exemplo: Em 20.br . por projeto. a pessoa jurídica poderá.58 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Projeto de inovação tecnológica do Produto XYZ: Aquisição de 1 máquina no valor de R$ 250.12. INCENTIVO ADICIONAL PARA PATENTES Sem prejuízo do incentivo normal.portaltributario.

com. O total de gastos contabilizados foi de R$ 1.000. c) R$ 4.000.00 = R$ 485. ser comprovados por documentação idônea.000. ( 2.000. R$ 4. ( ) Ministério da Ciência e Tecnologia ) Receita Federal ) INPI ) Ministério da Indústria e Comércio b) Calcule a parcela incentivada normal. registrados no Diferido .00.00 no período.000. registrando-o no INPI.000. o valor integral de gastos. que deverá estar à disposição da fiscalização da Secretaria da Receita Federal.000.000. de R$ 1. compete a qual órgão federal a aprovação do programa? 1.00 (o incentivo adicional é exclusivo para os gastos pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no País e pagamentos destinados à obtenção e manutenção de patentes e marcas no exterior). no lucro real apurado no balancete de redução/suspensão do imposto de 31. Poderá excluir. Valor já contabilizado como amortização no período: R$ 15.000. Em 29.150.08.150.portaltributario. Deste valor.2004. de uma empresa com programa de inovação tecnológica aprovado por órgão competente. observando-se todas as condições para utilização do respectivo incentivo.Ativo Permanente: R$ 500. a ser excluída no Lucro Real e na base de cálculo da CSL.000.59 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Beta. O saldo advém de pagamentos a pessoas jurídicas domiciliadas no exterior.08. de uma empresa com programa de inovação tecnológica aprovado que tenha contabilizado o seguinte: Gastos incorridos.00 (todo este valor foi pago a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no País).br . a qualquer tempo. ( 4. Este projeto foi submetido à análise e aprovação do Ministério da Ciência e Tecnologia e das demais regras pertinentes.00 c) Calcule a parcela incentivada adicional.2004.00 referem-se a pagamentos a pessoas físicas e jurídicas domiciliadas no Brasil e pagamentos destinados à obtenção e manutenção de patentes e marcas no exterior. EXERCÍCIOS DO MÓDULO 10 a) Para obtenção de incentivos fiscais adicionais decorrentes de inovação tecnológica.00 de gastos totais. ( 3. a mesma empresa obteve registro de depósito de patente do mesmo processo no “European Patent Office”. transformado em depósito de patente no INPI e no “Japan Patent Office” que tenha contabilizado: R$ 5.00 – R$ 15. MÓDULO 11 – INCENTIVOS À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA A www.00. Nota: Os valores registrados deverão. RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 10 a) 1. b) R$ 500.500.000.500. a ser excluída do Lucro Real.

observado o limite específico para as atividades audiovisuais Artigos 475 478. no Guia Tributário On Line. V . ADENDO: QUADRO RESUMO DOS LIMITES DE APLICAÇÕES EM INCENTIVOS FISCAIS Incentivos Fiscais Base de Cálculo do Incentivo Limite de Dedução Individual Limite de Dedução Cumulativa Embasamento Legal 15% das despesas de custeio do PAT.2006 Veja tópico Incentivos à Inovação Tecnológica.br .01.os resultados obtidos em operações realizadas no exterior. nos casos em que o valor realizado dos bens objeto da reavaliação tenha sido registrado como custo ou despesa operacional e a baixa da reserva tenha sido efetuada em contrapartida à conta de: www. líquidas da Programa de parcela cobrada dos Alimentação ao empregados ou 15% de R$ Trabalhador .a parte das receitas financeiras que exceder às despesas financeiras. II . III .PAT 1. 504 a 507.os baixados na conta de reserva de reavaliação. 591 do RIR/99 Atividade Audiovisual Valores aplicados na aquisição de certificados de investimentos em projetos aprovados pelo Ministério da Cultura 3% do IRPJ devido 4% do IRPJ devido.99 x número de refeições fornecidas no período.portaltributario. 581 a 587 do RIR/99 15% dos dispêndios incorridos no período Doações efetivamente realizadas 1% do IRPJ devido Não existe Art. 484 a 488 do RIR/99 Operações de Caráter Cultural e Artístico Valor das doações e patrocínios realizados 4% do IRPJ devido LUCRO DA EXPLORAÇÃO Considera-se lucro da exploração o lucro líquido do período de apuração antes de deduzida a provisão para o imposto de renda. IV .os resultados não operacionais. o que for menor Programa de Desenvolvimento Tecnológico Industrial ou Agropecuário – PDTI/PDTA Doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente 4% do IRPJ devido 4% do IRPJ devido Artigos 491 a 493.60 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © PARTIR DE 01. ajustado pela exclusão dos seguintes valores: I .os rendimentos e prejuízos das participações societárias.com.

2º da Lei nº 8.portaltributario. em função da taxa de câmbio ou de índices ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual são consideradas como receitas ou despesas financeiras.br.com. Acesse: http://www.htm Manual IRPJ Lucro Presumido. depreciação.htm Manual Básico de Direito Tributário: www. a CSLL devida. relativa ao período de apuração.htm Manual Cooperativas – Aspectos Societários.htm Manual PIS e COFINS.br .61 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © a) receita não operacional.portaltributario. Acesse: http://www.portaltributario.portaltributario. Será adicionada ao lucro líquido. não computada no resultado do mesmo período de apuração.portaltributario. Acesse: http://www.200.com. para efeito de determinação do lucro da exploração. Código Tributário Nacional (CTN). Acesse: http://www.os tributos e contribuições com exigibilidade suspensa. realizado a partir do período em que o empreendimento instalado na área de atuação das extintas Sudene e Sudam entrar em fase de operação. exaustão ou baixa a qualquer título.br/obras/reavaliacaodebens. Acesse: http://www.portaltributario. VI . de 25 de outubro de 1966.com. Contábeis e Fiscais. conforme o caso.br/obras/irpjlucroreal. VIII .htm OBRAS ELETRÔNICAS .portaltributario. 544 do RIR/99 e art. para efeito de determinação do lucro real.com. CONHEÇA NOSSOS MANUAIS TRIBUTÁRIOS ATUALIZÁVEIS: Manual IRPJ Lucro Real. serão diminuídas do lucro da exploração no período em que ocorrer o efetivo pagamento dos tributos e contribuições.br/obras/simplesfederal. Proibida a reprodução ou distribuição.com. adicionados ao lucro líquido.br/100ideias.htm Manual Simples Federal. As variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações da pessoa jurídica. b) patrimônio líquido.com. de 1991) computada para determinação do lucro real em razão da realização de bens ou direitos mediante alienação. salvo com expresso consentimento do detentor dos direitos autorais.br/mbdt. Distribuição autorizada somente no site PORTAL TRIBUTÁRIO www. 151 da Lei nº 5.com.htm www.a parcela do lucro inflacionário apurado na fase pré-operacional. Base: art.172.a reserva especial (art.portaltributario. controladas na Parte B do Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). na forma dos incisos II a IV do art. amortização.com.portaltributario. VII .portaltributario. As importâncias acrescidas.htm Manual Reavaliação de Bens.PORTAL TRIBUTÁRIO® EDITORA: 100 Idéias Práticas de Economia Tributária: www. Este manual é de propriedade autoral (registrada). 57 da IN SRF 267/2002.com.br/obras/piscofins.com. Acesse: http://www.br/obras/irpjlucropresumido.br/obras/cooperativas.

br Legislação TRABALHISTA comentada em tópicos: www.htm MODELOS DE CONTRATOS – acesse www.htm Manual do Perfil Profissiográfico Previdenciário: www.br/cipa.com.htm Manual do Empregador Doméstico: www. www.com.portaltributario.htm A relação completa de nossas obras eletrônicas está em www.62 – Manual de Benefícios Fiscais do IRPJ © Guia Tributário On Line: um manual dos principais tributos brasileiros.br/ppp.guiatrabalhista.com.br/med.com.br/obras.htm Manual Básico da CIPA: www.guiatrabalhista.guiatrabalhista.portaltributario.htm CLT Atualizada e Anotada: www.htm PORTAL TRIBUTÁRIO® EDITORA LTDA – todos os direitos reservados © www.com.com.br/manual.com.guiatrabalhista.portaldoscontratos.br/clt.br Manual Básico de Rotinas Trabalhistas: www.br/guia.portaltributario.guiatrabalhista.com.br .com.guiatrabalhista.com.

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